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Opinião

Práticas pra realmente se curar (ainda mais se você mora no Rio de Janeiro), por Matê da Luz

Práticas pra realmente se curar (ainda mais se você mora no Rio de Janeiro)

por Matê da Luz

Hoje, em meio a infinitos diálogos e discursos sobre a abominável aprovação da classificação do homossexualismo como doença tratável (abordarei quando as lágrimas pararem de escorrer vermelhas), recebi este email:

“Nosso RETIRO DE YOGA E MEDITAÇÃO desse ano está se aproximando e abaixo coloquei todas as infos pra quem tiver interessado:

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O MP e a erradicação da pobreza: escolha ou missão?, por Daniela Campos de Abreu Serra

Foto Marco A. Cruz

do Coletivo Transforma MP

O Ministério Público brasileiro e o objetivo fundamental da República de erradicação da pobreza e redução das desigualdades sociais: escolha ideológica ou missão constitucional?

por Daniela Campos de Abreu Serra

A Constituição Federal de 1988, quando instituiu dentre os quatro objetivos fundamentais da República “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”, reconheceu a desigualdade brasileira como um dos principais desafios a serem enfrentados para a construção de uma sociedade que tenha como valor central a dignidade da pessoa humana.

Logicamente que não bastava a promulgação da Constituição de 1988 para que a pobreza e a desigualdade social brasileira deixassem de existir, no entanto, após o novo texto constitucional, ao longo de todos os governos que se sucederam, uns com mais, outros com menos intensidade, as políticas públicas foram sendo construídas nos três níveis (federal, estadual e municipal), em especial, nas áreas de saúde, educação e assistência social, sendo esta última fundamental para a garantia da vida humana com mínimo de dignidade.

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A intervenção militar é um filme trágico e repetido, por Roberto Amaral

Tropas no Rio de Janeiro: não cabe aos comandantes a "última palavra"

A intervenção militar é um filme trágico e repetido

por Roberto Amaral

O silêncio diante das palavras do general Hamilton Mourão coloca o País em um caminho perigoso

Uma das características das democracias, em seu conceito ocidental, é o rigoroso império da ordem legal-constitucional, reinando sobre todos e tudo, pessoas e instituições, sem privilégios de classe ou posto, ou função. A República moderna, ainda herdando o que sobrou da teoria clássica da separação e harmonia dos poderes (Montesquieu), entre nós Executivo, Legislativo e Judiciário, ignora o 'Poder Moderador', uma herança do Império, a qual, no entanto, tende a insinuar-se nos momentos de crise institucional, vividos com certa frequência nas democracias ditas frágeis, como aliás pode ser identificada a brasileira.

Recentemente o Poder Judiciário, com destaque para o Supremo Tribunal Federal, tem intentado exercer esse papel de custódia que a Constituição lhe nega, extrapolando os limites de sua estrita competência, e interferindo, para reduzi-los, os poderes tanto do Legislativo quanto do Executivo, ora legiferando, ora operando como se Executivo fôra.

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Como diferenciar fascistas e fanáticos de libertários?, por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

Ao terminar a leitura do texto "O que querem os fanáticos fundamentalistas? Por que dialogar com eles?", da psicóloga Rita Almeida, envolveu-me o mesmo tipo de reflexão preocupante que tive ao término da leitura do livro Como conversar com um fascista, da Marcia Tiburi. A mesma dúvida que assaltou a Rita Almeida ao final de seu artigo, me atravessou em ambos os casos: seria eu um fascista ou, no caso do texto da Rita, um fanático?

A razão de minha inquietação íntima diz respeito ao modo assertivo e enfático com o qual costumo defender meus posicionamentos, característica facilmente identificável nos fascistas e fanáticos. Não que me sinta incapaz de ser convencido ou que me faça surdo aos argumentos alheios. Porém, ao mesmo tempo que percebo em mim imensa capacidade de tolerar a ignorância dos desfavorecidos pela fortuna, sinto-me muito pouco tolerante com a estupidez ou vilania ética de quem devia, pelas circunstâncias da própria vida, pelas oportunidades decorrentes do privilégio social, possuir uma visão mais plena e humanista da realidade. Exatamente por isso, procedi a uma revisão geral das pessoas que posso continuar a considerar amigas após a clivagem social provocada pela imensa dissensão política que testemunhamos no país. Os estúpidos que não deveriam ser estúpidos foram extirpados de minhas amizades. Sem problema em conviver socialmente com essas pessoas, mas amizade é outra coisa; pressupõe alguma afinidade de sentimentos, valores e pensamentos. Um abolicionista, a meu ver, não pode ser amigo de um escravocrata.

