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Opinião

Jornalismo de ódio, por Tiago Barbosa

Jornalismo de ódio

por Tiago Barbosa

A simples sabujice de acreditar na tese de Lula culpar Dona Marisa já seria uma prova incontestável de falta de caráter e desapreço pela verdade factual e histórica por parte de qualquer jornalista ou ser humano.

Mas elevar o gesto de barbárie ao cúmulo de tornar Lula responsável pela "segunda" morte da mulher é de uma canalhice só possível nesse país de cretinos completamente indiferentes a sinais de humanidade.

É transpor todo limite do tolerável e do absurdo na tarefa diuturna de tentar destruir, a qualquer preço, a biografia de um migrante nordestino pobre alçado aos braços da história como o presidente mais importante e popular do Brasil.

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Lula imperdoável, por Sergio Saraiva

É necessário que Lula seja condenado. Não por uma questão de justiça, mas de coerência narrativa. A coerência dos obcecados.

imperdoável

Lula imperdoável, por Sergio Saraiva

Uma ponderação que me chamou a atenção no depoimento de Lula ao juiz Moro foi a em que ele descreveu a armadilha em que a mídia se colocou. Após tantos anos acusando Lula, não é mais possível aceitar que ele seja inocente.

Doentio. Obsessão.

Não é mais uma questão de justiça, é uma questão de coerência. É necessário que Lula seja condenado, talvez preso, para que, a partir desse estabelecimento da coerência narrativa, possa a imprensa começar a avaliar objetivamente os fatos.

E talvez, a partir daí, reconhecer que Lula é inocente. Por paradoxal que pareça.

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Vidas paralelas: Pierre Cauchon e Sérgio Moro, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Vidas paralelas: Pierre Cauchon e Sérgio Moro

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Desde de que as bases para um distanciamento ontológico entre filosofia e a sofística foram lançadas por Sócrates no século IV aC o Ocidente é assombrado pela distinção entre aparência e a essência das coisas, dos fenômenos e do ser. Cada filósofo que se debruçou sobre este problema sugeriu uma abordagem, uma solução ou nova forma de problematizar esta distinção. Na parte que me toca, procuro usar esta distinção para ver através dos fatos conteúdos que eles escondem ou podem esconder.

A tarefa de retirar do presente todo o seu brilho não é fácil. Além disso, é difícil não incorrer em analogias grosseiras que revelam apenas preconceitos ou preferências políticas. É preciso olhar nas rachaduras que se apresentam no quadro do presente para lá encontrar depositada, se possível, a poeira de um passado distante ou não tão distante que insiste em determinar as relações entre as autoridades e os cidadãos comuns.

Revi hoje o interrogatório de Lula. Prestei atenção especificamente aos momentos em que Sérgio Moro se afastou dos fatos descritos na acusação (perguntas sobre o Mensalão do PT, referências ao PowerPoint de Deltan Dellagnol acusando Lula de ser o chefe de todo o esquema de corrupção, questões sobre matérias jornalísticas e sobre o sítio utilizado por Lula, etc…) para tentar ver a verdadeira natureza do interrogatório.

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Elevar o patamar da luta diante do endurecimento do regime, por Jeferson Miola

Elevar o patamar da luta diante do endurecimento do regime

por Jeferson Miola

Do ponto de vista processual, a grande maioria das ações judiciais da Lava Jato deverá ter seguimento nos próximos anos.

O julgamento do ex-presidente Lula, todavia, além da simbologia de alcançar o maior líder popular da história do Brasil, marca o ingresso da Operação no capítulo final que de fato interessa à ditadura Globo-Lava Jato para influenciar o tabuleiro político.

Moro, Janot e os operadores implicados no golpe programaram o timing deste julgamento de olho no calendário de 2018. O objetivo é excluir Lula da cédula eleitoral mediante uma condenação arranjada, sem provas e sem fundamentos legais.

Os inquisidores invertem o princípio de presunção da inocência e, como não possuem elementos probatórios, transferem a Lula a obrigação de demonstrar que ele não cometeu nenhum crime. Como não possuem uma única prova, querem que Lula prove que não existe a prova que não existe!

