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Após delação da JBS, governo acelera liberação de verbas de emendas parlamentares

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Foto: Marcos Corrêa/PR
 
Jornal GGN - Após o dia 17 de maio, quando foi revelado o conteúdo das delações de Joesley e Wesley Batista, da JBS, o governo de Michel Temer liberou quase R$ 1 bilhão em emendas parlamentares. O repasse dos recursos, majoritariamente destinados à base aliada, já estava previsto, mas a liberação ocorreu depois da delação premiada. 
 
Temer começou a ser investigado por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) após as revelações dos irmãos Batista, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve apresentar uma denúncia contra o presidente.
 
Para começar a julgar a acusação contra Temer, o Supremo deve aguardar a autorização de dois terços da Câmara dos Deputados, ou 342 deputados. 
 
Os dez parlamentares que lideram a das emendas empenhadas são da base aliada, de partidos como DEM, PMDB, PP e PR. Marco Rogério (DEM-RO), foi o deputado que recebeu o maior valor. Ele é cotado ser o relator da provável denúncia contra o peemedebista.
 
Antes da crise deflagrada pela JBS, a Secretaria de Governo da Presidência havia solicitado que o pagamento de R$ 1,8 bilhão em emendas fosse antecipado, para angariar apoio para a reforma da Previdência. Seriam desembolsados R$ 1 bi em abril e outros R$ 800 milhões em maio, mas, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a liberação só aconteceu efetivamente depois da delação de Joesley e Wesley Batista. 
 
Antonio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo, afirma que uma nova rodada de pagamentos será realizada até o final de junho. No total, R$ 6,3 bilhões do Orçamento estão previstos para emendas parlamentares no ano. 
 
O ministro negou que o aumento dos repasses esteja relacionado com a crise enfrentada pelo governo, dizendo que não há “nenhuma orientação para pagar nem mais nem menos” e que a liberação das verbas segue uma “sequência normal”. 
 
Ainda segundo o Estadão. entre 17 de maio e 13 de junho foram liberados R$ 486,4 milhões em restos a pagar (valores de outros anos) e mais R$ 467,5 milhões empenhados (compromissos de pagamentos), em um total de R$ 953,6 milhões para deputados e senadores em menos de um mês. O valor equivale a metade do que foi autorizado desde o início deste ano. 
 
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6 comentários

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fidelidade custa caro...

e de que adianta o combate, se a própria casa cria várias oportunidades para a corrupção?

no caso, muito pior, obstrução vergonhosa da justiça

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acertou em cheio...

quem disse que todos os que foram condenados no mensalão eram, além de inocentes, santos

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Serjão

Não pode

Nem xingar, muito menos escrachar.

Vagabundos, pilantras, bandidos, canalhas, ladrões, quadrilheiros, mafiosos, ratazanas, escrotos, escória, porcos, urubus, FDPs...

Desculpa aeh, foi mal. Perdão.

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imagem de ADROALDO LIMA LINHARES
ADROALDO LIMA LINHARES

ALGUEM PRECISA FAZER ALGUMA COISA!

Só a fiésp pode resolver o impasse que vive o Brasil! Afinal, são êles que mais entendem de pactos!

Abaixo, várias imagens dos pactos da fiéspe, cortesia do Grupo joesley.

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ATavares

Apenas uma amostra da famosa

Apenas uma amostra da famosa habilidade política de Michel Temer, capacidade de aglutinação e abertura para o diálogo com as forças políticas, tão alardeadas pela hipócrita mídia.

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ze sergio

após....

Falta de dinheiro? O Brasil quebrado? Responsabilidade com as finanças? Onde? E tudo isto acontece e o Risco Brasil não aumenta. O dólar na dispara. Multinacionais não temem assinar contratos e compras que poderão ser canceladas ou não respeitados os tais contratos. Lembram: "O Brasil tem que respeitar os contratos". O dinheiro estrangeiro, via especulação travestida de investimentos, continua desembarcando na Pátria do Lucro Fácil. Atas do BC? Para que? O Temer, dois meses antes já antecipa a queda dos juros. BC livre? E dengue? E chicungunya? E microcefalia? E febre amarela? Tudo é relativo e tudo sumiu do noticiário. O importante é que as crianças, inocentemente, continuem brincando no play ground.   

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