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Crise

Para descongelar gastos, Temer pode aumentar impostos sobre combustíveis

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Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - Com a falta de recursos afetando a emissão de passaportes, os trabalhos da Polícia Rodoviária e até a Força Nacional, o presidente Michel Temer cogita permitir o aumento de impostos sobre combustíveis. 
 
O governo tem de lidar com uma forte frustração de receitas e agora calcula que seria necessário elevar em R$ 0,10 por litro de gasolina e diesel para arrecadar R$ 4 bilhões, que seriam utilizados para liberar algumas despesas que estão sob contingenciamento. 
 
O aumento iria incidir sobre a alíquota do PIS e Cofins, entrando em valor automaticamente. A princípio, o governo pensou em aumentar a Cide, que também é cobrada sobre os combustíveis. Neste caso, porém, seria preciso esperar três meses e dividir o valor com cidades e Estados. 

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Governo quer abafar conflitos em nome de interesses econômicos

Tanto o presidente da República como da Câmara não querem repercussão do conflito da Reforma Trabalhista na Previdenciária
 
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Foto: Beto Barata/ PR
 
Jornal GGN - Após os conflitos públicos gerados entre o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os rumores que seguiram desde que o deputado trouxe sinais de que seria favorável ao afastamento do mandatário, com o desgaste de sua imagem e o pós das reformas conquistadas no Congresso, ambos tentam recuperar o diálogo.
 
O motivo é justamente evitar que as repercussões negativas de um conflito entre o presidente da Casa Legislativa e o presidente da República recaiam sobre as medidas que ainda tramitam, como a Reforma da Previdência.
 
O receio é que não se repita o ocorrido na Reforma Trabalhista que, após ser aprovada pelo Senado graças a uma suposta concessão de Temer junto a parlamentares indecisos, lido em carta pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de que enviaria uma Medida Provisória para abrandar alguns dos pontos mais polêmicos, Maia negou que acataria a revisão da Reforma.
 
O interesse do deputado estava no fato de que o texto original, aprovado pela Câmara por empenho dos aliados e depois também aceito pelo Senado, não fosse modificado. Jucá ignorou que Maia manifestou-se publicamente pelo engavetamento da medida e comunicou que as mudanças já haviam sido enviadas à Câmara.
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Proposta pode pôr fim à Universidade Federal da Integração Latino-Americana


Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) corre riscos de acabar. Uma proposta do deputado da base aliada de Michel Temer, Sergio Souza (PMDB-PR), quer transformar a instituição de ensino e fortalecimento da integração do Mercosul, em uma faculdade voltada ao agronegócio e indústrias do Paraná.
 
A Medida Provisória (MP) 785 é a mesma que altera seis leis para a reforma do Fies. Uma Emenda Aditiva foi apresentada pelo deputado que prevê, entre outras coisas, o fim da UNILA e a incorporação de dois campus da Universidade Federal do Paraná (UFPR) à Universidade Federal do Oeste do Paraná (Unioeste).
 
Criada em 2010, durante o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a proposta de fortalecer a integração dos países da América Latina e Caribe, desde a sua localização, sediada em Foz do Iguaçu, região da tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), e com alunos de 18 países da América Latina e mais de 70 etnias poderá acabar.
 
O argumento do deputado Sergio Souza seria de, em nome de uma economia, "integrar" todos os estudantes da UNILA e parte dos alunos também da UFPR à Unioeste, atendendo a interesses do setor do agronegócio no Paraná.
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Governo Temer pode descartar liberação de R$ 4 bi para serviços públicos

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Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - A equipe econômica do presidente Michel Temer pretende descartar a liberação, até o final deste mês, de R$ 4 bilhões para órgãos públicos que estão com dificuldades na prestação de serviços.
 
No começo de julho, a falta de recursos começou afetar serviços como a emissão de passaportes e os trabalhos de patrulhamento da Polícia Rodoviária Federal. Na ocasião, o governo estudou a possibilidade de liberar os recursos para serviços essenciais, mas deverá voltar atrás diante da arrecadação menor do que o previsto. 
 
Era esperada a arrecadação de R$ 13,3 bilhões em 2017 com o novo Refis, programa de parcelamento de débitos tributários. Entretanto, o relator do projeto, deputado Newton Cardoso (PMDB-MG), fez uma série de mudanças na proposta, diminuindo a expectativa de receitas para R$ 420 milhões. O Ministério da Fazenda pretende recomendar o veto caso todas as alterações sejam  aprovadas no Congresso. 

