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Crise

O Brasil da traição, por Aldo Fornazieri

O Brasil da traição

por Aldo Fornazieri

O que espanta no depoimento de Antônio Palocci ao juiz Moro não foi a traição que ele perpetrou contra Lula, mas o despudorado cinismo da traição - a total desfaçatez com que foi feita. O depoimento foi, praticamente, uma delação. Nestes termos, seguiu o padrão de outras delações. Todas revelam o apodrecimento do caráter moral da política brasileira e de boa parte dos políticos e de empresários que se relacionam com o mundo político e com o Estado.

Palocci, a exemplo de tantos outros delatores, não revelou "verdades" a Moro como forma de arrependimento moral, como sinal de  consciência penitente de alguém que havia cometido graves violações da lei, como alguém que vem a público confessar imperdoáveis pecados contra a sociedade, como alguém que sente uma dor moral insuportável e um sentimento angustiante de perda da honra pessoal. Nada disso está presente no depoimento de Palocci. O único objetivo do depoimento foi torpe: conseguir um benefício pessoal, buscando que lhe seja concedido o privilégio da delação premiada. Este tipo de pessoa está apta a alcançar a liberdade para continuar persistindo no crime, assim como Temer se habilitou pela traição a chegar à presidência da República para continuar na senda criminosa.

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As formas da JBS lavar dinheiro, por Luis Nassif

De um observador da economia norte-americana

A JBS nos EUA é maior que no Brasil e suas transações financeiras merecem uma ampla investigação.

Por exemplo, a JBS comprou a PILGRIM´S PRIDE, processadora de carne de frango, FALIDA, sob administração da Corte de Falências do Distrito Norte do Texas, por US$2.5 bilhões, outras noticias dão como US$2.8 bilhões, que incluem o pagamento integral de US$1.7 bilhões em dividas, a maior parte sem garantias.

Ora, numa falência é possível comprar créditos por uma fração do valor. Ninguém paga 100% mas em todas as noticias publicadas nos EUA o preço inclui o pagamento integral das dívidas dessa PILGRIM´S.

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7 de setembro fúnebre, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Foto: Agência Brasil

A submissão do Estado brasileiro ao mercado. Com a queda de Dilma Rousseff a soberania popular foi expulsa do espaço político e este foi deliberadamente reduzido (congelamento de investimentos em educação e saúde, fim dos programas habitacionais, científicos e humanitários, etc...) para que possa ocorrer uma expansão dos interesses privados. 

O regime financeiro imposto ao país pelo usurpador, que não foi aprovado pelos eleitores, atende apenas alguns brasileiros e estrangeiros. Desde o golpe de 2016 única finalidade do poder público é consolidar a armadilha do rentismo: quando mais impostos são transferidos aos credores através dos juros, mais impostos terão que ser transferidos aos credores no futuro, pois a arrecadação caiu e taxa de juros não pode ser reduzida.

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A crise da educação no Brasil não é uma crise, é projeto, por Roberto Amaral

A crise da educação no Brasil não é uma crise, é projeto

por Roberto Amaral

Cortes deliberados em ciência, tecnologia e educação são parte do plano antinacional de inviabilização do futuro do Brasil

A frase de Darcy Ribeiro que titula este artigo sintetiza o governo que nos assola desde o golpe do impeachment: a dita crise, criada de fora para dentro, é um projeto de desconstrução, com início, meio e fim, que percorre todos os vãos da vida nacional, mas se concentra na inviabilização do futuro do país, cortando de vez as possibilidades objetivas de retomada do desenvolvimento, pois todas elas dependem de ensino, pesquisa e tecnologia, o alvos mais frágeis.

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Agência Pública: Ministério da Fazenda pediu o fim da Uerj?

Campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

da Agência Pública

Ministério da Fazenda pediu o fim da Uerj?

Para equilibrar contas, Secretaria do Tesouro Nacional recomendou ao governo do Rio de Janeiro a "revisão da oferta de ensino superior"

por Maurício Moraes

"[Ministério da] Fazenda pede fim da Uerj e demissão de servidores." – Título de post publicado no Tumblr UerjResiste.

