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Opinião

A atuação política de Moro esta destruindo o Judiciário... e o País, por Sergio Medeiros

A atuação política de Moro esta destruindo o Judiciário... e o país

por Sergio Medeiros

Nestes últimos dias, o presentante do Ministério Público Federal Deltan Dallagnoll, dedicou-se a atacar ferozmente as decisões do Supremo Tribunal Federal que concederam liberdade a diversos presos na operação Lava Jato (José Dirceu dentre eles) e, este fato foi amplamente disseminado na grande mídia, com vista a enaltecer, com contornos de heroicidade, a figura de Deltan, de Sérgio  Moro e da República de Curitiba.

Mas, esta foi a versão da já nem tão hegemônica, mas totalmente engajada grande mídia.

Na realidade, a reação de Deltan, Sérgio Moro, e logo, logo, dos delegados da PF em Curitiba, às recentes decisões do STF contrárias a seus desígnios tem, concretamente, em sua motivação, uma origem comum e nada prosaica, seu tempo de validade esta acabando, sobrevivem ainda, em razão da ameaça Lula (e do que Lula representa nas eleições para Presidente em 2018), e fazem disso seu trunfo.

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A insanidade do apelo a Bolsonaro ou à intervenção militar, por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

A insanidade do apelo a Bolsonaro ou à intervenção militar

por Marcio Valley

Em dezembro de 2016, o site Brasil 247 reproduziu um artigo publicado no Estadão, de autoria do general Rômulo Bini Pereira. No artigo, assim declarou o militar:

Se o clamor popular alcançar relevância, as Forças Armadas poderão ser chamadas a intervir, inclusive em defesa do Estado e das instituições.

Elas serão a última trincheira defensiva desta temível e indesejável 'ida para o brejo'. Não é apologia ou invencionice.

Por isso, repito: alertar é preciso (1).

O artigo, portanto, era uma advertência do militar: cuidado que a Cuca vai te pegar. No texto, o general sustenta que um exemplo de desgraça política capaz de prejudicar o país e de exigir a atuação dos militares seria a invasão promovida na Câmara dos Deputados por um grupo de manifestantes. O exemplo é bisonho de tão superficial. O general percebe como desgraça uma situação absolutamente normal em qualquer ambiente democrático: a manifestação popular.

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Greve contra o golpe, por Guilherme Scalzilli

Greve contra o golpe, por Guilherme Scalzilli

O alvo simbólico da greve geral foi o golpe parlamentar que empossou Michel Temer. As reformas forneceram um mote persuasivo às mobilizações, dando-lhes verniz apartidário, mas são indissociáveis do impeachment que as tornou ilegítimas. Reduzir a paralisação a pautas trabalhistas seria tão enganoso quanto ver na corrupção o único incentivo das passeatas de direita do ano passado.

Prova do subtexto político incontornável é a defesa apaixonada que as reformas recebem, na mídia corporativa, dos recentes porta-vozes do golpismo. O boicote do noticiário e as tentativas de enquadrar a greve nas bolhas ideológicas de praxe repetem os artifícios da propaganda jornalística do impeachment. Não mudou sequer a retórica salvacionista.

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"Reformas": Autoritarismo e retrocesso, por Paulo Kliass

Temer não se importa com sua popularidade e parece ter aceito a tarefa a ele confiada pelos representantes do financismo e dos grandes meios de comunicação (Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil)

Marcelo Camargo - Agência Brasil

da Carta Maior

"Reformas": Autoritarismo e retrocesso

por Paulo Kliass

A insistência do governo Temer em levar à frente sua agenda de retrocesso social parece ter finalmente encontrado um obstáculo em seu caminho. Consolidou-se uma resistência ampla e organizada a tais medidas, dirigida pelo movimento sindical de forma unitária e por um conjunto amplo de setores descontentes com o rumo dado ao País pelo grupo que se instalou no comando da Esplanada após o processo do golpeachment.
 
Ao que tudo indica, aquele que foi eleito como vice-presidente em 2014 não se preocupa mesmo com seus baixíssimos índices de popularidade. Parece que teria aceito, entre resignado e orgulhosos, a tarefa que lhe foi confiada pelos representantes do financismo e dos grandes meios de comunicação. As classes dominantes exigem dele ações com o intuito de promover a verdadeira liquidação daquilo que ainda resta de um arremedo de Estado de Bem Estar Social em nosso País. Consumado o afastamento definitivo de Dilma Roussef, entrou em campo a montagem de uma estratégia de fazer terra arrasada da experiência iniciada em 2003.

