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Literatura

Lista de Livros: Bíblia Sagrada – Livros Históricos

Enviado por Dorney

Lista de Livros: Bíblia Sagrada – Livros Históricos

Editora: Paulus

ISBN: Bíblia do Peregrino (BPe) – 978-85-349-2005-6 / Bíblia de Jerusalém (BJ) – 978-85-349-4282-9 / Bíblia Pastoral (BPa) 978-85-349-0228-1

Tradução, introdução e notas (BPa): Ivo Storniolo e Euclides Martins Balancin

Tradução (BPe): Ivo Storniolo e José Bortolini

Notas (BPe): Luís Alonso Schökel

Opinião: N/A

Páginas: BPe – 698 / BJ – 492 / BPa – 376

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Livros históricos: Josué / Juízes / Rute / 1 Samuel / 2 Samuel / 1 Reis / 2 Reis / 1 Crônicas / 2 Crônicas / Esdras / Neemias / Tobias / Judite / Ester / 1 Macabeus / 2 Macabeus

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A delação premiada de Pedro Malasartes – Delírios noturnos do velho caduco

Intervenção sobre pintura de Domenico Ghirlandaio

Por Sebastião Nunes

Um grito de arrepiar alma penada atravessou as abóbadas do palácio do... Qual é mesmo o nome daquele bicho de perna comprida, pescoço vermelho e cabecinha preta? Ah, deixa pra lá. Bota aí tapujaca, jabiru, jaburu, tuiuiú, qualquer coisa do tipo.

Quem assim gritou, devastado de medo, foi o noivo-senador, apavoradíssimo, pulando da cama na luxuosa alcova presidencial-golpista.

Acabava de sonhar com uma figura sinistra de dentes compridos e sangue à beça escorrendo pela cara. Assustadora mesmo.

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Leis que "pegam'' ou "não pegam" no Brasil de sempre, por Fernando Horta

“Africanos Livres: A abolição do tráfico de escravos no Brasil” é obra recém lançada pela professora e historiadora Beatriz Mamigonian. Uma obra riquíssima para quem quer entender a escravidão brasileira do século XIX, quando o país já discutia, há algum tempo, questões de representação e ideias liberais já faziam parte corrente nos círculos políticos. Para quem não é historiador, pode parecer estranho o liberalismo conviver ao lado da escravidão, e de forma tão cortês. Mas, na realidade, o liberalismo não apenas aceitou a escravidão no Brasil, nos EUA e em círculos europeus no tocante à África, como, no século XIX, apoiou toda sorte de ideologias segregacionistas e de superioridade racial. Muitos acham que o nazismo “surge” na Alemanha, com o verbo “surgir” quase pipocando no texto e trazendo o sentido de surpresa. Nada mais errado. O nazismo é o ponto mais visível de uma série de ideias de supremacia civilizacional do homem branco e da Europa que, se não tinham fulcro direto em teóricos liberais, conviveram harmoniosamente com estes por muito tempo.

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Sopa de Jabuti e Jabá, por Rui Daher

Sopa de Jabuti e Jabá, por Rui Daher

Queridos seguidores, queridas seguidoras, fui avexado, situação que sempre me faz acionar a AK-47 verborrágica.

Talvez, leonino pretencioso, mas incentivado por amigos, nem todos leoninos, passei chateações quando resolvi inscrever o “Dominó de Botequim” para concorrer ao 59º Prêmio Jabuti, para livros publicados em 2016, na seção “crônicas”.

Quem me lê lembra que fui parar num hospital de Campinas até que a Câmara Brasileira do Livro (CBL) me concedesse o ISBN.

Inscrito, fiz tudo o que pediram. Taxas de inscrição, correios, tudo foi pago.

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Lista de Livros: Abilolado mundo novo – Carlos Maltz

Seleção de Doney

Lista de Livros: Abilolado mundo novo – Carlos Maltz

Editora: Via Lettera

ISBN: 978-85-7636-095-7

Opinião: bom

Páginas: 240

“Porque se não soubermos sentir a dor, também não saberemos sentir prazer. (...) Não tem jeito de estarmos vivos e não sentirmos dor. A dor faz parte da vida. A dor é uma de nossas maiores amigas, e o único jeito de não sentirmos dor, é nos anestesiarmos a ponto de não sentirmos nada... Quem se anestesiar não sente dor, mas, em compensação, também não sente mais nada... Fica confortavelmente anestesiado para tudo... Joga fora o bebê junto com a água do banho ou, se você preferir, joga fora a possibilidade de amar, junto com o medo de sofrer... Não existe vida sem a possibilidade do sofrimento... É aquela história do cara que “vive como se nunca fosse morrer, e morre como se nunca tivesse vivido”.”

