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Violência

Feminicídio é o ponto culminante de uma violência contínua, arraigada, diz juíza

do CEE-Fiocruz

‘Feminicídio é o ponto culminante de uma violência contínua, arraigada no cotidiano das mulheres’, aponta juíza

“O assassinato de mulheres em razão do gênero é um problema global, presente nas mais diferentes sociedades e culturas. O feminicídio não é ocorrência isolada, fruto de um lapso fortuito de emoções, mas ponto culminante de uma violência contínua, arraigada no cotidiano das mulheres”. A análise é da juíza Adriana Ramos de Mello, titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), para o blog do CEE-Fiocruz. Adriana Ramos será a palestrante do evento Feminicídio – Uma análise sociojurídica da violência contra a mulher, da série Futuros do Brasil, que será realizado em 18/09/2017, no Salão Internacional da Ensp/Fiocruz.

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Do jornalismo de rasa banalidade à cultura do estupro no Brasil, por Luís Felipe Miguel

Do jornalismo de rasa banalidade à cultura do estupro no Brasil

por Luís Felipe Miguel

Talvez algumas pessoas já tenham percebido que tenho certa implicância com o Hélio Schwartsman. De fato, ele me parece a expressão máxima do Kitsch no jornalismo - Kitsch no sentido que Eco dava ao termo, a tentativa de passar por alta sofisticação o que não passa de rasa banalidade. São referências sem fim a livros de divulgação científica, a filósofos (em geral lidos de maneira muito contestável), tudo isso para chegar ao mesmo senso comum conservador do restante da Folha. Não perde oportunidade para dar "carteiradas intelectuais", enfiando termos pomposos e chiques mesmo quando não cabem. E o que ele defende, afinal, é uma versão extrema da tese liberal da autonomia dos indivíduos (que nega qualquer relevância à estrutura social na produção das preferências), com simpatias evidentes pela sociobiologia - uma combinação particularmente reacionária.

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Só um monte de dados assustadores sobre abuso sexual no Brasil, por Matê da Luz

Só um monte de dados assustadores sobre abuso sexual no Brasil

por Matê da Luz

Abrir os olhos e não se calar. Abrir os olhos e não se calar. Abrir os olhos e não se calar. Abrir os olhos e não se calar. Abrir os olhos e não se calar. Abrir os olhos e não se calar.  - tantas e quantas vezes forem necessárias, até que a mudança se instale. Tem gente que se diz cansada de tanta batalha pra onde não adianta nada andar e, eu sei, também me sinto assim, no final das contas é isso o que a oposição mais deseja: que a gente se sinta cansada e desista. 

Mas não. Não vou desistir, e meu conselho é pra que você também não desista - siga imprimindo empatia, atos de gentileza e amor com força e sutileza por aqui e acolá. Siga superando as dificuldades mais duras e semeando leveza em terrenos áridos pelo tempo que for porque, olha, se tem algo que posso garantir, se é que garantia dá validade alguma pra qualquer coisa que seja, é que a gente dorme melhor quando pratica o que é bom. E isso, nos dias de hoje, já é um baita de um presente. 

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O absurdo da liberação do esporro em público e a simbologia nefasta da falta de limites individual, por Matê da Luz

O absurdo da liberação do esporro em público e a simbologia nefasta da falta de limites individual

por Matê da Luz

(imagine meu humor ao escrever dois textos seguidos sobre abusos contra a mulher)

Foram dois episódios esta semana em plena Avenida Paulista, símbolo da boa vida na capital do estado mais rico do Brasil. Em um deles, o segundo, um homem apalpa os seios de uma moça num ônibus. Ela chama a polícia, ele é encaminhado à delegacia e sabe-se lá qual é o resultado, porque nem noticiado foi. O primeiro caso, ainda mais bizarro, dá conta de um homem ter ejaculado no pescoço de uma mulher dentro de outro ônibus, também numa das avenidas mais movimentadas da capital. 

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O estupro de Clara Averbuck no Uber, a culpa é sempre da vítima e o feminismo cada vez mais necessário, por Matê da Luz

O estupro de Clara Averbuck no Uber, a culpa é sempre da vítima e o feminismo cada vez mais necessário

por Matê da Luz 

Faz dois dias e, na velocidade que a internet leva e traz informação, este pode parecer um artigo atrasado. Peço, então, que se coloquem no lugar de alguém que escreve com o coração nas mãos e, no mais, pretende levatar diálogos muito mais do que noticiar. Hoje, depois de duas noites em claro, uma delas chorando e cogitando voltar pra São Paulo para superproteger minha filha (sim, entendo como superproteção querer abrir mão da minha vida individual apenas para ser trasporte de uma marmanja que já está na faculdade, mas confesso que cogitei porque a Clara estuprada é minha amiga e, por mais que a gente saiba que isso acontece, quando é com alguém conhecido o impacto é tenebroso), bem, hoje consigo sentar e lidar com o tema de forma menos irracional. 

