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Opinião

Mefistófeles cobra o preço a Janot em seu ocaso..., por Eduardo Ramos

Mefistófeles cobra o preço a Janot em seu ocaso...

por Eduardo Ramos

Mefistófeles cobra o preço a Janot em seu ocaso...

Dá uma tristeza danada... Vermos a seriedade e a dignidade de um Eugênio Aragão e esse arremedo de procurador, essa lástima, essa vergonha ambulante que se chama Rodrigo Janot...

Perdeu-se de si mesmo, perdeu todos os parâmetros do que é digno, é como um ser que se deixa corromper pela primeira vez, e numa espécie de surto moral e existencial se joga na lama de vez, e nela chafurda sem perceber a sujeira grudada em seu corpo, o mal cheiro, nada o afeta mais o jogo, a farsa, têm que seguir até o fim...

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O depoimento de Palocci e o TRF4, por Ion de Andrade

O depoimento de Palocci e o TRF4

por Ion de Andrade

O depoimento de Palocci fala antes de tudo dele mesmo: um traidor. A sua traição não significa que os fatos que narra sejam verdadeiros, ele é traidor porque, para salvar-se, não ponderou ferir o projeto popular encarnado por Lula onde construiu a totalidade da relevância pessoal que agora vende. Em tempos de Golpe de Estado 2.0 Palocci é um Silvério dos Reis 2.0.

Palocci usa o artifício de relatar fatos que parecem verossímeis, mas que só ele e Lula saberiam, reuniões a dois onde teria sido informado sobre isso e aquilo. A “força” do que diz não vem de provas, vem do fato de que desfrutou de uma confiança de amigo íntimo do personagem que trai e de ter convivido com a intimidade do seu governo. A fragilidade maior da sua delação vem do fato de que, apesar dessa longa convivência, mais uma vez, como tantos outros, ele não agrega provas.

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O macaco e a cristaleira, por Almir Forte

O macaco e a cristaleira

por Almir Forte

A denominada Operação Lava Jato, que teve seu início com a ajuda internacional, principalmente o Departamento de Justiça dos USA, conta com um grande aparato policial, jurídico e midiático, que diz ter descoberto a maior rede de corrupção da história do Brasil é digna de fazer inveja aos seriados apresentados pela Netflix.

A primeira fase, que deu origem ao nome, aconteceu de 17 de março de 2014, com a prisão de 24 pessoas acusadas de lavagem e desvio de dinheiro, evasão de divisas, entre ouros crimes, entre elas o famoso doleiro Alberto Yussef e apreendeu 5 milhões em dinheiro, 25 carros de luxo, joias, quadros e armas. Na segunda fase, três dias depois, prendeu o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, acusado de receber propinas para facilitar contratos com a empresa.

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O filme ruim da Lava Jato, por Guilherme Scalzilli

O filme ruim da Lava Jato, por Guilherme Scalzilli

Sei que deveria ignorar o tal filme sobre a Lava Jato, como fazemos com essas excrescências de mau gosto que proliferam em todas as mídias. Mas há algo incômodo na coisa, um absurdo original difícil de definir, que fica pedindo para ser decifrado.

Talvez a incongruência fique mais clara se imaginarmos um filme de viés oposto: uma produção que retratasse a Lava Jato sob prisma conspiratório. Com atores globais representando um Sérgio Moro provinciano, rancoroso e maquiavélico, delegados patifes, promotores desastrados e imaturos, policiais toscos e vaidosos.

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Do erro de se analisar os processos de uma nação pelo aspecto moralista, por Assis Ribeiro

Do erro de se analisar os processos de uma nação pelo aspecto moralista

por Assis Ribeiro

O moralismo favorece o maniqueísmo tupiniquim da classe média brasileira que termina por parir personagens intitulados defensores da pátria e do outro lado a  legião de elementos do mal.

Moro, Bolsonaro e Doria, cada um à sua maneira, representam essa caraterística.

Moro, com o seu modo arrogante de atuar promove um justiciamento que manifesta até mesmo o Supremo Tribunal Federal e que deixa perplexo o mundo jurídico. É o próprio estilo, já conhecido e reprovado, "Caçador de Marajás".

Bolsonaro, se arvora a ser o solucionador de todos os problemas nacionais como defensor incondicional da moralidade. É o estilo, já conhecido e reprovado, do "Sieg Heil".

