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Banco Pine, acusado de lavagem de dinheiro na Lava Jato, financiou empreendimentos de Yunes, que vendeu para Temer
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País vive nova ordem institucional, com raízes mais recentes do Plano Real, avalia André Araújo em entrevista no Sala
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Serra é um político à deriva. É detestado no PSDB, suportado no governo Temer e se tornou eleitoralmente irrelevante
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Multimídia do dia

As imagens e os vídeos selecionados.

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Fora de Pauta

O espaço para os temas livres e variados.

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Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

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Xadrez do elo desconhecido entre Temer e Yunes

Qual a razão do primeiro amigo de Michel Temer, José Yunes, ter entrado em pânico, quando seu nome apareceu em delação de executivo da Odebrecht, a ponto de procurar o Ministério Público Federal para uma delação sem sentido.

A jornalistas, Yunes disse que lhe foi solicitado por Elizeu Padilha – Ministro-Chefe licenciado da Casa Civil – que recebesse “documentos” em seu escritório. Os tais “documentos”, na verdade, eram propinas pagas pela Odebrecht e levadas até ele pelo notório doleiro Lúcio Funaro.

Aos jornalistas, Yunes declarou ter sido apanhado de surpresa. E, assim que se deu conta do ocorrido, procurou o amigo Temer, que o acalmou.

Ao MPF, declarou que nada disse a Temer.

De sua parte, Temer mandou informar os jornais que exigirá explicações de Padilha.

O que está por trás dessa dança dos lobos, tão desesperada e tão sem nexo?

Dias atrás o grupo Anonymous divulgou um pacote de documentos sobre negócios de Yunes, Temer e outros sócios. Leia mais »

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Por que o governo Temer segue vivo após tantas denúncias?, por Leonardo Sakamoto

Por que o governo Temer segue vivo após tantas denúncias?

por Leonardo Sakamoto

Todos os presidentes após a redemocratização poderiam ter sofrido impeachment. Haveria razões para tanto – ou elas nasceriam pelas mãos da inventividade política. Isso não aconteceu porque contaram com o apoio político do Congresso Nacional e o respeito do Supremo Tribunal Federal.

Um impeachment de Temer é, ainda hoje, algo impensável. Uma parte considerável dos deputados federais, senadores e da classe política deposita nele a esperança de que poderá frear, de alguma forma, a operação Lava Jato, impedindo-os de ir para o xilindró ou devolver milhões roubados. Menos impensável, mas ainda assim remota, é a chance de cassação da chapa Dilma-Temer durante a gestão Gilmar Mendes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Até aí, nada de novo.

Mas pouco se fala da segunda perna desse apoio, que vem de uma parte da elite econômica. Empresários brasileiros e estrangeiros têm condicionado seu apoio ao governo Michel Temer à aprovação de reformas que combatem a crise econômica jogando a fatura no colo dos mais pobres ao mesmo tempo que usam a própria crise como justificativa a fim de reduzir a parte do Estado que atende às necessidades da xepa humilde, protegendo os mais ricos via manutenção de altos subsídios e baixa carga tributária de sua renda e seu patrimônio.

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Procuradora de Santa Maria culpa vítimas por mortes na boate Kiss

Fachada da boate Kiss, onde um incêndio em 2013 matou 242 pessoasFachada da boate Kiss, onde um incêndio em 2013 matou 242 pessoas

Jornal GGN - Mirela Marquezan, procuradora de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, disse o impensável: "Certamente diferentes fatores contribuíram para esta diferença de condutas e desfechos, sendo, um deles, o estado de sobriedade ou de embriaguez de cada um dos frequentadores do estabelecimento, fato que deve ser bem analisado em cada caso concreto". Ou seja, ela sugeriu que a embriaguez colaborou para as mortes dos jovens na boate Kiss. Foram 242 pessoas que perderam suas vidas.

Mirela sugere ainda que, se não estivessem em estado alterado, os jovens conseguiriam sair da boate, como tantos outros. Isto é, ela culpa as vítimas por suas mortes. 

