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EUA/Canadá

A bravata de Trump com a Venezuela não caiu bem, nem nos EUA nem na América Latina

no Rebelión

A bravata de Trump com a Venezuela não caiu bem, nem nos Estados Unidos nem na América Latina

Por Álvaro Verzi

Tradução de Ricardo Cavalcanti-Schiel

(Os trechos entre colchetes são esclarecimentos do tradutor).

“Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar, se for necessária”, disse o magnata nova-iorquino aos jornalistas, em seu luxuoso clube de golfe de Bedminister, Nova Jersey, depois de se reunir com seu Secretário de Estado (e alto executivo da transnacional petroleira Exxon Mobil) Rex Tillerson, com a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, e com seu conselheiro de Segurança Nacional, general H. R. McMaster [que agora, tal como o demitido Reince Priebus, que vazava para a imprensa informações contra Trump, é suspeito de ser agente da antiga administração Obama, do Estado Profundo e de George Soros, agindo contra o presidente].

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A síndrome da guerra, que tudo cega, por John Pilger

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

no blog Mberublue

A síndrome da guerra, que tudo cega

por John Pilger

Originalmente no Information Clearing House, tradução de Roberto Pires Silveira.

O comandante do submarino dos EUA diz: "Todos nós vamos morrer um dia, alguns mais cedo e outros mais tarde. O perturbador sempre foi que nunca se está pronto para isso, pois não se sabe quando é que chega o momento. Bem, agora sabemos e não há nada a fazer".

Ele diz que estará morto em setembro. Levará cerca de uma semana para morrer, embora ninguém possa estar muito certo. Os animais viverão mais.

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De como a lógica cultural americana da dominação está indo para o buraco

Enviado por Ricardo Cavalcanti-Schiel

no blog Mberublue

O pensamento linear na política externa dos EUA

por Michael Brenner

Originalmente em Moon of Alabama, tradução do Coletivo Vila Vudu.

Emergências (contingências) são parte da ordem natural da vida. Coisas acontecem sobre as quais não temos controle ― ou as quais não podemos nem, pelo menos, determinar. O inesperado acontece ― e nos pega desprevenidos. É uma das razões pelas quais “The best laid schemes o’ mice an’ men gang aft a-gley” [“Os melhores planos que ratos e homens fazem quase sempre dão em nada” ― verso do poema “Para um rato” (1786), de Robert Burns, que inspirou o título do livro de John Steinbeck, De ratos e homens (1937)]. E se acontece de os seus projetos serem também muito mal feitos, então o problema é ainda maior. Se você se instala em castelos no ar, os riscos e custos também aumentam. Isso, precisamente é o que está acontecendo na política exterior dos EUA para o Oriente Médio.

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A síndrome do “great again”, por Daniel Afonso da Silva

A síndrome do “great again”

por Daniel Afonso da Silva

Quando o presidente Barack Obama fixou uma redline para a Síria em agosto de 2012, sua aposta residia em certa convicção do lugar dos Estados Unidos no ordenamento da desordem internacional. O mandatário mais importante do planeta acreditava que o decênio de guerras, iniciado com os ataques de 11 de setembro de 2001, tinha realmente acabado com o assassinato de Osama Bin Laden em maio de 2011 e que a crise financeira mundial de 2008 vivia seus dias finais.

Mas os fantasmas das intervenções no Iraque e no Afeganistão ainda rondavam a Casa Branca. As ignomínias praticadas em Guantanamo em nome da luta contra o terror ainda enfraqueciam a legitimidade da democracia liberal norte-americana. As instabilidades políticas no mundo árabe-muçulmano seguiam efervescentes. E o desemprego estrutural crescia em toda parte.

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Mais de 700 diplomatas americanos vão deixar a Rússia, anuncia Putin

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Foto: Kremlin
 
Jornal GGN - Neste domingo (30), o presidente russo Vladimir Putin anunciou que 755 diplomatas dos Estados Unidos deverão deixar a Rússia. A medida foi tomada após a aprovação de sanções contra Moscou no Senado norte-americano.
 
Na última semana, os senadores dos EUA aprovaram sanções contra a Rússia, Irã e Coreia do Norte, apesar do posicionamento contrário do presidente Donald Trump. A lei será enviada para a Casa Branca para sanção ou veto de Trump.
 
A aprovação irritou Putin, que prometeu retaliações. "Aguardamos tempo o suficiente, com a esperança de que a situação pudesse melhorar", disse o presidente russo. Porém, tudo indica que caso a situação mude, isso não vai acontecer rapidamente", afirmou. 

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Trump sofre derrota e última opção para revogar Obamacare fracassa no Senado

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Foto: Gage Skidmore

Jornal GGN - Graças a rejeição de três senadores conservadores, fracassou a última opção do presidente Donald Trump de cumprir sua promessa de derrubar o Obamacare, a reforma de saúde promovida pelo ex-presidente Barack Obama. 

