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Movimentos sociais

As mulheres do MTST na Paulista, por Mariana T. Noviello

 

de O Cafezinho

Nem tudo está perdido: as mulheres do MTST na Paulista

por Mariana T Noviello

com a participação de Alexandre Spatuzza

Não é raro notar em movimentos e organizações que lutam por alguma causa, que as bases tendem a ser formadas por mulheres. Porém, quanto mais se sobe a hierarquia destas (e outras) organizações, mais as mulheres são substituídas por homens, que tendem a exercer o papel de porta-vozes e líderes.

Com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) acampado na Paulista, queria saber como era o dia a dia destas mulheres.

O acampamento fica bem na esquina entre a Paulista e a Augusta, próximo ao Conjunto Nacional, um dos principais marcos da cidade, em frente ao Banco do Brasil, onde fica o escritório da Secretaria da Presidência da República na cidade.

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Guilherme Boulos, o psicanalista das massas

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Da Agência Pública

 
A maior liderança dos movimentos sociais é um filósofo e psicanalista que vive na militância desde os 15 anos. Conheça Guilherme Boulos, 34 anos, e entenda por que o MTST dobrou de tamanho em quatro anos
 
por Andrea Dip 

Pouco a pouco, as lonas pretas vão se abrindo sobre as estruturas de bambu e ferro, formando as tendas que passam a abrigar colchões, cadeiras e um fogão. Pessoas que saem do trabalho reduzem a velocidade dos passos, curiosas para saber o que interrompe o trânsito na movimentada esquina da avenida Paulista com a rua Augusta – no coração de São Paulo – naquele fim de tarde de 15 de fevereiro. No pequeno carro de som, Chico Buarque e Racionais MC’s convivem com funks conhecidos em versão de luta – “A militância me deu onda”. A trilha anima cerca de 20 mil pessoas que saíram caminhando do largo da Batata ou da praça da República, debaixo do sol forte, e agora ocupam a calçada em frente ao escritório paulista da Presidência da República. A principal reivindicação é a retomada da faixa 1 do programa federal Minha Casa Minha Vida para famílias com renda de até R$ 1.800 por mês, mas eles também gritam “fora, Temer” e protestam contra as mudanças nas reformas trabalhista e da Previdência.

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Sem comprovação de crime, militantes do MTST são soltos pela Justiça no Recife

do Marco Zero

Sem comprovação de qualquer crime, militantes do MTST são soltos pela Justiça no Recife

por Laércio Portela

Comprovada a arbitrariedade das prisões, os militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) detidos na terça pela Polícia Militar foram soltos pela Justiça no final da tarde desta quarta-feira (22). Na saída do Fórum do Recife foram recebidos por dezenas de outros militantes sem teto e ativistas de Direitos Humanos que permaneceram em vigília desde o momento da detenção.

Entre os detidos estava o advogado do Centro Popular de Direitos Humanos, Caio César Loureiro Moura. Ele relatou abusos da Polícia e criticou o Governo do Estado pela falta de diálogo com os sem-teto. Segundo Moura, os policiais militares em nenhum momento procuraram conversar pacificamente com os manifestantes que faziam um protesto no prédio da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab).

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Polícia Militar liquida à bala protesto por moradia no Recife

do Marco Zero

por Inácio França

Por volta das 2h da terça-feira, a Avenida Recife, Zona Oeste da capital pernambucana, tornou-se cenário de tiroteios que duraram duas longas horas. Em uma ação cinematográfica, bandidos detonaram o muro da Brinks, uma empresa de transporte e segurança, acessaram o cofre e efetivaram o roubo (supostamente R$ 60 milhões) e fugiram. Doze horas após o assalto, a Polícia Militar de Pernambuco mostrou eficiência e ferocidade: só que agora contra militantes desarmados do movimento social.

Tudo começou porque o secretário de Habitação, Bruno Lisboa, desmarcou uma reunião para discutir o destino de 971 famílias da ocupação “Carolina de Jesus”, em um terreno do governo estadual no Barro. Sem perspectiva de negociação, aproximadamente 250 pessoas do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) protestaram na frente da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), na esquina das avenidas Agamenon Magalhães e Odorico Mendes, em Santo Amaro.

