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A Troika de Trump, a crise da Coréia e o Brasil, por André Araújo

A Troika de Trump, a crise da Coréia e o Brasil

por André Araújo

A eleição de Trump, suas causas e cenários, já foi por mim exaustivamente analisada neste blog. Vamos agora ver como está funcionando a Presidência Trump após o choque de sua eleição que espantou o mundo.

Trump foi um ponto fora da curva da previsibilidade, como é comum na História, quando ”desmanchadores de consenso” mostram aos construtores de cenários quão tolo é seu oficio. O mundo é um caos, a História é pouco previsível, coisas inusitadas podem acontecer e acontecem. Mas há espíritos que continuam querendo comprar cenários do futuro, um mercado onde sempre haverá clientes desde o tempo dos oráculos gregos. O futuro sempre será imprevisível até nas eras de calmaria, quiçá em tempos de crise.

Trump é um típico animador de auditório, um showman que caiu de paraquedas na chefia da maior potência mundial. Por similaridade, animadores de auditório pelo mundo acham que também podem ser Presidentes da República, o que já sai da política para a comédia.

 São defeitos graves do modelo democrático. Uma personalidade midiática torna-se muito conhecida e com esse apetrecho de visibilidade e ferramentas de exposição na mídia consegue ganhar uma eleição. Seu brilho acaba aí: ganhar a eleição.

Essa capacidade não tem vinculação com a outra, a de administrar um Estado complexo, algo muito mais difícil do que ganhar uma eleição. A Democracia, então, prega esses truques baratos:  um mero  encantador de serpentes ou um finório de porta de circo ou de culto pode ganhar uma eleição usando truques baratos de auditório de calouros e um grande Estado cai em mãos absolutamente imprestáveis para geri-lo em qualquer circunstância, mesmo primitivas.

Administrar um grande Estado é tarefa de um sábio que disponha de vasto capital de inteligência, cultura, experiência e sabedoria política. O processo de eleição é midiático, exige apenas capacidade de ator de palco, não há outro teste. Esse é o grande perigo da democracia popular. Um sistema de filtros seria indispensável para barrar aventureiros que podem desgraçar um Pais. O caso Trump é emblemático. Em toda a já longa História dos Estados Unidos não há registro de personagem tão disparatado para o cargo máximo.

Assumindo o poder fez erros diários de todo tipo, demonstrou de início sua inviabilidade.

Por uma sucessão alucinada de erros chegou a um mecanismo a que NESTE MOMENTO parece montar uma certa rede de proteção da Presidência. Refiro-me a escolha de uma TROIKA, um núcleo de três personalidades razoavelmente preparadas para o comando do País.

Refiro-me ao Chefe da Casa Civil (Chief of Staff) da Casa Branca, General John Kelly, o chefe do Conselho Nacional de Segurança, General Herbert Mc Master e ao Secretário de Defesa, General James Mattis.

O primeiro, General dos Fuzileiros Navais John Kelly tem vasta experiência militar, foi Comandante no Iraque e no Afeganistão, no Iraque comandou a Força Tarefa Trípoli que ocupou Bagdah, participou de comandos-chaves nas guerras do Oriente Médio.

Foi Secretário de Segurança Interna (Homeland Security) e Comandante do Comando Sul das Forças Armadas, em Mayport na Flórida, o comando que tem sob seu guarda-chuva a 4ª Frota da Marinha. As Forças Armadas americanas dividem o mundo em seis comandos regionais, o Comando Sul inclui toda a América do Sul e Caribe. O General Kelly perdeu recentemente um filho de 29 anos, Tenente dos Marines, em combate no Afeganistão onde também tem outro filho em zona de combate. É uma família militar, o que tem um significado especial.

O General Kelly foi delegado americano junto ao QG da OTAN em Mons, na Bélgica.

É impressionante a lista de comandos e funções de Kelly, um homem do mundo que viu um pouco de tudo e de todos, na linha dos grandes generais da Segunda Guerra.

O Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca é o órgão máximo de planejamento estratégico dos EUA, acima do Departamento de Estado, é o organismo que aconselha o Presidente em todas as crises internacionais, como atuar e o que fazer.

O General Herbert Mc Master é da ativa dos Fuzileiros Navais, também com vasta experiência militar em comandos em zonas de risco, comandou nas duas guerras do Iraque e no Afeganistão. É ele o novo Assessor Especial de Segurança, nome do chefão do NSC.

Mc Master é historiador militar, tem PhD em História pela Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill e foi professor de história militar na Academia Militar de West Point. É autor de um célebre livro crítico da estratégica militar americana na Guerra do Vitnam, o que demonstra caráter, criticar o “establishment” militar de qualquer País requer coragem.

Já no Pentágono, o General James Mattis, reformado há três anos, é o segundo militar a comandar o Departamento de Defesa, um organismo desenhado para ser comandado por civis desde sua criação em 1947 pelo General Marshall, seu primeiro ocupante e até então único militar. Marshall queria que daí para frente todos os Secretários fossem civis.

O primeiro Secretário da Defesa foi o General Alfred Marshall, lendário Comandante geral dos EUA na Segunda Guerra, que foi também Secretário de Estado e criou o Plano Marshall.

Mattis tem 67 anos, ao ser nomeado fazia parte do Conselho da General Dynamics, principal fabricante de armamentos dos EUA, desde a 1ª Guerra é fornecedora de submarinos à Marinha americana através de sua subsidiária Electric Boat Company.

O General Mattis atingiu o máximo da carreira no Exército, teve no currículo vasto número de comandos e é considerado um intelectual de primeira ordem, tem uma grande biblioteca de História, sete mil títulos escolhidos a dedo, é um dos líderes das forças armadas americanas, considerado um intelectual do Exército, é um raro oficial solteiro das forças armadas.

Essa configuração de militares em cargos tradicionalmente civis é uma novidade absoluta na política dos EUA e se deve à incapacidade de Trump atrair civis qualificados para seu círculo imediato. Ele veio de fora do establishment político de Washington e não tem as ligações necessárias para selecionar colaboradores tradicionais dos Republicanos, que o veem como aventureiro e não querem associar seus nomes e carreiras a Trump. Tenho três velhos amigos que participaram no mais alto nível nas administrações Reagan e dos Bush, foram convidados e não aceitaram cargos no governo Trump. Os três foram vice-Ministros e não quiseram trabalhar com Trump, acharam que não tinham nada a ver com esse Presidente.

Os salários que o Governo americano pago a seus executivos de 2º e 3º escalão, cerca de 4.000 cargos, dos quais 700 precisam confirmação do Senado, são muito baixos. Trabalhar para o governo nesses postos de livre nomeação é considerado uma honra e um valioso item de currículo. Mas trabalhar em um governo execrado por boa parte do “establishment” não agrega nada ao currículo, ao contrário, mancha. Por isso muitos bons executivos egressos das gestões Reagan e Bush declinaram convite para trabalhar na Administração Trump.

Ganhar pouco e ainda ficar marcado pelo vírus Trump não entusiasma pessoal de 1ª linha.

A CRISE DA COREIA

Por cálculos do Pentágono, um primeiro dia de ataque à Coreia do Norte provocaria a morte de três milhões de norte-coreanos e um milhão de sul coreanos.

Um custo humano que torna o ataque o último recurso da estratégia do Pentágono.

Um caminho mais racional seria pressionar a China, sob pena de sanções econômicas sérias, a intervir na crise, o que faz sentido porque a China também quer resolver a crise na sua porta, por várias razões. Há muita desconfiança em Washington sobre a sinceridade chinesa mas existem algumas razões objetivas, na visão de Washington, para contar com a China.

O primeiro Kim, fundador da República Popular da Coreia do Norte, era um aliado fiel da China de Mao. O segundo Kim não era tão fiel mas sempre respeitou a opinião da China sobre seus movimentos estratégicos. O terceiro Kim é diferente, não segue os conselhos da China, em consequência cria problemas para a diplomacia chinesa e pior do que tudo, desenvolve um programa nuclear que é CONTRA os interesses da China, que não quer uma potência nuclear nas suas fronteiras, fato que atrai inimigos da China para a região e coloca em risco sua estratégia de domínio do mar do Sul da China.  Mais ainda, os testes nucleares a 100 quilômetros da fronteira estão afetando cidades chinesas que estão sentindo os tremores dos testes e temem contaminação radioativa, há um começo de pânico nessas cidades.

Em certos pontos (não todos) os interesses dos EUA e da China coincidem em relação à Coreia do Norte, em diferentes dimensões ambos estão sendo afetados pelos riscos da situação.

