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Opinião

A crise e a classe média, por Fábio de Oliveira Ribeiro

A crise e a classe média

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Irritada em razão de apoiar candidatos que foram derrotados pelo PT, a classe média foi às ruas e conseguiu derrubar Dilma Rousseff. O governo do usurpador, porém, não foi capaz de administrar a crise de identidade e consciência dos inimigos da democracia. De fato ninguém jamais conseguirá fazer isto.

Os membros da classe média brasileira sonegam impostos e exigem serviços públicos de primeiro mundo. Curiosamente, eles pagam escolas e planos de saúde. Portanto, eles não pretendem desfrutar os serviços públicos dos quais reclamam.

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Arte, religião, direitos & outros desconfortos, por Pedro Augusto Pinho

Arte, religião, direitos & outros desconfortos

por Pedro Augusto Pinho

A sociedade humana e cada uma das pessoas vivem, simultaneamente, diferentes épocas, vários tempos.

Há o tempo mais veloz e contemporâneo da técnica e da economia e o tempo mais lento, que está às vezes um século distante, da arte e do direito.

Procuraremos refletir sobre estes tempos e suas consequências na sociedade contemporânea.

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O cadáver do Reitor explica o sentido da Operação Ouvidos Moucos, por Armando Coelho Neto

O cadáver do Reitor explica o sentido da Operação Ouvidos Moucos

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Com perplexidade, li a sinistra nota da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), em conjunto com a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Associação dos Juízes Federais de Santa Catarina (AJUFESC).  Nela, registram que, ao mesmo tempo em que lamentam a morte do reitor Luiz Carlos Cancellier e se solidarizam com a família “nesse momento de dor”, vêm a público repudiar afirmações de eventuais exageros na Operação Ouvidos Moucos.

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As agressões à aniversariante da semana, a Constituição, por Eugênia Augusta Gonzaga

Magritte: isto não é um cachimbo. O PLS 204/2016 autoriza cessões de crédito por parte do poder público e diz que estas não configuram operações de crédito

As agressões à aniversariante da semana

por Eugênia Augusta Gonzaga

No dia 05 de outubro a Constituição brasileira completou 29 anos. Antes a classificavam como “jovenzinha recém chegada à maioridade˜, que vinha colecionando alguns ataques, mas era tida como firme nos objetivos para os quais foi instituída. Nem é preciso dizer o quanto o País precisava dela em 1988. Mas ao longo desses 29 anos, ela vem sendo descaracterizada e vilipendiada, muitas vezes com o aval daqueles que deveriam ser os seus maiores guardiões, o Judiciário e o Ministério Público.

Um dos principais argumentos para esse desmonte, atualmente, é o da responsabilidade fiscal, que deve ser enrijecida em tempos de crise, ainda que para isso seja necessário sacrificar pilares constitucionais importantíssimos, como a soberania nacional, a erradicação da pobreza, os direitos fundamentais à saúde, à educação, à assistência e à previdência social.

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O post é sobre a 'esquerda', não sobre o Temer, por Max Christian Frauendorf

O post é sobre a 'esquerda', não sobre o Temer

por Max Christian Frauendorf

Comentário ao post 'Definitivamente, Temer, não!, por Luis Nassif'

Pelo visto a maioria que se posicionou no debate o fez achando que o texto era sobre Temer. E de fato foi, mas apenas para ressaltar o tamanho do erro que certa "esquerda" comete ao apostar que quanto mais Temer, mais chances de voltar ao poder nos eleições de 2018.

E a esquerda que alguns se perguntaram aqui, não é senão a "esquerda" que tem um candidato em primeiro nas pesquisas eleitorais. É o que restou do PT, depois de anos imerso em "políticas de governabilidade": um pastiche de partido, um agrupamento meramente eleitoreiro, cujo único capital é o carisma de Lula. Com as exceções do que restou da verdadeira esquerda do PT, hoje reduzida a clamar no deserto do nada em que se transformou a outrora riquíssima democracia interna do partido.

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Repúdio à ameaça de golpe militar, por Mário Lima Jr

Repúdio à ameaça de golpe militar

por Mário Lima Jr

Durante uma palestra em Brasília, mês passado, o general Antonio Mourão ameaçou o povo brasileiro, 208 milhões de pessoas, e ofendeu a memória daqueles que dedicaram sua vida à formação da democracia nacional. Ele afirmou que está se aproximando o momento no qual finalmente as instituições resolverão o problema da corrupção política através do Judiciário ou, caso não resolvam, o Exército terá que impor uma solução à força (El País).