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A auditoria da dívida e o necessário aumento dos gastos com a saúde, por Maria Lucia Fatorelli e Rodrigo Avila

 
do CEE-Fiocruz
 
A auditoria da dívida e o necessário aumento dos gastos com a saúde
 
por Maria Lucia Fatorelli e Rodrigo Avila
 
Elaboramos o presente texto com o propósito de contribuir com as reflexões levantadas pelo Seminário Saúde sem Dívida e Sem Mercado, realizado pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz. Nosso objetivo é aprofundar o conhecimento sobre o Orçamento Geral da União, ressaltando a disparidade na distribuição dos recursos orçamentários, devido ao imenso privilégio da chamada Dívida Pública, em detrimento de todas as demais áreas. O enfrentamento do tema da dívida pública permite compreender a sua importância para o modelo econômico adotado no Brasil, com fortes reflexos na criação da crise atual e do inaceitável cenário de escassez vigente no país. Diante da necessidade de garantir recursos suficientes ao atendimento das necessidades da saúde pública no Brasil, direito fundamental consagrado na Constituição Federal e uma das áreas sociais mais importantes da humanidade, desenvolveremos os seguintes tópicos:
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"O problema do Brasil não era a Dilma", diz Lula sobre o golpe


Foto: Ricardo Stuckert / Lula.com
 
Jornal GGN - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o juiz que o condenou a 9 anos e 6 meses de prisão, Sérgio Moro, de "czar", em referência aos monarcas dos impérios búlgaro e russo, e os procuradores da força-tarefa de Curitiba, comandada por Deltan Dallagnol, de "jovens mal-intencionados".
 
As declarações foram feitas à rádio Capital, de São Paulo, em entrevista na manhã desta terça-feira (18). Uma semana após a sentença por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente disse querer "provar que o Moro errou, que a equipe da Lava Jato errou" e que "mentiram demais".
 
"Não vou, depois de 70 e poucos anos de vida, permitir que meia dúzia de jovens mal-intencionados venham tentar jogar a minha imagem na lama. (...) O juiz Moro não pode continuar se comportando como um czar. Ele faz o que quer, quando quer, sem respeitar o direito democrático, sem respeitar a Constituição. E não deixa a defesa falar", disse.
 
O ex-presidente também ressaltou o cenário político atual, como consequência após a queda da então presidente e sua sucessora, Dilma Rousseff. Se antes, em dezembro de 2014, o país apresentava "o menor índice de desemprego de sua história, 4,5% de desemprego", com "padrão Suécia, Dinamarca e Alemanha", com aumento de 74% no salário mínimo, hoje a situação é outra.
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Ministro do Desenvolvimento é mais "generoso" com o próprio estado

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O ministro Osmar Terra, do PMDB do Rio Grande do Sul, tem sido muito "generoso" com o próprio Estado e deixado de lado outras localidades, inclusive mais carentes, na hora de liberar verbas do Desenvolvimento Social. É o que diz Leandro Mazzini, em sua coluna no jornal O Dia, nesta segunda (17).
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Em guerra com a Globo, Temer decidiu cobrar as dívidas da emissora

Imagem: Reprodução
 
 
Jornal GGN - Fritado em rede nacional a reboque das revelações da Lava Jato, o governo Michel Temer decidiu declarar guerra à Rede Globo e estaria usando a máquina pública para vencer algumas batalhas. Segundo a coluna de Leandro Mazzini, em O Dia, nesta segunda (17), a União tem cobrado dívidas da empresa dos Marinho até mesmo com o BNDES.
 
"O presidente Michel Temer enviou o ministro Moreira Franco para conversar com a cúpula da TV Globo há dois meses, numa tentativa de trégua. Mas foi em vão. Temer então declarou guerra. E passou a ordenar a execução de eventuais dívidas da emissora com a União, de impostos e de financiamentos no BNDES. No contra-ataque, a emissora determinou a aproximação de seus principais executivos com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na tentativa de fazê-lo presidente da República. Mesmo que seja por um ano, até a eleição direta."
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Recesso na Câmara fará campanha contra Temer crescer, acreditam artistas

Foto: Reprodução/Instagram

Jornal GGN - É destaque no Painel da Folha desta segunda (17) que o movimento de artistas contra Michel Temer acredita que o recesso branco da Câmara deve ajudar a angariar mais votos de deputados para que a denúncia por corrupção passiva seja aprovada. 

"Os artistas que estão à frente do movimento '342 agora' acreditam que serão beneficiados com as duas semanas de recesso antes da votação da denúncia contra Temer. Neste período, vão ampliar a pressão sobre deputados indecisos e favoráveis ao presidente", afirmou a coluna. "Na sexta (14), o movimento calculava 204 votos a favor da denúncia, 140 contra e 169 indecisos", acrescentou.

