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Crise

Temer usa BNDES para 'comprar apoio político', diz economista

Para o economista João Sicsú, ação de Temer no atual contexto “é uma clara interferência política” (VALTER CAMPANATO/ABR)
 
da Rede Brasil Atual
 
Presidente oferece renegociação de dívidas dos estados com o banco para obter apoio político e enfrentar possível denúncia de Janot. "É inaceitável usar o BNDES para esse fim", avalia João Sicsú
 
por Luciano Velleda, para a RBA

São Paulo – O presidente Michel Temer reuniu governadores de diversos estados para um jantar, na última terça-feira (13), no Palácio da Alvorada. No menu, foi servida a possibilidade de renegociação das dívidas dos estados com o BNDES.

Embora a pauta não seja nova, integrantes do próprio governo Temer reconhecem que a retomada do assunto é uma ação para angariar apoio político dos governadores e suas respectivas bancadas, num momento em que o presidente está prestes a ser denunciado por corrupção pela Procuradoria Geral da República (PGR).

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Outras tragédias além de Temer na Presidência, por Mário Lima Jr.

Outras tragédias além de Temer na Presidência

por Mário Lima Jr.

Ocupa a Presidência da República um homem sombrio investigado por obstrução à justiça, corrupção passiva e participação em organização criminosa. Alguém que trouxe prejuízos graves à democracia nacional. Além do governo Temer, que completou um ano mês passado, há outras tragédias mais antigas - embora menos debatidas - em curso no Brasil. Nas cinco regiões do país, crianças são exploradas sexualmente e vendem balas nos sinais de trânsito, por exemplo.

Por mais improváveis que possam parecer nos momentos de incerteza política, o afastamento de Michel Temer e a convocação de eleições diretas são desejos populares legítimos. Segundo a pesquisa CUT-Vox Populi divulgada dia 5 de junho, 85% dos brasileiros queriam que o Tribunal Superior Eleitoral cassasse o mandato do presidente e 89% desejavam eleições diretas para substituí-lo.

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Histórico de Meirelles mostra a que veio, por Osvaldo das Neves

Sugestão de Adir Tavares

do Resistir.info

Meirelles, tão sujo quanto Temer

por Osvaldo das Neves

Em meio à crise instaurada no parlamento, Henrique Meirelles/PSD, atual ministro da Fazenda [Finanças], foi cogitado pelo monopólio de imprensa, por representantes do capitalismo burocrático e siglas do Partido Único [1] como possível nome para ocupar o gerenciamento federal numa eventual saída de Temer/PMDB. 

Meirelles, sem nem mesmo ter ocupado o cargo de gerente principal do velho Estado, já acumula uma longa lista de abusos e crimes contra o povo e a Nação. 

Enquanto esteve na presidência do Banco Central durante o gerenciamento Lula, contou com o apoio político irrestrito de seu amigo Antonio Palocci/PT, então ministro da Fazenda – hoje preso preventivamente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, sob acusação de favorecer a Odebrecht em troca de propina.  Leia mais »

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Joesley “desfia mentiras em série”, diz Temer

Além de processar o delator e empresário da JBS, Temer retrucou as acusações, dizendo que Joesley Batista é “bandido notório de maior sucesso na história brasileira"

Michel Temer e Joesley Batista, em inauguração de fábrica de celulose em Mato Grosso do Sul, em 2012
Foto: Romério Cunha - Vice-Presidência

Por Mariana Tokarnia

Da Agência Brasil

O presidente Michel Temer informou, em nota divulgada hoje (17), que vai protocolar, na segunda-feira (19), ações civil e penal na Justiça contra o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F. Em entrevista à revista Época, Joesley disse que Temer é "o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil".

Na nota, o presidente diz que Joesley "desfia mentiras em série" e que o empresário é o “bandido notório de maior sucesso na história brasileira".

Leia mais: "Temer é o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa", diz Joesley

Na entrevista à revista Época, Joesley fala que a relação com o presidente Temer nunca foi de amizade. "Sempre foi uma relação institucional, de um empresário que precisava resolver problemas e via nele a condição de resolver problemas".

