Revista GGN

Assine

Opinião

O legado cruel das Olimpíadas, por Sergio da Motta e Albuquerque

O legado cruel das Olimpíadas

por Sergio da Motta e Albuquerque

Houve uma boa dose cinismo no  Jornal da Globo (4/8, 20:40), ao apresentar um patético arremedo de celebração do "legado" das Olimpíadas do Rio em 2016. Que legado?

A reforma urbana prometida para a Praça Mauá agora depende totalmente da iniciativa privada para pagar o obra cara (e ultra,super faturada). A crise do estado em seus três níveis ( federal, estadual e municipal) não permite o investimento, e o local não conta mais com policiamento à noite e outros serviços urbanos prometidos ao “Porto Maravilha”. O município do Rio de Janeiro “quebrou”, e os empresários hoje passam longe do esforço de Paes em moldar a cidade aos interesses dos empreendedores imobiliários.

Leia mais »

Média: 2.2 (6 votos)

Para acabar com a esquerda e continuar a corrupção, por Raphael Silva Fagundes

Para acabar com a esquerda e continuar a corrupção

por Raphael Silva Fagundes 

Se a presença ou a ausência de algo não modifica de modo sensível o todo, é porque não é parte do todo.

Aristóteles

É possível que a permanência de Michel Temer na presidência tem que ver com o fato de que as reformas não perderam o fôlego, como muitos pensaram após as denúncias feitas ao presidente. A vitória do governo com a aprovação das reformas trabalhistas demonstra que Temer é sim capaz de conduzir a política desejada pelo setor empresarial que apoiou a queda da presidenta eleita Dilma Rousseff.

Leia mais »

Média: 4.4 (9 votos)

Nunca tivemos um país justo e agora perdemos a esperança, por Luis Felipe Miguel

Nunca tivemos um país justo e agora perdemos a esperança

por Luis Felipe Miguel

É muito triste acompanhar a destruição de um país.

De um lado, o retrocesso nos direitos, cuja expressão maior é a revogação da CLT. Os efeitos do fim das proteções legais ao trabalho já se fazem sentir, condenando uma quantidade cada vez maior de pessoas a situações de extrema vulnerabilidade. O trabalho precarizado serve simultaneamente a dois objetivos: amplia a parcela da riqueza apropriada pelos capitalistas e reduz o trabalhador à luta pela sobrevivência imediata.

Do outro lado, o desmonte do Estado. Há uma ação deliberada para sucateá-lo, por meio do desinvestimento, da desvalorização de seus servidores, da redução do pessoal. O discurso vazio do "Estado inchado e ineficiente", que troca o debate sobre os problemas reais do setor público por um punhado de slogans, é mobilizado de maneira quase indolente. Os donos do poder percebem que não precisam prestar contas a ninguém, uma vez que a discussão na sociedade está completamente sufocada.

Leia mais »

Média: 4.7 (12 votos)

Lava Jato: o golpe e a destruição do Brasil, por Paulo Cayres

Lava Jato: o golpe e a destruição do Brasil

por Paulo Cayres

Além de ser a vergonhosa data em que 263 deputados impediram a investigação com provas contra o golpista Michel Temer, o dia 2 de agosto de 2017 entrou para a História do Brasil como a prova incontestável de que a Operação Lava Jato é seletiva e partidária e traz como principal consequência o ataque frontal e direto contra a classe trabalhadora e o país.

A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) sempre se posicionou a favor do combate à corrupção, mas condenou a forma como a Operação tem sido conduzida, com delações espetacularizadas e sem provas e prisões e condenações seletivas sem efetivo respaldo jurídico. Tudo isso ajudou a derrubar a economia do país.

Leia mais »

Média: 4.6 (11 votos)

Bora junto?, por Mariana Moreira

Foto O Globo

Bora junto?

por Mariana Moreira

Ontem fui roubada no Centro do Rio. Levaram tudo: cartão de débito e crédito, documentos, bilhete único, meu amado alelo refeição, Iphone, maquiagem, caderno com meus textos... tudo. Só me sobrou a alça da bolsa.

Quatro homens e uma mulher, aparentemente sob efeito de drogas e em situação de rua, abordaram minha amiga e eu, quando voltávamos de um curso de Hacking Cívico.

Sim, a gente estava discutindo política e democracia antes de sermos roubadas.

