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Opinião

Tem(er) uma pedra no meio do caminho, é preciso ver além para suplantá-la, por Franklin Jr

“O inferno dos vivos não é uma coisa que será; se há algum, é aquele que já está aqui, o inferno que habitamos todos os dias, que formamos estando juntos. Há dois modos para não o sofrermos. O primeiro torna-se fácil para muitos: aceitar o inferno e fazer parte dele até o ponto de não vê-lo mais. O segundo é arriscado e exige atenção e aprendizagem contínuas: buscar e saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e fazê-lo durar, e dar-lhe espaço.” 
(Ítalo Calvino, in: Le cittá invisibili, Einaudi, Torino 1972).

Tem(er) uma pedra no meio do caminho, é preciso ver além para suplantá-la

por Franklin Jr

Não nos equivoquemos, a continuação do golpe se expressa pela manutenção do usurpador ou por sua substituição, via eleição indireta, por um outro postiço qualquer, como querem as oligarquias midiáticas e financeiras, pilares da pós-verdade e da extorsão nacional, que mais lucram com o descalabro induzido num país que destina cerca de 43% do seu orçamento para pagamento de juros, amortizações e refinanciamento de uma dívida pública irreal, único do mundo, ao lado da Estônia, que não taxa lucros e dividendos e nem tributa grandes fortunas, dilatando a farra institucionalizada dos predadores da nação.

Por conseguinte, as saídas que desejamos democraticamente, seja por meio de um novo sufrágio ou da anulação do impeachment, são a antítese do golpismo, e optar pela bandeira das eleições diretas não é impeditivo para que se opte também por defender a anulação do golpe.

Se a intenção é nos valermos de todos os mecanismos disponíveis para estancar o retrocesso e superar a crise, o mínimo que podemos ao menos tentar fazer é concatenar as estratégias, na esperança de que vingue algo positivo.  

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Temer é pior que Cunha e destruirá o país para não perder o cargo usurpado, por Diogo Costa

Temer é pior que Cunha e destruirá o país para não perder o cargo usurpado

por Diogo Costa

PENSEM EM EDUARDO CUNHA E MULTIPLIQUEM POR MIL - Eduardo Cunha comprou Deus e todo mundo no final de 2014, com dinheiro de empreiteiras e da JBS, para se eleger como presidente da Câmara dos Deputados.

A Lava Jato já existia desde 17 de março de 2014 e até o mundo mineral sabia do envolvimento dele nessas investigações. O fato é que a operação de compra de deputados foi muito bem sucedida e Cunha se elegeu com uma grande votação, já em primeiro turno, no dia 1º de fevereiro de 2015.

De fevereiro a setembro Cunha, Temer e Aécio chantagearam Dilma com todas as armas possíveis - e sem sucesso - para que ela interrompesse de alguma forma as investigações da Lava Jato.

Uma das principais batalhas de Cunha, Temer e Aécio era para conseguir que Dilma não reconduzisse Rodrigo Janot para um segundo mandato como Procurador-Geral da República. Leia mais »

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Eleições diretas ou indiretas? Eis a questão, por Marcio Valley

Eleições diretas ou indiretas? Eis a questão

por Marcio Valley

Existem bons juristas que defendem a tese de que a perda de mandato ou cassação do diploma por decisão da Justiça Eleitoral não caracterizam a dupla vacância (presidente e vice) de que trata a Constituição ao determinar a eleição indireta (CF, art. 81, § 1º). Essa, inclusive, era a orientação geral seguida pela Justiça Eleitoral ao longo dos anos, que somente agora, casuisticamente, começa a ser questionada pela Procuradoria Geral da República.

Segundo esse entendimento, a dupla vacância somente ocorreria na situação de renúncia, impeachment ou morte. Por quê? Porque são fatos posteriores à eleição legítima. Dito de outro, somente mandatários eleitos licitamente ensejam a vacância do cargo para o qual foram eleitos.

