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Justiça

Cármen nega pressa a Temer e diz que Fachin retoma processo antes da votação


Foto: Marcos Corrêa/PR/Fotos
 
Jornal GGN - O presidente Michel Temer pediu urgência para ter acesso aos sete áudios do delator e dono da JBS, Joesley Batista, que gravou o mandatário e motivou a denúncia contra ele que tramita na Câmara dos Deputados. Mas a presidente da Corte, Cármen Lúcia, que despacha pedidos durante o recesso do Judiciário, entendeu que o caso não é urgente.
 
Peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC) conseguiram recuperar sete áudios do gravador do empresário. Os arquivos teriam sido apagados dos equipamentos, mas recuperados pelos peritos. A defesa de Michel Temer acredita que tais áudios podem favorecer o atual presidente na denúncia contra ele.
 
Os advogados Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Gustavo Guedes pediram no fim de junho à Polícia Federal que respondesse a perguntas sobre a perícia nos grampos de conversa entre Temer e Joesley, além de solicitarem o acesso aos dois gravadores. 
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Associação de Juízes defende Moro de críticas por causa da sentença do triplex

Foto: Agência Brasil

 

Jornal GGN - A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) emitiu uma nota criticando as críticas feitas pelo PT à sentença do caso triplex proferida pelo juiz Sergio Moro. Na semana passada, em evento organizado em apoio a Lula, lideranças petistas dispararam contra a figra do magistrado de Curitiba. Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo (SP), chegou a dizer que Moro é um "torcedor escondido atrás de uma toga", afirmou o Estadão. A bancada do PT na Câmara endossou os "ataques", na visão da Ajufe.

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Nassif: Mr. Bean e a lavagem de apartamento da Lava Jato

De todos os absurdos lógicos da Lava Jato, o campeão inconteste é o caso do apartamento que foi lavado. Segundo a brilhante versão dos bravos procuradores da Lava Jato, endossada pelo juiz Sérgio Moro, o tal triplex foi uma propina paga a Lula, em troca de facilidades em três contratos com a Petrobras (depois, quando não conseguiram provas documentais sobre os tais contratos, trocaram por contrato genéricos).

Toda a lógica da lavagem de dinheiro é a da destruição dos rastros das propinas.

O corruptor paga o corrupto em conta no exterior, preferencialmente em paraíso fiscal em nome de uma offshore – isto é, uma empresa aberta no exterior. A empresa é registrada por um escritório especializado, que fornece seu próprio endereço como endereço da empresa.

Só o dono da empresa e o escritório de advocacia sabem de quem.

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Janot deve denunciar Temer por decreto dos Portos, por Helena Chagas

Foto: Lula Marques/PT
 
 
Jornal GGN - Helena Chagas, em Os Divergentes, informa nesta segunda (24) que o inquérito em que Michel Temer é investigado pelo decreto dos Portos - que pode ter gerado pagamento de propina a partir do benefício a empresas amigas do presidente, como a Rodrimar - está mais adiantado do que a denúncia por obstrução de Justiça. Artigo da jornalista sugere que Rodrigo Janot, procurador-geral da República, tem tido dificuldade de provar o conteúdo da gravação Joesley Batista. É nesse contexto que está a delação de Eduardo Cunha.

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Aliados de Lula acham que condenação pode ser revertida com declaração de Moro

Jornal GGN - Em resposta aos embargos de declaração de Lula, Sergio Moro admitiu que "jamais afirmou" que "valores obtidos pela OAS nos contratos com a Petrobras foram utilizados para pagamento da vantagem indevida para o ex-presidente", revelando a falta de conexão entre o caso triplex e a denúncia da Lava Jato. É com essa fala que aliados de Lula acreditam que a sentença de 9 anos e meio de prisão poderá ser revertida em segunda instância.

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Teixeira criou organização criminosa, diz pedido de prisão enviado ao Brasil

 
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Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Enviada pela Espanha, o ponto principal da ordem de prisão de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF é a acusação de que ele formou uma organização criminosa para desviar milhões de euros da seleção brasileira de futebol e da CBF. 
 
