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Crise

A estratégia de Dilma para a guerra da comunicação: "virem-se"

São curiosos esses tempos de crise e de vácuos de poder.

Recentemente foi divulgada uma entrevista de Jango com John Foster Dulles, o brasilianista, em 15 de novembro de 1967.

Na entrevista, um mea culpa: “Goulart disse que em seus esforços para promover reformas estruturais, ele fez concessões demais a grupos políticos no Brasil”.

O objetivo era aprovar as reformas estruturais: “Foram reformas em prol da independência, do desenvolvimento, do bem-estar do povo e da justiça social. A justiça social não era algo no sentido marxista ou comunista”.

Mostrou como a ampliação dos meios de comunicação aumentou as demandas da população: “Hoje, com o uso amplo de rádios e televisores, o povo pobre vê as condições melhores que existem em outros lugares. O grande problema é a justiça social. Não é um problema de comunismo. Mas a insatisfação pode se converter em revolta se as condições não melhorarem. 92% da América Latina se encontra na condição mais precária possível”.

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Datafolha: Popularidade de Dilma cai 19 pontos; de Alckmin, 10

Jornal GGN - Pesquisa Datafolha divulgada neste final de semana aponta queda na popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Analistas destacaram a forte crise de água no Estado paulista, o risco de falta de energia no plano nacional, as medidas econômicas de Dilma e as denúncias de corrupção na Petrobras como principais fatores para a má avaliação dos governantes, menos de quatro meses após reeleitos.

Segundo a pesquisa deste sábado (7), a porcentagem de brasileiros que consideram o governo Dilma “bom ou ótimo” caiu de 42%, no início de dezembro, para 23% agora. São 19 pontos a menos. Já Alckmin, que foi reeleito no primeiro turno com quase 60% dos votos válidos, teve queda de 10 pontos na popularidades: foi de 48% dos que acham sua gestão "boa ou ótima" para 38%. A rejeição suviu de 17% para 24%.

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Corrupção e economia derrubam popularidade de Dilma



Por Ricardo Noblat

Popularidade de Dilma despenca e é a mais baixa desde Fernando Henrique

Do Blog do Noblat


O escândalo de corrupção na Petrobras e a deterioração da economia brasileira apresentam a fatura à presidente Dilma Rousseff. Pesquisa Datafolha revela que Dilma obteve a mais baixa avaliação de um presidente da República desde Fernando Henrique Cardoso.

De acordo com o levantamento, 23% dos entrevistados consideram o governo bom ou ótimo, enquanto 44% o consideram péssimo ou ruim. Em dezembro, data da última pesquisa, Dilma marcava respectivamente 42% (ótimo/bom) e 24% (ruim/péssimo).

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Bendine vai aumentar o controle financeiro da Petrobras

Jornal GGN – O novo presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, está recebendo carta branca da presidente Dilma para aumentar o controle financeiro da estatal e defendê-la do escândalo de corrupção deflagrado pela Lava-Jato. A prioridade é resolver a questão contábil, será feita uma avaliação de perdas e testes de retorno financeiro sobre os ativos.

Novo presidente assume com carta branca de Dilma para aumentar controle financeiro da estatal

Por Gabriela Valente

Do O Globo

Com poucas horas no cargo, Aldemir Bendine traçou um plano para blindar a estatal do maior escândalo de corrupção do país

Bendine e Dilma durante a celebração de um milhão de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil - Eliária Andrade/22-08-2013 / O Globo

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O auto-de-fé de Graça Foster, por Patrick Mariano

O auto-de-fé de Graça Foster

Por Patrick Mariano 

Do Justificando

Nelly Senff é uma doutora em engenharia química que em 1975 resolve sair do leste para oeste de Berlim em busca de uma nova vida com o filho Alexej, após a morte do namorado. A vida nova na Alemanha Ocidental esbarra na difícil experiência de morar em um centro de refugiados e nos intermináveis e torturantes interrogatórios a que é submetida.