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A petulância de Lula, por Francy Lisboa

Foto - Instituto Lula/Ricardo Stuckert

A petulância de Lula, por Francy Lisboa

É possível identificar os neófitos da mídia quando mesmo com as favas cantadas de que o dia seguinte ao depoimento seria mais um episódio da corriqueira demonização do ex-presidente, ainda há gente acreditando nas manchetes de “Lula acusa Dona Marisa”. Essa mesma gente, que a xingou de tudo quanto é nome quando a ex-primeira dama veio a falecer, agora se solidariza com ela devido à crueldade do molusco. A grande é de fato poderosissima nesse pomto de formar idiotas extremanente úteis que, assim como Moro, a PF aecista, e o MPF, estão em uma sinuca de bico, pois já esticaram a corda da loucura ao ponto da sua própria negação.

O que mais irritou os odiadores de Lula é que apesar de tudo o que foi colocado por ele, o massacre, as trocentas capas de revista com reportagens negativas, tudo, ele continua falando grosso, intimidando, estufando o peito e dizendo: eu ainda estou aqui! Vem pra mão, vem! Não há provocação maior para os abutres que rondam a carcaça do  apedeuta de Garanhuns a um bom tempo. Estão sedentos de fome, mas a presa não se entrega.

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Juazeiro, Petrolina e agropecuária, por Rui Daher

Juazeiro, Petrolina e agropecuária

por Rui Daher

Sempre se espera ver mudanças depois de um tempo sem visitar uma região do Brasil. Demorei um ano para voltar ao Vale do São Francisco. Amigos, negócios, contradições e paixões me trazem aqui mais amiúde. Na semana passada, não cheguei ao sertão. Fiquei quatro dias urbanos, entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

 “Vista assim do alto”, copiando Paulinho da Viola para me referir ao pouco aprofundamento que se dá às questões sociais no Brasil, veremos expressiva expansão econômica, riqueza que ameniza o escandaloso índice nacional de desemprego, crescimento na construção civil, sobretudo o voltado às classes altas, opções de lazer e comércio cada vez mais sofisticadas, tudo enfim originado no agronegócio frutífero que ensaia alguns passos de agregação de valor pelas diversificação e industrialização.

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Lula, o martírio e o impasse do condomínio do poder, por Roberto Bitencourt da Silva

Lula, o martírio e o impasse do condomínio do poder

por Roberto Bitencourt da Silva

A figura da vítima, do sujeito martirizado, perseguido e acossado pelo poder é um arquétipo muito poderoso no imaginário dos povos ocidentalizados e cristianizados.

Grandes personagens na literatura, líderes políticos icônicos e indivíduos santificados no universo religioso, são frutos daquele imaginário.

No dia a dia, quantas vezes não nos pegamos torcendo por um time de futebol mais frágil tecnicamente, por um personagem cinematográfico em posição, tendencialmente, desfavorável em relação ao meio em que se desenvolve a narrativa?

Pois é. A estrutura associada de poder nacional e gringo que manda em nosso País está conseguindo incluir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva naquele panteão vitimizado (e por isso glorificado) de personagens políticos. Deliberadamente, mas a contragosto.

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Elites brasileiras e o personagem Lula da Silva, por Ceci Juruá

Elites brasileiras e o personagem Lula da Silva

(Francamente: oligarquias e plutocracias não são elites)

por Ceci Juruá

Elites são indivíduos ou grupos de pessoas simbolizando o que há de melhor em determinado segmento social.  Assim,  na atualidade temos uma elite em matéria musical, representada tanto por Chico Buarque, Maria Betânia,  quanto por Egberto Gismonti e Hamilton de Holanda.  E por muitíssimos, centenas ou milhares de  compositores e intérpretes reconhecidos e amados no plano nacional e internacional.

