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Crise

AO VIVO: Senado discute a admissibilidade de Impeachment da presidente Dilma

Jornal GGN - Comissão discute admissibilidade do impeachment. Após votação, caso aprovado, a presidente deverá ser informada e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, deverá assumir este processo. São mais de 60 senadores inscritos para falar. Os debates deverão seguir por todo o dia e também a noite com duas pausas de 1 hora: 12h e 18h. O GGN vai acompanhar os discursos. Os manifestantes serão divididos na Esplanada dos Ministérios, como ocorreu na votação da Câmara. A votação é por maioria simples, ou seja, terá que ter 40 votos mais 1.

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A luta de classes e o aprofundamento da crise econômica, por Marcio Pochmann

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Foto: Beto Barata/PR

Da Rede Brasil Atual

 
Política de austeridade do governo Temer enfraquece a classe trabalhadora e não garante a sustentação dos lucros pelo desenvolvimento do sistema produtivo
 
por Marcio Pochmann
 
O Brasil segue governado por aqueles que já morreram. Ao invés de cometer erros novos, os governos insistem na repetição dos mesmos equívocos do passado. Exemplo disso pode ser encontrado na predominância da interpretação da crise que abala a economia nacional e orienta a ação do governo Temer.
 
Como se sabe, o país vive uma longa fase de estagnação de sua renda per capita. Entre 1981 e 2016, o rendimento médio do brasileiro subiu 0,6% como média anual, ao contrário de 4,4% no período de 1945 a 1980.
 
Embora interrompida brevemente nos governos liderados pelo PT, a explicação predominante aceita pelos midiáticos analistas econômicos e ministros da Fazenda de plantão desde os anos neoliberais iniciados em 1990 tem sido a de que a queda na taxa de exploração capitalista da força de trabalho resulta na desaceleração dos ganhos de produtividade. Isso porque a elevação na massa de rendimento do trabalho termina por esmagar os lucros empresariais, desincentivando os investimentos produtivos.
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No RJ, quase metade dos servidores estão com salários atrasados

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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Na última sexta-feira (21), servidores da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro receberam os salários de maio, com mais de dois meses de atraso. Entretanto, eles ainda estão sem receber os valores do mês passado e o 13º salário de 2016. 
 
Segundo a Secretaria de Fazenda, 204.579 funcionários estaduais, quase metade do total de servidores, ainda não receberam o salário de maio integralmente. Os vencimentos de junho estão atrasados para 216.127 trabalhadores, incluindo ativos, inativos e pensionistas. No total, o Rio deve cerca de R$ 1,06 bilhão para os servidores.
 
Na área da saúde, os servidores receberam somente R$ 550 relativos ao mês de maio. Já os funcionários ativos da educação do Departamento de Ações Socio-Educativas (Degase) estão com os salários de maio e junho em dia, além dos servidores ativos, inativos e pensionistas da segurança – incluindo policiais militares e civis, bombeiros, agentes penitenciários e demais funcionários das secretarias de Segurança e Administração Penitenciária e órgãos vinculados.

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Setor elétrico: o desastre anunciado

Do Instituto Ilumina

Por Ronaldo Bicalho

Diante da ameaça de uma nova reforma do setor elétrico cabe lembrar que, assim como o futebol, o setor elétrico não aceita desaforo. Tal qual a bola, o KW pune. Como um enigma, o setor elétrico atravessou os tempos devorando aqueles que não foram capazes de decifrá-lo. Leia mais »

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A mudança de posição do TCU sobre os créditos adicionais suplementares, por Marcus Filgueiras

A mudança de posição do TCU sobre os créditos adicionais suplementares (após o Acórdão nº 2461/2015)

por Marcus Filgueiras

Os créditos adicionais suplementares são acréscimos ao orçamento originariamente aprovados pelo Poder Legislativo, de forma a reforçar uma dotação de despesa que se revelou insuficiente no curso da execução orçamentária. A abertura de tais créditos exige não só a indicação da correspondente fonte do custeio, bem como a compatibilidade com a meta fiscal.

O tema sofreu recente alteração de intepretação, especialmente com relação à análise que envolve a sua compatibilidade com a meta fiscal.

