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Crise

Save the Amazon, por Fernando Horta

Foto CIMI

Save the Amazon

por Fernando Horta

Desde 1500 já tivemos mais de uma centena de projetos para a Amazônia. Desde apenas exploratórios, usando o extrato das seringueiras, explorando plantas nativas, a diversidade biológica, depois ecológica, os minerais, até, mais recentemente, a bioexploração, em que tentamos que o mundo pagasse royalties do que fosse produzido a partir de extratos biológicos da região. Na Rio 92, talvez uma das poucas inciativas do governo Collor que valha a pena mencionar, a ideia não vingou pelo veto de um único país. Um doce se você souber qual foi.

Depois, tivemos projetos desenvolvimentistas, como a compra do Acre, a construção da ferrovia Madeira-Mamoré, a Belém-Brasília, o projeto militar de “integrar para não entregar” com a TransAmazônica, a Zona Franca de Manaus, chegando até Belo Monte nos governos progressistas. Além destes, temos os projetos de defesa e militares que começam desde a criação do Estado do Grão Pará (1751), até os projetos Calha Norte (1985) e SIVAM.

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Criança viada e porque aceitar a heterosexualização infantil, por Matê da Luz

Criança viada e porque aceitar a heterosexualização infantil

por Matê da Luz

Por que é que todo mundo acha normal e corriqueiro perguntar pra um menino de 4, 5 anos sobre as namoradinhas e comentar sobre as meninas de até menos que isso sobre o "trabalho" que vão dar pros pais? Por que segue sendo normal que as crianças sejam sexualizadas a este ponto, o que, de certa forma, eu só não sei explicar muito bem porque o assunto embrulha meu estômago, contribui para que a pedofilia seja amenizada dentro das famílias, tantas vezes colocada como algo que "acontece, não tem muito o que fazer", como se não fosse crime mas feitio cultural? Por quê? 

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Juiz proíbe peça teatral em Jundiaí, por Carlos Motta

Juiz proíbe peça teatral em Jundiaí

por Carlos Motta

Notícia do site OA Jundiaí relata mais um caso de censura em obra de arte por causa da intolerância religiosa.

O Brasil corre celeremente rumo à Idade Média - se é que já não a alcançou

Aí vai a reportagem, na íntegra:

A escalada fascista na cidade atinge agora o Sesc, o principal centro difusor de cultura da cidade.

Um grupo de manifestantes religiosos, segundo informações de pessoas que chegavam para o espetáculo, munidos de uma liminar conseguiu cancelar a apresentação da peça O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu que seria encenada nesta sexta-feira, às 20 horas dentro do projeto “(há)diversidades?”

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Censura e violência: QueerMuseu, por André Costa

do Psicanalistas pela Democracia

Censura e violência: QueerMuseu

por André Costa

O Brasil é o país que mais mata pessoas LGBT. Três vezes mais do que o segundo colocado, o México. Mais do que os países do Oriente Médio, onde a homosexualidade é crime e, em alguns, punida com pena de morte. Mais do que a América do Norte, a Europa, a Ásia, a África e a Oceania, juntas.

Em 2016, foram 343 assassinatos. Foi o ano mais violento desde 1980, quando o Grupo Gay da Bahia (GGB) começou a coletar e registar as estatísticas das violências contra pessoas vitimas da LGBTfobia.

A cada 25 horas, uma pessoa LGBT foi cruelmente assassinada em 2016.

Segundo o relatório divulgado pelo GGB, o número de mortes é crescente: em 2000 foram 130, em 2010 foram 260.

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Imagens

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Temer e cúpula do PMDB são denunciados

Na mesma peça, Janot pediu a rescisão do acordo com os executivos da J&F, Joesley Batista e Ricardo Saud. Temer já pediu a suspensão da denúncia
 

Foto: Marcelo Camargo/ABr
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou a segunda denúncia contra Michel Temer e sua cúpula de governo, incluindo dois ministros, dois ex-ministros, dois ex-deputados, um empresário e um executivo. Janot sustenta que todos os políticos denunciados do PMDB arrecadaram mais de R$ 587 milhões em propina.
 
Além de Temer, é acusado pela PGR o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o ex-deputado e ex-asseddor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, e os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves. Eles são acusados de obstruir a Justiça e formar parte de uma organização criminosa.
 
