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Crise

Intervenção militar já!, por Leo Villanova

por Leo Villanova

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A Globo, os militares e a psicologia reversa, por Fernando Horta

A Globo, os militares e a psicologia reversa

por Fernando Horta

É preciso sempre atentar para os contextos. As palavras, os sentidos dependem totalmente dos contextos e é um erro muito comum tomarmos os discursos fora do seu tempo, dos seus agentes ou sem compreendermos completamente os momentos em que foram proferidos. Há uma semana o Brasil voltou a ter pesadelos, deitado em seu berço esplêndido. Como o trauma da noite de 21 anos não fora propriamente tratado, os assombros continuam. Ocorre que a causa do medo não está sendo corretamente detectada.

O General Mourão deve ter seus méritos para ter chegado ao generalato. O sobrenome inspira cuidados, mas o comandante o chamou de “bom soldado” e “gauchão”. Para quem não conhece os meandros do Exército as falas do general Villas Boas na entrevista para a Globo podem ser mal interpretadas. Chamar um general de “soldado” é um imenso elogio. Um elogio que remonta às lendas espartanas, quando comandantes se ombreavam aos soldados nos campos de batalha, diferindo destes pela sua maior técnica. O próprio patrono do Exército, o Duque de Caxias, se dizia sempre, “um soldado, apenas”. É uma espécie de humildade verde-oliva. É claro que o general continua comendo com os oficiais (onde a comida é muito melhor) e os soldados na cantina dos soldados. Mas Villas Boas ao chamar Mourão de “bom soldado” diz, com todas as letras, que ele tem algum apoio da tropa.

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O Febeapá está mais vivo do que nunca, por Carlos Motta

O Febeapá está mais vivo do que nunca

por Carlos Motta

Baratas infestam o Palácio do Planalto.

Ministro da Saúde acha que o Brasil tem hospitais demais.

Governo discute o fim do horário de verão.

General ameaça com intervenção militar - e "juristas" debatem se ela é constitucional.

Deputado que obrigar rádios a executar músicas "religiosas".

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O suicídio como arma política

Em São Paulo o TJSP, Tribunal que já havia legitimado o extermínio em massa de prisioneiros por policiais militares, decidiu que a tortura não é tortura quando não é usada para obter informações. Nenhuma novidade, os Tribunais nazistas também não consideravam tortura a tortura imposta aos judeus. Porque os brasileiros judiados pela polícia deveriam ser considerados mais humanos do que as vítimas da Gestapo?

Proibida pela CF/88, a tortura foi judicialmente legitimada. Ninguém deve ficar surpreso se num próximo julgamento o TJSP admitir que a tortura não é tortura quando o depoimento da vítima foi tomado por outro policial e não aquele que brutalizou a vítima. A lógica do TJSP seria a mesma se os torturados fossem Desembargadores ou Juízes? Duvido muito, pois eles não são os “outros”.

A lógica do TJSP parece informar a decisão do STF no caso do ensino religioso. É óbvio que num Estado laico as crianças de religiões diferentes devem ser doutrinadas por um pastor evangélico. Leia mais »

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O fim da recessão e o candidato ideal, por Carlos Motta

O fim da recessão e o candidato ideal

por Carlos Motta

Então, segundo as últimas notícias, está tudo resolvido, o mundo é cor-de-rosa e no Brasil está tudo azul:

1) O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse, em Nova York, que o Brasil saiu da “pior recessão da história” e que este é o momento de investir no país. “Agora é o momento que a economia vai começar a crescer, mas os preços ainda não refletem essa retomada”, disse. 

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A Divisão do Exército do general Mourão, por Sergio Saraiva

O Exército parece estar dividido. Isso não é exatamente novidade, para quem conhece a história da nossa República.

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A Divisão do Exército do general Mourão

por Sergio Saraiva

A posição do general Antonio Hamilton Mourão defendendo a possibilidade de uma intervenção militar no cenário político brasileiro causa espanto não somente relação ao aparente pouco cuidado para com óbvio efeito perturbador que teria no quadro de desgoverno nacional. Causa espanto principalmente por ser diametralmente oposta a posição expressa por seu superior hierárquico – o general Villas Bôas – comandante do exército.

