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Opinião

O alvo final é Lula, por Mauro Santayana

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Foto: Ricardo Stuckert
 
Do blog de Mauro Santayana
 
 
por Mauro Santayana
 
Aqueles que estão soltando foguetes que nos desculpem, mas não nos colocamos entre os que comemoram, efusivamente, as últimas notícias. 
 
Moralmente e por uma questão de princípios em defesa da democracia, quem está contra os casuísmos e arbitrariedades jurídico-investigativas da Operação Lava Jato no caso de Lula, tem que se manter contra esse tipo de coisa também quando o atingido é o campo adversário.
 
Até mesmo porque parte, e faz parte da estratégia, de quem tem Leia mais »
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Alternativa única: eleições diretas, já!, por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

Aécio Neves. Jovem, playboy, bonito, milionário e senador da República. Altíssimas chances de ser eleito presidente da República em alguns anos. Um capital político impressionante. O que faz? Frustrado por perder a eleição, irrita-se como qualquer criança mimada e lidera o início do golpe contra a democracia a partir de bases absolutamente frágeis. Fortalece-se pelo apoio de instituições privadas e públicas hipócritas e desonestas. O voto dos eleitores é desprezado, jogado no lixo.

A democracia não foi criada à toa. Não gosta de ser desprezada e costuma, no seu tempo, revidar contra golpistas.

O que a "birra" de Aécio provocou? Uma cisão política no seio da população. O silêncio que os golpistas esperavam jamais chegou. A inquietação pública, a indignação popular, impede que a operação criada contra o inimigo, a Lava Jato, se aquiete. O principal juiz da operação tenta, de todos os modos, impedir a extensão da operação para os seus correligionários políticos. Em vão. A operação se espraia para outras regiões. A Lava Jato de Brasília, que não está sob a influência direta do juiz de Curitiba, procede como a República de Curitiba nunca antes procedeu. Age de forma inteligente, utilizando os delatores, sem alarde, sem vazamentos criminosos, e consegue obter provas em operações sigilosas. Grampeiam suspeitos, registram o número de série das notas de dinheiro entregues aos corruptos, colocam rastreadores nas malas de dinheiro. Tudo que não foi feito em Curitiba. Produzem-se provas incontestáveis.

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A explosão da bolha maniqueísta: o fim do Governo Temer, por Alexandre Tambelli

Foto - Justificando

A explosão da bolha maniqueísta: o fim do Governo Temer

por Alexandre Tambelli

Este episódio da derrocada final do Golpe de Temer & Cia. via depoimento direto da JBS na Procuradoria Geral da República e confirmadas as provas junto ao STF é nada mais nada menos do que o coroamento final de uma realidade paralela que explodiu: a da bolha maniqueísta! Esta, hoje, fugiu do controle dos seus participantes.

O jogo da inimizade coletiva, produtor da bolha, dividindo o país entre homens de bem: mercadistas, pró-americanos, moristas, aecistas, bolsonaristas e os homens maus: petistas, lulistas, dilmistas, esquerdistas, bolivarianos, comunistas, progressistas saiu do controle e ruiu.

A narrativa dos meios de comunicação hegemônicos capitaneados pela Rede Globo & velha mídia não pode mais conter o dique que transbordou e alagou as terras protegidas dos noticiários seletivos, das denúncias pela cor da camisa, das omissões pelo partido e Ideologia e do ódio produzido para defesa de interesses particulares de um grupo de pessoas contra todo um País.

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Diretas Já! Constituinte logo!, por Marcelo Auler

Foto: Roberto Parizotti/CUT

Do blog de Marcelo Auler

Diretas Já! Constituinte logo!

por Marcelo Auler

O governo golpista de Michel Temer acabou. Disso ninguém mais tem dúvidas. Surgem então duas questões básicas: como apeá-lo do cargo, uma vez que não se acredita em renúncia e, o mais importante, como substitui-lo na cadeira da qual se apoderou com um golpe?
 
A queda de Temer pode ocorrer, ainda na tarde desta quinta-feira, caso o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente – caso ainda não o tenha feito e esteja mantido em segredo – um pedido de prisão preventiva do presidente. Motivos não lhe faltam. Afinal, como se sabe, ele já pediu o do senador Aécio Neves, que o ministro Edson Fachin preferiu não apreciar monocraticamente, deixando a decisão para o plenário. Mas, em contrapartida, decretou a prisão da irmã do senador, Andrea Neves Cunha, e do primo dos dois, Frederico Pacheco de Medeiros, ambos detidos na manhã desta quinta-feira (18/05) em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. Os três foram acusados de envolvimento no pedido de R$ 2 milhões que o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, registrou em conversas telefônicas e de WhatsApp.
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Diretas já ou desobediência civil, por Jeferson Miola

Diretas já ou desobediência civil

por Jeferson Miola

Diante da implosão do Temer, o Brasil está diante de duas alternativas: ou restauração democrática ou desobediência civil.

