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Criado por luisnassif
10
08 out

A radicalização política tem sido um fator de atraso para o país. E tem prejudicado a grande riqueza da Internet e das redes sociais, ao impedir o embate de ideias no campo programático.

Nesse clima de guerra, crescem os operadores e templários dos partidos, e perdem relevância os atores principais, os formuladores de ideias e propostas.

Jornal GGN e o Portal IG uniram-se para criar um espaço de mediação, com o objetivo de trazer a discussão para o campo das ideias e dos projetos de país.

Para tanto foi criado o Espaço Democrático, um blog no qual os principais partidos  políticos brasileiros – inicialmente o PT, PSDB e PSB – exporão suas propostas sobre os principais temas políticos.

Não se trata da voz oficial do partido. Mesmo porque aconteceram proifundas transformações no país nas últimas décadas, muitas mudanças pós-manifestações de junho obrigando todos os partidos a se debruçarem sobre o cenário atual, tentarem entender os novos tempos e levantar ideias, que serão aprofundadas com o tempo.

Cada um dos partidos convidados indicou intelectuais alinhados com as ideias do partido, mas com liberdade para propor ideias por conta própria.

Cada partido ganhou um perfil no Portal GGN – com o nome de Campo de Debate do PT, Campo de Debate do PSDB e Campo de Debate do PSB.

Os debates serão distribuídos inicialmente por quatro semanas, explorando os seguintes temas:

1.    Reforma Política

2.    Educação

3.    Política Econômica

4.    Combate à Pobreza

Os artigos dos partidos ficarão no endereço: Espaço Democrático.

Cada tema será agrupado em um Mutirão, que agregará todas as informações sobre o assunto e contará com a participação de outros atores.

No caso da Reforma Política, o Mutirão está no endereço Mutirão da Reforma Política.

Esse tema terá também um Campo de Debate dos Advogados, com artigos de representantes da OAB nacional que discutem o tema.

Os endereços dos Campo de Debate dos partidos é o seguinte:

Campo de Debate do PT

Campo de Debate do PSDB

Campo de Debate do PSB

Campo de Debate dos Advogados

No corpo de cada post tem o link para o Mutirão do tema e para o Espaço Democrático. Pode-se chegar ao Espaço Democrático passando o cursor na editoria Política.

Clicando no nome do comentarista, vai-se até o Blog de cada partido ou organização.

Conteúdos

O que a campanha política está ensinando para Dilma

Na entrevista a O Globo, Mirian Leitão perguntou a Dilma Rousseff como pretenderia tirar a economia da situação atual. Dilma respondeu apontando o Pronatec, o Ciência Sem Fronteira e o Sistema Nacional de Inovação. Não houve tempo para tréplica mas, ao final, Mirian declarou-se insatisfeita com a resposta.

No entanto, as duas estavam certas; e as duas estavam erradas.

Vamos entender um pouco o que está por trás dessa discussão.

Por suas ligações com a cobertura financeira, os grupos de mídia focam o desenvolvimento exclusivamente da ótica macroeconômica de curtíssimo prazo. Há enorme dificuldade em entender políticas de médio e longo prazo, trabalhando os fatores determinantes da competitividade sistêmica.

Por outro lado, só agora Dilma começou a elaborar – pela primeira vez, se não me engano – o esboço de uma estratégia nacional de desenvolvimento de longo prazo. Leia mais »

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Campo de Debate do PT: Qual foi a principal política social de Lula?

Por Eduardo Fagnani
 
versão atualizada pelo autor
 
A hegemonia do projeto neoliberal em escala global a partir da década de 1980 impôs retrocessos aos direitos trabalhistas e aos valores dos regimes de Estado de Bem-Estar Social (igualdade, direitos universais, seguridade, serviços públicos) que se consolidaram durante “Golden Age” (1945/1975). Em contraposição emergiu o ideário do Estado Mínimo (assistência, focalização e privatização).
 
No Brasil, a opção ao modelo liberal no início da década de 1990 impôs limites ao desenvolvimento social, percebidos, especialmente, pela profunda crise do mercado de trabalho e pelas restrições ao gasto social. 
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Campo de Debate do PSDB: O que é pobreza?

A definição do que é pobreza é, sem dúvida, um debate fundamental para o PSDB e para toda equipe do Portal Social do Brasil que reúne as mais fortes experiências dos estados governados pelo partido no combate à miséria e a pobreza.

O governo federal insiste num único caminho para explicar e definir o que é a pobreza: ausência de renda.

Mas essa opção é uma simplificação que deve estar deixando constrangidos os técnicos e os políticos que precisam se apegar a números e contas mirabolantes para apresentar falsos resultados sobre a erradicação da extrema pobreza.

A pobreza tem muitas faces

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, apontou, em 2010, que pobreza é um conjunto de privações/desproteções e não apenas ausência de renda.

A partir desta constatação, o PNUD formulou o conceito de pobreza multidimensional. Leia mais »

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Campo de Debate do PT: política econômica e economia política no governo Dilma

Por Guilherme Santos Mello

A partir de agosto de 2011 até abril de 2013, o Brasil vivenciou uma profunda transformação no patamar de dois de seus preços macroeconômicos centrais: Na taxa de juros, chegou-se em 2012 ao patamar de 7,25% a.a., com juros reais beirando 1% a.a. No câmbio, a alteração no patamar dos juros abriu espaço para a desvalorização cambial, que pretendia melhorar as condições de competição da indústria nacional. Essa rápida mudança no patamar destes dois preços fazia parte do imaginário de boa parte dos economistas heterodoxos e era tido por alguns como fator central para desencadear uma nova onda de investimentos produtivos. Leia mais »

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Campo de debate do PSDB: a economia e o Brasil

A economia brasileira vai mal. Crescemos pouco, bem abaixo do que crescem países bem menos pujantes que nós. Mas o mais preocupante é que a maneira como nossos fundamentos econômicos estão sendo (mal) administrados está nos conduzindo a um beco de perigosos desequilíbrios e instabilidades. É necessário corrigir o rumo.

