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Crise

Joesley “desfia mentiras em série”, diz Temer

Além de processar o delator e empresário da JBS, Temer retrucou as acusações, dizendo que Joesley Batista é “bandido notório de maior sucesso na história brasileira"

Michel Temer e Joesley Batista, em inauguração de fábrica de celulose em Mato Grosso do Sul, em 2012
Foto: Romério Cunha - Vice-Presidência

Por Mariana Tokarnia

Da Agência Brasil

O presidente Michel Temer informou, em nota divulgada hoje (17), que vai protocolar, na segunda-feira (19), ações civil e penal na Justiça contra o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F. Em entrevista à revista Época, Joesley disse que Temer é "o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil".

Na nota, o presidente diz que Joesley "desfia mentiras em série" e que o empresário é o “bandido notório de maior sucesso na história brasileira".

Leia mais: "Temer é o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa", diz Joesley

Na entrevista à revista Época, Joesley fala que a relação com o presidente Temer nunca foi de amizade. "Sempre foi uma relação institucional, de um empresário que precisava resolver problemas e via nele a condição de resolver problemas".

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"Temer é o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa", diz Joesley

 
Jornal GGN - "Essa é a maior e mais perigosa organização criminosa deste país. Liderada pelo presidente. O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites", disse Joesley Batista, o delator da JBS que entregou documentos e grampeou conversas com o mandatário e seu grupo político.
 
A declaração integra a entrevista exclusiva concedida à revista Época, publicada na noite desta sexta-feira (16). O empresário da JBS, um dos que tiveram maior trânsito entre todos os políticos de quase todos os partidos brasileiros, afirmou que o grupo de Michel Temer, além de ser o mais perigoso, foi o "de mais difícil convívio": "daquele sujeito que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele", descreveu.
 
Junto a Temer, Joesley contou que atuava Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara pelo PMDB, preso na Operação Lava Jato por Sérgio Moro, juiz da Vara Federal de Curitiba. "Virei refém de dois presidiários. Combinei quando já estava claro que eles seriam presos, no ano passado. O Eduardo [Cunha] me pediu R$ 5 milhões. Disse que eu devia a ele. Não devia, mas como ia brigar com ele?".
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Ministro da Cultura diz não ter interesse em permanecer no governo Temer


Foto: Divulgação

Sugerido por José Carlos Lima

Do NOCAUTE

 
Em carta, João Batista de Andrade anuncia demissão a Michel Temer; ministro estava no cargo de maio de 2017
 
Por Fernando Morais
 

O ministro interino da Cultura, João Batista de Andrade, anunciou nesta sexta-feira (17/6) sua saída do cargo. Em carta enviada ao presidente Michel Temer, Andrade afirmou não ter interesse em ser efetivado no comando da pasta.

“Comunico, respeitosamente, meu desinteresse em ser efetivado como ministro da Cultura”, consta em um trecho da carta divulgada nas redes sociais do Ministério da Cultura.

“Assim sendo, confirmo minha disposição para contribuir da forma mais proativa possível com a transição de gestão no Ministério da Cultura, até a nomeação dos próximos ministros da Cultura e seu secretário executivo”, acrescenta.

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Interino da Cultura se demite e é o terceiro a deixar pasta no governo Temer

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Foto: Acácio Pinheiro/MinC

Jornal GGN - João Batista de Andrade, que ocupava interinamente o cargo de ministro da Cultura, pediu demissão nesta sexta-feira (16). Andrade assumiu a pasta depois da saída de Roberto Freire (PPS), ocasionada pelas gravações de Joesley Batista, da JBS.

Em carta para o presidente Michel Temer, o ex-ministro disse que não tinha interesse em continuar na pasta. Segundo a Folha de S. Paulo, sua demissão foi motivada pelo corte de 43% do orçamento do MinC e por polêmicas em relação à nomeação do presidente da Agência Nacional do Cinema, a Ancine.
 
Andrade, que também é filiado ao PPS, defendia a nomeação de Debora Ivanov, que é apoiada por cineastas e pelo ex-titular da pasta, na Ancine. Entretanto, o governo de Michel Temer preferiu outro nome.