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A carta do Capiroto, por Gustavo Gollo

Não sei dizer que tipo de coisa é essa, tão estranha para mim quanto para o leitor. Tendo-me, no entanto, e sem saber como, caído nas mãos essa carta do Capiroto, vejo-me na incumbência de repassá-la imediatamente, livrando-me assim de enorme peso.

A carta do Capiroto, por Gustavo Gollo

Sr Presidente,

Como certamente já percebeu, tendo barganhado quase todo o patrimônio do estado, as poucas artimanhas do gênero que ainda lhe restam serão insuficientes para continuar financiando a compra daqueles que o mantêm no poder, situação embaraçosa que logo o deixará sem apoio para continuar a governar.

Tendo em vista tal constrangimento, e a situação do país, é com satisfação que envio sugestão que lhe terá enorme valia, propiciando a continuidade do financiamento que o tem mantido no poder.

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Sobre sindicatos, servidores públicos federais, a esquerda, o Brasil..., por Eduardo Ramos

Sobre sindicatos, servidores públicos federais, a esquerda, o Brasil...

por Eduardo Ramos

Um fenômeno perceptível para quem tem familiares ou amigos servidores públicos federais, é como esse "microcosmo" tornou-se altamente REPRESENTATIVO de nossa realidade psicossocial. Vou além, as disputas internas pelo poder de cada sindicato é igualmente reveladora da fragmentação de nossa esquerda e do quanto podem ser indecentes, fascistas, destrutivos, os postulantes a diretores sindicais dos partidos mais radicais como PSOL e PSTU.

Posso falar com muita convicção sobre o assunto, não só por ser eu mesmo um servidor, mas por ter conversado algumas centenas de horas com amigos de várias instituições, como Banco Central, Receita, Justiça Federal, e sempre me impressionei de como as histórias e percepções se assemelhavam, se repetiam.

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A “esquerda” fashion punitiva, por Patrick Mariano

do Justificando

A “esquerda” fashion punitiva

por Patrick Mariano

O Congresso Nacional produz curiosos e tristes personagens quando em jogo o direito e o populismo penal. Não vai muito longe, o punitivismo era patrocinado por políticos do campo da direita que ganhavam notoriedade por defender posições radicais e intolerantes quanto a pena e o desmedido uso do direito penal. Destacavam-se nomes como o dos senadores Demóstenes Torres e Pedro Taques, ambos do ministério público e, na Câmara, Ônix Lorenzoni.

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E quem julgará os que acusaram Cancellier e Marisa Letícia?, por Djefferson Amadeus

do Empório do Direito

O suicídio do Reitor da UFSC e a morte de Marisa Letícia: quem julgará seus acusadores?

por Djefferson Amadeus

Este é um duro (ou seria melhor dizer: duríssimo!); daqueles que não gostaríamos de escrever, mas, ao lembrar de Warat, não conseguimos nos conter. Porque o ato mais obsceno da vida – dizia Warat – é o ocultamento do terror que sustenta a aparência democrática”[1] e o silêncio daqueles que, sabendo disso, mantêm-se inertes!

Tenho certeza que, após este texto, corro um grande risco de ser “condenado” e, tal como Sócrates, sentenciado ate à morte; mas os que me condenarão também serão condenados e, segundo penso, a uma pena muito pior. Esperarei minha pena; eles, a deles.  Mas só os nossos “travesseiros” saberão a quem caberá o melhor quinhão.

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Brasil, teu nome é traição, por Arkx

Brasil, teu nome é traição, por Arkx

uma cadeira sempre vazia. uma cadeira vazia se torna a grande questão. talvez a resposta não venha de quem nela estaria sentado, ou poderia senta-ser. seja como for, a foto é um símbolo de nossa época: o Pacto à la Brasil sendo firmado, não com sangue mas sim cerveja, nos fundos de um boteco qualquer. então, a cadeira vazia ali está justamente para ficar vazia. uma garantia aos demais, revezando-se nas outras duas cadeiras, que a Justiça jamais compareceria aquele encontro. com esta certeza, mesmo não retratados na foto, todos os demais estiveram naquela mesa de fundo de bar: PGR e STF, Temer e Aécio, Gilmar Mendes e Sérgio Moro, FHC e o embaixador dos EUA, Serra e Jorge Paulo Lemann, e também, como não, Lula, o PT a CUT e a Frente Brasil Popular. e porque não também setores militares. Brasil, teu nome é traição;