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Lista de Livros: Quem é o povo no Brasil?, de Nélson Werneck Sodré

Seleção de Doney

Lista de Livros: Quem é o povo no Brasil?, de Nélson Werneck Sodré

Editoria: Civilização Brasileira

Opinião: bom

Páginas: 66

     “Há, evidentemente, em todos os tempos, população e povo. Os dois termos designam a mesma coisa apenas na fase inicial da história humana, a da comunidade primitiva, quando não existem classes: povo é então toda a população. A divisão do trabalho assenta em condições naturais e não em condições sociais; assenta nas condições de sexo e idade: o homem realiza determinado trabalho; a mulher, outro; o velho, outro. É uma divisão natural: não torna alguns elementos mais ricos do que os outros, nem mais poderosos. Mas quando a sociedade se desenvolve, surgem as classes sociais e, com elas, a divisão social do trabalho: uns trabalham, outros usufruem do trabalho alheio. A partir desse momento, povo já não é o mesmo que população: os termos começam a designar coisas diferentes. E não há, a partir de então, critério objetivo para definir o conceito de povo que não esteja ligado ao conceito da sociedade dividida em classes.”

*

     “Em diferentes fases históricas e em diferentes países, portanto, o conceito de povo corresponde a diferentes agrupamentos de forças sociais. Há uma composição específica para cada situação concreta; não uma situação eterna e imutável; povo não é a mesma coisa em diferentes situações históricas. Mas, evidentemente, encontra-se um traço geral, permanente, que atravessa a história e se repete em cada lugar, algo que existe em qualquer tempo e em qualquer lugar, quando se trata de povo e se procura definir o conceito, para compreender o papel dessa força social na vida política. Esse traço é o seguinte: em todas as situações, povo é o conjunto das classes, camadas e grupos sociais empenhados na solução objetiva das tarefas do desenvolvimento progressista e revolucionário na área em que vive.

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A autonomia militar e a soberania nacional, por Roberto Amaral

Para o governo, o papel das Forças Armadas é o de Guarda Nacional

A autonomia militar e a soberania nacional

por Roberto Amaral

O país que não incentiva a modernização das Forças Armadas renuncia ao futuro. Lamentavelmente, não se pode esperar essa visão do atual governo

Em artigo a Carta Capital ("O Brasil precisa de um setor siderúrgico eficiente e competitivo", publicado na edição 940 de CartaCapital com o título "As três autonomias"), a propósito de oportuna defesa da siderurgia brasileira, ponto de partida, como ensinou Getúlio Vargas, de qualquer projeto de construção nacional, o ex-ministro Antonio Delfim Neto, destaque do pensamento conservador, delineia as três autonomias sem as quais, diz ele, "nenhuma nação será independente".

Eu quase diria que é um bom ponto de partida para um Programa Nacional, um Projeto de País, de que tanto carecemos. E assim vou comenta-las.  Essas condicionantes, inafastáveis, são: 1) a autonomia alimentar, 2) a autonomia energética e 3) a autonomia militar.

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Usina de guerra híbrida: como se fabricam notícias antirrussas

© AFP 2016/ Kirill KUDRYAVTSEV

do Sputinik

Usina de guerra híbrida: como se fabricam notícias antirrussas

Não é um segredo que a mídia americana não se cansa de apresentar a Rússia como um “supervilão omnipresente”, tentando incutir o medo de Moscou nos seus cidadãos e os distrair dos problemas internos, diz o fundador do portal The Intercept Glenn Greenvald.

"Putin, bem como os terroristas da Al-Qaeda e os comunistas soviéticos anteriormente, está [hoje em dia] por toda a parte. A Rússia está por trás de todas as desgraças, principalmente, claro, por trás da derrota de Hillary Clinton nas eleições [presidenciais de 2016]. E se alguém se atreve a questionar isso, ele passa automaticamente a ser considerado como um dos traidores que, provavelmente, trabalham pessoalmente para Putin", observa o jornalista da Intercept.

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100 anos da Revolução Russa, por Eduardo Mancuso

 

do Sul21

100 anos da Revolução Russa

por Eduardo Mancuso

Em fevereiro de 1917, em plena guerra mundial, o regime czarista da Rússia é derrubado por um amplo levante de massas. Alguns meses mais tarde, em outubro (no antigo calendário, as revoluções russas de março e novembro, ocorreram duas semanas antes, em fevereiro e outubro, e assim ficaram conhecidas), apoiado na mobilização popular e nos sovietes (conselhos) de operários, soldados e camponeses que tomam todo o país, os bolcheviques liderados por Lênin e Trotsky conquistam o poder. Pela primeira vez na história, desde a radicalmente democrática Comuna de Paris ser afogada em sangue pela reação burguesa, uma revolução vitoriosa dá início a construção de uma sociedade socialista. A barbárie imperialista da Primeira Guerra Mundial havia aberto uma nova época, a era da atualidade da revolução. Começava um novo capítulo da modernidade. O século XX iniciava.

