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Opinião

Vim, Vi, Venci e Fugi, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Vim, Vi, Venci e Fugi

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Quando era jovem trabalhei numa metalúrgica que tinha quatro seguranças, que vou aqui chamar de Vim, Vi, Venci e Fugi.

Vim era um nordestino boa praça que cuidava da entrada dos empregados. Um verdadeiro cão de guarda dos cartões e do relógio de ponto. Geralmente era alegre, mas tendia a ser um pouco autoritário com os operários menos qualificados. Quando bebia uma pinga no botequim ao lado da fábrica, Vim ficava valente. Qualquer coisa o fazia levar a mão ao revolver. Então eu corria a chamar o chefe da segurança, a única pessoa capaz de acalmar o cabra antes dele meter bala nas ventas de alguém por qualquer agravo imaginário.

Vi era um negro sorridente que cuidava da portaria do prédio administrativo da empresa. Ele não usava o revolver da empresa, preferia usar o 38 cano longo niquelado que orgulhosamente portava onde quer que fosse. Vi tinha uma mania terrível. De vez em quando ele fazia roleta russa com seu revolver. Se alguém estivesse desatento ele fazia roleta russa nessa pessoa e ria até se fartar quando a vítima quase morria de susto. Eu suspeitava que ele usava uma munição da qual havia retirado a pólvora, mas o diabo é que a mesma nunca picotava a espoleta quando ele fazia roleta  russa.

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A lógica adversativa da Lava Jato, por Guilherme Scalzilli

A lógica adversativa da Lava Jato

por Guilherme Scalzilli

O viés político está para a Cruzada Anticorrupção como o rateio desigual de verbas para os campeonatos futebolísticos de pontos corridos. Não são defeitos, e sim condições para a existência dos respectivos sistemas. Suas fórmulas pretensamente igualitárias servem apenas para legitimar os vícios inevitáveis das combinações.

Assim como os campeonatos da CBF são formatados pelos interesses dos grandes clubes, a Lava Jato prosperou porque agrada às tendências ideológicas predominantes na esfera judicial. Isso inclui domesticar a bandeira da moralização, mantendo seus métodos incriminadores longe de certos grupos políticos, em especial a cúpula do PSDB paulista.

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Sequestrado pelo poder econômico, Congresso ignora os anseios populares, por Roberto Amaral

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Foto: Fabiana Domingues de Lima/Wikimedia Commons
 
Do site de Roberto Amaral
 
 
por Roberto Amaral
 
Porque ele foi sequestrado pelo poder econômico, uma situação que só começará a mudar se houver uma reforma da legislação eleitoral
 
Reforma da legislação eleitoral não é reforma política, e é desta que carecemos para reconstruir a República.
 
A crise política, que se desenvolve no corpo de aguda crise institucional, em progresso, denuncia o esgotamento do nosso modelo de democracia representativa, aquela que deriva da soberania popular, cuja única voz é o voto livre.
 
Não se trata, porém, de fenômeno ‘natural’, resultado do mau humor dos astros, pois decorre da captura, pelo poder econômico, do sistema de representação, maculando-a de forma letal.  Exemplo desta distonia é oferecido pelo Poder Legislativo, em sua maioria esmagadora composto por parlamentares que não representam o eleitorado, mas sim os interesses do empresariado, o grande “eleitor”, pois é o financiador das eleições. Evidentemente, a manipulação do voto pelos donos do dinheiro e seus servidores (como os meios de comunicação de massas) ditaria a composição de nossas casas legislativas, absurdamente descompassadas da sociedade brasileira.

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A isca do machismo quando a mulher paga menos, por Matê da Luz

A isca do machismo quando a mulher paga menos

por Matê da Luz

Se você tem uma vida social mais ou menos ativa, certamente já esteve presente em casas noturnas ou bares que cobram entrada anunciando valores diferenciados ou gratuidade para mulheres. "Uau, mas até disso vai reclamar? Mulher é chata mesmo!" 

Antes de mais nada, sim, até disso vou reclamar. Depois, vale saber que quem levantou a bola mais recente neste contexto foi um estudante de direito brasiliense menino, o Roberto Casali Junior que, em entrevista à TV, disse: "eles transformam a mulher em um produto e fazem o homem de trouxa, pois é ele quem deve pagar um valor maior. Dessa forma, o estabelecimento ganha mais com isso". De novo: não tem problema algum estabelecimentos comerciais desejarem ganhar mais dinheiro, afinal, este é o intuito de todo e qualquer empresário, ou deveria ser. As questões aqui apresentadas são, basicamente, a que preço (quase que literalmente). 

