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Mídia

Agência Pública: mulheres se destacam na criação de portais independentes

Da Agência Pública

Furos, perseguições e mulheres no comando: o novo jornalismo na América Latina

Em março de 2016, a Agência Pública lançou o Mapa do Jornalismo Independente. Mapeamos mais de 80 iniciativas de jornalismo nascidas na rede Brasil afora. Perguntamos como essas organizações se financiam, quando foram fundadas e o que elas cobrem. Nesta quinta-feira (20), a SembraMedia, organização parceira que se dedica a apoiar empreendedores de mídia, lançou um relatório ainda mais amplo. Chamado “Ponto de Inflexão”, ele avalia o impacto gerado por organizações de jornalismo digital em quatro países da América Latina.

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Na Alemanha, imprensa fala em "provas ralas" na condenação de Lula

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Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
 
Jornal GGN - Os jornais alemães repercutiram a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro dentro da Operação Lava Jato. 
 
O Die Zeit aponta que o combate à corrupção no Brasil se misturou com objetivos políticos de “forma demasiadamente óbvia”, lembrando que Lula lidera as pesquisas de intenção de voto para 2018. 
 
O Süddeutsche Zeitung afirma que o “caçador de corruptos alcançou sua maior presa”, afirmando que Moro poderia se passar por um James Bond tupiniquim. O jornal destaca que o juiz afirmou, na sentença, a condenação do ex-presidente não lhe traz satisfistação pessoal. “No máximo, metade dos brasileiros acredita nele”, diz a publicação alemã.

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Votação de denúncia contra Temer terá transmissão ao vivo na Globo, diz colunista

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Foto: @MichelTemer/Twitter

Jornal GGN - Assim como ocorreu na votação do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, a TV Globo irá transmitir ao vivo, e sem interrupções, a sessão que decidirá sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer.
 
De acordo com a colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a emissora carioca vai transmitir do primeiro ao último deputado declarar seu voto, mesmo que, com isso, tenha que deixar de passar novelas e jogos. 
 
A votação está marcada para o dia 2 de agosto, uma quarta-feira, quando geralmente são transmitidos jogos de futebol, às 22 horas. 

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GloboNews vence segunda seletiva do KING OF KING-2017

Enviado por Adir Tavares

do blog Coleguinhas, uni-vos!

GLOBONEWS VENCE SEGUNDA SELETIVA DO KING OF KING-2017. FOLHA ASSUME LIDERANÇA NO TROFÉU BOIMATE.

A notícia, dada em termos festivos, de que a recessão tinha reduzido a inflação e devolvido o poder de compra aos brasileiros deu à Globonews a vitória na segunda seletiva do King of the Kings-2017, com 161 (16%) dos 944 votos computados. O KofK é o único prêmio dedicados aos coleguinhas que mais se destacam na tarefa de avacalhar o jornalismo brasileiro.As seis classificadas para a grande final marcada para janeiro de 2018 foram:

1. Jornalista da GloboNews festeja recessão e desemprego por devolver poder de compra aos brasileiros. (161 votos, 16%)

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Paulo Rabello de Castro e o jornalismo do senso comum

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma das grandes pragas dessa era das redes sociais é o opinionismo desenfreado. Todos têm opiniões taxativas sobre tudo, pouco importa o grau de complexidade do tema e de desinformação do autor.

Desde os anos 90, teve início essa praga do populismo do colunismo. Em vez de explicar, interpretar, atender às dúvidas dos leitores, o colunista se colocava no mesmo nível do leitor, com as mesmas indignações e o mesmo nível de ignorância. É o chamado colunismo do senso comum.

A maneira como uma colunista da Folha ataca Paulo Rabello de Castro, no artigo abaixo, é significativa da ditadura do pensamento leigo, justamente onde deveria estar o escrito especializado. Em negrito é sublinhado, meus comentários  

Sem respostas

Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES há pouco mais de um mês, fala muito mas diz pouco. O economista é loquaz na defesa política do governo Temer e evasivo nas explicações substantivas sobre as operações do banco. A verborragia de Rabello já levou dois diretores a pedir demissão.

