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Opinião

Aécio... vada a bordo, cazzo!, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Aécio... vada a bordo, cazzo!

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Afastado do Senado e correndo o risco de ser preso a mando do STF, o candidato presidencial do PSDB só tem feito duas coisas: chorar e se entupir de whisky. Digo isto me fiando no que dizem os adoráveis blogues sujos.

Aécio Neves não faz jus ao seu nome inspirado no último grande general romano – Flávio Aécio derrotou as tropas de Átila na batalha dos Campos Cataláunicos. Ao conspirar contra a democracia ele já havia desonrado a memória do avô, político corajoso que preferiu fazer oposição à uma ditadura militar.

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Desunidos, venceremos!, por Carlos Motta

​Desunidos, venceremos!

por Carlos Motta

O incidente aeroideológico protagonizado pela jornalista Miriam Leitão dias desses trouxe à tona um velho debate das esquerdas brasileiras: a global recebeu a solidariedade de boa parte do chamado "campo progressista", enquanto a outra porção não só continuou a esculachá-la, como estendeu a bronca àqueles que a defenderam.

Já ouvi umas mil vezes que, por mais que pareça o contrário, o pessoal da direita está sempre unido quando é preciso, e o da esquerda briga até quando concorda em alguma - rara - coisa. 

Por isso, toda essa discussão sobre achar certo ou não dar um escracho na multicomentarista não surpreendeu quem acompanha, ao menos minimamente, a política nacional.

A divisão das esquerdas é histórica, vem desde sempre.

Um partido como o PT, por exemplo, é, desde sua fundação, uma tremenda zona. 

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A sepultura de Temer, o exílio de Aécio e a prisão de Moro, por Armando Coelho Neto

A sepultura de Temer, o exílio de Aécio e a prisão de Moro

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Vaidoso, safado, conspirador e ladrão tem sido alguns adjetivos com os quais o enigmático político Ciro Gomes tem presenteado o impostor Michel Temer. Às vezes, esses mimos vêm acompanhados da gentileza com a qual torcedores costumam agraciar juízes de futebol. Tudo, entretanto, muito aquém do abominável e indescritível que possa representar esse ser repudiado por 95% dos brasileiros. Das supostas falcatruas no porto de Santos às urdiduras nos bastidores do golpe, nada serve de perfil para definir um político que mandou “bilhetinho” para Dilma Rousseff, deixou vazar discurso de posse antes do golpe e hoje empenhado em defenestrar da história um partido que ousou enfrentar a miséria do País. Leia mais »

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Divagações filosóficas a respeito das contradições da política atual, por J. Carlos de Assis

Divagações filosóficas a respeito das contradições da política atual

por J. Carlos de Assis

Imaginem que um marciano, desses que visitam a terra com frequência a convite dos teóricos dos antigos astronautas, pousem no Brasil com a incumbência de estudar a realidade política e sociológica do país. Teriam que se basear em paradigmas preliminares, presentes em todo o universo, como o silogismo elementar segundo o qual se A implica B e B implica C, A implica C!

A regra clássica seria: se o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer, e se Temer, do PMDB, pertencia à chapa como aliado do PT, é óbvio que Temer, agora aliado do PSDB, teria efetivamente que ser cassado se a chapa encabeçada pelo PT o fosse. Haveria, obviamente, um embrulho dos diabos no que se refere à sucessão. Contudo, lei é lei. Não se diz que ela é feita para todo mundo?

Em termos práticos, o que o marciano observou foi o seguinte:  o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer para atacar o PT, e a então possível cassação de Temer, do PMDB, agora em aliança com o PSDB, acabou batendo nos novos  interesses do PSDB. Aliaram-se assim, efetivamente, ao PT,  o que acabou numa  curiosa situação em que os três grandes partidos inimigos se viram do mesmo lado, entregues ao arbítrio do TSE.

