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Eu não vim para explicar - o jornalismo Chacrinha da Folha de S.Paulo, por Sérgio Saraiva

Dilma não tratou de dinheiro com Marcelo Odebrecht, mas sabia do caixa dois. Temer recebeu Marcelo Odebrecht em palácio para tratar de doações ao PMDB, mas não sabia de nada. A Folha de São Paulo e sua tentativa canhestra de inverter a lógica.

Eu não vim para explicar - o jornalismo Chacrinha da Folha de S.Paulo

por Sérgio Saraiva

Vejamos os questionamento feitos pelo Ministro Herman Benjamin, relator do processo que julga a cassação da chapa Dilma-Temer, a Marcelo Odebrecht, em seu depoimento ao TSE. Segundo os vazamentos terceirizados pela Folha de São Paulo de 24 de março de 2017.

Dilma não sabia, mas sabia.

O ministro questiona Marcelo sobre se ele já havia conversado com Dilma sobre as dívidas com o PT.

Resposta de Marcelo Odebrecht:

“Não. Veja bem, Dilma sabia da dimensão da nossa doação, e sabia que nós éramos quem fazia grande parte dos pagamentos via caixa dois para o João Santana. Isso ela sabia”.

Um não é um não. E um “veja bem”, ora, todos nós sabemos o valor de um “veja bem”.

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Após demissão, nome de jornalista é apagado de reportagem premiada pela Folha

 
Jornal GGN - Após ter sido desligada da Folha de S. Paulo a jornalista e diagramadora Renata Maneschy teve seu nome apagado de uma reportagem premiada duas vezes, e acabou vencendo uma ação contra o jornal. Agora, a Folha é obrigada a indenizar Renata em R$ 30 mil e inserir seu nome entre os realizadores do projeto Boyhood Bolsa Família novamente.
 
Segundo reportagem do Comunique-se, a Folha não quis explicar porquê o nome da jornalista aparecia no projeto e só foi tirado após a sua demissão.
 
Na ação, a defesa sustentou que a ação da Folha "lembra Stalin, que manipulou fotos históricas para apagar o protagonismo do seu ex-companheiro Trotsky na Revolução Russa de 1917, somente porque se tornaram desafetos."
 
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Os procuradores preparando o ataque aos blogs

Leia, primeiro, a nota oficial dos procuradores da Lava Jato sobre o episódio Eduardo Guimarães, blogueiro levado para a Polícia Federal em condução coercitiva, em inquérito que visa levantar os responsáveis pelo vazamento das informações sobre a condução coercitiva de Lula em 2015.

A Nota é muito importante. Sem pretender, os procuradores passaram a receita do que pretendem:

Diz a Nota:

“As providências desta data não tiveram por objetivo identificar quem é a fonte do blogueiro, que já era conhecida, mas sim colher provas adicionais em relação a todos os envolvidos no prévio fornecimento das informações sigilosas aos investigados.

“O Ministério Público Federal reforça seu respeito ao livre exercício da imprensa, essencial à democracia. Reconhece ainda a importância do trabalho de interesse público desenvolvido por blogueiros e pela imprensa independente. Trata-se de atividade extremamente relevante para a população, que inclusive contribui para o controle social e o combate à corrupção”

Quem quiser que compre a versão, em que só faltou beijo na boca.

Mas vamos analisar a nota, ponto por ponto.

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No RJ, jornalista do O Dia é demitido a mando de Crivella

Crivella

Da Mídia Ninja

Jornalista é demitido a mando de Crivella

Por Ricardo Targino

O jornalista Caio Barbosa foi demitido do jornal O Dia por exigência do prefeito do Rio, bispo Marcelo Crivella, feita diretamente ao dono do jornal.
 
A exigência de demissão foi feita após o jornalista publicar matéria denunciando a situação dos postos de saúde do município frente à campanha contra a febre amarela.

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Ao perseguir jornalistas, o bispo Crivella revela sua intolerância à crítica e sua incapacidade de se relacionar com a liberdade de imprensa. Leia mais »

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PM de SP chama de “deprimente e reprovável” matéria do Estadão

Em nota, corporação aponta que veículo manobrou “tendenciosamente” falas usadas na posse do Coronel Nivaldo Restivo 

 
Jornal GGN - A corporação da Polícia Militar do Estado de São Paulo divulgou nesse sábado (18) uma nota de repúdio a uma matéria do jornal "O Estado de São Paulo", apontando que o veículo manobrou "tendenciosamente" trechos das falas do Coronel Nivaldo Restivo, durante coletiva que concedeu na última sexta-feira (17), na sua posse como novo Comandante Geral da instituição. 
 
Na matéria com o título “Novo Chefe da PM diz que Carandiru ‘foi necessário’”, o jornal dá a entender que Restivo concordou com o resultado final da operação que deixou, pelo menos, segundo fontes oficiais 111 presos mortos. 
 