Os objetivos dos EUA na Coreia do Norte NÃO são de eliminar o regime e estender a soberania da Coreia do Sul sobre a Coreia do Norte. Os EUA têm certeza que a Coreia do Sul NÃO tem capacidade econômica para absorver a Coreia do Norte e um influxo migratório para o Sul causaria um caos social e desestabilização do regime sul coreano, hoje já fragilizado.

Por sua vez a China não admitiria de modo algum que  a Coreia do Norte desapareça como Pais e  seja absorvida pela Coreia do Sul, porque não quer ter um regime aliado dos EUA na sua fronteira. Há 36.000 soldados americanos na Coreia do Sul.

Então a única solução seria MANTER O REGIME COMUNISTA na Coreia do Norte sob uma liderança confiável, o que significa que o atual Kim tem que sair. Qual o plano?

O Exército da Coreia do Norte assumiria o controle do País, sob tutela chinesa, o programa nuclear seria paralisado, a China voltaria o seu papel de pais protetor da Coreia do Norte.

Essa fórmula atende os interesses da China e dos EUA mas não da Rússia, que pretende manter a tensão na Coreia do Norte onde só tem a ganhar e nada a perder. A tensão seria uma forma de compensar a intromissão dos EUA na crise da Ucrânia, onde a Rússia com toda razão, se ressente da inexplicável interferência americana em zona  secularmente na esfera russa.

A tensão na península coreana atende aos interesses da Rússia, que se viu cercada até sua fronteira por países hoje membros da OTAN, o que acendeu todos os alarmes em Moscou.

Hoje a Rússia, com o renascimento de seu poder bélico, volta a ser rival estratégico dos EUA e nisso se insere, como se vê no conflito sírio e na base naval na Venezuela. Os EUA já não têm dúvidas de que os motores dos misseis norte coreanos vem da Rússia, assim como a Rússia está suprindo de combustível a Coreia do Norte depois da suspensão parcial dos fornecimentos da China. Para a Rússia é importante a manutenção de Kim no poder, mas isso os russos fazem de forma subterrânea, como é do estilo russo há séculos.

Esse o quadro complexo e não resolvido da crise que tem que ser administrada pelos generais de Washington e não pelos desmoralizados tweets de Trump.

O BRASIL NO QUADRO GLOBAL

A diplomacia brasileira entrou em declínio a partir do governo Dilma. A Presidente não tinha Interesse no tema da projeção internacional do Brasil,  atuava mal na área. Foram famosos os casos de Embaixadores que esperaram quase um ano para apresentar cartas credenciais. Depois da cerimônia protocolar a Presidente nunca mais os via, não os convidava para qualquer outra forma de evento. Também foram poucas as viagens internacionais e as visitas de outros Chefes de Estado ao Brasil, dois cancelamentos em cima da hora para visita oficial ao Japão, a segunda visita com jantar de Estado com o Imperador, cancelado um dia antes pelo Itamaraty. Jantar com o Imperador é uma rara honraria e tem preparação executada com um ano de antecedência, cancelar em cima da hora é uma ofensa diplomática indesculpável, as relações do Japão com o Brasil, que já foram calorosas, esfriaram.

Também foi cancelada uma visita oficial a Washington em cima da hora, caso famoso por causa de uma confusa notícia sobre espionagem eletrônica onde o Brasil toscamente passou recibo, como se fosse novidade entre grandes potencias. A Rússia tem capacidade ainda maior de espionar o mundo inteiro, inclusive os Estados Unidos, mas ninguém passa recibo na área.

Se o Brasil tinha e tem um peso 100 como player de relações internacionais, nunca usou mais do que 20 desse potencial. Seu único peso deriva do tamanho de sua economia e não de qualquer ação consequente como meta diplomática. O que o Brasil teve de projeção deveu-se às Forças Armadas, campeã em missões da ONU, o Brasil chegou a ter 11 Missões simultâneas em três continentes, uma demonstração de alto prestígio e confiabilidade de nossas instituições militares. Nossa participação se deu com estruturas militares completas em contingentes ou sob comando brasileiro, sendo a mais significativa o Comando geral da Missão no Congo, a maior Missão da ONU, com 26.000 homens, cujo comando foi entregue ao General brasileiro Santos Cruz.

O Brasil, maior país da América Latina não tem hoje posição equivalente ao seu tamanho geográfico e populacional, ao seu peso econômico e estratégico no Atlântico Sul. Relativamente tem menos peso do que teve no Império, na Primeira Republica, no Estado Novo e no Governo militar de 1964. A decadência da projeção de poder se deu a partir da Republica de 1988 que teve seu foco para dentro, para a criação de direitos , esquecendo-se da construção do Estado Nacional e de sua projeção internacional, como se fossem objetivos menores , descartáveis e de escassa importância, como se a população e o Estado  fossem entes antagônicos e conflitantes. Um Estado fraco seria melhor para a população, assim acreditavam os constituintes de 1988, os “constituintes cidadãos” um dos pontos e momentos mais baixos da rica e pujante História do Brasil, uma constituição medíocre que põe em risco o próprio Estado brasileiro, transformado em uma “feira de direitos individuais”.

A diplomacia presidencial da Era Lula foi proveitosa, deveu-se exclusivamente ao inegável carisma do Chefe de Estado, mas não foi objeto de um plano de longo prazo, não deixou raízes e ao fim a cruzada moralista desmanchou toda a rede de influencias do Brasil na América Latina e na África, ao denunciar políticos de todos os países onde atuaram empresas brasileiras de construção, com o que o Brasil por muito tempo deixará de ter espaços e mercado. Desfez-se assim a rede de projeção internacional do Brasil construída na Era Lula, um capital estratégico perdido para a ação internacional do Brasil, preferindo ser elogiado por entidades do “politicamente correto” a ter real comando de áreas de influência em países da América Latina e África. Só historiadores com a lupa da análise histórica poderão dimensionar a perda que o Brasil teve com sua auto flagelação na fogueira da inquisição moralista, destruindo a imagem do País, o prestígio do Estado brasileiro e das empresas nacionais entre países por onde o Brasil estendia sua projeção de influência, processo iniciado no governo militar de 1964 em contraponto a outras potências.

O Brasil tem dois GRANDES ativos reais para se apresentar forte na arena internacional: detém o maior patrimônio ecológico do mundo, a Floresta das Chuvas (RAINFOREST), a imensa Floresta Amazônica, pulmão do planeta, reguladora do clima global, que o Brasil descura e deixa desmatar, jogando fora esse imenso capital e a capacidade de exportação de alimentos, o Brasil é hoje o maior exportador mundial de grãos e de carnes para o mundo, dois ATIVOS que são as credenciais do Brasil para forte projeção internacional, se soubesse e quisesse usar esse capital estratégico. Mas parece que o Brasil faz questão de não usar, gosta de se apequenar, de parecer menor do que é, de ser humilde e pedinte.

O Brasil tem também ativos civilizatórios a apresentar: é o maior pais multirracial e  multiétnico do mundo, o que melhor lidou com a miscigenação e com o multiculturalismo.

RELAÇÕES COM A AMÉRICA DO SUL

No seu ponto mais baixo, o Brasil é membro fundador da UNASUL, uma sub-OEA para a América do Sul. O Brasil é o maior sócio da UNASUL mas não conseguiu fazer NENHUM dos 7 Secretários Gerais que o organismo teve, o desprezo pelo Brasil é de tal ordem que o website da UNASUL usa as línguas ESPANHOL e INGLES, não tem PORTUGUES, idioma do maior sócio fundador da entidade mas que é tratado pelos demais como um anão diplomático.

A diplomacia brasileira na América do Sul na Era Lula foi desastrosa pela subserviência à corrente bolivariana que priorizou a ideologia sobre os interesses estratégicos do País, algo não acontecido antes em nossa história diplomática no continente, onde o Brasil sempre se apresentou como potência regional de liderança respeitada.

O ponto mais baixo dessa situação vexatória do Brasil foi a nacionalização pela Bolívia dos campos de gás descobertos e desenvolvidos pela Petrobras na região de Tajira, ato do governo Morales que demonstrou completo desrespeito pelo Brasil e seus interesses e não obstante plenamente tolerado pelo governo Lula que sequer protestou ou cobrou indenização.

Temos na nossa fronteira norte a maior crise social, política e econômica na história da Venezuela,  país cuja maior fronteira é com o Brasil. Tudo o que acontece na Venezuela DEVERIA interessar ao Brasil, mas parece que não interessa, o Brasil assiste a crise de camarote, como se a Venezuela fosse na Ásia. No entanto os reflexos são diretos, na onda de refugiados e poderá vir também por invasão de EPIDEMIAS porque já não há remédios ou vacinas, a malária está se alastrando. Há também uma base naval russa na Venezuela em expansão, algo que deveria alarmar e que não despertou qualquer atenção em Brasília.