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Violência do tráfico x violência policial, por J. Roberto Militão

LEGALIZAÇÃO DO USO DE DROGAS: violência do tráfico x violência policial

por J. Roberto Militão

VIOLÊNCIA DO TRÁFICO X VIOLÊNCIA POLICIAL

- uma guerra entre iguais. Sem fim.

Meu filho JoãoPedro Barbosa F. Militão publicou isso no Facebook....  Acabei entrando no assunto!

( MEU COMENTÁRIO)

O Brasil precisa enfrentar suas crises. Uma delas, que afeta aos mais pobres, no cotidiano é a violência do tráfico x a violência policial.

PRECISAMOS estabelecer um armistício - uma proposta de paz - quem morre e quem mata são brasileiros iguais. Os Delegado Orlando Zaccone sintetiza isso de forma magistral: a elite corrupta e corruptora quer mais sangue! De quem??? Nosso...

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Dia 23 de maio de 2017, por Laura Sahm Shdaior

Foto Alan White/Fotos Públicas

do Psicanalistas pela Democracia

Dia 23 de maio de 2017

por Laura Sahm Shdaior

Dia 23 de maio de 2017, terça-feira seguinte ao domingo em que uma marcante ação da polícia foi feita na região conhecida como Cracolândia, intervenção que ocorreu em meio à proposta das internações compulsórias. Dia 23 de maio de 2017, terça feira em que a demolição de um prédio da região deixou três feridos, revelando explicitamente o processo de especulação imobiliária que rege o território. Nessa ocasião, os moradores alegaram não terem sido avisados da operação e reagiram contra os despejos. Dia 23 de maio, terça feira em que a polícia cercou pela primeira vez a Praça Princesa Isabel, local para onde havia se deslocado a concentração de usuários de crack (fluxo) após as intervenções truculentas do fatídico domingo.

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Feminicídio é tema de palestra da série Futuros do Brasil

do CEE-Fiocruz

Feminicídio é tema de palestra da série Futuros do Brasil, em 18/09

A cada hora e meia, uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil, segundo o estudo Violência Contra a Mulher: Feminicídios, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2013. O feminicídio – tipo de homicídio praticado contra a mulher especificamente devido à condição de gênero – ocorre diariamente, atinge a todas as classes e é hoje um dos maiores problemas de saúde pública do país.

Para discutir os desafios do cenário brasileiro e traçar perspectivas, o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz) e o Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural (Dihs/Ensp/Fiocruz), convidaram a juíza Adriana Ramos de Mello, titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), para ministrar a palestra Feminicídio – Uma análise sociojurídica da violência contra a mulher. O evento, da série Futuros do Brasil, será realizado em 18/9/2017, às 13h30, no Salão Internacional da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz).

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O limbo da juventude na violência, por Ricardo Henriques


Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Enviado por Antonio Ateu

Sem alternativas...

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Vidas paralelas: Sérgio Moro e Mao Tsé-Tung

Na sua autobiografia - que citarei aqui apenas de memória, pois dei o livro a uma amiga - o Dalai Lama narra o encontro que teve com Mao Tsé-Tung. O governante do Tibete era muito jovem naquela oportunidade. Ele afirma que o líder comunista foi muito gentil e lhe ofereceu doces feitos na província chinesa em que ele havia nascido. Todavia, quando Mao passou a falar de política, da natureza feudal do regime tibetano e da necessária reintegração à China daquela parcela do território chinês que era o Tibete, Tenzin Gyatso soube imediatamente que o líder chinês era o destruidor do Dharma*.

A legislação civil brasileira atribui a propriedade do imóvel àquele em cujo nome o mesmo se encontra registrado no Cartório de Registro de Imóveis. Na aplicação da Lei Penal, o juiz não pode deixar de reconhecer a validade e eficácia de uma certidão imobiliária, mas foi exatamente isto que Sérgio Moro fez ao condenar Lula por ter recebido o Triplex como propina apesar do imóvel estar em nome da construtora e ter sido dado por ela em garantia a CEF. Leia mais »

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Morte na Aduana: cai o delegado. E agora MPF?, por Marcelo Auler

Ademir Gonçalves Costa, 39 anos. morreu ao ser abordado pelos servidores da Receita Federal na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR)

do Blog de Marcelo Auler

Morte na Aduana: cai o delegado. E agora MPF?

por Marcelo Auler

Alerta aos Leitores: Esta postagem contêm fotos que podem chocar, cuja divulgação consideremos essencial diante do fato em si.

