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Crise

Rio de Janeiro como principal laboratório neoliberal da América Latina, por Marcos Pedlowski

Sugestão de Roberto Bitencourt da Silva

do Blog do Pedlowski

Rio de Janeiro como principal laboratório neoliberal da América Latina

por Marcos Pedlowski


O imbróglio envolvendo o chamado “plano de recuperação fiscal” imposto pelo governo “de facto” de Michel Temer sobre o cambaleante (des) governo Pezão seria patético se não fosse trágico. Após exigir e conseguir enormes concessões por parte da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Michel Temer e seu ainda ministro/banqueiro Henrique Meirelles não conseguem (ou não querem conseguir) dar andamento ao que foi obtido. De sua parte, o (des) governador Pezão é a expressão máxima da incapacidade ao demonstrar completa inépcia para dar conta de questões básicas quanto mais de resolver os graves problemas que afogam o Rio de Janeiro numa grave crise neste momento.

Mas esqueçamos por um momento dos personagens toscos que povoam os cargos diretivos para nos concentrar no que efetivamente está sendo feito no Rio de Janeiro. É que somando tudo o que ocorreu após a chegada de Sérgio Cabral et caterva no Palácio Guanabara, o que temos de fato é a transformação do estado num laboratório avançado das piores expressões das políticas de recorte neoliberal em toda a América Latina.

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Transportes, Integração e Cidades devem ser os mais afetados por corte orçamentários

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Foto: Bruno Peres/Ministério das Cidades
 
Jornal GGN - Com a queda na arrecadação e a dificuldade em atingir a meta fiscal prevista para 2017, o governo anunciará um novo corte no Orçamento que deve afetar, principalmente, os Ministérios da Integração, dos Transportes e das Cidades. 
 
As pastas afetadas são responsáveis por programas como a transposição do Rio São Francisco e o Minha Casa, Minha Vida. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o governo de Michel Temer está revisando todos os itens de despesa de 2017 e 2018 para traçar um plano de emergência para garantir o cumprimento da meta fiscal, que prevê déficit de R$ 139 bilhões para este ano. 
 
Dados do Tesouro Nacional divulgados nesta quarta (26) mostram que o rombo acumulado nos doze meses completados em junho chegou a R$ 182,8 bilhões, mais de R$ 43 bilhões do que a meta prevista para 2017. Analistas acreditam que o déficit pode passar em R$ 20 bilhões a meta deste ano. 

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Governo Central teve maior déficit primário da história no primeiro semestre

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens
 
Jornal GGN - O Governo Central, composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, teve o maior déficit primário da história no primeiro semestre, com um resultado negativo de R$ 56,092 bilhões entre janeiro a junho.
 
No mesmo período do ano passado, foi registrado déficit de R$ 36,447 bilhões. Entre os fatores que contribuíram para o resultado, estão a antecipação de precatórios e o fraco desempenho das receitas. 
 
O déficit primário corresponde ao resultado nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. No mês de julho, o déficit ficou em R$ 19,798 bilhões, o pior resultado para o mês desde 1997, quando começou a série histórica. 
 
O Tesouro Nacional apontou o pagamento de R4 20,3 bilhões em precatórios, em maio e junho, como o principal fator do resultado negativo nas contas públicas. No mesmo mês do ano passado, foram pagos R$ 2,2 bilhões.

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Ibope: Corrupção, desemprego e reformas de Temer abafam condenação de Lula

Jornal GGN - Além de mostrar que Michel Temer bate recordes históricos de impopularidade, a pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta quinta (27) revela também que o noticiário sobre os escândalos recentes da Lava Jato, as reformas trabalhista e previdenciária, o desemprego, o impeachment de Temer e até a prisão de Rodrigo Rocha Loures no caso JBS marcam mais a memória do brasileiro do que a condenação de Lula por Sergio Moro.

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Após denúncia da PGR, reprovação do governo Temer chega a 70%, aponta Ibope

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Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - Divulgada nesta quinta-feira (27), pesquisa CNI-Ibope mostra que 70% dos entrevistados consideram o governo de Michel Temer ruim ou péssimo. Na última pesquisa, divulgada em março, a reprovação era de 55%. Em dezembro, este índice estava em 46%.
 
Outros 21% dos entrevistados consideram o governo como regular, 5% acham que ele é bom ou ótimo, e 3% não souberam ou não quiseram responder.
 
Este levantamento é o primeiro do CNI-Ibope realizado após a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente no Supremo Tribunal Federal. 

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Desgastar Meirelles é desgastar Michel Temer, assume Planalto

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - O Palácio do Planalto admite que os ataques a Henrique Meirelles têm o objetivo de desgastar Michel Temer e "montou uma operação para tentar blindar o ministro da Fazenda". É o que conta o Painel da Folha desta quinta (27).

