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Opinião

Revolução à Vista, por Jair Antonio Alves

Revolução à Vista

por Jair Antonio Alves

Revolução a vista ou homologação do Golpe? Diante do inesperado crescimento da campanha pela anulação do Impeachment da ex-Presidênta, Dilma Rousseff, nos últimos dias, e com a adesão em massa dos Artistas e Personalidades brasileiras tudo leva a crer que estarmos diante de um “fato” novo. O mais surpreendente de tudo é que, se isto for levado a cabo (e tudo indica), já está nos “planos” dos artífices do mesmo Golpe “armado”, como se sabe, a partir do dia seguinte a 26 de outubro de 2014.

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As instituições estão funcionando para quem?, por Paulo Lemos

As instituições estão funcionando para quem?

por Paulo Lemos

Se Lula tem a propriedade oculta do triplex do Guarujá, ou se é dono dos pedalinhos, nem eu, nem você, nem o Sérgio Moro sabe ao certo. A verdade é essa!

No caso, em se tratando de processo penal, no mínimo, o princípio da presunção de inocência e o do "in dubio pro reo" deveriam prevalecer, como ensina basicamente a unanimidade da literatura e se extrai da jurisprudência mansa e pacífica dos tribunais, até por força da Constituição e de tratados internacionais ratificados pelo Brasil.

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Temer Versus Temer, por Almir Forte

Temer Versus Temer

por Almir Forte

No Brasil está em em curso há mais de um ano o Golpe, que poderia ser definido segundo o Código Penal, como “crime continuado”. Começou com a substituição da Presidente eleita Dilma Rousseff – que não cometeu nenhum crime – pelo vice-presidente Temer, uma espécie de marionete do mercado financeiro, que em seu primeiro ato congelou os investimentos sociais por vinte anos, aprovou a lei de terceirização irrestrita em todas as atividades, fez a Reforma Trabalhista que enterrou a CLT e já enviou ao Congresso a lei de Reforma da Previdência para dificultar e/ou acabar com o direito a aposentadoria.

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Finalmente, um evento que honra o que é o Ministério Público, por Breno Tardelli

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Foto: Reprodução

Do Justificando

Finalmente, um evento que honra o que é o Ministério Público

por Breno Tardelli

Fico muito feliz em saber que finalmente o Ministério Público organizou um evento à altura de seu trabalho em desfavor da população. Quem conseguiu a proeza do sincericídio foi a sucursal do Rio de Janeiro que chamou seus melhores think tanks para brindar-nos todos com brilhantismo de suas análises sobre a bandidolatria, o democídio e com reflexões de Kim Kataguiri sobre segurança pública. 

Para quem não conhece muito a instituição, trata-se de uma excelente oportunidade de entender bem de perto o chorume generalizado que escorre da boca de promotores e promotoras de justiça todos os dias. Quem imagina que Danilo Gentili é o ápice da miséria da humanidade é porque não esteve em um ambiente de membros do Ministério Público. Duvida? Pois então vá ao evento e veja com seus próprios olhos. Inclusive, ajudo você e deixo abaixo a programação para maiores informações:

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A Lava jato, a sentença condenatória e o eterno retorno, por J. Berlange

A Lava jato, a sentença condenatória e o eterno retorno

por José Berlange Andrade

A lava-jato constitui um regresso de eras que interrompe e põe em crise o esforço científico-tecnológico e, também, o avanço prático-jurisprudencial que assinala o aperfeiçoamento do direito penal.  O que se testemunha no Brasil, é o rompimento de um dos pilares da Civilização Ocidental: o conjunto da força-tarefa está renunciando ao monopólio que garante a legitimidade e a especialidade do Poder Judiciário de conhecer e julgar fatos históricos tipificados como crime, na medida em que esta nova prática refunda a institucionalização da ‘última palavra’ para adjudicação dos conflitos sociais, transferindo-a à imprensa familiar-corporativa-partidária.

Do ponto de vista das chamadas fórmulas procedimentais para construção do pronunciamento da verdade, a lava-jato está inovando: o juiz está orientando-se por um critério misto:  atua sob o critério da livre convicção conectado com a prática inquisitorial que acumula funções ambíguas especializadas para obter resultados mediante a busca da confissão, combinada com oferta de premiação e exercício de tortura.

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Ovos, escrachos, e a indiferença, por Carlos Motta

Ovos, escrachos, e a indiferença

por Carlos Motta

A semana passada foi de lascar, cheia de acontecimentos trágicos que, fosse o Brasil uma nação desenvolvida, com um povo minimamente educado e consciente de sua cidadania, hoje as ruas estariam cheias de barricadas, com molotovs cuspindo um fogaréu glorioso, e a multidão, enfurecida, faria valer os seus direitos na marra.

