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Opinião

Dois passos para aprofundar golpe, por Paulo Teixeira

Foto Cidade News Online

Dois passos para aprofundar golpe

por Paulo Teixeira

Depois de comprar a preço de ouro a maioria da Câmara para salvar Michel Temer de ser investigado por crime de corrupção na última semana, o golpe dá dois passos que conduzem o Brasil à incerteza. De um lado, a proposta de mudança de sistema de governo para o parlamentarismo, que ganha força com a introdução do chamado Distritão nas eleições legislativas. De outro, segue a tentativa de retirada dos direitos políticos do ex-presidente Lula, visando impedir sua candidatura.

A ideia do parlamentarismo, que vem ganhando espaço no discurso do governo e de sua base política e fisiológica, volta à praça porque as forças golpistas não conseguem construir uma candidatura capaz de vencer eleições presidenciais. Como não conseguem vencer eleições para presidente desde 2002, deram primeiro um golpe parlamentar, para derrubar a presidenta legítima, e agora querem abolir a própria figura do chefe do Poder Executivo eleito diretamente pelo povo. 

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O Agosto de Temer, por Paulo Kliass

da Carta Maior

O Agosto de Temer

por Paulo Kliass

A lista de acontecimentos que se aproximam da tragédia política contribui para reforçar a crença de que o mês é mesmo portador de mau agouro em nossas terras

(de acordo com a sabedoria popular

brasileira, agosto é

considerado como o mês do

cachorro louco).

A lista de acontecimentos históricos que se aproximam da tragédia política contribui para reforçar a crença de o mês é mesmo portador de mau agouro em nossas terras. Assim foi o suicídio de Getúlio Vargas em 1954, a renúncia de Jânio Quadros em 1961, a morte suspeita de Juscelino Kubitschek em acidente automobilístico em 1976 e a morte de Eduardo campos durante a campanha presidencial em 2014. Leia mais »

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O dia dos pais da Folha não tem um elemento essencial, por Matê da Luz

O dia dos pais da Folha não tem um elemento essencial

por Matê da Luz

Olha, é de cair o ** da bunda! Daí tem gente que ainda critica o poder da mídia, diz que a gente (as mulheres) reclamam de tudo e qualquer coisa, que a gente não entende a mensagem e sai falando, falando, falando... Alguém pode me explicar, então, o porquê da capa do especial da Folha sobre o dia dos pais não ilustrar, abordar ou citar uma criança "encaixada" na vida do belo desconhecido que estampa a matéria? 

Pra quem não viu, a imagem taí. Em diversos posts sobre o assunto, no Facebook, feitos por mulheres, é claro, as palavras RECALQUE, FEMINISMO e MIMIMI apareceram tanto da ponta dos dedos de homens quanto de mulheres rebatendo as críticas: afinal de contas, pra que enxergar problema em tudo, não é mesmo? Que os pais encontrem seus momentos de lazer e distração já que são responsáveis por prover a família e QUE BAITA CONCEITO MACHISTA PELO AMOR DE DEUS PESSOAL, AS MULHERES TRABALHAM PRA CARAMBA HOJE EM DIA E SÃO RESPONSÁVEIS POR PELO MENOS 40% DOS LARES NO PAÍS, então não me venham com este argumento mesmo que seja válido lembrar que o elemento principal pra que alguém seja chamado de pai seja a existência do filho.  Leia mais »

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O ovo e o pinho sol, por Allyson Allan

O ovo e o pinho sol

por Allyson Allan

Notório o destaque atual da imprensa na polarização causada por dois objetos simbolicamente carregados de significados, o ovo e o pinho sol. Sabe-se que não é de hoje que diferentes objetos ganham significados maiores que suas funções na sociedade, saciar a fome e desinfetar o banheiro, por exemplo. O que está em jogo é o sentido dado pelo uso dos dois objetos por dois diferentes protagonistas, um manifestante que lustrou a cabeça do Doria em Salvador nessa segunda-feira e o jovem Rafael Braga que foi incriminado pelo porte do desinfetante e outros ilícitos pela Primeira Câmara Criminal do Rio de Janeiro nessa terça-feira.

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A quebra da blindagem estética
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Segunda Opinião: De mal a pior, por Wanderley Guilherme dos Santos

Sugestão de Antonio Ateu

do Segunda Opinião

De mal a pior

por Wanderley Guilherme dos Santos

Os democratas progressistas têm enorme dificuldade em aceitar a gravidade de dois problemas: a) que a democracia não garante a melhor solução para todos os desafios; e b) que ela própria, democracia, falha em importantes aspectos de suas promessas. A histórica incapacidade de combater a miséria sem aumentar a desigualdade é um dos desafios da primeira ordem; que o sistema representativo seja capaz de gerar incompatibilidade entre seus próprios valores é uma dura deficiência da segunda ordem. Leia mais »

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Todo poder ao Parlamento!, por Carlos Motta

Todo poder ao Parlamento!

por Carlos Motta

A nova que vem de Brasília dá conta que o Dr. Mesóclise e sua turma de picaretas estão bolando mais um plano para acabar de vez com as pretensões do ex-presidente Lula voltar a ocupar o cargo de chefe do Executivo central novamente. 