John McCain, que concorreu contra Obama à Casa Branca em 2008, se juntou a outras duas senadoras republicanas, Susan Collins e Lisa Murkowski, e a todos os democratas para barrar a proposta de Trump, que teve 51 votos contra e outros 49 a favor. Recentemente, o senador do Arizona foi diagnosticado com um câncer no cérebro. 
 
Depois da derrota da chamada ‘skinny bill’, o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, não escondeu sua decepção e disse que era hora de seguir em frente. Já o lider dos democratas, Chuck Schumer, pediu para os republicanos para trabalhar em conjunto para melhorar a lei de saúde nos EUA. 

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Depois do Qatar, Washington perdeu o Oriente Médio?, por F. William Engdahl

no Blog do Alok

Depois do Qatar, Washington perdeu o Oriente Médio?

por F. William EngdahlNew Eastern Outlook
 
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu
 
Há uma tênue linha vermelha que liga as recentes sanções do Congresso dos EUA contra o Irã e agora a Federação Russa, com a decisão de Arábia Saudita e outras monarquias do Golfo de sancionar o Qatar. Essa linha vermelha nada tem a ver com luta contra o terrorismo e tudo a ver com quem controlará a maior reserva de gás natural do planeta e com quem dominará o mercado mundial daquele gás.
 
Por mais ou menos todo o século passado, desde 1914, o mundo esteve permanentemente em guerra pelo controle do petróleo. Gradualmente, com a adoção de políticas de energia limpa na União Europeia e mais especialmente depois que a China concordou com reduzir significativamente as emissões de CO2 reduzindo a geração de carvão, ato em si não científico, mas político, além dos avanços nas tecnologias de transporte de gás natural, principalmente a liquefação do gás natural (produzindo o Gás Natural Liquefeito, GNL; ing. liquefaction of natural gas, ou LNG), o gás natural finalmente se tornou mercadoria de mercado global, como o petróleo. Com esse desenvolvimento, estamos hoje numa era não só de guerra pelo controle das maiores reservas de petróleo. Hoje vemos o alvorecer da era das guerras pelo gás natural. Senhoras e senhores, apertem os cintos.
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Naomi Klein: a agenda catastrófica de Trump

Sugestão de Antonio Ateu

do The Intercept

O pior da agenda tóxica de Donald Trump só será desencadeado com uma grande crise nos EUA

por Naomi Klein

DURANTE A CAMPANHA PRESIDENCIAL, algumas pessoas achavam que os pontos mais abertamente racistas da plataforma de Donald Trump eram apenas uma estratégia para causar irritação, não um plano de ação concreto. Porém, na primeira semana de seu mandato, quando ele vetou a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana, a ilusão logo foi desfeita. Felizmente, a reação foi imediata: marchas e protestos em aeroportos, greves de taxistas, manifestações de advogados e políticos locais. Por fim, o veto foi considerado ilegal pela Justiça americana.

Esse episódio mostrou a força da resistência e a coragem da Justiça; havia muito o que comemorar. Alguns chegaram a dizer que essa primeira derrota havia disciplinado Trump, que a partir de então seguiria uma rota mais convencional e racional.

Outra perigosa ilusão.

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O fator Montenegro, por Daniel Afonso da Silva

O fator Montenegro

por Daniel Afonso da Silva

Carece paciência a feitura de um balanço estratégico da turnê internacional que o presidente Donald J. Trump vem de concluir.

Encontros bilaterais e multilaterais animaram a semana do mandatário norte-americano. De 20 a 27 de maio, ele esteve além-fronteiras calibrando seu America first e também o seu White House remained.

No Oriente Médio, a agenda envolveu encontros com autoridades sauditas, israelitas e palestinas. Na Europa, foi o momento de ter com Sua Santidade no Vaticano, com os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Bruxelas e, para terminar, com os colegas do G7 na reunião na Sicília.

Decisões foram poucas. Decisivos foram os gestos.

As idas à Bélgica e à Itália eram moral, operacional e funcionalmente inevitáveis. Os Estados Unidos são fiadores da Otan e do G7 (outrora, G8).

No caso do primeiro, eles garantem e presidem. No segundo, o país é membro fundador.

A Otan vem de terminar sua nova sede em Bruxelas. Cabia ao seu presidente a inauguração.

A presidência italiana do G7 seguiu o calendário usual de reuniões e designou a Sicília para hospedar. Cabia ao presidente norte-americano, sem faltas e falhas, comparecer.

