Revista GGN

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Memória

Paulo Silvino e as dinastias artísticas cariocas, por Luis Nassif

A morte do humorista Paulo Silvino chama atenção para um fenômeno tipicamente carioca: as dinastias artísticas que vieram do período das rádios e foram assimiladas pela TV Globo graças ao discernimento insuperável de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni.

Paulo Silvino era filho de Silvino Neto, humoristas que se celebrizou por paródias que fazia de políticos e dos vários tipos de velhos.

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A perda de um companheiro, por Dilma Rousseff

A filha Paula, Dilma, Carlos Araújo, e Leandro (filho de Araújo), em 1992

 

Por Dilma Rousseff

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O mundo é mágico. 

As pessoas não morrem, ficam encantadas.

(Guimarães Rosa)

 

Perdi hoje um parceiro de uma vida.

Carlos Araújo foi um bravo lutador.

Foi um bravo lutador no enfrentamento da ditadura militar, que não conseguiu destruir nem sua força vital, nem seu caráter, nem sua coragem. 

Foi um bravo lutador no esforço pela reconstrução do trabalhismo no Brasil, missão à qual ele e muitos companheiros se dedicaram.

Carlos Araújo amou a vida, e lutou por ela, tanto quanto lutou por uma vida melhor para todos.

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Morre Carlos Araújo, ex-deputado e ex-marido de Dilma Rousseff

Foto: Reprodução
 
 
Jornal GGN - Morreu na madrugada deste sábado (12) o ex-deputado e ex-marido da presidente deposta Dilma Rousseff, Carlos Araújo. Aos 79 anos, ele estava internado em estado grave no Hospital São Francisco, em Porto Alegre, desde o dia 25 de julho, devido a um quadro de cirrose medicamentosa.
 
Carlos Araújo foi preso durante a ditadura militar, pouco tempo após conhecer a ex-presidente. Assim como Dilma, enfrentou tortuta e até chegou a tentar suicídio para não entregar os companheiros de militância.
 
Fundador do PDT, foi um dos deputados mais bem votados do partido no Rio Grande do Sul. Afastou-se da política parlamentar nos anos 2000, mas nunca deixou de participar dos debates nacionais.
 
Dilma e Araújo - que tiveram uma filha, Ana Paula, e o neto Gabriel - separaram-se nos anos 1990, mas continuaram a amizade e companheirismo ao longo dos anos. Leia mais »
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Maria D'Apparecida - Um registro de família, por Paulo de Azambuja Rodrigues

Maria D'Apparecida - Um registro de família

Por seu sobrinho mais velho: Paulo de Azambuja Rodrigues

Na década de 20 do século passado uma jovem negra paulista empregada doméstica, na casa de uma família tradicional, foi engravidada pelo filho do patrão.

Diante desse grave e incômodo imprevisto a família paulistana providenciou a “extradição” da jovem para o Rio de Janeiro procurando-lhe um emprego e pagando-lhe a passagem. Foi dessa forma que a jovem Dulce foi trabalhar como doméstica na casa de meus avós, Germano e Lucília, na Tijuca.

Germano de Azambuja era um próspero advogado e Lucília, sua esposa, uma dedicada dona de casa, católica praticante e mãe de três filhos: Maria Zélia, Gilda e Aloísio. Foi nessa família que nasceu e cresceu Maria de Aparecida Marques.

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A vida também passa, só a música e a poesia vão ficar, por Leo Villanova

por Leo Villanova

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O Adeus a Maria D’Apparecida, por Henrique Marques Porto

 
 
“Tua voz, d’Apparecida, é aparição
Fulgurante, sensitiva, dramática
E vem do fundo negroluminoso dos nossos corações
E vai e volta e vai
Maria d”Apparecida do Brasil,
Aparecedoramente cantaril.”



Carlos Drummond de Andrade.
 
do Ópera Sempre
 
 
por Henrique Marques Porto
 
Anteontem foi dia de ficar pensando em ópera –récitas, casos, testemunhos, conversas do passado, coisas do tipo. De repente me lembrei de Maria D’Apparecida. Por onde andaria? O que foi feito dela? Já havia pesquisado sem sucesso, mas resolvi tentar novamente, no vai e vem dos caminhos e descaminhos da web. Queria apenas saber se ela ainda estava viva, onde morava e o que fazia. Há anos li numa revista francesa que ela teria se recolhido num convento de clausura. Embora não tenha conseguido confirmar a notícia, a suposta clausura talvez explicasse a falta de informações e a dificuldade de encontrá-la.

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Silêncio no pife de Zabé da Loca

Foto Reprodução Youtube

por Alfeu

Zabé da Loca, hoje Zabé das Estrelas

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A morte de Maria D'Apparecida, saudades do Brasil

Maria D’Apparecida Marques faleceu no dia 4 de julho passado em Paris. A grande soprano brasileira, que chegou a substituir Maria Callas em uma temporada, a belíssima cantora que interpretava óperas e Baden, morreu sozinha.

O corpo encontra-se no Instituto Médico Legal de Paris à espera dos parentes. O Consulado Geral do Brasil em Paris entra em contato, devido a matérias que escrevi na Folha e também aos artigos de colaboradores aqui no GGN, para alertar a família.

