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Opinião

Torcidas organizadas e o louco de Las Vegas, por João Sucata

Torcidas organizadas e o louco de Las Vegas

por João Sucata

Por falar em violência, atirador de Las Vegas mata mais em uma hora que todas as organizadas do pais em um século

Estava escrevendo sobre a violência das torcidas organizadas quando escutei notícias que um sujeito economicamente bem resolvido atirou contra uma multidão em Las Vegas, matando mais de 50 pessoas e ferindo mais de 500. Em seu quarto de hotel, onde, dizem, se suicidou, foram encontrados mais de dez rifles; como sabemos armas são vendidas livremente nos EUA. Viva a liberdade dizem os republicanos. Viva Malthus, podem dizer outros.

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Sem rumo, por Fernando Horta

Sem rumo

por Fernando Horta

Entre 2013 e 2016 parece ter se consolidado no Brasil a ideia de que nada estava certo. Nem social, nem economicamente. Também nada certo politicamente ... enfim, tudo – absolutamente tudo – estava errado. Surgiram propostas de reformas qualquer assunto. Dilma mesmo se elegeu com propostas de reformas políticas, tributárias e etc. A FIESP tinha outro grupo de propostas, e praticamente todo agente político do país também tinha. Curiosamente, apenas o judiciário e a mídia não entraram neste “desarranjo consensual”. Não havia proposta para estes grupos, e isto é uma boa dica sobre de onde partiram as ideias de que tudo estava errado.

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Coxinhas serão elementos essenciais nas futuras decisões políticas, por J. Carlos de Assis

“Coxinhas” serão elementos essenciais nas futuras decisões políticas

por J. Carlos de Assis

É preciso ter paciência com artistas e pessoal da área cultural que assumem uma identidade anti-progressista ou neoliberal. A idéia de que são “coxinhas” empedernidos é um equívoco. Eles apenas refletem um sentimento comum que foi muito bem descrito por Marx com a afirmação de que “a ideologia de uma sociedade é a ideologia da classe dominante”. Contra essa situação só há dois remédios. Primeiro, pela práxis junto à classe dominada. Segundo, pelo exercício da crítica, quando se nega dialeticamente a ideologia dominante.

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O PT, a decisão do STF contra Aécio Neves e a defesa da soberania popular, por Eduardo Borges

O PT, a decisão do STF contra Aécio Neves e a defesa da soberania popular

por Eduardo José Santos Borges

Muito se falou e ainda vai gerar muita contenda na semana que entra,  o fato do PT ter se posicionado a favor de que o Senado cancele a punição do STF a Aécio Neves. Não vou perder tempo em me aprofundar em algum tipo de julgamento ao posicionamento do Partido dos Trabalhadores (isso já tem sido feito exaustivamente pela própria esquerda), mas entendo ser esse caso uma ótima oportunidade para iniciarmos (talvez já com algum atraso) um sério e efetivo debate sobre dois temas: o equilíbrio entre os poderes na atual conjuntura política brasileira e o respeito à soberania popular.

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Pesquisa Datafolha: queremos Getúlio, por Sergio Saraiva

“Saudades do Lula” e rejeição a Sergio Moro – sinais de um novo queremismo?

Lula chega a depoimento

Pesquisa Datafolha: queremos Getúlio

por Sergio Saraiva

A pesquisa Datafolha divulgada em 1º de outubro de 2017 – a um ano da eleição para presidente da República – não traz novidades. Mas mostra a consolidação de uma situação: Lula só não ganha se for impedido de concorrer.

datafolha 4 abr17

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2017: o ano em que "invadimos" galerias de arte, por Rita Almeida

2017: o ano em que "invadimos" galerias de arte

por Rita Almeida

2017 será lembrado como o ano em que a sociedade brasileira “invadiu” galerias e museus de arte, pena que da pior maneira, se manifestando contra nudez e obras chamadas de imorais.

Freud morreu em 1939 e dedicou toda a sua psicanálise para dizer, basicamente, sobre o quanto a sexualidade é um tema espinhoso para nós, exatamente por denunciar aquilo que mais tememos e negamos: a morte. A sexualidade é a marca da nossa finitude. Aliás, o sexo é a marca da finitude de todos os animais que dependem de tal recurso para perpetuar a espécie. A diferença no humano se dá apenas pelo fato de termos a consciência de tal finitude. Nesse sentido, reprimir a pulsão sexual, em última análise, tem a ver com evitar ter que lidar com a morte. É paradoxal.

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E há quem defenda o Temer, por Pedro Augusto Pinho

E há quem defenda o Temer

por Pedro Augusto Pinho

A história do Brasil tem várias leituras, como a dos Estados Unidos da América (EUA), da Inglaterra, de quase todos, se não de todos os países. Isto porque as narrativas são divulgadas e repetidas por um interesse político. Quase sempre e unicamente dos detentores do poder.

Isto não tira o brilho e o empenho de historiadores, e o Brasil os tem de grande capacidade e de profundos e denodados trabalhos. Se não os cito aqui, penso mais em suas próprias defesas e na injustiça da omissão.

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Por que foi importante derrotar a Lava Jato no concurso do Prêmio Allard, por Eugênio Aragão

Por que foi importante derrotar a Lava Jato no concurso do Prêmio Allard

por Eugênio José Guilherme de Aragão

Não nos iludamos. O Prêmio Allard da Universidade de British Columbia, no Canadá, é um instrumento ideológico da economia global, que busca colocar países emergentes sob o denominador das economias centrais.