Como, porém, somos uma república de bananas, o máximo que se vê de indignação contra a quadrilha que tomou de assalto o Palácio do Planalto e destrói, sem nenhuma piedade, o pouco de democracia que havia por aqui, é uma ou outra manifestação nas ruas, e muito blá-blá-blá - ou seja, nada que incomode os golpistas.

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No rastro do ódio semeado, surge uma trilha rumo a um Brasil na contramão da felicidade, por Hildegard Angel

No rastro do ódio semeado, surge uma trilha rumo a um Brasil na contramão da felicidade

por Hildegard Angel

As pessoas se assustam com a crescente onda de obscurantismo no Brasil. A truculência que arrebata nosso cotidiano, em todos os campos de relações, nos estádios de futebol, discussões de trânsito, desavenças de vizinhos, pequenas discórdias do cotidiano, que antes seriam resolvidas com um aperto de mão ou um desaforado palavrão, daqueles ‘caseiros’, hoje resultam em violentas agressões morais e físicas, até em morte.

Esquadrões de trogloditas musculosos, cheios de endorfina para brigar (e não para amar), são arregimentados, bastando uma compartilhada de Facebook, e vão às dezenas, centenas, aos milhares, barbarizar nas finais de campeonato, em manifestações políticas, discotecas ou bares da madrugada. São hordas e hordas de acéfalos tatuados, deformados pelos anabolizantes proibidos, tanta musculatura que são obrigados a andar meio curvos, fazendo lembrar os antepassados pré-históricos, pré-Civilização, da Idade da Pedra.

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O recall da Era Lula impede um novo Collor eleito de se sustentar no Poder, por Alexandre Tambelli

O recall da Era Lula impede um novo Collor eleito de se sustentar no Poder

por Alexandre Tambelli

Lendo a postagem do Viomundo baseada em pesquisa do Poder 360: notícia ruim para Lula não é ascensão de Bolsonaro, mas desejo de mudança - http://www.viomundo.com.br/…/noticia-ruim-para-lula-nao-e-a… - surgiu o contraponto abaixo. 

O recall da Era Lula impede um novo Collor eleito de se sustentar no Poder.

Pesquisas de opinião de cenários eleitorais sem horário eleitoral e debates não produzem efeito prático, senão, o PSDB venceria antecipadamente sempre que disputou com o PT, em 2002, 2006, 2010 e 2014.

Não deixemos de ponderar em cenários eleitorais antecipados que o brasileiro médio tem nos momentos do cotidiano que se informa sobre a economia, a política e a realidade brasileira o intermediário: velha mídia, em especial o JN misturado com um modelo “Datena de comunicação” ou Globonews dependendo da classe social, e enveredando pró ou contra Lula (atualmente nem o contraponto do Lula Presidente temos) através de uma voz única em direção de sua destruição.

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Carta-aberta a porta-voz da direita, por Fernando Nogueira da Costa


Foto: Fecomercio/SP

Por Fernando Nogueira da Costa[1]

Caro Samuel Pessôa,

Aqui eu lhe respondo por não ter o palanque pré-eleitoral de quem se arvora em porta-voz da direita brasileira na “grande imprensa burguesa”. Imagino que já deu um sorrisinho esnobe com tal expressão old-fashioned, típica de “jovens dos anos 1960”. Estes, em sua desqualificação de toda minha geração, “são os idosos da segunda década do século 21 sequestrados por um patético complexo de Peter Pan”.

Decerto, com 54 anos, você é um jovem físico com doutorado em Economia, ambos pela USP. É pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, sócio da consultoria Reliance e colunista da Folha. Mas tenho apreço por ti não por isso, mas sim por ter demonstrado tolerância com ideias alheias quando era meu colega no IE-UNICAMP. Não era sectário e me dizia que, como bom cientista, gostava de entender a racionalidade dos pensamentos diferentes do seu neoclássico.

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Construindo foguetes em pleno voo, por Federico Vega

Construindo foguetes em pleno voo

por Federico Vega

Os mercados econômicos, geralmente, nomeiam de startups aquelas empresas que são capazes de crescer rapidamente, em média 50% ao ano, resultando em um impacto significativo sobre as indústrias em que estas empresas operam. Enquanto esse crescimento acontece, essas companhias tentam se estruturar, ou seja, manter um ambiente de trabalho organizado, onde existam fluxos sobre o trânsito de informações, por exemplo, em todos os níveis da empresa.

Os executivos dessas startups devem ter claro para qual direção a companhia está indo e a estratégia que está sendo seguida para atingir os objetivos. A cultura empresarial de uma empresa nova deve ser moldada com cuidado, tendo os mais experientes executivos envolvidos em cada nível e decisão, o foco sempre deve ser oferecer aos funcionários um ambiente de trabalho positivo, onde todos são ouvidos, cuidados e valorizados. Esta é a razão principal de sentir que as startups são um lugar arejado em pensamentos, divertido e valioso para se trabalhar.

