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Religião

Sobre Oferendas e Encruzilhadas, por Leandro Bulhões

Ilustração Jaider Esbell Macuxi

do Xapuri

Sobre Oferendas e Encruzilhadas: Nota do Doutor em História pela UnB, Leandro Bulhões

A bênção às mais velhas; a bênção aos mais velhos.

O texto que está circulando começa com “De acordo com o professor Leandro…”. Isso é perigoso porque alguém cita o meu nome, mas não fui eu quem o escreveu. Eu fiz uma fala pública e uma pessoa que me ouviu escreveu e publicou no facebook um texto associando os meus argumentos a uma espécie de “história das origens das oferendas e da macumba”. Em seguida, ela aponta outras coisas de tal modo que não é possível fazer uma separação entre um tema que foi discutido em minha fala e depois as suas considerações próprias a respeito do assunto. Na medida em que este texto viralizou, ficou parecendo que se tratava de um texto de minha autoria, mas não é o caso. Peço licença para explicar nestas próximas linhas o meu entendimento sobre o acontecido.

Na semana passada, eu participei de uma banca de defesa de trabalho de conclusão de curso na Universidade de Brasília. Na ocasião, houve uma discussão sobre como as encruzilhadas atuais das cidades modernas são espaços de sociabilidades e de resistências. Nos semáforos, homens, mulheres e crianças, expressivamente negros e negras, realizam trabalhos diários, conseguindo dinheiro por meio da venda de doces, água, panos de prato, frutas, entre outros produtos.

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No Rio, Movimento quer liberação de objetos religiosos em posse da Polícia Civil

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Imagem: Divulgação
 
Jornal GGN - Militantes ligados às religiões afro-brasileiras, ao movimento negro, além de intelectuais e políticos integram a campanha “Libertem Nosso Sagrado”, que pretende realocar peças religiosas que estão em posse da Polícia Civil. 
 
Diversas peças sagradas foram apreendidas no passado porque eram consideradas provas de crimes pelo antigo Código, datado de 1890 e que proibia a “prática do espiritismo, da magia e seus sortilégios”. 
 
O objetivo da campanha lançada pela Comissão de Direito Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) é transferir os cerca de 200 objetos para um museu. O historiador Jorge Almícar cita o caso de Salvador (BA), onde o movimento negro conseguiu a liberação das peças após ação junto com o Ministério Público.
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Quem foi Allan Kardec, o descobridor da Ciência Espírita?, por Marcos Villas-Bôas

Quem foi Allan Kardec, o descobridor da Ciência Espírita?

por Marcos Villas-Bôas

Na ciência, um aspecto importante é verificar quem utiliza cada argumento. Pessoas de moral e intelectualidade mais elevadas, com grande conhecimento teórico e experiência prática em determinado tema, são mais “autorizadas” a falar sobre ele e, portanto, há um peso argumentativo em seu favor, o que não significa, é claro, sempre estarem certas. Daí surgiu, na retórica, a expressão “argumento de autoridade”, que pode ter mais ou menos conteúdo a depender da forma como articulado.

Qualquer um pode emitir opinião sobre qualquer tema, pois todos têm livre-arbítrio, direito de opinião. Na ciência, contudo, o conhecimento é mais técnico, exige método e respeito às normas daquele sistema, ainda que seja possível e até louvável, em benefício do progresso, tentar quebrá-lo, quando se dispuser de ferramentas para isso.

Considerando que um dos objetivos deste blog é analisar, antes de tudo, se faz sentido falar numa Ciência Espírita, se Espíritos existem, se estudá-la tem alguma relevância para nós, seres humanos, é essencial compreender a sua história, como ela surgiu.

Os fenômenos espirituais são conhecidos desde a Antiguidade. Há plena menção a eles entre as sociedades mais elevadas que já existiram na Terra, como os egípcios antigos, os gregos antigos, os celtas e assim por diante. A filosofia budista e outras orientais dão conta da existência de Espíritos e creem na reencarnação, de modo que o tema não foi obviamente criado por Allan Kardec.

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Perseguição à Teologia da Libertação foi baseada em fraudes, por Mauro Lopes

Cardeal Tempesta e Bento XVI
 
Dom Orani Tempesta, cardeal arcebispo do Rio,  e Bento XVI. Um, protagonista da perseguição à Teologia da Libertação; outro, beneficiário. Ambos responsáveis pela crise da Igreja no Brasil
 
Por Mauro Lopes
 
Perseguição à Teologia da Libertação baseou-se em duas fraudes, indicam pesquisas
 
Houve três razões, nenhuma delas efetivamente teológica, que moveram o combate à Teologia da Libertação no Brasil e na América Latina a partir de 1978, início do pontificado de João Paulo II e durante todo o papado de Bento XVI, até 2013 – 35 anos, portanto. O presente artigo, apesar de mencionar as três, tem foco em duas delas e apresenta pesquisas recentes segundo as quais: i) ambas basearam-se em argumentos fraudentos; ii) o governo conservador da Igreja Católica no Brasil nesse período foi um rotundo fracasso.
 