A gravação da conversa em que o usurpador Michel Temer compra o silêncio do comparsa de golpe e sócio de corrupção, o presidiário Eduardo Cunha, enterra em definitivo a cleptocracia golpista, e abre uma perturbadora incógnita na conjuntura nacional.

A trajetória do golpe e do regime de exceção sofre um abalo irreversível, com um poder destrutivo devastador.

O acontecimento é uma evidência incontestável da degradação do sistema judiciário brasileiro, que levou o país ao nocaute atacando seletivamente os petistas, ao mesmo tempo em que permitiu o assalto ao Poder por uma bandidagem política.

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Cinco tragédias de Pindorama em 40 segundos

Getúlio Vargas

Jânio Quadros

João Goulart

Dilma Rousseff

Michel Temer


Cinco tragédias de Pindorama em 40 segundos.

#DiretasJá

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Matutando sobre o serviço completo do golpe, por Maria Luiza Quaresma Tonelli

Matutando sobre o serviço completo do golpe

por Maria Luiza Quaresma Tonelli

via Facebook

Quando Dilma sofreu o impeachment (o golpe) fiquei sem entender por que não foi aplicada a ela a pena completa, ou seja, a interrupção do seu mandato e a cassação de seus direitos políticos por 8 anos.

Depois de um processo que foi kafkquiano do início ao fim, para mim não fazia sentido que ela permanecesse elegível.

Aliás, não ter sido considerada inelegível depois de tudo aquilo também pode ter algo de kafkiano, uma vez que não vi bondade alguma por parte dos que a condenaram à perda do mandato resolvendo, ao final, aplicar-lhe meia pena.

Enfim, comecei a matutar sobre o que teria realmente por trás de tal decisão e como sou pessoa dada a ver pelo em ovo, deduzi que não estariam tirando Dilma do cargo para colocar o vice decorativo em seu lugar para, num futuro próximo, ser cassado pelo TSE. 

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A contabilidade futurística animadora do BC e de Meirelles, por Roberto Requião

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pitonisa alegra do Bacen e a numerologia suicida dos necromantes pós-modernos

ROBERTO REQUIÃO

O Banco Central tornou-se uma espécie de pitonisa alegre da economia brasileira. Como é absolutamente incompetente para conduzir a política monetária, especializou-se agora em projetar o crescimento futuro do PIB. Ele poderia estar nos explicando por que, a despeito da queda da inflação, mantém em níveis elevados e na verdade crescentes a indecente taxa de juros básicas no Brasil. Poderia nos explicar também porque deixa soltas as escorchantes taxas de aplicação do oligopólio bancário, espoliando a sociedade brasileira. Leia mais »

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Fernando Horta é o novo articulista do Jornal GGN

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Jornal GGN - Graduado em História pela UFRGS e com mestrado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, Fernando Horta é o novo articulista do Jornal GGN. Atualmente, Horta trabalha em seu doutorado, com o tema "Realismo e Guerra Fria: A construção das Relações Internacionais", também na UnB.

Na coluna de hoje, Que Tempos são estes?, Horta analisa os efeitos da Operação Lava Jato em relação ao imaginário nacional sobre os governos de Lula e Dilma. "Impossibilitados de lutar contra o passado, opositores políticos de Lula resolveram apagar completamente o governo da história", afirma. 

Leia a coluna aqui

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Lula: a visão de uma anarquista, por Dora Incontri

Sugestão de Adir Tavares

Lula: a visão de uma anarquista

por Dora Incontri

em seu blog

Nunca votei no Lula. Também não votei em Dilma. Nem em Fernando Henrique, nem em Collor. Não votei, porque sou anarquista. O que é ser anarquista? É ter consciência de que os sistemas de governo – todos, incluindo a democracia e incluindo os sistemas pretensamente socialistas que tivemos na história recente – estão sempre a serviço de alguma classe, de alguns privilegiados. O Estado é mantido pela violência militar e policial, que pode ser usada a qualquer momento contra o próprio povo ou contra outros povos. E sempre a serviço de interesses de grupos. No caso da democracia atual, ela está a serviço dos bancos, das corporações, dos lobbies, das elites locais e das elites internacionais. Em momentos menos ruins, sobram alguns direitos a mais para o povo. Em algumas tradições de construção estatal, com mais tempo sob influência de ideias sociais e igualitárias, como alguns países da Europa, houve maior oportunidade para o povo adquirir mais educação e um tanto mais de direitos – mas que agora estão sendo retirados em toda parte.