Nos anos 1950 o Brasil dispunha de uma plêiade de homens ilustres no campo das ciências exatas e sociais.  Todos com reconhecimento mundial.  São exemplos Celso Furtado, Darcy Ribeiro, José Leite Lopes, Josué de Castro, Milton Santos, Nelson Werneck de Castro, Moniz Bandeira e outras dezenas de intelectuais, autores de obras clássicas e de alta qualidade que enriqueceram a cultura nacional.

Tão significativo avanço cultural daquela época, não bem reconhecido nem analisado no Brasil, pode ser ilustrado por dois fatos.  Primeiro, a outorga da Palma de Ouro de Cannes ao Pagador de Promessas, filme escrito e dirigido por Anselmo Duarte, com base na obra de Dias Gomes. Segundo, o expurgo feito em nossas universidades pela ditadura civil-militar instalada em 1964. Para muitas pessoas, e aí se inclui a autora deste texto, este foi o maior crime já cometido contra a cultura nacional, o alijamento da elite, da nata de nossos cientistas, condenada ao exílio por longos anos.

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O cancelamento das eleições de 2018: entre o boato e a possibilidade, por Erick da Silva

 
O cancelamento das eleições de 2018: entre o boato e a possibilidade
 
por Erick da Silva
 
Já algum tempo paira no ar, mesmo sem haver ainda a existência de um forte elemento factual. Por esta razão, esta hipótese é encarada por muitos como mero alarmismo, quase uma "teoria da conspiração", não devendo ser encarada com seriedade. 
 
Em meio a turbulência e instabilidade política que assola o Brasil, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), na quinta-feira (04/05), instalando uma comissão especial no congresso para votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77A/2003, apresentada pelo deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) – que prevê o fim da reeleição e a coincidência de mandatos e de eleições -, reacendeu o debate sobre o temor de um movimento para o cancelamento das eleições de 2018.
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Uma década de imposição de falsos dilemas, por Cesar Monatti

Uma década de imposição de falsos dilemas

por Cesar Monatti

Nos últimos dez anos foram lançados à atmosfera da vida pública brasileira falsos dilemas de nefasta consequência na convivência democrática entre cidadãos do país, mais precisamente desde a ação do malfadado "mensalão", conceito que, aliás, se comprovou inexistente em sua forma e que foi inventado por um grande corrupto flagrado como mentor e líder de um esquema podre nos Correios e mais tarde condenado pelo próprio processo que suscitou.

O conceito cunhado pelo pulha de destaque desde os tempos coloridos do primeiro governo federal pós-ditadura, o tal 'mensalão', não era mensal, mas prática eventual e recorrente desde a votação da reeleição para presidente em 1997, portanto, não há apenas há uma, mas há duas décadas.

Os falsos dilemas se renovaram com a chamada "operação" Lava Jato e vêm se disseminando e poluindo ares das gentes comuns e se arrastando e contaminando galerias de esgotos, onde proliferam aberrações de todo tipo e, desgraçadamente, não apenas no seu canto preferido, o extremo da direita.

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Uma encruzilhada no horizonte, por Maria Fernanda Arruda

Uma encruzilhada no horizonte

por Maria Fernanda Arruda

Estamos nos deparando com uma encruzilhada. Vemos um caminho em que pontifica um togado imaturo, que age com extrema covardia usando suas prerrogativas funcionais como força de coação e obtendo dos subjugados mais meios, ainda que falaciosos, a dar curso ao seu ódio pessoal, mais forte do que político, a um ex-presidente a quem inveja por o ver acima dos horizontes a que possa chegar.

Essa mágoa é insuportável. Pouco lhe importa que em sua sanha de perseguição tenha tido desastres que destruíram parte da economia do país e posto obstáculos ao seu crescimento futuro com alienação de indústrias e até cerceamento de ação de um dos poucos cérebros nacionais, que já nos dera impulso no campo de energia nuclear.