O truque da vez se chama parlamentarismo, esse sistema de governo no qual o presidente da República é uma figura decorativa e quem dá as cartas é o primeiro-ministro, escolhido pelo Congresso - ou Parlamento -, entre os seus.

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A Doutrina Moro-Globo e o Ponto de virada, por Edivaldo Dias de Oliveira

A Doutrina Moro-Globo e o Ponto de virada

por Edivaldo Dias de Oliveira

Agora que o ciclo – ou seria circo? – de Curitiba se fechou, com a aceitação da denuncia contra Lula sobre o sitio de Atibaia, creio ter chegado o momento de apresentar algumas propostas que pode vir a ser tornar o ponto de virada em toda essa tormenta que nós, amantes da democracia de todos os matizes, temos enfrentado.

Ao sentenciar sem qualquer fumaça de prova como de Lula um apartamento que este declarou publicamente e inúmeras vezes não lhe pertencer, inclusive apresentando provas incontestáveis sobre quem “era” o seu real proprietário - a Caixa Econômica Federal, que tem a caução do imóvel em função de empréstimo concedido a OAS -, o juiz Sérgio Moro escudado nas Organizações Globo, implantou no país uma nova, perigosa e temerária doutrina sobre um dos pilares de sustentação de toda a sociedade, que é o direito a propriedade e os instrumentos que a legitima.

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O problema não é a corrupção mas da ruptura do destino, por J. Carlos de Assis

O problema não é a corrupção mas da ruptura do destino

por J. Carlos de Assis

Temos, sim, um Presidente corrupto. Faz mal? Não, não faz. É que temos por contrapeso um ministro do Supremo que protege bandidos como Aécio. Faz mal? Não, não faz mal. Mais de metade da Câmara ganhou ministérios, cargos públicos e emendas parlamentares para proteger o Presidente corrupto. Faz mal? Não, não faz mal. Afinal, nove dos principais auxiliares do Presidente em atividade no Planalto estão sendo denunciados pela Lava Jato por recepção de dinheiro sujo. Faz mal?

Desapareceu no país a noção de decência. Não há nenhuma instituição da República que possa se apresentar como de mãos limpas? Lembram-se da lei da ficha limpa? Era destinada a impedir que candidatos corruptos disputassem cargos eletivos. Por que só cargos eletivos? E o Judiciário? O Ministério Público? Seus integrantes decoram uma apostila e se tornam as personagens mais poderosas da República. E se insurgem, sintomaticamente, com a possibilidade de uma lei de abuso de autoridade.

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...da República de Curitiba..., por Eduardo Ramos

Foto Gazeta do Povo

...da República de Curitiba...

por Eduardo Ramos

O fato de termos um juizado que assume tal nomenclatura é uma humilhação não só para todo o sistema judiciário, é uma humilhação para o país, um evento vexaminoso para o Estado brasileiro, uma das muitas provas de nossa incivilidade secular, do fracasso de nossas instituições ao longo do tempo.

A sabedoria popular vai construindo mesmo nos rincões mais afastados, crenças sólidas estabelecidas através de exemplos tão acachapantes que são apreendidos na verdade por toda a sociedade, e se expressam em sentenças que se tornam “a verdade da nação sobre seu próprio país”.

No Brasil, uma dessas sentenças, das mais trágicas diga-se, é que “a Justiça não é confiável!”. Diz o povo em seu jargão vulgar: “nossa Justiça é para pretos, pobres e prostitutas” – e hoje em dia, acrescentaram um quarto “p” à lista – para os petistas!

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A fila dos anti-Lula não para de andar, por Carlos Motta

A fila dos anti-Lula não para de andar

por Carlos Motta

Não bastasse o terrorismo de alguns "analistas" e das Empiricus da vida, e lá vem um dos mais notórios garotos-propaganda do deus mercado dizer, na também notória Folha de S. Paulo, que "uma guinada populista levará tudo para o brejo", claramente se referindo a uma eventual vitória do ex-presidente Lula em 2018.

