Revista GGN

Assine

EUA/Canadá

Garantia da paz é efeito da paridade, não do desarmamento, por J. Carlos de Assis

Garantia da paz é efeito da paridade, não do desarmamento

por J. Carlos de Assis

Os neoconservadores norte-americanos, embora privados recentemente de seu principal formulador belicista, Zbigniew Brzezinski, devem estar se divertindo com a assinatura do tratado para banir armas nucleares anunciado ontem. É um compromisso juramentado de centenas de países, inclusive o Brasil de Temer, que partilham entre si uma única característica comum, a saber, não ter armas nucleares nem intenção aparente de fabricá-las.

Leia mais »

Média: 4.5 (10 votos)

Derrota militar dos EUA na Síria: gatilho para o colapso financeiro, por Dmitry Orlov

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

Derrota militar dos EUA na Síria: gatilho para o colapso financeiro

por Dmitry Orlov

no seu blog. Tradução do Coletivo Vila Vudu, para o blog do Alok

Nos idos de 2007, escrevi Reinventing Collapse, onde comparei o colapso da URSS e o iminente colapso dos EUA. Há dez anos passados escrevi o seguinte:

"Os EUA que continuem imaginando que levar ao colapso uma moderna superpotência militar-industrial seria como fazer sopa: pique alguns ingredientes, aqueça e mexa. Os ingredientes que gosto de usar na minha sopa de colapso de superpotência são: déficit severo e crônico na produção de petróleo cru (esse elixir viciante mágico das economias industriais); severo e sempre crescente déficit na balança de pagamentos; orçamento militar descontrolado e crescente dívida externa. Obtêm-se o aquecimento e a mexida, muito eficientes, com alguma humilhante derrota militar e medo disseminado de catástrofe que se aproxime" (p. 2). Leia mais »

Média: 4.7 (13 votos)

Trump a caminho do cadafalso, por James Petras

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

Trump a caminho do cadafalso

por James Petras

no Global Research. Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu para o blog do Alok

Nos últimos meses, vários setores políticos, econômicos e militares concorrentes – ligados a diferentes grupos ideológicos e étnicos – emergiram bem claramente nos centros do poder nos EUA.

Pode-se identificar alguns dos diretorados chaves que competem entre si e se interconectam na 'elite' do poder dos EUA:

1. Adeptos do 'livre mercado', entre os quais se vê, por todos os lados, a multidão ubíqua dos 'Israel-em-Primeiro-Lugaristas'.
2. Capitalistas norte-americanos nacionalistas, ligados a ideólogos de direita.
3. Generais, ligados ao aparato de segurança nacional e Pentágono, e à indústria da defesa.
4. Grupos do business, ligados ao capitalismo global. Leia mais »

Média: 4.6 (11 votos)

Trump impede que chineses adquiram empresa de semicondutores nos EUA

Foto AP

Jornal GGN – Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, bloqueou as tratativas de uma estatal chinesa na aquisição de uma fábrica americana de semicondutores. Ele afirmou que isso representava uma ameaça para a segurança nacional do país.

O Departamento do Tesouro, em um comunicado, considerou que a aquisição da Lattice Semiconductor Corporation, empresa de capital aberto do Oregon, do Fundo Canyon Bridge, de propriedade chinesa, poderia colocar em perigo a produção de produtos que são sensíveis ao governo dos EUA.

Leia mais »

Média: 2.6 (5 votos)

Ao perderem na Síria, EUA terão Rússia como alvo mais do que nunca

Enviado por Ricardo Cavalcanti-Schiel

na Sputnik Brasil

Ao perderem na Síria, EUA terão Rússia como alvo mais do que nunca

A vitória espetacular das forças governamentais da Síria e de seus aliados na cidade de Deir al-Zur "pressagia o fim da guerra", mas, por enquanto os inimigos do país árabe "mudaram sua agenda" para focalizar nos conflitos de outras regiões.