Caberia ao Brasil liderar um grupo de países da região e tentar, ao menos tentar, exercer um poder de arbitragem na gravíssima questão que nos afeta e interessa. Brasil, Argentina, Colômbia, Panamá e Peru têm interesse evidente na questão venezuelana e caberia ao Brasil liderar um novo Grupo de Amigos da Venezuela, tentando influir na crise, é assim que agem países com interesses globais, que é o caso dos grandes países.

Como é possível pretender uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, antiga meta diplomática, posição que pressupõe responsabilidades em conflitos internacionais, quando se vê uma completa inação com crise na sua fronteira, zona de seu direto interesse?

Em suma, o Brasil não opera como potência regional apesar de ter a capacidade de ser o maior ator no continente, tem a máquina diplomática, tem os fatores concretos de ação, mas não tem a vontade de agir, paralisado por inquéritos e processos, como se isso fosse o centro das atividades de um grande Pais.

A máquina diplomática do Brasil é de excelente qualidade. Brasil e EUA são os dois únicos países das Américas que têm Escola oficial para formação de diplomatas. Os EUA têm o Foreing Service Institute da Universidade de Georgetown, escola oficial do Departamento de Estado, fundada em 1917 e nós temos o Instituto Rio Branco, de 1946. O Brasil é o ÚNICO pais das Américas que tem TODAS suas Embaixadas e Missões lideradas por quadros de carreira, enquanto EUA tem um terço de suas Embaixadas tituladas por apadrinhados políticos, geralmente doadores de campanha, o que significa COMPRA de cargos de Embaixador, apesar do que pretendem nos dar lições de moral e ética.

A primeira ATITUDE de um Brasil grande e internacional é deixar de ter uma visão deslumbrada, vira-lata e submissa perante outros países, tarefa imensa porque é da natureza brasileira louvar o estrangeiro e desprezar o nacional, uma atitude que está na raiz de toda nossa inferioridade como Nação pretendente a potência, posição que o Brasil jamais assumirá enquanto não tivermos admiração pelo Brasil e sua História.

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57 comentários

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Alguns comentários

Gostaria de comentar algumas contradições e incongruências, inerentes ou não ao próprio texto, nos pontos de vista do André Araújo expressos no artigo acima:

1. O segundo "GRANDE ativo real", a exportação mundial de grãos e de carnes para o mundo, só se tornou possível, em grande parte, em detrimento do primeiro, "a Floresta das Chuvas" e, acrescento, do sempre esquecido Cerrado. Foi e está sendo por meio da destruição desses ativos verdadeiros, multimilenares, (quase)perenes, insubstituíveis, que estamos criando o segundo, que está ao sabor dos humores dos hábitos alimentares impostos pelo capitalismo e, consequentemente, pelo mercado. Já se sabe que são hábitos que, se mantidos por longo tempo, levarão ao esgotamento de recursos naturais vitais à existência humana neste castigado planeta. O segundo "GRANDE ativo" é, portanto, insustentável ao longo do tempo e destruidor do primeiro. É contingente e, até certo ponto, fugaz, ilusório. Uma mudança de hábitos alimentares propiciada por novas técnicas de fabricação de alimentos, bem engendrada pela propaganda maciça das transnacionais do ramo, nos deixará a ver navios e nosso primeiro "GRANDE ativo" em cinzas ou submerso;

2. Se o Brasil tem o direito de controlar suas riquezas naturais e tirar delas o melhor proveito, parece-me que o mesmo raciocínio deve ser aplicado a qualquer outra nação soberana, principalmente quando se trata de um vizinho e também vítima dos ataques do imperialismo, particularmente o anglo-saxão, como a Bolívia. Ou se pretende que a nossa posição seja a de um sub-império a impor seus interesses aos vizinhos? E se houver uma agressão de potências extracontinentais, a quem poderíamos recorrer politicamente senão aos vizinhos? E tê-los debilitados economicamente é tê-los presas fáceis dos adversários, como o são o Chile, o Paraguai e a Colômbia. Portanto, uma posição relativamente rígida em relação à Bolívia me parece injustificável. Como já se disse, falar grosso com a Bolívia e fino com os EUA é fácil;

3. Perigo maior trazia a Venezuela quando se era um mero serviçal dos EUA, um bordel do capital internacional, quando até o núncio apostólico servia de laranja. O perigo de "EPIDEMIAS" é infundado. Há provas de que por lá haja alguma que seja intratável? Ou se trata apenas de um fantasma para fomentar a animosidade ao governo daquele país. O Brasil não se orgulha de ter recebido milhares de refugiados de nações extracontinentais em nosso território? Por que seria diferente em ralação aos venezuelanos? O que os faz diferentes? Sabe-se que muitos dos que saem de lá não são contra o regime, mas o fazem por terem tido suas vidas dificultadas pela reação dos "paneleiros", "moralistas" de lá. Ou só os há do lado de cá? Ou essa onda moralista não é planejada para destruir as nações do nosso continente pelos interesses da banca? Portanto, devemos nos preocupar com a Venezuela pelo ataque do capital financeiro a que está submetida, e não pelas "EPIDEMIAS" (quais?) a que estamos sujeitos;

4. Se "há também uma base naval russa na Venezuela em expansão", temos já muito bem instaladas e equipadas bases estadunidenses na Colômbia e no Paraguai, que deveriam merecer, no mínimo, nossa atenção. Deveríamos ter a nossa atenção despertada, também, para o anunciado ou já executado treinamento conjunto dos exércitos brasileiro e estadunidense na Amazônia; e

5. Afinal, "a diplomacia brasileira na América do Sul na Era Lula foi desastrosa pela subserviência à corrente bolivariana" ou "a diplomacia presidencial da Era Lula foi proveitosa"? Se se considerar que o esforço diplomático, na Era Lula, foi ineficaz, inepto, "não deixou raízes", como acreditar que "máquina diplomática do Brasil é de excelente qualidade"? É difícil acreditar que a diplomacia brasileira foi excelente até o advento da CF de 1988 (considerado aqui o ponto de inflexão em direção às mazelas atuais; um raciocínio semelhante foi exposto pelo general Etchegoyen em palestra no Instituto Rio Branco, em 23 de agosto passado, segundo reportagem do The Intercept. Para o general, a CF "não tem, como prioridade, crescer" (sic)) e venha se apagando desde então e só tenha tido algum fôlego nos governos Lula em função de seu desempenho pessoal. É um argumento que não fecha.

Vejo, no artigo do autor, um surpreendente, acrítico e inconfessado alinhamento às tendências mais retrógradas do pensamento nacionalista. Ultrapassou perigosamente a linha da "real politik" e tenta nos convencer de que a solução militar é a única possível, que nos trará a grandeza nacional. Mas esqueceu de mencionar a formação militar brasileira que se tem desde a Guerra Fria, a ponto de um general com 47 anos de vida militar preocupar-se com reconstituição de mamas pelo SUS e a reação de adolescentes às agressões policiais.

A falta de grandeza nacional e de projeção internacional ocorrem, em grande medida, pelo descumprimento na garantia dos direitos consignados na CF de 88, que poderiam tornar nossa população mais consciente, bem formada e capaz de livrar-se da tutela de uma elite ainda escravocrata e cada vez mais serviçal da banca internacional. A partir de então é que se poderia pensar em projeções, zonas de influência etc.

Isso não pode ser a tarefa de meia dúzia de iluminados, militares ou não, o que leva ao autoritarismo. É uma tarefa coletiva.

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Não entendi o porquê de um

Não entendi o porquê de um post tão longo falando sobre três assuntos distintos e sem correlação entre si. Melhor seria quebrar o post em três, um sobre o governo Trump, outro sobre os atores na crise da Coréia do Norte e outros sobre o Brasil.

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Os motores "coreanos"

     Yuzhnoye e Yuzhmash

     Analises, tanto chinesas como japonesas e ocidentais, referentes a peças/restos obtidos e dados de telemetria ( chineses, sul-coreanos e japoneses ) dos lançamentos norte-coreanos, já tem certeza do "origem", tanto dos motores como da formulação do combustivel utilizado, que levou a empresas ucranianas acima escritas, o conglomerado " Y & Y " ( Yuzhnoye projeta misseis/lançadores e combustiveis, já a Yuzhmash fabrica ). Mas......

      Pelas informações coligidas não é possivel saber se:  a) uma exportação direta ocorreu através de "dealers" estabelecidos em ex-republicas soviéticas ( Kazaquistão ), com conexões na Asia ; b) técnicos/engenheiros sairam da Ucrania/Russia e se estabeleceram na DPRK ; c) peças parciais desviadas com projetos, foram fornecidas e os norte-coreanos seguiram o "caminho" critico de Sadam ( semelhante ao dos iranianos ) de tentativa e erro.

