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Energia

A reforma elétrica e a sua visão simplória do mercado elétrico, por Ronaldo Bicalho

do Instituto Ilumina

A reforma elétrica e a sua visão simplória do mercado elétrico

por Ronaldo Bicalho

A nova reforma do setor elétrico brasileiro proposta pelo Governo está delineada em uma nota técnica do Ministério de Minas e Energia que consta de um processo de consulta pública atualmente em curso.

No cerne dessa proposta encontra-se a aposta na liberalização do mercado elétrico brasileiro de maneira a permitir a operação plena dos mecanismos de preço e o exercício da gestão individual dos riscos. Para viabilizar essa virada em direção ao mercado livre e a descentralização das decisões, garantindo a sustentabilidade da expansão do sistema elétrico, recorre-se à introdução de uma separação entre lastro e energia de forma a compatibilizar competição e confiabilidade; um dos grandes problemas desse tipo de reforma.

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Temer e o setor elétrico: privatização e aumento de preços, por Rita Dias

Os impactos são diversos e vão muito além da previsão de aumento de 7% na conta de energia. O projeto significa o desmonte da Eletrobras e afeta sua capacidade para liderar os investimentos no setor, ameaçando a segurança energética do país

do Brasil Debate

Temer e o setor elétrico: privatização e aumento de preços

por Rita Dias

O governo expôs à sociedade brasileira seu projeto de reestruturação radical do setor elétrico brasileiro e um dos seus principais elementos é o fim da Eletrobras como a conhecemos. Este projeto encontra seu sentido mais profundo no movimento de intensificação da acumulação por espoliação[i], com a eliminação de direitos sociais e a extração de renda e riqueza dos trabalhadores por meio, sobretudo, da mercantilização das políticas públicas e dos espaços públicos. No setor elétrico, este movimento se articula com o avanço da financeirização e desnacionalização, representando, assim, a desativação dos centros internos de decisão e constituindo uma séria ameaça à soberania do país.

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Governo quer arrecadar R$ 30 bilhões com privatizações de usinas da Eletrobrás

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Jornal GGN - Nas contas do governo, é possível levantar R$ 30 bilhões com a privatização das usinas antigas da Eletrobrás, sendo que R$ 10 bilhões deste montante deve auxiliar no cumprimento da meta fiscal do ano que vem, que prevê um déficit de R$ 129 bilhões. 
 
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, os editais devem ficar prontos no primeiro trimestre do ano que vem, com a realização dos leilões ao longo de 2018.
 
O Ministério das Minas e Energia prevê que o dinheiro das privatizações sejam divididos entre a Eletrobrás, o Tesouro e os consumidores, através do abatimento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), uma taxa na conta de luz destinada a subsídios e programas sociais. Neste caso, cada parte ficaria com R$ 10 bilhões. 

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Angra 3 deve entrar em operação em 2026, diz governo

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Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - Luiz Augusto Barroso, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) sinalizou nesta quinta-feira (6) que o governo federal pretende colocar a usina nuclear de Angra 3 em operação no ano de 2026.
 
Barroso disse que o Plano Decenal do Setor Elétrico (PDE) 2016-2026, que determina as bases para a expansão do setor e elaborado pela EPE, deve ser divulgada nesta semana. O plano é divulgado anualmente, mas seu desenvolvimento foi interrompido durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff. 
 
O presidente da EPE, que assumiu o cargo em julho de 2016 por indicação de Michel Temer, disse que o PDE terá a previsão de entrada em operação de Angra 3 em 2026. Ele também afirmou que, no momento, a dúvida é sobre a finalização do processo de investimento e construção da usina. 
 
"O desafio de Angra é mais o modelo de negócios do financiamento, investimento incremental, como vai fazer para trazer um investidor externo", afirmou.

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Protesto de conta de luz, a Aneel e o massacre dos consumidores, por André Araújo

Protesto de conta de luz, a Aneel e o massacre dos consumidores

por André Araújo

Um velho amigo, engenheiro de carreira de uma das grandes empreiteiras em crise, demitido por falta de obras após 26 anos de casa, passou a sobreviver como freelancer em reformas de  lojas. A renda caiu, a vida apertou, atrasa algumas contas de luz e condomínio  mas sem deixar acumular a segunda conta, situação comum hoje a milhões de lares atingidos pela recessão.