O tal “Combate à Corrupção” é mais um cavalo de batalha do imperialismo mercantil. Podem as economias centrais ver, no caso delas, a corrupção como comportamento desviante que enfraquece o standing das grandes corporações do capital em suas complexas sociedades. Mas o que elas insistem em ignorar é que a corrupção, entre nós, é consequência de uma sociedade profundamente desigual e que seu enfrentamento longe do esforço de inclusão social e do reforço às regras do devido processo legal e do julgamento justo só aprofunda a desigualdade e acirra o autoritarismo, destruindo empregos e a democracia.

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Os donos da lei, por Carlos Motta

Os donos da lei

por Carlos Motta

Nós, cidadãos comuns, podemos punir um prefeito ladrão não votando nele numa outra eleição. 

É possível proceder da mesma forma com um vereador, um deputado ou senador - o sujeito pisou na bola, cartão vermelho para ele.

O problema de fiscalizar e punir ocupantes de cargos públicos se complica quando a gente chega no Poder Judiciário e no Ministério Público.

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Intervenção Militar, não! A verdadeira luta nem começou, por Edison Brito

Intervenção Militar, não! A verdadeira luta nem começou

por Edison Brito

O general Mourão é um oficial sem tropa. E oficial sem tropa para o exército tem tanta valia quanto um piloto “asa quebrada” para aeronáutica ou um almirante impedido de navegar para marinha. O sujeito vira um simples funcionário, encostado. Não apita mais nada. Seu destino é virar porta-voz ou um burocrata.

E é nisso que se transformou o general, um porta-voz. E só disse o que disse porque o alto escalão permitiu ou no mínimo se omitiu. Tanto que não houve por parte do comando do exército um desmentido ou reprovação.

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Você gostaria de ser julgado por Moro?, por Carlos Motta

Você gostaria de ser julgado por Moro?

por Carlos Motta

Com tantos admiradores, seguidores e, vamos ser sinceros, fãs, pelo país afora, o juiz Sergio Moro, é de se supor, deve ser considerado por eles o suprassumo do Direito.

É, pelo que se depreende das manifestações de apoio que recebe pelo que fez, faz e espera que fará em sua Operação Lava Jato, o Pelé dos magistrados brasileiros, quiçá do mundo todo.

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A caixa de pandora do obscurantismo, por Fábio Palácio

A caixa de pandora do obscurantismo

por Fábio Palácio

Antes era “apenas” o ataque agressivo aos direitos dos trabalhadores. Até aí, tudo dentro do script do pós-impeachment. Mas, como nada está parado, a tendência de toda tendência é se aprofundar.

E lá estamos nós, repentinamente, a assistir a tentativa de proibição judicial da livre manifestação do pensamento no interior das universidades públicas. É preciso notar que mesmo a ditadura militar de 1964 mostrou-se tímida na tentativa de interferir nos ambientes acadêmicos.

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Instrospectar para não morrer ou matar, por Matê da Luz

Instrospectar para não morrer ou matar

por Matê da Luz

Tem um grande amigo meu que disse estes dias sobre os tempos difíceis que a gente tem vivido: "essas leis que aprovam a cura gay, essas invasões nos terreiros, esse grande Brasil evangelizado que tem se apresentado acontece, na verdade, pra nos distrair - isso porquê os bandidos políticos não têm mais como fugir ou como esconder suas maracutaias e, então, ficam causando grandes movimentações midiáticas pra sairem de cena". Num primeiro momento eu, que estava aos prantos com essa história de autorização de tratamento psicológico para os gays pelo simples fato de não ter nem mais energia pro diálogo, que dirá pra investir em demolição de preconceito, respira, pega fôlego e segue o parágrafo, bem, num primeiro momento eu achei que ele estava exagerando. 

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Política é o que acontece entre o Paraíso e o Apocalipse, por Rita Almeida

Política é o que acontece entre o Paraíso e o Apocalipse

por Rita Almeida

Ao que parece, o Fim do Mundo, que tinha data marcada para este fim de semana, foi cancelado mais uma vez.

A primeira profecia Apocalíptica que ouvi falar foi no catecismo, só não se sabia quando seria: Vigiai, pois ninguém sabe o dia e nem a hora, dizia Mateus (13, 35-37). Contrariando a profecia bíblica, no entanto, marcar data para o fim dos tempos tem tido mais periodicidade do que a Copa do Mundo. Volta e meia temos uma agenda e uma teoria para fundamentar o ocaso, mas até hoje, nada.

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Toga, farda, sotaina e outras vestes, por Pedro Augusto Pinho

Toga, farda, sotaina e outras vestes

por Pedro Augusto Pinho

A questão que todos os brasileiros, que tem verdadeiro interesse no País, no seu futuro como a Nação, onde viverão seus filhos e netos, se põe é: o que fazer neste pântano onde os golpistas de 2016 nos lançaram?

Ouvem-se à esquerda e à direita manifestações de desagrado e revolta.

Mas as soluções, quando apontadas, parecem não cativar a população; a maioria do povo brasileiro, mesmo sofrendo, ainda não se aglutinou em torno de uma proposta, de um projeto para o País.

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