As três razões:
 
1. A primeira tem fundo político-ideológico: demonizou-se a Teologia da Libertação como se fosse uma adesão ao marxismo e/ou comunismo, enquanto os dois papas e seus apoiadores eram e são arraigadamente capitalistas e defensores do direito à propriedade e à acumulação irrestrita de riquezas. A Igreja no Brasil virou as costas aos pobres como sujeitos da ação pastoral para fazer deles, no máximo, objeto de um olhar piedoso. O artigo não se deterá sobre este assunto.
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Diálogo com o Espírito Miramez gravado em vídeo, por Marcos Villas-Bôas

Diálogo com o Espírito Miramez gravado em vídeo

por Marcos Villas-Bôas

Uma das formas básicas pelas quais um estudioso espírita deve atuar é, evidentemente, dialogando com Espíritos para que possa, com intenções de instrução e caridade, levantar informações sobre o mundo espiritual e a própria dimensão da Terra, onde nós, encarnados, vivemos.

Essa prática, que pode ensinar muito sobre leis físicas e morais, ajudando-nos a melhor aplicá-las, felizmente vem crescendo aos poucos entre os espiritualistas. Ela era, aliás, a base do estudo de Allan Kardec e sustentou toda a codificação.  

Quando o estudo é sério e de intenção nobre, é quase certo que bons Espíritos apareçam para ajudar. Essa afirmação se comprova, aliás, pelo fato de Espíritos elevados se disporem a participar de entrevistas com os encarnados, gravadas, inclusive, em vídeo: 

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Experimentos sobre peso da alma comprovam sua existência?, por Marcos Villas-Bôas

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Imagem: Francis Pacheri
 
Experimentos sobre peso da alma comprovam sua existência?
 
por Marcos Villas-Bôas

 

Como visto no último texto, o brilhante educador, estudioso e pensador Hippolyte Léon Denizard Rivail, que assumiu pseudônimo de Allan Kardec aos seus 52 anos de idade, se comunicou com Espíritos por meio de médiuns ao longo de vários anos e, após longas observações e experimentações, apesar do seu inicial olhar incrédulo, concluiu que o ser humano não tem apenas um corpo material.

Décadas antes de a Física Quântica provar que o átomo não é totalmente material, nem uma matéria porosa, mas um misto de matéria e energia, a Ciência Espírita já o tinha feito, mas por seus próprios métodos.

Vide, por exemplo, os itens 30 e 33 de O Livro dos Espíritos, obra publicada em 1857:

“30. A matéria é formada de um só ou de muitos ementos?

‘De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva’.

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O Espiritismo em sua expressão mais simples, por Marcos Villas-Bôas

O Espiritismo em sua expressão mais simples

por Marcos Villas-Bôas

O Espiritismo em sua expressão mais simples

 

Em diversos dos textos publicados neste blog, temos visto comentários de leitores que revelam grande desconhecimento sobre a Ciência Espírita, um dos pilares do Espiritismo. Obviamente, ninguém aceitará uma ciência que estuda Espíritos quando sequer entende como tudo começou e o que está por trás dela.

Voltaremos, então, ao básico e à história utilizando inicialmente o não tão conhecido livreto “O Espiritismo em sua expressão mais simples”, publicado por Allan Kardec em 1862 e facilmente encontrado em .pdf na Internet.

Trata-se de obra com 17 páginas, sendo que o conteúdo mesmo já começa na página 5. Para facilitar ainda mais aos nossos leitores, iremos resumir esse livreto de modo a apresentar em breves linhas a história do surgimento do Espiritismo e, consequentemente, do advento do estudo científico das manifestações espirituais.

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Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte V, por Marcos Villas-Bôas

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte V

por Marcos Villas-Bôas

Como visto em textos anteriores, cientistas renomados como Camille Flammarion, Charles Richet e William Crookes realizaram sérios experimentos com médiuns para que fossem testados os fenômenos chamados, do final do século XIX para o início do século XX, de “espirituais”.