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Roberto Freire, o PPS descarado, por Rui Daher

Foto: Agência Brasil

Por Rui Daher

Mais do que escrever para o GGN e CartaCapital, sem nada receber, tenho pouco a fazer. Depois do neo-Mourão, minha AK-47 tem pouco a fazer. Depois da GV e da USP, elite que somos, ganhei bem. Até que uma grande empresa, em que era vice-presidente, depois da privatização, faliu, e lá deixei minhas economias, obtidas com salários e poupanças. Há vinte anos, perdi tudo, só mantenho o bem de família, onde moro com mulher e filho. Com apenas isto, não há semana em que o corrupto Judiciário brasileiro não me ataque. Defendo-me graças a dois jovens advogados amigos.

Não nego ser um inferno, mas assim continuarei enquanto puder.

Além de assinar os dois sites que me acolhem, pago para receber “Caros Amigos” e outas publicações de esquerda. Não posso, entretanto, além de trabalhar para a direita, sempre de olho em mim, ir além. Em nada mudarei, até porque o status 7.2 não me acrescente grandes esperanças.

Viajo muito e sei do Brasil que não está nas redes sociais (êpa, sociais, Joana, Julião, Severino, vocês estão nessa?). Não? Então não perdem nada. Inclusive a mim, que durante 50 anos pensei escrever e ajudá-los sem nada conseguir.

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Imagens

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Quem é o brasileiro que quer Lula preso?, por Sergio Saraiva

Uma questão de metodologia de amostragem da pesquisa Datafolha pode explicar o paradoxo da maioria dos brasileiros querer, ao mesmo tempo, Lula presidente e Lula preso.

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Quem é o brasileiro que quer Lula preso?

por Sergio Saraiva

O paradoxo Lula

O jornal Folha de São Paulo nas edições de 01 e 02 de outubro de 2017 trazia um paradoxo. A maioria dos brasileiros quer Lula presidente, a maioria dos brasileiros quer Lula preso.

A edição da Folha de São Paulo da segunda-feira – 02 de outubro de 2017 - parecia ter sido planejada para criar um anticlímax nas hostes petista. Logo após a edição do domingo anterior, quando noticiou que Lula ganharia as eleições de 2018 qualquer que fosse seu adversário – inclusive o juiz Sergio Moro, o jornal trazia a manchete: “maioria no país quer Lula preso”.

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A ameaça das urnas, por Guilherme Scalzilli

A ameaça das urnas, por Guilherme Scalzilli

Lula acabava de retornar da bem-sucedida caravana pelo Nordeste e calhou de Antônio Palocci depor a Sérgio Moro. Imediatamente os comentaristas da mídia corporativa se lançaram em previsões catastróficas sobre a candidatura do petista.

A euforia durou pouco. Não que a intenção de voto em Lula tenha sofrido algum abalo, ou mesmo encontrado seu teto, situações compreensíveis nas circunstâncias. Pelo contrário, ela cresceu ainda mais, consolidando o horizonte de vitória no primeiro turno e até certa vantagem no segundo, algo há pouco tido como improvável.

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Revisores que enrolam, editores que empacam, por Felipe Costa

Revisores que enrolam, editores que empacam

por Felipe A. P. L. Costa

Escrever e reescrever várias vezes o mesmo manuscrito ofusca a visão do autor. Imprecisões, descuidos ou pequenos erros de linguagem, por exemplo, vão aos poucos se tornando invisíveis. Quem lê um texto pela primeira vez ainda não está ‘hipnotizado’, podendo assim perceber os problemas com maior facilidade do que quem ficou debruçado sobre o ele durante vários dias.

Sempre que possível, portanto, é aconselhável expor versões preliminares do que se escreve a um ou outro colega, ouvindo e recolhendo os comentários e as sugestões. Leitores mais especializados (i.e., colegas que comumente leem ou escrevem artigos sobre o mesmo assunto ou sobre assuntos afins) poderão depois, quem sabe, detectar erros e mal-entendidos mais graves, propondo então mudanças adicionais mais substantivas.

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