Assim assinalou em seu artigo para a Sputnik o jornalista e analista britânico Finian Cunningham, prevendo que "ao perderem na Síria, EUA terão Rússia como alvo mais do que nunca".

Leia mais »

Média: 4.6 (13 votos)

A caminho do Armagedom – e rindo, por Paul Craig Roberts

A caminho do Armagedom – e rindo

por Paul Craig Roberts

Publicado originalmente em paulcraigroberts.org

Tradução por Ruben Bauer Naveira

Nota do tradutor: Paul Craig Roberts, 78 anos, acadêmico de renome, referência em geopolítica, foi Secretário Assistente do Tesouro americano durante a gestão de Ronald Reagan – obviamente não se trata de um esquerdista. Roberts é tão somente alguém lúcido, íntegro e crítico, quanto aos descaminhos da democracia em seu país. Ele vem há tempos alertando para o crescente risco de uma Terceira Guerra Mundial na forma de guerra nuclear. Neste artigo, ele abandona seu estilo sóbrio e adota um tom emocional e linguajar ríspido, algo insólito a seus leitores, que deixa transparecer sua exasperação em constatar que a guerra nuclear se aproxima enquanto a população americana permanece alheia à iminência do seu extermínio. Deixo os leitores com o clamor de Roberts, e após seu texto faço considerações pessoais.

Leia mais »

Média: 4.6 (19 votos)

EUA e evacuação do Daesh na Síria: "Estamos salvando nossos aliados"

Enviado por Ricardo Cavalcanti-Schiel

na Sputnik Brasil

EUA e evacuação do Daesh na Síria: "Estamos salvando nossos aliados"

Na quinta-feira, 7 de setembro, a Sputnik recebeu a informação de que a Força Aérea dos EUA tinha evacuado mais de 20 chefes militares, além de outros militantes do Estado Islâmico (Daesh) de Deir al-Zur em fins de agosto, durante a operação bem-sucedida das forças governamentais sírias para libertar a área dos terroristas. Os militantes teriam sido levados para o norte da Síria. A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos negou a informação.

Comentando essa informação, Karen Kwiatkowski, ex-tenente-coronel da Força Aérea dos EUA, disse à Sputnik Internacional que os evacuados deviam ser pessoas que os militares e a inteligência dos EUA queriam defender, "mais precisamente pessoas com provas que poderiam ser usadas contra os EUA [durante] negociações".

Leia mais »

Média: 3.8 (13 votos)

11 de setembro: dia da farsa, por Gustavo Gollo

11 de setembro: dia da farsa, por Gustavo Gollo

Temos a nós mesmos como seres racionais, diferentes de todos os animais e superiores a eles em decorrência disso. Obviamente, acreditamos não só termos, mas exercitarmos constantemente essa faculdade enaltecedora. Que tolice imensa seria possuir o dom da razão e, paradoxalmente, não exercitá-lo, fato que consistiria, ele próprio, demonstração de irracionalidade. Como seríamos tolos e absurdos se assim o fizéssemos.

Creio, no entanto, que quase todas as nossas ações sejam executadas de maneira irracional, “justificadas” apenas pelo hábito, e só raramente guiemos nossas ações pelo bom senso e pela razão. Penso que o que nos conduz no dia a dia é, fundamentalmente o costume, e que fazemos cotidianamente aquilo a que estamos habituados; penso que continuaremos fazendo amanhã o mesmo que fizemos hoje, pelo simples fato de ser assim, sem nenhum auxílio da razão, e que só em raras ocasiões utilizemos nossa faculdade de raciocinar sobre as coisas.

Leia mais »

Média: 4 (24 votos)

A lógica predatória de lucro dos norte-americanos, por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Comentário à publicação "Economista Peter Temin mostra o subdesenvolvimento dos EUA"

A lógica de funcionamento do sistema socioeconômico norte-americano se consumou sob a forma da maximização da predação.