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"Temer é o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa", diz Joesley

 
Jornal GGN - "Essa é a maior e mais perigosa organização criminosa deste país. Liderada pelo presidente. O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites", disse Joesley Batista, o delator da JBS que entregou documentos e grampeou conversas com o mandatário e seu grupo político.
 
A declaração integra a entrevista exclusiva concedida à revista Época, publicada na noite desta sexta-feira (16). O empresário da JBS, um dos que tiveram maior trânsito entre todos os políticos de quase todos os partidos brasileiros, afirmou que o grupo de Michel Temer, além de ser o mais perigoso, foi o "de mais difícil convívio": "daquele sujeito que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele", descreveu.
 
Junto a Temer, Joesley contou que atuava Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara pelo PMDB, preso na Operação Lava Jato por Sérgio Moro, juiz da Vara Federal de Curitiba. "Virei refém de dois presidiários. Combinei quando já estava claro que eles seriam presos, no ano passado. O Eduardo [Cunha] me pediu R$ 5 milhões. Disse que eu devia a ele. Não devia, mas como ia brigar com ele?".
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Ministro da Cultura diz não ter interesse em permanecer no governo Temer


Foto: Divulgação

Sugerido por José Carlos Lima

Do NOCAUTE

 
Em carta, João Batista de Andrade anuncia demissão a Michel Temer; ministro estava no cargo de maio de 2017
 
Por Fernando Morais
 

O ministro interino da Cultura, João Batista de Andrade, anunciou nesta sexta-feira (17/6) sua saída do cargo. Em carta enviada ao presidente Michel Temer, Andrade afirmou não ter interesse em ser efetivado no comando da pasta.

“Comunico, respeitosamente, meu desinteresse em ser efetivado como ministro da Cultura”, consta em um trecho da carta divulgada nas redes sociais do Ministério da Cultura.

“Assim sendo, confirmo minha disposição para contribuir da forma mais proativa possível com a transição de gestão no Ministério da Cultura, até a nomeação dos próximos ministros da Cultura e seu secretário executivo”, acrescenta.

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Interino da Cultura se demite e é o terceiro a deixar pasta no governo Temer

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Foto: Acácio Pinheiro/MinC

Jornal GGN - João Batista de Andrade, que ocupava interinamente o cargo de ministro da Cultura, pediu demissão nesta sexta-feira (16). Andrade assumiu a pasta depois da saída de Roberto Freire (PPS), ocasionada pelas gravações de Joesley Batista, da JBS.

Em carta para o presidente Michel Temer, o ex-ministro disse que não tinha interesse em continuar na pasta. Segundo a Folha de S. Paulo, sua demissão foi motivada pelo corte de 43% do orçamento do MinC e por polêmicas em relação à nomeação do presidente da Agência Nacional do Cinema, a Ancine.
 
Andrade, que também é filiado ao PPS, defendia a nomeação de Debora Ivanov, que é apoiada por cineastas e pelo ex-titular da pasta, na Ancine. Entretanto, o governo de Michel Temer preferiu outro nome.

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Após delação da JBS, governo acelera liberação de verbas de emendas parlamentares

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Foto: Marcos Corrêa/PR
 
Jornal GGN - Após o dia 17 de maio, quando foi revelado o conteúdo das delações de Joesley e Wesley Batista, da JBS, o governo de Michel Temer liberou quase R$ 1 bilhão em emendas parlamentares. O repasse dos recursos, majoritariamente destinados à base aliada, já estava previsto, mas a liberação ocorreu depois da delação premiada. 
 
Temer começou a ser investigado por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) após as revelações dos irmãos Batista, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve apresentar uma denúncia contra o presidente.
 
Para começar a julgar a acusação contra Temer, o Supremo deve aguardar a autorização de dois terços da Câmara dos Deputados, ou 342 deputados. 

