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Mídia

Atacante corintiano Jô foi vítima da "Pan Lava Jato" da Globo, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Pobre Jô!, atacante corintiano que fez um gol com o braço e determinou a vitória do Corinthians sobre o Vasco no último domingo. A Globo, com a sua tradicional máquina de moer reputações para confirmar a pauta do jornalismo, elegeu o atacante como caso exemplar de todas as mazelas que o País precisa sanar na sua cruzada moralizadora anticorrupção. Lava Jato no futebol, pela honestidade no esporte! Implantado na Alemanha e Portugal, lá o árbitro de vídeo é uma decorrência da evolução natural da tecnologia no esporte. Mas aqui, é resultado da narrativa global da "Pan Lava Jato" na qual todas as editorias do jornalismo da emissora precisam ser encaixadas. Imolado em praça pública, Jô foi mais uma vítima do “modus operandi” da TV Globo: escândalo moral de uma suposta vitória injusta, o bate-bumbo dos seus apresentadores e comentaristas, o pronto julgamento moral e sentença do atacante corintiano e, no final, a "delação premiada" do Jô para tentar se safar da condenação.

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Lula rebate acusações a Moro, repercutem jornais internacionais

Por RFI

Lula se defendeu "em alto e bom som" em depoimento a Moro, diz Le Monde 

Alguns sites de jornais europeus repercutem nesta quinta-feira (14) o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Curitiba, ao juiz Sérgio Moro. O interrogatório faz parte da ação na qual o líder petista responde por corrupção passiva envolvendo o grupo Odebrecht.

"Interrogado por Sérgio Moro, ex-presidente Lula denuncia uma 'caça às bruxas'", é o título da matéria publicada no site do jornal Le Monde. Para o diário, durante o depoimento, o líder petista permaneceu "na defensiva, denunciando um processo 'injusto e ilegítimo'".

Neste segundo encontro entre Lula e Moro, o ex-presidente "soube defender em alto e bom som sua inocência", salienta Le Monde. O jornal explica, no entanto, que desde o primeiro tête à tête entre o ex-presidente e o juiz, a situação do líder petista se deteriorou consideravelmente devido ao depoimento de Antonio Palocci, na semana passada. O ex-ministro apontou que Lula tinha um "pacto de sangue" com a Odebrecht e afirmou que o PT recebeu propina para financiar campanhas eleitorais.

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Análise jornalística é um benefício apenas para a turma de Temer, por Tiago Barbosa

Análise jornalística é um benefício apenas para a turma de Temer: contra Lula e Dilma, a delação é inquestionável

por Tiago Barbosa

Quando veio a público a gravação de Temer em um encontro espúrio com um empresário investigado na calada da noite, a Folha correu para desqualificar o áudio.

Contratou um perito mequetrefe e decretou na machete do site: a prova estava editada e era inútil. A matéria escorou o combalido Temer e foi usada como justificativa por ele para resistir. A PF desmentiu o jornal e o perito, mas a forcinha já havia sido dada. Leia mais »

Imagens

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Dançando no velório: as fantasias da mídia econômica, por André Araújo

Dançando no velório: as fantasias da mídia econômica

por André Araújo

Um organização religiosa benemerente organizou em um shopping do Rio de Janeiro um feirão de empregos. Os promotores conseguiram  duzentas vagas de empregos simples, atendentes de telemarketing, motorisras etc e anunciaram que distribuiriam 400 senhas para candidatos a empregos serem entrevistados, tudo ocorreu no ultimo mês de Agosto.

Desde a noite anterior milhares de pessoas dormiram na fila para pegar as senhas, as entrevistas da Globonews mostraram  gente em um nível de desespero que não me lembro ter visto antes no Brasil. Alguns pediram dinheiro a vizinhos para pagar passagem de ônibus para tentar ao menos ser entrevistados, os que não conseguiram sequer a oportunidade de uma entrevista estampavam nos rostos e nas falas o desespero final de um futuro terrível.

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Porta dos Fundos satiriza "esquema Joesley" de benefícios a delatores

Do Porta do Fundos (Youtube)

Jornal GGN - Quem é o verdadeiro dono do sítio e do triplex? A quem pertence quase meia tonelada de pasta de cocaína apreendida em um helicóptero? No bolso de quem iria parar os R$ 500 mil que a JBS entregou a Rodrigo Rocha Loures? Quem matou o ministro Teori Zavascki e o ex-prefeito Celso Daniel? 

Um político que pretende fechar um acordo de delação premiada, como ocorre rotineiramente na Lava Jato, promete entregar a resposta a todas essas perguntas. Em troca, quer o "esquema Joesley" de benefícios.

