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Literatura

As fábulas fabulosas

Por jns

Comentário ao post "Literatura e viagem"

Toni Francisco,

O seu rico depoimento me fez recordar de um velho amigo, o Sr. Geraldão, falecido, que cuidava do meu terreninho (um montinho de ciscos) em uma região rural vizinha da minha cidade.

Ele foi tropeiro e viajava em comitivas que se transformavam em grandes epopeias, vencidas ao longo de vários dias de trote, nas idas e vindas, percorrendo cerca de 120 km, para transportar sal, utensílios & fardamentos, montado sobre burros e mulas, entre as cidades de Caratinga e Governador Valadares, no interior das Gerais.

Nas fases da lua cheia - sabedor que ‘os mais velhos’ estavam sentados nas varandas para contar causos curiosos e revirar o passado heroico que me fascinava – deixava a minha casa na cidade e ia prá roça ouvir os contos fascinantes surgidos da tradição oral que me transportava em uma viagem mitológica como ocorria ao ler os compêndios que reuniam ‘As Mais Belas Histórias’, de Lúcia Casasanta, os 'Contos de Grimm', as 'Fábulas de Esopo' e as 'Jean de La Fontaine', por tão ricos de detalhes quanto as instigantes narrativas de ‘Sagarana’ e ‘Grande Sertão’ que foram lapidadas na ourivesaria do matreiro/gênio/mateiro João Rosa.

Um abraço!

   [lili+3.jpg]   Capa do livro As Mais Belas Histórias da Antiguidade Clássica    

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neta do kafka, 32

à moça, do mais fino traço
nas razões quaisquer da existência
foi dado se rever pelo espaço
por tempos de ruído e resistência

(ela insiste em montar pedaço
por pedaço, na minha imanência
os virabrequins do seu cangaço)

oh, tempos de terror e virulência
ah, oficinas do corpo em desamasso
é tudo de brutal inconsequência!

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O poema de Drummond dedicado a Guimarães Rosa

Sugerido por jns

João Guimarães Rosa nasceu a 27 de Junho de 1908, em Cordisburgo, Minas Gerais, e morreu, vítima de enfarte, a 19 de Novembro de 1967, três dias depois de tomar posse na Academia Brasileira de Letras.

O poema de Carlos Drummond de Andrade, dedicado a Guimarães Rosa, foi publicado no jornal Correio da Manhã (do Brasil) a 22 de Novembro de 1967, três dias após a sua partida.

Do Arpose Blog

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Literatura e viagem

Por jns

'Todo livro é, por natureza, uma viagem', Pedro Fernandes

“Mar não tem desenho, o vento não deixa o tamanho...”

“Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.”

“Porque eu só preciso de pés livres, de mãos dadas, e de olhos bem abertos.”

“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem...

'Grande sertão: veredas' (obra-prima da Literatura Brasileira) e 'Corpo de baile' tratam da segunda viagem empreendida em 1952 por Guimarães Rosa pelo sertão das Gerais que fizera, em 1945, outra viagem pelo interior de Minas e em 1947 pelo Pantanal Matogrossense.

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A verdade de Ruffato expõe também a pobreza da literatura brasileira

     LucianoAlvarenga O discurso do escritor Luiz Ruffato na Feira do Livro de Frankfurt merece comentários, como, aliás, muitos estão fazendo, contra e a favor. Quem é contra vê em sua fala críticas aos poderosos de plantão e, ao não enxergar as melhorias dos últimos anos; quem foi favorável vê em seu discurso a denuncia de uma realidade atrasada, arcaica e desigual que não muda. O discurso de Ruffato é de uma verdade incontestável. Leia mais »

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Machado, crítico literário

Machado antes da fama.  Vinte anos antes de se tornar um dos maiores escritores brasileiros, Machado de Assis era um crítico duro, atento e descontente com os rumos da literatura, como mostram alguns de seus textos ainda inéditos, agora reunidos em livro
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A voz de Adriana Calcanhoto


Simplesmente adoro essa mulher...