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A falsa dicotomia entre grandes meios de comunicação e mídias sociais, por Nina Santos

do Comunicação & Política

A falsa dicotomia entre grandes meios de comunicação e mídias sociais

por Nina Santos

As mídias sociais digitais surgem como um fenômeno novo especialmente a partir do começo do século XXI. Pelo seu caráter de novidade e por todas as potencialidades que estes meios parecem oferecer, tornaram-se objeto de inúmeras análises acadêmicas, mercadológicas ou simplesmente opinativas. Apesar de compreender a necessidade de analisar separadamente esta nova mídia, me parece que essas leituras criaram uma falsa dicotomia entre os grandes meios de comunicação[i] e estas novas mídias que é pouco produtiva para o entendimento da realidade em que eles se inserem e das possibilidades de transformá-la.

Para discutir essa questão, vou usar como ponto de partida uma pesquisa muito interessante realizada pela Fundação Perseu Abramo e intitulada “Percepções e valores políticos nas periferias de São Paulo”. Ela foi feita no final de 2016 e publicada em maio de 2017 e busca entender como os moradores das periferias de São Paulo concebem questões políticas tais como o papel do Estado, a meritocracia, o papel dos políticos, entre outras. Meu objetivo aqui não é discutir a pesquisa em si, mas simplesmente partir de uma questão que me ocorreu durante a leitura dos resultados dela.

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A condenação de Lula e a midiática "crítica nem-nem", por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreirra

Após a sentença de condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro, a TV mostrou imagens de comemorações em frente à Vara de Curitiba por manifestantes em suas indefectíveis camisas amarelas da CBF. Ao mesmo tempo, tomadas da Avenida Paulista com mais manifestantes, agora de camisetas vermelhas, faixas e punhos erguidos em protesto contra a condenação de Lula. Ato contínuo, a grande mídia expõe os rostos dos magistrados que julgarão o recurso à condenação e uma canastríssima entrevista (com signos cenograficamente saturados) do presidente do TRF-4 que poderá finalmente impedir a candidatura presidencial do líder petista. Qual a relação entre esse ensaio de volta da polarização “coxinhas X mortadelas” e o jogo midiático de sedução/chantagem com magistrados? O velho semiólogo Roland Barthes responderia: a mitologia da “crítica nem-nem”. Ou simplesmente “ninismo” -  mecanismo retórico de dupla exclusão na qual se reduz a realidade a uma polaridade simples, equilibrando um com o outro, de modo a rejeitar os dois. “Nem” um, “nem” o outro - apenas o “bom-senso”, mito burguês na qual se baseia o moderno liberalismo: a Justiça como mecanismo de pesagem que foge de qualquer embate ideológico.

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Globo já pressiona juízes de 2ª instância contra Lula, por Kiko Nogueira

 
Por Kiko Nogueira
 
 
Como a Globo está domesticando e pressionando os juízes do TRF-4 para terminar o serviço de Moro
 
Assim como fez com Sergio Moro, seu torquemada de casa, a Globo está cuidando agora de domesticar e pressionar o Tribunal Regional da 4ª Região (Sul) no sentido de terminar o serviço contra Lula.
 
O Jornal Nacional dedicou boa parte de sua edição de quinta, dia 13 de julho, para explicar como opera o tribunal que pode tornar Lula inelegível.
 
A matéria era parte didatismo, parte wishful thinking. No subtexto, o repórter falava ao espectador “se Deus quiser, o destino do vagabundo será selado por estes guerreiros”.
 