Em todas as democracias do planeta, é o dinheiro do capital que financia os políticos que, portanto, estão a serviço do capital. Se aqui temos uma Odebrecht, nos EUA, temos por exemplo uma indústria bélica, com que os governos “eleitos democraticamente” estão comprometidos até o pescoço. Já o grande anarquista norte-americano Henry Thoreau, no século XIX, negava-se a pagar impostos, porque o dinheiro seria usado para armamentos e guerras expansionistas, que desde aquela época era a política externa do seu país.

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Com reformas de Temer, Brasil voltará a ser um grande paraíso fiscal, por Daniel Zen

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Foto: Pedro França/Agência Senado

Da Mídia Ninja

 
Daniel Zen

Iniciando pela aprovação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei n. 4.567/2016, que retirou da Petrobrás a obrigatoriedade de participar da exploração do pré-sal e abriu o negócio à empresas estrangeiras; a PEC n. 241 (PEC n. 55, no Senado, convertida em EC n. 95/2016) que limita, por 20 anos, o crescimento do orçamento apenas a variação da inflação; o PL n. 257 que procura renegociar a dívida dos Estados, condicionando-a ao congelamento de reajustes ao funcionalismo público e à proibição de realização de concurso públicos; a proposta de reforma trabalhista, já aprovada na Câmara e em tramitação no senado; a reforma da previdência, prestes a ser aprovada, dentre outros.

Esse “conjunto da obra” gera efeitos drásticos, dentre eles alguns desdobramentos concretos, no campo da economia, cuja análise gostaria de compartilhar:

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Lula, ladrón que te quiero ladrón, por Rui Daher

Foto: Reprodução/O Globo

Não estranhem. Da forma como está sendo conduzido o processo, isso seria o justo. Sim, parodio o espanhol Federico Garcia Lorca (1898-1936) em seu “Romance Sonâmbulo”. Vai-se o verde do primeiro verso do poema como vão os verdes de nossas esperanças.

A reação das folhas e telas cotidianas, possessas e possessórias da corrupção concessionada, diante da defesa que Lula fez de delações premiadas que viram convicções inabaláveis sem qualquer prova material, o único desejo fervoroso que me restou, esperança vã talvez, é de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha, realmente, roubado muito.

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A vida dos trabalhadores pobres na pátria da abundância, por Reginaldo Moraes

A vida dos trabalhadores pobres na pátria da abundância

por Reginaldo Moraes

Uma dica para os leitores. E para algum editor brasileiro, que tenha sobrevivido à tempestade destrutiva dos últimos tempos. É um livro-depoimento fantástico, escrito por Linda Tirado: Hand to Mouth: Living in Bootstrap America, ed. G. P. Putnan’s Sons, N.York, 2014.

Transcrevo abaixo o prefácio escrito por Barbara Ehrenreich, autora bem conhecida no Brasil, por livros como: Miséria á Americana, Desemprego Colarinho-Branco e O Medo da queda: ascensão e crise da classe média (que já comentei em outro post).

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Por que o brasileiro não vê a Mídia como ator político?, por Francy Lisboa

Por que o brasileiro não vê a Mídia como ator político?

por Francy Lisboa

O fim do principal entrave para o país não é necessariamente o fim das Organizações Globo, mas o contexto na qual ela se alimenta. Um país com pouca fome de cultura democrática, e acostumado a fazer piada com tudo como se isso fosse um traço de genialidade dado por Deus, estará sempre fadado a seguir orientações de qualquer que seja a mídia de massa dominante.

Um traço particular não só do brasileiro, mas de muitas outras nacionalidades, é a incapacidade de enxergar a Mídia como agente politico, com seus próprios interesses, com suas próprias aspirações de se perpetuar.  A maior parte das tentativas de alerta são geralmente ridicularizadas. A palavra consipração é a maior amiga do Status Quo por que ela neutraliza questionamentos pela via da acusação de paranóia, de fanatismo esquerdista, entre outras bobagens.

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Por que Lula, ainda?, por Rogerio Faria

Por que Lula, ainda?, por Rogerio Faria

Não queria estar defendendo Lula em 2017. Já deveríamos ter superado essa fase. O país deveria estar discutindo o pós-Lula, como preservar seus acertos, consertar seus erros, fazer o que ele deixou de fazer (seja por covardia, falta de competência, o que for). E que ele estivesse respondendo, seja pelo que fosse naturalmente, como qualquer cidadão.

Devíamos estar discutindo o Brasil que queremos ser no século XXI. Mas, infelizmente, vocês estão nos anos 90. Nos anos 90, Lula é o melhor quadro político.

Ele é o único que tem força política para enfrentar esse tsunami liberal que vai fazer terra arrasada dos direitos sociais, do futuro, entregando o país à aristocracia financeira estrangeira.

Por que Lula? Porque é o que tem pra hoje.

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