Graças à insistência do advogado paranaense Almir Santos, seus parceiros e ao apoio de movimentos de Defesa dos Direitos Humanos do Oeste do Paraná, o caso da morte de Ademir Gonçalves Costa, de 39 anos, sofreu uma reviravolta e poderá ter um desfecho diferente. Como noticiamos em A estranha morte na Aduana, em 28 de janeiro passado, ele preso na guarita da Receita Federal, na Ponte Internacional da Amizade (PIA), em Foz do Iguaçu (PR), morreu de forma não esclarecida após ser imobilizado com spray de pimenta, algemado com as mãos às costas e estar com parte da calça arriada. Na época falou-se que teria ingerido a cocaína que transportava em um saco plástico, suicidando-se com uma overdose como também narramos em Repeteco na morte na Aduana (PR): “suicídio”.

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Como controlar trogloditas, por João Sucata

Como controlar trogloditas

por João Sucata

Grupos de torcedores violentos continuam a aprontar. É gente que parece ter pulado direto das cavernas para dentro dos estádios de futebol. Os do Internacional RS, já pela segunda vez fizeram quebra quebra. E neste sábado foram torcedores do Vasco, no jogo com o Flamengo. Dias atrás grupos de torcedores do Curitiba deram um espetáculo dantesco, de ódio e covardia, ao agredir um corintiano já desacordado de tanta pancada. Na torcida do timão tem aquele grupo que aparece sempre com fogos sinalizadores e paralisam os jogos, isso para não falar nos que sempre estão presentes nos episódios de violência, a tal ponto que na Bolívia mataram um garoto (setores da mídia e classe média mostram-se preocupados e exigiram que fossem libertos da prisão, apenas por terem sido detidos pelo governo de Evo Morales).00

 Sempre tive péssima impressão quanto aos motivos que os levam a se juntar (sempre agem em bandos) para agredir jogadores, juízes, técnicos ou torcedores adversários, jogar porcarias no campo, ameaçar invasão, soltar fogos proibidos, quebrar banheiros, carros quando saem para a rua. Em agressões de bandos de torcedores há componentes de selvageria, covardia, desabafo etc, de quem vive humilhado, mal resolvido, fudido, na vida amorosa, financeira, social e profissional. Como não veem possibilidade de enfrentar e resolver os problemas individualmente, apelam para a agressão em manada.

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Atlas da Violência confirma desprezo pela juventude negra, por Mário Lima Jr.

Atlas da Violência confirma desprezo pela juventude negra

por Mário Lima Jr.

De acordo com o Atlas da Violência 2017, publicado semana passada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 588.579 pessoas foram assassinadas no Brasil de 2005 a 2015. Mais da metade eram jovens e 71%, negras. Para alguns, os números são desesperadores. Parte importante da população vê o jovem negro e pobre como bandido e não se sente tão abalada.

A indiferença, que flui dos quatro cantos do Brasil e se aglutina aos Três Poderes em Brasília, viabiliza um genocídio: em apenas três semanas o total de assassinatos no país supera a quantidade de pessoas mortas em todos os ataques terroristas no mundo nos cinco primeiros meses de 2017. Desenvolvido em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o estudo confirma o perfil das vítimas, nosso velho conhecido: jovens com idade entre 15 e 29 anos, negros e com baixa escolaridade.

Daniel Cerqueira, pesquisador do IPEA, disse em entrevista que "sabemos onde o problema está localizado, quando acontece, de que forma acontece, quem são as vítimas e no entanto não se faz nada". Em uma década a taxa de homicídios por 100 mil habitantes aumentou 10,6%. Em 2015 foram assassinados 59.080 brasileiros. São números equivalentes a situações de guerra.

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Realidade à Temer: racismo e medo tatuados no cérebro

Esta semana dois casos de violência privada sacudiram a internet. O primeiro foi a tatuagem realizada à força na testa de um rapaz que supostamente tentou furtar uma bicicleta. O segundo foi a agressão que Mirian Leitão disse ter sofrido durante uma viagem de avião. A ligação entre os dois episódios existe, mas não é muito evidente.

Durante vários anos Mirian Leitão atacou ferozmente a política econômica dos governos petistas. Ela é sem dúvida alguma responsável pela balcanização partidária que resultou no aprofundamento da crise política e econômica brasileira http://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/miriam-leitao-e-a-balcanizacao-partidaria-do-brasil-por-fabio-de-oliveira-ribeiro. Leia mais »

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Unicef revela raio-x dos homicídios de adolescentes no Ceará

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Foto: EBC
 
Jornal GGN - O estudo “Trajetórias Interrompidas”, divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), mostra que maior parte dos adolescentes vítimas de homicídios no Ceará são garotos (97,95%) e negros ou pardos (65,75%).
 
O relatório, que levantou os dados da violência em 2015, também revela que 67,1% das vítimas tinham renda familiar de um a dois salários mínimos, sendo que 68,7% delas eram beneficiários do Bolsa Família. 
 
A UNICEF também aponta que os homicídios de adolescentes em Fortaleza, capital cearense, se concentram em poucas regiões, nos locais mais vulneráveis. 44% das mortes analisadas ocorreu em 17 dos 119 bairros da cidade, sendo que metade das vítimas foi assassinado a cerca de 500 metros de sua residência. 

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