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Literatura

Agatha Christie, a rainha do suspense

Seus mais de 80 livros publicados venderam mais de 1 trilhão de cópias em todo o mundo, fazendo dela a maior escritora de romances policiais de todos os tempos. Seus pais tudo fizeram para que ela seguisse uma carreira de cantora lírica ou pianista. Mas a britânica Agatha Christie preferia passar o tempo escrevendo poemas e contos. Quando voluntária no Exército da Cruz Vermelha como enfermeira, aceitou o desafio da sua irmã de escrever uma história policial em que o leitor não pudesse descobrir a identidade do assassino antes do final da narrativa. Daí surgiu ‘O Misterioso Caso de Styles’, que tinha como protagonista um belga chamado Hercule Poirot, inspirado nos vários políticos belgas que se refugiaram na Inglaterra naquela época e se consagrando como um dos maiores detetives já criados. Agatha também criou outros personagens, como Miss Jane Marple, uma simpática velhinha profunda conhecedora da natureza humana. A estréia de Miss Marple ocorreu no livro ‘Assassinato na Casa do Pastor’. Agatha Christie, 123 anos depois do seu nascimento em 15 de setembro de 1890, ainda é a rainha do suspense, e duvido que algum dia seja destronada. 

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‘And Then There Were None’ de 1945 é dirigido por René Clair, com roteiro de Dudley Nichols
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Cabrito com brócolis

Cansei de dizer a Sizenando que o paladar é uma questão de educação, de repetição e de estudo. O paladar, em si mesmo, é uma força positiva, talvez uma dádiva. Eu sempre tive bom paladar, sempre consegui captar nuances de sólidos e líquidos, as marcações subliminares, o salgado mas nem tanto, o falso doce – e o agridoce.

Nasci assim. E foi por isso que me transformei em um dos maiores críticos de restaurantes do País. Se não fosse modesto, diria O maior!

Foi uma época feliz, a que vivi com Sizenando no começo do nosso caso. Eu já completara cinqüenta e dois anos e Sizenando nem chegara aos vinte e cinco. É comum, eu sei, o “cabeça do casal” ser um pouco mais velho e possuir um poder aquisitivo estruturado. É comum também que o mais velho possua cultura, e o outro seja, digamos, emergente. Talvez fosse comum que o mais experiente, como era o meu caso, tivesse nascido no Sudeste, enquanto o companheiro fosse um nordestino ou um nortista. Leia mais »

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A leitura e os direitos humanos

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Em palestra ministrada em 1988 e posteriormente publicada em coletâneas com o título “O direito à literatura”, o professor Antonio Candido tratou do assunto como um elemento indispensável dentro do conceito de direitos humanos. Assinalo alguns trechos:

“Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.
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Vale-cultura vai impulsionar mercado editorial do país, prevê Câmara Brasileira do Livro

São Paulo – A Câmara Brasileira do Livro (CBL) espera aumento de 5% na venda de publicações no país com a introdução do vale-cultura, benefício que será dado a trabalhadores celetistas (regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT). No valor de R$ 50 mensais e preferencialmente destinado a trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, o vale-cultura será usado no pagamento de atividades culturais.

O diretor executivo da CBL, Mansur Bassit, explicou que a expansão do consumo foi calculada com base no número de livros vendidos no Brasil no ano passado: 268,5 milhões, segundo pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP).

O Ministério da Cultura espera a adesão de 1 milhão de trabalhadores no primeiro ano do programa. Com isso, a CBL estima que cada pessoa que receba o cartão magnético do programa adquira pelo menos um livro por mês.

“Queremos ser otimistas. O importante é que ele [trabalhador] consuma cultura: teatro, cinema, inclusive cursos de circo, dança, fotografia, música, artesanato. O livro é muito importante, e é claro que cada um vai querer brigar pelo seu mercado”, disse Bassit.
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Não há tempo a perder para reconstruir democracia, diz Fernando Henrique na ABL

Rio de Janeiro - Ao tomar posse nessa terça-feira (10) à noite, o mais novo integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, disse que não há tempo a perder para reconstruir a democracia nos moldes das realidades atuais. Acrescentou que a educação e a cultura continuam fundamentais e que o momento não é de simples pregação democrática. "Não se trata só de 'ensinar', mas de 'aprender'”, disse ele.