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Quando uma biblioteca pública fecha... precisamos pensar a respeito, por Valéria Valls

Imagem - Universia

Quando uma biblioteca pública fecha... precisamos pensar a respeito

por Valéria Valls

A recente notícia sobre o fechamento da Biblioteca Mário de Andrade (BMA) no período noturno é oportuna para pensarmos a respeito do real papel da biblioteca pública numa cidade como São Paulo, uma cidade que não para e que certamente tem público para uma biblioteca 24 horas. É claro que qualquer interrupção em um serviço como esse gera comoção e críticas. Quem seria louco de ser contra a BMA 24 horas? Ninguém, certamente.

Mas acho importante pensarmos sobre esse fato sob alguns aspectos. O primeiro seria: o que motivou a abertura da BMA no período noturno? Houve planejamento para avaliar se o investimento versus benefício valeria a pena? Os usuários frequentes da biblioteca foram ouvidos para que opinassem sobre essa ação e principalmente sobre que tipo de serviço seria oferecido nesse novo período de atendimento? Os funcionários da Biblioteca, especialmente os bibliotecários, participaram dessa decisão? Se as respostas foram “não” é importante refletirmos, não é mesmo? Infelizmente as bibliotecas públicas da cidade tem orçamentos cada dia mais reduzidos e a priorização das ações é importante para que outros serviços essenciais não sejam prejudicados.

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Cara de pato, por Vitor Hugo Tonin

O pomposo Paulo Skaf é um sindicalista profissional, sem nenhuma indústria e sustentado por verbas públicas desviadas para fazer agitação em defesa dos patrões.

Cara de pato

por Vitor Hugo Tonin

A atual situação política brasileira é devastadora. Sequer as expressões populares mais enraizadas passarão incólumes. É popularmente designado como “cara de pau” a pessoa que é ou apresenta comportamento desavergonhado, não no sentido ágil, valente, articulado e corajoso, mas no sentido mentiroso, cínico, descarado.

A depender das espalhafatosas ações de Paulo Skaf, presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) a expressão será suplantada pela sua criatura, o pato amarelo. “Poser de industrial, Skaf é, na verdade, um sindicalista. Isto mesmo, um sindicalista dos patrões. Assim como sua entidade, a aparentemente ilustrada e garbosa Fiesp não é nada além de uma federação de sindicatos.

Mas Skaf vai além. Não é um simples sindicalista, é um sindicalista PROFISSIONAL. Não tem uma mísera indústria sob seu comando. Não cria, portanto, nenhum posto de trabalho. Vive apenas e tão somente de fazer agitação para os patrões que o escolheram para aumentar seus lucros em detrimento dos direitos do povo. Se fosse submetido à mesma lógica a qual julga os representantes dos trabalhadores como deveríamos qualificá-lo? Será que ele já ouviu um “vai trabalhar, vagabundo” na vida?

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Palestina Livre, por Rui Daher, BRD Capítulo 9

Palestina Livre, por Rui Daher, BRD Capítulo 9

Somente hoje tive conhecimento da agressão fascista, perpetrada por “guardinhas” da Polícia Militar e skinheads disfarçados com perucas, contra Hasan Zarif, proprietário do AL JANIAH, bar, restaurante, casa de shows e bunker de palestinos, inclusive refugiados.

Sou, junto com minha mulher, Fernando Juncal e Dimea do local. Considero-me amigo do Hasan. Para lá levo minhas filhas, meu filho, seus namorados, e amigos.

Com prazer. A qualidade do que lá é servido e bebido é ótima. Os preços honestos, o serviço uma linda coreografia de moças e rapazes altos, fortes, bonitos, gentis. A música também é inovadora, moderna, a certa altura afasta-se as mesas e dançamos ritmos árabes inesquecíveis, modernos, sons que aqui desconhecemos por ignorância americanófila.

No AL JANIAH tudo enternecerá o coração dos amigos Chaddad, Nassif, Farah. Como também deveria enternecer os de meus amigos da colônia judaica, Grajew, Kauffman, Fischer, Heilbut.

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Flores para Dória, por Vinícius Canhoto

Flores para Dória

por Vinícius Canhoto

O fato do prefeito de São Paulo João Dória ter dedicado as “flores do mal” à presidente eleita Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula após ter atirado as flores que recebera como um belo e criativo protesto de uma ciclo-ativista não deixa de ter grande caráter simbólico que o alcaide paulistano infelizmente não tem cultura para compreender. O primeiro aspecto simbólico foi a grosseria pouco civilizada de atirar as flores na rua. Incapaz de suportar a ironia do gesto político da ativista de “dar flores, inclusive ao adversário”, o prefeito, tão preocupado com a própria imagem, transmitiu ao vivo e a cores a imagem de um ser intolerante e de um indivíduo que não respeita um princípio básico para qualquer cidadão: não jogar objetos na rua, mesmo que sejam flores.