Minha predileta, Inverno. Toca a alma lá no fundo e dói prá caramba. Ferida ainda aberta, tá difícil de cicatrizar. 

 

No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial

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Manuel Bandeira, o poeta dos amores esquecidos

Por Tamára Baranov - Rio Claro/SP

Manuel Bandeira representa a produção literária de Pernambuco. Fez parte da Semana de Arte Moderna de 1922, embora não tenha comparecido, deixou o ‘Os Sapos’ para ser lido no evento. De estilo simples e direto, foi o mais lírico dos poetas com temática do cotidiano e universal. Alma romântica, mesmo procurando a alegria de viver, melancolia, angústia e solidão são sentimentos constantes em sua obra sem deixar de lado o erotismo. ‘Vou-me Embora pra Pasárgada’ é um dos seus mais famosos poemas. Solitário, nunca chegou a casar, dizendo que havia ‘perdido a vez’. Sofrendo de tuberculose, a certeza de deixar de existir a qualquer momento é constante em sua obra. Sempre achando que morreria cedo, faleceu com 82 anos, em 13 de outubro de 1968. 

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Para Ruffato, escritor mineiro, escrever é compromisso com a sociedade

Enviado por Gunter Zibell - SP

Do Público


Quando a literatura pode mudar a sociedade

O escritor mineiro Luiz Ruffato foi o herói da cerimónia oficial da abertura da Feira do Livro de Frankfurt, que começa nesta quarta-feira e em que o Brasil é o país convidado. Arriscou, pôs o dedo na ferida e foi aplaudido de pé.

O Brasil é o país convidado da Feira do Livro de Frankfurt RALPH ORLOWSKI/REUTERS

Para o brasileiro Luiz Ruffato “escrever é um compromisso”. O autor de “Estive em Lisboa e lembrei-me de ti” (que é editado em Portugal pela Quetzal e Tinta da China) quer “afectar o leitor”, modificá-lo, para transformar o mundo. “Trata-se de uma utopia, eu sei, mas me alimento de utopias”, disse nesta terça-feira, na cerimónia oficial de abertura da Feira do Livro de Frankfurt, que este ano tem o Brasil como país convidado.

O escritor de Minas Gerais foi escolhido para ser o orador literário da cerimónia de boas vindas ao país convidado ao lado da presidente da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Machado, naquela que é a mais importante feira mundial do sector e que nesta quarta-feira abre portas. Fez um discurso que não deixou ninguém indiferente, mostrando como o Brasil é um “país paradoxal”: “Ora o Brasil surge como uma região exótica, de praias paradisíacas, florestas edénicas, carnaval, capoeira e futebol; ora como um lugar execrável, de violência urbana, exploração da prostituição infantil, desrespeito aos direitos humanos e desdém pela natureza.”

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Lista de Livros: Manuscritos econômico-filosóficos - Karl Marx

Lista de Livros: Manuscritos econômico-filosóficos – Karl Marx

Editora: Boitempo

ISBN: 978-85-7559-002-7

Tradução: Jesus Rainieri

Opinião: regular

Páginas: 176

 

“Para o trabalhador, a separação de capital, renda da terra e trabalho é mortal.”

 

“O capital é trabalho acumulado.”

 

“Na realidade efetiva, o salário é uma dedução que terra e capital permitem chegar ao trabalhador, uma concessão do produto do trabalho ao trabalhador.

Mas, na situação em progresso da sociedade, o declínio e o empobrecimento do trabalhador são o produto de seu trabalho e da riqueza por ele produzida. A miséria que resulta, portanto, da essência do trabalho hodierno mesmo. (...) Leia mais »

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Ziraldo passa mal e é hospitalizado em Frankfurt

Brasília – O escritor Ziraldo passou mal e foi hospitalizado hoje (10) em Frankfurt, na Alemanha. Ziraldo faz parte da delegação de autores convidados pelo governo brasileiro para representar o país na Feira do Livro de Frankfurt, evento literário anual considerado um dos mais importantes do mundo no setor. Este ano, o Brasil é o país homenageado.