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A cara do Brasil Novo, por Carlos Motta

A cara do Brasil Novo, por Carlos Motta

No país onde a Justiça dá respaldo à "cura gay", ao mesmo tempo em que proíbe a exibição de peças teatrais e absolve um pai que espancou a filha por ela ter perdido a virgindade, entre outros disparates, não pode causar espanto o fato de um fascista de quatro costados ser um dos favoritos da corrida presidencial.

O Brasil se transformou num Estado kafkiano.

A impressão é de que estamos presos num pesadelo surrealista.

Não há mais lógica, nem regras ou leis no funcionamento das instituições.

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O que querem os fanáticos fundamentalistas? Por que dialogar com eles?, por Rita Almeida

O que querem os fanáticos fundamentalistas? Por que dialogar com eles?

por Rita Almeida

Pra começo de conversa é necessário dizer que o fanatismo não é uma espécie de loucura, ele tem uma estrutura própria: é burrice somada à canalhice. O fanático é burro porque aceita incondicionalmente o que lhe aparece sem questionar; não opera nele nenhum corte ou atravessamento. É canalha porque vê, mas não olha; ouve, mas não escuta; encontra e reconhece, mas não quer saber sobre isso. O fanático é um cínico; não tem nenhum compromisso com a verdade e não se afeta pelo discurso do outro. O fundamentalismo que sustenta o fanático é a rejeição da filosofia e o avesso do diálogo.

O fanático possui uma fragilidade simbólica. Ele está, na maior parte do tempo, assujeitado a um discurso que não tem compromisso algum com algo que lhe seja singular, que lhe atravesse, que o faça deslizar de suas certezas. O fanático possui um discurso desabitado de eu – do eu inconsciente, dividido – está preso apenas ao campo do imaginário, que é frágil e, por isso, precisa ser refeito o tempo todo. O eu do fanático se sustenta por meio de uma imagem que ele cria para si e que precisa manter incólume. E ele a constrói a partir de um discurso que considera o “politicamente correto” ou “moralmente correto” e no qual se mantem preso; discurso fundamentalista por excelência.

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A mercadoria ser humano: Cristiano Ronaldo, a mulher não é uma fábrica

Sugestão de Almeida

de ODiario.info

O texto que hoje publicamos é uma justa e fortíssima denúncia das barrigas de aluguer, que começa na coisificação da mulher em máquina de fazer crianças e acaba na violação dos mais elementares direitos da criança. Normalmente, fala-se deste contrato de compra e venda «como um modo de ter filhos e não como uma maneira de os perder» quando é isso que na realidade acontece.

Cristiano Ronaldo, a mulher nao é uma fábrica

por Kajsa Ekis Ekmans*

Quando Cristiano Ronaldo confirmou na sua conta Instagram que tinha sido pai de dois gémeos recebeu mais de 8 milhões de «gosto», 290.300 artigos foram publicados mundialmente sobre o assunto, 71.000 deles com a frase «muito feliz». Houve, no entanto, uma coisa que não apareceu em parte alguma: o nome da mãe. Quem é? Como foi a sua gravidez e como se sentiu depois do parto? Quantas vezes no dia pensa nos seus filhos que nunca mais verá? Ronaldo nem a menciona, e a única coisa que se sabe dela é que é norte-americana e recebeu 200.000 euros pelos bébés.

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Sem um Estado forte, outro Poder mandará, por André Araújo

Sem um Estado forte, outro Poder mandará, por André Araújo

O Brasil está em uma crise política, econômica e social de caráter histórico. A raiz da crise é o ENFRAQUECIMENTO do Estado nacional, hoje submetido a forças desintegradoras que  agridem o funcionamento e a estabilidade de um dos maiores países do mundo.

Um novo governo, seja ele de esquerda, centro ou direita não governará nesse quadro caótico.

Ou o poder se recentraliza ou o Brasil será ingovernável, correndo sérios riscos de ruptura das colunas de integridade construídas em séculos pela Coroa ibérica, pela Igreja Catolica e especialmente pelas forças armadas, fundamentais na repulsa às invasões holandesa e francesa, às incursões castelhanas, na luta pela Independência e na submissão de rebeldias internas, forças desintegradoras que de norte a sul contestaram o Estado colonial e nacional.

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Michel Temer tem moral para enquadrar o general Mourão?, por Felipe Pena

Michel Temer tem moral para enquadrar o general Mourão?

por Felipe Pena

A história começa assim:

Um general que se chama Mourão afirma que seus companheiros do Alto Comando do Exército admitem a possibilidade de uma intervenção militar no país. Ele está na ativa, define-se como eterno integrante da inteligência e, repito, se chama Mourão.

Não, amigos, o ano não é 1964.

Não há tropas descendo a serra em direção ao Rio de Janeiro, não há marchas da família com Deus pela propriedade e ninguém mais acredita no perigo daquela gente que come criancinha.

Espere.