Aos poucos, descobre que a burocracia estatal da qual quis fugir e a insensibilidade impregnada nos procedimentos e processos administrativos não é muito diferente de um lado a outro. No Ocidente, fica à mercê do serviço secreto dos EUA que impiedosamente a coloca num jogo cruel de incontáveis interrogatórios sobre seu namorado. A ação faz com que Nelly desenvolva o medo e a desconfiança de tudo e de todos, até mesmo sobre a veracidade da morte do pai de seu filho. O processo pode despertar quadros paranoicos e isso Kafka bem ilustrou.

Tudo isso se passa no filme Westen (Alemanha, 2013), de Christian Schwochow. O filme faz parte da nova safra de filmes alemães e retrata, com profundidade, o drama do sujeito face ao estado. A luta é desigual e, quando não se dá em conformidade as regras estabelecidas, causa dor, sofrimento e a destruição do outro.

Nelly fugia de algo que ultrapassava as fronteiras e mal sabia que a sedução do poder punitivo sem freios é capaz de atravessar regimes e ideologias políticas.

Vivemos tempos parecidos. Existem algumas semelhanças entre a personagem do filme e Graça Foster, para além do fato de ambas serem engenheiras químicas. A personagem brasileira foi condenada sem julgamento por fatos que sequer participou. Como Nelly, sem sequer saber do que era acusada, passou meses sendo defenestrada na “opinião pública”, virou máscara de carnaval e viu, do seu apartamento, dezenas de pessoas a lhe atacar a honra e a dignidade.

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Rodízio apenas na Cantareira pode ser desastroso

Jornal GGN – De acordo com especialistas da Sabesp ouvidos pelo Estadão, um rodízio oficial de água restrito aos bairros abastecidos pelo Cantareira pode ser desastroso. Eles entendem que a medida esgotaria outros cinco mananciais que abastecem a Grande São Paulo e criaria “refugiados hídricos”.  “A crise chegou a tal ponto que, se você adotar o rodízio só em um ou dois sistemas, você leva os demais ao esgotamento rapidamente, porque estaremos no período seco e eles são muito menores do que o Cantareira”, explicou o ex-funcionário da Sabesp, o professor José Roberto Kachel.

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Bendine foi a opção após a recusa de Murilo Ferreira, que não quis deixar a Vale

Jornal GGN - Sem Murilo Ferreira, presidente da Vale, ter aceito o convite de Dilma para chefiar a Petrobras com a saída de Graça Foster, restou ao Planalto a nomeação do presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine. É o que diz a equipe de reportagem do Broadcast do Estadão. Segundo o jornal, Ferreira alegou que a Vale também passa por um momento delicado diante das oscilações do mercado.

Com recusa de Murilo Ferreira, Bendine foi a opção para Petrobrás

Do Estadão

O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, que vai assumir o lugar de Graça Foster no comando da Petrobrás, foi a alternativa que restou ao Planalto depois de sucessivas recusas de nomes do setor privado. Segundo fontes ouvidas pela Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a preferência do governo recaía no nome do presidente da Vale, Murilo Ferreira. Consultado, ele recusou "peremptoriamente" o convite.

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A matriz de todos os escândalos, por Luciano Martins Costa

do Observatório da Imprensa

CRISE NA PETROBRAS

A matriz de todos os escândalos, por Luciano Martins Costa

O noticiário de sexta-feira (6/2) marca a culminância da escalada de denúncias no escândalo da Petrobras. O ponto alto é a declaração de um dos acusadores, o ex-gerente executivo Pedro Barusco, segundo o qual o Partido dos Trabalhadores recebeu, ao longo de dez anos, um total que pode chegar a US$ 200 milhões de empresas que detinham os maiores contratos com a estatal. A denúncia produz o fenômeno das manchetes trigêmeas, que já se tornou rotina na imprensa brasileira.