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Moro encalacrado: ou transforma Lula em Deus ou incendeia o país, por Jeferson Miola

Moro encalacrado: ou transforma Lula em Deus ou incendeia o país

por Jeferson Miola

Diante do processo judicial aberto a partir do infame power point do procurador [e vendedor de palestras e sermões] Deltan Dallagnol, a defesa do Lula fez um exercício sui generis da labuta advocatícia: além de provar a inocência, provou também a ausência de culpa do ex-presidente.

Quase uma centena de testemunhas do processo desconheceu qualquer relação do Lula com o apartamento triplex. A única exceção ficou por conta do empreiteiro dono da OAS Léo Pinheiro, presidiário que, atendendo exigência da Operação, forjou acusações contra Lula – a jóia da coroa da força-tarefa da Lava Jato – na expectativa de trocar vilania por redução da longa pena de prisão que terá de cumprir pelos crimes de corrupção que cometeu.

A defesa do Lula fez as diligências que Deltan Dallagnoll e seus colegas, cegos e possuídos pela caçada obsessiva ao Lula, não se deram ao trabalho de fazer. Os advogados demonstraram não só que o ex-presidente nunca teve nenhum vínculo formal ou informal com o imóvel como, ainda, que a Caixa Econômica Federal é a verdadeira detentora de direitos sobre o apartamento em questão.

Este processo contra o Lula é uma fraude jurídica de péssima qualidade, que foi montado com o exclusivo objetivo de condená-lo, para implodir sua candidatura presidencial.

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A Justiça do Trabalho - entre o pé e a bunda, por Sergio Saraiva

É possível se determinar o valor de alguém apenas observando quem são seus detratores.

Justiça do Trabalho

A Justiça do Trabalho - entre o pé e a bunda

por Sergio Saraiva

Assim, o artigo do banqueiro Roberto Setubal – ”A importância da reforma trabalhista” – de 02 de julho de 2017, na Folha de São Paulo, não deixa de ser, ao seu modo, uma homenagem a Justiça do Trabalho brasileira.

Que os patrões elogiariam a reforma trabalhista atualmente em tramitação no Senado é coisa ociosa de se dizer. Quem veria como feia a sua própria filha?

Que patrões considerariam o fim do imposto sindical como uma “modernização das relações laborais”, enquanto mantém intocadas as verbas do “Sistema S” que enchem as burras das federações patronais, é coisa que a esperteza explica a contento. Sem dúvida, os patrões brasileiros, com seu elevado padrão de consciência social, devem estar muito preocupados com que os trabalhadores deixem de ser explorados pelos seus sindicatos. Assim como o pato amarelo da FIESP estava preocupado com que os trabalhadores não tivessem aumentada a sua carga de impostos. Acredita quem quer.

Mas o texto de Setubal apresenta uma faceta até agora pouco analisada da reforma trabalhista. O quanto os patrões se incomodam com o acesso e as decisões da Justiça trabalhista.

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Meritocracia, deus e o diabo, por Valter Palmieri Júnior

Não basta ter coragem e acreditar que o cara lá de cima vai lhe dar tudo. Sem consciência de classe, o caminho é o individualismo ainda mais competitivo, a privatização de todos os direitos, o cidadão transformado em consumidor e o trabalhador em empresário de si mesmo

do Brasil Debate

Meritocracia, deus e o diabo

por Valter Palmieri Júnior

Certa vez meu avô, que tem 93 anos, foi surpreendido por duas mulheres evangélicas na frente de sua casa. Iniciou-se uma conversa em que as duas diziam que toda aquela grande casa onde ele morava, assim como todos os bens que ele possuía, pertenciam a Deus, pois nada conquistamos na vida sozinhos. Ele interrompeu as duas, disse que gostaria de dizer somente algumas palavrinhas e que depois elas podiam falar o que quisessem.

_ Vocês conhecem um pau-de-arara? (Sem dar pausa para elas responderem ele continuou)

_ Conheci o pau-de-arara com 8 anos. E eu era famoso na cidade por ser o menino que mais aguentava trabalhar sem comer. Pode perguntar aí, se encontrarem alguém vivo da época.

Ele olhou bem para elas e continuou.

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A vivência, os livros e as constatações: uma crítica ao artigo de Fernando Haddad, por Ricardo Gaspar

A vivência, os livros e as constatações: uma crítica ao artigo de Fernando Haddad

por Ricardo Carlos Gaspar

O longo artigo que o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, publicou na revista Piauí n. 129, sob o titulo Vivi na pele o que aprendi nos livros, de 03.06.2017, merece ser lido e comentado, pois suscita diversas questões.