      No "mercado" de equipamentos duais e mesmo de defesa puro ( trafico ), "pintou" a palavra UCRANIA, independente de quem esta "mandando" lá, luzes de alerta se acendem.

      A discussão no meio, não é se a DPRK possui "artefatos nucleares", mas a capacidade dela "entrega-los" com eficiência, ou seja : tecnologia de ogivas - os IRBMs ( misseis de alcance intermediário ) ela já tem - lançamentos "frios", mas na superficie, de submarinos, é o proximo passo, já tentaram e conseguiram a 1a fase * ( lançar ), portanto, infelizmente, a DPRK já é um estado nuclearizado, basta reconhece-lo como tal e estabelecer regras de convivência com esta realidade, sem bravatas, e principalmente negociar com eles.

       O problema maior, de futuro, mas já colocado em certos circulos, é que a DPRK não venda estas tecnologias, ou mesmo o "caminho" para outras Nações.

       * P.S.: Não sejam enganados, a midia sempre é conivente quando o assunto é defesa, um lançamento nunca é "falho", sempre serve para futura analise, ou até esta "falha" já estava programada no desenvolvimento da arma, como o disparo realizado pelo sub norte-coreano, não foi "falho", foi um teste de lançamento frio, o missil ( baseado em um SS-N-6 russo ) alçou voo, saiu da "vela" do sub e ligou seus motores.

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Belo texto, mas........

   Caro AA, 

   1. George Marshall não foi o 1o SecDef , foi o 3o, após sua saida do DofState; o primeiro SecDef foi James Forrestal, a semelhança que ocorreu entre Marshall e Mattis, foi sobre a necessidade de ambos serem não apenas confirmados pelo Senado, mas principalmente terem tido que contornar, tb. através do Senado, o National Security Act de 1947, que é explicito ao legislar que um ex-militar somente pode ocupar o cargo de SecDef , após 7 (sete ) anos de "reforma", aliás Mattis "contornou" melhor ainda, pois no caso anterior ( Marshall ) a nomeação foi em jan/47 e o ato é de dez/47.

   2. Kim X China :  A relação do garoto Kim com a cupula chinesa é complicada e de extrema desconfiança, afinal a China realizou "operações" visando, diriamos "destrona-lo", quando ele assumiu o Poder , mas Kim descobriu e fez uma "limpa" na cupula da DPRK , inclusive executando parentes próximos ( a execução de um tio foi noticiada, já a mais espalhafatosa foi de um general da Força Aerea detonado na boca de um canhão de 23mm na pista da base aerea de Wosan ).

   3. Unasur : Um delirio que legou a Quito um belo e inutil prédio, mais um playground para diplomatas, e tb. não é verdade que a modificação ou mesmo o término do "eixo bolivariano" acabou com a UNASUR, foi antes, já começou errado, dois projetos "conjuntos" lançados com pompa foram para o vinagre logo após, como o treinador UNASUR-1, do qual resta uma maquete na Argentina ( a 1a que "furou" ao fazer contrato com a Grob ), e o VANT - Unasur , já neste caso quem furou primeiro foi a Venezuela ao realizar um acordo com o Irã ( Mojaer ), neste caso, já a época quem não era politico ou diplomata já tinha certeza do fracasso VANT-UNASUR, pois o mercado sul-americano para estes sistemas já estava dominado pelos israelenses.

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"Russofobia" deliberada

PQP! Meu comentario foi perdido na hora de salvar! O GGN tem que corrigir esse problema, que ja dura semanas!

Vc recebeu por email, Andre?

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imagem de Andre Luiz RRR
Andre Luiz RRR

E quanto a Ronald Reagan? Não

E quanto a Ronald Reagan? Não era um ator tão despreparado como Trump? Que experiência política ele tinha antes de ser presidente?

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Reagan quando chegou à

Reagan quando chegou à Presidencia tinha muito maior experiencia politica do que Trump, tinha sido Governador da California,

o mais rico Estado americano e antes disso fez longa carreira na area sindical, como presidente por varios mandatos do Sindicato dos Atoes em Hollywood.

Na Presidencia Reagan foi reeleito e contou com uma excelente equipe como Elizabeth Dole, James Baker, George Shultz e Nicholas Brady.

A diferença fundamental entre Reagan e Trump é que ambos são ignorantes mas Reagan tinha consciencia disso e se cercava de cerebros de primeira linha , aceitando suas opiniões e conselhos.

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imagem de miope
miope

O que mais gosto

O que mais gosto no texto do André é que ele se apresenta ao debate...

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Adorei a análise

Com relação à tensão na península coreana só achei que o autor transfere a responsabilidade para o governante de plantão da Coreia no Norte.

Só lembrar que o Clinton fez um acordo e se propôs a fornecer combustível; chega o Bush desfaz tudo e aumenta o assédio, depois vem o Obama, não ajuda mas também não enche o saco e agora, vem uma pessoa (grupo político) totalmente imprevisível e ameaça novamente, desta vez de maneira que até dá para acreditar.

O que achei é que existem provocações de parte a parte e o autor só leva em consideração as provocações dos norte coreanos; reforçando a visão dos estadunidenses.

Veja o gráfico abaixo, levando em consideração o número de lançamentos e os governos coreanos, reparem que no governo Clinton foi o que teve menos lançamentos e 2017 já superou quase tudo em apenas 6 meses.

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Clinton fez um acordo e o

Clinton fez um acordo e o cumpriu, custou US$ 4 bilhões em combustivel e alimentos, os norte-coreanos deveriam

paralisar o programa nuclear, NÃO cumpriram o acordo, simples assim. Naquele momento os norte-coreanos estavam

LITERALMENTE morrendo d fome,  porisso são 9 centimetros mais baixos que os sul-coreanos, falta de comida.

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Diplomacia exemplar

A Unasul entrou em vigor em março de 2011 e teve até o momento 4 secretários-gerais (um argentino, dois colombianos e um venezuelano). Outros virão, de diferentes países, e nada há de errado nisso. A presidência pró-tempore do bloco é rotativa e a vez do Brasil, um dos 12 sócios, ainda não veio - mas virá de qualquer forma pois isso é estatutário. 

O episódio da refinaria da Bolivia é falso. A Petrobras recebeu indenização de mais de US$ 112 milhões pela refinaria, em comum acordo com o país andino. O missivista, pelo jeito, queria que Lula tivesse mandado tropas para invadir a Bolivia no dito episódio (fazer isso seria a maior catástrofe da diplomacia brasileira desde a Guerra do Paraguai). 

O Brasil, durante o Império, não apitava nada no cenário mundial. Tinha poder relativo apenas em questões referentes à América do Sul. Na primeira república foi igual e o Brasil era apenas um ator regional. Éramos e fomos atores regionais de grande envergadura em função do tamanho territorial e populacional - quando tentamos avançar para além da América do Sul, nos governos de Lula, a reação da elite vira-lata, associada aos países centrais, foi virulenta até não poder mais. 

A diplomacia brasileira na Era Lula, para o mundo e para a América do Sul, foi exemplar. Nos relacionamos muito bem com Chávez e Uribe, com governos de distintas colorações partidárias e tivemos excelentes relações geopolíticas com os EUA, a Europa, a Palestina, Israel, Rússia, Índia, China, etc. A construção dos BRICS se insere exatamente nesse contexto. 

O Brasil, depois do golpe, se apequenou e hoje não apita mais nada em lugar nenhum da face da Terra. O mundo inteiro sabe que fomos vítima de um golpe de estado feito por uma máfia cujo único propósito é vender o país na bacia das almas para se preservar no poder. 

A diplomacia da Era Dilma seguiu a da Era Lula mas sem a evidente projeção internacional que Lula teve - muito em função da deterioração econômica do país e da desestabilização permanente dos golpistas a partir de junho de 2013. 

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Diogo Costa

1. A UNASUL foi fundada em

1.

A UNASUL foi fundada em 2008 e não em 2011, sua primeira presidente foi Michelle Bachelet, eleita em 23 de maio de 2008, já teve dez Presidentes e nenhum brasileiro.

O Brasil nunca teve nada, nem a Presidencia e nem a Secretaria Geral, enquanto a Colombia fez DOIS Secretarios Gerais,

inclusive inexplicavelmente Ernesto Samper, ex-presidente da Colombia, sobre os quais pesam graves acusações no

terreno perigoso de ligações com os carteis de droga, tanto que Samper está proibido de entrar nos EUA.

2.