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Temer quer aproveitar recesso parlamentar para abafar denúncia

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Foto: Marcos Correa/PR
 
Jornal GGN - O presidente Michel Temer pretende aproveitar o recesso parlamentar para mudar o foco da agenda política, abafando a denúncia contra ele que deverá ser votada no dia 2 de agosto, na Câmara dos Deputados.
 
Além disso, a ideia é chamar a atenção para um discurso de retomada de reformas, como a previdenciária e a tributária, em um cenário que ainda pode ficar pior para o presidente. 
 
Entre os fatos negativos que podem surgir contra Temer, estão uma nova denúncia da Procuradoria-Geral da República, por obstrução de Justiça, e as possíveis delações premiadas do doleiro Lúcio Funaro e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. 

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Temer libera R$ 1 bi para emendas em ofensiva contra denúncia

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Foto: Lula Marques/AGPT

Jornal GGN - Em meio à ofensiva do Palácio do Planalto contra as acusações da Procuradoria-Geral da República, o governo de Michel Temer liberou R$ 1 bilhão para projetos de emendas de senadores e deputados nos últimos dois meses.

De acordo com dados da Folha de S. Paulo baseados no "SIGA Brasil", sistema de informações do Orçamento federal, o montante é 31% maior do que o mesmo período de 2016, quando Temer era presidente interino, após o afastamento de Dilma Rousseff. 
 
Já o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), afirma que o aumento foi ainda maior e não foi detectado no Siga Brasil. O parlamentar diz que foram empenhados R$ 1,9 bilhão nas duas últimas semanas, superior ao valor liberado até o dia 6 de junho, que foi de R$ 1,8 bilhão.

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Especialistas analisam o cenário pós-condenação de Lula


Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

 
Por Valério Paiva
 
Analistas projetam possíveis efeitos da sentença de Sérgio Moro
 
Do Jornal da Unicamp

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado, em primeira instância, a nove anos e seis meses de prisão em um dos processos que responde na 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba. De acordo com a sentença do juiz Sérgio Moro, Lula recebeu propina de 3,7 milhões de reais da construtora OAS. Ele responderá em liberdade enquanto recorre em instância superior – Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre.

Jornal da Unicamp ouviu seis analistas que avaliam os efeitos que a condenação de Lula poderá ter na cena política brasileira, bem como a legitimidade da decisão da Justiça Federal do Paraná.

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Deputados falam em enterrar e esperar brasileiro esquecer denúncia contra Temer

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Jornal GGN - Aliados de Michel Temer acreditam que a denúncia por corrupção passiva acabará enterrada por falta de quórum no plenário da Câmara e confiam que, até as próximas eleições, o caso JBS será esquecido pelos brasileiros.

A coluna de Mônica Bergamo informa que, nas contas do governo, há hoje 262 votos para barrar a denúncia contra o presidente no plenário da Câmara. O problema é que ele "não conseguiria colocar no plenário 342 parlamentares, número necessário para iniciar a votação."

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Irmão de marqueteiro de Temer vence licitação milionária do governo federal

Foto: Divulgação/Facebook

Jornal GGN - A Agência Calia, do Gustato Mouco, irmão do marqueteiro de Michel Temer, Elsinho Mouco, venceu uma licitação milionário do governo federal. Segundo informações de Lauro Jardim, em O Globo, a Calia, ao lado das agências de publicidade NBS e Artplan, foram contratas pela Secretaria de Comunicação da Presidência por cinco anos, ao custo de R$ 208 milhões. A informação foi divulgada na noite de quinta (13).

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O Pimp my carroça e a morte do catador Negão, por Mara Gama

Foto Universo Jatobá

Jornal GGN – O catador de recicláveis Ricardo Silva Nascimento, de 39 anos, foi assassinado em São Paulo por cinco policiais militares. Eles foram afastados de suas funções nas ruas, mas estão fazendo serviços administrativos, disse a Secretaria de Segurança Pública. Ricardo foi recolhido ao IML, sem mais atividades e sem vida.

O policial que atirou disse que Ricardo ameaçou sua vida com um pedaço de pau. As testemunhas dizem que a ação do catador não representava ameaça à vida do policial. Ricardo levou dois tiros.

Mara Gama, colunista da Folha, traça um perfil do catador assassinado e desenha o universo dos catadores de São Paulo e do belíssimo programa Pimp my Carroça.  O Pimp pintou de branco a carroça de Negão, como Ricardo era conhecido, e a deixou na região em que o assassinato aconteceu, lembrando a presença do catador como fazem os ciclistas com suas perdas.

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