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Crise

AO VIVO: Senado discute a admissibilidade de Impeachment da presidente Dilma

Jornal GGN - Comissão discute admissibilidade do impeachment. Após votação, caso aprovado, a presidente deverá ser informada e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, deverá assumir este processo. São mais de 60 senadores inscritos para falar. Os debates deverão seguir por todo o dia e também a noite com duas pausas de 1 hora: 12h e 18h. O GGN vai acompanhar os discursos. Os manifestantes serão divididos na Esplanada dos Ministérios, como ocorreu na votação da Câmara. A votação é por maioria simples, ou seja, terá que ter 40 votos mais 1.

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Contradições sobre o Programa Farmácia Popular, por Rui Daher

Contradições sobre o Programa Farmácia Popular, por Rui Daher

Em junho de 2013, escrevi em meu blog na Terra Magazine, de Bob Fernandes, logo republicado neste GGN, o artigo “O sistema ‘Farmácia Popular´ fora do ar”. https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-sistema-farmacia-popular-fora-do-ar-por-rui-daher

Vejo que o tema volta à seriedade “Estadão” do “Jornal de todos os Brasis” e abandono as galhofas, agora exclusivas em minha página do Facebook, para, a propósito dos vários desacatos ao País feitos pelo ilegítimo governo de Michel Temer, transmitir e-mail que recebo do leitor Eduardo S., sobre o assunto.

Aí vai, com algumas permissividades editoriais minhas:

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Imagens

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Fabricando uma delação: contradições e pressão por uma delação envolvendo Lula

do Lula.com.br

Fabricando uma delação: contradições e pressão por uma delação envolvendo Lula

Nesta quinta-feira (20), o sócio e ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso em Curitiba, prestou um depoimento no qual muda completamente o que vinha dizendo desde sua prisão, em novembro de 2014. Segundo a imprensa, as novas alegações fazem parte de um acordo de delação que ele e a empresa OAS estariam fechando com o Ministério Público. Uma pré-condição para esse acordo seriam afirmações que incriminassem Lula no processo que envolve a apuração da propriedade de um apartamento no Guarujá. Léo Pinheiro não apresentou provas, mas cumpriu com uma parte do script.

Léo Pinheiro é um depoente condenado a 26 anos de prisão em outro julgamento. Sua negociação com os procuradores para reduzir sua sentença é pública e documentada.

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Caso Odebrecht: Por que voltam a atacar Lula e sua biografia

Foto: Ricardo Stuckert

Perguntas e Respostas

O ex-presidente Lula está mais uma vez no centro de intenso bombardeio midiático. Na liderança do ataque, o Jornal Nacional da Rede Globo divulgou 40 minutos de noticiário negativo em apenas 4 edições. Como vem ocorrendo há mais de dois anos, Lula é alvo de acusações frívolas e ilações que, apesar da virulência dos acusadores, não apontam qualquer conduta ilegal ou amparada em provas. Desta vez, no entanto, além de tentar incriminar Lula à força, há um esforço deliberado de reescrever a biografia do maior líder popular da história do Brasil.

Os depoimentos negociados pelos donos e executivos da Odebrecht – em troca da redução de penas pelos crimes que confessaram – estão sendo manipulados para falsificar a história do governo Lula. Insistem em tratar como crime, ou favorecimento, políticas públicas de governo voltadas para o desenvolvimento do país e aprovadas pela população em quatro eleições presidenciais.

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A importância de matar o mito, por Alexis Prieto


Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Por Alexis Prieto

Comentário à publicação "O assalto ao poder e os Macunaímas do Supremo, por Luís Nassif"

Bastaria que o Robin Hood tivesse pegado algum dinheiro para enriquecimento próprio para que a história medieval que conhecemos fosse desacreditada, e para que muitos senhores ingleses pudessem dormir melhor nestes últimos 500 anos e os anos que virão.

Hoje, para a elite brasileira, é fundamental prender o Lula e matar o mito. Quanto menor e brega seja o delito, mais ordinário o Lula será apresentado perante a sociedade, como um batedor de carteira, um aproveitador de sobras, um catador de restos de banquetes, ou seja, delitos que o "povo" entende claramente como tais. O apartamento do Geddel na Bahia é perdoável para as elites, pois demonstra bom gosto e articulação, mas não assim aquele apartamento brega em Guarujá.

Pela cultura brasileira, o povão convive e tolera elites ricas, elegantes, articuladas e espertas, mas não perdoa ladrão de galinha dentro da sua comunidade. Assim também a “justiça”, como fez com aquela mulher que roubou um pote de manteiga em supermercado e ficou 6 meses na cadeia.

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Temer ironiza Eduardo Cunha, após ex-deputado confirmar delação da Odebrecht


Foto: Agência Câmara
 
Jornal GGN - Após ser acusado por seu ex-aliado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), de ter agendado e organizado uma reunião para um pedido de propina, em 2010, já delatado antes por executivos da Odebrecht, Michel Temer preferiu não se manifestar e desejou "a maior felicidade" para Cunha.
 
