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Opinião

O caixa do BNDES nas eleições de 2018, por André Araújo

O caixa do BNDES nas eleições de 2018

por André Araújo

Uma surda e gigantesca batalha se trava tendo como alvo estratégico a Presidência da República e como pano de fundo o caixa do BNDES.

De um lado o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles quer sacar do BNDES R$ 50 bilhões este ano e R$ 130 bilhões em 2018 para ter esse dinheiro no Tesouro e manobrar dentro de um orçamento federal esgotado de recursos para qualquer ação governamental, fora pagar a folha e a previdência. E de outro o Presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro que resiste a entregar tal massa de recursos que será necessária para a operação do Banco em 2018 e sendo ele também um postulante à candidatura presidencial de 2018.

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Lula, Pimentel e o exemplo de JK, por Durval Ângelo

Lula, Pimentel e o exemplo de JK

por Durval Ângelo

“A história se repete. A primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”. Nunca a célebre frase de Marx me pareceu tão atual. Não sem motivos, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, na solenidade de entrega da tradicional Medalha JK, no último dia 12, em Diamantina, lembrou em seu discurso a perseguição sofrida por Juscelino Kubitschek, após o golpe de 64, que o levou a três anos de exílio. Acusavam-no – pasmem! – de ser “o mais corrupto presidente que esse país já conheceu” e execravam-no nas manchetes de rádio, jornal e TV.

Hoje, poucos se lembram, ou têm conhecimento do alegado objeto da corrupção. Um apartamento na Avenida Vieira Souto, no Rio de Janeiro, que segundo os militares e a imprensa legitimadora do golpe, o ex-presidente teria recebido de um empreiteiro amigo. Nada se provou contra JK, é claro, pois o imóvel nunca pertencera a ele - e assim ocorreu em vários outros Inquéritos Policiais Militares que sofreu. Mas isso pouco importava, pois o objetivo do regime militar nunca fora o combate à corrupção, visto ser aquele um dos governos mais corruptos de nossa história.

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O cotidiano e as bases: dois focos necessários para as esquerdas, por Roberto Bitencourt da Silva

O cotidiano e as bases: dois focos necessários para as esquerdas

por Roberto Bitencourt da Silva

Em meio ao caos, à violação da Constituição de 1988 e do primado do voto popular, ao desmonte absoluto de direitos sociais e de instrumentos de soberania nacional, realmente, causa profundo desalento um traço saliente do comportamento das esquerdas: conferir atenção exclusiva à eleição de 2018. Algo totalmente fora de propósito.

Um fenômeno que não guarda a menor sintonia com a realidade brasileira, caracterizando, no momento, a diretriz de atuação e dos esforços de amplas faixas das diferentes correntes políticas e dos organismos partidários de esquerda.

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Lula e o longo retorno, por Henrique Fontana

Foto Ricardo Stuckert

Lula e o longo retorno

por Henrique Fontana

Quando finalmente, no dia 20 de novembro de 1695, Zumbi foi morto e sua cabeça exposta à execração pública, e o quilombo de Palmares já havia sido totalmente destruído pelo bandeirante Domingos Jorge Velho – pago, armado e ordenado pelo império português – o longo caminho de volta às senzalas percorreria quase 200 anos de escravidão.

Das imagens que perseguem a história do Brasil, algumas se repetem como tragédia. E a realidade brasileira atual nos permite escolher muitas, mas esta, em especial, vem à memória.

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Doria não tem papas na língua, por Paulo Kliass

Foto Vermelho

no Vermelho

Doria não tem papas na língua

João Doria não tem papas na língua. Definitivamente, podemos afirmar com segurança que o autointitulado “empresário bem sucedido” não respeita nem mesmo os códigos de maior prudência dos políticos tradicionais. O prefeito de São Paulo tem se revelado um estrategista ousado e vem causando algum constrangimento a boa parte dos círculos conservadores ligados às elites endinheiradas de nosso país.

por Paulo Kliass

O neotucano começou surfando com aparente tranquilidade nas águas em que naufragaram as candidaturas de José Serra e Aécio Neves à Presidência da República em 2018. E agora ele inicia o embate com aquele que até anteontem havia sido o patrocinador de sua candidatura e eleição para o comando da mais importante capital brasileira. As pesquisas indicam que Geraldo Alckmin não consegue acelerar seu desempenho na intenção de voto, ao passo que Doria vai crescendo em seu intento.

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A estabilidade do servidor público não é privilégio, por Renato Souza

A estabilidade do servidor público não é privilégio

por Renato Souza

Tendo em vista o andamento de Projeto de Lei que prevê o fim da estabilidade no serviço público, relatado pelo Senador gaúcho Lasier Martins, convém fazer algumas reflexões sérias a respeito, sobretudo para desfazer certos censos comuns que não condizem com o instituto da estabilidade na grande maioria dos países democráticos.