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Polícia agride militantes do MTST em ato no Recife

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Jornal GGN - Nesta terça (21), uma manifestação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto em Recife (PE) terminou com repressão violenta da Polícia Militar. Dez pessoas foram detidas, um manifestante foi hospitalizado com hemorragia interna e uma mulher foi baleada na perna.
 
O ato foi realizado em frente à Companhia Estadual de Habitação (CEHAB) e motivado pelo cancelamento de uma reunião que iria discutir a Ocupação Carolina de Jesus. O local tem mais de 1000 famílias acampadas em um terreno do governo estadual, segundo o MTST. 
 
A Polícia Militar recebeu os manifestantes com violência, usando balas de borracha e munição letal. De acordo com o Centro Popular de Direitos Humanos e a Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares, , os coordenadores dos movimentos sociais presentes e o advogado Caio Moura foram presos ao tentar mediar o conflito.

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É preciso ensinar índios a pescar, diz novo presidente da Funai

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Jornal GGN - Antonio Fernandes Toninho Costa, novo presidente da Fundação Nacional do Índio, afirmou que é necessário “ensinar os índios a pescar” e que as aldeias sejam “auto sustentáveis”. 
 
Para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a indicação de Toninho Costa havia sido bem recebido a princípio, já que ele já trabalhou diretamente com indígenas em áreas de demarcação. “Talvez ele pudesse inverter as palavras, deixar os indígenas ensinarem a Funai a pescar. Ele é que está chegando agora, então seria bom ensinar (a ele) o rumo, abrir o espaço para um diálogo com os povos indígenas”, diz Gilberto Vieir, secretário-geral do Cimi.

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Governo avança sobre o direito de greve dos servidores públicos

 
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Da Rede Brasil Atual
 
 
É preciso antes discutir a regulamentação da negociação coletiva, diz dirigente da CUT. "A greve acontece quando a negociação não funciona." Ela defende mobilização: "Nunca tivemos maioria no Congresso"
 
por Vitor Nuzzi
 
O governo Temer encaminhou nesta semana ao Congresso "sugestões" para um projeto sobre direito de greve no serviço público, um tema em discussão há anos, mas sem avanço no Parlamento. A secretária de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, disse que antes de falar em regras sobre greve é preciso regulamentar a negociação coletiva no setor. "Queremos discutir isso primeiro", afirma, lembrando que o direito à negociação está prevista na Constituição brasileira e na Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). "Nós não temos ainda a regulamentação. Entendemos que a greve acontece quando a negociação não funciona", argumenta, lembrando que muitas paralisações ocorrem justamente para garantir a abertura de negociações.
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Em resposta à convocação a uma Greve Internacional no dia 8 de Março! Estaremos em Luta!

Enviado por Almeida

do PCB

Em resposta à convocação a uma Greve Internacional no dia 08 de Março! Estaremos em Luta!

Na última semana, tivemos acesso a uma carta assinada por Angela Davis, Nancy Fraser e outras intelectuais e ativistas que moram nos EUA, na qual se faz uma análise dos movimentos de mulheres pelo mundo, assinalando uma oposição ao movimento feminista liberal – libfem (chamado na nota de “feminismo empresarial”) e convocando uma greve internacional militante para o 8 de Março.

Diante da conjuntura internacional do capitalismo, cada vez mais perversa e agressiva para a classe trabalhadora, principalmente para as mulheres, população negra, LGBT e imigrantes, essa carta se apresenta como uma chama que conclama uma grande greve e paralisações no nosso dia internacional de lutas.

A carta, com um claro conteúdo classista, aponta como o capital financeiro destrói de forma cada vez mais acelerada a vida de nós trabalhadoras e trabalhadores, bem como para a necessidade de as marchas estadunidenses ganharem um caráter de luta anticapitalista e avançarem para além das lutas contra misoginia, homofobia, racismo, xenofobia e anti-imigrantes expressas pelo governo de Trump.

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MTST protesta em São Paulo contra mudanças no Minha Casa Minha Vida

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Jornal GGN - Na tarde de ontem (15), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto convocou dois atos na cidade de São Paulo em protesto contra as modificações no programa Minha Casa Minha Vida pelo governo de Michel Temer. 
 