Nesta segunda-feira (17), Cunha reafirmou o teor das acusações que recaem sobre o mandatário: de que o próprio Michel Temer foi o responsável por "agendar diretamente" o encontro delatado, no ano de 2010, para o pedido de recursos do PMDB à Odebrecht. 
 
A manifestação de Eduardo Cunha ocorreu por meio de uma nota escrita diretamente do complexo penal de Curitiba, no Paraná, onde o ex-deputado está preso. O posicionamento foi emitido e divulgado por interlocutores próximos do deputado, após Temer afirmar em entrevista à TV Bandeirantes que não comandou a reunião.
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A Indústria de Petróleo e a Corrupção, por Marcelo Colomer

Enviado por Ronaldo Bicalho

A Indústria de Petróleo e a Corrupção

Por Marcelo Colomer

Do Blog Infopetro

“…o escândalo da Tampa do Bule como um todo – desde Fall, Doheny e Sinclair até Stewart – se encarregou de inculcar na mente do público uma imagem nefanda do poder e da corrupção do dinheiro do petróleo exatamente quando a Standard Oil Trust havia cessado de fazê-lo” (Yergin, D. 2010 pp. 243)

A passagem acima refere-se ao maior escândalo de corrupção envolvendo a indústria de petróleo norte-americana que ficou conhecido como o caso da Tampa do Bule[1]. Na década de 1920, os campos petrolíferos destinados a serem reservas estratégicas da Marinha americana foram arrendados para duas empresas privadas após uma série de manobras políticas pouco transparentes e, no mínimo, suspeitas.

A transação acima ocorreu durante o período em que Albert Fall foi Secretário do Interior dos EUA. Após sucessivas manobras políticas, Fall conseguiu transferir o controle das reservas estratégicas do Ministério da Marinha[2] para o Departamento do Interior. Posteriormente, o então secretário do interior arrendou as reservas da Armada, por meio de acordos extremamente favoráveis, a Harry Sinclair e Edward Doheny.

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Sem votos

O colapso do sistema político e os próximos passos do golpe, por Jeferson Miola

O colapso do sistema político e os próximos passos do golpe

por Jeferson Miola

O sistema político está colapsado; sua implosão é parte da estratégia da força-tarefa da Lava Jato. A política não está sendo dirigida pela própria política, no sentido abrangente do termo, porque não está sendo deliberada no âmbito da democracia, da eleição e da representação.

A política está sendo decidida pelos sem-voto; por aqueles não-investidos de mandato popular ou de representação partidária. A democracia representativa, já debilitada pela corrupção e pela ilegitimidade de um Congresso apodrecido, está com seu funcionamento perigosamente mais comprometido pelo hiper-ativismo jurídico na política.

Não se trata somente da judicialização da política; que é, em si mesmo, uma grave anomalia democrática; mas da preponderância nociva das corporações jurídicas sobre a política. Entenda-se por corporações jurídicasesferas do Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal [a polícia judiciária federal].

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Governo Temer manipulou dados de crescimento

Tudo o que a imprensa criticava – com razão – na manipulação dos índices estatísticos do governo Cristina Krischer, começa a ser praticado pelo governo Michel Temer.

Esta semana, o governo acenou com três boas notícias: a melhoria no índice PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) e PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), medidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central).

O fato foi saudado em manchetes de todos os jornais e ajudou a reforçar a ideia de que o país está à beira da recuperação, e esse movimento poderá ser comprometido pela não votação da reforma da Previdência.

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Em protesto contra reforma da Previdência, policiais invadem Congresso

 
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Fotos Lula Marques/Agência PT
 
Jornal GGN - Em protesto realizado nesta terça-feira (18) contra a reforma da Previdência, um grupo de policiais civis chegou a invadir a chapelaria do Congresso Nacional, com tumulto, vidraças quebradas e gás de pimenta. 
 
De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, cerca de mil manifestantes estavam no gramado em frente à sede do Poder Legislativo. Uma parte dos participantes do ato desceu até a chapelaria, que serve e acesso a visitantes e parlamentares, tentando entrar no prédio. A Polícia Legislativa usou spray de pimenta e bombas para dispersar os manifestantes. Até o momento, não há registro de feridos.
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Aécio pulverizou pagamentos em contas no exterior, diz delator

do The Intercept

Aécio pulverizou pagamentos em contas no exterior, diz delator

por Breno Costa, Reinaldo Chaves e Rodrigo Menegat

O ENTÃO GOVERNADOR DE Minas Gerais Aécio Neves, o empresário Alexandre Accioly e o jornalista Diogo Mainardi (que nega este relato) jantavam no restaurante Gero, um dos mais conceituados do Rio de Janeiro, em algum momento entre o fim de 2007 e começo de 2008. No mesmo salão, mas em outra mesa, estava um velho conhecido de Aécio, Henrique Valadares, então diretor da área de energia da Odebrecht. Valadares achava normal encontrar o mineiro em Ipanema, onde o tucano se habituara a passar seus finais de semana quando era governador.

