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Crise

No Congresso, maioria das bancadas rejeita Diretas Já

Nos bastidores, partidos da base aliada de Temer apelidaram propostas para eleição direta de "PEC do Lula"
Nos bastidores, partidos da base aliada de Temer apelidaram propostas para eleição direta de "PEC do Lula"
 
Jornal GGN - A maioria das bancadas no Congresso é contra a realização de Diretas Já, caso o presidente Michel Temer saía do poder, defendendo que eles, deputados e senadores, mantenham a exclusividade de escolher quem irá dirigir o país até dezembro de 2018, em caso de vacância da cadeira no executivo. O argumento deles é evitar mudar a Constituição Federal, causando mais insegurança no sistema político.
 
A Carta magna determina eleições indiretas, realizada pelo Congresso Nacional, após 30 dias de vacância do cargo de presidente da república. Porém os parlamentares da oposição se apegam ao artigo 224 da lei 13.165/2015 que possibilita eleição direta em caso de cassação da chapa pela Justiça Eleitoral.
 
O levantamento sobre a opinião dos senadores e deputados foi realizado pelo jornal Folha de S.Paulo entrevistando os líderes dos dez maiores partidos da Câmara e do Senado que representam, respectivamente, 397 deputados (77%) e 72 senadores (89%). As únicas lideranças partidárias favoráveis a aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que determine eleições diretas são as do PT, PSB e PDT, que representam apenas 30% das dez maiores bancadas. Para a aprovação de uma PEC seria necessário o apoio de 60% dos parlamentares. 
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A 'solução' dos empresários omitida pelos jornais, por Janio de Freitas

A reviravolta política obriga grupos que dirigem o país a encontrar uma saída rápida para seguir desmonte do estado 
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN - A reviravolta política, induzida pelas delações da JBS e, mais recentemente, pelo tumulto em Brasília, obriga os grupos que dirigem o país a encontrar uma saída rápida para a crise. 
 
Nas últimas semanas alguns nomes têm sido aventados como alternativas à um pacto de novo governo capaz de sustar a crise política: Tasso Jereissati, Fernando Henrique Cardoso e até Nelson Jobim. A questão é que, por traz dessas opções que aparecem para a sociedade está à procura de um acordo para seguir as reformas de desmonte do estado, como a trabalhista e a da Previdência. 
 
Na coluna deste domingo, na Folha, Janio de Freitas alerta que os manifestos dos principais jornais do país omite essa "solução" calculada pelos empresários e, ainda, que setores desse grupo colocam até como prioridade manter Temer e Meirelles.
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Para prefeitos, crise política pode ter “consequências inimagináveis”

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Manifesto divulgado pela Frente Nacional dos Prefeitos afirma que a “gravíssima” crise enfrentada pelo país pode levar a uma desestabilização social com “consequências inimagináveis”.
 
No documento, os prefeitos pedem uma saída rápida da crise, dizendo que ela pode causar o colapso financeiro dos municípios. "Defendemos uma saída consensuada, respeitando-se a Constituição Cidadã e a legislação vigente”, diz o documento,
 
A FNP pede que solução seja “célere para evitar o agravamento dos reflexos negativos que tal situação já projeta nas cidades e que temos constatado no nosso cotidiano: aumento do desemprego, desincentivo ao empreendedorismo e aos investimentos, paralisação de obras e a disseminação de um indesejável sentimento de fracasso".

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O ocaso do interino, por Roberto Amaral

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Foto: Beto Barata

Por Roberto Amaral

Ocaso do interino
 
O governo, se assim podemos chamá-lo, acabou. Há um intruso na Presidência da República e é preciso removê-lo antes que a peçonha contamine o que ainda resta de estabilidade do sistema político, abalado pela degenerescência dos poderes republicanos, e nesta listagem se somam os poderes extra constitucionais, o poder econômico – corrupto e corruptor – e a grande mídia, que manipula a informação e desinforma a sociedade ao sabor de seus interesses específicos, mercantis,  sempre apartados dos interesses do país e de seu povo.
 