Isso não só está na cabeça dos 20% do FTE, como nas cabeças de todos os americanos, inclusive os 80% trash (não importa de white ou colored). É isso que legitima a política eleitoral, o funcionamento dos lobbies, as políticas públicas, enfim, a possibilidade mesma da vida política na tal da "democracia" americana.

Quando Houston fica debaixo d'água não é só por causa de um furacão provocado pelo aquecimento global que Trump & Co. não querem ver. É porque o espaço público do planejamento urbano e da regulação foi apagado a ponto de permitir que os vorazes empreendimentos imobiliários aterrassem todas as áreas de charco que continham a carga pluvial de Houston.

A cabeça de 99% dos americanos funciona pela lógica da racionalidade de meios, do tipo "pra qualquer farinha, meu pirão primeiro". A única coisa que, em úlltimo termo, prospera nessa selva individualista dos meios atomizados é a apropriação utilitarista da "identidade".

Leia mais »

Média: 4.4 (7 votos)

Economista Peter Temin mostra o subdesenvolvimento dos EUA

 
Sugerido por Jackson da Viola
 
Este é o nosso "sonho de consumo"?

Por Lynn Parramore

Do Institute for New Economic Thinking

EUA REGRIDEM E MAIORIA DE SUA POPULAÇÃO JÁ VIVE NO SUBDESENVOLVIMENTO

O novo livro do economista Peter Temin mostra que os EUA não são mais um país, mas um mundo político-economicamente separado

Traduzido por Edson Cunha

Você provavelmente já ouviu que o coração pulsante da América do pós-guerra, conhecido como classe média, está agora “sobrecarregado”, “espremido” ou “prestes a morrer”. Talvez você tenha ouvido menos sobre o que exatamente está surgindo em seu lugar.

No novo livro The vanishing middle class: predudice and power in a dual economy, Peter Temin, professor emérito de Economia no MIT, retrata a nova realidade de forma assustadora e indelével: os EUA não são mais um único país. Ele está se partindo em dois, cada um com recursos, expectativas e destinos muito diferentes.

Leia mais »
Média: 4.7 (12 votos)

A capacidade investigativa global dos EUA, por Bruno Rocha


Foto: Reprodução

Por Bruno Lima Rocha

O FCPA e a capacidade investigativa global do Departamento de Justiça dos EUA

Desde o início da Operação Lava Jato viemos destacando a necessidade de interpretação da Cooperação Judicial do Brasil com os Estados Unidos dentro da grande estratégia de projeção de poder da Superpotência. Através do Departamento de Justiça (DoJ, equivalente ao Ministério da Justiça, MJ nacional) e em estreita coordenação com os departamentos de Estado e Defesa, além de integração interagências, o ainda país mais rico do mundo exerce sua influência jurídico-criminal de forma seletiva e discricionária em escala planetária.

Tomando por base a descrição de funcionamento de seus organismos especializados e de fonte direta (DoJ e FBI), neste texto podemos observar um demonstrativo de duas medidas punitivas permanentes: corrupção empresarial e desvios de verbas oficiais. No caso, são dois alvos, um ex-governante da Nigéria e uma empresa transnacional francesa, possível concorrente e rival das TNCs com base nos Estados Unidos.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.3 (9 votos)

De volta para o futuro, por Fernando Horta

De volta para o futuro, por Fernando Horta

Uma das estratégias usada pelos norte-americanos para combater a URSS, durante a Guerra Fria, foram os chamados “conflitos de baixa intensidade”. Após o desenvolvimento pelos soviéticos de armas nucleares e de mísseis para lançar tais armas (ICBM’s), lutar na Guerra Fria tornava-se muito perigoso e com custos muito altos. Desde o final da década de 60 até o início da de 80, os EUA optaram por criar uma série de conflitos pequenos, geograficamente delimitados e normalmente lutados pelas forças militares da região (Indochina, América Central, África, Ásia Ocidental), mas com o auxílio técnico e armamentista dos EUA, para embaraçar a URSS.