Isso já faz quase dez anos, mas o representante da Odebrecht diz não se esquecer desse dia até hoje. É que, dias depois, o ex-diretor de Furnas e homem de extrema confiança de Aécio no setor elétrico Dimas Toledo procurou Valadares no escritório da Odebrecht na Avenida Pasteur, no Rio. Não era a primeira vez dele ali, nem seria a última. Dimas levava consigo um pedaço de papel com algumas informações sobre dados bancários. Era uma conta bancária em Cingapura, identificada como “Accioly”.

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Temer nega articulação com Lula e Fernando Henrique

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Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - Em entrevista para uma rádio de São Paulo, o presidente Michel Temer negou que esteja costurando um acordo com os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva para amenizar os efeitos da Operação Lava Jato na política brasileira. 
 
Matéria da Folha de S. Paulo publicada na última quinta-feira (13) afirmava que Lula, FHC e Temer estariam articulam um “pacto por sobrevivência política”. De acordo com a reportagem, aliados dos líderes estariam discutindo medidas para limitar a operação e impedir que o grupo formado por PSDB, PT e PMDB seja “exterminado” até 2018. 

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‘Divórcio entre políticos e cidadão é permanente’, diz pesquisador

Distanciamento entre duas classes nunca foi tão amplo; País precisa de uma nova repactuação, analisa Renato Meirelles  

Distanciamento entre cidadãos e classe política nunca foi tão amplo; País precisa de uma nova repactuação, analisa Renato Meirelles

 
Jornal GGN – Os brasileiros vivem um momento de descontentamento político sem precedentes na história, em um quadro onde o pacto entre a classe política e a classe popular só será possível com a mudança do sistema de governo. Essa é a avaliação do pesquisador Renato Meirelles, com base nos novos dados da pesquisa “O Brasileiro e a política”, promovida pelo Instituto Locomotiva em parceria com a eCGlobal. 
 
Para 64% dos entrevistados, a democracia é o melhor regime de governo; porém 51% acreditam que o país estaria melhor se não existisse nenhum partido. E mais, 64% afirmam que para melhorar dependem de si próprios, e 45% confiam “na fé em Deus”, reforçando que os brasileiros estão, cada vez mais, esperando menos de um governo.
 
O distanciamento entre a população e os políticos, no Brasil, sempre existiu. Entretanto Meirelles ressalta que o espaçamento nunca foi tão grande e isso se deve a vários fatores que ocorreram nos últimos anos. Um deles é a popularização da internet: em dez anos surgiram 54 milhões de novos internautas. 
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Escândalo da Petroquímica de Suape, a ‘Pasadena’ de Temer, por Mauro Santayana

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Foto: Divulgação

Da Rede Brasil Atual

 
Comprar empresa fora – expandindo nossa influência no mundo – é escândalo. Repassar aos gringos empresa brasileira moderna, ao preço de cinco dias de faturamento, é a coisa mais normal do mundo
 
por Mauro Santayana, para Revista do Brasil

Após a derrota de sindicatos – que deveriam ter insistido, em todo o país, com novas ações – o Judiciário acabou autorizando a escandalosa venda da Petroquímica Suape e da Citepe, de Pernambuco, a mexicanos pelo equivalente ao valor de pouco mais de cinco dias de seu faturamento.  

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País golpeado: retrocessos marcam um ano de aceitação do impeachment

Multidão foi ao Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, acompanhar votação na Câmara e prestar apoio à então presidenta Dilma (Foto DANILO RAMOS/RBA)

Impeachment

da Rede Brasil Atual

País golpeado: retrocessos marcam um ano de aceitação do impeachment

Para movimentos sociais e analistas, processo de impedimento iniciado na Câmara pretendia levar ao poder um governo que pudesse promover medidas que jamais seriam aprovadas nas urnas

por Sarah Fernandes e Gabriel Valery

São Paulo – O dia 17 de abril de 2016 entrará para a história como uma data controversa. Foi naquele domingo que a Câmara dos Deputados votou pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), eleita em 2014 com 54,5 milhões de votos. Encorajado por uma série de manifestações populares fomentadas pela mídia tradicional, o plenário aprovou “por Deus, pela pátria e pela família”, o encaminhamento do processo para o Senado, após nove horas e 47 minutos de sessão. O motivo principal, mais que o suposto crime de responsabilidade do qual Dilma foi acusada, era levar ao poder um governo que aplicasse um pacote de retrocessos que jamais seria aprovado nas urnas, como defendem movimentos sociais e analistas.

Pelas acusações, Dilma teria cometido crime de responsabilidade por ter assinado decretos de créditos suplementares e cometido as chamadas "pedaladas fiscais". O debate foi árduo, visto que as práticas foram utilizadas por governos anteriores, bem como por diferentes estados. Argumentos à parte, naquele 17 de abril os tais "crimes" foram pouco citados durante a sessão.

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