Diferentemente disso, a declaração judicial de ilegitimidade da eleição desconstitui a própria eleição. Isso implica, por assim dizer, reconhecer a inexistência de eleição, de modo que não seria possível a existência de vacância de pessoas que nunca foram eleitas legitimamente.

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Congresso desmoralizado vai escolher um novo fantoche?, por Marcos Augusto Gonçalves

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Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - Em coluna publicada hoje (22) na Folha de S. Paulo, Marcos Augusto Gonçalves, jornalista e editor da ‘Ilustríssima’, fala sobre a crise política brasileira, criticando o senador afastado Aécio Neves (PSDB). Ele afirma que é com “satisfação” que se vê suprindo a ausência do “ex-senador” dentro do jornal. “Alivia-se o leitor de suas chorumelas”, afirma. 
 
Para Gonçalves, chama a atenção a defesa do presidente Michel Temer por setores da opinião pública, já que a peça acusatória do procurador-geral Rodrigo Janot, mesmo com fragilidades, “não deixa dúvida do que se trata”.
 
“Temer não reúne condições morais e não tem apoio da população para governar”, diz o jornalista, que afirma que as eleições indiretas iriam facultar ao “Congresso desmoralizado a escolha de um novo fantoche”. 

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O único poder do Temer e as perspectivas do golpe, por Jeferson Miola

O único poder do Temer e as perspectivas do golpe

por Jeferson Miola

O único poder que Michel Temer ainda possui é o poder de não renunciar.  Ele não consegue quórum nem em jantares no Palácio; está esvaziado e acuado, sem credibilidade e legitimidade. Temer, enfim, desmanchou; foi engolido pelas acusações graves e indesmentíveis de crimes.

Ele só não renuncia porque é mantido pelo PSDB. Quando os tucanos debandarem – e esta é uma hipótese que poderá se materializar em breve – Temer chega ao fim.

Com a não-renúncia, Temer no máximo consegue adiar a solução final, porém fica isolado, sem poder de mando administrativo e capacidade política.

Enquanto isso, com a irresponsável teimosia dele e dos seus generais Padilha e Moreira Franco, que desesperadamente se agarram ao foro privilegiado, o Brasil toma o rumo da depressão.

Temer só não recebeu o veredicto final porque as frações do bloco golpista ainda não conseguiram consenso sobre o caminho a seguir para a continuidade do golpe.

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Para onde mais irá o dinheiro arrancado com a suspensão dos direitos dos brasileiros durante a gestão TEMER?

Beto Barata/PR

do Psicanalistas pela Democracia

Além de pagar a babá do Michelzinho, os vestidos de Marcela e a mesada de Cunha para onde mais irá o dinheiro arrancado com a suspensão dos direitos dos brasileiros durante a gestão TEMER?

Temer, seu governo e seus aliados chegaram ao fundo do poço. Começa agora o espetáculo dantesco daquele que chegou ao poder sem qualquer legitimidade, apoiado por forças que não desejam o bem do país e nem de seus cidadãos e que fora apoiado e insuflado por grupos neofascistas que, cada vez mais inúteis e perdidos, observam todos os dias a desgraça em que meteram o país. Já saíram às ruas para pedir o FORA TEMER, juntamente com a Globo, o Estadão e todos os que contribuíram para essa mixórdia nacional.

A Globo, percebendo sua credibilidade cair em queda livre em suas tentativas desesperadas de apoiar um governo que tem 2% de aprovação, decide dar carta branca para o fim da era Temer sob pena de ser ridicularizada pelos seus próprios telespectadores.

No conjunto, sabíamos da irresponsabilidade desse que é o grupo pró-impeachment, pró-golpe e, desde cedo, sabíamos que sua estratégia seria propagar violência e ruína. Suas bravatas desmancham todos os dias uma a uma, mas eles não cedem. Cegos como cães raivosos perderam a capacidade de ver, ouvir e argumentar e, mesmo agora, não esquecem que a cada frase devem ofender e denegrir o PT com mais duas, verdadeira obsessão dos monotemáticos articuladores do desastre-Brasil e que, agora que seu líder mergulha em queda livre querem sair por cima.