Verdadeiro

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Situação de Temer agravou-se muito, por Janio de Freitas

Jornal GGN – Temer acha que está a salvo com trapalhada na delação de Joesley, da JBS, mas está muito enganado. As entregas indevidas de gravações não apagam as outras feitas, bem como o evento não empana o brilho de R$ 51 milhões em espécie num bunker baiano. Ele continua denunciado, e será processado quando termine o mandato. Assim vai Janio de Freitas em seu artigo de hoje, na Folha.

Um dos tais ‘anões do Orçamento’, Geddel não é uma novidade no ato do bunker. É conhecido e ninguém tem dúvidas sobre ele há 25 anos. Já na década passada ACM avisava, alto e em bom som, dos negócios de Geddel. Que não são poucos, nem mesmo transparentes.

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Cinismo da Globo ou mais que isso?, por J. Barreto

Cinismo da Globo ou mais que isso?

por J. Barreto

A Globo deu cala-boca no Rei Arthur?

O Galvão Bueno, comentarista da Globo, encerrou sua participação na locução do jogo entre o Brasil e a Colômbia, na tarde de anteontem, lamentando a situação do Brasil. Segundo Galvão, comentando a situação criminal dos dois, "o presidente da Confederação Brasileira de Futebol não pode sair do país para discutir os grupos na Copa da Rússia e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro não pode participar da escolha do pais sede da próxima Olimpíada".

Essa pode ser considerada uma grande demonstração de cinismo da Globo, porque a situação na CBF deve-se à corrupção na venda das transmissões dos campeonatos de futebol, que envolvem a Globo. E a situação de  Nuzman do COI deve-se à compra de votos para a realização dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro, onde a Globo faturou, segundo consta, cerca de i bilhão de reais.

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Festim e catchup, por Fernando Horta

Festim e catchup, por Fernando Horta

Existe um tipo de cinema que é cultuado pelo inverso. Nos filmes de estilo “trash” o mais absurdo, mais inverossímil, mais amador convencido de grandiosidade leva os maiores aplausos. Pois o Brasil, e em especial a PGR, passaram, e muito, deste ponto. A operação abafa está completa. Se tudo o que a PGR dispõe são os áudios circulantes, Janot acaba de forçar até o mais legalista e justo ministro do STF a anular todas as delações e ilações feitas pela equipe de Brasília. Na realidade TODO o instituto da delação premiada se mostrou indecente e inútil para a prestação jurisdicional correta, mas como todos sabemos, manobras linguísticas serão usadas para manter a espúria perseguição a Lula e salvar todos os outros.

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Governador frouxo e cede ao Governo ideológico, por J. Carlos de Assis

Reprodução NBR

Governador frouxo e ignorante cede ao Governo ideológico

por J. Carlos de Assis

A política fluminense perdeu a honra há décadas, muito antes que Sérgio Cabral decidiu levá-la ao mais baixo nível de degradação, mas foi à margem da questão de corrupção que apareceu a figura patética de um governador que juntou incompetência, estupidez e desinformação para conduzir o Estado na maior crise de sua história. O governador Pezão  humilha o Rio de Janeiro ao fazer um acordo absolutamente vergonhoso, subalterno e infame com o Governo federal, deixando-se escravizar pela figura menor de Henrique Meirelles.

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Dilma diz que Marcelo Odebrecht mentiu em depoimento a Sergio Moro

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - A presidente deposta Dilma Rousseff emitiu uma nota à imprensa, nesta terça (5), rebatendo o depoimento de Marcelo Odebrecht a Sergio Moro, no qual ele afirma que doou menos dinheiro para a campanha presidencial de 2010 porque havia gasto a maior parte dos recursos com pedidos feitos por interlocutores de Lula. Os petistas negam as denúncias.

No processo em que Lula é acusado de receber propina da Odebrecht, Marcelo disse a Moro que provisionou recursos ao ex-presidente em uma conta chamada "Amigo".