Meu amigo recebeu um telefonema de seu banco, o  cheque especial estava cancelado porque apareceu um protesto de conta de luz da Eletropaulo, a conta venceu em 9 de junho e a concessionária enviou a conta ao Cartório  de Protestos dias depois. A conta já estava protestada, meu amigo não recebeu qualquer aviso, este foi enviado por AR ao endereço do dono do imóvel, em nome de quem estava a conta. O dono do imóvel estava viajando, ninguém viu ou informou o aviso. Tal procedimento nunca tinha ocorrido antes, meu amigo correu a loja da Eletropaulo e lá informaram que era assim mesmo, a concessionária estava protestando as contas e podia fazer após o primeiro dia de atraso. Quando ele recebeu o telefonema do banco a conta já estava paga pelo sistema eletrônico, mesmo protestada a Eletropaulo recebeu normalmente a conta sem informar o protesto, tudo irregular.

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Energias renováveis empregam 9,8 milhões de pessoas no mundo, diz IRENA

Enviado por Almeida

Não tem mais volta, não há mais espaço para o retrocesso, a opção pelas fontes renováveis não é uma escolha ideológica, mas baseada no realismo político e econômico: as renováveis geram empregos e negócios.

As fontes fósseis e físseis não são renováveis, portanto, por definição não têm futuro.                                        
 
da Abeólica
 
 

Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) divulgou, em seu relatório “Renewable Energy and Jobs – Annual Review 2017”, que as energias renováveis empregavam mais de 9,8 milhões de pessoas em 2016. Excluindo-se as grandes hidrelétricas, este número é de 8,3 milhões de trabalhadores em todo o mundo em 2016. A maior parte dos empregos se concentra na China e o Brasil é o segundo País com mais empregos em renováveis no mundo, como mostra a ilustração abaixo do relatório.

Relatório da IRENA traz os dados mais recentes sobre empregos e análises detalhadas sobre os fatores que afetam o mercado de trabalho nos variados tipos de energias renováveis ao redor do mundo.

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Governo quer leiloar quatro hidrelétricas no segundo semestre

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Imagem: Cemig
 
Jornal GGN - No segundo semestre deste ano, o governo federal deverá leiloar as usinas hidrelétricas de Miranda, São Simão, Jaguará e Volta Grande. Estas unidades já estavam sob concessão e voltaram para o controle do governo após o fim dos contratos. 
 
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o objetivo é realizar a disputa em setembro, com expectativa de render entre R$ 10 bilhões e R$ 11 bilhões para o governo. As quatro usinas eram de concessão da Cemig, que, após o fim do contrato, chegou a continuar controle as unidades através de uma liminar, que depois seria revogado no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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Eletrobras encerrou 2016 com lucro após quatro anos de prejuízos

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Jornal GGN - Em 2016, a estatal Eletrobras registrou lucro líquido de R$ 3,4 bilhões, o primeiro desde 2011, apesar do prejuízo de R$ 6,26 bilhões no último trimestre do ano passado.
 
O resultado da Eletrobras foi ajudado pelo reconhecimento de indenizações que a empresa receberá pela renovação de contratos de concessão no final de 2012, que teve efeito líquido de R$ 18,88 bilhões.
 
De acordo com o balanço enviado para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os principais impactos negativos no ano passado estão relacionados aos prejuízos das empresas de distribuição que chegaram a R$ 6,9 bilhões.

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Reatores nucleares a água leve completam 60 anos de geração elétrica, por Leonam Guimarães

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Usina de Shippingport

Do Clube de Engenharia

Reatores nucleares a água leve completam 60 anos de geração elétrica

Por Leonam dos Santos Guimarães

Diretor de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da Eletrobrás Eletronuclear e membro do Grupo Permanente de Assessoria do Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Leia mais »

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Petrobras encerra mais quatro ações nos EUA

Companhia aprovou acordos com investidores encerrando ações individuais movidas contra ela naquele país


Jornal GGN - Em um comunicado oficial divulgado na última sexta-feira (24), a Petrobras anunciou que fechou novos acordos com investidores em ações individuais nos Estados Unidos, encerrando quatro ações abertas naquele país contra a estatal brasileira.

Desde que estourou a Lava Jato e, portanto, as denúncias de corrupção na Petrobras, até então a segunda maior empresa de energia do mundo e detentora de inúmeros recordes de exploração de petróleo em águas profundas, uma série de ações individuais foram abertas contra a empresa nos Estados Unidos, colocando ainda mais em risco o capital material da companhia brasileira.

