Revista GGN

Assine

Crise

Por que pressuponho a loucura?, por Gustavo Gollo

Por que pressuponho a loucura?

por Gustavo Gollo

Análises, em geral, sobre qualquer tema, pressupõem que estejamos mentalmente sãos; que a humanidade, o planeta, como um todo, esteja de posse da razão e não imersa em um delírio desvairado. Quanto a mim, pressuponho o contrário: estamos todos loucos.

O diagnóstico me parece simples e óbvio, dado que estamos levando o planeta à destruição de maneiras tão claras quanto notórias. Nossa insensatez gigantesca salta aos olhos, e se fingimos não vê-la, é por estarmos loucos. Assim, continuamos esquentando o planeta, derretendo as calotas polares que nos protegem do aquecimento solar, liberando mais metano alimentador do ciclo e agindo como se nada estivesse acontecendo, como se estando prestes a mergulhar em um precipício, continuássemos acelerando em direção a ele, tranquilamente, e isso nos parecesse normal.

Leia mais »

Média: 3.9 (7 votos)

A guerrilha científica no Brasil, por Felipe Melo

A guerrilha científica no Brasil

por Felipe Melo

No Brasil existe uma forte cultura de superação, seja do que for. O brasileiro gosta de ver seus compatriotas superando dificuldades, que são exaustivamente garimpadas pela mídia e propagadas como exemplos de vida. São os heróis nacionais verdadeiros quase sempre de bolso vazio. Atletas pobres que conseguiram subir ao pódio apesar da infância descalça e faminta. São portadores de deficiência que insistem em exercer sua cidadania em cidades onde só gozam desse direito os donos de carros quando estão enlatados numa dessas armaduras. Quando então alguém encontra e devolve dinheiro alheio garante seu acesso à TV e ao céu, simultaneamente, afinal o maior heroísmo dos brasileiros é a honestidade.

Leia mais »

Média: 4.9 (13 votos)

O gigante volta a dormir, por Leo Villanova

por Leo Villanova

Leia mais »

Média: 4.6 (9 votos)

No dia seguinte ao enterro da denúncia, aliados correm por interesses no Congresso


Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - O enterro da denúncia contra Michel Temer foi o primeiro passo dado pelos parlamentares governistas para se chegar ao segundo: aprovar, o quanto antes, as reformas paralisadas, medidas econômicas de interesse, inclusive, a tentativa de abertura do financiamento eleitoral por empresas. A corrida tem um fator adicional: além da forte impopularidade que assola neste momento o governo Temer, uma nova denúncia deve ser protocolada a qualquer momento, que os próprios aliados não garantem mais segurar.
 
Além de Medidas Provisórias que assumem a prioridade na Câmara e no Senado, pendem ainda as reformas política e da Previdência, interesses que atendem grande parte da gama dos partidos aliados, possibilitados pelo mandatário peemedebista e que exigem respostas imediatas, frente à pressão popular que só deve aumentar a cada dia. 
 
A reforma política discute, neste momento, o uso do fundo eleitoral público para alimentar as campanhas de 2018. Também na proposta que se diz reformar o sistema como se elegem hoje os representantes no Executivo e Legislativo, está a tentativa de incluir um prazo maior para proibir a prisão de candidatos.
Média: 2.7 (3 votos)

Após votação favorável, Temer faz pronunciamento

Jornal GGN – Quando os votos na Câmara que garantiriam a continuidade de seu governo foram proferidos, Michel Temer fez um pronunciamento na noite de ontem, dia 2. Disse, então, que seguirá com as reformas e ações que “julga necessárias para modernizar e melhorar o país“. Tratou a votação como “eloquente decisão“ e que isso lhe daria sinal verde para seguir em frente “com as ações necessárias para concluir o trabalho que meu governo começou há pouco mais de um ano“.

Ele colocou na conta de modernização a reforma trabalhista, que trouxe um atraso considerável para o país, e celebrou a queda da inflação e de juros. Disse mais. Afirmou que estão colocando as contas em ordem “de forma definitiva e equilibrada“ e que as reformas estruturantes necessárias para o país serão feitas.