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Governo do RS é acusado de afrontar “violentamente” Legislativo

Deputado estadual foi preso durante reintegração de posse promovida pelo governador do RS, Ivo Sartori

Deputado Jeferson Fernandes foi detido diante do prédio da Ocupação Lanceiros Negros | Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21

Jornal GGN - A detenção do deputado do estado do Rio Grande do Sul, Jeferson Fernandes (PT), durante uma ação de reintegração de posse realizada pelo governo de Ivo Sartori, retirando a força cerca de 70 famílias da ocupação Lanceiros Negros, na noite de quarta-feira (14), revoltou o presidente da Assembleia Legislativa do RS, deputado Edegar Pretto (PT). Para o parlamentar, a condução impositiva foi um "violentamente afrontado" contra a própria Assembleia Legislativa. As informações são do Sul21.

A reintegração foi realizada por volta das 19h, enquanto ocorria uma audiência pública no plenarinho da Assembleia Legislativa para se chegar a um acordo sobre a ocupação, dessa forma Pretto acusa o Sartori de desrespeitar o poder Legislativo.

As famílias ocupavam um prédio localizado no centro de Porto Alegre tomado pelo governo do Estado que, em 2015, entrou com um pedido de integração. Na segunda-feira (12) a juíza Aline Santos Guaranha da 7a. Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre determinou o despejo em caráter de urgência. No processo de desocupação, a tropa de choque da Brigada Militar usou gás lacrimogêneo, spray de pimenta e bombas de efeito moral para conseguir desmobilizar a resistência dos moradores e ativistas que se recusavam a deixar do local.
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A tortura com os servidores do Rio de Janeiro e o comportamento dos partidos políticos, por Roberto Bitencourt da Silva

Foto Wilton Jr/Estadao

A tortura com os servidores do Rio de Janeiro e o comportamento dos partidos políticos

por Roberto Bitencourt da Silva

Desde os últimos dias de novembro de 2015 as vidas dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro foram profundamente afetadas pelos desmandos do governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Sobretudo, aposentados, pensionistas e funcionários ativos das secretarias estaduais de ciência e tecnologia e de cultura.

Adotando a prática de dividir para conquistar, o governador tem relegado esses setores ao limbo e ao desespero, no momento, com dois salários atrasados (abril e maio), além do 13º do ano passado. Demais segmentos ou recebem com menor atraso ou estão a receber em dia.

Uma flagrante violação de direitos que conta com a conivência do STF. Ano passado, a corte de Brasília decidiu proibir os arrestos das contas do governo para o pagamento do funcionalismo.

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'Fomos ingênuos' em relação à mídia, afirma Dilma

Por Antonio Ateu

Política: A Poderosa Entrevista de Dilma Rousseff

Entrevista exclusiva: Dilma Rousseff sem censura, ou quase

DO PÁGINA 13

“A pauta política dominante é machista, fundamentalista e tende à regressão”

“Não percebi a aversão das classes enriquecidas a pagar qualquer parte da crise”

“Fomos ingênuos em relação aos meios de comunicação. São antidemocráticos!”

 

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Democracia direta para solucionar crise política

Aumento da participação direta do cidadão pode ajudar a promover novo pacto democrático no país

Foto: Mídia Ninja
Foto: Mídia Ninja

Jornal GGN - A repactuação entre a classe política e o eleitorado depende, invariavelmente, da ampliação do sistema democrático. É o que alerta o cientista político e membro do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), José Antônio Moroni.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o pesquisador aponta que o voto popular, exercido de dois em dois anos, "não pode ser a única expressão de soberania" dos brasileiros e, ainda, que a implementação de uma agenda política que de fato represente a ampla sociedade depende do aumento da participação popular no jogo político, fazendo frente às elites políticas e econômicas, que conseguiram nos últimos anos encaminhar o país para um estado de desmonte social.