Não se trata de refinarias na Bolivia, duas instalações velhas em Cochabamba, compradas de antigas multinacionais e sem maior valor estrategico. Falei nos Campos de gas de San Alberto e San Antonio, onde o Brasil investiu US$8 bilhões e os

quais NAÕ foram indenizados, o Brasil aceitou a decisão mansamente e sequer propos negociações, ninguem no mundo DE HOJE toma propriedades de outros ASSIM NA MÃO GRANDE, sem pagar nada, especialmente porque o maior mercado do gas boliviano e o Brasil, para onde seguem os gasodutos, há uma pequena exportação para a Argentina e o Brasil por causa disso tinha CARTAS para negociar e preferiu ficra mansinho e até pedir desculpas por ter descoberto gas na Bolivia.

Ninguem propos ou pensou em invadir a Bolivia , mas o Estado brasileiro tinha obrigação de protestar e propor negociações, o gas não é do Lula ou do PT,  e da Petrobras, que representa o Estado brasileiro e a corporação tem dever fiduciario de defender suas propriedades e concessões, acabou no mundo a era dos confiscos com tropas, como fez Morales.

Mais ainda, em 2011 Morales inventou que o gas que a Bolivia exportava para o Brasil era "muy rico" e pdeir um bonus extra de US$434 milhões, exigencia absurda e o VALOR FOI PAGO pela Petrobras, valor sem qualqu base legal, o Tratado do Gas tem a formula de preços perfeitamente estabelecida, depis Morales aumentou o gas FORA DO TRATADO, o que a Petrobras tentou resistir mas no final foi aceito, com o que o gas boliviano ficou caro demais e 800 industrias de São Paulo deixaram de consumir gas boliviano e voltarm ao oleo combustivel. O gas de gasoduto, que tem mercado forçado não pode custar mais do que gas liquefeito que entra no mercado livre em forma LNG, por navios, pois hoje a Petrobras compra mais gas LNG do que gas da Bolivia, para fugir da extorsão boliviana.

A Bolivia sempre foi mal agradecida e possuindo as maiores jazidas de litio do mundo, ofereceu a exploração a França, a Russia, a Coreia do Sul, a Inglaterra e NUNCA ofereceu ao Brasil, que tem a maior mineradora do mundo, a VALE.

Evo Morales sempre desprezou o Brasil e sua arrogancia ACEITA mansamente teve o desplante de exigir a demissão do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, no episodio da fuga do Senador boliviano, a pressão desse anão diplomatico foi docemente aceita pelo governo Dilma, que demitiu Patriota para satisfazer Morales, um escarnio

que faria o Barão do Rio Branco se virar no tumulo, logo ele que negociou o Acre com a Bolivia.

3.O Brasil através de sua Historia teve postura, posição e presença muita mais forte na cena internacional do que nos ultimos anos. Em 1946 o Brasil era um dos OITO paises Aliados vencedores da guerra na Europa, fundador inicial e com alta visibilidade das Nações Unidas, foi oferecida pelos Aliados a condição de potencia ocupante da Austria, portanto na mesma categoria dos EUA, Reino Unido, França e Russia, o Brasil declinou desse oferecimento por razões de politica interna.

4.No governo militar de 64 a presença brasileira no Oriente Medio era muito maior do que hoje, especialmente no Iraque,

onde nosso Embaixador era um General da ativa do Exercito, Samuel Alves Correa, a pedido de Saddam Hussein,

que preferia um militar na Embaixada, tal o nivel das relações com o Brasil, o Iraque era o principal fornecedor de petroleo

ao Brasil e aceitava recebr o pagamento em manufaturados brasileiros.

5.Não deixei aqui de ressaltar a presença e efetividade do Presidente Lula na diplomacia presidencial do periodo 2003 a 2008, onde Lula elevou o nome do Brasil. Vou preparar um artigo sobre as relações Lula-Bush nesse periodo que foram um ponto alto dessa diplomacia presidencial, com dados que poucos conhecem.

 

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Andre Luiz RRR

Dilma realmente não tinha

Dilma realmente não tinha nenhum preparo para ser presidente. Como Lula não viu isso? A Veja derrubou uns 5 ministros dela e até o Evo Morales mandava em seu ministério. 

Caiu por total incompetência e o governo foi tomado por uma escória humana.

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WG

As análises do André, em

As análises do André, em geral, são excelentes. Mas vejo algumas contradições no presente artigo. Evidente que Trump não é gênio, mas colocar  3 generais para orientá-lo significa somente que o estado americano é gerido diretamente pelos militares e, claro,  pelas corporações financeiras. A eleição de Trump significa uma crise profunda da economia americana e reflete a insatisfação crescente de boa parte do povo, E Trump pretendia  reduzir os custos militares, estabelecendo uma “paz” com a Rússia, para investir pesado no mercado interno. Os falcões não acharam boa ideia e a banca financeira  também não ficou satisfeita. Portanto, não é apenas a questão de se eleger  um burro de auditório, até porque foram “gênios” que levaram a nação imperial à crise que elegeu Trump.   

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Um livro sobre política exterior ou sobre a história do Brasil ?

Para quem se interessa sobre a política exterior brasileira, acaba de ser lançado "A Diplomacia na Construção do Brasil - 1750-2016", do embaixador Ricúpero. Trata-se de uma obra que vinha sendo há muito aguardada pelos internacionalistas brasileiros, onde muito a consideram como um obra secular. É a política exterior brasileira, desde 1750 - ano da assinatura do Tratado de Madrid - até os dias atuais sendo meticulosamente analisada pelo grande diplomata, intelectual e professor.

http://www.japanhouse.jp/saopaulo/event/ricupero_livro_171007.html

http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,historia-da-diplomacia-no-bra...

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/09/1921639-ninguem-quer-sair-na-...

 

 

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Ricupero é um dos grandes

Ricupero é um dos grandes diplomatas brasileiros de nossa época, ao lado Roberto Abdenur, Marcos Azambuja, Botafogo Gonçalves, personalidade que honram o Itamaraty pela sua cultura e profissionalismo.

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Ainda não li este livro do

Ainda não li este livro do Ricupero, não sei se ele escreve bem.

Porém, vi uma palestra dele há algum tempo atrás. Fraquíssimo, sem ideias, sem personalidade, uma negação total sobre País, política, economia e todo o resto.

 

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Sem constrangimento de ser direto

O embaixador Ricúpero expressa de forta direta e sem rodeios os seus pontos de vista, não importa a coloração ideológica. Se for para critica, critica de forma contundente, se for para enaltecer, elogia fortemente. Conforme vc pode ver na entrevista acima, por um lado, é um crítico voraz à política exterior de Lula em seu entorno regional, fundado segundo ele naquela ideia ideologização petista; por outro lado, elogia tremendamente a figura de Lula em sua atuação internacional como um todo.

É um grande conhecedor e estudioso da nossa política exterior. É dele a melhor análise que se pode ter sobre a política externa do período JOANINO, em que estabelce a consagrada análise de Eixos Simétricos e Eixos Assimétricos para explicar como D.João manejou, frente às circunstâncias, as relaçõs do Brasil pós-migração da Corte. Pode-se, ademais, considerá-lo como um dos maiores estudiosos sobre o legado de Barão do Rio Branco. 

Dizem que era o nome a ser fechado por Lula para ser o chanceler de seu governo, até que, no último minuto, chegou para ser "entrevistado" o então embaixador brasileiro em Londres, Celso Amorim, nome que Lula recebera por indicação de Fernando Henrique.

 

 

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Talvez essa palestra que eu

Talvez essa palestra que eu vi tenha sido palestra paga com tema específico, não sei. Ou talvez ele não estivesse em um dia bom.

Porém reafirmo a minha decepção com o Ricupero. E não é a questão ideológica. Achei fraquíssimo de todo jeito. Pelo momento que o País estava passando ele não chegou nem perto de fazer nenhuma análise mais aprofundada, não deu nenhuma ideia de futuro.

Apenas repetiu clichês.

 

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Rui Ribeiro

Os Ianques estavam entre a o fogo e a frigideira

As mãos da Hillary Clinton seriam tão ou até mais imprestáveis para gerir o Estado em qualquer circunstância, mesmo primitivas, do que as mãos do Trump, caso o Estado tivesse caído nas mãos daquela.

Trump é a cruz, a Hillary seria a espada. Não vejo muita diferença entre Hillary  Clinton e o Donald Trump.

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A diferença entre Hillary e

A diferença entre Hillary e Trump é gigantesca. Hillary teria preenchido em uma semana os 4.000 cargos de livre indicação presidencial, Trum depois de 9 meses não conseguiu preencher 100. Hillary conhece Washington do avesso e Trump não sabia e não sabe nada de Washington. Hillary jamais governaria de forma improvisada como Trump.