Leia mais »

Imagens

Média: 2.6 (29 votos)

O projeto militar dos Estados Unidos pelo mundo - 2ª parte, por Thierry Meyssan

 
Rede Voltaire | Damasco (Síria)
 
Interpretações divergentes no seio do campo anti-imperialista – 2ª parte – O projeto militar dos Estados Unidos pelo mundo
 
por Thierry Meyssan

Enquanto todos os peritos concordam em considerar que os acontecimentos na Venezuela seguem o mesmo modelo que os da Síria, alguns contestaram o artigo de Thierry Meyssan sublinhando o ponto da sua interpretação de divergências atribuída aos Presidentes Maduro e Assad. O nosso autor responde-lhes. Não se trata aqui de uma querela de especialistas, mas, sim de um debate de fundo sobre a viragem histórica a que assistimos depois do 11-de-Setembro de 2001 e que condiciona a vida particular de todos.

Leia mais »
Média: 3 (8 votos)

Os Estados Unidos e a apropriação militar da antropologia

no Outras Palavras

Os Estados Unidos e a apropriação militar da antropologia

Entrevista com o antropólogo mexicano Gilberto López y Rivas, realizada pela jornalista venezuelana María Fernando Barreto  | Tradução e apresentação: Ricardo Cavalcanti-Schiel

Em fevereiro de 2013, o reconhecido antropólogo Marshall Sahlins renunciou à sua cadeira na Academia Nacional de Ciências (NAS) dos Estados Unidos, e um dos motivos era seu protesto contra a instrumentalização, pelos interesses das Forças Armadas norte-americanas, das pesquisas em ciências sociais fomentadas por aquela eminente instituição.

Esse contexto vinha sendo produzido nos Estados Unidos, com mais intensidade e sistematicidade, há alguns anos. Seus precedentes distantes remontam à colaboração de um grupo de profissionais, liderado pelas antropólogas Margaret Mead e Ruth Benedict, no esforço de guerra do Pacífico, durante o segundo grande conflito mundial, para “conhecer o inimigo”. Um dos clássicos da antropologia, o livro O crisântemo e a espada (daquela última autora), uma análise sobre a sociedade japonesa, foi produzido nesse contexto. E há quem repute a manutenção do imperador Hirohito no trono do Japão após a guerra aos conselhos desses assessores.

Leia mais »

Média: 4.5 (17 votos)

Os EUA e a vigilância eletrônica global, por Bruno Lima Rocha

Os EUA e a vigilância eletrônica global – espionagem como vantagem estratégica 

por Bruno Lima Rocha

Edward Snowden, ainda hoje asilado na Rússia governada por Vladimir Putin e demais herdeiros da KGB, é um ex-consultor da National Security Agency (NSA), agência dos EUA especializada em vigilância e guerra eletrônica e responsável pelo monitoramento de dados eletrônicos e comunicação interpessoal. Em declarações públicas, se disse arrependido de seus atos, vindo a desertar. A crise de consciência de Snowden, somado ao esforço de jornalistas capitaneados pelo periódico inglês The Guardian, propiciou ao mundo o conhecimento das capacidades da Superpotência no ato de vigilância global em tempo real de praticamente todas as conexões cibernéticas e linguagens de sinais do planeta. A inteligência de sinais – sigint na sigla em inglês – coordenada pela NSA (também denominado de CSS, Serviço Central de Segurança na sigla em inglês) – abarca a capacidade de interceptação das comunicações eletrônicas e recebe um orçamento anual maior do que o Departamento de Comércio dos EUA. A NSA/CSS é a maior rubrica orçamentária de um total de investimentos de Usd 70.7 bilhões de dólares (ver https://fas.org/irp/budget/).

Leia mais »

Imagens

Média: 5 (4 votos)