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Opinião

Política é o que acontece entre o Paraíso e o Apocalipse, por Rita Almeida

Política é o que acontece entre o Paraíso e o Apocalipse

por Rita Almeida

Ao que parece, o Fim do Mundo, que tinha data marcada para este fim de semana, foi cancelado mais uma vez.

A primeira profecia Apocalíptica que ouvi falar foi no catecismo, só não se sabia quando seria: Vigiai, pois ninguém sabe o dia e nem a hora, dizia Mateus (13, 35-37). Contrariando a profecia bíblica, no entanto, marcar data para o fim dos tempos tem tido mais periodicidade do que a Copa do Mundo. Volta e meia temos uma agenda e uma teoria para fundamentar o ocaso, mas até hoje, nada.

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Toga, farda, sotaina e outras vestes, por Pedro Augusto Pinho

Toga, farda, sotaina e outras vestes

por Pedro Augusto Pinho

A questão que todos os brasileiros, que tem verdadeiro interesse no País, no seu futuro como a Nação, onde viverão seus filhos e netos, se põe é: o que fazer neste pântano onde os golpistas de 2016 nos lançaram?

Ouvem-se à esquerda e à direita manifestações de desagrado e revolta.

Mas as soluções, quando apontadas, parecem não cativar a população; a maioria do povo brasileiro, mesmo sofrendo, ainda não se aglutinou em torno de uma proposta, de um projeto para o País.

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Sete delegados da PF na mira do golpe. Reflexões sobre o senso comum, por Armando Coelho Neto

Sete delegados da PF na mira do golpe. Reflexões sobre o senso comum

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Há evidências, advindas de variadas frentes, que sinalizam um mergulho da sociedade no primitivismo. Nas artes plásticas, uma exposição é impedida de se realizar por que estaria associada a práticas sexuais “incorretas”. Na religião, um País outrora orgulhoso da convivência harmoniosa dos diversos credos passa a testemunhar episódios de intolerância. Na educação, descontextualizar o estudo dos episódios históricos para que deles não se extraia nenhuma conclusão política “perigosa” virou obsessão de muitos.

Mais: querem acabar com as cotas no último País do mundo a abolir a escravidão, localizado no continente em que os povos pré-colombianos foram dizimados pelos conquistadores europeus, como se não houvesse racismo contra os índios, pardos e negros. Curiosamente, a ciência passa a “dialogar” com a não-ciência (como se convivessem no mesmo patamar de racionalidade), por que acreditar que o planeta Terra é um corpo tridimensional ovalado (e não um plano achatado em torno do qual o Sol orbita) ou na evolução das espécies (e não no criacionismo) passou a ser uma questão de mera opinião.

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Se estamos sitiados, quais são as saídas? O que é emergencial?, por Franklin Jr

Enviado por Franklin Jr

“As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão.”

- Carlos Drummond de Andrade

No mar agitado da história, o Golpe de 2016 foi um divisor de águas, um verdadeiro rito de passagem para uma avalanche de permissividades destrutivas.

De tirar o fôlego e nos deixar a todos atônitos, os ataques ocorrem de maneira incessante e multilateral, conformando um quadro de verdadeira calamidade pública e principalmente de deterioração institucional.

O golpe foi cabalmente consumado quando os traidores domésticos, em consonância com forças deletérias estrangeiras, perceberam que o Brasil daria o pulo do gato, ou seja, daria um salto quântico em termos de soberania, de auto suficiência, de liderança regional, de alargamento e adensamento da espessura do Estado de Bem-Estar Social, dentre outros atributos de cunho socialmente emancipatório e transformador que ameaçavam o status-quo dos medíocres gananciosos.

Um exemplo deste salto seria por meio da utilização dos recursos do Fundo Soberano – que estariam assegurados pelo modelo de partilha da exploração do pré-sal, “maior jazida de óleo encontrada no século 21” [1], uma riqueza estimada em aproximadamente R$ 20 trilhões [2], isso mesmo, tri-lhões – os quais sedimentariam as condições para um incremento excepcional dos sistemas públicos de educação e de saúde nacionais no enfrentamento das desigualdades e na melhoria da qualidade de vida para toda a população.

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O Brasil e a volta do Dominó de Botequim, por Rui Daher

Foto: Agência Brasil

"Meu senhor, minha senhora/Vou falar com precisão/Não me negue nessa hora/Seu calor, sua atenção/A canção que eu trago agora/Fala de toda a nação".

Agradeço a todos pela presença. Hoje é uma noite de alegria e esperança para todos nós. Por isso minhas primeiras palavras tirei de Geraldo Vandré, em “Ventania”, composta com Hilton Accioly para o disco “Canto Geral”, de 1968, época em que tantos de nossos heróis, mundo afora, tentaram trazer mais justiça e igualdade para este planeta.