Hillary ttem a enorme network de relações internacionais, inclusive no Brasil, Trump conhece pouquissimos pessoas da elite mundial, ele conhece bem  só os corretores de imoveis de Nova York.

Não digo que Hillary seria melhor que Trump, digo que são completamente diferentes em tudo.

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.

Hillary Clinton era a candidata oficial do establishment norte-americano (civil e militar). 

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Diogo Costa

Não dos Republicanos que no

Não dos Republicanos que no geral a odeiam, muitos não votaram em Trump mas tampouco em Hillary.

Lembrar que os Republicanaos tem maioria nas duas casas do Congresso, sendo que dos 52 Senadores Republicanos, 3 são inimigos pessoais de Trump e podem até votar contra ele.

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Será que a Trika do Trump é mesmo competente?

Tenho sérias dúvidas sobre a capacidade geopolítica dos generais de Trump. Eles compõe o que se costuma chamar de Estado Profundo, que dão as cartas em todos os governos, sejam democratas ou republicanos.

Veja o Iraque, a Síria e o Afeganistão. Tudo o que as forças armadas dos EUA conseguiram foi instaurar o caos e atrair estes países para a órbita do Irã, China e Rússia. Se EUA e seus aliados, Israel e Arábia, não conseguirem instaurar um curditão sírio (com a ajuda do Isis, o aliado oculto dos EUA) eles perderão tudo na região, por conta de suas guerras desatradas. De quebra, a Turquia já bandeou para a esfera russa, sentindo-se traída pelos EUA e Otan.

Na Ucrânia os EUA e a Otan conseguiram patrocinar um governo facista, mas perderam a Criméia para a Rússia, num golpe de mestre de Putin.

Na Venezuela está cada vez mais difícil dar o golpe em Maduro, que se aliou aos russos.

Só no Brasil e na Argentina conseguiram o que queriam, que é a subordinação completa das duas maiores economias da América do Sul. Mas esta política de subordinação e entreguismo é péssima para a população, que tende a eleger opositores nas próximas eleições, apesar do apoio maciço da mídia, das elites e da classe média à política dos EUA.

Sei não, mas a tendência do EUA é de queda em termos de domínio geopolítico (e não é de hoje).

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Meu caro, os generais de

Meu caro, os generais de Trump são o bom dentro do ruim, é um consolo que um mau governo possa contar com

profissionais de alta calibre. Mas não consigo ver no radar americano de nossos tempos figuras estelares como

George Kenna, Alfred Marshall, Dean Acheson, Foster Dulles, Averrell Harriman, Dean Rusk, os chamado "wise men" da Era de Ouro dos EUA.  Hoje eles que se virar com o que tem à mão na condução do Estado que já não tem o peso que teve na

segunda metade do Seculo XX.

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Álvaro Noites

O ponto mais baixo da

O ponto mais baixo da diplomacia brasileira não é o atual?

Vejamos:

- Pela primeira vez, delegação de países se retiraram de uma Assembléia Geral da ONU quando o ocupante da Presidência da República foi discursar.

- Presidentes de vários países vem à América do Sul e evitam visitar o Brasil.

- Presidente da República é recebido em países por funcionários de segundo escalão.

- Claramente o país se recusa a exercer liderança na América do Sul.

- Fechamos embaixadas em países que poderiam estar na órbita brasileira.

- Abrimos mão de nossa soberania sem vergonha alguma.

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WALDOMIRO PEREIRA DA SILVA

O Trump é um ponto fora da

O Trump é um ponto fora da curva que veio para colocar a curva no centro do ponto.

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ze sergio

a....

Caro sr. André, o mais importante no seu artigo. A mediocridade que nos impomos. É fantástico nosso complexo de Vira-latas e infinitamente ficarmos acusando "fantasmas" pela nossa incompetência. A Civilização que criou um país deste tamanho sumiu há séculos. Pela limitação, ignorância e mediocridades que temos desde os anos de 1960, não deveríamos ser mais que um Haiti ou Nicaragua. Uma Nação que não consegue ter meia dúzia de Pensadores de Alto Nível. O pior de tudo, teve por uma década, uma República baseada na Estrutura Intelectual da maior Universidade do país.Só conseguiu seguir ainda mais na mediocridade. Onde estão nossos Intelectuais, nossa Elite Tecnológica, nossas Universidades e Professores? Pobre menino rico. Nada tem a mais que a herança que recebeu. E nada sabe fazer com ela, fora desperdicá-la. abs.

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Tá bom que só o Trump é um

Tá bom que só o Trump é um ponto fora da curva.

E a célebre cena do diretor da Merryl Linch, que era "também assessor" do ator canastrão Ronald Reagan,  mandando ele acelerar o discurso num evento público? E o Ronald Reagan comendo e sendo abastecido de jujubas por assessores num encontro do G8. E o astrólogo que era contratado da Nancy para conduzir as "decisões" do marido? O "bonecão" estava lá para colocar as corporações financeiras no poder.

Trump só é mais personalista.  

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Vera Lucia Venturini

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Paulo F.

Com Trump, Amerika!

Bem explanado, mas com algumas observações.

A tensão seria uma forma de compensar a intromissão dos EUA na crise da Ucrânia, onde a Rússia com toda razão, se ressente da inexplicável interferência americana em zona  secularmente na esfera russa.

Culpa exclusiva de um grupo de velhos falcões que datam da Adm. Reagan, que em uma coalizão oportunista de uns neomacartistas  que acham o fato de acuar o  Grande Urso Russo um projeto que viabilizaria sufocar a emergencia de um contraponto russo com a liderança de Putin. O tiro saiu pela culatra!

Quanto a Era Lula nas RE Brasileiras, faltou destacar a extrema competencia de Celso Amorim, o desmanche perpetrado de forma infantil e bestializante na teia de relações de influencia brasileiras é de um primarismo impar, bem como o que seguiu na  condução da  diplomacia  na era pós-Dilma (que sabidamente possuia uma posição de quase hostilidade com a Casa de Rio Branco) , deixada à amadores que tem a sutileza de rinoceronte em loja de porcelana.

Isso sem falar nos diversos "acordos de cooperação"  que tem no seu cerne um componenete de lesa-pátria, , inviabilizando a construção de um futuro que poderia ser brilhante para o Brasil.

É emblemático também que dois dos membros da Troika de Trump sejam egressos dos Marines, o braço intereventor das FAA estadunidenses. E deveras, sob certos aspectos Trump é um problema maior para os democratas do que para os republicanos.

Finalmente a política como extensão do palco foi praticada por vários homens de "comunicação",como o próprio Reagan, que inclusive tinha o apelido de "The Great Deceiver"dado por seus detratores. Berlusconi é outro exemplo de miático tornado político.

No mais Andy uma bela postagem!

 

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Meu caro, agradeço o

Meu caro, agradeço o comentario, fui aqui no blog o primeiro comentarista a chamar a atenção para o absurdo "Acordo de Cooperação Judiciaria" onde nós entregamos nossas empresas para serem tosquiadas no Departamento de Justiça e os

americanos nem sonham em entregar os dois pilotos do Legacy condenados no brasil. É uma cooperação sui generis, nos entregamos o pescoço da Petrobras, da Embraer e das empreiteiras e eles nos convidam para fazer palestras no Wilson Center

e tambem nos dão uns premiozinhos tipo "faz a diferença".

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Meu caro, agradeço o

Meu caro, agradeço o comentario, fui aqui no blog o primeiro comentarista a chamar a atenção para o absurdo "Acordo de Cooperação Judiciaria" onde nós entregamos nossas empresas para serem tosquiadas no Departamento de Justiça e os

americanos nem sonham em entregar os dois pilotos do Legacy condenados no brasil. É uma cooperação sui generis, nos entregamos o pescoço da Petrobras, da Embraer e das empreiteiras e eles nos convidam para fazer palestras no Wilson Center

e tambem nos dão uns premiozinhos tipo "faz a diferença".

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Como termos uma elite ousada e ambiciosa?

Bom dia André. Sempre aguardo os teus textos com expectativa, pois voc~e possui uma mistura valiosa de experiência e conhecimento profundo e de um ponto de vista de maior alcance do mundo.

De todo este ótimo texto, oq ue tiro é que o Brasil (ou melhor, a elite que governa e define os rumos do Brasil), precisa ter uma visão mais ousada, grandiosa para o Brasil, para o s objetivos do brasil para o lugar do Brasil perante o resto do mundo.