O sujeito, uma das  maiores fortunas do Brasil, a vida toda ligada à especulação, não esconde, na entrevista, sua aversão a Lula, com alegações que o distanciam do modelo de intelectual, que sempre vestiu, e o trazem para o campo dos fundamentalistas boçais da extrema-direita: "Se Lula for candidato, vai voltar o mesmo padrão de mentiras e promessas de antes. Ele declarou outro dia que nunca o Brasil precisou tanto do PT quanto hoje. Para quê? Para quebrar de novo? Para enriquecer todos esses que estão aí mamando há tanto tempo? Acho que a campanha vai ser de baixíssimo nível."

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Uma Justiça feita de ternos importados, por Carlos Motta

Uma Justiça feita de ternos importados

por Carlos Motta

A antecipação, por parte do presidente do TRF-4, de que o recurso do ex-presidente Lula contra a sua condenação, a ser apreciado por aquele tribunal, vai para a lata do lixo e a sua pena de prisão perpétua será mantida, foi recebida com surpresa por muita gente.

É incrível a ingenuidade dos brasileiros, mesmo da parcela da sociedade que se julga - e muitas vezes é - bem informada.

Parece, para essas pessoas, que o Brasil vive um momento de esplendor democrático, que as suas instituições estão, como se diz, "funcionando normalmente", com uma imprensa e meios de comunicação a serviço da sociedade, e onde o poder público faz o impossível para diminuir a desigualdade entre os cidadãos e tornar a sua vida cada vez melhor.

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"Não li, mas gostei": A destruição da Justiça pelo populismo judicial, por Paulo Teixeira

"Não li, mas gostei": A destruição da Justiça pelo populismo judicial

por Paulo Teixeira

O Desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, Presidente do Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF-4), instância que vai analisar a sentença de Moro contra Lula no caso do tríplex do Guarujá, concedeu entrevista ao Jornal O Estado de São Paulo publicada no domingo, 06.

O Dr. Thompson não participará do julgamento, mas na entrevista deu provas - cometendo o mesmo erro de Moro - de parcialidade na análise. Revela que não leu o processo, desconhece os autos, mas mesmo assim julga a sentença condenatória do Juiz Sérgio Moro como irretocável. Chega a afirmar que a referida sentença "vai entrar para a história".

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A profecia de Jucá e a Farsa Jato ou Farinha do mesmo saco, por Armando Coelho Neto

A profecia de Jucá e a Farsa Jato ou Farinha do mesmo saco

Por Armando Rodrigues Coelho Neto

Não existe combate à corrupção no Brasil e sim uma caça a Lula e ao Partido dos Trabalhadores. Já o disse antes neste espaço e reafirmo até prova em contrário. O processo seletivo de alvos permanece e alguns atos pontuais diferenciados, com aparente cunho apartidário, são calculados e seus efeitos são minimizados com notícias contra Lula, Dilma, PT. Os oficiantes da Farsa Jato sabem disso, enquanto ajudam a alimentar o bordão de que “todos são farinha do mesmo saco”, na desqualificação e criminalização da política.

Ao que parece a farinha do mesmo saco carece de melhor reflexão. Um bom começo é explicar a razão porque chamo de Farsa Jato as operações policiais desencadeadas pela Polícia Federal. Operações essas aplaudidas pelos políticos a quem servem, como se fossem farinha de outro saco, sob ovação de fósseis da guerra fria, ignorantes raivosos e uma legião de desavisados. Permaneço em estado de reserva crítica com meu “desconfiômetro” ligado.

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O legado cruel das Olimpíadas, por Sergio da Motta e Albuquerque

O legado cruel das Olimpíadas

por Sergio da Motta e Albuquerque

Houve uma boa dose cinismo no  Jornal da Globo (4/8, 20:40), ao apresentar um patético arremedo de celebração do "legado" das Olimpíadas do Rio em 2016. Que legado?

A reforma urbana prometida para a Praça Mauá agora depende totalmente da iniciativa privada para pagar o obra cara (e ultra,super faturada). A crise do estado em seus três níveis ( federal, estadual e municipal) não permite o investimento, e o local não conta mais com policiamento à noite e outros serviços urbanos prometidos ao “Porto Maravilha”. O município do Rio de Janeiro “quebrou”, e os empresários hoje passam longe do esforço de Paes em moldar a cidade aos interesses dos empreendedores imobiliários.

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Para acabar com a esquerda e continuar a corrupção, por Raphael Silva Fagundes

Para acabar com a esquerda e continuar a corrupção

por Raphael Silva Fagundes 

Se a presença ou a ausência de algo não modifica de modo sensível o todo, é porque não é parte do todo.

Aristóteles

É possível que a permanência de Michel Temer na presidência tem que ver com o fato de que as reformas não perderam o fôlego, como muitos pensaram após as denúncias feitas ao presidente. A vitória do governo com a aprovação das reformas trabalhistas demonstra que Temer é sim capaz de conduzir a política desejada pelo setor empresarial que apoiou a queda da presidenta eleita Dilma Rousseff.

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