Meirelles está sob "desgaste" desde o anúncio do aumento de impostos que incidem sobre os combustíveis, apontou o jornal. Ontem, O Globo escalou 4 colunistas para denunciar uma suposta divisão na equipe do governo que, somados aos problemas de Temer com a Justiça, acabam por prejudicar o trabalho de Meirelles, que não está entregando as reformas que prometeu.

Horas depois, o BuzzFeed revelou que Meirelles ganhou mais de R$ 200 milhões com sua empresa de consultoria a multinacionais como a J&F nos últimos 4 anos, e recebeu a maior parte desse montante em conta no exterior. 

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O cordel e as artimanhas do capitalismo tardio: a maldição, por Aderaldo Luciano

O cordel e as artimanhas do capitalismo tardio: a maldição

por Aderaldo Luciano

É fato que, tanto Leandro Gomes de Barros, como Manoel D’Almeida Filho, utilizaram-se de uma ferramenta nascida com o próprio cordel: a adaptação de narrativas de matriz ibérica. Essas adaptações terminaram por inseminar em alguns pesquisadores a certeza de que o cordel teria essa origem europeia. E esse equívoco alastrou-se pelo Brasil adentro. Inclusive com a malfadada ideia de que o cordel seria vendido pendurado em barbante e preso com pegadores de roupa. Vamos tratar dessas adaptações que, possivelmente, tenham se iniciado com o clássico leandrino A Força do Amor, a História de Alonso e Marina e que aparecem em sua obra por diversas vezes. Leia mais »

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Fundo que teve Meirelles como conselheiro amargou prejuízos com empresa acusada de corrupção

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Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - A gestora de ativos Kohlberg Kravis Roberts (KKR), que teve o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, como seu conselheiro sênior, teve prejuízo de cerca de R$ 1,5 bilhão com a empresa brasileira Aceco, especializada em fornecer salas-cofre para data centers.
 
A empresa de tecnologia é suspeita de fraudar o balanço para inflar lucros e subornar funcionários públicos no Brasil e no exterior para conseguir contratos. A KKR adquiriu 86% da Aceco em 2014, por R$ 1,2 bilhão. 
 
Matéria publicada na ocasião do negócio no jornal O Estado de S. Paulo afirmou que “a gestora contratou o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles como consultor sênior. Meirelles ajuda a empresa a entender o cenário macroeconômico do Brasil e identificar oportunidades de investimentos”.

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Nassif: Os cachês de Henrique Meirelles foram lobby na veia

 
Apenas para efeito de avaliação: a não ser consultorias  geopolíticas de altíssimo nível, como as de Henry Kissinger, não existe consultoria para negócios no Brasil, pelo menos nas áreas de especialização de Henrique Meirelles, que justifique os ganhos obtidos nos últimos anos.
 
Meirelles nunca foi um consultor estrategista. Muito menos um executivo que se destacasse. No seu tempo no Bank Boston o máximo que chegou foi a Global President, ou seja, diretor da área internacional do banco, representado apenas por ativos no Brasil e na Argentina. 

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Com consultoria, Meirelles recebeu R$ 217 milhões, boa parte no exterior

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Com uma empresa de consultoria, Henrique Meirelles recebeu, 3 meses antes de assumir o Ministério da Fazenda do governo Michel Temer, R$ 167 milhões em conta no exterior. Quando já era titular da Pasta, lucrou mais R$ 50 milhões.
 
Os valores foram revelados pelo portal BuzzFeed, nesta quarta (26). O veículo acessou documentos públicos produzidos pela empresa de Meirelles, a HM&A, que estão registrados na Junta Comercial de São Paulo.
 
A reportagem mostra, no mínimo, uma contradição do ministro da Fazenda, que apela para que investidores mantenham seus recursos no Brasil quando ele preferiu receber no exterior.
 
"Procurado, o ministro afirmou que os pagamentos foram feitos fora do país porque seus contratantes eram empresas globais", apontou o jornalista Filipe Coutinho.
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Temer vai garantindo folga para absolvição da denúncia na Câmara


Foto: Marcos Corrêa/PR/Fotos Públicas
 
Jornal GGN - A vitória de Michel Temer na Câmara dos Deputados já está quase garantida, segundo interlocutores e aliados do mandatário na Casa. Em placares realizados pelo Estadão e pela Folha de S. Paulo, são pelo menos 186 votos a favor do envio da denúncia contra o presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo menos 94 contra.
 
Ao todo, são necessários 342 votos de deputados para que Temer possa ser processado pelo Supremo, o que ainda é um cenário aparentemente inconclusivo. Sabe-se, por outro lado, que o mandatário mobiliza as lideranças e alianças que têm para que parlamentares não retrocedam do apoio e garantam a sua absolvição direta.
 