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O fascismo nosso de cada dia ... ou quem será comido primeiro?, por Fernando Horta

O fascismo nosso de cada dia ... ou quem será comido primeiro?

por Fernando Horta

Muitos colegas, professores e pesquisadores da área de humanas torcem o nariz quando ouvem o termo “fascismo” para descrever o momento atual do país. Pensam que é uma demasia. Respeito opiniões em contrário, mas creio que já estamos sim dentro do espectro do fascismo. O fascismo não é um estado em que a sociedade entra, de uma hora para outra, com líderes gritando em microfones, matando pessoas, fazendo guerras, atacando os direitos das minorias e etc.. Isto é muito clichê. As imagens, normalmente em preto e branco, com um líder fardado falando e uma massa organizada respondendo, formam uma estética característica que, quando comparada com as cores atuais, manifestações de ruas e a ausência de uma liderança forte, parecem demonstrar que as duas coisas não são semelhantes. Daí as pessoas acharem “demasiado” se falar em fascismo.

Ocorre que o fascismo, tem algumas linhas clássicas de explicação. Uma delas passa pela análise da psicologia dos indivíduos e argumenta que o fascismo é um comportamento. Não é algo inoculado no indivíduo, de fora para dentro. Mas algo que é pré-existente em muitas pessoas, embora silenciado quando em uma sociedade sadia (com limites e regras igualitárias, respeito pelos direitos individuais e etc.). Durante muito tempo, os historiadores se perguntaram como uma sociedade como a alemã, cujo lastro cultural remonta à Idade Média, sucumbiu ao irracionalismo tão abruptamente? Uma das explicações – que hoje é bastante repelida – falava da genialidade maléfica de Adolf Hitler. Um indivíduo extremamente inteligente, sagaz e com uma retórica insuperável. Este “mal encarnado” teria hipnotizado toda uma nação e criado o nazismo.

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Entre o Raiz e o Nutela, a saudade do Estadão da ditadura, por Armando Coelho Neto

Entre o Raiz e o Nutela, a saudade do Estadão da ditadura

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Num editorial de 19 de Maio, o jornal Estadão veiculou editorial chamando a atenção para o grave momento da vida nacional, que vai entrar para a história “como aquele em que a irresponsabilidade e o oportunismo prevaleceram sobre o bom senso e sobre o interesse público”. A crítica diz respeito à “irresponsabilidade na divulgação de trecho pontual das gravações clandestinas feitas por Joesley Batista”. Condena quem o fez, por ignorar os reflexos na economia, repetindo advertência feita pelo jornalista Luis Nassif, neste GGN, nos primórdios da operação Carne Fraca. Crítica válida, aliás, para a devastação provocada pela Farsa Jato no cenário econômico nacional e internacional.

O jornal detona atitudes tomadas “por gente que julga ter a missão messiânica de purificar a política nacional”. Mas ignora a seu papel na Farsa Jato, quando os vazamentos foram e são convenientes e pouco importou a contribuição para “a instabilidade permanente, que trava a urgente recuperação do País e joga as instituições no torvelinho das incertezas – ambiente propício para aventureiros e salvadores da pátria”. Ora, ora! Está a reclamar de seu próprio papel na desestabilização no país, quando ajudou a criar no seio da opinião pública o clima propício para o golpe. Alheios a 54 milhões de votos, o Estadão e seus asseclas criaram o clima para “qualquer coisa menos Dilma/Lula/PT”. Hoje, o editorial quer fazer de “Michel Qualquer Coisa” uma vítima.

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Os Brasis: contra-golpes, por Arkx

Os Brasis: contra-golpes, por Arkx

na guerra de famiglias a cleptocracia mordeu o próprio rabo. para não ser demolida como as empreiteiras, a JBS recusou-se a seguir mansamente ao abatedouro.

a distância entre Marcelo Odebrecht e Joesley Batista é o tamanho do racha dentro da plutocracia brasileira. um apodrecendo na Guantánamo da Lava Jato & Associados, até delatar Lula; enquanto o outro, com sua “campeã nacional” sob a proteção de USA Incorporation, incrimina Temer e os golpistas.

a realidade se encarregou de comprovar não ser possível qualquer êxito sustentável para empresas multinacionais brasileiras sem o suporte de uma política de Estado. a internacionalização é acompanhada de inevitáveis conflitos de interesses, não apenas com empresas estrangeiras, mas principalmente envolvendo as grandes questões da geopolítica mundial.