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Temer não tem condições de conduzir reformas, por Janio de Freitas

Foto Pedro Ladeira/Folhapress

Jornal GGN – Janio de Freitas, em sua coluna de hoje, na Folha, aborda a cobrança feita pela ONU a um Brasil signatário de compromisso internacional de não permitir retrocesso em legislação de fins sociais e em direitos da pessoa. Para Janio, este curvar-se à nova desonra tem um fato peculiar, de que a transgressão vem sob a égide de um governo onde pululam acusações de delinquência que assola não só o ocupante da cadeira da Presidência, mas também grande parte do Congresso.

Temer se agarra ao poder contando com o apoio de outro poder, o empresarial, que conta com as reformas num doce retorno ao tempo escravagista. E este apoio não abala a cadeira da Presidência, que com tantas gravações e acusações ainda não cedeu. Até o PSDB participa da onda, como representante das elites que é, confirmando sua decisão de continuar apoiando o governo Temer.

Leia o artigo a seguir.

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A pimenta e os olhos azuis de Miriam Leitão, por Sergio Saraiva

Não pretendia tratar do assunto da “agressão de petistas a Miriam Leitão”. Desde o início, pareceu-me algo como a tal “agressão de moças pretas à moça branca que usava turbante afro”.

Miriam

A pimenta e os olhos azuis de Miriam Leitão

por Sergio Saraiva

E talvez, melhor, pelo tempo decorrido entre o fato e sua denúncia e pelos desmentidos de terceiros que presenciaram ocorrido, pareceu-me com aquela história mal contada do ministro Gilmar Mendes em relação a uma ameaça feita a ele por Lula no apartamento de Nelson Jobim.

Porém, dada a repercussão na imprensa, em solidariedade a Miriam, não vejo como não me posicionar.

Primeiro, achei um absurdo os posicionamentos de Merval Pereira, no Globo, e Vera Magalhães, na Folha. Ambos acabaram, em seus textos sobre o assunto, por responsabilizar a própria Miriam pela agressão sofrida. Culpabilizaram a vítima.

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Vinde a mim as criancinhas, por Ana Lucia Silva

Vinde a mim as criancinhas

por Ana Lucia Silva

Na quinta-feira, 15 de junho aconteceu a 25a. Edição da Marcha para Jesus em São Paulo, organizada pela igreja Renascer em Cristo de denominação neopentecostal com Sonia Hernandes e Estevam Hernandes à frente.  O casal que contabiliza inúmeros escândalos e prisões, também soube criar grandes eventos pelo país como shows e festivais de música gospel e a organização da Marcha para Jesus que chega a 2 milhões de fiéis.

Em cima do trio elétrico, logo no início da passeata, Hernandes foi breve. "Oramos contra a corrupção e a prostituição, baseado em um preceito bíblico. A Bíblia fala que, quando nós oramos e clamamos, mudamos situações", afirmou. "Como brasileiros, nós estamos sendo afetados com toda essa loucura que o Brasil tem passado, de corrupção, de miséria." 

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Considerações sobre o Xadrez de Janot e o fundo do poço, por Claudio Santana Pimentel

Considerações sobre o Xadrez de Janot na estrada de Damasco e o fundo do poço, de Luis Nassif

por Claudio Santana Pimentel

Já que se trata de xadrez, e eu no máximo joguei damas, na infância, e mal, lá vai minha visão do que poderia estar por vir:

1. A direita, a esquerda e as mídias tradicionais

A inexistência de um único nome digno que pudesse liderar as forças reacionárias e reconduzi-las a um patamar de no mínimo respeito pelas regras do jogo democrático. Forças reacionárias que se esforçam para destruir os parcos avanços da Constituição Federal de 1988, e, na esteira destes, aqueles que vieram com o Plano Real (fim da hiperinflação - mas que, por outro lado, fez do Brasil o maior sustentador de rentistas internacionais do mundo, coisa que os governos do PT não conseguiram reverter e nem sequer parecem ter tentado enfrentar); os avanços do período Lula-Dilma, simbolizados na democracia de consumo, mas que foi incapaz de preparar e consolidar um modelo democrático de maior participação popular, o que teria sido a consequência mais feliz do espírito da hoje moribunda constituição;