Imagens do interior daquela corte e closes dos desembargadores João Pedro Gebran, Leonardo Paulsen e Victor Luiz Laus ilustravam a trama.
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Chico Buarque, a Globo que faz a diferença e o fradinho do Henfil, por Luis Nassif

 
Existem o João e seu cunhado Francisco. João, de alcunha Gilberto, é sempre pule de dez; Francisco também Buarque, é uma seta certeira. Um ou outro já consagra a vida de qualquer foca. Basta uma frase, um bocejo, uma poesia do Tejo, um resmungo, um suspiro, qualquer coisa que se extraia de boca de um ou outro, é como a pepita rara bem no fundo da bateia, pouco importa a areia que sempre o editor coloca: quem entrevista o Chico, nunca mais será um foca.
 
Maranhão no fechamento, pensando na roda de sexta, ouve o Ascânio gritar: esqueçam os bacharéis, esqueçam os empresários, deixem Temer e seus sicários, data venia, e os infiéis, esqueçam a malta das ruas, as fontes indignadas, nem me fale em jogadores, em paspalhos ou atletas, parem as rotativas que quero ouvir os poetas chorando gotas de sangue, arrancando os cabelos, quero ouvi-los furibundos, maldizendo Deus e o mundo e a falta de futuro que aguarda seu presidente.

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Na Câmara, jornalistas afirmam que país precisa democratizar verbas publicitárias

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Foto: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

Da Rede Brasil Atual
 
 
Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara promoveu audiência pública para debater panorama da comunicação no Brasil, concentração, censura judicial e perseguição a jornalistas

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados promoveu na tarde desta quarta-feira (12) audiência sobre o exercício do jornalismo e as perspectivas do direito à livre comunicação e expressão no país. Entre outros, participaram Bia Barbosa, como representante do coletivo Intervozes; Maria José Braga, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas; Tereza Cruvinel, jornalista do site Brasil247; o jornalista Luis Nassif; e o editor-chefe da RBA, Paulo Donizetti de Souza.

Em sua fala, Nassif defendeu a restauração do direito de resposta "como contrapartida mais legítima do poder da mídia", hoje, no país. "(O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal) Ayres Brito revogou o direito de resposta. Brito foi relator das ações que declararam a inconstitucionalidade da chamada Lei de Imprensa", disse.

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O que nos conta o sismógrafo gramatical da TV Globo?, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Em 2015 o escritor Pablo Villaça ironizou a proliferação do adjunto adverbial de concessão no bordão “Apesar da crise” repetido pela grande mídia como uma deliberada tática de repetição para criar uma crise autorrealizável e desestabilizar o governo Dilma. Na época, depois de décadas de “jornalismo adversativo”(“porém”, “mas” etc.) a mídia dava uma guinada gramatical para os advérbios. Agora, no momento em que o desinterino Temer virou “chefe de quadrilha” depois de ser incensado como uma espécie de novo Winston Churchill da ponte para o futuro, a mídia corporativa dá outra guinada gramatical: retorna ao velho jornalismo das conjunções adversativas: “há crise política, MAS a economia dá sinais de recuperação”, rezam os articulistas da Globo, tentando divorciar a política da economia. Essas guinadas gramaticais não são meras mudanças de estilo na máquina retórica de destruição da Globo. Sua engrenagem é um verdadeiro sismógrafo que repercute o movimento das placas tectônicas da política e economia, movimentos preocupantes para a Globo na luta para a manutenção do seu monopólio. E principalmente o porquê, de repente, a Globo querer jogar o desinterino Temer ao mar.

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Vamos à segunda seletiva do KING OF THE KINGS-2017!

Enviado por Adir Tavares

do blog Coleguinhas, uni-vos!

VAMOS À SEGUNDA SELETIVA DO KING OF THE KINGS-2017!

O meio do ano já chegou! O tempo voa mesmo, como dizia minha avó. Então, é hora da segunda seletiva para o King of the Kings-2017! Das dez concorrentes desta seletiva, quatro estão na repescagem da primeira e seis são novas. Antes de começar, vamos às regras, como sempre.

