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Crise

STF convoca São Paulo, Rio e Minas para discutir Rio Paraíba do Sul

Jornal GGN - A crise hídrica chega ao Supremo. Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal, convocou audiência de mediação para discutir a transposição ou não do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira. O Ministério Público Federal levou o caso ao STF para impedir a transposição ou captação desta água, sob alegação de que eram necessários estudos para avaliar impactos ambientais. Fux não interrompeu a transposição por entender que, como não há obras em andamento, não há impacto, mas chamou os governadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais para discutir o problema. Leia a matéria do Estadão.

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Aumento do volume do Alto Tietê: a mais nova barrigada da mídia na crise hídrica

O aumento do volume do Alto Tietê: A mais nova barrigada da mídia na crise hídrica

Sérgio Reis

Para espanto de muitos que acompanham mais de perto a crise hídrica, a SABESP noticiou, em sua seção de transparência, que o Sistema Alto Tietê contava com 8,9% de sua capacidade neste último Sábado. A surpresa deriva do fato de que, no dia anterior, a empresa noticiara que o sistema estava com apenas 6,6%. Curiosamente, um primeiro dado, de 6,5%, havia sido apresentado pelo Governo no horário habitual em que ocorrem as atualizações diárias. Foi, então, trocado pelos 8,9% acima. Sem nenhuma explicação técnica, a SABESP prosseguiu, divulgando hoje que a capacidade do sistema estava, agora, em 8,8%. De fato, essa mudança nos dados foi captada pela Milena, leitora do blog, a quem dou os créditos pelo registro abaixo:

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Para Alckmin, só economia já resolve o problema da crise hídrica

Jornal GGN - O governador Geraldo Alckmin continua ignorando o óbvio: a crise hídrica está instalada no estado de São Paulo. Ele afirmou, durante evento na zona leste paulista, que enviou propostas à presidente Dilma para melhorar "a situação doa bastecimento de água em São Paulo". Repetiu ainda que não irá ter racionamento de água, bastando que o cidadão faça economia. Leia matéria do Estadão.

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Quando vai acabar a água do Cantareira e do Alto Tietê? Cenários, por Sérgio Reis

Para “celebrar” o 29º artigo a respeito da crise hídrica, resolvi montar um fluxograma para tentar explicar didaticamente aos leitores o futuro dos sistemas Cantareira e Alto Tietê. O fundamento desse exercício é basicamente a questão: nas condições atuais, até quando eles vão durar?

A maneira básica para estipular esse prazo se dá por meio de uma técnica chamada de “construção de cenários”. Em linhas gerais, trata-se de determinar, com base em algum critério razoável, como se comportarão determinadas variáveis consideradas importantes para a explicação do resultado que se está tentando prever.

Considerando-se a gravidade da crise hídrica e a validade do próprio argumento, exaustivamente empregado pelo Governo Alckmin, a respeito da excepcionalidade hidrológica e pluviométrica enfrentada, seria óbvio admitir como cenário possível (e, até mesmo, provável), a continuidade das condições atuais ao longo dos próximos meses. Isso é particularmente evidente quando notamos que não há, até o presente momento, elementos que nos forneçam indícios de que o futuro será radicalmente diferente.

No entanto, o “plano de contingência” delineado pela SABESP não fez isso. Pelo contrário, construiu 3 cenários e considerou, como o pior deles, a repetição da estiagem de 1953 (sendo os outros a própria média histórica e o equivalente a 50% dessa média, em todos os casos a partir das vazões de entrada de água). O problema é que, em 2014, observamos que a água que entra no sistema tem equivalido a apenas 44% desse pior ano. Se já faria pouco sentido não considerar o prolongamento desse contexto vigente como o mais plausível na confecção do planejamento, sequer considera-lo como um cenário a ser desenhado beira a mais absoluta irresponsabilidade.

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Racionamento, já!

Há duas alternativas para a falta de água em  São Paulo: racionamento controlado ou racionamento selvagem.

São Paulo está caminhando para a segunda opção - o racionamento selvagem - com consequências imprevisíveis. Corre-se o risco, inimaginável em outros tempos, de uma das maiores metrópoles do mundo exposta a surtos de epidemia, a transtornos sociais, à violência generalizada provocada pelo desespero da falta dágua.

Tem-se no governo do estado um governador irresponsável paralisado pela própria mediocridade, que chegou ao cúmulo de comemorar o uso do volume morto de uma represa, como se fosse um feito técnico. 

Alckmin só se guia pelas manchetes. Sua única preocupação é encontrar a desculpa adequada, dividir responsabilidades, terceirizar a culpa. Depois de dois anos dormindo para o tema, os jornais limitam-se a narrar os problemas de abastecimento sem ousar chegar ao ponto central: a necessidade urgente de implantar o racionamento.

Inibido pela falta de repercussão do tema, o Ministério Público Estadual demorou a agir. Quando agiu, alguns procuradores tentando segurar o aumento de captação do Sistema Alto Tietê, para impedir o futuro racionamento selvagem, foram impedidos por um juiz desinformado, que alegou que "não vê como os atos impugnados (a autorização do DAEE para aumentar a vazão) que têm em mira a garantia de fornecimento de água à população, possam ser classificados como inadequados ao interesse público".

