Revista GGN

Assine

Energia

Setor elétrico: as lições de vinte anos de reformas liberalizantes na Europa

Setor elétrico: as lições de vinte anos de reformas liberalizantes na Europa

por Ronaldo Bicalho

No momento em que o Brasil ensaia uma nova reforma do setor elétrico brasileiro, baseada na ampliação do mercado livre e na privatização da maior geradora do país, um livro lançado em Agosto de 2017, por um dos mais importantes economistas da energia, Jacques Percebois, em conjunto com Jean-Pierre Hansen, engenheiro e também economista, faz uma avaliação sobre a evolução do setor elétrico europeu depois de vinte anos de reformas liberalizantes.

O livro - Transition(s) électrique(s), Ce que l’Europe et les marchés n’ont pas su vous dire [Transição(ões) elétrica(s), o que a Europa e os mercados não souberam lhe dizer] (*) - analisa o processo no qual depois de vinte anos a onda de desregulamentação, privatização e outras medidas destinadas a retirar o setor elétrico do conjunto de atividades consideradas como de serviço público se chocou contra o duplo obstáculo da economia real e dos imperativos climáticos.

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

Funcionários da Eletrobras lançam estudo contra privatização

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - Os funcionários da Eletrobras organizaram um artigo analítico das perspectivas técnicas, financeiras, jurídicas, sociais e ambientais contrárias à privatização da estatal de energia.

O estudo [em anexo] aponta que "o modelo de parceria estratégica na sociedade de economia mista é em muito superior à alternativa de dispersão acionária de parcela minoritária do capital social, na medida em que o envolvimento do sócio privado com os negócios sociais contribui para o sucesso do empreendimento, enquanto o investidor no mercado de capitais é movido por objetivos especulativos de curto prazo."

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

O setor elétrico brasileiro fora de tempo e lugar, por Ronaldo Bicalho

do Blog Infopetro

O setor elétrico brasileiro fora de tempo e lugar

por Ronaldo Bicalho

A definição de uma agenda para o setor elétrico brasileiro passa por três movimentos básicos:

Em primeiro lugar, é necessário inserir essa agenda no contexto das grandes transformações estruturais que definem o momento atual do setor elétrico no mundo.

Em segundo lugar, é preciso situar essa agenda no quadro de esgotamento do modelo de operação/expansão do setor elétrico brasileiro baseado na exploração do potencial hidráulico via construção de grandes reservatórios.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

E a conta sobe, por Ronaldo Bicalho

do Instituto Ilumina

E a conta sobe

por Ronaldo Bicalho

Operador Nacional do Sistema (ONS) já conta com o acionamento da bandeira vermelha nas contas de luz em outubro e novembro, devido ao agravamento da recessão climática em todo País. A medida visa a alertar o consumidor de que a falta de chuvas é um problema no Brasil inteiro – e não mais apenas no Nordeste – e que pode se prolongar.

Análise do ILUMINA: Não há surpresas. O sistema de reserva energética definha desde 2012, como pode ser visto no gráfico abaixo, onde a linha pontilhada é a média de 12 meses. O eixo vertical é o número de meses da carga. Hoje, temos de reserva o equivalente a 1,5 meses de consumo.

Leia mais »

Média: 5 (4 votos)

A privatização da Eletrobras é coisa nossa, por Ronaldo Bicalho


Foto: Divulgação

Por Ronaldo Bicalho

As propostas do governo Temer de privatização da Eletrobras e de mudança do modelo institucional do setor elétrico brasileiro representam, a princípio, uma retomada das reformas neoliberais dos anos 1990s. No entanto, a indústria elétrica no mundo hoje se encontra em um contexto completamente diferente daquele das primeiras reformas. Isto faz com que a extemporaneidade, diferentemente daquilo que aqueles que a propõem apregoam, seja o traço mais marcante da presente reforma brasileira do setor elétrico. Uma reforma fora do seu tempo e fora do seu lugar.

Em uma análise inicial, poder-se-ia situá-las no contexto maior do recrudescimento da globalização neoliberal em que a tentativa de acelerar o processo de liberalização dos mercados se traduz, no caso do setor elétrico, em reformas setoriais marcadas pela ausência de preocupações com os impactos econômicos e sociais da privatização de bens e serviços públicos.