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Após delação da JBS, governo acelera liberação de verbas de emendas parlamentares

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Foto: Marcos Corrêa/PR
 
Jornal GGN - Após o dia 17 de maio, quando foi revelado o conteúdo das delações de Joesley e Wesley Batista, da JBS, o governo de Michel Temer liberou quase R$ 1 bilhão em emendas parlamentares. O repasse dos recursos, majoritariamente destinados à base aliada, já estava previsto, mas a liberação ocorreu depois da delação premiada. 
 
Temer começou a ser investigado por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) após as revelações dos irmãos Batista, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve apresentar uma denúncia contra o presidente.
 
Para começar a julgar a acusação contra Temer, o Supremo deve aguardar a autorização de dois terços da Câmara dos Deputados, ou 342 deputados. 

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Governo do RS é acusado de afrontar “violentamente” Legislativo

Deputado estadual foi preso durante reintegração de posse promovida pelo governador do RS, Ivo Sartori

Deputado Jeferson Fernandes foi detido diante do prédio da Ocupação Lanceiros Negros | Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21

Jornal GGN - A detenção do deputado do estado do Rio Grande do Sul, Jeferson Fernandes (PT), durante uma ação de reintegração de posse realizada pelo governo de Ivo Sartori, retirando a força cerca de 70 famílias da ocupação Lanceiros Negros, na noite de quarta-feira (14), revoltou o presidente da Assembleia Legislativa do RS, deputado Edegar Pretto (PT). Para o parlamentar, a condução impositiva foi um "violentamente afrontado" contra a própria Assembleia Legislativa. As informações são do Sul21.

A reintegração foi realizada por volta das 19h, enquanto ocorria uma audiência pública no plenarinho da Assembleia Legislativa para se chegar a um acordo sobre a ocupação, dessa forma Pretto acusa o Sartori de desrespeitar o poder Legislativo.

As famílias ocupavam um prédio localizado no centro de Porto Alegre tomado pelo governo do Estado que, em 2015, entrou com um pedido de integração. Na segunda-feira (12) a juíza Aline Santos Guaranha da 7a. Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre determinou o despejo em caráter de urgência. No processo de desocupação, a tropa de choque da Brigada Militar usou gás lacrimogêneo, spray de pimenta e bombas de efeito moral para conseguir desmobilizar a resistência dos moradores e ativistas que se recusavam a deixar do local.
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A tortura com os servidores do Rio de Janeiro e o comportamento dos partidos políticos, por Roberto Bitencourt da Silva

Foto Wilton Jr/Estadao

A tortura com os servidores do Rio de Janeiro e o comportamento dos partidos políticos

por Roberto Bitencourt da Silva

Desde os últimos dias de novembro de 2015 as vidas dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro foram profundamente afetadas pelos desmandos do governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Sobretudo, aposentados, pensionistas e funcionários ativos das secretarias estaduais de ciência e tecnologia e de cultura.

Adotando a prática de dividir para conquistar, o governador tem relegado esses setores ao limbo e ao desespero, no momento, com dois salários atrasados (abril e maio), além do 13º do ano passado. Demais segmentos ou recebem com menor atraso ou estão a receber em dia.

Uma flagrante violação de direitos que conta com a conivência do STF. Ano passado, a corte de Brasília decidiu proibir os arrestos das contas do governo para o pagamento do funcionalismo.

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'Fomos ingênuos' em relação à mídia, afirma Dilma

Por Antonio Ateu

Política: A Poderosa Entrevista de Dilma Rousseff

Entrevista exclusiva: Dilma Rousseff sem censura, ou quase

DO PÁGINA 13

“A pauta política dominante é machista, fundamentalista e tende à regressão”

“Não percebi a aversão das classes enriquecidas a pagar qualquer parte da crise”

“Fomos ingênuos em relação aos meios de comunicação. São antidemocráticos!”

 

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Democracia direta para solucionar crise política

Aumento da participação direta do cidadão pode ajudar a promover novo pacto democrático no país

Foto: Mídia Ninja
Foto: Mídia Ninja

Jornal GGN - A repactuação entre a classe política e o eleitorado depende, invariavelmente, da ampliação do sistema democrático. É o que alerta o cientista político e membro do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), José Antônio Moroni.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o pesquisador aponta que o voto popular, exercido de dois em dois anos, "não pode ser a única expressão de soberania" dos brasileiros e, ainda, que a implementação de uma agenda política que de fato represente a ampla sociedade depende do aumento da participação popular no jogo político, fazendo frente às elites políticas e econômicas, que conseguiram nos últimos anos encaminhar o país para um estado de desmonte social.