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Alckmin monta estratégia para dividir responsabilidades pela tragédia da água

Jornal GGN - Geraldo Alckmin, governador reeleito de São Paulo, já começa a distribuir responsabilidades pela falta de investimentos feitos pela Sabesp e consequente crise hídrica no Estado. Ontem afirmou que vai enviar pedidos a Dilma para combater a crise e que nas propostas consta a desoneração de imposto do setor de saneamento e uso da água da Bacia do Rio Paraíba do Sul para abastecimento humano. Alckmin disse ainda que não tem terceiro turno, pois que isso só prejudica a população, e que a disposição do governo estadual é de diálogo e cooperação. Leia a matéria do Estadão.

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MP ajuíza ação para que Sabesp reduza retirada de água do Alto Tietê

Da Agência Brasil

Por Fernanda Cruz

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) ajuizou ação civil pública, com pedido de liminar, para que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) reduza a vazão da água captada do Sistema Alto Tietê. Para o MP, a Sabesp retirou mais água que o permitido, o que contribuiu para o esgotamento dos reservatórios desse sistema.

Assim como o Sistema Cantareira, que tem registrado baixas consecutivas de nível, o Alto Tietê chegou a 7,2% de sua capacidade na medição de ontem (28), a última divulgada pela Sabesp. O Alto Tietê é o segundo maior sistema de abastecimento de água do estado, formado por cinco reservatórios localizados entre os municípios de Suzano e Salesópolis.

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O tiro pela culatra do governador, por Raquel Rolnik

Sugerido por Webster Franklin

Do Yahoo Notícias

A crise da água em São Paulo, a ONU, as eleições e o tiro pela culatra do governador

Por Raquel Rolnik

Preocupado com as repercussões eleitorais, para o seu partido, da grave crise da água em São Paulo e na tentativa de desqualificar qualquer crítica a seu governo em relação ao tema, o governador Geraldo Alckmin enviou uma “dura” carta ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, queixando-se das análises e condutas da relatora especial da ONU para o direito à água, Catarina de Albuquerque, que visitou o Brasil em missão oficial no final do ano passado.

Alckmin questiona declarações feitas pela relatora à Folha de S. Paulo, em agosto deste ano, ocasião na qual esteve novamente no país, em visita não oficial, a convite da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental e de outras instituições, para participar de debates e aulas sobre o tema de sua especialidade – o direito humano à água.

Irritado com as posições da relatora, que questiona a atuação da Sabesp em relação à garantia deste direito para a população de São Paulo, o governador reclama que ela não conversou com a empresa em agosto para ouvir seus argumentos e que incorreu em grave erro ao dizer que as perdas de água em São Paulo são de 40% (e não de 31,2%!, depois corrigido pelo jornal, que reconheceu o erro do jornalista), e ainda afirma que a ONU não pode se manifestar em momentos eleitorais.

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Por água, moradores de Itu fazem fila na madrugada

Jornal GGN - Reportagem da Folha traz o desespero de moradores de Itu por água. Mesmo com o governador Geraldo Alckmin mandando os caminhões-pipa para a cidade, as coisas são mais graves do que se quer admitir. Os cidadãos ficam dias e dias sem uma gota de água, mas no final do mês ainda pagam o valor mínimo da conta de água. Leia a matéria da Folha.

da Folha

Até de madrugada, moradores de Itu (SP) fazem fila por água em bica

MARTHA ALVES
AVENER PRADO
ENVIADOS ESPECIAIS A ITU (SP)

Uma e meia da madrugada de quinta-feira (23). O ajudante geral Devacir Soares do Nascimento, 26, amarra com cordas e elásticos velhos um suporte improvisado na garupa da moto. Coloca ali galões e garrafas e sai de casa em direção à bica da Vila Santa Terezinha, em Itu (a 101 km de São Paulo).

Na cidade paulista que sofre há mais tempo com a falta de água –desde setembro de 2013, segundo moradores–, Nascimento é uma das centenas de pessoas que recorrem ao local diariamente.

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Itu enfrentará seca com 20 caminhões-pipa contratados por Alckmin

Jornal GGN - O enfrentamento da crise hídrica tem seu primeiro capítulo divulgado. O governador Geraldo Alckmin acaba de aprovar a contratação de 20 caminhões-pipa para atender a cidade de Itu, que enfrenta falta de água desde fevereiro. A situação é tão grave que os protestos ficaram violentos. O valor do contrato, por 30 dias de atendimento podendo ser prorrogado, é de 2 milhões de reais. Leia a seguir.

do Estadão

Alckmin autoriza a contratação de 20 caminhões-pipa para Itu

Luciana Collet

Contrato emergencial, no valor de R$ 2 milhões, tem duração de 30 dias e, segundo o governo, poderá ser prorrogado caso necessário

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), autorizou a Defesa Civil do Estado a contratar de forma emergencial 20 caminhões-pipa para distribuição de água à população de Itu, informou o governo do Estado. O contrato emergencial, no valor de R$ 2 milhões, tem duração de 30 dias e, segundo o governo, poderá ser prorrogado se houver necessidade. 