Se nenhum parente se apresentar, seu corpo será enterrado em vala comum no cemitério de Thiais, suburbio de Paris.

No Youtube, poucos vídeos com ela ao vivo. Em um deles, mostra seu orgulho de interpretar músicas “do meu Brasil”, “Tambatajá”, de Waldemar Henrique.

Linda, linda, com a voz segura e acolhedora, como eram as interpretações de nossas mães.

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Luiz Melodia, presente!

Jornal GGN – Luiz Melodia, ou Luiz Carlos dos Santos, compositor e músico carioca, morreu na manhã desta sexta-feira, dia 4, no Rio de Janeiro. Melodia lutou contra um câncer na medula óssea, e morreu nesta madrugada aos 66 anos. Ele fez um transplante de medula óssea, mas não respondeu bem à quimioterapia.

O brilhante Luiz Melodia nasceu no Morro de São Carlos, no Estácio, Rio de Janeiro, em 1951. Eternizou em “Estácio, Holly Estácio” suas raízes. Abraçou, ainda adolescente, a Jovem Guarda e a Bossa Nova, e foi no samba que recriou-se várias vezes.

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Quando o tempo passar, seremos coisas que o tempo levou!

Resgate de Luciano Hortencio

Trio de Ouro - QUANDO O TEMPO PASSAR - Herivelto Martins e David Nasser.

Disco RCA Victor 80-0762-A.

Maio de 1951.

Disco constante do Arquivo Nirez.

Coisas que o tempo levou.

Agradecimento à colecionadora e pesquisadora Maria Ascensão Rizzo, pela lembrança.

Foto: Jornalista e compositor David Nasser.

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O violão, a vida de Mayara Amaral - lembrança

Sugestão de Alfeu

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Rap da liberdade para José Amaro Correia, o nosso Mário Sapo, por Urariano Mota

Rap da liberdade para José Amaro Correia, o nosso Mário Sapo

por Urariano Mota

Em um trecho do Dicionário Amoroso do Recife, escrevi:

“José Amaro Correia, Zé Amaro, ou Mário Sapo, como o chamamos, era e continua a ser um socialista, militante político, preso em 1973 no DOI-CODI no Recife...

Quando eu lhe pergunto se depois de tanta luta, se alguma vez ele não pensou em desistir, ele, que sei estar com problemas circulatórios, pressão alta, e que piora todas as vezes em que se emociona, ele me responde:

— Desistir? Nunca! Às vezes me dá uma preguiça. Mas dá e passa.

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Moacir Santos e Ataulfo Alves, por Laura Macedo

"... A bênção, Maestro MOACIR SANTOS, que não és um só, és tantos, tantos como o meu Brasil de todos os santos...

Moacir Santos e Ataulfo Alves

por Laura Macedo

Vinicius de Moraes saudou assim seu parceiro Moacir Santos (1926-2006) que completaria, nesse mês de julho de 2017, 91 anos, em seu "Samba da benção", em parceria com Baden Powell.

Moacir Santos integrou o time da Rádio Nacional, numa época em que os geniais maestros escreviam arranjos diários para os vários intérpretes da emissora mais popular do Brasil.

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Elza Laranjeira: Tome continha de você, por Laura Macedo

Elza Laranjeira: Tome continha de você

por Laura Macedo

Elza Laranjeira foi uma das cantoras brasileiras que fez a transição do “Samba Canção” para a “Bossa Nova”. Nascida em Bauru/SP (1925-1986) edificou sua carreira via repertório romântico/internacional.

Na gravação de “Tome continha de você” (Dolores Duran/Edson Borges) ela arrisca com sucesso o lançamento desse delicioso samba gravado, no apagar das luzes do ano de 1959 (ano da morte de Dolores) e lançado em abril de 1960.

À época emergia o balanço da Bossa Nova, recém divulgado, via as composições, entre outros, de José Maria de Abreu, a exemplo de “Um cantinho e você”, em parceria com Jair Amorim. Quem também abraçou o balanço da Bossa Nova foi João Gilberto, com sua batida de violão bossanovista, contribuindo para o samba moderno.

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Na escuridão da noite: poesia e miséria em Nelson Cavaquinho



Na escuridão da noite: poesia e miséria em Nelson Cavaquinho

por Jota A. Botelho

O documentário "Nelson Cavaquinho", realizado pelo diretor Leon Hirszman e lançado em 1969, faz um breve retrato de Nelson Cavaquinho e da periferia do Rio de Janeiro a partir de sua casa em Bangu, resgatando parte da obra deste lendário músico de forma pungente e arrebatadora, onde é captado toda a miséria ao redor, como se ela fosse o húmus para a poesia embriagadora e embelezadora ungida pela  indiferença do grande compositor e poeta, que tocava um violão único e inimitável, sustentada pelo seu humanismo nas afirmações contidas em duas de suas canções presentes no documentário: "do pó vieste e para o pó irás/ nesse planeta tudo se desfaz /... porque o teu castigo chegará também /...guarda a tua riqueza /que eu ficarei com a pobreza/ eu me considero rico em ser pobre/... tu também és um que vieste do pó...", pois ele sabe que irá partir um dia: "vou partir/não sei se voltarei... partirei para bem longe/ não precisas te preocupar..."Leia mais »

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