"Não estamos diante de uma elite que sabe e de um povo que desconhece. O momento é de respeito à pluralidade das identidades culturais e de reconstrução das instituições para que elas captem e representem o sentimento e os novos interesses da população" destacou. Para o ex-presidente, só assim o país poderá manter acesa a chama "da liberdade, do respeito à representação e da autoridade legítima e evitar que formas abertas ou disfarçadas de autoritarismo e violência ocupem a cena”, completou Fernando Henrique.
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poesia quando cão, 1

poesia quando cão
é por encanto
poesia quando roupa
é por desprezo
de encobrir a carne
o sangue, o antro
o cerne da verdade
estopa crua
o fogo da intenção
sem ter o mapa
que mais de ser razão
te come, nua.

romério rômulo

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Daqui há alguns meses

Daqui há alguns meses, pretendo continuar escrevendo o meu "Catarina e Jarirí". Estou pensando em dar um "fêcho" na história no final de 2014. Depois, eu gostaria de fazer dele um roteiro para o cinema, isso se não aparecer um roteirista que proponha fazê-lo.

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Os excluídos da grande festa

Para inaugurar este novo espaço, começo postando algo sobre a atenção, sobre ler nas entrelinhas, com um poema novo:

 

¿Não ver por entre e sob o estirão da noite

o manto de brumas sobre os olhos

e além do ontem muito adiante

pelas frestas cinzas das finiestras

 

¿não ver enquanto o corte desangrando

só o dorso forte do machado

única lâmina de múltiplas dores

e das feridas linhas entreabertas

 

¿não ver o que se sabe e desconhece

mentira há muito ouvidada

a rinha de sorte que representa

novas signaturas indescobertas

 

¿não ver o riso sempre interdito

Encortinada íris e siso

o véu mais negro desencobrindo

o que é real e não as seitas

 

¿não ver os nós e a sua desflocularidade

a penumbra do culto que cultua

dois gumes no rumo do murro

a lâmina fria e o que ainda infesta

 

¿não ver a súplica do que amanhece Leia mais »

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ítaca e áfrica

de ítaca roubei helenas tantas
em áfrica montei os sete mares
casei-me com mulheres todas santas

cobri meu corpo gasto de alamares.

as vidas são mais tantas e mais quantas
em muros e desejos sacripantas
castrados e vertidos pelos ares?

poetas são delírios bem vulgares.

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Um texto embalado em esperança e celebração

The End of Your Life Book Club, de Will Schwalbe. Ed.Knopf. 2012. (*)

“Ler não é o oposto de fazer. Ler é o oposto de morrer.”

A frase forte, certeza sólida, e a tonelada de sentimentos por trás do que a sentença representa, são o mote desta obra de Will Schwalbe.

Escrita como um último registro, um ritual de despedida de sua mãe, diagnosticada com um dos mais agressivos tipos de câncer, é uma história de não-ficção,  e uma poética descrição do relacionamento entre os dois protagonistas.

Mulher ativa e pertencente à classe média-alta norte-americana, membro de um tradicional círculo intelectual da costa leste, ativista das mais combativas na área de refugiados e direitos humanos, Mary Anne, após o retorno de uma missão no Afeganistão, recebe o fatal prognóstico: expectativa de vida de alguns poucos meses.O inclemente câncer pancreático já apresenta metástase e compromete o fígado e outros órgãos. Não há nada a fazer. Leia mais »

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A Gênese do Nosso Tempo

  A decadência e os últimos fulgores do idealismo estético das classes abastadas

 

  

 

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Primeiro dia da Bienal Internacional do Livro é marcado por demandas sobre direito autoral

Rio de Janeiro – As preocupações do setor editorial com a nova lei do direito autoral de obras literárias em tempos de convergência digital foram destacadas na abertura da 16º Bienal Internacional do Livro, hoje (29), na capital fluminense. Na presença da ministra da Cultura, Marta Suplicy, a presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Sonia Jardim, reivindicou que a nova lei dos direitos autorais proteja o direito do autor de ser remunerado por seu trabalho, não permitindo a cópia integral ou de grandes trechos do livro, seja ele impresso ou digital.