As manifestações saíram do Largo do Batata, na zona oeste, e da Praça da República, no centro, em direção à sede da presidência da República em São Paulo. Segundo o MTST, cerca de 20 mil pessoas participaram dos atos e outros 200 militantes do movimento estão acampados na avenida Paulista.
 
Além de protestar contra as mudanças, os Sem Teto também pedem a contratação de moradias pela faixa 1 do programa, que atende famílias com renda de até R$ 1800 mensais. O objetivo é manter o acampamento até o governo federal garantir que vai retomar a contratação de moradias para a população mais pobre. 

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Anticandidatura Feminista de Beatriz Vargas ao STF é lançada no Senado

Foto: Leonardo Milano / Mídia NINJA

Enviado por Vânia

Enquanto os mininu ficam de mimimi... as mina vão à luita!

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da Mídia Ninja

Manifesto de lançamento da Anticandidatura Feminista foi entregue ao Senador Edison Lobão, presidente da CCJ do Senado Federal e responsável pela condução da sabatina de Alexandre de Moraes ao STF, ex-Ministro da Justiça de Temer e tucano de alta plumagem

Anticandidatura Feminista de Beatriz Vargas ao STF é lançada no Senado

por Renato Cortez

O Senado Federal recebeu na manhã desta quarta-feira (15) o lançamento da Anticandidatura Feminista de Beatriz Vargas ao STF. Articulada junto a movimentos feministas e outras iniciativas em defesa da Democracia, esta 'não-candidatura' é uma ação política cujo objetivo é denunciar as mazelas do governo Temer, especialmente os retrocessos no Poder Judiciário com a indicação de Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal para a vaga aberta com a morte do ministro Teori Zavascki, vitimado em um acidente aéreo em janeiro deste ano.

Alexandre de Moraes foi Ministro da Justiça de Temer até a semana passada e a sua indicação foi recebida pela sociedade como uma tentativa de proteger o grupo político instalado no poder após o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Alvo de críticas diversas, que vão desde denúncias de plágio em sua tese de doutoramento até declarações públicas que demonstram uma visão arcaica do Direito, a anticandidatura lançada hoje pretende estimular o debate sobre o Poder Judiciário e sua representação em tribunais superiores, onde a presença de mulheres é reduzida.

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Mulheres preparam protestos em todo o mundo no dia 8 de março

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Jornal GGN - Mulheres de diversos países, como Argentina, Brasil, Alemanha e Estados Unidos, preparam uma grande mobilização no próximo dia 8 de março, com o objetivo de protestar contra o feminicídio e a exploração no trabalho.
 
“A ideia é se apropriar da greve como ferramenta política para expressar as nossas demandas e intervir concretamente na ordem da produção”, diz Cecilia Palmeiro, do grupo “Ni Una Menos”, da Argentina. 
 
Em janeiro deste ano, ativistas norte-americanas realizaram a Marcha das Mulheres, que contou com cerca de 500.000 pessoas somente em Washington. “Está claro que a resistência à agenda radical de Trump será liderada por mulheres corajosas lutando pelo nosso futuro”, afirmou a senadora Kamala Harris.

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Convite à desobediência, por Maria José Trindade

Convite à desobediência

por Maria José Trindade

A decisão catastrófica do ministro Celso de Melo, do STF, de acatar a nomeação de Moreira Franco para cargo ministerial na equipe do atual governo, concedendo-lhe foro privilegiado de julgamento, não foi surpresa. Desde a efetivação do golpe à democracia, em 2016, um clima de vale-tudo parece ter-se instalado na cena política brasileira. A normalidade institucional - entendida como o que está em conformidade com o conjunto de normas, regras e leis, criadas pela própria sociedade - vem sendo atropelada, desde então, por decisões casuísticas tomadas justamente pelos agentes públicos responsáveis por preservá-la.  Estamos sob o comando de legisladores que desafiam a lei, juízes que julgam com parcialidade e mandatários que governam sem legitimidade. Normas, regras e leis parecem não valer mais nada para nossos representantes.