Leia mais »

Média: 2.6 (5 votos)

A maior ameaça ao presente e ao futuro do Brasil está em Brasília, por Janio de Freitas

Foto Leonardo Benassatto/Reuters

Jornal GGN – A Câmara ditou o fim da crença do povo em seu país. Mesmo que seja unanimidade para a sociedade que Temer tenha que ser afastado e investigado, a maioria dos deputados votou com o chefe. O grupo minoritário não tem poder de decisão, e é o grupo minoritário que não tem acusações ou processos. A maioria é formada por citados, uma tropa de assalto decidiu, após receber um reforço de última hora. Com outras palavras é o que diz Janio de Freitas da performance de ontem na Câmara, quando votaram a favor de Temer e contra a Nação.

Em sua coluna na Folha, Janio vai mais longe. Fala da passividade do povo diante das mazelas enfrentadas desde o impeachment de Dilma, aquela que não cometeu crimes. Fala da passividade diante de crime urbano, quando os maiores crimes são cometidos em outra instância.

Leia o artigo a seguir.

Leia mais »

Média: 4.7 (14 votos)

Deputado pede que Meirelles seja investigado pelo recebimento "irregular" de R$ 50 milhões

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O líder do PT na Câmara Carlos Zarattini aproveitou o discurso no plenário nesta quarta (2), dia em que a denúncia contra Michel Temer será votada, para cobrar explicações de Henrique Meirelles sobre o recebimento de R$ 217 milhões por sua empresa de consultoria a megaempresas, incluindo a holding da JBS. 
 
Reportagem do BuzzFeed mostrou que Meirelles, poucos meses antes de ser nomeado ministro da Fazenda do governo Temer, recebeu boa parte dos lucros da consultoria em uma conta no exterior. Outros R$ 50 milhões foram pagos quando ele já era titular da Pasta. Isso, na visão de Zarattini, é "irregular".
Média: 5 (4 votos)

93% querem que denúncia contra Temer seja aprovada, diz Vox Populi

temer_beto_barata_pr_3_2.jpg
 
Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - Pesquisa CUT/Vox Populi divulgada ontem (1) mostra que 93% dos brasileiros querem que a denúncia contra o presidente Michel Temer seja aprovada na Câmara dos Deputados.
 
Os parlamentares irão votar hoje se a investigação contra o peemedebista será aberta. Segundo as previsões dos analistas políticos, os congressistas não devem seguir a vontade da população. 
 
Por um lado, o governo se esforçou para agradar os deputados com a negociação de emendas parlamentares e a distribuição de cargos para garantir os votos necessários para barrar a investigação. 

Leia mais »

Média: 3.4 (5 votos)

Temer ainda enfrentará instabilidade após eventual vitória na Câmara

Foto: Lula Marques
 
 
Jornal GGN - A vitória de Michel Temer contra a denúncia do caso JBS na Câmara, nesta quarta (2), é esperada. Mas também é esperada uma nova onda de instabilidade política para o governo após o encerramento dessa etapa. Isso porque as discussões sobre continuar ou não apoiando Temer dividiu e enfraqueceu o PSDB, ao passo em que os partidos menores reunidos no chamado centrão cresceram nas negociações com o Planalto e têm ainda mais fome por cargos.
Sem votos

Na Uerj, início do ano letivo de 2017 é adiado por tempo indeterminado

uerj_tania_rego_abr_2_2.jpg
 
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Por meio de nota divulgada na noite de ontem (31), a Reitoria da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) anunciou o adiamento do início do ano letivo de 2017, que começaria hoje (1), por tempo indeterminado.
 
A reitoria justificou a decisão citando as condições precárias de manutenção da universidade, com a falta de pagamento das empresas terceirizadas que foram contratadas por meio de licitação pública. Além disso, serviços de limpeza, vigilância e coleta de lixo estão restritos, e o restaurante universitário está fechado.
 
O adiamento também foi causado, segundo a reitoria, pelo atraso recorrente de salários dos funcionários e docentes dos meses de maio e junho. Além disso, as bolsas estão atrasadas, incluindo a dos alunos cotistas, e o décimo terceiro salário não foi pago. 