Em primeiro lugar, cabe afirmar que a estabilidade do servidor público não é nenhum tipo de privilégio decorrente da legislação brasileira, ela é um dos pilares mais importantes das democracias liberais modernas, e existe na maioria dos países democráticos.

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À margem da fala de Macron, por Pedro Augusto Pinho

À margem da fala de Macron

por Pedro Augusto Pinho

Entre as mais evidentes características da pedagogia colonial está o tratamento, a associação de substantivo a determinado adjetivo, repetido com tanta frequência e insistência, por todas as formas de comunicação, que os antagonistas deste poder escravizador, desta ideologia colonial ficam marcados de forma agressiva, humilhante ou repulsiva.

Os Presidentes da República Bolivariana da Venezuela, desde Hugo Chávez, em 1999, são eleitos pelo voto, através de sufrágio universal e direto. A duração dos mandatos é de 6 anos e o presidente pode ser reeleito, depois de referendada pela povo a emenda constitucional de 15 de Fevereiro de 2009. No entanto quer Chávez quer Nicolás Maduro sempre são mencionados como ditadores.

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Geddel é um gato morto que deve ser ressuscitado, por J. Carlos de Assis

Geddel é um gato morto que deve ser ressuscitado

por J. Carlos de Assis

Não gosto de chutar gato morto. Para todos os efeitos, dado o caráter absolutamente indefensável de seu crime de acumulação de dinheiro ilegítimo, Geddel Vieira Lima é um gato morto, à espera apenas da sentença. Sua sobrevida só pode ocorrer numa circunstância: ressuscitar-se mediante uma delação premiada de seus comparsas, entre os quais não surpreenderia a presença de Michel Temer. Entretanto, no mundo da Lava Jato e de suas congêneres, delação premiada não segue um curso linear. Às vezes tem sido forçada mediante tortura psicológica, porém de uma forma cuidadosa, debaixo dos panos.

É que, dado o exemplo de Antônio Palocci, não basta fazer delação premiada, com ou sem tortura. É preciso que a delação pareça espontânea. Do contrário, um bom advogado pode derrubá-la em juízo sob a alegação bastante provável de que ela resultou de tortura psicológica não baseada em provas. Como o juiz Moro e seus promotores de Curitiba é gente altamente inteligente, provavelmente combinaram com Palocci que não lhe daria o prêmio pela delação agora, mas em momento insuspeito do futuro, eventualmente após condenação definitiva de Lula.

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Ligando os pontos, por Florestan Fernandes Jr

Sugestão de Josias Pires

Ligando os pontos

por Florestan Fernandes Jr

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Em 2007 a Petrobras descobre campos enormes de petróleo em águas ultra-profundas do nosso litoral. Uma reserva de mais de 80 bilhões de barris de petróleo. 

Um ano depois, em janeiro de 2008 foram roubados 4 laptops e 2 HDS com informações sigilosas da bacia de Santos. Dados de 30 anos de pesquisas da Petrobras no valor estimado de 2 bilhões de dólares. 

Em 30 de outubro de 2009, o WikiLeaks uma organização transnacional com sede na Suécia publica em sua página informações “vazadas” de governos e empresas assuntos estratégicos de interesse público. No documento, o nome do juiz Sérgio Moro é citado como participante de uma conferência promovida pelo programa Bridges Project (“Projeto Pontes”), vinculado ao Departamento de Estado Norte-Americano, cujo objetivo era “consolidar o treinamento bilateral [entre Estados Unidos e Brasil] para aplicação da lei”.

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Palocci, o ouro de tolo de Moro, por Edivaldo Dias de Oliveira

Palocci, o ouro de tolo de Moro

Nem tudo que reluz é ouro (dito popular)

por Edivaldo Dias de Oliveira

Depois de amanhã quarta feira, é dia 13, número emblemático do PT e de todxs nós petistas, com ou sem carteirinha, como eu.

É também o dia do segundo depoimento de Lula, frente a frente com Moro em segundo processo. No primeiro, dizem, Lula ganhou de lavada, aplicando-lhe uma surra merecida, mas o juiz é o dono da bola e Lula foi condenado. Também será condenado nesse segundo enfrentamento, mas parece que Moro não quer tomar mais uma surra do condenado como da outra vez, mas vai.