De acordo com o assessor de imprensa do escritor, Breno Lerner – que o acompanha na viagem –, Ziraldo “sentiu mal-estar e tontura” pouco após o meio-dia (7h em Brasília). “Como ele tem mais de 80 anos, a turma que estava com ele achou por bem levá-lo ao hospital, onde chegou cerca de 25 minutos depois”, disse Lerner.

“Já consegui falar com ele pelo celular. Ele me disse que o mal-estar foi apenas coisa de velho. Não é a primeira vez que ele sente essa tontura. Já vi isso ocorrer outras vezes, e sempre que acontece ele diz que é coisa de velho”, informou Lerner à Agência Brasil. Segundo o assessor, Ziraldo está acompanhado da esposa, Márcia Martins, e da filha, Daniela Thomas. Leia mais »

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Os amigos da corte

O ultimo quiproquó envolvendo direitos autorais tem como um de seus protagonistas a produtora Paula Lavigne, que anunciou recentemente estar à frente de uma associação (ainda não constituída juridicamente, a dar crédito às informações disponíveis) com o objetivo, entre outros, da defender membros da classe artística dos autores de biografias.

A associação, chamada Procure Saber, tem o apoio e a participação de personalidades muito conhecidas na música nacional, como Roberto Carlos, Djavan, Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso (os três últimos, vale lembrar, obrigados a exilar-se durante o período agudo da ditadura).

Mas o que isso significa? Por que agora? Quais os objetivos dessa associação? O que afinal está em jogo quando discutimos o direito (ou não)  de se escrever biografias?

Calma que eu explico. Leia mais »

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"Lançamento literário"

Nassif, colaboradores, demais, em dias bicudos, quer dizer, de gente fazendo bico em Frankfurt por conta da carta de Luiz Ruffato, aqui vai minha colaboração a temática  “literatura brasileira”:

LANÇAMENTO LITERÁRIO Leia mais »

Canadense Alice Munro leva Nobel de literatura

Jornal GGN – A Real Academia Sueca, responsável pela seleção e definição dos prêmios Nobel, escolheu, nesta quinta-feira (10), a escritora canadense Alice Munro como a grande vencedora de 2013. Conhecida como “mestre do conto contemporâneo”, a autora de 82 anos é a primeira vencedora do país norte-americano. Saul Bellow, que venceu em 1976, nasceu em Quebec, no Canadá, mas como se mudou para os EUA (Estados Unidos) quando criança, não era considerado um autor canadense.

Além de ser a primeira canadense a vencer a maior premiação da categoria, Munro é a 13ª mulher a receber a honraria. O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, parabenizou a escritora pelo Twitter. “Em nome de todos os canadenses, parabéns a Alice Munro”. De acordo com o jornal Toronto Star, a autora disse que sabia que estava entre os cotados, mas não acreditava que ganharia.
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Autor ateu redefine a morte em releitura da Bíblia

Jornal GGN - As injustiças mundanas, aquelas que terminam em morte, como o assassinato de um inocente, a fome de uma pessoa ou a doença de uma criança são questionadas no livro "A terra por onde caminho" (Editora Schoba) de Mário Bentes. Afinal, quem é a morte e como ela escolhe a quem levar? Existem parâmetros para continuar vivo?

Lançada na última sexta-feira (1), em evento na livraria Martins Fontes Paulista, a obra é composta por 40 contos, quase todos baseados em relatos bíblicos. Bentes, que já foi cristão e hoje é ateu, mescla o antagonismo dessas duas orientações para mostrar em suas histórias que se há forças opostas na morte, seja ela violenta ou branda, em velhos ou em jovens, ela não é boa nem má – mas somente um fato que deve acontecer. Apesar desse fator natural, o ceticismo do autor é reforçado por meio de um personagem religioso, Uriel, o anjo da morte.
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