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Curitiba, 2017, 10 de maio, 1964 revisitado, por Rui Daher

Curitiba, 2017, 10 de maio, 1964 revisitado

por Rui Daher

Recebo mensagens por e-mail, redes sociais e WhatsApp (preferiria, mais adequado ao momento, o termo torpedos) de paranaenses, curitibanos e não, mostrando seus preparos militares contra os baderneiros que estão para chegar e apoiar Lula contra a obsessão de um vaidoso juiz de 1ª instância, companheiro de gargalhos com Aécio Neves, e o Power Point de um sacristão iletrado.

Lembro-me, então, de Mourão Filho e também da desproporcional força mostrada pelas autoridades (?) curitibanas para quem vem em missão pacífica, de apoio e presença contra a falta de provas e convicções que não são de toda a nação. Suas presenças são permitidas pela Constituição.

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Todas as Ditaduras se parecem – ainda que disfarçadas de Republica ou Democracia, por Sergio Medeiros

Todas as Ditaduras se parecem – ainda que disfarçadas de Republica ou Democracia

por Sergio Medeiros

E, nelas, todos poderes, igualmente se curvam a interesses pessoais, moldando uma caricatura de Estado, um arremedo de nação.

...

Em Brasília, o Congresso Nacional,  a Casa do Povo, é cercado por grades para que o povo não possa adentrar em seu recinto e, policiais armados, tem ordens expressas para atirar, acaso eventuais transgressores do povo, queiram entrar em sua casa.

Como sói acontecer, nas ditaduras - frutos da força bruta transformada em poder de coerção - estas não prescindem de grades e repressão, único modo de não serem alcançadas pela sua adversária maior, a democracia, que, legítima,  somente em nome do povo é passível de ser exercida.

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Lula “tinha conhecimento de tudo”. Mais que um bom título, por Armando Coelho Neto

Lula “tinha conhecimento de tudo”. Mais que um bom título

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Neste GGN, sob o título “Inquérito de gaveta e inquérito engavetado", foi relatado como provas eram escondidas temporariamente nos inquéritos dentro da Polícia Federal. Era uma forma de dificultar o acesso de advogados na fase preliminar. Essa tal prática, que não se sabe se sobrevive, é improvável que ocorra na fase judicial. Nela, o acompanhamento da defesa é constante. Mesmo assim, tempos atrás os advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira, chegaram a insinuar que o juiz Sérgio Moro estaria “fazendo tramitar expedientes ocultos e ‘de gaveta’ – que sequer têm registro no sistema eletrônico do Tribunal Regional Federal da 4ª Região”.

O tema expediente de gaveta é retomado hoje, em flash, devido à aproximação da data do interrogatório do ex-presidente Lula. Vem com o propósito de dizer que, exceto “expedientes de gaveta”, as ditas provas dos autos já estão demonstradas no processo. Assim sendo, a oitiva daquele réu cumpre apenas uma exigência processual. O que existe de prova, se é que existe já deve estar lá e, pela lógica, a tudo deve ter tido acesso seus defensores. São ou seriam fatos tão conhecidos, a ponto de encorajar o investigado, numa típica demonstração de que “a jararaca está viva”, haver proposto que seu depoimento tenha cobertura televisiva. Mas, ao que consta, a pretensão teria sido ironicamente negada em nome da “proteção de Lula”.

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Lava Jato e seu objetivo oculto: destruição da economia do Brasil, por Rodolfo Canabal

Lava jato e seu objetivo oculto: destruição da economia do Brasil

por Rodolfo Canabal

Nos últimos dias ou semanas, tem havido uma serie manifestações de diversos jornalistas, que em resumo vão deixando mais claro todas as coisas que estão acontecendo neste processo de destruição que está sofrendo o Brasil.

Isso tem acontecido em diversas áreas, na área jurídica, na área militar, em análise de questões de Direito, entre outras.

No caso do jornalista Mauro Santayana, referiu-se ao Míssil A- Darter, que é um desenvolvimento vinculado à compra dos caças Grippen, e que tem, entre outros, a participação da Odebrecht.  Claro, é algo prejudicado pela situação atual da empresa e do modo de funcionar da lava jato, além de os atrasos nos programas da Marinha como o do submarino atômico.

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