A PM de São Paulo, chamou de "deprimente e reprovável", o título por induzir o leitor na interpretação de que o Comandante Geral aprovou e defendeu a chacina. 
 
"Sobre sua opinião, sem entrar em detalhes sobre o episódio em respeito ao trâmite do processo na Justiça, [o Comandante] disse que a ação, no campo da intervenção policial, foi “necessária e legítima”, isso em razão da chamada da PM diante de quebra da ordem, e a expressão foi distorcida no próprio título que registrou indevidamente: “Carandiru foi necessário”".
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Palestra e Sarau em Florianópolis

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Sarau
 
No sábado, a partir das 19 horas, haverá um Sarau do Blog no Baiacu Bar, 
 
 
Da Gazeta de Joinville
 
 
15 de março de 2017 Deixe um comentário
 
O responsável pelo principal blog político do país, o jornalista Luis Nassif vai proferir uma palestra sobre “A Crise Institucional no Brasil”. O evento vai acontecer no próximo dia 17 de março, às 19h, no auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). A palestra é iniciativa do Instituto Paulo Stuart Wright e UGC.

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Pannunzio, Holiday e o nosso fascismo oculto, por Daniel Gorte-Dalmoro

 

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Por Dalmoro

Escuto o áudio da "entrevista" do vereador do MBL-DEM Fernando Holiday Silva ao jornalista Fábio Pannunzio, da Rádio Bandeirantes. O breve trecho de três minutos (seria uma homenagem aos Engenheiros do Hawaii?) é um triste retrato do nosso acelerado caminhar para o fascismo.

Ao que dá para entender, Holiday não havia sido chamado ao programa, mas diante de terem dito que usara caixa 2 em sua campanha, liga para a rádio, para dar sua versão dos fatos. Justo, ainda que raro - a grande imprensa não oferece seu tempo assim tranquilamente ao Boulos, por exemplo. Talvez surpreendido por terem feito uma pergunta e cobrado uma resposta a ela, e não apenas a feito como desculpa para abrir o microfone para que falasse o que quisesse, o vereador se exalta e é tirado do ar, sem completar sua resposta (me pergunto se não foi para sorte dele e do grupo Bandeirantes).

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Especialistas debatem a democratização da mídia

Sugerido por José Carlos Lima

Do programa Diversidade

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O caso Karnal-Moro, os intelectuais e as tentações midiáticas, por Luís Nassif

Não há veneno maior para o caráter, suborno maior de pessoas do que a perspectiva de se tornar celebridade, a pessoa que, levada por Mefistófeles, chega ao Olimpo da mídia de massa e imagina que se torna um semideus.

Ministros vetustos do Supremo ou juízes provincianos, intelectuais sólidos ou enganadores, jornalistas jovens ou veteranos, empresários, socialites, poucos escapam à   sedução da mass-mídia. E com as redes sociais e a facilidade extrema de difundir mensagens, a busca da fama instantânea se tornou doença universal.

Como esquecer o rosto do decano Celso de Mello, deslumbrado como uma jovem debutante ao ser filmado em um shopping por um fã sedenta de justiça? Ou o Procurador Geral da República posando para uma foto com um cartaz na mão e um sorriso bobo na boca? Ou o jovem procurador montando um power point com a mesma intenção da atriz de festival de cinema mostrando pernas e busto: atrás do fato inusitado capaz de disputar manchetes? Leia mais »

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Perspectiva econômica em contradição na Globonews, por Andre Araujo

No programa Painel, especialistas são unânimes em não ver perspectivas no governo atual, contrariando Sardenberg, Miriam e Donny

Por Andre Araujo

No programa PAINEL, da Globonews, três debatedores cuidadosamente selecionado por William Waack sobre o tema, para abordar o futuro da economia brasileira a partir deste Governo. A conclusão de todos foi unânime: não enxergam qualquer perspectiva com os rumos atuais crises políticas, nenhum futuro para a economia brasileira, desmentido a campanha intensa da própria Globonews para provar o contrário, a partir do entusiasmo de Sardenberg, Miriam e Donny.


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Como a indústria do cigarro usou a pós-verdade

Mundo vive “era da ignorância”, e não a do conhecimento; antídoto estaria em incentivar curiosidade científica entre pessoas 

 
Jornal GGN - A pós-verdade, termo para definir que os fatos objetivos têm menos importância do que as emoções e crenças pessoais, tomou proporções assustadoras em todos os âmbitos da informação, seja em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. 
 
O fenômeno ocorre, muito provavelmente, facilitado pelas redes sociais, dado seu processo acelerado de produção, reprodução e compartilhamento de ideias. No artigo a seguir, o repórter Tim Harford, do Finantial Times, traz novas informações sobre o tema, com avaliações de especialistas que acompanham o avançou da pós-verdade desde as décadas passadas. 
 
