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Após quase dois anos preso, almirante Othon recebe a liberdade

 
Jornal GGN - A segunda instância contrariou a prisão preventiva do almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, considerado o pai do programa nuclear no Brasil e um dos mais importantes cientistas nucleares no país. 
 
Detido por quase dois anos em um desdobramento da Operação Lava Jato e condenado em primeira instância a 43 anos de prisão por supostamente ter cometido cinco crimes - corrupção passiva, lavagem de dinheiro, embaraço às investigações, evasão de divisas e participação em organização criminosa -, o cientista foi liberado da cadeia apenas nesta semana.
 
A primeira prisão de Othon, de 77 anos, foi decretada pelo juiz Marcelo da Costa Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal de Brasília, ainda em julho de 2015. Então investigado, o cientista conseguiu passar ao regime aberto em dezembro daquele ano, sendo novamente preso em julho de 2016.
 
A suspeita alegada pela Justiça do Distrito Federal era que o pai do programa nuclear brasileiro ainda mantinha influência na Eletronuclear, onde desvios e irregularidades em contratos foram detectados, a exemplo do que ocorreu com a Petrobras.
 
A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) sustentava que o almirante recebeu  R$ 4,5 milhões por meio de propina, que seria 1% dos contratos firmados entre a Eletronuclear e as empreiteiras Andrade Gutierrez e Engevix, para a construção da Usina Nuclear Angra 3, no complexo nuclear de Angra dos Reis.
 
Condenado a 43 anos de prisão, o advogado de Othon, Helton Marcio Pinto, enfatizava que, para a idade do militar, a punição seria o equivalente a uma pena perpétua. Ainda dentro de seu contexto de luta judicial, Othon lutava contra um câncer de pele e chegou a tentar cometer suicidio na cela, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, dizendo-se inocente e "injustiçado". 
 
O intento foi em agosto de 2016, quando já aguardava respostas da segunda instância, o que só veio a ocorrer mais de um ano depois. Nesta semana, a 1ª Turma do TRF2 (Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região) decidiu soltar da cadeia o ex-presidente da Eletronuclear. Por unanimidade, os desembargadores concederam a liberdade. "A soltura é um ato de justiça e humanidade", disse o advogado Fernando Fernandes. 
 
 
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12 comentários

Comentários

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E o " Coronel " ?

    O "coronel" da Argeplan, dizem que sócio do Temer, bem que poderia assumir o lugar do VALM Othon, afinal tb. é acusado com relação aos varios propinodutos da enrolada Eletronuclear.

     Quanto a VALM Othon fica a maxima de sempre : Nunca enquanto ex-militar aceite qualquer cargo ou investidura em empresas do "governo", tanto de adm. direta ou pior ainda de "economia mista", pois serás um "laranja" perfeito.

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Mariano S Silva

Graças a Deus!!! A injustiça

Graças a Deus!!! A injustiça ficou menor! E se ele tivesse tido sucesso no ato de suicídio que ele tentou? Seria outro mártir que nem o reitor da UFSC, Cancelier.

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maria rodrigues

O argumento para a soltura de

O argumento para a soltura de Othom é pobre. E, ao que parece, câncer de pele, a não ser um Melanoma, não seria suficiente para desfazer uma pena tão grande, mandando soltá-lo. Aí tem coisa!

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curiosamente, a mídia nunca mencionava que era militar

de alta patente.

eu não sabia que podia haver prisão na 1ª instância.

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"Somente os superficiais se conhecem a si mesmos"

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Cesar Cusatis

Vice-almirante Othon.

Othon cientísta, Nassif, sei não...

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sabra

Othon , Dirceu, Vaccari, Pizzolato, Cancelier e quantos mais????

Quantos mais mofam nos carceres da Lava Jato, ou do mensalão. A dosimetria da pena de Othon, demonstra claramente o ódio e o objetivo de quem o julgou. Queriam calar para sempre. A sociedade intimidada pelo discurso religioso da luta contra a corrupção, permitiu que atingissem a vida de homens  de respeito e de tantos serviços prestados  ao país.

E todos os que  condenaram  Othon sabem que a acusação é a mesma contra as políticas que iriam levar o país a uma soberania.. Mataram Othon como mataram Cancelier e querem matar a soberania do país. Apenas Cancelier nos observa  de não tão longe. Othon destroçado vaga pelo nosso mundo. Só espero que Othon se reerga e conte a todos o que a mídia quer esconder, e o que os políticos como Serra e juizes como Moro Bretas e tantos outros  querem entregar para poderosas mãos externas.

Os horrores continuam, em breve contra todas as leis o supremo provavelmente liberará a extradição de Battisti, enquanto as hienas tomam conta do banquete.

 

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O crime dele foi peitar os "states" e não ...

... permitir a fiscalização (ou espionagem) descarada do programa nuclear brasileiro.

Patriota no Brasil vai para cadei, já vigarista tem acesso a cargo público, altamente remunerado e com isenção de culpa ou habeas corpus eterno para os crimes cometidos.

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julião

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serralheiro 70

Prisão absurda.

Pelos elevados serviços prestados ao Brasil e condições de idade e comprometimento de saúde  prisão provisória do Almirante Othon foi mais um destes absurdos que estamos conhecendo no atual quadro de anormalidade nacional. Vergonhosa agressão a quem tanto fez pelo Brasil. Crime lespa-pátra praticado por agentes públicos aloprados. Em contraposição ao que afirmou o advogado que a soltura foi um ato de justiça e humanidade, posso afirmar que a arbitrário prisão foi injusta e desumana. Vergonhosa pecha nacional

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Só aproveitando a deixa já que

Só aproveitando a deixa já que Bretas foi o pai da matéria. Alguém se deu por conta ou parou para pensar que foi o togado que mandou prender o Nuzman, e isso ocorreu bem no dia em que Obama esteve no Brasil?

 

ps: prestação de contas com a casa grande?

 

 

 

 

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Celso Paulo da Silva

Comandante Othon, este é o

Comandante Othon, este é o preço estipulado pela vaza jato para quem defende o Brasil. Se o Senhor fosse como o serra, o fhc, o aéio, e tantos outros, o Senhor estaria aí tranquilo e calmo com muito dinheiro lá fora e a mídia, a vaza jato e o judiciário o deixaria em paz. Quando pensar que essa injustiça contra o senhor foi muito grande, lembre-se de Tiradentes, Jango, Brizola, Getúlio, Lula e tantos outros amados pelo povo e por isso odiados pela raça pelega que habita a o topo da sociedade deste sub-país.

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O grande problema de um erro

O grande problema de um erro judicial que prejudica um cidadão é que jamais será corrigido totalmente. Os efeitos do ato bárbaro sempre persistirão, seja na alma do injustiçado, seja na sua família e, inclusive após sua morte, em toda sua descendência.

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izaías almadaI

Caro Nassif: Conhecendo o

Caro Nassif:

Conhecendo o Brasil os métodos criminosos usados pela famigerada Operação LavaJato, gostaria de saber se diante das acusações formuladas acima pela matéria, baseadas em denúncias do "insuspeito" MPF, alguma delas foi provada? Ou se tudo não se passou em outras esferas do poder para, como em tantas "denúcias" do MPF e ampliadas pela inescrupulosa investigação do poder paralelo dos promotores, delegados e juízes de Curitiba, aniquilar moralmente um homem que incomodava pelo seu saber aos informantes do Departamento de Estado norte americano?

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