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Lula não é o primeiro, nem será o último, por Henrique Fontana

Foto Lula.com

Lula não é o primeiro, nem será o último

por Henrique Fontana

Lula não é o primeiro presidente condenado na história do Brasil, como quer fazer crer a grande mídia, antes dele João Goulart e Juscelino Kubitscheck já haviam sido condenados por “crimes políticos”, e da mesma forma tiveram seus direitos políticos cassados em um outro golpe, o de 1964. Dilma Rousseff também pagou por um crime que não cometeu, que sequer existiu. Isso sem falar em Getúlio Vargas. Os golpes de classe, militares ou não, invariavelmente, condenam presidentes dos períodos democráticos anteriores, e também, invariavelmente, buscam se manter no poder sem ter que se sujeitar ao incômodo das eleições e do voto popular. Mais de vinte anos de ditadura e um de Temer que o digam.

O juiz Sérgio Moro é peça de uma engrenagem complexa, e sua sentença sem provas contra Lula, parte de uma operação com evidente caráter político. Claro que desejamos que aqueles que cometeram crimes de corrupção sejam punidos, dentro do devido processo legal, nos marcos da Constituição Federal, sem exceções. Mas a inversão do ônus da prova, que na decisão de Moro cabe ao acusado e não aos acusadores, revela mais uma face do regime de exceção que se instala no país, e todo o risco que isto significa ao Estado Democrático de Direito.

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Golpe atrás de golpe e a esperança só pode ser a última que morre, por Matê da Luz

Golpe atrás de golpe e a esperança só pode ser a última que morre

por Matê da Luz

“É o governo mais imaturo que presenciamos” – assim escreveu um colega em seu mural no Facebook. Não estava analisando detalhadamente os últimos episódios tristes que acometeram nosso País mas, de forma fria e calculista, expondo um ponto individual referente à reforma trabalhista. Tal ponto dá conta de que as gestantes podem trabalhar em ambientes insalubres desde que liberadas por ordem médica.

Tão bizarra a narrativa em si – uma grávida trabalhar em ambiente insalubre – que o amigo em questão aponta a falta de noção, tato e estratégia do atual governo no que diz respeito à comunicação propriamente dita pois, de certa forma, não é exatamente isso o que a lei determina, mesmo que dê margem enorme e assertiva para esta interpretação.

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Domínio do fato, a la carte, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Domínio do fato, a la carte

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Lula foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão e a 19 anos de banimento da política porque não é proprietário do Triplex e porque não existem provas de que ele exigiu ou recebeu o apartamento como propina para beneficiar a construtora.  É evidente que a convicção de Deltan Dellagnol de que o réu é culpado teve mais valor fático probatório do que a prova material da propriedade do imóvel por um terceiro. O PowerPoint do MPF apontando Lula como chefe de quadrilha adquiriu mais valor jurídico do que o princípio constitucional da presunção de inocência.

Estabelecidas as bases da condenação em que a ausência de prova de inocência foi considerada indício de culpa, nós devemos utilizar os mesmos critérios para julgar o juiz que proferiu a condenação. Mas como sou abusado, farei uso também da teoria do domínio do fato, a la carte.

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O que diz o Loko CIRO?, por Zegomes

O que diz o Loko CIRO?, por Zegomes

Após a sentença de Moro, Ciro Gomes defende o direito do Presidente Lula ao devido processo legal, mas acrescenta em nota: “Considero Lula o grande responsável político pelo momento terrível pelo qual passa o país. Foi traído, mas a ele, e somente ele, devemos a imposição de um corrupto notório na linha de sucessão do Brasil, o senhor Michel Temer.”

Em agosto/2014 publiquei aqui no GGN, no meu blog, o seguinte texto, mas agora gostaria de me retratar:

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Sérgio Moro, "The End", por Rui Daher

Montagem: fotos do site Lula.com

Sérgio Moro, "The End"

por Rui Daher

Luís Nassif, assim finaliza seu texto sobre a condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro: “Mas o tempo dirá que você perdeu, playboy”!

Se equivoca, meu caro Nassif. Discordo, já está feito. Tão humilhante, tão descarado, tão sem efeito provável, o vaticínio jurídico tão instantâneo como qualquer achocolatado. Não precisará de tempo ou história. Nasceu desmoralizado. Viverá, talvez, dois dias. Quem assim não esperava? Achavam o quê? Assim:

- Desculpem-me, eu realmente não tenho provas. Baseei-me em ilações, delações pagas a criminosos.

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