Leia mais »

Média: 4.7 (12 votos)

Sempre há esperança!, por Ângelo Cavalcante

Enviado por Franklin Jr

Sempre há esperança!

por Ângelo Cavalcante

Que o país está integralmente "na lona" já não resta a menor dúvida; que as macro-políticas de Temer/Meirelles estão nos catapultado para o começo do século XX em matéria de organização e promoção social é fato líquido e certo; que o ambiente social, político e econômico do país avança em um pleno de degradação é, da mesma forma, de clareza solar; existem, no entanto, estranhas novidades no ar e que não podem passar desapercebidas.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

A culpa da bizarrice pró-Temer na Câmara precisa ser repartida com mídia, polícia e justiça, por Tiago Barbosa

Foto Jonas Pereira/Agência Senado

A culpa da bizarrice pró-Temer na Câmara precisa ser repartida

por Tiago Barbosa

Vamos deixar claro: nenhuma análise sobre a votação pilantra de apoio a Temer ontem na Câmara é honesta se despreza o papel da mídia, da polícia, do ministério público e da justiça. Nenhuma.

Quem desestabilizou o governo dilma, colou o rótulo de corrupto no pt, humilhou a história de lula e fez pirotecnia jurídico-policial com a lava-jato para estimular os acéfalos das ruas e o impeachment?

Quem se gaba de ter feito a maior operação de combate à corrupção do planeta responsável por derrubar uma presidenta honesta e instalar no poder uma quadrilha comprovada de bandidos?

Ah, mas ninguém aceitaria isso assim, do nada. Verdade. Era preciso convencer os trouxas.

Leia mais »

Média: 4.6 (10 votos)

Nós apenas começamos, por Orlando Silva

Foto Plantão Brasil

Nós apenas começamos

por Orlando Silva

Em matéria de política, ensinam a teoria acadêmica e a prática da vida, existem diferenças entre aparência e essência. Digo isso para que ninguém desanime ou esmoreça com o não afastamento de Temer na votação desta quarta.

Dia 2 de agosto foi o começo da virada no parlamento. Virada que expressa a opinião das ruas.

A sobrevivência de Temer já era esperada, nessa primeira acusação, dados os bilhões em "argumento$$$" liberados, para desespero das contas públicas do país, nas últimas semanas.

Leia mais »

Média: 4 (4 votos)

A vida no país calmoso e hereditário, por Carlos Motta

A vida no país calmoso e hereditário

por Carlos Motta

A peça teatral de Dias Gomes "O Bem Amado", transformada em novela que marcou época na Globo e revelou para todos o protótipo do político brasileiro, o prefeito Odorico Paraguaçu, interpretado por Paulo Gracindo, foi inspirada num episódio que muitos juram ser real e alguns duvidam que tenha existido.

Contei essa historinha anos atrás, na crônica "País Calmoso e Hereditário", que virou título de meu e-book reunindo escritos sobre a vida brasileira. 

E para quem quiser partir para os "finalmentes", como diria Odorico, vai a seguir o "causo", que achei no Google anos atrás, num site da cidade de Guarapari, onde se passa a historinha, e cujo protagonista pode ser ainda visto em várias regiões do país onde haja uma tribuna, exalando toda a cultura e inteligência que marca o povo brasileiro.

Odorico Paraguaçu, para a nossa tristeza, está vivo, bem vivo, cada vez mais vivo.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.6 (9 votos)

E quando se é um pouco de cada...?, por Eduardo Ramos

E quando se é um pouco de cada...?

por Eduardo Ramos

Comentário ao post “Millor, a Lava Jato e a fábula do burro ou do canalha, por Luis Nassif

"Entre um burro e um canalha, não passa o fio de uma navalha"

E quando se é um pouco de cada...?

Rodrigo Janot perdeu para Rodrigo Janot. Perdeu para a mesma armadilha que engoliu homens ao longo da História da Humanidade pelo mesmo motivo quase sempre, registrado melhor do que ninguém pela frase que virou clichê de tão manjada, de Maquiavel: "O poder corrompe".

O Janot meio tímido no início do primeiro mandato, que duvido tenha sequer fantasiado em seu mais alto delírio tudo o que estava por vir, deu lugar a um Janot que, embriagado pelo poder absoluto que foram lhe concedendo, agigantou-se aos seus próprios olhos, num processo muito semelhante que atingiu Moro, delegados da polícia federal e os procuradores da lava jato.

Leia mais »

Média: 5 (10 votos)

Lula é parte da solução, não do problema, por Carlos Motta

​Lula é parte da solução, não do problema

por Carlos Motta

O ex-presidente Lula é o homem mais odiado pela oligarquia nacional desde que por aqui aportou a esquadra de Pedro Álvares Cabral.

Nem Getúlio Vargas, nem Jango, igualmente políticos detestados pelos homens de bem, mereceram tratamento igual.

A perseguição a Lula é implacável, feroz, incansável.

