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Literatura

A delação premiada de Pedro Malasartes – O nascimento do herói, por Sebastião Nunes

por Sebastião Nunes

Pedro Malasartes é podre de rico.

Fez fortuna, como a maioria dos brasileiros multimilionários, utilizando com liberalidade os costumeiros instrumentos de enriquecimento rápido de nossa elite: chantagem, fraude, corrupção, grilagem, intimidação, estelionato, sonegação, notas frias, troca e venda de favores, extorsão, agiotagem, formação de quadrilha e, quando não havia recurso mais barato, encomendando assassinatos e queimas de arquivo.

Em pesquisas recentes (2016), realizadas por órgãos internacionais, Malasartes foi eleito um dos 100 maiores canalhas brasileiros de todos os tempos.

Desde criancinha revelou inúmeros talentos para o exercício do poder, talentos que o transformaram em um de nossos mais brilhantes homens públicos.

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As feministas que inspiraram a criação da Mulher Maravilha

Foto: Divulgação

Jornal GGN - Reportagem da revista Cult, do último dia 12, revela que a história da Mulher Maravilha foi investigada por uma pesquisadora fascinada pela conexão com a evolução do feminismo ao longo das décadas.A repórter Helô D'Angelo resgatou as origens da personagem que voltou aos holofotes da mídia desde o lançamento de filme homônimo, no início do mês.

Diana foi criada por um homem, William Moulton Marson, que curiosamente mantinha relacionamento com três mulheres ao mesmo tempo, e decidiu se inspirar nas três em sua obra. A heroína acabou sendo fruto da fusão da personalidade de Elizabeth Holloway Marston, Margaret Sanger e Olive Byrne, "todas mulheres que não se ajustavam ao padrão de feminilidade vigente na época – Holloway se formou em direito e exerceu a profissão; Byrne também fez faculdade; e Sanger foi uma das feministas mais influentes do século 20."

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Avoa - um pouco de poesia pra enfrentar a adversidade, por Matê da Luz

Avoa - um pouco de poesia pra enfrentar a adversidade

por Matê da Luz

o aviso no pé do peito

é alento, é atento: sai

porque (se) ainda não é a alma
a calma, a brisa,
a brasa
anunciada e já tão pedida
a ponta e o corpo firmes
maleável tempo de pensamento meu

sai

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ovos no vestido bordado, curitiba, paraná, por romério rômulo

ovos no vestido bordado, curitiba, paraná

por romério rômulo

 

meu bolo de 6 andares

minha parede de rosas

12 lustres de cristal

 

sua panela vazia

sua falta de emprego

sua mão a me pedir

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Juiz ladrão

Em 1977 eu gritava juiz ladrão num campo de várzea.

Em 2017 vou gritar juiz ladrão no STF.

O teto virou piso e o roubo é legal.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/07/1901620-depois-de-sete-anos-mensalao-da-toga-pode-ficar-impune.shtml

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Lista de Livros: Crítica da Razão Pura (Parte III), de Immanuel Kant

Enviado por Doney

Lista de Livros: Crítica da Razão Pura (Parte III) – Immanuel Kant

Editora: Fundação Calouste Gulbenkian

ISBN: 978-97-2310-623-7

Tradução: Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão

Introdução e notas: Alexandre Fradique Morujão

Opinião: bom

Páginas: 682

“Nada nos é efetivamente dado além da percepção e do progresso empírico desta para outras percepções possíveis Porquanto, em si mesmos, os fenômenos, sendo simples representações, só são reais na percepção que, de fato, é unicamente a realidade de uma representação empírica, isto é, de um fenômeno. Chamar coisa real a um fenômeno, antes da percepção, ou significa que no progresso da experiência poderemos chegar a uma tal percepção ou não significa nada. Pois que só poderia absolutamente dizer-se que existe em si mesma, sem relação com os nossos sentidos e experiência possível, se se tratasse de uma coisa em si. Trata-se apenas de um fenômeno no espaço e no tempo, que não é determinação de coisas em si, mas unicamente da nossa sensibilidade; daí que o que neles se encontra (nos fenômenos) não seja algo em si, mas simples representações que, quando não dadas em nós (na percepção), em parte alguma se encontram.