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Carta ao meu amigo coxinha, por Sergio Saraiva

Carta ao meu amigo coxinha

por Sergio Saraiva

Qual a solução para a atual crise política do Brasil?

Simples.

Primeiramente, Fora Temer. Depois, a Dilma volta e completa o mandato interrompido. Eleições gerais em 2018 e a gente finge que nada aconteceu. Vida que segue.

Você acha minha proposta absurda?

É, talvez seja mesmo.

Mas é pelo menos tão absurda quanto a de Michel Temer continuar no poder e a gente fingir que nada está acontecendo.

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Ainda sobre os dilemas das lutas por Diretas e pelo Anula..., por Franklin Jr

Ainda sobre os dilemas das lutas por Diretas e pelo Anula...

por Franklin Jr

Ainda sobre os dilemas das lutas por Diretas Já e pela Anulação do Impeachment fraudulento, a minha posição hoje é seguir apoiando a anulação (independentemente de se lideranças da esquerda apoiem ou não; independentemente de se a própria presidenta legítima, Dilma Rousseff, apoie tácita ou explicitamente, ou não; independentemente de se configurar uma improbabilidade de vitória do ponto de vista da ‘realpolitik’; apoio porque é uma luta absolutamente correta), e observar mais e tentar melhor compreender o movimento por eleições antecipadas, inclusive se se trata de eleições apenas para presidente ou se seriam eleições gerais.

Ontem (19/05), a presidenta Dilma declarou que "a única saída para a crise são eleições diretas, já!". Ao invés de ter dito que eleições diretas (só pra presidente ou gerais?) são "a única saída" para a crise, ela poderia ter dito que é uma das saídas. Não achei muito feliz esta afirmação dela, pois negliencia outra saída, que a meu ver é a mais decente e legítima, que é a própria anulação do impeachment fraudulento, inconstitucional e, por todos agora sabidamente, criminoso. Há um movimento organizado pela anulação do impeachment, acho que ela e outras lideranças democráticas deveriam ser mais cuidadosos com o que dizem. 

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Re-evolução, por Fernando Nogueira da Costa

Re-evolução

por Fernando Nogueira da Costa

O instinto da competição predomina entre os capitalistas? O instinto da cooperação entre os socialistas? Há tais predominâncias nas bagagens genéticas de seres humanos?

A definição de “instinto” está na diferença entre a mente com a qual nascemos e a mente que formamos via aprendizado, cultura e socialização. Então, instinto é essencialmente a parte do nosso comportamento que não é fruto de aprendizado. Contudo, nosso meio-ambiente socioeconômico e institucional e, portanto, nosso aprendizado, podem ter influência no modo pelo qual nossos instintos se expressam.

O instinto é constituído de elementos humanos herdados de ação, desejo, razão e comportamento. Esses instintos especificamente humanos são aqueles que se formaram durante nosso tempo na savana. Essas características são genéticas.

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O país que se tornou o lar dos canalhas, por Carlos Motta

​O país que se tornou o lar dos canalhas

por Carlos Motta

Durante décadas o Brasil foi o país do carnaval, o país do futebol, o país das praias e mulatas, o país do futuro, o gigante bobo.

E também o país da desigualdade, o país da violência no campo e na cidade, o país da miséria, o país da ignorância.

O ninho dos oportunistas, o lar dos especuladores, o berço dos aproveitadores.

Até que, durante uma década, o Brasil fez um esforço para superar aquilo que o notável cronista Nelson Rodrigues diagnosticou como "complexo de vira-lata", o irresistível desejo de se autodepreciar, de se mostrar sempre inferior aos outros, em todas as áreas.