Leia mais »

Sem votos

Dilma: "O que a gente vai ver amanhã é se o Planalto comprou os deputados"

Jornal GGN - Em entrevista a Fernando Morais, do Nocaute, a presidente deposta Dilma Rousseff disse que o que a Câmara deve mostrar amanhã, durante a votação da denúncia contra Michel Temer a reboque das delações da JBS, é se o Planalto teve sucesso na compra dos parlamentares.

"Nós vamos ver se o Planalato conseguiu ou não comprar número suficiente de deputados e se conseguiu com isso barrar a denúncia do procurador. Eu não controlo isso e nem me interessa saber o controle (desses números). Mas acho que o povo tem que saber que existe isso", disse a ex-presidente.

Leia mais »

Média: 5 (3 votos)

Temer gasta R$ 17 bi para se salvar às custas de cortes e contenções no país


Foto: Christopher Goodney / Bloomberg
 
Jornal GGN - Bilhões de reais com a liberação de emendas parlamentares a aliados, criação de cargos comissionados, nomeações e ameaças de retiradas de postos em caso de "traições" são algumas das medidas de Michel Temer para garantir menos de 342 votos de deputados na denúncia contra ele na Câmara dos Deputados. 
 
Mas as atuações da corrida do presidente peemedebista para se manter na cadeira não são só gestos de desespero contra a pesada crise política que afeta sua gestão. Inserem-se no cenário que crise econômica do país, em paralelo a contraditórias medidas de cortes em diversas pastas, incluindo a educação, contigências de recursos para órgãos de investigação, como a Polícia Federal e Operações como a Lava Jato, e até o aumento do imposto da gasolina para a população.
 
Nada disso se vê afetado, em meio à estratégia de Michel Temer de garantir unicamente o apoio a si, chegando ao ponto de prever uma possível flexibilização da meta fiscal prevista no ano: engana-se quem acredita que é um arrependimento dos cortes que paralisam o país. É para liberar mais emendas e criar mais cargos comissionados a políticos e partidos que o apoiem.
Média: 2 (3 votos)

Cinco motivos que explicam porque educação é o melhor negócio de todos os tempos, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

O mundo das altas finanças está de olho no ensino superior brasileiro: empresas de private equity, banco de investimentos e fundos de investimentos nacionais e estrangeiros estão por trás dos grandes grupos da oligopolização do setor. Para justificar a tendência consultores, analistas, conselheiros e gestores falam em “inserção do ensino superior no mundo global”, “internacionalização do ensino superior”, “cooperações vencer-vencer” etc. Como sempre, a verdade está em outra cena: descobriram que a educação é o melhor negócio (legal) de todos os tempos. Diferente de muitos outros negócios, a sua mão de obra (a resiliência dos professores), sua “clientela” (alunos que tendem a esquecer) e o seu insumo (a liquefação do conhecimento em informação) são bem peculiares. O que tornam as possíveis resistências, críticas ou até mesmo ativismos fáceis de serem geridos. Vamos listar cinco peculiaridades que tornam a educação um negócio imperdível: a folha de parreira da titulação, a Síndrome da Vida de Inseto, a amnésia discente, ausência de espírito de corpo e o fetiche da “uberização” tecnológica da educação. 

Leia mais »
Média: 5 (2 votos)

Brasil em Transe

por Arkx

vídeo: Golpeachment

vídeo: Teatro de Vampiros

Leia mais »

Média: 3.3 (7 votos)

Percentual de famílias endividadas sobe para 57,1% entre junho e julho

reais_marcos_santos_usp_imagens_2_3.jpg
 
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
 
Jornal GGN - Dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bnes, Serviços e Turismo (CNC), mostram que houve um aumento no percentual de famílias endividadas no Brasil, que saiu de 56,4% em junho para 57,1% em julho.
 
Apesar da alta na comparação com o mês anterior, o índice apresentou recuo na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o endividamento estava em 57,7%. 
 
O percentual de inadimplentes, aqueles que têm contas ou dívidas em atraso, atingiu  24,2% em julho deste ano, um percentual menor que junho (24,3%), mas maior que julho de 2016 (22,9%).

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)