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O mercado de relacionamento com o cliente pra quem é popular, por Matê da Luz

O mercado de relacionamento com o cliente pra quem é popular

por Matê da Luz

Você já tentou cancelar algum produto ultimamente?

O cancelamento de enorme parte dos serviços hoje, em qualquer empresa, não pode ser feito automaticamente. o consumidor é obrigado a falar com os atendentes e, ao que me parece, esta é uma decisão embasada em diversos fatores mas, especialmente, na potencialidade do contato homem-a-homem para 1- entender os motivos que levaram o cliente a desistir do produto; 2- apresentar uma solução viável e satisfatória para o cliente e 3- manter o cliente em sua base de dados.

Antes de mais nada, a demora no atendimento. ao clicar na opção de cancelamento, o cliente é colocado no modo espera com musiquinhas enlouquecedoras, ad eternum. quando um atendente se manifesta, normalmente já começa o diálogo enfadado, nada disposto e, claro, o clima homem-a-homem, que já está contaminado pelo humor da espera eterna, é dos piores. Leia mais »

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Governo paulista possui banco de dados secreto sobre manifestantes

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Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

Da Ponte Jornalismo

 
Ponte revela norma sigilosa que autoriza PM a filmar protestos e armazenar informações sobre manifestantes
 
por Fausto Salvadori

Você pode ser da Marcha para Jesus ou da Parada LGBT. Coxinha, petralha, Fora Temer ou Tchau Querida. Não importa. Se resolver participar de uma manifestação no Estado de São Paulo, os policiais militares estão autorizados a gravar imagens e áudios seus e armazená-los todos num banco de dados secreto ao qual você nunca terá acesso.

As regras que regulam a filmagem de manifestantes e o armazenamento deste material pela PM paulista estão descritas na Diretriz PM3-001/02/11, conhecida como Diretriz Olho de Águia, uma norma secreta editada pelo comando da corporação em 2011. Desde então, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) vem se esforçando para manter o conteúdo da Olho de Águia oculta aos olhos do público, com o apoio da Ouvidoria do Estado, da Comissão Estadual de Acesso à Informação e até do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo – que já emitiu duas decisões favoráveis à manutenção do sigilo  em torno da diretriz.

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Governo Temer não presta esclarecimentos sobre o 'Escola sem Partido' para ONU

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Foto: Instituto Lula

Da Rede Brasil Atual

 
Prazo para o governo dar explicações expirou ontem. Em encontro com procuradora federal, relatora especial da ONU para o Direito Humano à Educação demonstrou preocupação
 
por Cida de Oliveira

São Paulo – Expirou nesta quarta-feira (14) o prazo para o governo de Michel Temer (PMDB) responder aos questionamentos da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre projetos de lei que adota a "Escola sem Partido" que avançam no país com apoio do Ministério da Educação (MEC).

A omissão, considerada grave, pode desencadear interpelação. A procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, que estuda a possibilidade de entrar com ação, deve ainda pedir explicações ao Itamaraty.

"O descaso do governo indica o óbvio: o Planalto e o MEC dizem que são contra o programa "Escola sem Partido" e seus projetos de lei. Mas Temer e o ministro Mendonça Filho fazem o exato oposto disso", disse o coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, que esteve ontem em Brasília em visita à procuradora na companhia da relatora especial da ONU para o Direito Humano à Educação, Koumbou Boly Barry.

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Cidadão Trans, por Diego Silva Marquez de Araújo

CIDADÃO TRANS - Existência e Aplicação de Políticas Públicas para o Público Transgênero

por Diego Silva Marquez de Araújo1

Resumo

O Brasil tem passado por momentos difíceis, sobretudo na esfera  política.  São muitos os escândalos relacionados à gestão do Estado, o que prejudica a maioria da população. Embora na Constituição esteja escrito alguns dos direitos civis e humanos, como “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais” (art.III) e “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação” (art.IV), sabe-se que na prática a realidade é outra, e tais direitos ainda são utopia. Se isso é difícil garantir para um cidadão “comum”, imagine para os grupos marginalizados como os Transgêneros, por exemplo, cuja  identidade de gênero difere da designada no nascimento. Teriam eles os direitos assegurados pela constituição? Sobre as questões de existência e aplicação dos direitos  dos LGBT se debruçará este artigo.