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Precisa-se de projeto político para o Brasil?, por Pedro Augusto Pinho

Precisa-se de projeto político para o Brasil?

por Pedro Augusto Pinho

A perplexidade diante da sanha demolidora da Nação pelos golpistas de 2016, associada à ausência de reação popular à altura do que os três poderes – Judiciário, Legislativo e Executivo – demonstram diariamente com suas condutas cínicas, imorais e impatrióticas tem levado muitos analistas, professores, jornalistas e todos brasileiros que se importam com seu País a propugnarem por um projeto nacional, um plano de recuperação do Brasil.

Gostaria de começar afirmando que qualquer projeto político, que se pretenda executável e efetivamente representativo da Nação, não sai da mente iluminada de pessoa alguma. Ele surge do debate, da participação dos vários segmentos que compõe nossa sociedade. Ele também não pode ser um projeto de uma classe, de uma etnia, de uma economia ou de uma ideologia.

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Perguntar, perguntar, perguntar, por Felipe Costa

Perguntar, perguntar, perguntar, por Felipe A. P. L. Costa

Algumas das questões mais intrigantes da ciência moderna foram formuladas há muito tempo, por gerações bem anteriores à nossa. As tentativas de resposta é que vêm sendo substituídas. Elaborar perguntas a respeito do mundo é, portanto, uma etapa fundamental de toda e qualquer pesquisa científica. Não é de estranhar que tantos autores sejam lembrados mais pelas questões que formularam do que pelas soluções que propuseram. Há mais de dois mil anos, por exemplo, os filósofos gregos já se interrogavam a respeito da natureza íntima da matéria – uma questão com a qual nós ainda nos defrontamos, embora a resposta atual esteja fundamentada em evidências bem diferentes daquelas usadas em épocas tão remotas.

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Todo poder ao alcaguete!, por Carlos Motta

​Todo poder ao alcaguete!, por Carlos Motta

A realidade se impõe: temos de aprender a viver numa sociedade regida pelo dedo-durismo.

Mais que o presidente da República, mais que qualquer um que se julgue autoridade, o poder real está com o alcaguete, que até outro dia era uma figura execrável, repudiada por todos - e até mesmo pela marginalidade.

"Fecharam o paletó do dedo duro

Pra nunca mais apontar

A lei do morro é barra pesada

Vacilou levou rajada na ideia de pensar

A lei do morro é barra pesada

Vacilou levou rajada na ideia de pensar

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Imagens

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Precisamos falar sobre Diego?, por Rita Almeida

Precisamos falar sobre Diego?

por Rita Almeida

Trabalho como profissional da saúde mental e sou militante da Reforma Psiquiátrica Brasileira desde 1995. Já fui coordenadora de CAPS e supervisora institucional em saúde mental indicada pelo Ministério da Saúde. Minha dissertação de mestrado tratou sobre o lugar e a função da “loucura” nas instituições e na cultura. No meu doutorado (em curso) também vou tratar da maneira como lidamos com nossos mal-estares na contemporaneidade, mais precisamente, vou pensar sobre a medicalização como estratégia para tal lida. Digo isso porque o que vou escrever a seguir parte da minha prática e, também, do meu percurso acadêmico.

Existem, basicamente, dois modos de pensar a “loucura” ou mesmo as formas de delinquência. O mais comum é pensarmos em tais “desvios” como um problema meramente individual, ou seja, aquele sujeito desviante é uma espécie de “maçã podre” decorrente da sua condição ou escolha particular, nesse caso, precisa ser eliminado, ser retirado da convivência das demais “maçãs” ou ser transformado numa “maçã saudável”. Este é um modo simplista de pensar e que gera propostas igualmente simplistas, como, por exemplo, a de que combateremos a criminalidade eliminando (matando, prendendo, exilando) os criminosos ou a de que teremos uma sociedade mais saudável eliminando (matando, prendendo, exilando) os doentes mentais.

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FHC, entre o cinismo e o delírio, por Jeferson Miola

FHC, entre o cinismo e o delírio

por Jeferson Miola

FHC, presidente de honra e oráculo do PSDB, exibe sintomas claros de alguém em desconexão com a realidade. No artigo Uma candidatura agregadora [O Estado de SP, 3/9/2017], seu raciocínio oscila entre o cinismo e o delírio.

O partido dele, o PSDB, é co-autor do golpe de 2016 que derrubou Dilma, e sócio-fundador do "governo de ladrões" [cleptocracia, no grego] liderado pelo conspirador e golpista Michel Temer.

A despeito disso e das cenas escatológicas de corrupção da quadrilha que assaltou o poder, porém, FHC rememora o nascimento do PSDB como oposição às "práticas de conduta reprováveis" do PMDB [sic], e critica o que chama de "presidencialismo de cooptação" – justamente aquele do qual seu partido é o principal avalista e beneficiário.