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Diálogo sobre traidores antigos e traidores modernos, por Sebastião Nunes

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Imagem: Reprodução

Por Sebastião Nunes

Cochilando debaixo de um coqueiro numa praia de Itamaracá, Joaquim Silvério dos Reis foi acordado por um galopar furioso.

Ergueu-se de um pulo, agarrando a espada na mão esquerda e a garrucha de dois canos na direita: “O que vier eu traço”, resmungou convicto.

O cavaleiro, descalço e vestido com trapos, chegou esbaforido, saltou do cavalo e aproximou-se de Joaquim Silvério, caindo de joelhos diante dele:

– Me acuda, pelo amor de Deus! Me salva, porque vão me garrotear!

Sem entender nada, o traidor mineiro olhou aquele mulato baixo, troncudo e moço, que implorava socorro.

– Acalme-se, meu amigo – disse ele. – Aqui você não corre perigo algum.

– Tem certeza? – duvidou o recém-chegado. – Olha que essas terras estão mais do que vigiadas. Os portugueses estão por toda parte, armados até os dentes. Leia mais »

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por portugal, camões e outros pessoas, de romério rômulo

por portugal, camões e outros pessoas

de romério rômulo

 

te entrego a minha febre -que me roas!-

venho de tantos rudes navegares

por portugal, camões e outros pessoas

 

eu só espero o rasgo dos teus mares.

 

fosse eu, agora, o cálido que sobra

sobre teu corpo, esfera prenha e rude

no incêndio todo a comer tua dobra

 

eu me deixei no mar mais do que pude.

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A tomada do Palácio pelo inverno, por Felipe Pena

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Foto: Leandro Neumann

Do Extra

 
ESSA HISTÓRIA É SOBRE O COPEIRO JOSÉ DA SILVA CATALÃO
 
Quinta-feira, 12 de maio de 2016.
 
José da Silva Catalão, copeiro do Palácio do Planalto, chega cedo ao serviço. Há um deserto em cada corredor no caminho do vestiário. Os poucos seguranças de plantão olham para a tela da TV sintonizada em um canal de notícias. A imagem mostra o painel de votação do senado federal. Catalão ignora a cena e segue seu rumo. No armário, estão o smoking preto, a camisa branca e a gravata borboleta que compõem seu uniforme de trabalho. Quando retorna pelo corredor em direção à copa passa novamente pela TV. São seis e meia da manhã. O placar do senado registra 55 votos favoráveis e 22 contrários ao afastamento da presidente Dilma.
 
Aos 52 anos, Catalão trabalha há oito como garçom do gabinete presidencial. O bom humor é sua marca, um contraste com o clima pesado do terceiro andar do palácio, onde são tomadas as decisões mais importantes do país. Quando Lula era presidente, o garçom escondia o dedo mindinho da mão esquerda na hora de servir o café, imitando o chefe, que respondia com gargalhadas e palavrões. Com Dilma, o tratamento é mais formal, mas ele é um dos poucos funcionários que consegue arrancar um sorriso da presidente no meio de uma reunião de trabalho.
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Oligarquias ainda são a Casa-Grande do país, diz poeta Janduhi Dantas

jandui_divulgacao.jpg
 
Foto: Divulgação
 
Da Rede Brasil Atual
 
 
Com 30 títulos publicados e 100 mil exemplares vendidos, escritor paraibano lança clássico "Menino de Engenho" em versos de cordel, e defende expressão cultural como frente de luta pela libertação

Obra clássica da literatura brasileira, o romance Menino de Engenho, de José Lins do Rego (1901-1957), foi recriado em versos de cordel e publicado em edição produzida com recursos próprios pelo escritor paraibano Janduhi Dantas, um dos principais nomes da literatura cordelista hoje no Nordeste. “Passei mais de um ano no texto. Havia momentos de felicidade, em que o texto fluía e agradava, dava prazer, até mesmo emocionava. Mas tinha em que dava trabalho achar as palavras para as quais houvesse rima e métrica. Dava trabalho, dava dor de cabeça. Tinha que ter paciência”, afirma Janduhi.