Em primeiro lugar, pois Haddad figura entre as novas e promissoras – infelizmente escassas – lideranças do país. Sua postura pública tem se pautado pela seriedade, consistência e compromisso democrático.

Em segundo lugar, pelo fato de Haddad ter muito a dizer sobre o presente e o futuro da nação, embora não ocupe o espaço que sua estatura política e intelectual lhe destina, deixando de verbalizar suas convicções com a força e a frequência que seria de esperar em face dos acontecimentos nacionais e das manobras golpistas recentes. Desse modo, é ainda pequena sua contribuição para elevar o nível rasteiro do debate estratégico no Brasil de hoje.

O artigo padece de problemas de forma e estilo, mesclando muitos temas e tornando algo indigesta sua leitura, mas possui densidade teórica e política, estando à altura da capacidade de seu autor.

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Eventual correção da Lava Jato não evitará derrocada do país, por Mauro Santayana

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Foto: Pedro Oliveira/Alep

Do blog de Mauro Santayana

 
por Mauro Santayana
 
Se existe uma situação que caracteriza a época que estamos vivendo, é a contradição entre o Brasil real e o país dos juízes, ou melhor, de certo tipo de juízes e procuradores que se encontram no poder, em suas respectivas áreas, nestes  tempos sombrios, que, cegos como zumbis na  bruma, estamos atravessando.
 
Sem estar na Riviera Francesa, nem nas Ilhas Canárias, mas assim mesmo, como se dizia antigamente, suficientemente "chic" - depois que o rei Dom Luís I ali fixou sua residência de verão na segunda metade do século XIX - a praia do  Estoril, ao sul de Lisboa, é razoavelmente badalada para sediar  encontros de gente que por um ou outro motivo é suficientemente  badalável, ou está interessada, por um motivo ou outro, a passar a se badalar também.
 
Foi lá, nessa faixa de litoral atlântico a uns 30 minutos da capital portuguesa, que transcorreu, na última semana de maio, no Centro de Congressos - uma caixa de vidro que não destoaria em Brasília - entre debates e passeios ao cassino, o ciclo de conferências Estoril 2017, um evento que teve como tema geral a migração global e seus desafios.
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Opinião do Nassif: a Lava Jato e seus exageros

Como a falta de comando no MPF resultou, nos últimos anos, em ações anticorrupção mais onerosas para o país do que a própria corrupção

 
Saiu na Ilustríssima da Folha S. Paulo, deste domingo (02), um belo artigo, escrito por Caio Farah Rodriguez, com o título 'Além de enfrentar a corrupção, Lava Jato impõe capitalismo a empresários', mostrando a lógica sistêmica dos acordos de leniência. 
 
Farah Rodriguez não compara a Lava Jato com a operação italiana Mãos Limpas, mas sim compara com um caso que foi à Suprema Corte norte-americana em 1954, sobre a discriminação contra uma menina negra em uma escola. Na sentença, qual foi a ideia aplicada? Você tem hábitos arraigados de corrupção, discriminação, por exemplo, e o papel da sentença não é, meramente, punir, ela tem que definir uma maneira de romper com aquele sistema já estratificado. Então, nesse caso da menina, a escola foi obrigada a aceitá-la, mas, não apenas isso, teve que aplicar a condução adequada para a garota. Então, o distrito teve que providenciar a segurança dela. Assim, foi sendo criado todo um microuniverso em torno daquele ato para romper com hábitos estratificados.
 
No caso do acordo de leniência, Farah Rodriguez mostra idealmente quais seriam os reflexos da Lava Jato, mesmo com todos os erros cometidos. Então você pega uma grande empresa, por exemplo a Odebrecht, faz um acordo de leniência suficientemente severo, porque se não for cumprido o que se definiu no pacto a empresa acaba. Então isso obriga a empresa, dentro daquele universo dela, a estender as relações virtuosas a todo o seu corpo de fornecedores e de clientes, porque ela não pode mais aceitar o tipo de jogo ilegal.
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Queimada! Não sei por que, lembrei de Sérgio Moro e da TV Globo, por Armando Coelho Neto

Queimada! Não sei por que, lembrei de Sérgio Moro e da TV Globo

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Pregar a revolução nas colônias de Portugal e Espanha foi a missão dada pela Inglaterra para Sir William Walker. Ele deveria encontrar um escravo corajoso capaz de liderar e convencer outros a lutar contra os portugueses. Esse grupo de revolucionários receberia todo apoio, inclusive financeiro. Dirigido pelo engajado Gillo Pontecorvo, eis parte do enredo de Queimada (1969), filme estrelado por Marlon Brando. Num misto de ficção e realidade, ambientado numa fictícia ilha caribenha, o longa metragem é inspirado na história do Haiti. Na prática, a obra é um manual de tramas, manhas e artimanhas do submundo capital e, ao mesmo tempo, se revela um manual de doutrinação política.