Para Robert Proctor, historiador na Universidade Stanford, por exemplo, a humanidade globalizada vive hoje a "era da ignorância", um verdadeiro contrassenso à era da informação iniciada na década de 1980 e que, teoricamente, ainda estaria em vigor.
 
Mas nem tudo está perdido, apesar de a tarefa para reverter esse quadro não ser nada fácil, pois estaria em ampliar a curiosidade das pessoas sobre o conhecimento científico. Estudos apontaram que, indivíduos cientificamente curiosos se dispõem mais a assistir documentários científicos do que propagandas focadas sobre celebridades. 
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A entrevista de Dilma à TV suíça

Enviado por Jackson da Viola

Jornal GGN - Em passagem pela Suíça, a presidente Dilma Rousseff concedeu uma entrevista falando sobre sua trajetória política desde a Ditadura, até à queda provocada por um impeachment por crime de responsabilidade fabricado pela oposição.

Dilma respondeu a perguntas sobre economia e rebateu as denúncias de corrupção que ganharam o mundo por conta da Petrobras. Ela disse que não teve participação pessoal em qualquer esquema. Ela também disse que, ao contrário do que a mídia brasileira tenta exportar, o maior crime de corrupção da história não é a Lava Jato, mas sim a quebra de instituições financeiras na crise de 2008.

Assista à entrevista completa aqui.

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Ódio às leis trabalhistas une o golpista Maia à lembrança caricata de Mario Amato, por Igor Fuser

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Da Revista Fórum

 
por Igor Fuser
 
Ao ler no noticiário de hoje a declaração de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, de que “a Justiça do Trabalho não deveria nem existir”, me lembrei de um personagem da cena brasileira recente que parecia definitivamente perdido no meu baú de memórias inúteis: Mario Amato, falecido no ano passado, aos 97 anos. Como presidente da Fiesp, cargo que exerceu de 1986 a 1992, ele foi o principal líder empresarial no período da chamada “redemocratização”, após o fim da ditadura militar.
 
Amato tinha uma virtude que era ao mesmo tempo um defeito: costumava verbalizar seus pensamentos em estado bruto, sem passar pelo controle de qualidade do super-ego . Isso era uma virtude pela franqueza, e também um defeito porque ele dizia muita besteira, com seu discurso destemperado, politicamente incorreto. Encarnava, com perfeição, o espírito tacanho, reacionário e preconceituoso da burguesia paulista – e brasileira, por extensão.

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Chico Alencar diz que teve falas tiradas de contexto em jantar com cúpula

 
Jornal GGN - Após ser questionado por supostamente ter "beijado a mão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao diferenciá-lo de políticos envolvidos na Operação Lava Jato", conforme assim divulgou reportagem da Folha de S. Paulo, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) disse que as informações foram "retiradas de contexto" e que a nota do jornal foi "maldosa".
 
"Nesta confraternização, eu era um dos poucos deputados de oposição. Como é de costume meu, usei da brincadeira para descontrair clima às vezes desconfortável. As piadas foram retiradas de contexto, obviamente, para tentar confundir alhos com bugalhos", disse o parlamentar.
 
Segundo a reportagem da Folha, no jantar em comemoração aos 50 anos de carreira do jornalista Ricardo Noblat, Chico Alencar teria diferenciado Aécio Neves, enquanto o senador posicionava-se contra a criminalização do caixa dois, de outros peemedebistas: "Você tudo bem, mas Renan [Calheiros (PMDB-AL)] e [Romero] Jucá (PMDB-RR), não", disse o deputado, que teria beijado a mão do senador tucano.
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Jornal diz que Temer pediu apoio financeiro, mas Dilma pediu caixa dois

 
Jornal GGN - Outro dos depoimentos mais esperados da Odebrecht, o do ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira, Claudio Melo Filho, teve trechos vazados à imprensa. O delator foi o que narrou o repasse de R$ 10 milhões, a pedido de Michel Temer, à Eliseu Padilha, para financiar o caixa dois das campanhas do PMDB de 2014. Mas, para os jornais, o executivo disse apenas que Temer "pediu apoio financeiro da Odebrecht", enquanto o "tesoureiro de Dilma pediu R$ 30 milhões por caixa dois".
 
Foi a terceira audiência de depoimentos prestados por delatores da Operação Lava Jato ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Inicialmente tensa, o ministro relator da ação, Herman Benjamin, manifestou incômodo pelos vazamentos. E, de forma indireta, responsabilizou os advogados e os próprios depoentes.
 
Isso porque tanto os ex-executivos da Odebrecht quanto as suas defesas foram obrigados a deixar os celulares desligados e impedidos de ter contato uns com os outros. Alguns advogados inicialmente também foram impedidos de acompanhar os depoimentos, mas Herman Benjamin voltou atrás e acabou liberando a entrada deles.
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