Não satisfeito com a reação infeliz, Dória tentou politizar a questão ao dedicar as “flores do mal” a Lula e Dilma. Nesta fala, o inculto alcaide inconsciente e indiretamente se remete a Baudelaire. Caso tivesse uma cultura que transcendesse as páginas da revista Caviar Lifestyle, Dória conheceria o contexto em que a obra de Baudelaire foi criada, a modernização de Paris empreendida pelo prefeito Haussmann. O projeto de modernização de Paris, chamada por Walter Benjamin de “embelezamento estratégico”, que implicava em uma reforma urbana, transformou a antiga cidade medieval, cheia de ruas tortuosas e moradias insalubres, na metrópole moderna que hoje atrai turistas do mundo inteiro. Não vamos nos aprofundar aqui nas contradições desta reforma, que expulsou as camadas pobres da população para a periferia, tampouco vamos anacronicamente imaginar o quanto uma operação como a Lava-jato teria a descobrir nas obras e empreitadas da reforma urbana haussmanniana. O importante aqui mencionar é o fato de que o processo de modernização de Paris provocou tamanho mal-estar em Baudelaire, que o poeta construiu a monumental obra Le Fleurs du Mal e cunhou a expressão modernidade. Portanto, Dória simbólica e ignorantemente presenteia, sem perceber, seus adversários com poesia. O tiro saiu pela culatra.

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Uma anedota sobre o conflito entre capital e trabalho, por Rui Daher, em CartaCapital

O aqui postado ontem sobre a mudança do jornal Valor Econômico, depois de comprado pelo Globo da Folha não teve qualquer repercussão. De se esperar. já me veem como bufão autor de infelizes galhofas. S´que dessa vez, não. O sucedâneo da Gazeta Mercantil, para economia e negócios, é guia para empresários e, até a presença da Folha é quem mantinha posições mais equilibradas sobre a economia. Não mais. Hoje, 90% das matérias são sobre a retomada sob a égideTemer-Meirelles. "Pra que mentir", pergunta o samba. Basta Lula, para tanto?

Depois reclamam quando escrevo galhofas ficcionais. A abaixo é, embora verídica.

É bom, antes do mais, sabermos onde voltamos a pisar. Talvez, nunca o tenhamos deixado de fazê-lo. Solo “embostaiado”, esburacado, químico, tóxico, em que nem tiririca, erva pobre, mas forte, nasce. Não esperemos das folhas e telas cotidianas do oficialismo mostrarem os melhores caminhos para manter asseados os Ferragamos e Louboutins de quem jogou o País nas fezes. Leia mais »

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A greve geral e a correlação de forças, por Jeferson Miola

A greve geral e a correlação de forças

por Jeferson Miola

"Governo não tem alternativa a não ser prosseguir com sua agenda", editorial da FSP de 29/4/2017.

"Nenhuma boquinha terminou no Brasil sem certa dose de esperneio e gás lacrimogêneo. A sexta-feira que passou foi dedicada a isso. Vida que segue". Gustavo Franco, desastroso presidente do BC de FHC, hoje banqueiro, no artigo "Reforma trabalhista: só o começo", em O Globo de 30/4/2017.

O 28 de abril de 2017 entra para a história como o dia da mais contundente demonstração de resistência do conjunto do povo brasileiro ao pacto antinacional e escravocrata que as classes hegemônicas tentam impor com o golpe de Estado.

Mais de quarenta milhões de trabalhadores fizeram a maior greve geral da história do país e, possivelmente, do mundo moderno, pois o Brasil é o quinto país mais populoso do planeta. Praticamente toda a produção industrial foi interrompida, quase todo o comércio, transportes e serviços ficaram paralisados, e as igrejas estimularam o engajamento dos seguidores à greve.

A greve foi geral, nacional e unitária. Preparada unificadamente pelas centrais sindicais, afetou todos os setores e categorias econômicas, se espalhou por todo o território nacional e ampliou a consciência do povo a respeito dos retrocessos e sofrimentos impostos pela oligarquia golpista. Foi notável, também, a adesão das mesmas classes médias que estiveram associadas ao golpe e que hoje, envergonhadas, se opõem à cleptocracia golpista.

