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Luis Nassif Online

Fatos novos que mudam a atitude de um dos personagens, imediatamente obriga a um rearranjo dos demais atores
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Um progresso gradual ocorre pelo processo de suas conquistas – e em suas defesas –, sem revoluções totalitárias
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Coordenador do Manchetômetro identifica mudança no comportamento da imprensa, que vinha ajudando Temer no pós-Dilma
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O único poder do Temer e as perspectivas do golpe, por Jeferson Miola

O único poder do Temer e as perspectivas do golpe

por Jeferson Miola

O único poder que Michel Temer ainda possui é o poder de não renunciar.  Ele não consegue quórum nem em jantares no Palácio; está esvaziado e acuado, sem credibilidade e legitimidade. Temer, enfim, desmanchou; foi engolido pelas acusações graves e indesmentíveis de crimes.

Ele só não renuncia porque é mantido pelo PSDB. Quando os tucanos debandarem – e esta é uma hipótese que poderá se materializar em breve – Temer chega ao fim.

Com a não-renúncia, Temer no máximo consegue adiar a solução final, porém fica isolado, sem poder de mando administrativo e capacidade política.

Enquanto isso, com a irresponsável teimosia dele e dos seus generais Padilha e Moreira Franco, que desesperadamente se agarram ao foro privilegiado, o Brasil toma o rumo da depressão.

Temer só não recebeu o veredicto final porque as frações do bloco golpista ainda não conseguiram consenso sobre o caminho a seguir para a continuidade do golpe.

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'Não honra a memória do avô': pai de primo de Aécio confirma desabafo

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Foto: George Gianni/PSDB

Da Agência Pública

 
por Lucas Ferraz 
 
Checamos se é verdadeiro o desabafo, que circulou nas redes sociais, do pai de Frederico Medeiros, preso por buscar propina que seria destinada ao senador

“Aécio: Meu filho Frederico Pacheco de Medeiros está preso por causa de sua lealdade a você, seu primo.

Ele tem um ótimo caráter, ao contrário de você, que acaba de demonstrar não ter, usando uma expressão de seu avô Tancredo Neves, o “mínimo de cerimônia com os escrúpulos”.

Vejo agora, Aécio, que você não faz jus à memória de seu saudoso pai, o deputado Aécio Cunha. Falta-lhe, Aécio, qualidade moral e intelectual para o exercício do cargo que disputou de presidente da República.

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Comunidade Luis Nassif, a blogueira @NaMariaNews precisa de sua ajuda

Faltam cinco dias para finalizar a campanha. Ajude!

por Wilson Yoshio

@luisnassif @namarianews precisa de ajuda. por favor, use sua força para pedir.faltam R$50mil ou 2500 X R$20,00. https://www.apoie.me/maria 

 

É a lógica da solidariedade colaborativa.Não posso desistir, perder pra bandidos e justiça machista. G

por Conceição Lemes

Em 10 de fevereiro, o tuiteiro e parceiro do Viomundo, Gerson Carneiro, deu a largada em sua página no Facebook à campanha Apoie Maria, para ajudar uma pessoa muito querida.

Imediatamente, nós a divulgamos aqui, lembram-se?

Na ocasião, três questionamentos óbvios me vieram à cabeça. Como ela não pode aparecer por questões judiciais, o principal foi este:

Será que pelo fato de não aparecerem o nome e a foto da Maria alguns seguidores do Gerson e estariam achando que a história não era real e alguém estaria explorando a boa fé dele, em consequência dos demais?

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Desorientado e com incertezas, PSDB estuda desembarcar do governo


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - A expectativa era de que os partidos da base aliada de Michel Temer decidissem ainda neste final de semana o futuro da aliança com o governo. Já com a posição de saída quase decretada pelo PSDB, o partido que é a principal sustentação de Temer deu sinais de possibilidade de diálogo. Mas o encontro marcado para a exibição de apoio ao mandatário teve que ser cancelado pela baixa adesão.
 
Imediatamente após a repercussão negativa com o grampo da conversa entre Michel e o empresário Joesley Batista, e consequentes delações dos executivos da JBS, o PSDB se viu obrigado a marchar contra o mandatário. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi um dos primeiros a defender a renúncia do peemedebista que se não houvesse "alegação convincente".
 