De acordo com o correspondente Jamil Chade, do Estadão, as autoridades brasileiras vão solicitar mais detalhes sobre o processo e propor que ele seja transferido totalmente para o Brasil, para que o cartola seja julgado pela Justiça brasileira. 
 
A acusação em Madri afirma que Teixeira teria sido a pessoa mais importante na formação da organização criminosa e também seu principal beneficiário. Com isso, o ex-presidente da CBF pode ser acusado formalmente por lavagem de dinheiro pelos procuradores brasileiros. 

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Bancada evangélica quer perdão total a dívida de igrejas e fim de impostos

Foto: Agência Câmara
 
 
Jornal GGN - É destaque na coluna de Mônica Bergamo, nesta segunda (24), que a Câmara deve derrubar uma emenda ao Refis (programa de renegociação de dívidas com o governo) elaborada pela bancada evangélica, que dispensa igrejas de pagar impostos sobre remessas ao exterior.
 
Segundo a colunista, "no limite", a emenda ainda prevê a possibilidade até mesmo de devolução de impostos já pagos, sendo considerada um "exagero" em termos de privilégios pelo próprio governo, apesar da preocupação em agradar a bancada.
 
Hoje, igrejas com atividades fora do Brasil - a maioria, em países na África e Europa - pagam 25% de Imposto de renda e 0,38% de IOF (Imposto sobre Operações Financieras) quando os valores são "de caráter missionário ou evangelizador".
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Nassif: A ignorância econômica da Lava Jato

Volto ao último Roda Viva, que discutiu a condenação de Lula, e o desempenho da procuradora Thaméa Danellon, uma espécie de Deltan Dallagnol paulistano.

Trata-se de uma procuradora bem-sucedida, bem avaliada por seus pares. Portanto, seu nível de informação está em linha com o melhor do pensamento médio do Ministério Público Federal. Isso é que assusta!

A primeira surpresa é com o desconhecimento completo de Thaméa sobre as características de uma economia de mercado e relações de causalidade. Montou uma equação simples: as nações desenvolvidas são menos corruptas do que as nações não desenvolvidas. Logo, se acabar com a corrupção, a nação se desenvolverá.

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Jorge Folena: Atualidade da obra “Quem faz as leis no Brasil?“, de Osny Duarte Pereira

Atualidade da obra “Quem faz as leis no Brasil?“, de Osny Duarte Pereira

por Jorge Rubem Folena de Oliveira

No início de julho de 2017 escrevi um ensaio com o título “Sequestro das nações pelo capital”, cujo tema central é a concentração crescente do poder econômico e o controle da política exercido pelos agentes do mercado financeiro. Nesse trabalho ressaltei que:

“O quadro tornou-se mais grave em razão da crescente concentração de capitais, que, na prática, faz com que a maioria dos governos e suas respectivas burocracias trabalhem não mais para seus povos, mas para os bancos e financistas, que não têm pátria nem alma.

A partir de Davos ou de qualquer outro recanto do mundo, este contingente de  menos de 1% controla todas as pessoas e riquezas do planeta, tendo forças militares (como as da Organização do Tratado do Atlântico Norte, pagas pela arrecadação de tributos dos 99% da população) a seu serviço para reprimirem outros povos; enfim, mandam e desmandam com os recursos suportados pelo trabalho da sociedade.

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Moro vs. Lula: esse crime chamado Justiça, por Márcio Sotelo Felippe

Foto Evaristo Sá-AFP

do Justificando

Moro vs. Lula: esse crime chamado Justiça

por Márcio Sotelo Felippe

Concluído em primeira instância o “processo do tríplex”, de fato constata-se que crimes foram cometidos. Os da jurisdição. Sobre os imputados ao réu nada se pode dizer.

Trata-se de lawfare. A aniquilação de um personagem político pela via de mecanismos judiciais. A série de episódios grotescos que caracterizou a jurisdição nesse caso não deixa qualquer dúvida a respeito. Só o fato de o processo entrar para o imaginário social como um combate “Moro vs. Lula” evidencia o caráter teratológico da atuação do magistrado. Moro cometeu crimes, violou deveres funcionais triviais, atingiu direitos e garantias constitucionais do réu, feriu o sigilo de suas comunicações, quis expô-lo e humilhá-lo publicamente, manteve-o detido sem causa por horas, revelou conversas íntimas de seus familiares.