Da última quarta-feira 24 pode-se dizer, não obstante as aparências, que nada de novo, ou não esperado, ou temido, foi registrado. Funcionou o velho script: povo nas ruas e violência policial, a velha e cediça arma de que sempre se valem os governos autoritários – por definição ilegítimos –, para conter a expressão do sentimento popular. Nesse sentido, as cenas brasilienses repetem, como farsa, aquelas que ficaram para a História como o réquiem da ditadura: forças militares, comandadas por um grotesco general Newton Cruz, a cavalo, tentando reprimir o grito nacional pelas Diretas-Já, que, por sinal, não por coincidência histórica, volta à ordem do dia.
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OAB protocola pedido de impeachment contra Temer


Foto: Eugênio Novaes - Conselho Federal da OAB / Divulgação
 
Jornal GGN - A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou junto à Câmara dos Deputados um pedido de impeachment contra Michel Temer. De acordo com o presidente do Conselho Federal, Claudio Lamachia, o pedido não impacta em uma desestabilização do país.
 
Trata-se do 13º pedido de impeachment que chega às mão so presidente da Casa Legislativa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que aliado, por sua vez, já avisou que não irá acatar solicitações para a derrubada de Temer do Executivo.
 
De acordo com o pedido da OAB, Temer cometeu prevaricação, o que justifica um processo de impeachment por crime de responsabilidade. "O país não sofre nenhuma desestabilização pela abertura de um processo de impeachment", disse Lamachia, completando que o documento é "técnico".
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Nelson Jobim rechaça possibilidade de ser candidato a presidente

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O ex-ministro Nelson Jobim negou publicamente, nesta quinta (24), a possibilidade de ser candidato a presidente em caso de renúncia ou cassação de Michel Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral. Segundo reportagem da revista Piauí, Jobim, sócio do BTG Pactual, participou de almoço promovido pelo banco, em São Paulo, ocasião em que foi pressionado a comentar as apostas feitas em Brasília em torno de seu nome. Foi quando rechaçou a ideia e colocou a culpa no trabalho e na esposa.
 
Segundo relatos da revista, Jobim disse que, em tom descontraído, que tinha muito trabalho no banco e que sua mulher, Adrianne de Senna, ex-presidente do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) "não gosta nem de ouvir falar da hipótese".
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Rollemberg se diz surpreso com convocação das Forças Armadas por Temer

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Por meio de nota assinada por Rodrigo Rollemberg (PSB), o Governo do Distrito Federal se disse surpreso com a convocação das Forças Armadas pelo presidente Michel Temer. 
 
O governador afirmou que a medida foi “extrema” e tomada sem conhecimento e anuência do Governo do DF, além de desrespeitar os requisitos da Lei Complementar nº 97/99.
 
“Os fatos de hoje em Brasília retratam a grave crise política do país. Não é a violência e nem a restrição de liberdade que a resolverão”, diz a nota. 
 
O comunicado também afirma que a PM do Distrito Federal agiu segundo protocolo assinado pelos governos distrital e federal, e afirma que “a segurança dos prédios públicos federais ficou sob a responsabilidade da União”.

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Diretoria de hospital público no MT pede demissão por situação de calamidade

Estado não repassa verbas desde março; estoque de comida e gás medicinal chegam ao nível zero colocando vida de pacientes em risco 

Estado não repassa verbas desde março; estoque de comida e gás medicinal chegam ao nível zero colocando vida de pacientes em risco


Jornal GGN – Em resposta a situação de calamidade causada pelo atraso dos repasses do governo Pedro Taques (PMDB), a diretoria do Hospital Regional de Sorriso, localizado à 420 km de Cuiabá (MT), pediu demissão. Desde março os funcionários do centro médico estão sem receber salários e parte dos atendimentos foi parcialmente suspensa, alcançando alimentação, lavanderia e centro cirúrgico. 
 
O Estado deve, atualmente, R$ 8 milhões ao hospital, que é uma instituição pública que tem o Sistema Único de Saúde (SUS) como único cliente. 
 
O caso ganhou repercussão nacional após um vídeo, viralizado nas redes sociais, com o trecho da entrevista coletiva feita pelo diretor técnico do hospital, dr. Roberto Yoshida, que chegou a chorar, emocionado, afirmando que em trinta anos de formado nunca viu nada igual.
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Para Sarney, Temer deveria usar renúncia para controlar saída do governo

Foto: Agência Senado
 
 
Jornal GGN - O ex-presidente José Sarney avalia que Michel Temer não tem mais condições de se manter no poder e deveria renunciar porque é a melhor maneira de controlar sua saída do governo.
 