Este ano, pela terceira vez seguida, nosso PIB terá desempenho medíocre. Conforme previsões feitas pela Cepal, em toda a América do Sul apenas a Venezuela crescerá menos que o Brasil; em 2012, só não ficamos na lanterna porque superamos o Paraguai. Leia mais »

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Como o governo federal pode ser mais incisivo na melhoria da educação

Comentário ao post "Campo de Debate do PT: sem agendas de equidade, a educação não salva"

Por Muzius

O texto até é ponderado.  Aponta aspectos importantes.

Contudo, no final, adota o princípio de Pilatos: o problema é dos estados e municípios.

Sim, a operacionalização da educação básica cabe aos estados e municípios. Mas, como ter uma ação mais incisiva por parte do governo federal?

Se formos esperar os estados e municípios corremos o risco de demorar muito o processo.

Enfim, texto não é rancoroso como o do PSDB. Mas, falta substância. Preocupante, afinal, é o partido que está no governo.

Por Moraes

Verdade, é apenas um esboco. Nao tinha mais espaco para coisa mais detalhada. O leitor está certo -  a divisão de competências entre os 3 níveis de governo pode servir para um jogo de empurra. E para desculpas por não fazer o que se pode fazer. O governo federal, então, pode ser mais ousado, persuadindo os outros níveis, com vários meios. Um desses meios é a promoção de programas com contrapartidas: programas que melhorem a educação nos municípios e estados desde que estes oferencam contrapartidas visiveis e verificáveis.

O governo americano, p. ex, fez isso com educação superior - programas e financiamentos para estados e localidades, desde que elas entrassem com uma parte dos investimentos. Mas, repito, é mesmo apenas um esboço, um curto alerta sobre um ponto que acho essencial: a política de melhoria da educação depende, fundamentalmente, de um programa de redução das desigualdades e das carências nâo tipicamente educacionais, mas das condições abrangentes dentro das quais vivem as crianças e jovens das classes populares. Essa percepção é essencial para que nao façamos da educação ou dos métodos pedagógicos um fetiche - para o bem ou para o mal.

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Campo de Debate do PSDB: o apagão educacional

O que vivemos no Brasil na realidade é uma grave crise educacional e muito desta crise se explica pela falta de continuidade dada pelo governo federal à Educação Básica.
 
Em 1995, o então ministro Paulo Renato tomou uma das decisões mais acertadas da história das políticas públicas no Brasil ao definir total prioridade para a Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio). O movimento dado para que todas as crianças estivessem na escola foi uma virada fundamental nos tristes caminhos da educação pública no Brasil. Vale aqui salientar a aprovação do Fundef e o início de um consistente processo de avaliação dos alunos, professores e das escolas.
 
Vale também destacar o Programa da Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e a implantação do programa Bolsa Escola com foco direto em uma transferência de renda articulada com a Educação.
A partir de 2003, tivemos no país várias inversões nos rumos da Política de Educação e os avanços conquistados rapidamente em oito anos, se não estagnaram, perderam o volume de sua força.

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Campo de Debate do PT: sem agendas de equidade, a educação não salva

Por Reginaldo Moraes
 
Educação é um anjo redentor, promotor do desenvolvimento e provedor de oportunidades para mobilidade social. Contudo, se nenhum destes resultados se produz, a educação passa a ser afamada como o anjo das trevas, lúcifer culpado dos males do mundo.
 
Como o desenvolvimento brasileiro anda aos trancos e a desigualdade social está mais próxima de uma sociedade feudal do que de uma sociedade aberta. Está aberta a temporada de desqualificação da educação.
 
Mas isso é uma visão empobrecida de nossa própria pobreza, real ou exagerada. Nas últimas décadas, o país registrou avanços significativos na educação. Universalizou o acesso à educação superior, no final do século 20. Verdade que os Estados Unidos haviam feito isso no final do século 19. E temos um tremendo atraso no funil do ensino médio: ainda hoje, menos de 30% dos jovens o concluem, condição para terem acesso ao ensino superior.
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Campo de Debate do PSDB: A reforma política necessária

 
Depois das manifestações populares de junho, o Brasil vive um momento bastante favorável para fazer avançar a reforma política que o pais tanto precisa. Entretanto, não se pode empreendê-la de qualquer jeito, a toque de caixa. O sentimento de urgencia nao pode ser usado como pretexto para legitimar teses que não interessam à sociedade.
 
 Durante mais de dez anos, a aliança política atualmente no poder reuniu todas as condições para promover o debate nacional, aprovar e implantar as mudanças no nosso sistema de representação, capazes de fortalecer a democracia e o modelo eleitoral brasileiro. O que se viu na prática? Nada.
 
Sob a pressão da voz rouca das ruas, como dizia o saudoso Mário Covas, foi anunciado que a grande saída para o Brasil seria a convocação de uma Constituinte exclusiva para cuidar do assunto, ideia que não resistiu 24 horas. Leia mais »
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Campo de Debate do PT: As manifestações de junho e a reforma política

Por Juarez Guimarães*

O senso comum identifica corretamente uma razão fundamental que obstaculiza o curso da necessária reforma das leis eleitorais e instituições de representação política na democracia brasileira: a resistência  conservadora e  inercial do sistema político brasileiro em seu auto-reformar ou, em linguagem mais corriqueira, os “políticos” não querem perder o seu poder e os seus privilégios. Leia mais »

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