Ver como agem e sempre agiram as grandes potencias como China, Rússia, Inglaterra, França e Estados Unidos, ver sua ousadia, agressividade, seus movimentos de longuíssmo alcance difere muito dos objetivos e ações dos políticos  e elite social brasileira atual, a qual herdou um país rico, poderoso, com alto poder de influência, mas são dos mais submissos, mediocres, entreguistas. Gente que ou tem visão vira lata e não crê no potencial de si e do brasil e por isso não investe pesado, ou gente que sabe de nosso potenciais, mas preferem ganhar comodamente vendendo e sabotando o brasil para o Império do momento.

Como mudar esta elite e sua visão é o grande x da questão. Como termos uma elite política, financeira, empresarial e intelectual que pensa como ingleses, chineses ou russo, e que almeja ser mais que sub tenente dos Donos do Mundo: que almeja, joga e age para se tornarem os Donos do Mundo, o novo Império Mundial. Como? Como mudar o pensamento de mediocres acomodados enteguistas como Dória, Marinhos, Aécios, Joesleys, Moros, Dalangnois?

André, há algo que eu não compreendo: Como sempre fomos colônia profundamente sem direitos e explorada, com séculso de escravidão, achei que nossas elites sempre tivessem epnsado desta forma atual, entreguista, vira lata, comodista, sem pretensões maiores. mas em outros textos, você deu a entender que nossa elite já foi diferente, já foi ambiciosa, composta por pessoas com uma visão mais aprecida com Lula. Isso explicaria com construimos nosso grandiosso parqeu industrial, usinas nucleares, etc. Já tivemos uma elite assim? Se tivemos, o que houve com ela? talvez a resposta do qeu acovardou e acomodou nosa elite traga também a solução doq eu fazer pra re instigar o sangue nos olhos dela.

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Meu caro, há variaS elites no

Meu caro, há variaS elites no Brasil, cada qual com uma raiz e um pensamento, não existe a uniformidade da elite inglesa por exemplo, tambem nos EUA a elite é multifacetada. É um erro pensar em UMA elite brasileira, porque essa unidade não existe.

Há ciclos historicos onde uma elite tem liderança e prevalece, cito os primeiros 15 anos da Era Vargas e sua sequencia, a Era JK. Nesses dois periodos havia uma solida liderança politica e empresarial, foram os dois periodos onde o Brasil teve as maiores taxas de crescimento do planeta, seguido pelo periodo militar de 64, que foi o fecho da Era Vargas, onde tambem o Brasil tinha,liderança e alto crescimento, mesmo com uma contraparte de problemas politicos.

Nosso desastre veio com a Republica de 85, do ciclo Sarney em diante, o Brasil afundou em mediocridade e segue nela, com a

o interregno da  Era Lula que teve um bom ciclo entre 2003 e 2008, a partir dai entrou em declinio no qual aind nos encontramos e não vemos saida facil.

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Como mudar um país

Analisando estas informações e outras históricas.

O Brasil da república velha, até onde eu saiba, tinha uma elite de certa forma parecida com a predominante atual: baixa, mediocre, votada pra pequenas explorações locais ao povo local, sem perspectivas de voos maiores no jogo mundial. Junto com Vargas ascendeu outra elite, masi ousada, mais nacionalista, mais ambiciosa, a qual construiu toda uma infraestrutura pesada e complexa nacional. Esta elite foi a preponderante até o fim da Ditadura e o in´ciio da IV República em 85.

De lá pra cá , a elite social, economica política e intelectual que masi influencia o Brasil volotu a ser formada por epssoas de visão mais restrita, acomodada, servil e fiel a algum Império Estrangeiro. Gente como meirelles, Armínio, FHC, Serra. 

Ok, a história é feta de ciclos, mas a questãos eria tentar controlar tais ciclos, ou manipulá-los. Entender o funcionamento, os gatilhos e direcionar pra ciclo de nosso interesse. Entender o que fez a elite nacionalista ambiciosa ascender e dominar antes e tentar achar um meio de reaplicar o sistema. Nãos ei se é possível, mas não custa tentar entender. A outra opção é simplesmente esperar sentado na sarjeta vendo apssar os anos perdidos.

Na verdade, creio que a ascençaõ da elite entreguista ao fim da ditadura não foi coincidência: De alguma forma, foi permitido qeu o Brasil voltasse a ter democracia desde que nossos governantes fossem poodles amestrados. Por outro lado, a ascenção da nova elite a partir de 30, foi muito o fruto de nvos tempos, de profunda exploração da população, de gritantes abusos dos oligarcas tradicionais que produzirtam, entre outras coisas, o crash de 1929 e a primeira guerra mundial. Assim, a situação ficou insustentável, a popualção explorada começou a se unir em causas sociais, e foi fortalecido grupos com visões mais própaís e e de menos exploração ao povo. Pois a eleite sempre explora o povo, mas aelites que exploram brutalmente  eleites que dão boas contrapartidas e dividem um pouco mais.

Não foi a toa que foi a derrota humilhante na primeira guerra mundial e a miséria extrema que permitiram a revolução russa. Foi outra situção de miséria extrema contínua e por longo periodo que permitiu a revolução francesa. O probelam é chegar um pono em que o povo me´dio sinta que está sendo explorado e injustiçado além do aceitável e seja empurrado a quebrar o sistema. Nesse instante, uma elite mais permissiva aos anseios do povo acaba tendo apoio.

Seria então a situação social chegar a fundos do poço sem par, que permitiriam a troca dos tipso de elite, e , por consequencia, a troca da idelogia que guia o país? precisariamos cheagr ao fundo do poço, pra que o atuals eja substiuido pro alg menos ruim? E, neste caso, PEC da morte, fim da aposentadoria, dos direitos trabalhistas, desse3mprego brutal, violência a niveis nunca antes vistos, não será este o caldeirão necesssário pra uma profunda mudança na elite que nos governa e nos rumso qeu o país tomará?

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João de Paiva

Artigo longo. Mas sem 1 linha sobre o golpe e sobre os golpistas

Um texto, uma fala, um depoimento, na maior parte das vezes chamam a atenção mais pelo que omitem, pelo que não explicitam, do que pelo que é neles exposto. Notem os leitores que o autor encontra espaço para criticar as ações de governo e diplomáticas dos governos Lula e Dilma, mas se omite completamente em relação a Michel Temer e as quadrilhas políticas que apóiam e acompanham, desde a consumação do golpe midiático-policial-judicial-parlamentar.

Chico Buarque, esse gênio da composição musical popular, que também mostra talento de escritor e criador de peças de teatro, disse que gostava dos governos do Ex-Presidente Lula e da Presidenta Dilma exatamente porque eles não falavam grosso com a Bolívia e fino com os EEUU. Em contraposição, o autor critica Lula por ele ter respeitado uma decisão do governo e do povo boliviano, ou seja, respeitado a auto-determinação dos bolivianos, que na figura de um presidente democraticamente eleito, Evo Morales, decidiu nacionalizar uma riqueza do sub-solo desse país latino-americano: o petróleo. André Araújo coloca os interesses da Petrobrás e seus acionistas acima do interesse do povo boliviano, defendendo que o Brasil adotasse em relação à Bolívia uma postura e ações imperialistas.

André Araújo nem toca no desmonte que o governo quadrilheiro faz com a Petrobrás e com outras empresas, setores e riquezas estratégicas, que estão sendo entregues ao controle de empresas estarngeiras, sobretudo estadunidenses, européias e chinesas. Mas critica Evo morales por nacionalizar o petróleo boliviano, então explorado por uma multinacional estrangeira, que era a Petrobrás. 

Ao longo do texto fica clara  simpatia pelos governos militares. Por falar em militares, André Araújo sequer tangencia as recentes e boquirrotas falas do general hamilton mourão, que prega um golpe militar, ou de jair bolsonaro, ex-capitão do exército e pré-candidato à presidência da república, o qual presta continência à bandeira estadunidense e promete dar licença para as policiais cometerem assassinatos.

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joel lima

Política internacional não se

Política internacional não se faz como se estivesse num concurso de miss universo, em que todas falam que o  livro da vida delas é o pequeno príncipe. Primeiro lição é ler o Príncipe, de Maquiavel. A questão não era que o Brasil devesse invadir a Bolívia após a nacionalização - seria uma atitude tosca a la BolsoIgnaro e que traria mais problemas - mas deveria fazer alguma retaliação a Bolívia, para mostrar a ela e aos outros que os povos podem tomar a atitude que bem entendam,tem autonomia pra isso, mas que isso trará consequências a eles caso atrapalhe interesses do país. É assim que se move o jogo da política mundial. A questão é que hoje o Brasil não fala nem fino e nem grosso com ninguém - simplesmente não temos voz. Nossa diplomacia fo triturada pela aversão qeu Dilma tinha à diplomacia - talvez porque o diplomata encarne o jogo de cintura, do prazer de negociar a ponto de trazer vantagens para o país sem parecer que os outros foram prejudicados,  enquanto Dilma é o oposto disso - e agora recebe o tiro de misericórdia com o pitbul Aloysio, que fala a bobagem que o Brasil tem lado na questão da Venezuela e sepultou de vez a mínima confiança de que o Brasil poderia evitar o caos na Venezuela.  O caso da Venezuela deve fazer Rio Branco se revirar na tumba. Tudo aponta para, em breve, uma guerra civil, que fará que refugiados venezuelanos repitam o drama dos sírios, só que por terra, e chegando a uma das regiãos mais pobres do país, e com eles trazendo doenças, pois o sistema de saúde da Venezuela simplesmente não existe mais. E Romero Jucá já deixou claro de como ele acha que devem ser tratados esses venezuelanos que vierem pra cá. Meu deus, um país que tem Romero Jucá em TODOS os governos de FHC a Temer não pode dar certo, é como esperar que nasça maçã após se plantar jacá. 