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O desespero de Moniz Bandeira apelando para intervenção do Exército, por J. Carlos de Assis

O desespero de Moniz Bandeira apelando para intervenção do Exército

por J. Carlos de Assis

O desespero político que toma conta de milhões de brasileiros progressistas em face da situação brasileira está expresso no dramático apelo do cientista político Moniz Bandeira por uma intervenção militar em defesa dos interesses nacionais. Por mais de um momento pensei na mesma coisa. Entretanto, parei na beira do abismo. Sou, sim, a favor da intervenção dos militares, a despeito do trauma de 64, como única forma de defender os valores da Pátria. Mas antes seria necessário assegurar à Nação que entrarão do nosso lado.

Meu pressuposto é que o nosso lado é o certo. Entretanto, pensam os militares do mesmo jeito? Se pensassem, talvez uma figura de perfil hitlerista como o deputado Bolsonaro não teria tanto prestígio entre eles. Por outro lado, os militares se apóiam ferreamente nos princípios de disciplina e hierarquia que formam a estrutura básica de sua organização. Sair desse xadrez, como diria Luís Nassif, é arriscado. Seu ponto fixo é a institucionalidade, mais do que valores que a luta política torna inexoravelmente abstratos.

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Antiga cabeça do PSDB, José Arthur Giannotti diz que partido morreu

Resultado de imagem para "José Arthur Giannotti"
Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Amigo de Fernando Henrique Cardoso e apontado por anos como uma das referências intelectuais do PSDB, o professor de filosofia na USP e pesquisador do Cebrap, José Arthur Giannotti, afirma que a atual crise política vivida no país é pior do que o golpe do regime militar de 1964, e que o PSDB morreu.
 
"Quer que eu fale de defuntos? O PSDB não é mais um partido. Funcionava como um partido quando as decisões eram tomadas em bons restaurantes e todos estavam de acordo. Agora isso não há mais", afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo.
 
Apesar de criticar duramente a oposição, defende que não existe mais "alguém como Lula para aglutinar todos" e lembrou que a divulgação do áudio de Aécio Neves com Joesley Batista "foi escandaloso". Tampouco poupou críticas ao atual prefeito de São Paulo, João Doria, que corre por um posto em 2018: "Ele é um bom comunicador, que se veste de gari e assim por diante. Até agora não vi ele provar ser um grande gestor", reduziu.
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A privatização e a luta de todos contra todos

Sugestão de Ronaldo Bicalho

Do Canal IE

No sétimo episódio da série Diário da Crise, do Canal IE, Eduardo Costa Pinto, professor do Instituto de Economia da UFRJ, analisa a privatização da Eletrobras sob a ótica do agravamento do processo de desestabilização institucional vivido pelo país.

 

 

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O Brasil tem ricos, mas não tem elite, por Fábio de Oliveira Ribeiro

O Brasil tem ricos, mas não tem elite

por Fábio de Oliveira Ribeiro

A frase lapidar de Luiz Gonzaga Belluzzo esconde uma ironia refinada.

A riqueza pode ser medida de várias formas. Há infindáveis escalas de valor. O dinheiro é apenas uma delas.

Cultura, humanitarismo, compromisso social, amor à verdade, ética, correção, curiosidade científica, valentia moral, humildade, desapego das coisas materiais, apego á democracia etc..., também podem ser consideradas manifestações de riqueza. De uma riqueza que não é monetária e que, no entanto, é tão ou mais importante do que o vil metal.

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A nova estratégia de Temer: anular provas de Funaro e JBS


Foto: Marcos Correa/PR - Fotos Públicas
 
Jornal GGN - Já foi desenhada a mais nova estratégia do presidente Michel Temer para empacar as acusações e a próxima peça de denúncia que será enviada pela Procuradoria-Geral da República à Câmara dos Deputados. 
 
São duas as miras dos advogados de Temer: as delações de Lúcio Funaro e da JBS. O primeiro, doleiro atuante em esquemas de corrupção para a cúpula do PMDB na Câmara, vem desde o início de agosto afirmando que tem muito o que entregar contra o atual mandatário. A JBS, que já deflagrou as principais acusações contra o peemedebista, traz agora novas gravações.
 
Em ambos os casos, a defesa do presidente tentará alegar omissão de provas, captação ilegal de indícios - ou não prevista inicialmente nos acordos de colaboração, e atentado contra o amplo direito de defesa, uma vez que o investigado Temer não teve acesso à íntegra destes grampos, acusações e provas desde o início da apuração.
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