 

Leia mais »

Média: 5 (5 votos)

A privatização da Eletrobras e a implosão da política energética brasileira, por Ronaldo Bicalho

do Instituto Ilumina

A privatização da Eletrobras e a implosão da política energética brasileira

por Ronaldo Bicalho

A privatização da Eletrobras é a medida de política energética mais radical do Estado brasileiro em mais de setenta anos. Desde 1945, quando foi criada a CHESF, essa seria a primeira vez que o Governo Federal não teria nenhum instrumento de intervenção direta no setor elétrico brasileiro. De agora em diante, a garantia do suprimento energético brasileiro passaria a depender exclusivamente da iniciativa privada e do mercado.

Nenhum Governo, independentemente da coloração ideológica, ao longo de décadas e décadas, bancou até o fim uma aposta como essa. E isto ocorreu por uma razão muito simples: essa aposta enseja um enorme risco à segurança energética do País.

Leia mais »

Média: 4.6 (10 votos)

Eletrobras: um “Cavalo de Tróia” das privatizações, por Carlos des Essarts Hetzel

Eletrobras: um “Cavalo de Tróia” das privatizações

por Carlos des Essarts Hetzel

Continua a incontrolável obsessão de Temer pela entrega de todo e qualquer patrimônio nacional, que represente a certeza de desenvolvimento do país com soberania e independência.

Depois da tentativa de repassar toda a infraestrutura de telecomunicações “de graça”, no valor subavaliado de 105 bilhões de reais às operadoras, chegou a hora da privatização da Eletrobras, um verdadeiro presente dos deuses para o capital internacional e um “presente de grego” para o povo brasileiro.

A privatização não está sendo preparada por amadores, mas por profissionais altamente qualificados em desnacionalizar o patrimônio nacional.

Leia mais »

Média: 4.4 (11 votos)

O polvo perverso e seus muitos tentáculos, por Roberto Pereira D’Araujo

Enviado por Ronaldo Bicalho

do Instituto Ilumina

O polvo perverso e seus muitos tentáculos

por Roberto Pereira D’Araujo

O momento que o país está passando é de extrema gravidade e, sob o ponto de vista de outros setores essenciais como saúde, segurança, educação e transporte, a questão da Eletrobras perde importância. Mas, o ILUMINA pede licença a seus acessantes para, aqui, se dirigir aos que pensam que a Eletrobras não serve para nada, é cabide de emprego e “tem mais que privatizar tudo mesmo”. Se você conhece alguém que pensa assim, mande esse link, pois o enfoque não se limita a esse assunto.

A figura abaixo ilustra nossa situação. Podem cortar um tentáculo, pois o polvo malvado tem muitos outros.Enquanto nos distraímos cortando braços, o cérebro continua imaginado malícias. É preciso reconhecer que, na realidade, o polvo não precisa de uma estatal para conceder isenções fiscais ou atender interesses privados.

Leia mais »

Média: 4.4 (7 votos)

Sem Energia: Perguntas sobre a Eletrobrás

Uma das dúvidas sobre a privatização da Eletrobras é o destino de Itaipu. Combinamos com os paraguaios? Foto Antoine BOUREAU / Photononstop

Enviado por Antonio Ateu

do Projeto Colabora

Treze perguntas sem resposta na privatização da Eletrobras

Proposta do governo vai salvar as contas públicas ou dilapidar o patrimônio nacional?

por  Agostinho Vieira Agostinho Vieira

A julgar pelas declarações do ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o Brasil está prestes a sair do buraco e viver dias de glória. Tudo por conta da privatização da Eletrobras pelo valor estimado de R$ 20 bilhões. Privatização, não. Para o ministro, na verdade, o que está sendo feito é uma “democratização do capital”. Com vantagens óbvias para o governo, que passaria a ter mais caixa para enfrentar a crise; para os funcionários, que, segundo ele, agora seriam avaliados apenas pela “meritocracia”; e para os consumidores, que pagariam tarifas mais baixas. Longe de duvidar da seriedade e das boas intenções do ministro, o #Colabora decidiu fazer 13 perguntas que ainda parecem estar sem resposta: Leia mais »

Média: 4 (4 votos)

A ASEF – Furnas e o ILUMINA estão avisando

Enviado por Almeida

A ASEF – Furnas e o ILUMINA estão avisando

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

O que significa privatizar a Eletrobrás, por Joaquim Francisco de Carvalho

Sugestão de Almeida

do site do Ilumina

O que significa privatizar a Eletrobrás

por Joaquim Francisco de Carvalho

A construção do Canal do Panamá começou em 1.881 e foi interrompida em 1.883, com a falência da empresa criada pelo diplomata francês Ferdinand de Lesseps, para promover e custear o empreendimento, tal como fizera com o Canal de Suez.