Com o novo anúncio sobre os acordos, a gerência de comunicação da empresa diz que a Petrobras alcança acordo em dezenove ações individuais, do total de vinte e sete, que foram consolidadas com a class action.

"No momento, não é possível para a Petrobras fazer estimativa confiável sobre o desfecho da class action. Esses acordos, cujos termos são confidenciais têm como objetivo eliminar incertezas, ônus e custos associados à continuidade dessas disputas e não constituem qualquer reconhecimento de responsabilidade por parte da Petrobras, que continuará se defendendo firmemente nas demais ações em andamento", concluem na nota.
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A nova manipulação da Globo e do governo Temer sobre a conta de luz

A nova manipulação da Globo e do governo Temer sobre a conta de luz, uma explicação de Leonardo Stopa, via Programa Cafeína

Sugestão de José Carlos Lima

de O Cafezinho

A nova manipulação da Globo e do governo Temer sobre a conta de luz

por Miguel do Rosário

O subsídio da energia elétrica não foi um ‘erro do governo’ anterior para mais de 200 milhões de pessoas. Pode até ter sido para os marajás que sonegam impostos e são contra a redistribuição de renda. Se você não faz parte desse grupo que não chega a 1% da população, você certamente teve benefícios com o subsídio.

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A interdependência entre energia e água, por Leonam Guimarães

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Do Clube de Engenharia

A Interdependência entre Energia e Água

por Leonam dos Santos Guimarães

O tema desenvolvido neste esclarecedor artigo de Leonam dos Santos Guimarães reflete uma preocupação mundial. Cresce o número de países que buscam com a urgência necessária garantias, parcerias e recursos para o desenvolvimento de projetos de utilização de tecnologia nuclear para dessalinização da água, já implementados na Argentina, Canadá, Paquistão e Rússia. No Brasil, o DES-SAL, proposto em 2016 pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), prevê nos dois primeiros anos em curso os projetos conceituais do reator nuclear de pequeno porte e de uma usina de dessalinização. 

A produção de energia depende da água, principalmente para o resfriamento de usinas termelétricas, mas também na produção, transporte e processamento de combustíveis fósseis. Além disso, cada vez mais a água é usada na irrigação de culturas para produção de biomassa de uso energético. Por outro lado, a energia é vital para o funcionamento de sistemas que coletam, transportam, distribuem e tratam a água, garantindo seu fornecimento para seus diversos usos. Leia mais »

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Em 2016, investimentos mundiais em energia limpa caíram 18%

 
Jornal GGN - No ano de 2016, os investimentos em energia limpa caíram 18% na comparação com 2015, a maior queda em mais de uma década. No total, foram investidos US$ 287 milhões em parques eólicos, parques solares e outros sistemas de energia limpa, de acordo com a Bloomberg New Energy Finance. 
 
Para os analistas do mercado, o resultado foi influenciado pela desaceleração da China, além de cortes de investimentos no Japão. A China está tentando renovar suas redes elétricas, além de fazer reformas para otimizar a geração renovável.

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Belo Monte é autorizada a iniciar operação de mais uma turbina

 
Jornal GGN - Nesta sexta-feira (6), a hidrelétrica de Belo Monte teve autorização da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para começar a operar mais uma turbina. 
 
Em construção no Pará, a usina agora conta com nove unidades em operação, com mais de 2,6 gigawatts de capacidade de geração de energia. Deste modo, Belo Monte já figura entre as dez maiores hidrelétricas em capacidade instalada no país. 

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Consumo de energia em janeiro deve aumentar 3,7%, diz ONS

 
Jornal GGN - O consumo de energia em janeiro deve aumentar 3,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo previsões do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), chegando a 67.845 megawatts (MW) médios. 
 
O aumento será causado pelas temperaturas maiores neste mês em relação a 2016, de acordo com especialistas. Meteorologistas também apontam para um volume de chuva menor do que no ano passado, resultando em queda dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas em uma época considerada importante para recuperar o volume dos lagos das usinas. 
 
Segundo a ONS, a previsão é de um volume de chuvas de 72% da média histórica para o mês no Sudeste/Centro-Oeste, que produz 70% de toda a energia armazenável em reservatório de hidrelétricas no país. 

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