A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 23, após reunião entre secretário da Casa Militar e coordenador Estadual de Defesa Civil, coronel José Roberto de Oliveira, e o prefeito de Itu, Antonio Tuíze (PSD). 

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Cantareira chega a 3% e bônus para economizar água começa a valer em SP

Por Fernanda Cruz

Da Agência Brasil

Começa a vigorar hoje (23), em São Paulo, a ampliação do desconto na conta dos consumidores que economizarem água. O bônus foi aprovado ontem (22) pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp).

Com o novo programa de descontos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), as residências que reduzirem entre 10% e 15% no consumo terão desconto de 10%  na conta. As reduções entre 15% e 20%, receberão descontos de 20%. Já as que conseguirem reduzir em 20% ou mais permanecem com o desconto de 30%. O cálculo é feito sobre a média de consumo de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014.

Conforme técnicos da Sabesp, a medida amenizará a maior crise hídrica da história de São Paulo. Hoje, o nível nos reservatórios do Sistema Cantareira, que abastece a região, registrou nova queda, chegando ao patamar de 3% de sua capacidade total de armazenamento. Há um ano, o volume armazenado era 38,1%.

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Como Sabesp abriu mão dos investimentos em detrimento dos lucros dos acionistas

Enviado por Miriam L

Do Cantareira para a Bolsa de Nova York

Da CartaCapital

 

Desde o início do ano, o governador Geraldo Alckmin se esforça para encontrar um culpado pela crise de abastecimento que assola o Estado de São Paulo, em especial a capital. Em um primeiro momento, o alvo foi São Pedro, o santo com preferências partidárias que ordenou que suas nuvens permanecessem longe das terras bandeirantes. Agora, ao lado do candidato à Presidência Aécio Neves, novos responsáveis foram escolhidos. Enquanto para o governo paulista a ONU mente ao responsabilizá-lo pela crise, Aécio culpa o governo federal pela falta de água nas torneiras dos paulistas.

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O esclarecimento de FHC, por Janio de Freitas

Jornal GGN - Parte da coluna de Janio de Freitas desta quinta-feira. A primeira parte tem o título Direito de Resposta e trata dos pedidos recebidos pela Justiça Eleitoral e a proposta de julgar o pedido e que possa ser exercido, caso julgado procedente, até a véspera da eleição, quando já se encerraram os horários eleitorais gratuitos em rádio em tv. O segundo tópico é este aqui publicado, que trata do esclarecimento feito por Fernando Henrique Cardoso sobre aspectos de escândalos de seu governo. Leia a seguir.

da Folha

Janio de Freitas

O ESCLARECIMENTO

Em cartas à Folha e a "O Globo", Fernando Henrique Cardoso propôs-se a esclarecer aspectos de escândalos no seu governo, mencionados nos dois jornais. Começa a esclarecer: "Quanto ao caso Sivam, não só que a contratação da Raytheon se deu no governo Itamar, como que ao governo nunca foi atribuído haver participado de malfeitos."

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Crise hídrica precisa de solidariedade e não de críticas, reclama Alckmin

Jornal GGN - Em notícia de ontem, o governador Geraldo Alckmin não está gostando das críticas à crise hídrica do estado de São Paulo. Ele criticou a presidente Dilma e o PT que, segundo ele, estão querendo tirar 'proveito político' da crise de desabastecimento de água. Em mensagem, o tucano defendeu que o momento é de união, e isto exige responsabilidade e solidariedade. Leia nota publicada no Valor.

do Valor

Alckmin reclama de críticas à crise de abastecimento de água

Em um recado à presidente Dilma Rousseff (PT), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ser "lamentável" que se queira tirar "proveito político" na eleição deste ano da crise de desabastecimento de água na região metropolitana de São Paulo.

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As múltiplas dimensões da crise hídrica paulista, por Bruno Peregrina Puga

Artigo do Brasil Debate

Por Bruno Peregrina Puga*

Enfrentando um período de estiagem e temperaturas históricas para a época, a macrorregião de São Paulo se vê, com incredulidade, diante de um eminente colapso no abastecimento hídrico.

Além de englobar duas das regiões econômicas mais importantes do Brasil (a Região Metropolitana de São Paulo e de Campinas), as crises e conflitos no abastecimento doméstico já estão presentes em cidades do interior e em diversas regiões da capital.

Este cenário parecia inimaginável para a magnitude dos sistemas que abastecem a região, como o Sistema Alto Tietê, Guarapiranga e o Cantareira.

A Sabesp, empresa mista do governo de São Paulo (50,26% do governo estadual, 25,5% na BMF/Bovespa e 24,2% na Bolsa de NY) é a empresa outorgada para utilizar e gerir esses sistemas, destinando em tempos normais 33m³/s para RMSP e 5m³/s para cidades da RMC.

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