A obra ficou célebre na história dos grandes escândalos políticos e financeiros, a ponto de transformar a palavra “panamá” (entre aspas e com inicial minúscula) em sinônimo de negociata. Com a independência do Panamá, retomou-se o projeto e o canal foi aberto à navegação em 1.914; mas aí o pobre Visconde de Lesseps já tinha morrido, depois de ser fustigado pela Justiça francesa e desmoralizado pela imprensa.

Leia mais »

Média: 4.6 (9 votos)

Deputado ataca privatização da Cemig e defende consulta popular aos mineiros

Valter Campanato/ABr

do Brasil 247

Deputado ataca privatização da Cemig e defende consulta popular aos mineiros

O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) atacou a privatização da Cemig, proposta pelo governo Michel Temer, e defendeu consulta popular (plebiscito ou referendo), conforme determina Constituição mineira; "O governo federal, que prega privatização da empresa, para tentar levantar cerca de R$ 12 bilhões, de modo a cobrir rombos fiscais, ampliados pela recessão e desemprego, gerados pelo congelamento geral de gastos públicos, desobedece, sobretudo, a Constituição de Minas Gerais", acrescentou; "A sociedade mineira, ressaltou o parlamentar, está em pleno movimento de resistência à tentativa do presidente ilegítimo de desmobilizar patrimônio público estadual"
Leia mais »
Média: 4.2 (5 votos)

Setor elétrico: às favas os escrúpulos e o futuro, por Ronaldo Bicalho

Setor elétrico: às favas os escrúpulos e o futuro

por Ronaldo Bicalho

O objetivo principal da privatização da Eletrobrás é resolver problemas de natureza fiscal do Governo. Responder aos graves problemas do setor elétrico brasileiro não está entre os fatores principais que geraram essa proposta. Não foi para enfrentar as nuvens pesadas que despontam no horizonte elétrico brasileiro que se deu esse movimento, mas para tentar sobreviver à tempestade diária na qual os atuais mandatários do país estão metidos. Aqui, não são os ditames de longo prazo, que tradicionalmente estruturam os grandes movimentos do setor elétrico, que mobilizam as ações, mas o exercício da fé dos desesperados que ao final da jornada murmuram agradecidos: obrigado Senhor por mais um dia.

Portanto, não se deve dar a determinadas propostas um tamanho que elas não têm. Tampouco, levar em conta afirmações de autoridades que não merecem ser levadas em conta. As coisas devem ser avaliadas pelo tamanho que elas têm. O resto é o velho armazém de secos e molhados.

Leia mais »

Média: 4.7 (7 votos)

A Eletrobras dá prejuízo? Ela é ineficiente?, por Rita Dias

A Eletrobras dá prejuízo? Ela é ineficiente?

por Rita Dias

Um estudo mais rigoroso mostraria que a Eletrobras vem sendo sucateada desde os anos oitenta, sendo exceção o período do governo Lula, contrabalançado pela forte retomada do sucateamento no governo Dilma. Todavia, a qualidade de seus ativos e de seu corpo técnico garante ainda hoje sua eficiência operacional.

A Eletrobras apresentou lucro de R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre de 2017 e de R$ 3,4 bilhões em 2016. Todavia, a empresa apresentou resultados negativos entre 2012 e 2015. Para entender cada um desses resultados é preciso olhar sua composição em detalhes. 

Leia mais »

Média: 3.7 (6 votos)

A aberração da venda da Eletrobras, por Luis Nassif

O anúncio de venda da Eletrobras para fazer caixa é uma das iniciativas mais aberrantes do governo Temer. A ideia da “democratização do capital” e a comparação com a Vale e a Embraer é esdrúxula. Ambas estão na economia competitiva enquanto a Eletrobrás é uma concessionária de serviços públicos, estratégica para o país.

A avaliação de R$ 20 bilhões equivale a menos da metade de uma usina como Belo Monte. A Eletrobrás tem 47 usinas hidroelétricas, 114 térmicas e 69 eólicas, com capacidade de 47.000 MW, o que a faz provavelmente a maior geradora de energia elétrica do planeta. É uma empresa tão estratégica quanto a Petrobras.

A Eletrobras está sendo contruída desde 1953 e exigiu investimentos calculados em R$ 400 bilhões do povo brasileiro. Além da capacidade geradora, que equivale a meia Itaiupu, a Eletrobras controla linhas de transmissão, seis distribuidoras e a Eletronuclear, empresa estratégica que detém as únicas usinas nucleares brasileiras. Leia mais »

Média: 4.5 (33 votos)