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Concordo

Concordo

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No texto anterior o sr André

No texto anterior o sr André criticou sim, a entrega das usinas aos chineses.

Quanto a Petrobrás, nos comentários, ele expõe os seus argumentos, para defender a abertura, que inclusive tem uma réplica a eles.

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E a barra de links, onde

E a barra de links, onde está?

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Victor Suarez

Mais uma ótima análise do

Mais uma ótima análise do André Araújo. No entanto tenho algumas ressalvas.

Trump é populista, mas é assim em todas as democracias. Obama era mais diplomático, um Insider, mas vendeu ilusões. Acho que um fato concreto e conquista de Trump foi o começo do "fim" da guerra na Síria e o arrefecimento do apetite dos Falcões na Ucrânia.

Uma outra conquista foi a quebra nas estruturas do establishment americano. Embora seja da elite, Trump representa uma outra visão do mundo. Ele não chegou sozinho, apesar de seus twittes e outras trapalhadas ele representa um outro lado. E assim como Dilma e Lula sofre com campanhas difamatórias do PIG americano desde sempre, que tenta vender a inocente história de que ele e a Rússia conspiraram contra a américa.

André Araújo cita Dilma mas não fala nada do(s) golpe(s) do mercado no Brasil, em 64 contra a reforma agrária e em 2016 contra a inclusão social e ascensão do Brasil com player mundial mais alinha a China e Rússia que com os EUA. O Brasil sempre foi monitorado de perto pela Casa dos Rothschild. O Brasil é parasitado pelo capital e pelas mega corporações desde o Império. Só um cataclisma para mudar o rumo de nossa história como uma simples Colônia fornecedora de matérias primas.

O Brasil tem muito mais ativos que Amazônia (que não é pulmão do mundo) e sua mestiçagem (No mundo rico e branco o Brasil é usado como exemplo de país multicultural que não deu certo). Somos 200.000.000 de almas sabotadas pela elite (0,1%) que insiste em remeter todo o nosso PIB para o exterior.

Ademais, se gabar de maior exportador de alimentos em pleno século XXI não cola mais. Mesmo porque quem domina os insumos e o comércio são multinacionalis monopolistas. Resta ao Brasil subsidiar os donos "endividados" das propriedades rurais. Ao final, o Brasil subsidia o lucro das grandes corporações mundiais. JBS era uma xeceção que se mostrou depois fazer parte da regra.

Lula foi coerente em se alinhar com a corrente bolivariana nacionalista e contra os domínios imperais do Norte. Lula sabia que era necessário o desenvolvimento dos vizinhos para fazer crescer o mercado na América Latina. Ou André Araújo acha que o Brasil pode andar sozinho numa AL empobrecida e encurralada pelos EUA (Chile, Colômbia). O bolivarianismo significa soberania e luta contra a subserviência.

O golpe 2016 afundou o Brasil num lodo difícil, mas não impossível de sair. FHC, PSDB, STF, EUA foram os artífices dessa patranha lesa-pátria. Nos resta sabotar e tornar esse entreguismo impossível.

 

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Não conheço nenhuma cessão de

Não conheço nenhuma cessão de territorio nacional para o exercito americano atacar a Venezuela pelo Brasil, não tem a minima logica militar, SE houvesse uma operação  militar sempre seria por ar e mar, o alvo sempre seria Caracas e entre

a fronteira norte do Brasil com a Venezuela há centenas de quilometros de selva amazonica.

Na hipotes remota de um avanço militar americano pelas fronteiras secas seria muito mais logico pela Colombia, onde os EUA já tem sete bases estabelecidas, entrando via Tajira em direção a Cracas, rota que já tem estradas prontas e não pelo Brasil.

A Venezuela é um problema para o Brasil e Colombia  mas não é um objetivo estrategico dos EUA, que já tem   desafios demais no Oriente Medio e Asia.

A maquina diplomatica do Brasil nada tem a ver com o Ministro de ocasião, refiro-me à instituição Itamaraty.

 

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" 7 bases "

  AA, esta lenda de "bases" na Colombia é antiga, a começar pelo conceito de "base", o qual foi substituido em 2004, o que existe na América Latina são as "FOS/FOL " ( Forward Operating Site or Location ), como a de Soto-Cano em Honduras, as quais possuem pouco pessoal, sempre rotativo ( como era a colombiana próxima a Cartagena ou a de Manta no Equador - ambas desativadas), mas com equipamentos pré-posicionados.

   Um tipo de locação mais comum na América Latina/Central e Caribe são as " CSL" ( Cooperative Security  Locations ), famosas no serviço como " presence not permanence ", sendo compostas por pessoal local em treinamento ou operação conjunta, não apenas com militares norteamericanos ( poucos presentes ), mas principalmente com funcionários oriundos de outras agências, tais como DEA, FBI, CIA/DIA e até mesmo DHS. ( Detalhe : A terceirização militar norteamericana é bastante presente nas CSL )

   FATO interessante : Em 04/07/ 2011 o a época Senador Suplicy ( PT-SP ), foi um dos ilustres convidados para a inauguração de uma "base" do USMC ( Marines ) na cidade de São Paulo, a US Naval Support Detachment - Sao Paulo, uma unidade sob jurisdição da 4a Frota.

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Queda do Império ?

André,

Estou errado em pensar que a crise com a Coréia do Norte é uma forma de desviar a atenção dos norte-americanos ? 

São vários os exemplos de incompetentes que criaram um "inimigo externo" para abafar a insatisfação e os problemas internos.  Parece-me que o "xerife do mundo" está em processo de acentuada decrepitude (Trump é sintoma). Ou não ?

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Crises externas são sempre um

Crises externas são sempre um bom escape para problemas internos mas este caso da Coreia do Norte não é uma crise inventada ou ampliada por Washington, a ameaça da Coreia do Norte é real e não tem sinais de solução.

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Álvaro Noites

Qual ameaça ela de fato

Qual ameaça ela de fato representa?

À mim, não passa de um país que a décadas apenas tenta se defender. Quem está em casa e quem está fora de casa neste caso?

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Há uma grande diferença

Há uma grande diferença dentro do regime norte coreano entre os dois regimes dos 1º e 2º Kim e deste 3º Kim, o Neto.

Este não se tenta apenas defender, ele ameaça atacar, o que é completamente diferente

A politica norte-coreana, do começo ao fim, não é a defesa do Pais, é a dfsa da dinastia Kim e de seu regime.

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jossimar

"Em suma, o Brasil não opera

"Em suma, o Brasil não opera como potência regional apesar de ter a capacidade de ser o maior ator no continente, tem a máquina diplomática, tem os fatores concretos de ação, mas não tem a vontade de agir, paralisado por inquéritos e processos, como se isso fosse o centro das atividades de um grande Pais."

Somos governados por anões intelectuais e morais em todos os níveis e poderes institucionais, isto está claro. 

Como exigir grandeza dessa gente?

A depender dos homens que a lava rato e sua cruzada moralista colocaram no poder seremos cada vez mais minúsculos.

Será que a redução do nosso país a cinzas era do interesse alguém?

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Andre, o que pensa da

Andre, o que pensa da declaração do chanceler brasileiro, de que o Brasil não vai interferir na questão Venezuelana porque o País "tem lado" neste caso ?

 

 

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Uma declaração infeliz. Todo

Uma declaração infeliz. Todo Pais tem lado em qualquer questão internacional, o que não significa que não possa por causa disso ter um papel na situação que lhe interessa diretamente. Na questão da Venezuela o lado do Brasil e a favor da estabilidade da fronteira norte porque uma catastofre humanitaria e sanitaria nos afeta imediatamente, JÁ está afetando,

são 40 mil refugiados em Roraima, onde não há condições de acolhe-los dignamente e o fluxo continua.

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