A inviabilidade pelo lado da esquerda, de se unir em torno de um projeto nacional que tivesse por objetivo a restituição da ordem democrática e a possibilidade de avançar essa hoje pífia democracia;

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O fim do poço ainda está distante, por Marcio Valley

Do blog do Marcio Valley

O fim do poço ainda está distante

Gostaria muito de acreditar que estamos nos aproximando do fundo do poço, momento que forçaria a composição das forças políticas adversárias como meio de salvação geral. A ideia de que as hecatombes são unificadoras é óbvia. O ser humano sempre se une na tragédia. Um dos maiores avanços civilizatórios jamais testemunhados na face da Terra, senão o maior, ocorreu logo após o encerramento de duas de nossas maiores barbaridades: as grandes guerras mundiais que mantiveram o mundo em suspenso durante meio século.

Na mitigação do lucro insano, a humanidade desabrochou e floresceu como nunca dantes. Nascia a preocupação social com sua política de bem-estar. Época dos baby boomers, dos Trinta Gloriosos da França e até dos cinquenta anos em cinco de JK. Os poderosos descobriram que um mundo menos indigno era melhor para os negócios... Mas isso durou um espirro histórico, uns quarenta anos, logo esqueceram e retornaram à ciranda da loucura financeira. Por paradoxal que seja, o boom civilizatório pós-Segunda Guerra e o atual caos político brasileiro possuem algo em comum, ainda que em sentidos inversos: o medo da esquerda. Explico.

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A juventude, as convicções, e o cachê de R$ 40 mil, por Carlos Motta

Dallagnol no Congresso

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A juventude tem coisas boas, mas outras nem tanto.

Os jovens tendem a se considerar invulneráveis, acham que podem fazer tudo sem que nada tenha consequência, sem que nenhum ferimento resulte das aventuras em que se metem.

Mesmo nos dias de hoje, nos quais o consumismo encharca e obnubila as consciências, há jovens destemidos o suficiente para achar que têm condições de, quais Quixotes, mudar o mundo em um lugar mais acolhedor para se viver.

Alguns desses jovens se lançam, desesperadamente, na paixão pela arte, cultivando versos, melodias, rabiscos ou pinceladas com a marca dos seus hormônios em febre, outros desprezam os afazeres mundanos e entregam suas almas aos mistérios da fé religiosa, e uns tantos se engajam na luta política, muitas vezes até mesmo sem saber que estão fazendo isso.

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A propósito de propósitos, por Rui Daher

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Foto: Evandroalv/Wikimedia Commons

Por Rui Daher

No BRD/FD, deste GGN, me esforço para responder a todos os comentários feitos sobre meus textos ou artigos. Aqui não admito o termo post, deixo-o para as redes sociais.

Tentei responder, hoje (15) à tarde, de meu celular, dentro do ônibus que me trazia de volta de Itapevi, município pobre na região oeste da Grande São Paulo. O veículo tremia muito, eu mais ainda, a vista esquerda lesada, e inábil não consegui. Foi pena. Naquele momento, a AK-47 dispararia com muito mais ódio do que agora em casa, saudáveis companhias.

Fora lá acompanhar um projeto de formação de mudas para plantio em praças, ruas, aldeias, em formas sustentáveis para os meio ambiente e comunidades locais. Tudo realizado por mãos e cabeças de crianças, orientadas por permacultores voluntários (tratem de conhece-los e darem o valor que têm).

Fernando Juncal, amigo, sei que conheces este Brasil que não conta como poucos. A região é tão pobre que nem mesmo tive coragem de ao meio-dia em ponto entrar num daqueles “bares de chacina”, como assim os chama nosso Márcio Alemão, e pedir uma dose de 51. Não por medo dos frequentadores, gente assim logo me vê, conversa, e fica amiga. Mas, sim, para minha indignação não sugerir aos instrutores trocarem os saquinhos de mudas a serem preenchidos com terra adubada por canivetes de assalto para uso nos guetos de luxo de Doriana Júnior, a capital do cashmere.