Todos os três concluíram pela veracidade dos fenômenos, mas Richet era o único a negar a influência espiritual, apesar de ter atestado a existência de médiuns com “forças psíquicas” capazes de produzir efeitos não explicados pelas leis científicas da época, o que deu surgimento à metapsíquica.  

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Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte IV, por Marcos Villas-Bôas

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte IV

por Marcos Villas-Bôas

No texto anterior, terminamos tratando de Gabriel Delanne e William Crookes. O livro deste último é emblemático, pois é uma coletânea de artigos que vai demonstrando, ao longo dos meses, a evolução do pensamento do autor sobre o tema dos Espíritos. Ele inicia admitindo que não conhece quase nada sobre o assunto, mas que, por estarem todos interessados, entende ser importante submetê-los a experimentos científicos cuidadosos:

“Some weeks ago the fact that I was engaged investigating Spiritualism, so called, was announced in a contemporary: and in consequence of the many communications I have since received, I think it desirable to say a little concerning the investigation which I have commenced. Views or opinions I cannot be said to possess on a subject which I do not pretend to understand. I consider it the duty of scientific men who have learnt exact modes of working, to examine phenomena which attract the attention of the public, in order to confirm their genuineness, or to explain, if possible, the delusions of the honest and to expose the tricks of deceivers. But I think it a pitty that any public announcement of a man’s investigation should be made until he has shown himself willing to speak out.

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Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte III, por Marcos Villas-Bôas

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte III

por Marcos Villas-Bôas

Nos dois últimos textos, procuramos nos posicionar entre os crédulos e incrédulos, buscando construir uma perspectiva científica, crítica da literatura sobre manifestações de Espíritos. Isso já foi feito por inúmeros outros estudiosos bem mais célebres, como os citados Camile Flammarion, Carl Gustav Jung, Charles Richet, Pierre Curie, Marie Curie e muitos outros. Continuaremos com eles e acrescentaremos as visões de Gabriel Delanne e William Crookes.  

Richet, vencedor do Prêmio Nobel de Fisiologia (ou Medicina) em 1913, criou o que se chama de Metapsíquica, precursora da Parapsicologia, que uns chamam de ciência e outros de pseudociência, como normalmente acontece com temas que “incomodam” as pessoas.

No seu Tratado de Metapsíquica, Richet registrou diversas experiências que realizou com médiuns, que levaram a uma melhor compreensão sobre, por exemplo: a) a telecinesia, ação mecânica sem contato sobre pessoas ou objetos, como a levitação; b) ectoplasmia, emissão de fluidos pelo corpo humano que dão origem a materializações de Espíritos; c) fenômenos psíquicos chamados de “subjetivos”, como telepatia, clarividência, clariaudiência, xenoglossia, psicografia e outros.

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Carl Jung e a existência de Espíritos, por Marcos Villas-Bôas

Carl Jung e a existência de Espíritos

por Marcos Villas-Bôas

Em texto anterior, citamos Carl Jung como um médium que passava por inúmeros fenômenos espirituais e que documentou alguns deles no seu último livro: Memórias, Sonhos e Reflexões.

Leitores do blog que estão entre os mais incrédulos reclamaram do fato de o livro não ter sido citado, mas estava, sim, referido, desde a primeira versão publicada, ao final da transcrição de um trecho dele. Parece que, quando não se quer enxergar (aceitar) algo, até a visão física fica abalada e termina-se não enxergando bem (em sentido estrito).

Como Jung é um nome mais conhecido fora do meio científico, parece que esses incrédulos se assustaram com o peso dele em favor da existência dos Espíritos. Dedicaremos, então, um texto inteiro ao livro dele, uma homenagem a esses nossos leitores, tão ou mais importantes do que os mais crédulos ou menos incrédulos. Seus comentários, por sinal, quando não nos divertem pela graça, ajudam a focar nos pontos de maior dúvida deles, sendo muito bem vindos.  

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Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte II, por Marcos Villas-Bôas

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte II

por Marcos Villas-Bôas

No texto passado, iniciamos uma busca por provas científicas da existência dos Espíritos e começamos utilizando uma obra de Carl Gustav Jung, um dos principais estudiosos da Psicologia em toda a história humana, e outra de Camille Flammarion, um dos principais estudiosos da Astronomia em toda a história humana. Em comum, suas obras tinham o estudo científico dos Espíritos e a conclusão de que eles existem.

A seriedade com que esses dois e outros estudiosos empreenderam seus estudos afasta a acusação de que a Ciência Espírita seria misticismo, uso de pseudociência para justificar uma religião. Jung e Flammarion se questionaram, ao longo de toda a vida, sobre a realidade dos fenômenos que enfrentavam e observavam.