Segundo o Painel da Folha desta quarta-feira (26), o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se apresentava como um dos principais beneficiários da eventual queda de Temer e mostrava sinais de dissidências frente ao contexto de fidelidade absoluta ao governo atual, admite a vitória.
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Querem distribuição de renda? É preciso Estado, indústria e inovação, por Luiz Roque Miranda Cardia

do Portal Disparada

Querem distribuição de renda? É preciso Estado, indústria e inovação.

Luiz Roque Miranda Cardia

A esquerda tem uma obsessão: a distribuição de renda. É uma obsessão justa, afinal de contas expressa o valor fundante do conceito de esquerda ainda na Revolução Francesa: a justiça social. Como se sabe, o real lema revolucionário burguês deveria ser Liberdade, Igualdade e Propriedade. A fraternidade servia apenas como retórica para unificar os pobres aos burgueses, que lutavam efetivamente pela liberdade de empresa, igualdade jurídica e defesa da propriedade. Dessa forma, a Assembleia Nacional Francesa se dividiu, ficando à esquerda do púlpito do orador os jacobinos que lutavam ferrenhamente pela justiça social. À direita ficavam os girondinos, defensores do direito dos ricos de ficarem mais ricos. No centro ficava o pântano, como era conhecido à época, o setor oportunista que apoiava o governo de plantão (é o que hoje conhecemos como PMDB, ou mais recentemente “centrão”). Ora, compreendo que a expressão “ser de esquerda” não se restringe à concepção iluminista originada na Revolução Francesa e que pode assumir significados muito diversos, no entanto considero relativamente seguro dizer que essa é origem histórica do termo e que continua sendo o seu uso corrente mais comum.

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Reprovação de Temer continua aumentando e chega a 94%

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Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - Pesquisa realizada pela Ipsos e divulgada nesta terça-feira (25) mostra que a reprovação do presidente Michel Temer (PMDB) continua crescendo e agora chega a 94%. Além disso, em julho, a avaliação do governo federal chegou ao seu pior nível desde 2003. 
 
Segundo a pesquisa Pulso Brasil, 95% dos entrevistados acreditam que o país está no rumo errado. Para os analistas do instituto, o levantamento mostra que os efeitos da crise política e da delação premiada de Joesley Batista, da JBS, ainda se mantêm. 
 
Para Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos, o aumento dos impostos e dos combustíveis devem fazer com que a desaprovação a Temer continue alta nos próximos meses. 
 
Dentro da pesquisa, o ranking Barômetro Político analisa a popularidade de 33 nomes, entre personalidades e políticos. Temer aparece com a maior desaprovação (94%), seguido pelo ex-deputado Eduardo Cunha (93%) e pelo senador Aécio Neves (90%). Renan Calheiros e Dilma Rousseff aparecem empatados com 80%.

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Professor paulista: serviço de doido, por Sergio Saraiva

A Folha de São Paulo de 24 de julho de 2017 traz uma matéria que traça um diagnóstico preocupante dos impactos da precariedade do trabalho docente para a educação pública de São Paulo. Mas foi preciso reescreve-la, para mostrar isso.

Folha24jul

Professor paulista: serviço de doido

por Sergio Saraiva

Um estado de epidemia é o que se pode concluir quando se considera o índice de absenteísmo dos professores da redes públicas – municipal e estadual – no Estado de São Paulo.

Cada professor das redes públicas de ensino do Estado de São Paulo registra, em média, 30 dias de ausência das escolas em um ano e o principal motivo é o volume de licenças médicas. Especialmente na capital, licenças médicas (afastamentos com mais de 15 dias) representam 60% das ausências, A média de outras prefeituras do Estado é de 39%.

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A luta de classes e o aprofundamento da crise econômica, por Marcio Pochmann

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Foto: Beto Barata/PR

Da Rede Brasil Atual

 
Política de austeridade do governo Temer enfraquece a classe trabalhadora e não garante a sustentação dos lucros pelo desenvolvimento do sistema produtivo
 
por Marcio Pochmann
 
O Brasil segue governado por aqueles que já morreram. Ao invés de cometer erros novos, os governos insistem na repetição dos mesmos equívocos do passado. Exemplo disso pode ser encontrado na predominância da interpretação da crise que abala a economia nacional e orienta a ação do governo Temer.
 
Como se sabe, o país vive uma longa fase de estagnação de sua renda per capita. Entre 1981 e 2016, o rendimento médio do brasileiro subiu 0,6% como média anual, ao contrário de 4,4% no período de 1945 a 1980.
 
Embora interrompida brevemente nos governos liderados pelo PT, a explicação predominante aceita pelos midiáticos analistas econômicos e ministros da Fazenda de plantão desde os anos neoliberais iniciados em 1990 tem sido a de que a queda na taxa de exploração capitalista da força de trabalho resulta na desaceleração dos ganhos de produtividade. Isso porque a elevação na massa de rendimento do trabalho termina por esmagar os lucros empresariais, desincentivando os investimentos produtivos.
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