Na mesma peça, Janot denuncia o dono da JBS, Joesley Batista, e o executivo da J&F, Ricardo Saud, ambos delatores da Operação Lava Jato, que também tiveram seus acordos coma Procuradoria-Geral rescindidos. Ambos são denunciados apenas por obstrução à Justiça.
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Joesley pode ser processado junto com primeira denúncia de Temer


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Se o dono da JBS, Joesley Batista, e o executivo da J&F, Ricardo Saud, perderem os benefícios do acordo de delação premiada, a Procuradoria-Geral da República (PGR) irá incluí-los em denúncias e devem ser processados. Uma delas é a própria peça contra o presidente Michel Temer, a primeira delas enviada à Câmara dos Deputados.
 
Na denúncia contra Temer por corrupção passiva, entregue por Janot à Câmara em julho deste ano, Joesley não podia ser incluído como alvo de acusação, uma vez que contava com a imunidade do acordo fechado com a força-tarefa da Operação Lava Jato.
 
Joesley seria apontado por Janot na primeira denúncia, que teve como uma das bases a gravação feita pelo empresário dono da JBS, de encontro que teve com Temer no Palácio do Jaburu. Aquele grampo teria sido feito antes de a JBS e o grupo J&F ter fechado a negociação de acordo com os investigadores e passarem a trabalhar de forma monitorada e controlada.
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Temer prepara três frentes de ataque a Janot e autodefesa de nova denúncia


Foto: Reprodução de vídeo
 
Jornal GGN - Na reta final para a saída de Rodrigo Janot da Procuradoria-Geral da República, o presidente Michel Temer pretende enterrar junto com o mandato do procurador a credibilidade de suas investigações, ressaltando nesta última semana os erros e polêmicas da Operação Lava Jato e do acordo de delação premiada de executivos da JBS.
 
Nessa linha, a primeira estratégia é de se autodefender antes mesmo da remessa de uma segunda denúncia pela PGR à Câmara dos Deputados. Para isso, Temer pretende fazer um pronunciamento político, subindo o tom de críticas a Janot. 
 
Em segundo plano, no meio jurídico, Temer seguirá atuando para derrubar a delação, tanto da JBS, quanto de Lúcio Funaro, por meio de possíveis irregularidades detectadas na coleta desses indícios, alegando uma suposta falta de amplo direito de defesa pela omissão de acusações que só apareceram depois, e por possíveis medidas de Janot e/ou auxiliares dentro do MPF que teriam incitado o fechamento do acordo, com ainda possíveis benefícios a procuradores, além dos próprios delatores, conforme o GGN revelou aqui.
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Lemann vai conferir na Eletrobras o negócio do século, por Luis Nassif

Ontem, o megainvestidor Jorge Paulo Lemann foi visto no prédio da Eletrobras, descendo no elevador com o presidente Wilson Ferreira Junior e a diretora de compliance Lúcia Casasanta.

Certamente foi conferir in loco a próxima aquisição.

A lógica de Lemann é simples.

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AFBNDES avisa, devolução antecipada é `pedalada`

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A Associação dos Funcionários do BNDES alerta que a devolução antecipada de R$ 180 bilhões do empréstimos de longo prazo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o Tesouro Nacional é uma “pedalada fiscal“ e, nesse caso, é “ilegal“.

A afirmação feita pela entidade veio a público após confirmação de que o governo federal pediu formalmente a devolução de R$ 50 bilhões este ano e mais R$ 130 bilhões em 2018.

Na nota desta segunda, dia 11, a Associação diz ainda que “a devolução dos recursos impacta diretamente o papel do BNDES enquanto banco de desenvolvimento“. Ainda segundo a nota, seriam precisos algo em torno de R$ 150 bilhões anuais para realizar operações em patamar próximo ao de 2008, “antes do incremento de recursos via empréstimos do Tesouro Nacional“.

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Gilmar Mendes tem "convicção" de que foi gravado por Joesley Batista

Foto: IDP
 
 
Jornal GGN - O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes disse à colunista Mônica Bergamo, segundo a Folha desta terça (12), que "está seguro de que foi gravado pelo empresário Joesley Batista".
 
"Eu hoje estou convicto disso", afirmou Gilmar, admitindo que se encontrou com Francisco de Assis, advogado da J&F, em abril, a pedido do profissional, sem saber que eles já negociavam acordo de delação com a Procuradoria Geral da República, comandada por Rodrigo Janot.
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Crise da delação da JBS fará Janot ser derrotado novamente por Temer

Foto: Lula Marques
 
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República Rodrigo Janot deve usar o mais recente relatório da Polícia Federal apontando que Michel Temer é membro de organização criminosa para apresentar a segunda denúncia contra o presidente ao Supremo Tribunal Federal. Só que, dessa vez, o Planalto demonstra menos preocupação.
 