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A disputa pela privatização das águas no Brasil

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Cordão policial isola a Assembleia Legislativa do Rio durante a votação da privatização da Cedae. Foto: Francisco Proner/Mídia Ninja

Da EPSJV/Fiocruz

 
A maior agenda de privatizações do saneamento da história do país desperta preocupação entre especialistas que apontam o aumento dos conflitos por água como consequência
 
Maíra Mathias - EPSJV/Fiocruz

A rua se transformou em um cenário de guerra. A fumaça e o barulho desorientadores das bombas de efeito moral se somavam aos estampidos produzidos por gatilhos a todo o momento acionados para liberar balas – de borracha, de plástico e até de chumbo. A visão era dificultada por outras bombas, de gás lacrimogêneo, e a entrada de um certo prédio público foi cercada de barreiras. De lá, saíam fortes jatos d´água apontados na direção de um carro de som. A perseguição se estendeu e dois veículos blindados, conhecidos como ‘caveirão’, avançaram por outras vias do centro do Rio de Janeiro. O noticiário chamou o acontecido naquela tarde de sol de 9 de fevereiro de “batalha”, palavra que originalmente remete ao combate militar entre dois exércitos inimigos. Na mira de todas essas armas, no entanto, não havia outro exército. Tampouco, de um ponto de vista republicano, as mulheres e homens, jovens e idosos que ali se agruparam deveriam ser encarados como ‘inimigos’.  Mas assim foi feito. E, a partir do dia 15, quando a autorização para o envio da Força Nacional de Segurança Pública foi dada pelo governo federal, aqueles que defendiam a privatização da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) se cercaram – literalmente – das condições necessárias para aprovar a medida. No dia 20 de fevereiro, com galerias vazias e cordão policial de 500 homens montado no entorno da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), os deputados autorizaram o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) a vender todas as ações da empresa.

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Sem descanso, Eleonora Menicucci enfrenta a treva, por Paulo Moreira Leite

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Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Do Brasil 247

Sem descanso, Eleonora Menicucci enfrenta a treva

por Paulo Moreira Leite

Quarenta e oito horas depois de perder um primeiro recurso contra uma indenização de R$ 10 000 a ser paga ao ator pornô Alexandre Frota como indenização por danos morais, a professora Eleonora Menicucci, ministra de Políticas Públicas para Mulheres entre 2012-2016, avisou aos interessados que a luta continua. "Esse pessoal não me conhece. Vou até o fim", disse Eleonora ao 247, no final de um ato de mulheres por Diretas no largo do Arouche, no centro de São Paulo, na tarde de domingo. Na próxima etapa, seu recurso será examinado pelo Colégio de Juízes, de São Paulo, última etapa antes da Segunda Instância. Enquanto juristas ligados ao PT se dizem convencidos de que as chances de uma vitória nesta fase são baixas, mas devem crescer na medida em que o caso ascender a outros degraus do Judiciário, Eleonora avisa: "Não importa. O que importa é lutar, sempre."

Na cronologia de um governo que transformou o Planalto num bunker, Eleonora ocupa o lugar honroso de adversária pioneira e irredutível. Orgulha-se de ter participado da mobilização de mulheres, que foram as primeiras a ocupar as ruas para gritar "Fora, Temer!"

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Cotas Raciais e a mesquinharia do STF, por J. Roberto Militão

Foto Agência Brasil

Cotas Raciais e a mesquinharia do STF

por J. Roberto Militão

TSE e STF e os julgamentos a ´la carte´

Além da vergonhosa deliberação do TSE que violou o dever de zelar pela legitimidade e espontaneidade da vontade eleitoral dos brasileiros que não pode ser violado nem induzido pelo uso abusivo do poder econômico e do poder político conforme sucedeu nas eleições presidenciais de 2014, na mesma data a legitimação constitucional das leis de COTAS RACIAIS é outra perversão dos direitos individuais que está sendo violado, agora pela Suprema Corte, a quem compete zelar pela integralidade da mens constitutiva – ou seja o sentimento nacional constituinte.