Flammarion, por exemplo, criticava aberta e diretamente parte dos espíritas por sua falta de método científico e muitos médiuns que eram embusteiros:

“A respeito desses fenômenos, tem-se falado muito em espiritismo. Alguns dos seus defensores acreditam tê-lo consolidado, apoiando-o em uma base também frágil. Os opositores acreditam tê-lo excluído definitivamente e o enterrado sob o desmoronamento de um armário. Ora, os primeiros mais o comprometeram do que o serviram; os segundos, não conseguiram derrubá-lo, apesar de tudo. Mesmo que seja demonstrado que no espiritismo não exista senão truques de prestidigitação, a crença na existência de almas separadas do corpo não será absolutamente atingida. Além disso, as trapaças dos médiuns não provam que eles trapaceiam sempre. Elas apenas nos põem de sobreaviso e nos convidam a ser muito severos em nossas observações. Quanto à questão psicológica da alma e à análise das forças espirituais, estamos ainda hoje no ponto em que a química encontrava-se no tempo de Alberto, o Grande, ignoramos! Portanto, não podemos ficar num justo meio-termo, entre a negação que recusa tudo e a credulidade que aceita tudo? É razoável negarmos tudo o que não compreendemos, ou acreditarmos em todas as loucuras que imaginações doentias dão à luz umas após as outras? Não podemos possuir ao mesmo tempo a humildade que convém aos fracos e a dignidade que convém aos fortes?” (As forças naturais desconhecidas, p. 20).

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Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte I, por Marcos Villas-Bôas

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte I

por Marcos Villas-Bôas

Os últimos textos, como primeiros do blog, tinham o objetivo de despertar a curiosidade sobre o estudo científico dos Espíritos e tratar de alguns pontos básicos. Muitos têm cobrado agora a apresentação de provas científicas da existência de Espíritos. Alguns elementos já foram apresentados em texto anterior, mas iremos, de agora em diante, descer em mais detalhes sobre sólidos estudos realizados por célebres cientistas ao longo da história. 

Primeiramente, é preciso tecer algumas palavras sobre a prova e sobre a prova científica. Uma prova é um relato sobre um fato, é algo que atesta a ocorrência do evento ou a procedência de uma teoria e lhe faz, assim, fato, consumado, aceito. A prova, portanto, é, como tudo na vida social, comunicacional e retórica.

Quer-se dizer com isso que não existe a “prova em si”, mas apenas a “prova aceita”. Há prova quando há concordância sobre algo estar provado.

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O objeto e o método da Ciência Espírita, por Marcos Villas-Bôas

O objeto e o método da Ciência Espírita

por Marcos Villas-Bôas

Mencionamos em texto anterior que a ciência tem sido mal compreendida por muitos, que lhe dão os contornos, como é natural, conforme seus interesses e limitações. Ela serve para organizar o conhecimento, sistematizá-lo, de modo a tornar o estudo mais técnico, criando princípios, premissas epistemológicas, métodos, disciplinas, professores e pesquisadores.

A ciência se diferencia, assim, do estudo leigo, desorganizado, sem emprego de métodos próprios, sem atenção aos princípios daquele sistema de conhecimento, que podem sempre vir a ser quebrados, mas desde que se cumpra o ônus argumentativo necessário para tanto, o que requer profundo entendimento dos princípios até então vigentes e vasta justificação para afastá-los ou substituí-los.

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Moralidade e intelectualidade na Ciência Espírita, por Marcos Villas-Bôas

Moralidade e intelectualidade na Ciência Espírita

por Marcos Villas-Bôas

Em texto anterior publicado aqui no Jornal GGN[1], defendeu-se que o pilar científico do Espiritismo precisa ser mais bem desenvolvido para que possa suportar racionalmente os ensinamentos morais. Não se trata apenas de provar com mais clareza a existência de espíritos, para, assim, convencer mais pessoas a buscarem compreender as suas lições morais, mas permitir que os próprios espíritas entendam melhor como aplicar as leis divinas na prática.

Como qualquer lei, a chamada lei divina (ou lei da natureza) precisa ser interpretada e aplicada pelos humanos, e, assim como no caso das leis jurídicas humanas, é preciso entender como se dão esses processos extremamente complexos.

É provável, por exemplo, que muitos pensem estar seguindo com rigor os princípios de amor, humildade e de caridade do Espiritismo, mas, no modo de ver do juiz, que serão as suas próprias consciências libertas após o desencarne, e de Deus, essa inteligência que determina as consequências cármicas das ações, eles estejam, na verdade, bem longe do que se pede.

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