Mas com o nome da então principal representatividade do partido também manchado, o do senador Aécio Neves (PSDB-MG), tanto quanto o de Michel Temer, o PSDB ficou estagnado em um imbróglio sobre a sua permanência ou saída do governo.
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A implosão do grupo do impeachment - Opinião do Nassif

Setores que apostaram em golpe tem pouco tempo para pensar em uma alternativa que não seja Diretas Já

Por mais que o Estadão e a Folha de S.Paulo tentem segurar Temer, de onde estão conseguindo tirar o sustento com as publicidades do governo, entrevistando peritos para corroborar a única defesa possível para o peemedebista, de que as gravações feitas por Joesley são adulteradas, os próprios peritos escutados por esses jornais afirmam que não houve manipulação nas conversas que especificamente incriminam Temer, quando ele indica Rocha Loures e Eduardo Cunha.

É nítido que o dono da JBS foi orientado por profissionais para fazer os grampos, o exemplo é como ele usa o rádio, ligado na CBN, como um marcador do dia e horário em que esteve com Temer. E o mérito disso é da equipe da Procuradoria-Geral da República, coordenada por Rodrigo Janot que, com isso, trouxe para ele o protagonismo nas investigações da Lava Jato, apontando a falta de profissionalismo da equipe de Curitiba que vem apresentando trabalhos medíocres, sem nenhuma prova efetiva em seus acordos de delação premiada.

Por sua vez, o ímpeto da Rede Globo em assumir o comando do impeachment de Temer está em poder impor uma alternativa através das eleições indiretas, para impedir que, em caso de eleições diretas, políticos com maior popularidade, como Lula, ou alguém indicado por ele, assuma a Palácio do Planalto.
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Al Jazeera critica parcialidade da Globo na greve geral

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Foto: Roberto Parizotti
 
Jornal GGN - Em reportagem sobre a greve geral no Brasil, realizada no dia 28 de abril, a rede de notícias Al Jazeera analisou a diferença entre a cobertura da Rede Globo em relação aos protestos contra as reformas de Temer e as manifestações que pediam o impeachment de Dilma Rousseff.
 
A matéria afirma que a emissora carioca talvez não tenha considerado a greve tão “atraente” quanto as outras manifestações, ressaltando o apoio da imprensa às medidas de austeridade impostas pelo governo peemedebista e dizendo, também, que o governo Temer estaria usando o dinheiro do contribuinte para convencer a mídia a apoiar sua agenda conservadora.

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Mídia está desembarcando do governo Temer, diz João Feres Jr

Ao GGN, coordenador do Manchetômetro analisou o comportamento da mídia desde o impeachment de Dilma. Lançado em 2014, projeto que fornece dados sobre a qualidade da cobertura jornalística ganhou versão 2.0 neste ano. Gráficos mostram queda nas críticas ao governo federal após posse de Temer e blindagem a Sergio Moro

Jornal GGN - Atingido repentina e duramente pela delação da JBS, o governo Temer começou a perder o apoio incondicional dos principais veículos da grande mídia, segundo análise do cientista político e coordenador do Manchetômetro, João Feres Jr. Para ele, a Globo lidera a "campanha ferrenha" contra o presidente da República, enquanto Folha de S. Paulo e Estadão ainda resistem um pouco, comportando-se como bombeiros em meio a um incêndio.
 
"O que vai acontecer a partir dessa crise do governo Temer, dessa exposição dos áudios de Temer e Aécio Neves, eu não sei. Minha impressão é que parte da mídia está desembarcando do governo Temer, mas eles estão sem direção. Não sabem aonde embarcar", disse Feres ao GGN.
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Após "fim da cracolândia", usuários se espalham pela região

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Foto: Daniel Arroyo/Ponte jornalismo

Jornal GGN -  A Polícia utilizou bombas em uma megaoperação realizada ontem (21) na Cracolândia, no centro de São Paulo, com o objetivo de combater o tráfico de drogas na região.
 
Após a ação, que contou com mais de 900 policiais, o prefeito João Doria (PSDB) disse que “a cracolândia aqui acabou”. “Nem a prefeitura permitirá nem o governo do Estado. Essa área será liberada de qualquer circunstância como essa. A partir de hoje, isso é passado", disse.

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Como a elite médica e política plantou o estigma da maconha no Brasil

Marco Zero Conteúdo

Como a elite médica e política plantou o estigma da maconha no Brasil

por Laércio Portela

Quantos de nós já não ouvimos o brado retumbante: Isso é coisa de maconheiro! Um estigma não precisa de muitas palavras para se fazer entender. Mais difícil é alcançar a origem do preconceito. Saber por que a maconha é há tanto tempo associada à desordem social (e mental) e criminalizada no Brasil?