Como basicamente tudo que se tem publicado até aqui tem a mesma fonte, ou seja, confissões feitas por operadores do esquema que negociam penas mais brandas, a verdade aparente é apenas aquela que os jornais definem como tal. No entanto, o cruzamento das denúncias permite prever uma mudança importante na direção do escândalo, pelo simples fato de que a pista que leva ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, também conduz à direção do PSDB.

Entre as confissões de Barusco, cujo ponto central, na escolha dos editores, é sua suposta relação com o tesoureiro do PT, oculta-se uma informação crucial para colocar em novo contexto o escândalo da Petrobras: o autor da delação premiada informa que o esquema de desvios começou em 1997, o ano em que o monopólio da Petrobras, instituído por Getúlio Vargas em 1953, foi revogado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. O esquema que agora sitia a presidente Dilma Rousseff foi consolidado e institucionalizado na empresa no ano 2000, segundo o denunciante.

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As razões para a escolha de Bendine para a Petrobras

Dois pontos pesaram na escolha de Aldemir Bendine, atual presidente do Banco do Brasil, para a presidência da Petrobras.

A primeira, o sucesso do sistema de governança interna criado pelo banco, que o poupou de escândalos e lhe permitiu alguns prêmios mundiais de "compliance", como a escolha de banco mais ético do mundo em 2014 pelo The Ethisphere Institute, fato noticiado pelo York Times.

O banco definiu um conjunto de instâncias de decisão pelas quais nenhum diretor, isoladamente, pode tomar decisões para operações acima de determinado valor. O sistema foi montado sem burocratizar excessivamente os processos de decisão.

Na Petrobras, sem saber como atuar, a ex-presidente Graça Foster centralizou todos os pagamentos em sua mesa, na ilusão de que conseguiria segurar as jogadas. As jogadas não surgem na hora do pagamento, mas na hora da contratação. E quanto maior o poder individual de um gestor, maior a vulnerabilidade da empresa.

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Os delatores, os delatados e a nova estética nazisoviética da imprensa brasileira

A CF/88 garante a todos os cidadãos a presunção de inocência. Em razão disto, uma pessoa delatada não pode ser automaticamente considerada culpada pela imprensa. A reputação e a imagem dela devem ser preservadas pelos jornalistas, caso contrário o dano moral pode e deve ser indenizado a mando do Poder Judiciário e a pedido do ofendido. O mesmo se aplica ao partido político e à empresa delatada, que, aliás, tem personalidade jurídica distinta da dos seus membros.

Delatores não são heróis da ética e da moralidade administrativa. São pessoas investigadas por que, em razão dos indícios de provas que existem no Inquérito Policial, a autoridade policial considerou plausível sua participação  no crime ou crimes investigados. A delação premiada não é uma excludente de anti-juricidade da conduta criminosa O delator seguirá respondendo pelo crime que cometeu, mas em razão de ter colaborado com a Justiça poderá ser agraciado com a redução da pena que lhe será imposta.

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Intelectuais criticam forma como crise da Petrobras foi enfrentada pelo Planalto

Jornal GGN - O lançamento do livro "Cartas a Lula - o jornal particular do presidente e sua influência no governo do Brasil”, do jornalista e professor aposentado da USP Bernardo Kucinski foi a base para um debate ocorrido na Livraria Cultura. Junto de Kucinski estavam Franklin Martins e André Singer, que criticaram a demora de Dilma Rousseff em trocar o comando da Petrobras e as deficiências de comunicação do atual governo. Os três debatedores falam de cátedra, já que participaram do governo do ex-presidente Lula. Leia a matéria de Cristiane Agostine, no Valor.

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Propina de até US$ 200 milhões foi paga ao PT, diz ex-gerente da Petrobras

Por André Richter

Da Agência Brasil

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse, em depoimento de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal  (MPF), em novembro do ano passado, que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, recebeu propina em nome do partido em 90 contratos da Petrobras, num total entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões.  Em nota oficial, o partido reiterou que recebe apenas doações legais e que são declaradas à Justiça Eleitoral, e prometeu processar seus acusadores “pelas mentiras proferidas contra o PT”.