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O parlamentarismo é por perpetuação no poder, diz Barbosa

Jornal GGN – Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu entrevista a Maria Cristina Fernandes, do jornal Valor. Mesmo não falando sobre Judiciário, Supremo e Lava-Jato, condições dadas por ele, a jornalista conseguiu montar o perfil de Barbosa, três anos depois de sua saída do STF.

Barbosa fala sobre o grande tema protagonizado por Gilmar Mendes e Michel Temer. Alfineta. "Essa gente é tão sem escrúpulo que vai tentar impor o parlamentarismo para angariar a perpetuação no poder e se proteger das investigações. Esse é o plano. Seria mais um golpe brutal nas instituições”.

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No Sete de Setembro todos na rua em defesa da Amazônia, da Soberania e da Democracia, por Ion de Andrade

- E se o povo não for às ruas atendendo aos nossos clamores? Resposta clara: “- Continuaremos a batalha”, como aliás também se forem. E o que temos de fato a perder, se os atos forem pequenos, quando estamos na iminência de perder até a Amazônia e de as terras do Brasil serem vendidas sem limite definido aos estrangeiros? Que importa perder a face se estamos a perder a vida?

No Sete de Setembro todos na rua em defesa da Amazônia, da Soberania e da Democracia

por Ion de Andrade

Pouca gente sabe que a independência do Brasil só foi concluída em 02 de julho de 1823 na Bahia, em luta campal, na batalha de Pirajá.

Desse episódio nos ficou o poema de Castro Alves, o “Ode ao dous de Julho” de que selecionei alguns versos.

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Um ano da morte anunciada, por Marco Piva

Um ano da morte anunciada

por Marco Piva

Há um ano, o Brasil assistiu, numa improvável sessão dominical da Câmara dos Deputados, a destituição da presidenta Dilma Roussef. Para seus críticos, ela era um incômodo para o desenvolvimento econômico. Com o objetivo de conseguir o impeachment a qualquer custo, a oposição foi buscar o argumento das "pedaladas fiscais", cuja explicação não alcançava a população, mas se tornou, naquele momento, o único meio possível de apeá-la do governo com o apoio majoritário de um Congresso mais do que suspeito.

Nas ruas, as "pedaladas fiscais" foram substituídas por uma bandeira muito mais fácil de assimilar: a suposta luta contra a maior organização criminosa que jamais houve na história do país, leia-se, o PT. Com o poderoso suporte da mídia comercial, que não hesitou em tomar partido e transmitir ao vivo toda e qualquer manifestação anti-Dilma, e de setores expressivos do empresariado, cujos recursos ajudaram a organizar movimentos sociais "fakes", foi possível criar um clima hostil onde as ruas determinaram exatamente o contrário do resultado eleitoral de 2014.

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O saldo do golpe: corrupção, desmonte do Estado e retirada de direitos, por Paulo Teixeira

O saldo do golpe: corrupção, desmonte do Estado e retirada de direitos

por Paulo Teixeira

Há um ano o Senado Federal feria de morte a democracia brasileira  ao consolidar o golpe dado contra uma presidenta eleita legitimamente com 54,5 milhões de votos.

Desde que Michel Temer assumiu a presidência, colocou em execução um projeto de país que não foi escolhido nas urnas.  De lá pra cá, o Brasil passou a ser governado por um grupo de corruptos que  pratica um verdadeiro desmonte das políticas sociais, prejudica a economia e ameaça a  soberania nacional.

No pronunciamento que fez após a votação do Senado, Dilma Rousseff alertou: “Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social”. Um ano depois, é exatamente este o cenário do Brasil pós-golpe.

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A Promessa de Dinheiro Fiscal, por Yanis Varoufakis

do Project Syndicate

A Promessa de Dinheiro Fiscal

por Yanis Varoufakis

O capitalismo ocidental tem poucas vacas sagradas. É hora de questionar um deles: a independência dos bancos centrais dos governos eleitos.

A razão para confiar completamente a política monetária aos bancos centrais é bem compreendida: políticos, excessivamente tentados durante o ciclo eleitoral a criar mais dinheiro, representam uma ameaça para a estabilidade econômica. Enquanto os progressistas sempre protestaram contra os bancos centrais, nunca podem ser verdadeiramente independentes, porque sua autonomia de funcionários eleitos aumenta a dependência dos financiadores que eles devem manter em controle, o argumento em favor da remoção da política monetária da política democrática prevaleceu desde a década de 1970.

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