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Como a mídia estimula a cultura do ódio, por Orlando Silva

Como a mídia estimula a cultura do ódio

por Orlando Silva

O que tem sido praticado por alguns dos grandes veículos de comunicação brasileiros pode ser chamado de tudo, menos de jornalismo. O facciosismo com que informam, desinformam ou deformam há tempos atingiu níveis insuportáveis de irresponsabilidade.

Em boa medida, a cultura do ódio e da intolerância que hoje é palpável em nossa sociedade tem origem ou respaldo na espetacularização da violência, na divulgação de meras ilações como se fossem verdades absolutas, na sem cerimônia como assassinam reputações nessa busca incessante por escandalizar e manipular a opinião pública.

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Nestor e a Globo, por Maria José Trindade

Nestor e a Globo

por Maria José Trindade

Na Ilíada de Homero, o grego Nestor, filho de Neleu, rei de Pilos, tornou-se símbolo clássico de prudência e sabedoria. Muito velho para lutar, usou sua experiência para orientar guerreiros mais jovens. Ante o inimigo, sua tática de guerra era posicionar as tropas mais frágeis entre duas colunas de soldados valentes.

Esta orientação inspirou uma técnica de organização de argumentos no discurso, conhecida como “ordem nestoriana”. De acordo com ela, o orador deve iniciar e encerrar seu discurso com argumentos fortes e deixar os mais fracos, protegidos no meio do discurso.

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A Globo e as elites predatórias brasileiras, por Fábio

A Globo e as elites predatórias brasileiras, por Fábio !

Comentário ao artigo "No aniversário do golpe, é hora de avaliar a Globo, por Luís Nassif"

A GLOBO é um caso particular de uma fenômeno mais amplo: as elites predatórias brasileiras.

A diferença entre o Brasil e as nações desenvolvidas e civilizadas é que estas últimas conseguiram domesticar suas elites. Fazê-las enxergar que ao abrir mão de parte de seus benefícios mesquinhos e  imediatos em benefício de toda  a nação, sairiam ganhando mais do que saquear e ameaçar a estabilidade de seus países. 

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Globo e a nova Era com os conteúdos on demand, por Lucas Migotto

Globo e a nova Era com os conteúdos on demand

por Lucas Migotto

Comentário ao artigo "No aniversário do golpe, é hora de avaliar a Globo, por Luís Nassif"

Ótimo artigo, Nassif.

Acrescento, ainda, que está em curso uma nova mudança nos meios de comunicação: são os conteúdos on demand. A Globo, parece-me, está muito empenhada em se estabelecer nesse seguimento. Está investindo muito em propaganda, abrindo mão de assinatura e fazendo parceria com fabricante de TVs. Tudo para tentar enfrentar a Netflix e YouTube, que já estão mais a frente na disputa.

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Juiz de SP repete palavras de Moro em decisão que nega pedido de Lula contra a Globo

Juiz em São Bernardo do Campo, cidade onde vive o ex-presidente, Gustavo Dall'Olio entendeu que reportagem do Fantástico sobre a sentença do triplex tinha "razão" de ser negativa, afinal, Lula foi condenado à cadeia

Foto: Reprodução/Clique ABC

Jornal GGN - O juiz da 8ª Vara Cível de São Bernardo do Campo Gustavo Dall'Olio negou, no dia 30 de agosto, um pedido de direito de resposta a Lula contra reportagem do Fantástico sobre a sentença de Sergio Moro no caso triplex. Em sua decisão, o magistrado do ABC paulista chegou a repetir palavras usadas por Moro na condenação de Lula - "ninguém está acima da lei" - e ainda sugeriu que o petista mereceu a abordagem negativa em programa dominical da Globo, afinal, passou da condição de investigado a condenado.

Dall'Olio concluiu a sentença argumentando que o prejudicial à imagem do petista não é aparecer no horário nobre da Globo com uma matéria negativa, mas sim ser condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

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Um ano após o golpe, jornalistas da EBC denunciam desmonte da comunicação pública

Extinto após publicação da MP 744, Conselho Curador representava o controle da sociedade sobre a programação da EBC / Agência Brasil

do Brasil de Fato

Um ano após o golpe, jornalistas da EBC denunciam desmonte da comunicação pública

Em nota divulgada nesta sexta, conselheiros apontam “excesso de governismo” na Empresa Brasileira de Comunicação

Cristiane Sampaio

Brasil de Fato | Brasília (DF)

Os membros do extinto Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançaram uma nota denunciando os impactos da Medida Provisória (MP) 744, que alterou a estrutura da empresa. Publicada pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB) no ano passado, a MP completa um ano hoje e ainda é motivo de polêmica entre governistas, funcionários da EBC, comunicadores e outros especialistas.