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Do inevitável derretimento da Lava Jato à luz da verdade, por Eduardo Ramos

Do inevitável derretimento da Lava Jato, à luz da verdade

por Eduardo Ramos

A Lava Jato enquanto "evento salvador do Brasil" começa a derreter! Aconteceria mais cedo ou mais tarde, não só por ter sido montada sobre uma premissa falsa - que a corrupção no Brasil era a obra da "quadrilha petista" cujo chefe seria o ex-presidente Lula. Mas também pela atuação tosca, primária, repleta de erros, crimes, distorções da verdade, quebra de direitos e garantias fundamentais, ações eivadas de suspeição de Janot e outros procuradores, e as mesmíssimas ações por parte do juiz Sérgio Moro, hoje, diante do mundo e do Brasil consciente, visto como de fato é: não um juiz, NUNCA um juiz, mas um BRAÇO DIREITO E FORTE do Ministério Público, o que por si só conspurca toda a sua ação ao longo desse processo, como mancha sua biografia e de certo modo todo o Judiciário brasileiro.

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Golpismo militar retoma sua tradição, por Janio de Freitas

Foto Diego Varas-Folhapress/RBS

Jornal GGN – General Mourão conseguiu agravar a situação já crítica do país, avalia Janio de Freitas, em sua coluna de hoje na Folha. E, com essa contribuição, o golpismo militar retoma sua tradição. Mourão alardeia a concordância do Alto Comando do Exército ao seu posicionamento, fazendo com que o país recue 53 anos de volta aos tempos do pré-golpe de 1964.

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A volta dos "fardados", por Sergio Saraiva

No ambiente de anomia institucional em que vivemos, tudo do que não precisamos é da volta da indisciplina militar.general Hamilton

A volta dos "vacas fardadas"

por Sergio Saraiva

Que não reste dúvidas, é muito grave a fala do general Antonio Hamilton Mourão considerando a possibilidade de uma intervenção militar caso o “Judiciário não solucione o problema político". Trata-se, em última análise, de um ultimato à nação. Uma postura incompatível com um oficial da ativa e com sua obrigação para com a legalidade.

A técnica de “emparedamento”

E é também um claro ato de indisciplina. Indisciplina dirigida ao seu superior hierárquico – o comandante do Exército – general Eduardo Villas Bôas. Seria também um ato indisciplina ao Ministro da Defesa e ao Comandante em Chefe das Forças Armadas – o presidente da República, mas creio que, no caso, o general Hamilton Mourão os considere partes do “problema”.

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Os Professores estão doentes o quanto está a educação no Brasil, por Luiz Claudio Tonchis

Os Professores estão doentes o quanto está a educação no Brasil

por Luiz Claudio Tonchis

A escola pública no Brasil passou a ser um ambiente tenso e potencialmente perigoso. Os professores estão doentes tanto quanto está a Educação no Brasil dos mais humildes. Somente quem vive no cotidiano escolar e acompanha a realidade dos profissionais da educação percebe a nuvem cinzenta que ronda o universo da escola. As dificuldades no dia-a-dia da sala de aula corroem boa parte dos sonhos que os levaram a se tornarem educadores. Só quem é professor sabe o quanto é difícil sê-lo diante do caos em que nos encontramos, o quanto lhe custa vencer os monstros encontrados nos desertos das instituições. Isto significa que o humano está em extinção e a crise na profissão é seu reflexo. O resultado é um professor deprimido, ansioso, tenso e com fobias que se manifestam nas mais variadas formas.

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Mourão e Villas Bôas são partes de um mesmo pensar, por Luís Felipe Miguel

Mourão e Villas Bôas são partes de um mesmo pensar

por Luís Felipe Miguel

A famosa disciplina militar parece que funciona de forma bem seletiva. Vale para os que estão na parte de baixo da pirâmide e continuam a ser submetidos a todo o tipo de humilhação por seus superiores, devido a faltas insignificantes, reais ou imaginárias: alunos de escolas militares, recrutas, soldados rasos.

Já o general Antonio Hamilton Mourão defende publicamente um golpe militar e não recebe nenhuma punição. Em vez disso, o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, disse em entrevista que ele é "um grande soldado, uma figura fantástica, um gauchão". Entendo que a evocação do estereótipo regional serve para minimizar a fala de Mourão, caracterizando-a como mera manifestação de uma fanfarronice atávica.

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No tempo da Guerra Fria, por Carlos Motta

No tempo da Guerra Fria

por Carlos Motta

A polêmica criada pelo general que acenou com a possibilidade de uma "intervenção militar" para acabar com a bagunça institucional do país é menos importante que a defesa de seu discurso, feita por um colega, também general, mas da reserva. 