“Precisamos que a legislação preserve o direito do autor de não ter sua obra copiada sem remuneração, sob pena de desincentivo à produção intelectual brasileira. A alteração da Lei do Livro, incorporando o livro digital na definição de livro é também uma questão urgente a ser resolvida. A legislação precisa acompanhar a evolução tecnológica”, disse.“ Da mesma forma, é necessário que os provedores de internet continuem sendo obrigados a acatar notificações extrajudiciais e retirar do ar links que não remunerem o autor”, completou Leia mais »

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Novos livros de J. D. Salinger serão lançados a partir de 2015, revela biografia do autor

Jornal GGN - O recluso J. D. Salinger deixou ao menos cinco livros inéditos, para que sejam publicados a partir de 2015. É o que garantem os autores de uma biografia e de um documentário, ainda não lançados, sobre a trajetória do escritor, criador do clássico de 1951, “O Apanhador no Campo de Centeio”. O filme foi dirigido por Shane Salerno, coautor do texto biográfico de mais de 700 páginas – este último, também assinado por David Shields. Ambos os títulos receberam o nome de “Salinger” e estarão disponíveis ao público no começo do mês de setembro.

Sem lançar um novo livro desde os anos 1960, Salinger ficou recluso durante praticamente metade de sua vida, distante dos fãs e dos jornalistas, até falecer em 2010, aos 91 anos. "Há uma paz maravilhosa em não publicar", afirmou o escritor em 1974, em uma rara entrevista ao jornal The Independent. "Publicar é uma terrível invasão da minha privacidade. Eu gosto de escrever. Eu vivo para escrever. Mas eu escrevo apenas para mim e para meu próprio prazer." Leia mais »

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a língua de camões

1.
mais amaríeis meu cortado canto
se mais soubésseis como sois amada
e navegásseis pelo meu espanto.
2.
se me amásseis tamanho eu vos diria
da dura solidão dos precipícios
da falsa imensidão dos sodalícios
da cortada razão dos meus ofícios

se me amásseis por certo eu vos diria

e a minha voz em voz por todo canto
decerto iria quebrar-vos em espanto.
3.
senhora, eu vos amei por tanto, em tudo
que de camões busquei o meu primeiro
estado de um estado verdadeiro
e vos cantei canções que são veludo.
4.
se os arcabouços meus em vós levásseis
e se dormísseis no meu louco porto
e mais amásseis o meu antro torto
e se acordásseis meu poema morto

faríeis meus duelos bem mais fáceis.
 

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Maurício de Souza e Ziraldo vão se unir em projeto online de estímulo à leitura

Rio de Janeiro – Maurício de Souza e Ziraldo, dois dos escritores e ilustradores de maior alcance com o público infantil, querem usar a internet para ampliar o número de leitores no país, por meio do método Kumon de aprendizagem. Esse método de ensino foi criado na década de 1950, no Japão, pelo professor de matemática Toru Kumon, e estimula o aluno a gostar de aprender e a se sentir seguro no processo de aprendizagem.  

Ziraldo disse, em entrevista à Agência Brasil, que é preciso fazer algo diferente para que a leitura seja um hábito nacional. “Eu acho que se a gente não tomar providências para fazer um movimento agressivo para transformar o Brasil em um país de leitores, a gente vai ficar nesse rame-rame a vida inteira, botando todo ano uma legião de analfabetos no mercado”, disse o escritor e ilustrador que será homenageado na 16ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que será aberta no próximo dia 29. Leia mais »

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