Traições, corrupção, delações, “ganha, mas não leva”, além de jogo sujo fazem parte da trama, entre outros ingredientes. Entretanto, um dos pontos mais interessantes é quando o desempenho do líder nativo (consentido), José Dolores, vai além dos interesses do “poder obscuro”. Nesse ponto, entra em debate - o que fazer com ele? O que seria melhor? Prender, matar ou deixar vivo, mas desmoralizado? E se ele se transformar em mito e sua história inspirar mais povos igualmente explorados? O que aconteceria com as outras ilhas do Caribe?. Sem saída aparente, optam pela prisão e destruição da imagem daquele líder. A ilha de Queimada é atrasada e partir daí começa uma “campanha” para convencer o povo de que a fome, os mortos e os feridos, além da queima do canavial (principal fonte de renda da ilha) é culpa de Dolores. Isso reporta o leitor a algum fato?

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Conforme Marco Aurélio, do STF: impeachment será anulado, por Edison Brito

Conforme Marco Aurélio, do STF: impeachment será anulado

por Edison Brito

Não foi de todo ruim a decisão do ministro Marco Aurélio de devolver o Aécio Neves ao senado. Basta olhar por um outro lado.

Primeiro. O STF acaba de dar um tapa na cara dos "coxinhas".

E não foi com luva de pelica não! foi com a de açougueiro, de aço. O juiz rebaixou-os a outra categoria, a de trouxinhas. Muitos questionam os "paneleiros", cadê vocês agora? por que não batem panela? Podem esperar sentado, essa turma só irá se manifestar novamente com a prisão do Lula.

Experimente. Dê uma de joão-sem-braço e questione o seu amigo, ou ex, que votou no Aécio, o que ele acha dessa decisão. Ou fica mudo, ou sai com a resposta chavão: sou contra todos os corruptos, roubou? tem que pagar. E dará as costas. Só o deus PATO AMARELO para salvá-los.

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Não-linearidades contemporâneas, por Gustavo Gollo

Não-linearidades contemporâneas, por Gustavo Gollo

Replicadores e poder

A palavra “poder” tem mais de um significado, um deles é o de capacidade.

Consideremos que o propósito de um replicador seja povoar o universo com réplicas de si mesmo.

Para se replicar, o replicador precisa consumir determinada quantidade de energia.

A potência de entrada do replicador é seu consumo de energia por unidade de tempo, a potência de saída corresponde à quantidade de réplicas, multiplicada pela quantidade de energia de cada réplica, por unidade de tempo.

Pode-se considerar os seres vivos como replicadores, seres cujo propósito é povoar o universo com suas cópias.

Esse ponto de vista nos leva a considerar o homem como um replicador, uma criatura empenhada em povoar o universo com cópias de si mesma.

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Os Brasis: fazer-se musgo, tornar-se Multidão, por Arkx

Os Brasis: fazer-se musgo, tornar-se Multidão, por Arkx

as briófitas são vegetais muito antigos, os primeiros a evoluírem no ambiente terrestre, há cerca de 420 milhões de anos. são minúsculas e vivem em colônias. além de indicadores de saúde ambiental, em eco-sistemas degradados são as espécies pioneiras no processo de sucessão ecológica para regeneração daquele meio ambiente.

líquens e musgos são exemplo de briófitas. reduzem a erosão, servem como reservatório de água e nutrientes, fornecem abrigo à micro-fauna e funcionam como viveiros para outros vegetais.

apesar de seu diminuto tamanho e de aparentemente terem irrelevante importância, exercem um papel capital no eco-sistema, o que só é possível por viverem em colônias. sua potência não reside em cada espécime isolada, mas em seu poder coletivo.

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Entre violas e cartolas, o Brasil que se repete, por Fernando Horta

 

Entre violas e cartolas, o Brasil que se repete

por Fernando Horta

E não se pense que tudo isto aí é novo.

Enquanto hoje discutimos se brancos podem compor e cantar samba (que Noel Rosa não nos ouça), na década de 20, 30 e 40 o Brasil era sim dividido. Claramente, claramente dividido.

Quem usava cartola era cartola, quem tocava viola que usasse panamá.

O "malandro" (que era diferente do “mané”) era quem precisava da picardia para dobrar a lei e viver no seu limite. Fazendo isto, equiparava-se um pouco com quem tinha a lei sempre ao seu lado. O mané era aquele que nem tinha a lei por si (por sobrenome, cor ou posses), nem tinha a esperteza para viver com garbo à margem dela.

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