Concomitante com o ´julgamento´ do TSE também o Supremo Tribunal Federal, cometeu mais uma de suas deliberações mesquinhas. Também por unanimidade decidiu favorável às leis de ´cotas raciais´ em concursos públicos. Já havia decidido por unanimidade as leis de cotas raciais para ingresso nas universidades.

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O que Freddy Krueger tem a ensinar aos juízes brasileiros?, por Fábio de Oliveira Ribeiro

O que Freddy Krueger tem a ensinar aos juízes brasileiros?

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Ao assistir a sessão do TSE em que Gilmar Mendes tentou inutilmente dar o drible da vaca Ministro Herman Benjamim recordei-me de duas histórias antigas.

Nos anos 1990 um velho advogado, que foi meu colega de trabalho no Sindicato dos Químicos de São Paulo e no Sindicato dos Têxteis de Osasco, foi processado na OAB. O juiz ficou irritado porque ele disse no recurso que a sentença dele era “mais feia que o Freddy Krueger”.

Quando recebeu a notificação da OAB meu colega me procurou. Pedi a cópia do Acórdão respectivo e constatei que o TRT havia dado provimento ao recurso. Não tive dúvidas.

A defesa apresentada na OAB sob minha orientação tinha apenas um parágrafo que dizia mais ou menos o seguinte: “a sentença realmente era mais feia que o Freddy Krueger, tanto que foi totalmente reformada pelo TRT/SP.” O processo administrativo foi arquivado.

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Racismo Institucional: alegação em audiência não configura a calúnia ao Juiz e Promotor

 
Enviado por J. Roberto Militão
 
do Migalhas

Advogado é absolvido da acusação de calúnia contra juíza e promotor

A 7ª câmara de Direito Criminal do TJ/SP absolveu advogado – José Roberto F. Militão - do crime de calúnia contra funcionário público no exercício da função, em julgamento ocorrido na última quarta-feira, 24.

O causídico foi condenado em 1º grau à pena de 9 meses e 10 dias de detenção, em regime aberto, e pagamento de 26 dias-multa, substituída a pena privativa de liberdade por uma restritiva de direitos, consistente em prestação pecuniária, no valor de 10 salários mínimos.

Racismo institucional

A condenação veio na esteira de suposta intenção do apelante em imputar diretamente à pessoa da magistrada e do promotor de Justiça o crime de racismo.

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O racismo dos seguranças de uma escola em Brasília, por Hony Riquison

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Foto: Tiago Zenero/PNUD Brasil

Era uma festa beneficente de uma escola dita progressista, que fica no Plano Piloto – a região central de Brasília.

A música estava ótima, eu dançava Criolo...

Até seis seguranças chegarem de forma agressiva, sem pedir licença nem dizer o que estava acontecendo, e ostensivamente mandarem que eu me calasse quando questionei o motivo da abordagem brusca.

Dois deles me revistaram. Encontraram em minha pochete dois celulares. Digitei a senha no meu e minha amiga no dela.

Tentamos dizer que esse era o pior método e que estávamos assustados. A única resposta era a ordem ríspida de que permanecêssemos em silêncio.

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Esquecemos de comemorar a criação da Lei Áurea, por Mário Lima Jr.

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Imagem: Arquivo

Por Mário Lima Jr.

O linchamento de Lula e Dilma por crimes de corrupção ainda não julgados ocupa espaço demais na opinião pública. Um país criado, durante mais de três séculos, a partir do suor e do sangue negro e indígena deveria destacar os 129 anos da extinção oficial da escravidão, em respeito à própria História.

Lembrar que a escravidão foi abolida através da Lei Nº 3.353, de 13 de maio de 1888, pode despertar a consciência popular a respeito da formação do Brasil. Continuamos tão preconceituosos e violentos quanto no passado escravocrata.

O negro ganha destaque nos sites de grandes jornais brasileiros quando supera a pobreza e se torna juiz (Globo, Estadão e Folha até o meio da tarde do dia 13/05/17 não citavam o aniversário da Lei Áurea). Vira notícia porque geralmente está associado às profissões subalternas como faxineiro e lixeiro. Negros ocupam apenas 18% dos cargos de destaque no Brasil, embora pretos e pardos sejam a maioria da população, segundo o IBGE.