O Painel da Folha desta quinta (25) diz que interlocutores de Sarney afirmaram que ele "avalia que Temer está em um beco sem saída e que deveria tentar conduzir sua transição".
 
Temer nega a possibilidade de renúncia, mas está com medo de ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. O julgamento da chapa reeleita em 2014 está marcado para o próximo dia 6.
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Opinião do Nassif: Os últimos lamentos da quadrilha que vinha chantageando o país

Recrudescimento da violência em Brasília e SP traz como fator positivo o desgaste do grupo que gerou o golpe  
 
 
A intervenção militar sobre manifestantes que pediam Diretas Já, em Brasília, foi uma atitude que aponta para o desespero de Michel Temer tentar se manter no poder, incluindo o fator militar no jogo político.
 
O pedido de intervenção das Forçar Armadas surgiu do presidente da Câmara, e membro de sua base aliada, Rodrigo Maia, com apoio direto de Temer e do Ministro da Defesa, Raul Jungmann.
 
Tentaram usar como argumento que as Forçar Armadas atuaram diversas vezes no período recente, porém o contexto no Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo foi totalmente diferente, com o crime organizado avançando. O que ocorreu em Brasília foi o uso desse poder em cima de manifestações políticas.
 
A ação brusca de Temer é seu último lamento, seu último vagido. Dá até para compreender o desespero. Ele não pode arriscar cair agora, caso contrário irá direto para a cadeia. Apesar das tentativas do Planalto de usar a força militar em seu favor, ainda bem que existem generais na ativa com bom senso, como o comandante do Exército general Eduardo da Costa Villas Bôas que esvaziou a operação. 
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General Villas Bôas diz que clima no Exército é de “consternação e preocupação”

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Questionado sobre a crise no governo Temer após as denúncias das delações da JBS, o comandante do Exército, general Eduardo da Costa Villas Bôas, afirmou que o clima no Planalto e no comando da instituição é de “consternação, de choque e de preocupação”. 
 
Ontem (24), o general participou de uma palestra sobre defesa na Fundação Fernando Henrique Cardoso em São Paulo, ao lado do ex-presidente da República. Villas Boâs também afirmou que há “muita incerteza e muita insegurança até que as coisas se definam”. 

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Relembrando Henfil e o povo ilegal

de Henfil

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Temer revoga decreto que instituiu Estado de Sítio

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Foto: Marcos Corrêa/PR 
 
Jornal GGN - Nesta quinta-feira (25), o presidente Michel Temer revogou o decreto publicado ontem no Diário Oficial que autorizava o uso de tropas das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios.
 
No decreto publicado hoje em edição extraordinária do DOU, o presidente diz que decidiu tirar os militares das ruas da capital federal em razão da “cessão dos atos de depredação e violência e consequente restabelecimento da Lei e da Ordem no Distrito Federal, em especial na Esplanada dos Ministérios”. 
 
A revogação ocorre menos de 24 horas após a assinatura do decreto que enviou tropas militares para o DF. Na manhã de hoje, Temer se reuniu com os ministros Raul Jungmann (Defesa), Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) para avaliar a questão. 

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"Temer mostrou sua face mais autoritária": PT critica repressão e pede eleições diretas

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Foto: Jornalistas Livres

Jornal GGN - Em nota oficial assinada pelo presidente nacional da legenda, Rui Falcão, o Partido dos Trabalhadores criticou a repressão aos manifestantes que marcharam em Brasília nesta quarta-feira (24) pedindo por eleições diretas e pela saída do presidente Michel Temer.

O PT afirma que Temer exibiu sua “face mais autoritária e antidemocrática” ao realizar um ataque violento contra o ato e também ao convocar as Forças Armadas, remetendo a “retrocessos típicos dos anos de chumbo da ditadura militar”.

O dia de ontem “sacramentou o fim do governo ilegítimo”, diz a legenda, afirmando que que Temer não tem mais condições morais e políticas para continuar no Planalto. Por fim, o PT defende a convocação de eleições diretas: “os brasileiros têm o direito de escolher um novo presidente nas urnas”.

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Precisa explicar?, por Leo Villanova

por Leo Villanova

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