O escritor, professor e pesquisador da cultura brasileira tem no currículo duas edições paradidáticas publicadas pela Editora Vozes: As figuras de linguagem na linguagem do Cordel e Lições de Gramática em Versos de Cordel. Ambas mostram a versatilidade da linguagem do cordel para discorrer sobre os mais diversos temas e assuntos, e são também emblemáticas da valorização que essa expressão cultural pode alcançar em obras de interesse a um grande universo de leitores.

Com cerca de 30 histórias publicadas e 100 mil exemplares vendidos, Janduhi, que vive em Juazeirinho, no Seridó paraibano, a 190 quilômetros de João Pessoa, tem a maior parte de seus títulos encontrada no comércio turístico da capital do estado e de outras cidades nordestinas que se identificam com a literatura de cordel.

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Eco na rede, por Almir de Freitas

Enviado por Gilberto Cruvinel

da Bravo

“Pape Satàn Aleppe” reúne os últimos textos de um Umberto Eco às voltas com a internet e a “sociedade líquida”

por Almir de Freitas

O filósofo italiano Umberto Eco (1932–2016) foi daqueles intelectuais difíceis de definir com alguma rapidez. Medievalista, semiólogo e bibliófilo (com certa obsessão pelo universo fabuloso de Jorge Luis Borges), criou um caso sério com as ideias frankfurtianas sobre a indústria cultural, no já proverbial Apocalípticos e Integrados (1964). Foi original, em especial, na abordagem da comunicação de massa a partir da perspectiva da semiótica, e, matreiro, ainda se deu ao luxo de aplicar seus prazeres e concepções na realização de um arrasa-quarteirão de vendas, o romance O Nome da Rosa (1980). Que ninguém duvide que ele sabia do que estava falando sobre os mass media, ainda por cima se divertindo.

Por uma óbvia razão geracional, o pensamento e produção de Eco sobre a cultura e comunicação na era internet é bastante reduzida, e muito limitada a crônicas que ele escreveu para a imprensa diária italiana. Lançado agora no Brasil, Pape Satàn Aleppe — Crônicas de Uma Sociedade Líquida reúne parte dessa produção derradeira, e os temas cumprem o script da mescla de erudito e pop, outra marca do seu pensamento.

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Chico, meu papagaio de estimação, é danado de sabido, por Sebastião Nunes

Chico, meu papagaio de estimação, é danado de sabido

por Sebastião Nunes

Ouvi um toc-toc-toc no vidro da janela e lá estava ele: meu papagaio verde do bico dourado.

Me levantei para abrir e ele entrou, voando lentamente até seu poleiro.

– De onde está vindo, Chico? – perguntei.

– Da ONU – respondeu ele.

– E o que estava fazendo na ONU, Chico?

– Aprendendo como ganhar dinheiro sem fazer nada.

– Ahhh... disse eu.

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Lista de Livros: Crítica da Razão Pura (Parte I) – Immanuel Kant

Enviado por Doney

Lista de Livros: Crítica da Razão Pura (Parte I) – Immanuel Kant

Editora: Fundação Calouste Gulbenkian

ISBN: 978-97-2310-623-7

Tradução: Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão

Introdução e notas: Alexandre Fradique Morujão

Opinião: bom

Páginas: 682

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Catarina e Jarirí - uma paixão sobre-humana, por Cafezá

Arte - Ivonaldo Veloso de Melo

Catarina e Jarirí - uma paixão sobre-humana, por Cafezá

Adispois di se dispiderem di todos, Jarirí, Nicanor e Cascatim entraru na mata rumo à ciudadi. Chegaru lá pur vórta das onze hóras da noite, qui tava boa pra passa dispercebido purque num tinha lua clarianu. Lógo qui eiles chegaru, Cascatim já cumessô a farejá o ar i o chão, pondo o focinho pra baixo i pra cima, cafungando.

-  Nósis tamo parecenu murcego, qui avua di noite cumo si fossi didia.

- Ié vérdadi, Nicanor. A iscuridão da noite é a nóssa cumpanheira.

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Ao Desconcerto do Mundo

Enviado por Gilberto Cruvinel

AO DESCONCERTO DO MUNDO

Luís de Camões

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais m'espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assi
O bem tão mal ordenado,
Fui mau; mas fui castigado.
Assi, que só para mi
Anda o mundo concertado.

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