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Debate discute guerra às drogas e proibição da maconha

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Foto: Mídia Ninja

Da Agência Pública

 
Como a liberação da maconha pode pôr um fim na já fracassada guerra às drogas, que mata principalmente pobres e negros, foi um dos temas da Conversa Pública

Fator de controvérsia constante, mesmo quando se cria consenso em torno de seu uso medicinal ou recreativo, o tema maconha ganha cada vez mais a atenção do público. Droga psicoativa ilícita mais usada no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 180 milhões de usuários a consumam no planeta.

No Brasil, levantamento realizado pela Unifesp em 2012 mostrou que cerca de 1,5 milhão de jovens e adultos usam maconha diariamente. E há pouco tempo, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso trouxe o tema de volta à baila ao defender a sua legalização como desafogo para a crise do sistema carcerário, colapsado há décadas.

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MP que altera normas fundiárias é inconstitucional, diz nota técnica no Ministério Público

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Foto: Carlos Alberto/Imprensa MG
 
Jornal GGN - Nota técnica elaborada pela Câmara de Direitos Sociais e Atos Administrativos em geral do Ministério Público Federal aponta que a Medida Provisória (MP) 759, que muda as regras sobre regularização fundiária, é inconstitucional. 
 
De acordo com o MPF, o texto tem “vícios de inconstitucionalidade tanto no conteúdo quanto na forma”, questionando também o requisito de urgência necessário para a edição da MP. Além disso, o Ministério Público afirma que alguma das mudanças proposta na medida deveriam ser tratadas através de lei complementar.

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Fim das Farmácias Populares preocupa famílias de baixa renda

Moradora de bairro periférico do Rio de Janeiro já relata dificuldade em conseguir medicamentos / Foto: Divulgação

do Brasil de Fato

Fim das Farmácias Populares preocupa famílias de baixa renda

Fania Rodrigues

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ)

A partir de maio, o Ministério da Saúde fechará as portas das 393 farmácias próprias em todo Brasil. A decisão do governo ilegítimo de Michel Temer, anunciada no início de abril, tem preocupado às famílias que dependem desses medicamentos fornecidos de forma gratuita ou com até 90% de desconto.

No bairro carioca de Quintino, na zona norte do Rio, a operadora de caixa, Jaqueline Vieira se uniu aos vizinhos para realizar um abaixo-assinado e tentar impedir o fim desse benefício, implementado pelo governo Lula em 2004. “Pedimos a todas as pessoas para assinar e contribuir com essa campanha, mesmo aquelas que não dependem de remédio, porque a gente nunca sabe o dia de amanhã”, afirma Jaqueline. Ela diz ainda que acompanha de perto o drama de quem depende do programa para sobreviver. “Aqui no nosso bairro tem muitas pessoas carentes que não têm condições de comprar remédios caros. Minha vizinha tem uma criança que é deficiente física e depende dos medicamentos que ela retira na Farmácia Popular do governo. E já tem alguns medicamentos que estão em falta em muitos lugares”, explica.

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Quem mais sofre com o abuso de autoridade são os pobres, por Laurez Cerqueira

Imagem - Captura Vídeo

Quem mais sofre com o abuso de autoridade são os pobres

por Laurez Cerqueira

O vídeo do procurador Deltan Dallangnol, em circulação na internet, se posicionando contra a aprovação da lei do abuso de autoridade, é prova inconteste da politização da Operação Lava-Jato.

Ele parece preocupado com a aprovação do projeto de lei talvez por saber dos abusos cometidos por autoridades judiciárias e policiais nas investigações contra a corrupção, questionados judicialmente.

Dallangnol está processado pelo ex-presidente Lula por acusá-lo publicamente, numa entrevista coletiva à imprensa, sem provas, antes da conclusão das investigações e de sequer o ex- presidente ter sido julgado.

A sociedade sempre clamou por combate à corrupção, aos ao órgãos públicos de fiscalização e controle e às autoridades competentes. Mas, evidentemente, com a devida observação aos marcos legais que regem o estado democrático de direito, sem abuso de autoridade. A democracia e a legalidade, historicamente, custaram caro ao povo brasileiro.

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