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Ventos funestos no Leste Asiático, por Gustavo Gollo

Ventos funestos no Leste Asiático

por Gustavo Gollo

12 dias atrás, os americanos anunciaram o envio de um segundo porta-aviões a região com o suposto propósito de reforçar a ameaça à Coreia do Norte. Desde então, em menos de 10 dias e em 3 episódios distintos, 2 aviões espiões americanos foram interceptados por jatos chineses ao sobrevoar ilhas chinesas no Mar da China, e um contratorpedeiro americano foi escoltado por fragatas chinesas e obrigado a se afastar das costas de ilha chinesa. Noticia-se agora que um terceiro porta-aviões americano, guarnecido por poderosíssima escolta, como os demais, também estaria sendo enviado para o local. A presença simultânea de 2 porta-aviões americanos, próximos um ao outro, é rara e merece atenção; 3 porta-aviões americanos presentes simultaneamente em uma mesma localidade constituem forte evidência de um ataque iminente.

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Provocações no Mar da China, por Gustavo Gollo

Provocações no Mar da China, por Gustavo Gollo

Duas fragatas chinesas afastaram um contratorpedeiro americano que arriscava iniciar uma provocação FONOP próxima a uma ilha chinesa no Mar da China, foi a primeira provocação desse tipo realizada contra os chineses pelo atual governo americano. Provocações FONOPs costumam ser executadas corriqueiramente pelos americanos por todo o mundo, incluindo o Brasil. A novidade é que os chineses, agora, tornaram-se capazes de confrontar a armada americana, passando a exigir respeito à soberania de seu país.

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Por pequena margem, Câmara dos EUA aprova lei que substitui Obamacare

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Foto: Gage Skidmore
 
Jornal GGN - Nesta quinta-feira, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, por uma diferença de quatro votos, projeto de lei que irá substituir a legislação de cuidados de saúde adotada na gestão de Barack Obama, chamada de Obamacare.
 
De acordo com a agência EFE, a aprovação do novo projeto exigiu semanas de negociação na bancada republicana e duas tentativas fracassadas de votação. O texto ainda deve ser aprovado pelo Senado. Acabar com o Obamacare é uma das promessas do presidente Donald Trump. 

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As tropas do Departamento de Justiça dos EUA, por André Araújo

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Imagem: montagem com fotos de Heather Bell/USFWS e Petty Officer/U.S. Navy
 
Por André Araújo
 
Não é preciso mais Marines para invadir e ocupar países emergentes. Os EUA descobriram um método muito mais barato de imperialismo, que atende pelo nome de Acordos de Cooperação Judiciária, onde o lado MAIS FORTE comanda os outros pela lógica de quem tem o poder real manda em que tem apenas um poder formal. Um acordo entre países absolutamente desiguais jamais seria um acordo equilibrado, a balança vai sempre pender para a parte contratante mais forte.
 
Os EUA aplicam multas de US$ 2,6 bilhões ao Credit Suisse, US$900 milhões ao UBS Union des Banques Suisses, US$ 14 bilhões ao Deutsche Bank, US$ 230 milhões à Embraer, US$2,6 bilhões à Odebrecht, fecharam o banco suíço bicentenário Wegelin & Cie.,  prenderam o brasileiro José Maria Marin na Suíça, tudo com base nos Acordos de Cooperação Judiciária, MAS alguém ouviu falar de um País aplicar multas a empresas americanas nos EUA e prender americanos dentro dos EUA? 

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CNN se recusa a passar anúncio de Trump com ataques à imprensa

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Foto: Gage Skidmore

Jornal GGN - A rede de televisão norte-americana CNN se recusou a transmitir um anúncio que elogiava os 100 primeiros dias da gestão do presidente Donald Trump, alegando que a mensagem era uma forma de notícia falsa. A equipe de campanha do presidente acusa a rede de censura. 
 
O anúncio, pago por Donald Trump, diz que o país “raramente viu tanto sucesso”, afirmando que mais de 500 mil empregos foram criados no período e que as ‘regulações que matam os empregados americanos’ foram eliminadas. “Você não iria saber assistindo o noticiário. A América está vencendo e o presidente Trump está fazendo a América grande de novo”, conclui a mensagem. 

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A ética vitoriosa de Donald Trump, por Guilherme Scalzilli

Ilustração do Le Monde Diplomatique Brasil

A ética vitoriosa de Donald Trump, por Guilherme Scalzilli

Publicado na página do Le Monde Diplomatique Brasil

A perplexidade generalizada com o resultado das eleições presidenciais nos EUA deixou escapar um ponto simples e fundamental: o sucesso de Donald Trump não ocorreu apesar de sua figura polêmica, mas exatamente por causa dela. Em outras palavras, o machismo, a xenofobia e a intolerância do candidato fizeram parte de uma bem-sucedida estratégia publicitária.

Isso significa que o republicano soube reproduzir a imagem de liderança que as pesquisas qualitativas demonstraram ser mais atraente para seu público-alvo. O risco de incorporar tal personagem nunca seria assumido, numa campanha bilionária, com centenas de profissionais envolvidos, se houvesse qualquer perspectiva de fracasso. Leia mais »

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