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PF diz que conversa sobre "estancar a sangria" não passou de "mera cogitação"

Confira a íntegra do relatório da Polícia Federal, que isenta Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney em inquérito baseado nos grampos sobre o "grande acordo nacional" e "estancar a sangria
 
Foto: Agência Senado
 
Jornal GGN - Na conclusão do relatório de 70 páginas sobre as conversas de caciques do PMDB sobre o "grande acordo nacional" e "estancar a sangria", a delegada Graziela Machado da Costa e Silva considerou que o diálogo captado pelo delator Sergio Machado ficou na fase "pré-executória", ou seja, não passou de "mera cogitação". Com esse argumento, ela apontou que Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros não tentaram obstruir a Lava Jato.
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Bresser-Pereira: "Mujica tem pena; eu, vergonha"

Foto: Reprodução/Youtube
 
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira
 
Pena e vergonha
 
 
O ex-presidentedo Uruguai, Pepe Mujica, declarou ontem à BBC Brasil que tem pena pelo Brasil. Eis sua frase inteira: “Me dá pena. Pena pelo Brasil por ver o que aconteceu com uma comissão que estava estudando as eventuais acusações, em que tiveram que mudar a composição dessa comissão. E tudo indica que houve muita influência para poder colocar gente que não decepcionasse o governo”.
 
Mujica tem pena; eu, com os mesmos 82 anos, tenho vergonha. Não por Temer e seus amigos, que deveriam estar na cadeia; não pelo Brasil e seu povo, que é a vítima de tudo isso – da ganância e da corrupção dos ricos e seus fâmulos. Tenho vergonha pelas elites econômicas e burocráticas que continuam a sustentar no poder um governo desmoralizado, que atende a todos os seus interesses imediatos.
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Publicidade demais e vazamentos não interessam, diz coordenadora da Lava Jato em SP

Coordenadora da força-tarefa de São Paulo, Thaméa Danelon diz que publicidade demais e vazamentos não são interessantes para a operação 
 
Foto: Reprodução/Facebook
 
Jornal GGN - Desde o anúncio, feito na quinta (20), de que São Paulo terá sua própria força-tarefa para investigar casos da Lava Jato a reboque da delação da Odebrecht, a procuradora Thaméa Danelon tem se esforçado para fazer parecer que a equipe paulista não vai reproduzir o modus operandi do núcleo de Curitiba.
 
Thaméa é em São Paulo o que Deltan Dallagnol é na capital do Paraná: coordenador e porta-voz da força-tarefa.
 
Em entrevista publicada pela Folha neste sábado (22), ela se posiciou contra vazamentos seletivos de delações e disse "entender" a ânsia da imprensa e da sociedade por detalhes das investigações, mas pontou que dar "publicidade" às apurações pode não ser bom para o "intesse público"
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Família de Marcus Vinicius recebe apoio na busca por justiça

Do Conselho Federal de Psicologia

Há um ano e cinco meses, a família de Marcus Vinicius de Oliveira aguarda a conclusão do inquérito policial sobre o bárbaro assassinato do psicólogo. Nesta semana, alguns familiares viajaram até a Bahia para conversar com as autoridades locais e cobrar mais agilidade nas investigações. Eles receberam apoio de entidades da Psicologia e de defesa de direitos humanos, que formaram um grupo de acompanhamento permanente do caso.

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PF diz que conversa sobre "estancar a sangria" não passou de "mera cogitação"

Confira a íntegra do relatório da Polícia Federal, que isenta Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney em inquérito baseado nos grampos sobre o "grande acordo nacional" e "estancar a sangria
 
Foto: Agência Senado
 
Jornal GGN - Na conclusão do relatório de 70 páginas sobre as conversas de caciques do PMDB sobre o "grande acordo nacional" e "estancar a sangria", a delegada Graziela Machado da Costa e Silva considerou que o diálogo captado pelo delator Sergio Machado ficou na fase "pré-executória", ou seja, não passou de "mera cogitação". Com esse argumento, ela apontou que Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros não tentaram obstruir a Lava Jato.
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