Aos poucos, o mundo foi vendo um outro Brasil, mais sério, mais otimista, mais criativo, mais competente na tarefa de levar a sua população a viver com menos dificuldades, a realizar seus sonhos e não abandonar a esperança de possibilitar a seus filhos um conforto que não teve.

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Imagens

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Nestlé e o fim da Era Brabeck, por Franklin Frederick

Nestlé e o fim da Era Brabeck

por Franklin Frederick

Publicado originalmente em http://www.thedawn-news.org/2017/05/04/nestle-and-the-end-of-the-brabeck...

O século XX tem sido caracterizado por três desenvolvimentos de grande importância política: o crescimento da democracia, o crescimento do poder corporativo e o crescimento da propaganda corporativa como um meio de proteger o poder corporativo contra a democracia". (Alex Carey)

Na quinta-feira, 06 de abril, Peter Brabeck-Letmathe, 72 anos, participou pela última vez da Assembleia Geral da Nestlé como Presidente do Conselho de Administração. Ele trabalhou 50 anos para a Nestlé, 20 anos como Presidente do Conselho. Ninguém pode negar que ele é um homem muito inteligente e um brilhante estrategista, sempre pronto a defender suas ideias em público. Ele tem aparecido com tanta frequência em filmes e na mídia em geral que se tornou um tipo de celebridade dentre os diretores executivos. Ele e seu compatriota Arnold Schwarzenegger, com quem compartilha muito em comum, são provavelmente os mais conhecidos austríacos contemporâneos no mundo. Suas opiniões sobre Economia e Política parecem vir como um direito de nascimento natural diretamente da Escola Austríaca de Economia que surgiu em Viena no final do século XIX, como “uma reação contra as reformas socialistas. Opondo-se aos regulamentos públicos e à propriedade, a Escola Austríaca criou um universo paralelo no qual os governos não aparecem senão como uma carga (...)”  de acordo com o economista Michael Hudson.(1).

Em suas respectivas capacidades – Peter Brabeck como diretor executivo da Nestlé e também como membro do Conselho de Administração  de várias outras companhias; Arnold Schwarzenegger como Governador da Califórnia - eles fizeram todo o possível para proteger o mundo contra o mal do Estado de Bem-Estar Social, defender as empresas privadas das regulamentações governamentais e caçar o Bem Comum onde quer que pudessem encontrá-lo, pregando o Evangelho da Privatização como a salvação da economia, ou mesmo da civilização em si. No entanto, foi Peter Brabeck e não Arnold Schwarzenegger quem conseguiu uma influência mais profunda e duradoura sobre a economia e a sociedade em geral. Portanto, é importante ter um olhar mais atento sobre o seu legado.

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Devagar com o andor que o santo é de barro, por Fernando Horta

Devagar com o andor que o santo é de barro

por Fernando Horta

Desde que os parlamentares fizeram o criminoso impeachment de 2016, e que o STF se calou, nossas instituições praticamente inexistem.

Temos visto um pipocar de casuísmos e autoritarismos. O abuso da violência não tem encontrado limites, desde rasos policiais e seus cassetetes, até empolados juízes e suas liminares. De cima a baixo, o Brasil virou um amontoado de entulhos institucionais em que uns são obrigados à força cumprirem, outros não se incomodam com estas "bobagens". O que diferencia a possibilidade de descumprir as leis pode ser sua cor de pele, seu extrato bancário, suas relações familiares com o poder ou mesmo sua proximidade com os centros destes poderes nus.

Não precisamos aqui falar de Renan descumprindo decisão do Supremo, de policial quebrando (com gosto) cacetete no rosto de jovens manifestantes ou de Geddel usando seu cargo como salvaguarda para manter seus escusos interesses financeiros. O detalhe é que nada aconteceu em nenhum destes casos. Para um país que quer se mostrar severo, ao gastar milhões numa investigação sobre pedalinhos e tickets, não punir os absurdos que ocorrem todos os dias parece um contrassenso.

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