1. Você pode votar em até seis concorrentes.

2. Também dessa vez, as quatro não classificadas terão nova chance na próxima seletiva.

3. A votação vai até o próximo domingo, dia 16.

E vamos às concorrentes!

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O Jornalismo é um cadáver "investigativo" que nos sorri, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Lá pelos anos 1990, Oliviero Toscani lançou o livro “A Publicidade é um Cadáver que Nos Sorri” sobre a inutilidade social da Publicidade que não mais vendia produtos, mas estilos de vida mentirosos. Propunha um modelo de Publicidade com função social, assim como o Jornalismo. Porém, o Jornalismo virou corporativo e transformou-se no próprio espelho da Publicidade - assim como grifes, marcas e logos promovem produtos, o próprio Jornalismo passou a promover a si próprio por meio da grife do “investigativo”. Por isso, foi sintomático o 12o. Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, realizado na Universidade Anhembi Morumbi/SP, promover o procurador-geral Rodrigo Janot como estrela máxima e os “bastidores das delações da JBS e Lava Jato” como o “case” principal de um suposto jornalismo investigativo que terceirizou a atividade jornalística. Para a Abraji, jornalismo investigativo é “checar informações” de vazamentos que sempre selecionam seus jornalistas “investigativos” favoritos. Enquanto isso, Martin Baron (editor retratado no filme “Spotlight”) deu o verniz investigativo necessário para jornalistas que confundem investigação com checagem de vazamentos.

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A opinião pública em tempos de crise, por Gustavo Rufino

A opinião pública em tempos de crise

por Gustavo Rufino

A perceção de uma sociedade é sempre atípica e pessoal. Uns acreditam que vivemos em um tempo de prosperidade e há saudosistas que creem que o mundo de hoje está bem pior do que já foi. Todos tendem a acreditar que sua visão de sociedade é única e verdadeira. Mas, o Estado democrático de direito no Brasil é mais frágil do que parece e dá sinais claros de fatores que levam a rupturas democráticas e influenciam a percepção da sociedade.

No texto Opinião Pública, Walter Lippmann (1889 – 1974), mostra o quão pouco conhecemos (e nada discutimos) do ambiente onde vivemos. Observamos as notícias que chegam de diferentes fontes de dados e acreditamos que aquilo é um retrato fiel da sociedade em que estamos naquele momento, mais difícil ainda é basear uma visão de outras pessoas, ou principalmente de outra época.

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Folha derrapa entre conceitos e feitos, por Luis Felipe Miguel

Folha derrapa entre conceitos e feitos

por Luis Felipe Miguel

A Folha dá outra manchete para os surveys de seu instituto de pesquisa e observa um crescimento da "esquerda" na população brasileira. O resultado é baseado em índice criado a partir das respostas a 16 perguntas. É de esquerda, por exemplo, quem responde que a pobreza "está ligada à falta de oportunidades iguais". A resposta da direita é que a pobreza "está ligada à preguiça de pessoas que não querem trabalhar". A resposta de que a pobreza é consequência de desequilíbrios estruturais do capitalismo não é uma alternativa.

Questões sobre economia, sobre direitos e sobre valores são misturadas livremente. Foi considerado de direita quem concordou com a afirmação "quanto menos eu depender do governo, melhor será minha vida", interpretada como uma oposição aos programas sociais. Mas quem discordaria dela, sabendo que os benefícios recebidos do Estado podem a qualquer momento ser ameaçados por algum governo golpista? Melhor não depender mesmo.

Em suma, a pesquisa é um planetário dos erros metodológicos e da ingenuidade epistemológica que caracteriza grande parte dos surveys e da construção de índices, algo sobre o qual falei outro dia. Creio que seu valor como perscrutação das posições "ideológicas" (posição no eixo esquerda-direita não é "ideologia", mas essa é outra discussão) dos brasileiros tende a zero.

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