Não adianta buscar respostas nos livros de história que você leu nas salas de aula. As melhores pistas estão no dicionário Houaiss ao definir estigma como "marca ou cicatriz deixada por ferida. Sinal infamante outrora aplicado, com ferro em brasa, nos ombros ou braços de criminosos e escravos. Aquilo que é considerado indigno, desonroso".

O trinômio “população negra, crime e desonra” está na gênese da construção do estigma do consumo da maconha no Brasil. Para ele ser “naturalizado” foi preciso rasgar algumas páginas da história nacional e invisibilizar atores sociais que desde muito cedo contraditaram as máximas científicas erigidas nas faculdades de medicina, nos tribunais e nas tribunas políticas.

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Para onde mais irá o dinheiro arrancado com a suspensão dos direitos dos brasileiros durante a gestão TEMER?

Beto Barata/PR

do Psicanalistas pela Democracia

Além de pagar a babá do Michelzinho, os vestidos de Marcela e a mesada de Cunha para onde mais irá o dinheiro arrancado com a suspensão dos direitos dos brasileiros durante a gestão TEMER?

Temer, seu governo e seus aliados chegaram ao fundo do poço. Começa agora o espetáculo dantesco daquele que chegou ao poder sem qualquer legitimidade, apoiado por forças que não desejam o bem do país e nem de seus cidadãos e que fora apoiado e insuflado por grupos neofascistas que, cada vez mais inúteis e perdidos, observam todos os dias a desgraça em que meteram o país. Já saíram às ruas para pedir o FORA TEMER, juntamente com a Globo, o Estadão e todos os que contribuíram para essa mixórdia nacional.

A Globo, percebendo sua credibilidade cair em queda livre em suas tentativas desesperadas de apoiar um governo que tem 2% de aprovação, decide dar carta branca para o fim da era Temer sob pena de ser ridicularizada pelos seus próprios telespectadores.

No conjunto, sabíamos da irresponsabilidade desse que é o grupo pró-impeachment, pró-golpe e, desde cedo, sabíamos que sua estratégia seria propagar violência e ruína. Suas bravatas desmancham todos os dias uma a uma, mas eles não cedem. Cegos como cães raivosos perderam a capacidade de ver, ouvir e argumentar e, mesmo agora, não esquecem que a cada frase devem ofender e denegrir o PT com mais duas, verdadeira obsessão dos monotemáticos articuladores do desastre-Brasil e que, agora que seu líder mergulha em queda livre querem sair por cima.

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O centro do atraso, por Paulo Teixeira

 
O centro do atraso 
 
por Paulo Teixeira
 
Neste domingo fomos surpreendidos com mais uma intervenção desastrosa e desumana na região da Luz, conhecida como Cracolândia, aqui em São Paulo. O prefeito João Dória, aquele mesmo que parou todas as obras da cidade, abandonou a zeladoria na periferia, piorou o congestionamento nas marginais e aumentou o número de mortes e vítimas no trânsito sob a justificativa de "acelerar São Paulo", agora ataca com mais uma de suas atitudes inconsequentes a população mais vulnerável da cidade: a que faz uso abusivo de droga, em especial crack.
 
Durante os últimos quatro anos tivemos um sopro de humanismo, responsabilidade e seriedade com a política pública mais inovadora no país sobre o enfrentamento do problema do consumo excessivo de drogas: o programa De Braços Abertos, criado pela gestão Fernando Haddad.
 
Programa este baseado nas melhores práticas e experiências internacionais, elogiado por especialistas nacionais e da Europa e Estados Unidos que vinham a São Paulo conhecer a política que reduziu de 1500 para pouco mais de 400 usuários na região. Todos com acompanhamento médico intensivo, acompanhamento social, além de refeições diárias e possibilidade de trabalho, o que constitui-se como a essência de uma política de redução de danos. Isto é, era uma política que estava dando certo e tinha espaço para avanços. 
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Heloísa Starling, Cicero Araújo e Sergio Cardoso discutem a crise na República no Teatro Aliança Francesa

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Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - Na próxima segunda-feira (22), no segundo encontro do ciclo “Pensando a Democracia, a República e o Estado de Direito no Brasil”, os professores Heloísa Starling, Cícero Araújo e Sergio Cardoso irão discutir a crise da República e a importância de avaliar seus efeitos nas instituições políticas brasileiras. 
 
O evento é promovido pela BDMG Cultural e os projetos República e Democracia Participativa, ambos da Universidade Federal de Minas Gerais, com as parcerias curatoriais de Cedec e Cenedic da USP e com o apoio institucional, em São Paulo, da Aliança Francesa. A TV GGN fará a transmissão ao vivo do encontro. 

