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O suposto banqueiro suíço, avô da herdeira, era um homônimo e foi enterrado em urna doada pela prefeitura de Miraí
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O ajuste fiscal tem sido incoerente, sem avaliar todas as despesas, especialmente as financeiras, em privilegiar grupos
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Jucá, Renan e Sarney estão entre possíveis favorecidos por medidas da PF, além de ministros do TCU
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Carmen Lúcia determina transparência de salários e benefícios de magistrados


Fotos Públicas
 
Jornal GGN - A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, determinou que todos os tribunais devem divulgar a folha de pagamento dos magistrados. A medida ocorre um dia após a notícia de que o procurador da República da força-tarefa do Paraná, Carlos Fernando dos Santos Lima, recebe acima do teto permitido.
 
Via de regra, as decisões administrativas da Suprema Corte servem de métrica para todo o sistema judiciário, incluindo os órgãos de investigação do Ministério Público Federal (MPF), a exemplo do que ocorreu com a decisão de não reajustar o salário dos ministros do STF, decisão que foi acompanhada imediatamente depois pelo Ministério Público.
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Kortunov e o Estado de Exceção no Brasil, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Pedro Estevam Serrano se destaca entre os autores que se preocupam em definir os contornos do Estado de Exceção implantado no Brasil em 2016 e que vinha sendo construído pelo STF desde o julgamento do Mensalão do PT. Ele escreveu o livro "Autoritarismo e golpes na América Latina" e tem ministrado cursos sobre o assunto e colaborou com o texto “A sentença de Lula como medida de exceção” no livro “Comentários a uma sentença anunciada: o processo Lula”, Bauru, 2017, vários editores.

No texto acima referido, Serrano destaca que é “...bastante evidente que o juiz Sérgio Moro admitiu a defesa como um mero simulacro, uma maquiagem. Os argumentos e as provas apresentadas pela defesa, assim como os depoimentos em favor do réu, nunca chegaram a ser considerados com o peso devido. A própria manutenção de Moro à frente do processo, quando a suspeita de parcialidade contra Lula era praticamente explicita, foi de uma inconveniência absoluta.” (livro “Comentários a uma sentença anunciada: o processo Lula”, Bauru, 2017, vários editores, p. 410).

Um pouco adiante, o autor refere-se a hipernomia geradora anomia geral, esclarecendo que:

“A produção de normas de conceito impreciso submete os cidadãos a um poder arbitrário, pois não há controle de validade sobre o espectro normativo onde existe a norma. A legalidade sancionatória está paulatinamente perdendo o seu caráter de proteção e convertendo-se em mecanismo de exceção.

 

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Manoel D'Almeida Filho: cordel e excelência, por Aderaldo Luciano

Neste ano de 2017, tendo o dia 8 de junho passado como marco, celebram-se 22 anos de morte de Manoel D'Almeida Filho, o clássico poeta do cordel brasileiro. Sabemos que o filho da Paraíba, radicado em Sergipe, foi um poeta predestinado. Nascido na grota mais profunda, às margens da antiga Lagoa do Paó, hoje Alagoa Grande, viu e ouviu cantadores e poetas de cordel viventes no cinturão do Brejo Paraibano. Sabia ele da passagem por lá de Francisco das Chagas Batista, um dos pais do cordel brasileiro, na construção da estrada de ferro. Também sabia de todo o arsenal poético que o cercava no berço. Sabia, ainda, do polo poético existente na cidade de Guarabira, e de sua crescente importância em termos de impressão de cordéis. Esse aparato já seria suficiente para presenteá-lo com um céu mais lírico, um chão mais épico, uma escrita mais crítica.