Vamos recapitular. Leia mais »

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Malandro sou eu, a elitização do voto é o quê?, por Rui Daher

Malandro sou eu, a elitização do voto é o quê?

por Rui Daher

Ouço perorações farisaicas ou, pelo menos, dúbias quanto ao sistema eleitoral de hoje, no Brasil. Percebo pouco terem a ver com as formas de financiamento de campanha ou a corrupção daí originária. Isto, pouco os incomoda. Sabe-se que, de um jeito ou outro, os caixas dois serão sempre polpudos na Federação de Corporações.

É uma coisa que não sei bem explicar, espécie de halitose forte saindo de bocas que acreditam tudo ter obtido por mérito e esforço próprios e uma pitadinha de sal religioso. Os bons exemplos são sempre de si mesmos ou da roda que os cerca.

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Ante o vácuo da política, o que fazer?, por Marcio Valley

Ante o vácuo da política, o que fazer?, por Marcio Valley

Este texto é um comentário ao excelente post do Ion de Andrade, "Lula, a crise do paradigma Gramsciano e da nossa democracia", pois, em virtude de algum problema no sistema, não consegui publicá-lo diretamente no campo de comentários.

Consolidado o golpe contra Dilma, a indagação que tem incomodado profundamente desde então é: como as coisas se desenvolverão no quadro político brasileiro, com ou sem Lula retornando à presidência? Está claro que o poder estabelecido não aceitará alterações relevantes na sociedade nem mesmo através do gradualismo, ou seja, dentro das normas democráticas concernentes ao Pacto Social com as quais ele próprio (o poder) aquiesceu. Isso já foi demonstrado por meio do falso impeachment, que conferiu insegurança ao processo democrático. Não vale mais a escolha povo, que fica subordinada à concordância do poder real.

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Conspiração é o crime maior do Temer, por Jeferson Miola

Conspiração é o crime maior do Temer

por Jeferson Miola

A corrupção é um crime gravíssimo, que deve ser severamente punido. Mas é a conspiração, e não a corrupção, o maior e mais relevante crime cometido por Michel Temer. Inclusive porque com a conspirata, Temer montou o “governo de ladrões” [cleptocracia, em grego] para expandir e aprofundar o assalto aos cofres públicos pela oligarquia golpista.

Janot e o STF centram fogo na acusação ao Temer pelos crimes de corrupção, e não pelo crime de conspiração. Isso é entendível: a procuradoria da república e a suprema corte, com suas ações, omissões e silêncios, foram parte ativa e cúmplices do golpe que derrubou a Presidente Dilma.

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O “fora Temer!” só não é escutado no Congresso e no STF, por Jeferson Miola

O “fora Temer!” só não é escutado no Congresso e no STF

por Jeferson Miola

O “fora Temer” é o hit que faz sucesso estrondoso no Brasil. E, também, no exterior, sempre que o usurpador Michel Temer ou algum integrante da sua cleptocracia [“governo de ladrões”, em grego] cumpre alguma agenda no estrangeiro.

A coisa está tão entranhada que, numa das agendas que o usurpador cumpriu no exterior, o locutor da cerimônia oficial chegou a anunciá-lo pelo que supunha ser seu nome, e então convidou para fazer o uso da palavra “o Senhor fora Temer!”.

O “fora Temer!” é ovacionado em formaturas, cultos religiosos, missas, shows, jogos de futebol, assembléias de trabalhadores e, inclusive, em protestos de taxistas.

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Globalização do mal, por Ângelo Cavalcante

Sugestão de Franklin Jr

Globalização do mal

por Ângelo Cavalcante

Como resultado dessa épica engenharia econômica e geopolítica o insuspeito Banco Mundial avalia que 22 crianças a mais teriam morrido a cada hora a partir de 2009 o que equivale a uma morte infantil a cada três segundos por causas absolutamente evitáveis. Que globalização é essa? Que mundo é esse? Quem, afinal, somos nós?

Que esta forma social é integralmente falida já não há dúvida; que a sociabilidade que ela engendra é completamente perdida, degenerada e decadente também é algo mais do que visível; do ponto de vista ambiental, por triste exemplo, em menos de cem anos todos os biomas do planeta foram arrasados, reduzidos ao nível do simbólico, da filigrana.

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Ciro Gomes: o custo da traição, por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

Ciro Gomes: o custo da traição, por Marcio Valley

A capacidade de alguns seres humanos de materializar a hipocrisia parece ser ilimitada. Frequentemente testemunhamos pessoas ultramoralistas e conservadoras, defensoras intransigentes da ética, da ordem, da moral, dos bons costumes, da família, da monogamia e da heterossexualidade, pegas em flagrante praticando pedofilia, ou em relação homossexual, ou com malas de dinheiro em suas garçonniéres, ou em qualquer situação atentatória às pregações que até então realizava. Na verdade, alguns exercitam a hipocrisia a um tal nível que, mesmo após flagrados contrariando o próprio discurso, continuam a exigir dos outros o que não praticam.

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