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CD de Renato Milagres supera desafio imposto pelo parentesco, por Augusto Diniz

CD de Renato Milagres supera desafio imposto pelo parentesco

por Augusto Diniz

Renato Milagres levou mais de 10 anos para lançar seu primeiro CD solo. Nesse tempo encarou muita roda de samba e fez algumas participações em discos. Era visível a preocupação em realizar um trabalho com primazia.

Mas havia outro motivo além de se lançar bem no mercado fonográfico – já que isso todos os artistas devem ter em sua primeira experiência em CD. É que seu tio é hoje o maior sambista do País: Zeca Pagodinho. E era inevitável a comparação.

Pois o cantor Renato Milagres, filho de Meco e tão envolvido no samba como seu irmão Zeca, pode respirar aliviado. O álbum “Ofício sambista” (gravadora Mins Música), disponível nas plataformas digitais e em formato físico, é um trabalho cuidadoso e tem ótima qualidade musical. E Renato Milagres vai bem como intérprete.

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Imagens

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O fascismo nosso de cada dia ... ou quem será comido primeiro?, por Fernando Horta

O fascismo nosso de cada dia ... ou quem será comido primeiro?

por Fernando Horta

Muitos colegas, professores e pesquisadores da área de humanas torcem o nariz quando ouvem o termo “fascismo” para descrever o momento atual do país. Pensam que é uma demasia. Respeito opiniões em contrário, mas creio que já estamos sim dentro do espectro do fascismo. O fascismo não é um estado em que a sociedade entra, de uma hora para outra, com líderes gritando em microfones, matando pessoas, fazendo guerras, atacando os direitos das minorias e etc.. Isto é muito clichê. As imagens, normalmente em preto e branco, com um líder fardado falando e uma massa organizada respondendo, formam uma estética característica que, quando comparada com as cores atuais, manifestações de ruas e a ausência de uma liderança forte, parecem demonstrar que as duas coisas não são semelhantes. Daí as pessoas acharem “demasiado” se falar em fascismo.

Ocorre que o fascismo, tem algumas linhas clássicas de explicação. Uma delas passa pela análise da psicologia dos indivíduos e argumenta que o fascismo é um comportamento. Não é algo inoculado no indivíduo, de fora para dentro. Mas algo que é pré-existente em muitas pessoas, embora silenciado quando em uma sociedade sadia (com limites e regras igualitárias, respeito pelos direitos individuais e etc.). Durante muito tempo, os historiadores se perguntaram como uma sociedade como a alemã, cujo lastro cultural remonta à Idade Média, sucumbiu ao irracionalismo tão abruptamente? Uma das explicações – que hoje é bastante repelida – falava da genialidade maléfica de Adolf Hitler. Um indivíduo extremamente inteligente, sagaz e com uma retórica insuperável. Este “mal encarnado” teria hipnotizado toda uma nação e criado o nazismo.

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Entre o Raiz e o Nutela, a saudade do Estadão da ditadura, por Armando Coelho Neto

Entre o Raiz e o Nutela, a saudade do Estadão da ditadura

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Num editorial de 19 de Maio, o jornal Estadão veiculou editorial chamando a atenção para o grave momento da vida nacional, que vai entrar para a história “como aquele em que a irresponsabilidade e o oportunismo prevaleceram sobre o bom senso e sobre o interesse público”. A crítica diz respeito à “irresponsabilidade na divulgação de trecho pontual das gravações clandestinas feitas por Joesley Batista”. Condena quem o fez, por ignorar os reflexos na economia, repetindo advertência feita pelo jornalista Luis Nassif, neste GGN, nos primórdios da operação Carne Fraca. Crítica válida, aliás, para a devastação provocada pela Farsa Jato no cenário econômico nacional e internacional.

O jornal detona atitudes tomadas “por gente que julga ter a missão messiânica de purificar a política nacional”. Mas ignora a seu papel na Farsa Jato, quando os vazamentos foram e são convenientes e pouco importou a contribuição para “a instabilidade permanente, que trava a urgente recuperação do País e joga as instituições no torvelinho das incertezas – ambiente propício para aventureiros e salvadores da pátria”. Ora, ora! Está a reclamar de seu próprio papel na desestabilização no país, quando ajudou a criar no seio da opinião pública o clima propício para o golpe. Alheios a 54 milhões de votos, o Estadão e seus asseclas criaram o clima para “qualquer coisa menos Dilma/Lula/PT”. Hoje, o editorial quer fazer de “Michel Qualquer Coisa” uma vítima.

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