É natural que a vida social esteja sujeita a contingências, imprevistos e acasos. Excepcional é que tais incertezas sejam geradas pela deliberação de agentes não virtuosos, incapazes das escolhas éticas e adequadas para o conjunto da sociedade. Quando isso ocorre, instala-se o medo do futuro. Este é o meu sentimento. Há tempo não sei o que é deixar o coração bater sem medo. A sensação é de que a dança política sofre de disritmia: damos um passo à frente e três para trás. A cada dia, um novo sobressalto parece confirmar que nossa sociedade caminha, à galope, para a morte súbita. Leia mais »

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Por que a mídia faz silêncio sobre a greve histórica que está parando Florianópolis, por Joaquim de Carvalho

do Diário do Centro do Mundo

Por que a mídia faz silêncio sobre a greve histórica que está parando Florianópolis

por Joaquim de Carvalho

Os servidores públicos municipais de Florianópolis estão em greve desde o dia 16 de janeiro. É a maior paralisação da categoria e, como mostram as imagens do último ato dos funcionários, realizado na segunda-feira, a adesão é cada vez maior.

Basta comparar as imagens desse ato com o do início da paralisação para constatar que, apesar das pressões que as lideranças dos funcionários estão sofrendo, inclusive de prisão, o número de manifestantes aumentou muito.

“Nenhum direito a menos” é o grito de guerra dos servidores em greve. A origem da paralisação está num conjunto de medidas enviadas pela prefeitura que acabam com o plano de carreira dos funcionários, aprovado em 2014, e cortam outros direitos dos servidores.

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Sérgio Moro em Nova York e a proibição de vozes dissonantes, por Luiza Nassif Pires

Por causa da polarização do momento político, a grande imprensa desinformou, e o público não pôde entender o porquê do protesto de estudantes dirigido ao juiz da Operação Lava Jato, na Columbia University. Conheça, agora, suas motivações (Foto O Globo)

do Brasil Debate

Sérgio Moro em Nova York e a proibição de vozes dissonantes

por Luiza Nassif Pires

Virou tema de grande repercussão nacional a palestra proferida pelo juiz Sérgio Moro em Nova York, ocorrida na Columbia University no dia 6 de fevereiro de 2017. Não pelo que ele disse, mas pelos protestos que nela ocorreram. Não demorou muito para a imprensa e as redes sociais repercutirem os eventos. Em meio ao clima hostil que predomina no debate político brasileiro, logo se multiplicaram comentários daqueles que aprovaram ou desaprovaram a postura dos que protestavam.

Nessa polarização, contudo, a desinformação foi a norma. A imprensa brasileira não deixou claros para o público que, consequentemente, não entendeu os fatos e a natureza dos protestos que ali ocorreram. Esse artigo busca apontar essa desinformação e mostrar o que motivou um dos protestos: vozes dissonantes foram silenciadas no evento em causa.

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Impressões sobre a “Caminhada das Famílias pela Paz” em Vitória (ES), por Vitor de Angelo

Impressões sobre a “Caminhada das Famílias pela Paz” em Vitória (ES)

por Vitor de Angelo

Neste último domingo aconteceu a chamada “Caminhada das Famílias pela Paz”, na praia de Camburi, região de classe média-alta de Vitória. Estive presente no evento como observador, e o que segue abaixo são algumas impressões que recolhi ao longo da caminhada. Cheguei ao ponto de encontro 30 minutos antes da hora marcada pelos organizadores para o início do evento, e percorri todo o trajeto feito pelos que foram ao local. Em diferentes momentos do percurso, entrevistei cidadãos comuns, representantes de entidades que encabeçaram a caminhada e lideranças políticas municipais, estaduais e federais. Do meu ponto de vista, o evento ficou marcado pelo seu caráter conservador e despolitizante, em que pese o sincero desejo de todos os que estavam ali, certamente, para que a normalidade cotidiana se estabelecesse.

As pessoas que participaram da passeata eram, em sua grande maioria, brancas, quase sempre andando em família, não raro com os filhos. Quase todos estavam de branco e carregavam um balão branco – “a idéia partiu da prefeitura”, me disse uma das mulheres que distribuía o artefato às pessoas no início da praia. Por conhecer bem o local do evento, não observei muita diferença com o tipo-padrão do público que frequenta os bairros da região e as pessoas presentes.

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