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A esquerda e a questão republicana, por Ion de Andrade

A esquerda e a questão republicana

por Ion de Andrade

Raramente um fato aparentemente tão desimportante quanto o episódio que envolveu Miriam Leitão num vôo foi alvo de tanto interesse público. Por que? O que houve por trás disto que justificou tamanha atenção. Sabe-se que o que atrai a atenção dos passantes num acidente de trânsito é que ele encerra uma verdade que deve ser entendida por razões de sobrevivência. Se um fato, aparentemente menor, atraiu tanta atenção é porque algo tem a ensinar.

Habituada a agredir petistas e pessoas ligadas ao campo progressista em enterros, internamentos hospitalares, restaurantes e nas ruas, a turba fascista em que se converteu a direita tradicional no Brasil, nunca recebeu reprimenda de nenhuma das suas organizações políticas de referência e, como quem cala consente, essa expressão de ódio tornou-se o comportamento normal, o modus operandi daqueles que aspiram a governar e estão governando o Brasil. Como já disse alguém, no Brasil não temos esquerda e direita, mas Casa Grande e Senzala, o que insere esses ódios novos a uma velha tradição nacional que relega aos de debaixo, o pó.

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Bom-mocismo é a marca de uma esquerda que tem medo do embate político, por Luis Felipe Miguel

Bom-mocismo é a marca de uma esquerda que tem medo do embate político

por Luis Felipe Miguel

em seu Facebook

Eu não queria mais falar do affair Míriam Leitão, mas há algo que está incomodando demais. É a epifania que o episódio gerou em alguns, a visão de que há uma "selvageria" que a esquerda precisa a todo custo extirpar. Com argumentos delirantes e um bom-mocismo de gelar os ossos.

Primeiro, muita gente ignora um fato central: a tal agressão provavelmente nunca existiu. Há as incongruências do relato dela, há o timing estranhíssimo, há os depoimentos, vários, que a contradizem. Daí eu leio gente dizendo que não se pode duvidar da vítima. Isso, me perdoem, é uma demência. Há uma falha lógica. Se não houve agressão, não há vítima, então não há porque deixar de duvidar...

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Acordo remete à conciliação, por Eduardo Ramos

Acordo remete à conciliação

por Eduardo Ramos

Acordo remete à conciliação. A palavra barafunda nos remete a caos, confusão, abismo... Se só um acordo nacional nos resgata disso, então os que rejeitam a política de conciliação de Lula teriam, ao menos para a redemocratização do país, sem a qual nada virá de bom, que se render a essa necessidade.

E por mais que muitos de nós estejam cansados de paliativos, de lapsos de tempo no Brasil em que "colocamos band-aid para tampar tumores", se a saída mais radical desejada por muitos, um confronto aberto que expusesse de vez todas as contradições seculares, é inviável, até por falta de "povo suficiente disposto a bancar essa guerra, então, NÃO RESTA OPÇÃO, torna-se uma questão de RACIONALIDADE e de SOBREVIVÊNCIA. Porque a verdade é que se Lula não fez tudo o que desejávamos, alguns de nós, devido à tal da "conciliação", o fato é que ele trouxe muitos "anéis" para as mãos dos miseráveis e pobres, e o golpe não só arranca esses anéis, como se torna ameaça real de amputação dos dedos.

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As metamorfoses de Aécio Neves, por Fábio de Oliveira Ribeiro

As metamorfoses de Aécio Neves

por Fábio de Oliiveira Ribeiro

Durante eleições Aécio Neves sempre se mostrou seguro de si. Confirmada a derrota, ele passou a se comportar como se fosse o legítimo presidente do Brasil.

Rodopiando sua metralhadora verbal na imprensa e na tribuna do Senado o então presidente do PSDB se transformou num vistoso boi-bumbá.  Com ajuda da Rede Globo, ele transformou seu medíocre desempenho eleitoral num espetáculo grandioso e ajudou a destruir a democracia brasileira.

Mas ele tomou três rabos de arraia do destino.

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