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“Sem dúvida, como eu vinha dizendo, concordo inteiramente com a frase do Gessinger: “Você que tem ideias tão modernas é o mesmo homem que vivia nas cavernas”. O mundo mudou muito, na superfície, na aparência, mas, no fundo, não somos tão diferentes assim dos nossos antepassados... Em termos emocionais a coisa anda muito devagar... O mundo das emoções num tá nem aí pro nosso avanço tecnológico e talz... Veja a internet: milhões de pessoas procurando alguém... Milhões de pessoas diariamente se conectando para encontrar um pouco de algo que elas sentem muita falta, mas não sabem o que é... Mudamos muito pouco mesmo nas coisas que realmente importam... Vejam esses sites de realidade virtual... Forte-apaches dos meninos e das meninas grandes... Multidões de Barbies e Kens em busca de emoções que não vão encontrar e que vão gerar mais ansiedade, e mais horas navegando no mar da ilusão... A indústria da pornografia on-line é uma das que mais crescem nesse mundo rico de coisa e pobre de alma... Um grande neg-ócio...”.

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quando o poeta não faz mais sentido, por romério rômulo

quando o poeta não faz mais sentido

por romério rômulo

 

e quando a tua mão me derrotasse

e quando o teu amor me percorresse

e quando a tua carne me encontrasse

e quando a tua faca me rompesse.

 

se acaso a tua raiva me matasse

se acaso a tua dor em mim doesse

e eu, vão, na tua pele então ficasse

e um tiro de paixão me derretesse.

 

se acaso a tua boca me furasse

o grosso do meu olho e me esquecesse.

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Com licença poética, por Adélia Prado

Foto Divulgação

Enviado por Eusper

Com licença poética, de Adélia Prado

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

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A delação premiada de Pedro Malasartes – Conversa fiada antes do casório, por Sebastião Nunes

A delação premiada de Pedro Malasartes – Conversa fiada antes do casório

por Sebastião Nunes

Resumo da ópera:

Morrera a mãe do pequetito Pedro em meio aos angustiantes tédios da riqueza mal adquirida. Apenas dois dias após a morte da primeira consorte, mãe de Malasartes, o muxibento pai, poderoso senador da República, de 70 e muitos outonos, arregalou as butucas para cima de bonita ex-miss de apenas 22 primaveras. Como se vê, estava mais é procurando sarna para se coçar. Enfim, trata-se de versão tupiniquim-mambembe do clássico “A bela e a fera”. Estamos na terceira fase dos preparativos de tal casamento.

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Trovas sertanejas

Meu avô João Ribeiro de Freitas, vereador por três mandatos e vice-prefeito de Eldorado/SP, escreveu isto no final dos anos 1970 inicio dos anos 1980.

 

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fragmento avulso, por romério rômulo

fragmento avulso

por romério rômulo

 

uns graus de febre eterna,

estados do pulso.

a vida hiberna:

eu, avulso.

 

a mão firme se enterra

no meu pescoço.

uns graus de febre eterna:

eu, osso.

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O pão de maçã

Estou num ônibus. Alguns passageiros conversam alegremente sobre os abusos e as torturas que sofreram durante a ditadura. Não consigo entender a felicidade deles. Abaixo-assinados são compartilhados e subscritos pelos passageiros, alguns deles são deixados comigo dentro de uma pasta. Não sei o que fazer com os documentos, mas gostei da pasta. 

O motorista desvia de obstáculos. Quando passa por eles vejo que são grandes montes de vagem com molho de tomate. Impossível dizer o motivo pelo qual toda aquela comida foi jogada fora.

Desço perto de uma padaria. Entre o ponto do ônibus e ela mais montes de vagem com molho de tomate. A cidade parece estar sendo soterrada por comida jogada na rua. Tomo cuidado para não sujar os sapatos.