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A menina alemã, por Sergio da Motta e Albuquerque

 

A menina alemã

por Sergio da Motta e Albuquerque

No início dos anos 60 eu e minhas irmãs vivíamos, com nossos pais, em um condomínio fechado na Zona Norte do Rio de Janeiro. Lá vivia também uma família alemã. Uma casal idoso que trazia sua neta para brincar conosco. Não sei muito bem por quê: era gente fechada que não mantinha contato com nossos vizinhos. A casa deles era diferente, quase toda fechada, e parecia dizer à nós todos que eles queriam ficar ali sem ser incomodados.

Mas eu lembro que nós, eu e minha irmã mais velha, costumávamos frequentar a casa e brincar com a garota. Seu nome era Martine, e ela era neta do Sr. Franz e da Dona Katharina. Ela nunca conseguiu entender muito bem o Brasil. Fazia confusão, e acreditava que nós (eu e minha irmã) éramos uma gente meio árabe, meio espanhola. Eu ficava entretido com os devaneios e as interpretações teatrais de Martine sobre o que ela imaginava ser a minha família. Ela dançava, fingia tocar castanholas e representava um mundo que estava tão distante dela quanto o meu. Era divertido. E ela era bonita. Alta, loura e inteligente.

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Agroecologia vê com preocupação mais um pacote do governo para o agronegócio

Políticas que prevêem a redução do uso de agrotóxicos e os pequenos produtores deverão ser prejudicados pelo novo pacote (Foto ARQUIVO/EBC)

da Rede Brasil Atual

Agroecologia vê com preocupação mais um pacote do governo para o agronegócio

Acordo entre o Banco do Brasil e as Ematers, que prevê criação de correspondentes bancários nessas entidades, deve atrair médios e grandes produtores e deixar de fora os pequenos, já excluídos
 
por Cida de Oliveira, da RBA

São Paulo – A Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) manifestou hoje (25) preocupação com o projeto do Banco do Brasil de facilitar ainda mais a concessão de crédito aos grandes produtores rurais. Na última quinta-feira, já às vésperas do carnaval, diretores do setor de agronegócio do banco se reuniram com o presidente da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), Argileu Martins da Silva, para discutir a criação de correspondentes bancários nessas entidades. De acordo com a Asbraer, o objetivo é facilitar o crédito rural e serviços para os produtores de médio porte, além de padronizar a concessão de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

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Quem vê que em branca neve nascem rosas

Enviado por Gilberto Cruvinel

Quem vê que em branca neve nascem rosas

Luís Vaz de Camões

Quem pode livre ser, gentil Senhora,
Vendo-vos com juízo sossegado,
Se o Menino que de olhos é privado
Nas meninas de vossos olhos mora?

Ali manda, ali reina, ali namora,
Ali vive das gentes venerado;
Que o vivo lume e o rosto delicado
Imagens são nas quais o Amor se adora. Leia mais »

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Lenio Streck e a fumaça da imprensa, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Lenio Streck e a fumaça da imprensa

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Em artigo publicado no Consultor Jurídico recentemente, o jurista Lenio Streck abordou as contradições da discussão acerca do foro privilegiado tal como a mesma foi conduzida pela imprensa.

A julgar pelo conteúdo do texto, me parece evidente que Streck pretende debater racionalmente com uma imprensa que não consegue mais nem mesmo ser irracional. Deixa disso Lenio... A fumaça da guerra já conseguiu tornar tudo turvo e incerto.

No século XIX era difícil saber quem havia ganho um conflito armado. Depois que os fuzis e canhões começavam a cuspir chumbo e a fazer fumaça os generais não conseguiam ver direito como o que estava ocorrendo.

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A misteriosa sociedade de José Roberto Marinho com Marcos Yunes, por Miguel do Rosário

Na foto, Marcos Yunes, filho de José Yunes, o “amigo de Temer”

de O Cafezinho

A misteriosa sociedade de José Roberto Marinho com Marcos Yunes, filho do amigo e ex-assessor de Michel Temer

por Miguel do Rosário

O Cafezinho teve acesso a um documento interessante, seguindo a trilha de reportagem iniciada pelo blog do Rovai, que por sua vez se baseou em post e documentos divulgados pelo blog Tabapuã Papers.

É o documento (ver abaixo) oficial de criação da empresa Marau Administração de Bens, que integra um conjunto de documentos divulgados pelo Tabapuã Papers.

Nela, figuram como sócios, entre outros, José Roberto Marinho, um dos donos da Globo, Marcos Yunes – filho do “amigo de Temer” e ex-assessor presidencial, José Yunes -, e a offshore Shadowscape Corporation, que aparece no Panama Papers, um dos maiores vazamentos do mundo de contas em paraísos fiscais.

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