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Opinião

Projeto Brasil Nação, mas sem povo, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Projeto Brasil Nação, mas sem povo

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Assinei o Projeto Brasil Nação e há alguns dias recebi por e-mail um convite para o lançamento do manifesto. O evento ocorreu hoje entre as 19,00 e 20,30 horas na sala dos estudantes da Faculdade do Largo São Francisco. Dentre outros presentes estavam Bresser Pereira, Celso Amorim, Suplicy,  Lindberg Farias, Carina Vitral, Paulo Henrique Amorim, Fernando Hadad, Luis Nassif, Raduan Nassar, Fábio Konder Comparato e Ciro Gomes.

Sai do evento às 20,30 e cheguei em casa, na periferia de Osasco, por volta das 22:30. No caminho pensei sobre como relatar o que vi e ouvi. Todavia, como o vídeo será disponibilizado na internet resolvi narrar algo mais interessante: o meu longo trajeto entre a ilusão e a realidade.

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A guerra nuclear e o fastio dos meios de comunicação brasileiros, por Gustavo Gollo

A guerra nuclear e o fastio dos meios de comunicação brasileiros

por Gustavo Gollo

Ontem, 26 de abril, houve uma reunião dos senadores americanos, convocada pela Casa Branca, para uma preleção sobre a Coreia do Norte, com o secretário de estado, o secretário de defesa e o diretor da inteligência nacional americanos. A convocação extraordinária suscitou a suspeita de um pedido de autorização para a guerra nuclear, para um ataque contra a Coreia, e, eventualmente, contra seus aliados: China e Rússia.  Como nada relevante foi divulgado sobre a reunião, podemos considerá-la tendo sido apenas um ato leviano e inconsequente, uma espécie de espetáculo com bichinhos amestrados, conforme descrição de um dos senadores. Mentes inquietas, no entanto, talvez arrisquem elucubrações sobre uma possível autorização secreta para o ataque.

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Como destruir uma nação em apenas um ano, por Carlos Motta

Como destruir uma nação em apenas um ano, por Carlos Motta

Os direitos trabalhistas foram pelo ralo.

O desemprego, que atinge milhões, não diminui.

O petróleo, que iria custear a educação e a saúde públicas, já não é nosso.

Os Correios, antes símbolos de eficiência, viraram sucata.

O BNDES corta o crédito subsidiado para as empresas.

A taxa Selic cai, mas os juros ao consumidor sobem.

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Greves, não importa a dimensão, justificam-se pelo simbolismo, por Janio de Freitas

Foto - Paulo Iannonie

Jornal GGN - Em tão pouco tempo, desde o golpe do impeachment, o país jamais viveu um desatino tão grande, um assalto tão violento a direitos de quase a totalidade da população e mesmo o ataque às potencialidades do próprio país. A afirmativa foi feita por Janio de Freitas, em sua coluna de hoje na Folha. O articulista aponta que, mesmo na Síria com guerra em grande parte de seu territória, as coisas melhoram. E isso não se tem aqui.

Janio aponta que o que é oferecido por Meirelles é um país manietado, aprisionado na desinteligência de um teto obrigatório de gastos que tem a imoralidade de cortar até gastos com educação e saúde. Daí, com este quadro, as greves e protestos, não importa o tamanho, se justificam de saída, já por seu valor simbólico de que pessoas se rebelem contra a espoliação de conquistas tão duramente conseguidas.

Leia o artigo a seguir.

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Guerra nuclear: o mundo à beira do apocalipse, por Gustavo Gollo

Guerra nuclear: o mundo à beira do apocalipse

por Gustavo Gollo

A Casa-Branca convocou os senadores norte-americanos para um gravíssimo encontro hoje, quarta-feira (26), no qual serão apresentadas considerações sobre a Coreia do Norte. Não se sabe com exatidão o teor da apresentação, a convocação dos senadores, no entanto, sugere uma gravidade condizente com um pedido de autorização para a guerra nuclear.

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Girlboss e o impacto dos seriados Netflix na vida, por Matê da Luz

Girlboss e o impacto dos seriados Netflix na vida

por Matê da Luz

Girlboss é a nova série produzida pelo Netflx e, pra quem anda nas redes sociais, monotema da semana no Facebook. As opiniões sobre o conteúdo são divididas entre as pessoas que adoram o seriado e aquelas que se decepcionam profundamente. 