O balcão e as prateleiras da padaria estão nos seus lugares, mas as paredes sumiram. Chamo o balconista, digo que quero pão de maçã. Mas não sou atendido. O padeiro gordo conversa com alguém que chama de Lobinho. O rapaz vem se sentar ao meu lado. Não quero conversar com ele, quero apenas meu pão de maçã.
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A delação premiada de Pedro Malasartes – Preparativos para o casório do pai, por Sebastião Nunes

A delação premiada de Pedro Malasartes – Preparativos para o casório do pai

por Sebastião Nunes

A defunta mãe de Malasartes nem tinha dois dias de enterrada quando o pai do bebê, poderoso senador da república, apontou os bugalhos para cima de deliciosa ex-miss, loira de 20 e poucos anos e olhos de ressaca.

Aliás, o bode velho, passado dos 70, cara mais engelhada do que leito de rio sertanejo durante seca braba, já vinha botando olhares lânguidos na donzela casadoira bem antes da defunta sucumbir aos tédios da gravidez e da riqueza inútil.

Aliás, a donzela casadoira, depois de eleita miss, aventurou-se nalguns cursos de voo curto, daqueles que são chamados, no interior, caça-marido.

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(poemas de vinicius comem o espaço) por romério rômulo

(poemas de vinicius comem o espaço)

por romério rômulo

 

"quem vai pagar o enterro e as flores

  se eu me morrer de amores?"

 

quem, de longe, vai chorar pavores

quando eu, puto de mim, morto de horrores

 

sondar a tinta amarela do teu olho

curvar a linha seca do teu traço

romper a extensão do meu bagaço

me enterrar na virtude do teu braço?

 

e se eu me mantiver morto e escasso

eu que sou filho de um anjo torto?

 

e se eu me mantiver escasso e morto?

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A poesia de Ñasaindy Barrett, filha da eterna Soledad, por Urariano Mota

 

A poesia de Ñasaindy Barrett, filha da eterna Soledad

por Urariano Mota

Todo o mundo agora pode conhecer o livro “Do que foi pra ser Agora”, a poesia que a  ditadura brasileira gerou contra a sua vontade. Os cristãos diriam que é uma bênção o lançamento do livro pela Editora Mondrongo, do editor e poeta Gustavo Felicíssimo. Mas eu digo que é poesia e verdade, no sentido de Goethe. E nesse caso, de resistência e vida também. Entendam por quê.  

A poetisa Ñasaindy Barrett de Araújo é a única filha de Soledad Barrett, a guerreira de quatro povos assassinada no Recife em 1973. Ñasaindy nasceu em Cuba, por força da militância política dos pais,. Soledad Barrett Viedma, paraguaia, e José Maria Ferreira de Araújo, brasileiro. Ambos foram assassinados pela repressão no Brasil. Ele em 1970, em São Paulo depois de preso e torturado. Soledad Barrett em 1973, no  Recife, delatada pelo companheiro, o militante infiltrado Cabo Anselmo.

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Aguinaldo Gonçalves lança nova obra poética: Nove Degraus para o Esquecimento

Aguinaldo Gonçalves lança nova obra poética: Nove Degraus para o Esquecimento

por Luiz Claudio Tonchis

O crítico literário, ensaísta, escritor e poeta Prof.º Aguinaldo Gonçalves iniciou na capital paulista na noite de 19 de julho o lançamento da sua nova obra poética “Nove Degraus para o Esquecimento, publicada pela Ateliê Editorial.  No próximo dia 25/07, o lançamento será em São José do Rio Preto, a partir das 19 h., no Bar Casa das Janelas, à rua João Teixeira, 346. O lançamento em outras cidades do Brasil, segundo o poeta, serão brevemente agendadas.

A noite de autógrafos em São Paulo foi muito destacada pela imprensa, em especial, pela Folha de São Paulo que publicou o anúncio do lançamento com proeminência e, também, publicará em breve uma matéria sobre o escritor e sua nova obra. O Bar Balcão, onde ocorreu o evento na capital paulista, foi tomado por amigos, discípulos, leitores e ex-alunos do escritor que vieram prestigia-lo. As performances ficaram por conta dos artistas Arnaldo Antunes, Inês Stockler, João Pedro Liossi, entre outros.

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