O Brasil entra agora em uma situação limite em que a democracia direta, termo que vem sendo utilizado para definir a participação direta dos cidadãos no processo de tomadas de decisão na política, ganha força no campo popular. Não por acaso, o cientista político faz parte do grupo que defende a realização de eleições diretas. "Nosso Congresso não tem legitimidade nenhuma para fazer uma eleição indireta, e a única forma de fazer a vontade do povo ser respeitada é estando na rua", completou.
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O "Grande Acordo" é o nó górdio do Brasil, por Aristóteles Coelho

No país, a expressão "Grande Acordo"  não goza de boa reputação, pois quase sempre traduz varrer a sujeira para baixo do tapete
 
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Por Aristoteles Coelho
 
 
Conta-se que o rei da Frígia (Ásia Menor) morreu sem deixar herdeiro e que, ao ser consultado, o Oráculo anunciou que o sucessor chegaria à cidade num carro de bois. A profecia foi cumprida por um camponês, de nome Górdio, que foi coroado. Para não esquecer de seu passado humilde ele colocou a carroça, com a qual ganhou a coroa, no templo de Zeus. E a amarrou com um enorme nó a uma coluna. O nó era, na prática, impossível de desatar e por isso ficou famoso.
 
Górdio reinou por muito tempo e quando morreu, seu filho Midas assumiu o trono. Midas expandiu o império mas não deixou herdeiros. O Oráculo foi ouvido novamente e declarou que quem desatasse o nó de Górdio dominaria todo o mundo.
 
Quinhentos anos se passaram sem ninguém conseguir realizar esse feito, até que em 334 a.C Alexandre, o Grande, ouviu essa lenda ao passar pela Frígia. Intrigado com a questão, foi até o templo de Zeus observar o feito de Górdio. Após muito analisar, desembainhou sua espada e cortou o nó. Lenda ou não o fato é que Alexandre se tornou senhor de toda a Ásia Menor poucos anos depois.
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Crise não é só política, mas da forma de pensar o país, por Leandro A.

"Ninguém se deu conta de que os filhos do ENEM e do PROUNI foram lançados no mercado em retração, e o filho do pedreiro que fez engenharia está vendendo cachorro quente. Em algum momento teremos uma fermentação de tudo isto. Vivemos tempos Gramscianos"
 
Foto: Mídia Ninja
Foto: Mídia Ninja
 
Por Leandro A. 
 
 
Se analisarmos todos os "cambios" de governo pelo qual nosso país passou desde a abdicação de Dom Pedro I, sempre teremos um lado preparado para dar o bote em cima da fraqueza do outro. 
 
O fato novo desta crise é o exterminio dos dois blocos de divisão de poder e o cisma na sociedade brasileira. O pêndulo não tem impulso para se mover. Se assim não fosse, diante da gravidade da situação, teríamos uma frente ampla, com os políticos que restaram, os empresários de vanguarda e a sociedade civil. Mas assitimos ao contrário. O empresariado está contaminado por ranço antipestista, que confundem com qualquer proposta progressista ou outsider, a sociedade civil brasileira honra sua tradição de estar "deitada eternamente em berço esplendido". Apenas a grande ressalva que merece todo destaque: a classe artística. pelo visto a única que preservou o know how adquirido nos tempos de chumbo.
 
A mídia, não atrevo-me a comentar. Pois desde 2006 temos, abertamente, um partido político com assinantes e espectadores. Tornou-se uma besta fera, que provou do sangue e não consegue mais retomar o paradigma antigo.Banalizou-se o escandâ-lo a tal ponto, que vai demorar para que as redações deixem de pulsar pelo clima de denuncismo e policiamento, salvo se houver intervenção do fator imponderável e for imposta uma regulação efetiva.
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Na Uerj, crise financeira faz evasão de alunos dobrar

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Foto:Tania Rego/Agência Brasil
 
Jornal GGN - A grave crise financeira enfrentada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) fez a evasão de alunos dobrar no ano passado e também prejudica o interesses dos candidatos para o vestibular de 2018. 
 
Ruy Garcia Marques, reitor da universidade, afirma que houve uma diminuição nas inscrições no vestibular. “Até em casa, meu filho, de 16 anos, me diz que não sabe se quer ir para a Uerj", afirma. Para ele, levará tempo “para a gente recuperar a grandeza” do nome da universidade. 
 
A situação vivida pela Uerj é um reflexo da crise nas finanças do governo do Estado do Rio de Janeiro. Neste ano, o início das aulas foi adiada inúmeras vezes, e os alunos ainda estão cumprindo o calendário acadêmico do ano passado. Além disso, salários de técnicos e professores e o pagamento para os alunos bolsistas estão atrasados. 

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