As razões para odiar giram em torno de críticas à personalidade da personagem principal, uma garota de seus 20 e tantos anos que resolve empreender no e-bay, revendendo peças de roupas reformadas de acordo com seu gosto fashion, passando pelas lacunas do empreendedorismo em si, já que mostra uma pessoa completamente despreparada para o mundo dos negócios dando passos maiores que as pernas e, de certa forma, tendo sucesso. "Girlboss cria a ilusão de que dá pra começar do zero, mas não é assim, estruturar uma empresa, mesmo que na internet, dá muito mais trabalho e exige maturidade" - li num desses posts. 

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O Brasil precisa reconhecer que a transição democrática acabou, por Mariana Mota Prado

Sessão no Supremo Tribunal Federal - Foto Agência Brasil

da Folha

O Brasil precisa reconhecer que a transição democrática acabou

por Mariana Mota Prado

Especial para a Folha

Estamos em um momento chave na história do país. Nunca se viram tantos integrantes da elite política e econômica sendo investigados por corrupção. Todavia, há um longo caminho a percorrer até que a lista de Fachin resulte em algum tipo de condenação. Mesmo uma reforma política capaz de minimizar incentivos à corrupção será insuficiente, se não vier acompanhada de outras para garantir que a corrupção seja efetivamente punida.

Nesse ponto, porém, há um desafio adicional. No Brasil, há diversos arranjos institucionais e garantias processuais que minimizam a probabilidade de punição de corruptos. Boa parte dessas proteções foram adotadas no momento de transição democrática, motivadas pelo temor de um retrocesso às práticas adotadas pela ditadura militar. Pareciam perfeitamente justificáveis naquele momento. Mas será que ainda fazem sentido, na mesma extensão, no contexto presente?

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Para que o futuro seja de novo possível, por Boaventura de Sousa Santos

E se o divórcio entre Democracia e Revolução estiver na origem dos tempos sombrios que vivemos? E se Democracia e Revolução puderem se amigar de novo? (Imagem: Robert Doisneau)

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do Outras Palavras

Boaventura: para que o futuro seja de novo possível

por Boaventura de Sousa Santos

Quando olhamos para o passado com os olhos do presente, deparamo-nos com cemitérios imensos de futuros abandonados, lutas que abriram novas possibilidades mas foram neutralizadas, silenciadas ou desvirtuadas, futuros assassinados ao nascer ou mesmo antes, contingências que decidiram a opção vencedora depois atribuída ao sentido da história. Nesses cemitérios, os futuros abandonados são também corpos sepultados, muitas vezes corpos que apostaram em futuros errados ou inúteis. Veneramo-los ou execramo-los consoante o futuro que eles e elas quiseram coincide ou não com o que queremos para nós. Por isso choramos os mortos, mas nunca os mesmos mortos. Para que não se pense que os exemplos recentes se reduzem aos homens-bombas – mártires para uns, terroristas para outros – em 2014 houve duas celebrações do assassinato do Arquiduque de Francisco Fernando e sua esposa em Sarajevo, e que conduziu à I Guerra Mundial. Num bairro da cidade, bósnios croatas e muçulmanos celebraram o monarca e sua esposa, enquanto noutro bairro, bósnios sérvios celebraram Gravilo Princip que os assassinou, e até lhe fizeram uma estátua.

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Impasses múltiplos dificultam saídas para a crise, por Walter Sorrentino

Impasses múltiplos dificultam saídas para a crise

por Walter Sorrentino

Há personagens na história que escreverão sobre seus fracassos, e quando lhe faltarem fracassos cuidarão de fracassar mais e melhor. Entrarão na história como pigmeus de bulevares.

Temer e seu governo é um desses personagens. Aproveitou-se de um golpe cujo roteiro ele afirma explicitamente ser de seu conhecimento. Foi beneficiário direto do golpe e não teve a dignidade para manter a democracia e a própria compostura.

O governo Temer é tutelado pelas forças do consórcio que sustentou o golpe, as chantageia e é chantageado por elas. Um governo dos chantagistas.

Mesmo que tudo desse certo para a presidência de Temer - chegar ao fim do mandato golpista tendo realizado as contrarreformas do teto de gastos, a trabalhista e a previdenciária - seria lembrado na história como um presidente que afundou o país e golpeou a democracia. Do povo, só receberá desprezo.