No seu Facebook, o oficial escreveu o seguinte: “Em resposta a uma pergunta, colocada diante de uma plateia restrita, ele limitou-se a repetir, sem floreios, de modo claro e com sua habitual franqueza e coragem, o que está previsto no texto constitucional. A esquerda, em estado de pânico depois de seus continuados fracassos, viu nisso uma ameaça de intervenção militar. Ridículo.”

"A esquerda, em estado de pânico depois de seus continuados fracassos..."

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Bolsonaro: O fuzilador da Cultura

Jair Bolsonaro em sessão do Conselho de Ética que rejeitou processo contra ele por elogiar o coronel que foi chefe do DOI-CODI, Carlos Ustra (FABIO RODRIGUES POZZEBOM AGÊNCIA BRASIL)

Enviado por Antonio Ateu

do El País

Os ‘fuzilamentos’ de Bolsonaro

por Juan Arias

Deputado tira da gaveta o maldito verbo 'fuzilar' contra os responsáveis por uma exposição de arte

Sou filho de uma guerra civil, a da Espanha, com mais de 1 milhão de mortos – a maioria fuzilados -, e de uma ditadura militar de 40 anos, marcada por mortes e intolerância com as diferenças. Talvez por isso, ao escutar de novo, em um vídeo, a palavra “fuzilar” na boca de Jair Bolsonaro, candidato a presidir o Brasil, senti arrepios. De acordo com suas palavras, “é preciso fuzilar” os responsáveis pela exposição de arte Queermuseu do Santander Cultural, em Porto Alegre. No vídeo, Bolsonaro repete três vezes com ênfase: “É preciso fuzilar”. E Freud nos ensina como a linguagem nos trai. Leia mais »

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Sim, eu já recebi em consulta um gay que queria se curar, por Rita Almeida

Sim, eu já recebi em consulta um gay que queria se curar

por Rita Almeida

Eu já recebi, no meu consultório, demanda para curar um homossexual.

Foi há bastante tempo, nos meus primeiros anos de clínica. Não havia nem indício dessa discussão sobre a tão falada “cura gay”. Me lembrei desse caso madrugada passada, depois de dormir indignada com a liminar do Juiz do Distrito Federal, Waldemar Cláudio de Carvalho, em favor da “terapia psicológica de reversão sexual", reiteradamente condenada pelo Conselho Federal de Psicologia.

Depois daquela pergunta clichê: “O que te trouxe até aqui?”, o sujeito em questão me disse que seu objetivo com o tratamento era deixar de ser homossexual. Me disse ainda que tinha se consultado com um psiquiatra e que pediu a ele medicações para inibir seu desejo sexual. O médico lhe deu a receita, mas sugeriu que ele procurasse um psicanalista e, por isso, ele estava ali, diante de mim.

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O carinha que desafiou o poder, por Gustavo Gollo

O carinha que desafiou o poder

por Gustavo Gollo

O poder mantém abertos vários canais para o encaminhamento da rebeldia com o propósito de garantir que ela se expresse de maneira adequadamente inócua, norteada, normalmente, pela falta de sentido. Assim, os mais intelectualizados dentre os jovens rebeldes são encaminhados aos departamentos de ciências humanas das universidades, para que sejam treinados em argumentações ilógicas que os conduzirão a caraminholas desconexas que enredarão suas mentes por toda a vida. Rebeldes que não necessitarem de tal tratamento por lhes faltar aptidão ou motivação ao cultivo de abstrações serão conduzidos, simplesmente, aos cuidados de roqueiros que acabarão premiados por grammys ou nobéis, caso guiem os neófitos para o exercício das formas apropriadamente fúteis de rebeldia.

O exercício da razão é permitido apenas aos mais dóceis, aos que manifestam uma maior adequação às normas e menores tendências à insubordinação. O domínio da lógica, da argumentação coerente, deve ficar restrito a tais criaturas, ou se transformaria em formidável instrumento capaz de desafiar, verdadeiramente, o poder.

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Colégio de Presidentes da OAB - 2017: um retrato do Brasil machista e racista!, por J.Roberto Militão

Colégio de Presidentes da OAB - 2017: um retrato do Brasil machista e racista!

por J.Roberto Militão

PRESIDENTES DA OAB reunidos: retrato de um Brasil machista e racista.

No eterno combate ao racismo e ao machismo institucional - na foto nenhuma mulher nenhum preto/pardo - não canso de apontar essa doença endêmica de nossas estruturas institucionais.

O ministério do governo federal - nenhuma mulher nenhum afro-brasileiro - no secretariado do governo dos principais estados do Brasil: idem, idem.

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