As declarações de Barusco foram divulgadas após decisão do juiz federal Sérgio Moro, que retirou sigilo das investigações da nona fase da Operação Lava Jato, iniciada hoje (5). Para estimar a quantia, o ex-gerente se baseou no valor que recebeu, US$ 50 milhões. Segundo ele, Vaccari começou a operar o esquema a partir do momento em que assumiu o cargo de tesoureiro do partido. Desde então - acusou - o tesoureiro foi responsável por operar os recebimentos por parte do PT.

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Advogado elenca provas contra responsáveis pela crise d'água

Por Rodrigo Gomes

Na Rede Brasil Atual

Advogado aponta provas para responsabilizar gestores públicos por falta d'água

“Temos uma inação clara do governo de São Paulo e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), com vistas a manter o valor das ações da estatal no mercado. Um sacrifício constante de uma parcela cada vez maior da população, com o racionamento informal. E um discurso extremamente fraudulento em relação à realidade da situação.” Assim o professor de direito internacional da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) João Alberto Alves Amorim resume o cenário de responsabilidades sobre a seca na capital e região metropolitana de São Paulo.

Especialista em direito ambiental, Amorim considera que os estudos que informavam a possibilidade de seca, a mudança no ciclo de chuvas, os documentos que exigiam a redução da dependência do sistema Cantareira, somados às declarações do governador Geraldo Alckmin (PSDB), durante o último debate para a eleição do governo paulista de 2014, podem configurar crime de responsabilidade. O governador disse à época: “Não falta água em São Paulo, não vai faltar água em São Paulo”.

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Debate: a crise na Petrobras e os trabalhadores

Por Antonio Ateu

Heródoto Barbeiro conversou com o ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras e diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, Ildo Sauer, que falou sobre o escândalo que afetou a estatal e a qual a representação dos pequenos acionistas da empresa.

O ex-coordenador nacional da Federação Única dos Petroleiros, a FUP, João Antônio de Moraes, falou sobre a participação dos funcionários na organização da estatal e ainda ressaltou o prejuízo da venda das ações da empresa na bolsa de Nova York. Na Segunda parte Clarckson Messias Araújo do Nascimento, diretor nacional da Federação Nacional dos Petroleiros é o convidado do Jornal da Record News para falar sobre a situação dos trabalhadores da Petrobras em meio à crise da empresa.

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O cenário do escândalo, por Luciano Martins Costa

do Observatório da Imprensa

CRISE NA PETROBRAS

O cenário do escândalo, por Luciano Martins Costa

A demissão coletiva de diretores da Petrobras, que obriga à substituição urgente da presidente da empresa, é manchete em todos os jornais de circulação nacional nesta quinta-feira (5/2). O noticiário vem recheado de especulações sobre o nome a ser indicado para o lugar de Graça Foster, e essa escolha poderá diminuir o empenho da imprensa em desconstruir a reputação da estatal: um dirigente simpático ao mercado fará concentrar o foco dos jornais exclusivamente no campo político.

A presidente demissionária personificou, nos últimos dias, todos os vícios da empresa, no esforço que faz a mídia tradicional para desviar o dedo da Justiça: pela primeira vez, num escândalo de corrupção, a investigação havia colocado no centro do palco os corruptores, empresários e executivos até então intocáveis. Aos poucos, as evidências de que parte do dinheiro desviado foi destinada ao caixa de partidos, dominaram a cena midiática.

Mas, como observa o colunista Janio de Freitas na Folha de S. Paulo (ver aqui, na versão reproduzida pelo site jornalggn.com.br), há duas versões da Petrobras – a de uma empresa destruída pela incúria e a corrupção, e a de uma empresa vencedora, que bate recordes de produção e produtividade e ganha prêmios pela inovação tecnológica. Os editores escondem que a Petrobras segue operando em plena capacidade, que o grosso dos investimentos para exploração do pré-sal já foi feito, porque sabem que ela aguenta o impacto negativo do noticiário.

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