Isso porque o escândalo da delação da JBS, colocando a credibilidade da PGR em xeque, reduziu as forças de Janot. Desde a semana passada, a imprensa vem acompanhando os desdobramentos da divulgação de um grampo em que Joessley Batista e Ricardo Saud sugerem que o ex-procurador Marcelo Miller era a ponte entre os delatores e Janot. Miller ainda teria atuado em favor da JBS no acordo de leniência enquanto ainda não havia ido exonerado do Minitério Público.
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Carazinho, símbolo intocável do "povo fraco" de Michel Temer, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Carazinho, símbolo intocável do "povo fraco" de Michel Temer

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Em março/2015 comentei o discurso em que Dilma Rousseff evocou a imagem do “povo forte”. Consolidado o golpe, a resistência popular não ocorreu nem foi estimulada pelas lideranças do PT.

A nova prisão de Geddel Vieira ocorreu pouco depois que a PF apreendeu 51 milhões de reais em dinheiro num bunker. Amigo e homem de confiança de Michel Temer, o Carazinho poder ser considerado um exemplo típico do “povo fraco” que assaltou o poder.

A mim, a fraqueza do povo de Michel Temer parece evidente. Além de não resistir ao dinheiro sujo, os varões que sustentam o novo regime não resistem a uma investigação policial. Isto talvez explique as mudanças que estão sendo feitas na PF para estancar a sangria com o STF, com tudo, como disse Romero Jucá. Ele mesmo denunciado por corrupção há alguns dias.

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Cegos, Surdos e Loucos, por Fernando Horta

Cegos, Surdos e Loucos, por Fernando Horta

No primeiro semestre da faculdade de História, na saudosa UFRGS, tive a oportunidade de cursar uma disciplina que era geralmente direcionada aos alunos com mais bagagem: História da Cultura Ocidental. Por algum motivo, naquele ano ela não tinha pré-requisito e lá foi aquele rapaz recém-saído do segundo grau a assistir aulas sobre “cultura”, “ocidental” ... em forma de “história”. Logo de início, o falecido professor Luiz Roberto Lopez deixou clara sua preferência por uma disciplina “visual”. Haveria textos, claro e todos estavam já no “xerox”, mas em cada aula o professor iria despejar de 150 a 200 slides de sua monstruosa e belíssima coleção. Leia mais »

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Santander Cultural cancela Queermuseu - cartografias da diferença na arte brasileira, por Matê da Luz

Santander Cultural cancela Queermuseu - cartografias da diferença na arte brasileira

por Matê da Luz

Qual o tamanho da lacuna entre o que pregam e praticam - empresas, pessoas? 

A pergunta surge para estimular o diálogo e reflexões sobre a mostra Queermuseu, que aconteceu em Porto Alegre e que, neste final de semana, teve decretado seu fim por meios nada sólidos e, quiçá, desrespeitosos –o curador, o público e a comunidade diversa deste país ficaram sabendo do encerramento pelo Facebook, primeiramente.

Iniciada em 15 de agosto e com previsão de término em 8 de outubro, a exposição dava conta de quase 300 obras que contemplavam coleções púbicas e privadas explorando a diversidade de gênero.

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Governo Temer corre risco de paralisar serviços públicos por falta de orçamento

Foto: Lula Marques
 
 
Jornal GGN - O governo Michel Temer pode ter de suspender a oferta de alguns serviços públicos por causa do rombo no orçamento. Segundo reportagem veiculada pelo jornal O Globo, nesta segunda (11), os planos de Temer para aumentar a receita estão frustrando a equipe econômica e há risco de novo contingenciamento no orçamento de diversos setores.
 
A reportagem afirma que "mesmo com o aval do Congresso para ampliar o rombo das contas públicas em R$ 20 bilhões", há risco real de que a falta de recursos provoque um "shutdown, ou seja, a paralisação da máquina pública."
 
Fontes do Planalto teriam dito ao jornal que entre as principais incertezas na arrecadação do governo este ano está o leilão de 4 hidrelétricas operadas pela Cemig. A expectativa é de arrecadar R$ 11 bilhões com a medida, mas até agora não há previsão de quando e se ela, de fato, será efetuada.
 
Há atraso e possível não realização dos leilões, diz o jornal. Especialistas afirmam que empresas podem não demonstrar interesse e isso afetar no preço das concessões, acarretando prejuízos ao erário, inclusive.
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