O Brasil entra agora em uma situação limite em que a democracia direta, termo que vem sendo utilizado para definir a participação direta dos cidadãos no processo de tomadas de decisão na política, ganha força no campo popular. Não por acaso, o cientista político faz parte do grupo que defende a realização de eleições diretas. "Nosso Congresso não tem legitimidade nenhuma para fazer uma eleição indireta, e a única forma de fazer a vontade do povo ser respeitada é estando na rua", completou.
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O "Grande Acordo" é o nó górdio do Brasil, por Aristóteles Coelho

No país, a expressão "Grande Acordo"  não goza de boa reputação, pois quase sempre traduz varrer a sujeira para baixo do tapete
 
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Por Aristoteles Coelho
 
 
Conta-se que o rei da Frígia (Ásia Menor) morreu sem deixar herdeiro e que, ao ser consultado, o Oráculo anunciou que o sucessor chegaria à cidade num carro de bois. A profecia foi cumprida por um camponês, de nome Górdio, que foi coroado. Para não esquecer de seu passado humilde ele colocou a carroça, com a qual ganhou a coroa, no templo de Zeus. E a amarrou com um enorme nó a uma coluna. O nó era, na prática, impossível de desatar e por isso ficou famoso.
 
Górdio reinou por muito tempo e quando morreu, seu filho Midas assumiu o trono. Midas expandiu o império mas não deixou herdeiros. O Oráculo foi ouvido novamente e declarou que quem desatasse o nó de Górdio dominaria todo o mundo.
 
Quinhentos anos se passaram sem ninguém conseguir realizar esse feito, até que em 334 a.C Alexandre, o Grande, ouviu essa lenda ao passar pela Frígia. Intrigado com a questão, foi até o templo de Zeus observar o feito de Górdio. Após muito analisar, desembainhou sua espada e cortou o nó. Lenda ou não o fato é que Alexandre se tornou senhor de toda a Ásia Menor poucos anos depois.
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Crise não é só política, mas da forma de pensar o país, por Leandro A.

"Ninguém se deu conta de que os filhos do ENEM e do PROUNI foram lançados no mercado em retração, e o filho do pedreiro que fez engenharia está vendendo cachorro quente. Em algum momento teremos uma fermentação de tudo isto. Vivemos tempos Gramscianos"
 
Foto: Mídia Ninja
Foto: Mídia Ninja
 
Por Leandro A. 
 
 
Se analisarmos todos os "cambios" de governo pelo qual nosso país passou desde a abdicação de Dom Pedro I, sempre teremos um lado preparado para dar o bote em cima da fraqueza do outro. 
 
O fato novo desta crise é o exterminio dos dois blocos de divisão de poder e o cisma na sociedade brasileira. O pêndulo não tem impulso para se mover. Se assim não fosse, diante da gravidade da situação, teríamos uma frente ampla, com os políticos que restaram, os empresários de vanguarda e a sociedade civil. Mas assitimos ao contrário. O empresariado está contaminado por ranço antipestista, que confundem com qualquer proposta progressista ou outsider, a sociedade civil brasileira honra sua tradição de estar "deitada eternamente em berço esplendido". Apenas a grande ressalva que merece todo destaque: a classe artística. pelo visto a única que preservou o know how adquirido nos tempos de chumbo.
 
A mídia, não atrevo-me a comentar. Pois desde 2006 temos, abertamente, um partido político com assinantes e espectadores. Tornou-se uma besta fera, que provou do sangue e não consegue mais retomar o paradigma antigo.Banalizou-se o escandâ-lo a tal ponto, que vai demorar para que as redações deixem de pulsar pelo clima de denuncismo e policiamento, salvo se houver intervenção do fator imponderável e for imposta uma regulação efetiva.
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Na Uerj, crise financeira faz evasão de alunos dobrar

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Foto:Tania Rego/Agência Brasil
 
Jornal GGN - A grave crise financeira enfrentada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) fez a evasão de alunos dobrar no ano passado e também prejudica o interesses dos candidatos para o vestibular de 2018. 
 