Aqueles que hoje apregoam um cordel rústico, inocente, “puro”, não conhecem a obra de Manoel D’Almeida. Rigorosíssimo com a qualidade dos seus escritos, trabalhava diuturnamente na confecção, buscando a excelência, rebuscando o vernáculo, colecionando as rimas, urdindo as narrativas. Se não bastasse toda essa inquietação poético-pedagógica, pois ensinava aos neófitos os preâmbulos cordelísticos e não poupava a palavra mais dura àqueles já macetados que incorriam em atropelos do verso, da rima, da língua, do estilo e da vida, se não bastasse isso, era chegado a um desafio peculiar: escrever longas narrativas, sem perder-se em repetições, nem capengar na criatividade. Assim, escreveu "O Direito de Nascer", inspirado na radionovela do cubano Félix Caignet, já adaptada para o Brasil, na época.

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Ex-procuradora atribui perseguição de Maduro à investigação do caso Odebrecht


Foto: Cristian Hernández/EFE/Arquivo

Da Agência Brasil e EFE

A ex-procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, atribuiu a "perseguição sistemática" do governo de Nicolás Maduro a ela e aos funcionários do Ministério Público à investigação do escândalo de pagamento de propina da construtora brasileira Odebrecht em vários países da região. A informação é da agência EFE.

"É o maior caso de corrupção na região e isso os mantêm muito preocupados e angustiados, porque eles sabem que temos informação e detalhes de todas as operações e valores", afirmou Luisa Díaz em uma participação por telefone na Cúpula de Procuradores e Promotores da América Latina, que se encerra nesta sexta-feira (15) no México.

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O guarda civil não quer a roupa no quarador

Enviado por Antonio Francisco
 
O guarda civil não quer a roupa no quarador
 

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Paulo Sérgio Vieira: diálogo das horas, por Aderaldo Luciano

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"O rabo não abana o cachorro", diz Gilmar a juiz que prendeu novamente Jacob

"Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso? Vocês acham que isso é relação íntima? Não precisa responder", disse ministro
 

Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - Após a decisão do ministro Gilmar Mendes, de soltar o empresário de ônibus Jacob Barata Filho, o juiz federal Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, pediu nova prisão preventiva do investigado. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) o liberou da prisão novamente, por meio de habeas corpus e criticou o magistrado: "Em geral o rabo não abana o cachorro, é o cachorro que abana o rabo".
 
E, mais uma vez, no fim do dia desta sexta-feira (18), procuradores entraram com um pedido de suspeição contra Gilmar Mendes no STF. A cena foi uma repetição do que já havia ocorrido um dia anterior. O empresário estava preso desde julho deste ano pela Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, Gilmar acabou sendo o relator do caso no STF.
 
Só que o ministro do Supremo foi padrinho de casamento da filha de Barata, em 2013, e a esposa de Gilmar, Guiomar Mendes, é nada menos do que a tia do noivo, Francisco Feitosa Filho, herdeiro do ex-deputado cearense Chiquinho Feitosa. Em primeira manifestação, o ministro justificou que o casamento "não durou nem seis meses". 
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Países fundadores do Mercosul não reconhecem Constituinte venezuelana


Chanceleres da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - Foto: EFE

Da Agência Brasil

Por Maiana Diniz 

O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta sexta (18) uma nota em que diz que os países fundadores do Mercosul – Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina – condenam e não reconhecem a decisão da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) da Venezuela de “usurpar” as atribuições do parlamento venezuelano.

"Os países fundadores do Mercosul não reconhecem essa medida ou qualquer outra adotada pela Assembleia Constituinte, cuja convocação foi feita ao arrepio da ordem constitucional venezuelana”, diz o comunicado. A nota destaca que a Assembleia Nacional da Venezuela (Parlamento) foi eleita democraticamente pela maioria dos venezuelanos e “é a única e exclusiva titular” do Poder Legislativo no país.

Composta por aliados do presidente Nicolás Maduro, a Assembleia Nacional Constituinte decidiu hoje, por unanimidade, que vai assumir competências do Parlamento da Venezuela, controlado pela oposição. A decisão foi anunciada após o conselho da Assembleia Nacional (Câmara dos Deputados) não comparecer a uma reunião convocada pela ANC para hoje.