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Mortos-vivos na paisagem tropical, por Felipe Costa

Mortos-vivos na paisagem tropical

por Felipe A. P. L. Costa

Fazer previsões é uma das características do conhecimento científico. Em biologia da conservação, a ciência da escassez, isso inclui arriscar palpites sobre as chances de persistência de populações naturais. Não se trata de promover chutes, mas sim de obter estimativas criteriosas fundadas em métodos rigorosos. Certas técnicas de análise, por exemplo, permitem estimar a probabilidade de persistência de uma população durante um dado período de tempo. Desse modo, é possível descobrir quantos indivíduos de uma espécie (vegetal ou animal) são necessários para ter uma população mínima viável. Esta expressão envolve noções importantes. Mínima, por exemplo, indica que existem atributos biológicos da espécie ou circunstâncias ecológicas que governam a probabilidade de extinção; viável salienta o interesse na persistência de populações no longo prazo – algo como 100 anos ou mais.

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Sem votos

A caravana de Lula segue e a “Bridge Project Band” desafina, por Armando Coelho Neto

A caravana de Lula segue e a “Bridge Project Band” desafina

por Armando Rodrigues Coelho Neto

As páginas do roteiro são incertas. Mas, a usina do golpe está fora de nossas fronteiras e isso é fato consumado. Além da metodologia manjada, consta na WikiLeaks que em 2009, já havia menção ao juiz Sérgio Moro, como participante do “Bridge Project” (Projeto Pontes). Qualquer semelhança com o projeto “Ponte para o Futuro” do impostor Fora Temer pode ser mera coincidência. Também por coincidência, datam daquela data as urdiduras que resultaram em projetos que mais tarde foram convertidos em leis sancionadas pela Presidenta Dilma Rousseff, que, aliás, acabaram se voltando contra o Partido dos Trabalhadores, conforme conveniência.

Não indicadores isolados. Logo os brasileiros tomaram conhecimento das espionagens contra a legítima Presidenta Dilma Rousseff, praticadas pelos bisbilhoteiros americanos, que desde cedo buscavam os caminhos para a tacada final. Ainda que burramente, dentro e fora da PF fosse alardeado que o PT havia aparelhado a instituição, o partido não conseguiu emplacar sequer um carcereiro e não se tem notícia de que na Receita, Justiça e Ministério Público o partido tenha conseguido encaixar um chefe de protocolo. Como o problema não era gestão nem de roubalheira, coisa e tal, os meios de comunicação assumiram o lado promíscuo da sabotagem. Moralismo uma ova!

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Comunicado de falecimento, por Pedro Augusto Pinho

Comunicado de falecimento

por Pedro Augusto Pinho

É com tristeza e desesperança que a maioria absoluta do apático povo brasileiro, com a omissão de suas forças armadas, comunica o falecimento do Estado Nacional Brasileiro (Brasil).

O Brasil sofria há 517 anos de uma doença grave, conhecida pelo nome "país colonizado". As diversas tentativas de cura, usando os mais diferentes métodos terapêuticos, pelos doutores Getúlio Vargas, Juscelino Kubitscheck, João Goulart, Ernesto Geisel, Leonel Brizola, Lula da Silva e Dilma Rousseff sempre resultaram em algum tipo de golpe.

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Mefistófeles cobra o preço a Janot em seu ocaso..., por Eduardo Ramos

Mefistófeles cobra o preço a Janot em seu ocaso...

por Eduardo Ramos

Mefistófeles cobra o preço a Janot em seu ocaso...

Dá uma tristeza danada... Vermos a seriedade e a dignidade de um Eugênio Aragão e esse arremedo de procurador, essa lástima, essa vergonha ambulante que se chama Rodrigo Janot...

Perdeu-se de si mesmo, perdeu todos os parâmetros do que é digno, é como um ser que se deixa corromper pela primeira vez, e numa espécie de surto moral e existencial se joga na lama de vez, e nela chafurda sem perceber a sujeira grudada em seu corpo, o mal cheiro, nada o afeta mais o jogo, a farsa, têm que seguir até o fim...

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O depoimento de Palocci e o TRF4, por Ion de Andrade

O depoimento de Palocci e o TRF4

por Ion de Andrade

O depoimento de Palocci fala antes de tudo dele mesmo: um traidor. A sua traição não significa que os fatos que narra sejam verdadeiros, ele é traidor porque, para salvar-se, não ponderou ferir o projeto popular encarnado por Lula onde construiu a totalidade da relevância pessoal que agora vende. Em tempos de Golpe de Estado 2.0 Palocci é um Silvério dos Reis 2.0.

Palocci usa o artifício de relatar fatos que parecem verossímeis, mas que só ele e Lula saberiam, reuniões a dois onde teria sido informado sobre isso e aquilo. A “força” do que diz não vem de provas, vem do fato de que desfrutou de uma confiança de amigo íntimo do personagem que trai e de ter convivido com a intimidade do seu governo. A fragilidade maior da sua delação vem do fato de que, apesar dessa longa convivência, mais uma vez, como tantos outros, ele não agrega provas.

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