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A parceria MPF-mídia que está destruindo o país

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O inferno brasileiro ainda nem começou, por Rui Daher

Tenho acertado bastante em minhas previsões agropecuárias e dos agronegócios. Praticamente a maior parte delas se confirma, como realidade ou tendência. Pudera, são mais de 40 anos mexendo com o assunto. Deixo abertos 10 anos de colunismo sobre economia rural para o desafio.

Em política, ao contrário, erro muito. Não deveria. Fosse por “tempo de carteira assinada”, estou na militância de inserção social e cidadã, nitidamente de esquerda, há 55 anos, desde que aceitei como verdade o que me ensinou a igreja católica. Dela fui embora e nesse tema prefiro seguir quem melhor do que eu, todos conhecidos de quem vem a este GGN.

Depois de um ano de golpe e andanças por um Brasil em estado de exceção e institucionalmente conturbado, as classes empresariais e políticas sendo devastadas, de um lado pela Sacristia de Curitiba e, de outro, por aproximação com modelo econômico neoliberal na contramão do que hoje se faz no resto do planeta, arrisco dizer que o juiz de 1ª instância, Sérgio Moro, será eleito presidente do Brasil, em 2018. Leia mais »

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Uma carta de resposta dos judeus que não riram, por Daniel Douek

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Foto: Ramon Aquim/Mídia NINJA

Do Justificando

Uma carta de resposta dos judeus que não riram

Daniel Douek

Roberto Tardelli achou por bem utilizar o espaço de que dispõe para ensinar como os judeus devem se comportar. Para dizer o que devem fazer ou deixar de fazer. Para indicar de que forma devem resistir ao fascismo, que vai ganhando terreno na sociedade brasileira. Sabe o nome disso?

O autor vai além. Despreza os judeus que resistiram. Os coloca do mesmo lado daqueles que riram. Afirma que sua contribuição foi a de “elevar ainda mais o tom do genocida palestrante”.

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A Hebraica em Bolsonaro, por Rui Daher

A Hebraica em Bolsonaro, por Rui Daher

Não duvidem, estamos no pior momento da história recente do País. Quem lê as folhas e telas cotidianas em que escrevo estão cansados de reconhecer a subjugação de qualquer anseio social confrontado com a opção única pelo rentismo ao desenvolvimento produtivo. Os outros, bem, os outros são os que lucram com essa opção.

Agora mesmo, em sua coluna de 06/04, na Folha de São Paulo, Jânio de Freitas nos lembra o significativo progresso social promovido por Rafael Correa, no Equador, e suas sucessivas vitórias eleitorais. Servem para nos envergonhar de abandonarmos um projeto distributivista para Michel Temer, Gilmar Mendes e as famílias que mandam na mídia nacional. Somos nada.

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A sacristia de Curitiba, por Rui Daher

Por Rui Daher

Erram os que acham que em Curitiba se instalou uma República. Começando por Platão, através de Sócrates, saber-se-á que não. Também, a partir de São Paulo, percorrendo cerca de 400 km pela Rodovia Régis Bittencourt, chega-se à cidade que foi conhecida por ser a capital do estado do Paraná.

Referência em desenvolvimentos urbanístico e arquitetônico, piloto de lançamento de produtos, sustentabilidade, índice desenvolvimento humano, museus e teatros como o de Oscar Niemeyer e do Jardim Botânico, difusora cultural reconhecida mundialmente, a rústica e boa gastronomia em Santa Felicidade.

Pois é, talvez obedientes ao seu escritor maior, Dalton Trevisan, em “O Vampiro de Curitiba” (Editora José Olympio, 1965), cerca de dois milhões de pessoas deixaram tudo isso se transformar numa sacristia de 320 km².

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Mbembe: democracia é irrelevante para neoliberalismo, por Josias Pires

Mbembe: democracia é irrelevante para neoliberalismo

por Josias Pires

Como articular, produzir e difundir conhecimentos e saberes relevantes para a transformação sócio-cultural-política da América Latina, Europa, África e demais regiões do mundo? Um outro mundo ainda é possível? As respostas para estas perguntas requerem ampla, profunda, enorme pesquisa com a participação de grande número de pesquisadores e instituições de vários países. O que trago aqui nada mais é do que especulação em duas páginas quanto a uma possibilidade de resposta que me ocorre neste momento.

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