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Como a riqueza vai destruir a democracia, por Antonio David Cattani

Enviado por Antonio Ateu

Do Extra Classe

Podres de ricos investem no desastre social

Por Flavio Ilha

Economista, professor e um dos mais respeitados pesquisadores sobre a concentração de riqueza no mundo, Antonio David Cattani está lançando um novo livro. Em Ricos, podres de rico (Tomo Editorial, 64 páginas), disseca de forma didática e acessível – “sem economês”, salienta – como o aumento da riqueza nas mãos de poucas empresas ou pessoas é um risco à democracia, além de uma ameaça ao próprio capitalismo. “A crise de 1929 foi provocada pelo mesmo fenômeno que estamos observando agora. Em um, dois anos, vamos ultrapassar aquele patamar de concentração. É a crônica de um desastre anunciado”, diz nesta entrevista ao Extra Classe.

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Um best-seller no Piauí, por Rui Daher


Reprodução de cena do filme Viramundo (1965), de Geraldo Sarno, sobre migração de nordestinos à São Paulo

Por Rui Daher

Já foi mais, proporcionalmente, muito mais, diria. Lembram do trecho falado por Bethânia ou Nara Leão em “Carcará”, do show “Opinião”. É obrigação citar os autores dessa obra antológica: Oduvaldo Vianna Filho, Paulo Pontes, João do Valle, Armando Costa, e o diretor Augusto Boal.

Mas assim sempre continuou. Até hoje. Um pequeno intervalo, entre 2005 e 2015, quando se ensaiou um movimento de reversão pelo desenvolvimento de renda, emprego e programas sociais dirigidos para aquela região por Lula.

A imigração nordestina para o Sudeste, principalmente São Paulo, é um fenômeno que construiu a metrópole, hoje “amargarinada” por Doriana Júnior, mas ainda entronizada em nossas periferias e mesmo em âmagos burgueses.

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Imagens

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Ensaio de Orquestra: Fellini acerta contas com caos sócio-político, por Wilson Ferreira

Em sua obra, Fellini sempre teve aversão ao tema da Política. Principalmente desde que conheceu a obra do psicanalista Jung: preferiu representar no cinema o eterno, o arquetípico e o inconsciente coletivo. Mas diante da turbulenta conjuntura política da Itália nos anos 1970, Fellini resolveu fazer um acerto de contas com a política no filme “Ensaio de Orquestra” (Prova d’Orchestra, 1978) – sobre as tumbas de papas e bispos em uma igreja do século XIII dotada de acústica perfeita, o ensaio de uma orquestra transforma-se em metáfora do caos sócio-político italiano naquele momento: os conflitos entre o maestro e a orquestra e dos músicos entre si. Fellini confronta o eterno e o arquetípico (a religião, a música e a História) com a fugacidade dos interesses políticos e individuais. E com uma sombria conclusão: diante do temor do futuro, sempre optamos pela manutenção do mesmo.

Ensaio de Orquestra (1978) talvez seja a obra menos conhecida de Fellini. O diretor sempre foi lembrado pelos seus melhores filmes mais distantes como A Estrada da Vida (1954), A Doce Vida (1960) e 8 ½ (1963). Naquele momento, muitos críticos consideravam que Fellini teria perdido o seu talento ou, no mínimo, não tivesse mais o que dizer.

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sequência de "Ensaio de Orquestra" (Fellini, 1978)
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PF quer indiciar ex-governadores do DF por caso Mané Garrincha


Estádio sendo construído - Foto: Ademir Rodrigues/Portal da Copa

Da Agência Brasil

Por Sabrina Craide

Um relatório da Polícia Federal (PF) enviado à Justiça Federal pede o indiciamento dos ex-governadores do Distrito Federal Agnelo Queiroz e José Roberto Arruda por envolvimento no esquema de superfaturamento das obras do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. O ex-assessor especial do presidente Michel Temer e ex-vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Fillipelli, também está na lista da PF.

Segundo o relatório, o sobrepreço nas obras chegou a R$ 559 milhões, voltados a “compensar” os pagamentos das vantagens financeiras indevidas aos agentes públicos e majorando lucro impróprio das empreiteiras.

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