Ruy Garcia Marques, reitor da universidade, afirma que houve uma diminuição nas inscrições no vestibular. “Até em casa, meu filho, de 16 anos, me diz que não sabe se quer ir para a Uerj", afirma. Para ele, levará tempo “para a gente recuperar a grandeza” do nome da universidade. 
 
A situação vivida pela Uerj é um reflexo da crise nas finanças do governo do Estado do Rio de Janeiro. Neste ano, o início das aulas foi adiada inúmeras vezes, e os alunos ainda estão cumprindo o calendário acadêmico do ano passado. Além disso, salários de técnicos e professores e o pagamento para os alunos bolsistas estão atrasados. 

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Opinião do Nassif: a guerra entre os poderes

Única saída contra o caos institucional brasileiro é um novo pacto para recompor o centro político; lideranças de todos os matizes abrir diálogo  

Até antes de se consolidar o golpe parlamentar que derrubou a presidente Dilma Rousseff se pensava que a Constituição Federal de 1988 com seu conjunto de regras, estabelecimento de pontos para o equilíbrio entre os poderes e formas de autorregulação, estava segura. Mas os últimos tempos subverteram essa tese e hoje o país vive um completo caos institucional.

Talvez exista um lado bom de tudo isso, que é conseguir, a partir da análise da crise brasileira, entender o real impacto dos desmontes institucionais em um país. Pouco antes do golpe, já era visível que faltava no Executivo - então ocupado por Dilma - um estadista forte. No decorrer do processo, verificamos que o Legislativo e o próprio Judiciário sofriam também com a ausência de Estadistas. 

Veja agora, por exemplo, a recente denúncia publicada pela revista Veja afirmando que o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, estaria sendo grampeado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Em um país de estadistas o presidente do STF convidaria o presidente da República para uma reunião em particular, para colocar tudo em pratos limpos. Entretanto, sem dar tempo para apurar a denúncia, a atual presidente do Supremo, Carmen Lucia, soltou uma nota declarando guerra entre os poderes. E, pouco tempo depois, nessa segunda (12), soltou uma nova nota afirmando que não se deve duvidar da palavra de um Presidente, se esquecendo que Temer omitiu da agência oficial, portanto mentiu, uma viagem que fez com o jato da JBS. 
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Temer distribui cargos e cria prazo para enterrar investigação sobre JBS

Foto: Lula Marques/PT

Jornal GGN - O governo Michel Temer já começou a esboçar um plano para fazer a investigação da força-tarefa da Lava Jato sobre o escândalo da JBS acabar em pizza. Segundo reportagem da Folha, a ação passa pela compra de votos na Câmara com distribuição de cargos e emendas parlamentares, além do estabelecimento de um cronograma de tramitação mais rápida. Por fim, Temer ainda pretende nomear para a Comissão de Constituição e Justiça um relator de sua confiança.

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Senado mantém Aécio e PSDB fica no governo Temer


Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Após a repercussão de que Aécio Neves (PSDB-MG) figura no quadro de senadores em exercício no painel da Casa e mantém seu gabinete funcionando normalmente com a atividade de auxiliares, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou que o Senado cumpra a decisão judicial de afastar o tucano do mandato. "Tempos estranhos", disse o ministro.
 
A notícia foi dada pela Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (12), de que o Senado ainda não havia cumprido a decisão de mais de vinte dias da Suprema Corte de afastar Aécio. O nome do parlamentar ainda aparece como senador em exercício na Casa e, apesar de presencialmente não comparecer, ainda mantém seu gabinete funcionando com técnicos e auxiliares.
 
"Enquanto não alterada a decisão judicial, ela tem que ser cumprida. Mas, como parece que nessa quadra é comum deixar-se de cumprir decisão judicial, tempos estranhos, tempos estranhos", disse o relator Marco Aurélio.
 
A posição de afastamento de Aécio deveria ser tomada pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que nos últimos dias apenas procurou esquivar-se dos questionamentos e pressões. Parlamentares da oposição já questionavam a falta do cumprimento da decisão do STF, mas Eunício não o fez.
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