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“Veja” comemora o fruto da Lava Jato: a venda do Brasil

festa

Sugestão de Webster Franklin

Ao fazer um balanço da operação, a revista solta foguetes em seu editorial:

“o melhor desdobramento da LavaJato, o mais alvissareiro no terreno do combate à corrupção, veio de onde ninguém esperava: o anúncio da privatização da Eletrobras, a maior empresa de energia elétrica da América Latina e sócia de mamutes hidrelétricos, que vão da velha usina de Itaipu à nova usina de Belo Monte. Sim, o anúncio de uma privatização está entre as medidas mais eficazes que se podem tomar para vencer a corrupção no Brasil. E o motivo é simples:o gigantismo do Estado brasileiro, com seus braços públicos por toda parte, serve como um convite onipresente à corrupção. 

 

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Publicidade brasileira convocada para educar as massas no "Brave New World", por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Sempre criticamos a Publicidade por esconder suas secretas pretensões sob camadas de retórica, mitologias, tons pastéis, cores suaves e a atmosfera de um eterno comercial de produtos matinais. Esqueça tudo isso! Em tempos atuais de crise econômica e milhões de desempregados para os quais a solução inevitável apontada são o empreendedorismo, “pejotização”, precarização profissional e trabalho intermitente, a Publicidade brasileira foi convocada para educar as massas através de comerciais francos, duros e agressivos. Ivete Sangalo flerta com “losers” em pontos de ônibus para promover ensino à distância; Luciano Huck e Rodrigo Faro em peças publicitárias de universidades explicitamente afirmam que a profissão de professor é um bico para “aumentar a sua renda”; campanhas do Uber defendem a “uberização” para você ter mais tempo de “fazer o que gosta”; e o banco Santander assertivamente diz que a carteira de trabalho já era e que no lugar ficou uma maquininha de pagamentos com cartões. Bem vindo ao “Brave New World” da publicidade atual.

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Publicitário de Temer é contratado por agência com contrato milionário com governo

Elsinho é publicitário fiel do "sr. Temer" e agora é Diretor de Atendimento e Conteúdo da Isobar, que recebe contratos milionários do governo
 

Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - O marqueteiro Elsinho Mouco, responsável pelas campanhas de Michel Temer e que trabalha com o peemedebista há 15 anos, foi contratado pela agência de comunicação de Brasília Isobar, que tem contrato milionário com o governo Temer. Nesta quarta-feira (23), o próprio presidente foi pessoalmente à uma reunião da agência, com o ministro Moreira Franco.
 
Elsinho é publicitário fiel do "sr. Temer", como o chama, desde que o atual presidente foi eleito deputado federal, em 2002, e tem atuações junto ao PMDB. Neste ano, seu nome foi arrolado em acusações da JBS: o dono do frigorífico, Joesley Batista, acusou o marqueteiro de ter recebido R$ 3 milhões de propina do grupo para a campanha de 2010 do partido e outros R$ 300 mil em dinheiro vivo, em 2016, a pedido de Michel Temer.
 
No início de junho, Elsinho Mouco chegou a confessar que Joesley Batista o contratou pelos R$ 300 mil com o claro objetivo de "derrubar" a presidente Dilma Rousseff, além de assuntos relacionados à eleição do irmão mais velho, José Batista Júnior, em Goiás. Segundo Joesley, o montante foi destinado às despesas de marketing político pela internet de Michel Temer, pouco antes de assumir a Presidência com a queda de Dilma.
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O jornalismo sem honestidade intelectual de IstoÉ, feito com ajuda da Lava Jato de Curitiba

A turma de Curitiba - com algumas exceções - joga no mesmo time de Michel Temer. Todos estão pouco interessados que mais uma delação contra o presidente surja antes que a OAS ofereça mais munição contra Lula
Foto: Reprodução/IstoÉ
 
Jornal GGN - O jornalismo, quando exercido sem nenhum compromisso com a honestidade intelectual, além de indevidamente subestimar o leitor, corre o risco de revelar um pezinho na loucura. É o caso de IstoÉ e a matéria da última edição, que tenta colocar Michel Temer e aliados como vítimas da perseguição de Rodrigo Janot, um petista enrustido na visão dos procuradores de Curitiba e outros.
 
Basicamente, a revista disse aos leitores o seguinte: sabe aquelas delações da Lava Jato (Delcídio do Amaral, Sergio Machado e Joesley Batista) que outrora ajudaram a sacar Dilma Rousseff do poder, multiplicaram as ações penais contra Lula e continuam sendo usadas para destruir a imagem do pretenso candidato à presidência da República? Pois bem, acreditem ou não, elas fazem parte de um grande esquema montado pelo atual procurador-geral da República para "proteger o PT" e perseguir seus adversários políticos, de PMDB a PSDB.
 
Esse é o nível de argumentação de quem está comprometido com o atual governo e seus vultosos recursos publicitários. 
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