Em 29 de julho de 2017, o Comandante do Exército - general Eduardo Villas Bôas - deu uma entrevista à Folha onde estabelece uma linha de conduta muito clara para a atuação do Exército, e por conseguinte, das Forças Armadas, em relação a atual crise.

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Base aliada, por Leo Villanova

por Leo Villanova

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Lei de investimento estrangeiro na saúde pode ter sido comprada, por Conceição Lemes

Por Conceição Lemes

 

Do VioMundo

Em 2014, uma emenda de Manoel Júnior, fiel escudeiro da então tropa de choque de Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados, já não cheirava bem.

Agora, parece que fedeu de vez. A lei do capital estrangeiro na saúde pode ter sido “comprada”.

Em delação premiada, o doleiro Lúcio Funaro revelou que o ex-presidente da Câmara e deputado cassado, preso em Curitiba desde outubro de 2016, cobrou propina da empresa de planos de saúde Amil e da Rede D´Or (comanda hospitais no Rio de Janeiro), para aprovar a emenda que escancarou todo o setor saúde para o capital internacional.

Funaro era o operador de propina para Cunha e a cúpula do PMDB.

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Crise: do pesadelo criado pela imprensa ao verme fantástico

A crise política e econômica, que em breve explodirá numa crise social e militar, é um pesadelo criado pela imprensa brasileira financiada com dinheiro norte-americano. Os meus pesadelos noturnos ninguém precisa financiar.

Estou andando por uma rua terra lamacenta. Do meu lado esquerdo há uma cerca de madeira clara. Sinto uma fisgada na palma da mão direita. Com cuidado retiro uma farpa de madeira próxima do dedo indicador e jogo fora. Não lembro quando e onde o objeto se estranhou na minha carne.

Sigo adiante, mas não sei exatamente que rumo tomar. Nova agulhada na palma da mão direita. Retiro a outra farpa maldita que me incomoda. Mas desta vez não a jogo fora. Coloco-a na palma da mão e o observo. Leia mais »

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O PIB manipulado para enganar o povo e amansar o Congresso, por J. Carlos de Assis

O PIB manipulado para enganar o povo e amansar o Congresso

por J. Carlos de Assis

Se não mudarem entre nós o sistema de contabilidade nacional usado em todo o planeta, caminhamos para o terceiro ano sucessivo de contração econômica. Os prognósticos de crescimento feitos por Michel Temer e Henrique Meirelles são falsos. Visam a manipular o Congresso Nacional, aproveitando-se de uma ignorância cavalar em economia da maioria dos parlamentares que engolem com naturalidade as mentiras oficiais. Claro, em algum momento no futuro virá a verdade. Não importa. O estupro legislativo já terá passado.

Em termos objetivos, não temos sinalização efetiva de crescimento este ano. Para que uma economia se expanda é necessário que haja expansão do consumo, do investimento, do gasto público e do excedente comercial. Ora, o consumo, a despeito de uma flutuação no último trimestre, está estagnado. O investimento continua desabando. É o caso também do gasto público, contido deliberadamente pelo governo. O superávit comercial, constituído basicamente de commodities agrícolas, terá de absorver as deficiências de infraestrutura.   

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O céu sobre a universidade pública está carregado de nuvens escuras, por Roberto Kraenkel

O céu sobre a universidade pública está carregado de nuvens escuras

por Roberto Kraenkel

A dinâmica de criação de novos cursos universitários, sobretudo públicos, nos anos de ouro da era Lula/Dilma corresponde a um aumento de procura por pessoal qualificado por parte de empresas ou órgãos estatais. Representou, além disso, uma possibilidade de ascensão social para a classe média mais desmunida.

Após a estagnação no mundo acadêmico dos anos ’90 - vimo-nos  repentinamente desafiados: havia postos de trabalho para engenheiros, mas não havia engenheiros; havia necessidade de professores de ensino médio, mas tampouco os havia. Economistas, pessoal de tecnologia de informação, farmacêuticos: estavam em falta. E todo o terceiro setor clamava por gente que tivesse cursado artes, letras, jornalismo, biologia, estatística, arquitetura.