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Convicções, por Rui Daher – Venda do BRD/FD, Capítulo 8

Convicções, por Rui Daher – Venda do BRD/FD, Capítulo 8

A impressão que tenho é de boa tática ao, durante os feriados, ter-me afastado dos pretendentes à compra do blog e sua sucursal. Silenciaram o senhor Liu e o Líder Supremo norte-coreano. Pestana acha que posso ter sido muito ousado e eles desistido do investimento. Não acredito. Lembrei-o dos bailinhos de antigamente. Nunca podíamos deixar transparecer crush em alguma menina. Bastava não dar bola e você logo estaria dançando com ela.

Manterei a tática. Kim se diverte fazendo testes nucleares só pra ver o beicinho do pele-laranja. Na China, Xi Jiping está obcecado em aumentar o potencial futebolístico do país contratando o Nestor.

Sumo do assunto e, com a ajuda de Pestana, vou às convicções. Difíceis hoje, não? Veem a ginástica com que o Nassif ilumina nossos pensamentos políticos, econômicos, jurídicos e sociais para colocar as peças num tabuleiro claro, provável, mas não definitivo?

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Datafolha, Moro e Lula, por Alexandre Tambelli

Datafolha, Moro e Lula

por Alexandre Tambelli

Um comentário ao Datafolha.

Sempre que fazem uma pesquisa presidencial há o condicionante anterior de preparar o terreno real para que se possa auferir um resultado mais ao gosto do Instituto.

Vou fazer um Datafolha ataco sem parar o Lula para a pesquisa dar um resultado Y e não o resultado Y+1 para Lula. Aqui todo mundo é de acordo, e sabe como funciona. 

Depois vem a outra estratégia de encontrar um adversário. Ele aparece nas pesquisas como quem pode vencer Lula. Então, Moro (o nome de hoje) aparece em cenário de segundo turno empatado com Lula, mas, sempre, o candidato do PT, seja Lula ou Dilma, com a quantidade de votos menor, menor que a margem de erro.*** 

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A Greve Geral e a Síndrome de Estocolmo, por Sergio Reis

A Greve Geral e a Síndrome de Estocolmo

Por Sergio Reis

A Greve Geral de hoje nos dá a oportunidade de revisitar uma característica curiosa, talvez anedótica, encontrada em uma parcela não desprezível de brasileiros, que é a Síndrome de Estocolmo – aquele estado psicológico em que o sujeito, depois de reiterada intimidação, opressão e sujeição por parte do agressor, passa a nutrir simpatia ou afeto com relação a ele.

Digo isso porque, para uma certa direita mais empedernida, o grande óbice à greve se dá em virtude de dois motivos: 1) seria um ato a favor de Lula (ou do PT, ou o que seja – insira aqui alguma coisa que o senso comum associe à esquerda); 2) seria o ato de manipulação de sindicatos, que querem “manter a boquinha”.

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A Globo, a população, o serviço de utilidade pública, a notícia e a Greve Geral, por Alexandre Tambelli

A Globo, a população, o serviço de utilidade pública, a notícia e a Greve Geral

por Alexandre Tambelli

Certa vez Geraldo Alckmin determinou que haveria aumento da tarifa de ônibus rodoviária (metropolitano e intermunicipais) entre cidades do Estado de São Paulo.

Só que ele fez um acordo com os meios de comunicação aliados, Globo, Band, JP, Estadão, Folha, etc. para que não fosse divulgado o aumento para a população.

Estaria no Diário Oficial do Estado a informação, mas não seria informado o usuário do serviço rodoviário paulista. (Assim, quem não pega diariamente um ônibus na rodoviária/terminal não saberia que o Governo Alckmin aumentou o preço da passagem - evitou, em benefício próprio, alguma manifestação contrária ao aumento e a perda de Ibope pessoal).

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Greve, mídia e "pós-verdade", por Assis Ribeiro

Greve, mídia e "pós-verdade"

por Assis Ribeiro

A ampla paralisação dos setores trabalhistas e estudantis brasileiros no manhã do dia de hoje demonstra que nem sempre a pós-verdade formulada pelo sistema para nos convencer de que a realidade - como em uma Matrix - é outra diametralmente oposta daquela que nos apresenta pelos nossos sentidos.

A pós - verdade é aquela na qual o debate se enquadra  em apelos emocionais, desconectando-se dos detalhes da verdade pura, e pela reiterada afirmação de pontos de discussão nos quais as réplicas fáticas -os fatos- são ignoradas. São veiculações trazidas pelos meios tradicionais de comunicação para fazer com que as pessoas passem a ignorar fatos, dados e eventos que obriguem o cérebro a um esforço adicional, alimentando de informações aquilo que buscamos para satisfazer nossas crenças e desejos.

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