Seu destino já está traçado: vai morrer numa cela, por crimes tão absurdos quanto a natureza do ódio que o vitima.

Para seus algozes, prendê-lo é pouca coisa - além disso, é necessário assassinar a sua reputação, humilhar o seu legado, punir todos os que têm admiração por ele, ou são seus amigos ou mesmo familiares.

Leia mais »

Imagens

Média: 3.9 (22 votos)

Podres poderes: Estado brasileiro se tornou um negócio de pai para filho, por Antonio Lassance

Podres poderes: pesquisas mostram como o Estado brasileiro tem se mantido como um negócio de pai para filho

por Antonio Lassance

 
  • Seis em cada 10 parlamentares têm parentes na política;
  • 17 ministros do presidente Michel Temer são provenientes de clãs políticos;
  • 16 dos 26 prefeitos de capitais eleitos em 2016 são de conhecidas famílias de políticos;
  • No Supremo Tribunal Federal, 8 dos 11 ministros têm parentes influentes na área do Direito;
  • Metade dos 14 integrantes da força-tarefa da Lava Jato também tem familiares que são ou foram procuradores, juízes ou desembargadores.
Esses e outros dados coligidos são oriundos de pesquisas coordenadas pelo professor doutor em ciência política, Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

Oliveira é um dos maiores especialistas em evidenciar o peso dos laços de família, para não dizer dos tentáculos familiares, nos mais diversos ramos do Estado brasileiro. É autor de Estado, classe dominante e parentesco no Paraná(Blumenau: Nova Letra, 2015. 386 páginas). (Leia a resenha de Luciana Walter a respeito). 
Leia mais »
Média: 5 (9 votos)

A pesada herança do pensamento religioso na esquerda, por José Luis Fevereiro

A pesada herança do pensamento religioso na esquerda

por José Luis Fevereiro

Algo que sempre incomodou desde o inicio da minha militância, na virada dos anos 70 para os 80, foi a recorrente tendência de setores da esquerda de apresentarem explicações morais para todas as derrotas ou insuficiências. O MEC ( antigo Ministério da Educação e Cultura) aumentou os preços dos bandejões das universidades? culpa da direção da UNE que traiu a luta dos estudantes . Collor venceu a eleição de 1989? culpa da Articulação ( tendência majoritária do PT à época da qual fazia parte Lula) que  ficou com medo de vencer e orientou Lula a perder o debate final (sim meninos, eu ouvi isso).

Fracassou a greve geral de 30 de junho? Culpa das direções das grandes centrais que desmobilizaram as classes trabalhadoras ( que “obviamente” queriam fazer a greve).Temer  tem  apenas 5% de aprovação e mesmo assim não há manifestações de massa pela sua derrubada? culpa de setores da esquerda que na verdade não querem derrubar o Temer porque ...... . Leia mais »

Média: 3.3 (7 votos)

O jornalismo de empulhação que personifica o “mercado”, por J. Carlos de Assis

O jornalismo de empulhação que personifica o “mercado”

por J. Carlos de Assis

O noticiário econômico brasileiro é uma peça de ficção e de empulhação da sociedade. A maioria dos jornalistas de tevê e de jornal, notadamente dos grandes, mascara sua imbecilidade específica com conceitos ideológicos tomados do neoliberalismo sem qualquer espírito crítico. Pior do que isso. É um jornalismo que se baseia numa figura fantasmagórica chamada “mercado”, que emite opiniões extravagantes como se fosse uma pessoa.

Pela boca ou pela pena desses noticiaristas de circo o “mercado” fala, o “mercado” sente, o “mercado” ouve. Dão ao mercado uma personalidade específica, com sentimentos, razão e outros predicados humanos. O “mercado” é capaz de emitir extensos comentários a respeito das últimas medidas do governo, em geral repetindo noções elementares de economia que se tornam lições de idiotice para servir o público.

Leia mais »

Média: 4.9 (8 votos)

Procurem o concorrente, por favor!, por Mauro Santayana

Procurem o concorrente, por favor!

por Mauro Santayana

Um amigo, recém-retornado ao Brasil depois de muitos anos  trabalhando no exterior, resolveu abrir, outro dia, com parte de suas economias, uma conta na agência Styllus do Banco do Brasil do Setor Sudoeste, em Brasília, e não conseguiu.

A justificativa, citada pela atendente - que não quis nem saber sequer quanto ele tinha para depositar e aplicar, foi "tout court", "superlotação", como se tratasse não de uma agência bancária top de linha, mas de uma vulgar - e desumana - cela de prisão.

A verdadeira razão da recusa?

Leia mais »

Média: 4.7 (14 votos)