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BNDES atua para vingar Temer ao se meter na governança da JBS, por J. Carlos de Assis

BNDES atua para vingar Temer ao se meter na governança da JBS

por J. Carlos de Assis

Não há nenhuma razão pela qual o BNDES deva se meter na direção da JBS sob o pretexto de proteger a boa governança da empresa. O patriarca que a assumiu, Zé Mineiro, deu suficiente prova de competência empresarial ao longo de sua vida ao transformar um açougue em Anápolis num gigante internacional de proteínas. Só há uma explicação para a atitude de Paulo Rabello de Castro, presidente do banco. Ele quer presentear o presidente Temer com uma “vendetta” contra seu principal delator.

Dizer que a empresa não terá boa governança sob o comando do patriarca é uma ilação absurda. Se o banco tem 20% das ações, a maioria absoluta pertence à família Batista, ou seja, ela é dona do negócio. Não existe no Código Civil e na legislação da Comissão de Valores Mobiliários nenhuma provisão relativa à tomada do controle de uma empresa porque seus donos sejam delatores do presidente da República. O que estamos vendo é um ato absolutamente autoritário do poder público contra um cidadão.

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Como Raquel Dodge irá lidar com a turma de Curitiba? Por José B


Foto: Reuters

Por José B

Comentário à publicação "Na consagração de Janot, o populismo em um órgão de Estado, por Luis Nassif"

Espera-se que a nova PGR tenha a postura e preparo adequados ao correto desempenho das funções e, ao mesmo tempo, saiba imprimir técnica jurídica às investigações, recolocando o MPF na esteira da legalidade e devolvendo credibilidade à instituição acima de conveniências partidárias.

Será interessante observar como será o tratamento dispensado ao pessoal de Curitiba. Como os alvos prioritários são Lula e o PT, não acredito que serão imediatamente enquadrados. Cunha parece tranquilo e bem tratado nas carceragens da Lava Jato, já que sua delação até hoje não saiu e jamais ameaçou implodir o esquema que resultou no impeachment. O poder de persuasão da turma é seletivo.

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Os ladrões ousados, seus carros de fuga e os servidores públicos que eles usam

A posse de Raquel Dodge ao lado de três veneráveis bandidos procurados pela Justiça (Michel Temer, Rodrigo Maia e Eunício de Oliveira) deveria levantar suspeita, mas não. Tudo está ocorrendo de acordo com o roteiro de Romero Jucá, inclusive o arquivamento da gravação em que ele acusou o STF de ser conivente com o golpe de 2016.

Um órgão de acusação que não acusa é sempre melhor do que um que acusava. O acordo com o Supremo, com tudo, finalmente incluiu o MPF. Ao que tudo indica Dodge vai afastar os procuradores da Lava Jato. Eles farão de conta que estão estupefatos e o circo continuará a ser desmontado no Judiciário, poder intrinsecamente corrupto (pois admite que seus membros ganhem acima do teto). Leia mais »

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Colheita Maldita, uma trilogia norte-americana que explica a realidade brasileira, por Fábio de Oliveira Ribeiro

 

Colheita Maldita, uma trilogia norte-americana que explica a realidade brasileira

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Desde que Dilma Rousseff foi covardemente deposta pelo “quadrilhão” liderado por Michel Temer, o qual só agora foi denunciado pelo MPF, nosso país foi atingido por um crescente furacão político.

Programas sociais foram revogados e privatizações suspeitas são realizadas sem a autorização dos eleitores. A violência dos evangélicos contra as religiões de origem africana aumentou. Índios e sem terra tem sido exterminados sem qualquer oposição séria das autoridades. Os meninos do MBL consolidaram seu poder e se transformaram nos pastores de um novo culto fascista que se caracteriza pela difusão de uma doutrina que mescla anti-petismo, machismo estético e amor incondicional aos endinheirados que financiam o movimento. Manifestações de resistência a onda conservadora artificialmente fomentada pelo MBL, lideranças evangélicas e pela mídia são reprimidas com crescente violência policial.

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