O novo entendimento foi consolidado no âmbito do TCU por meio do Acórdão nº 2461/2015, no processo TC 005.335/2015-9. A questão também foi debatida no recente julgamento do impeachment. Os seus principais atores expuseram argumentos inegavelmente jurídicos, ainda que por vezes viessem lançados no bojo da retórica política. Parte da tese do TCU foi utilizada pelo Senado de forma a consumar o impeachment da então Presidente Dilma Roussef.

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A história está sendo implacável com os golpistas, diz Dilma

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

da Revista Fórum

A história está sendo implacável com os golpistas, diz Dilma

Em  aula inaugural em universidade na Paraíba, ex-presidente aponta que motivos do golpe estão cada vez mais claros, entre eles a necessidade de estancar investigações na Lava Jato e botar o Brasil de novo no rumo das políticas neoliberais de Collor e FHC. Assista vídeo

Por Redação 

A ex-presidente Dilma Rousseff deu aula inaugural em universidade na Paraíba no último sábado e afirmou que, um ano depois, a história já está sendo implacável com os golpistas, como Michel Temer e Aécio Neves, que disseminaram o ódio e estão sendo vítimas dele e que o golpe está comprovado. “Aquela discussão que enfrentamos durante todo o ano em 2016 e metade de 2017, se houve ou não um golpe parlamentar, saiu do terreno da especulação e está no terreno dos fatos. É inquestionável hoje que foi dado um golpe”, concluiu.

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“Com o Supremo, com tudo” não é crime, conclui Polícia Federal

Jornal GGN – O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu da Polícia Federal (PF) relatório que descarta possível obstrução da Justiça por parte dos senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, do PMDB, e do ex-senador José Sarney. Segundo a PF eles não intentaram atrapalhar as investigações da Lava Jato.

O relatório foi enviado no dia 21 para o STF, com o entendimento que, a conversa entre os políticos com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, não configuraram crime.

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Em época de convulsão política por que ainda precisamos falar de futebol?, por Vinícius Canhoto

Foto Maracanã-Biblioteca Nacional

Em época de convulsão política por que ainda precisamos falar de futebol?

por Vinícius Canhoto

Resumo: este artigo pretende discutir alguns aspectos culturais e políticos presentes no futebol, mas que representam valores e a visão de mundo de uma determinada classe social.

A tese da “grande vitrine”

Há algumas semanas um dirigente do São Paulo F. C., ao responder de forma franca sobre a constante e ininterrupta venda de jogadores de sua agremiação para o mercado internacional, criou a tese da “grande vitrine”. O argumento do dirigente era simples: o SPCF é a maior vitrine do futebol brasileiro, por isso, vende mais e melhor seus jogadores.

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O cartola, por Vladimir Aras

do blog do Vlad

O cartola

por Vladimir Aras


Ricardo Teixeira é oficialmente procurado pela Justiça espanhola pra responder por crimes que teria praticado no exterior.

Havendo ou não tratados, brasileiros natos não podem ser extraditados, por expressa proibição constitucional.

Países que se recusam a extraditar seus cidadãos devem cumprir a regra "aut dedere aut iudicare", isto é, extradite ou julgue.

Teixeira será mais um brasileiro acusado de crime no exterior a enfrentar uma investigação ou processo penal na jurisdição brasileira.

Já que a via da extradição está interditada, o Ministério Público Federal negociará com as autoridades judiciais e do Ministério Público da Espanha a transferência do procedimento penal ao Brasil, com base no tratado de assistência penal entre os dois países e no princípio da reciprocidade.

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67 dias e 67 noites de uma delação, por Joesley Batista

Foto CartaCapital

Jornal GGN – O empresário Joesley Batista, que balançou a República no pós-impeachment sem crime de Dilma, usou espaço na Folha para se posicionar quanto à sua participação em delação premiada, o julgamento público a que passa e os motivos que o levaram ao ato. Para ele, a delação o tornou um novo homem, renascido para trilhar um novo caminho, sem elos com a corrupção.

E tem mais. Diz que suas ações foram pensadas como forma de voltar ao rumo certo dentro das diretrizes da família e também como forma de preservar suas empresas e os 270  mil empregos que gera. Diz que foi para os Estados Unidos para proteger sua família e critica duramente os políticos que sempre se beneficiaram com recursos da J&F e que hoje passaram a criticá-lo, mentindo inclusive.

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Em "transações fora do padrão", Temer comprou R$ 18 milhões em imóveis de Yunes

Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

Jornal GGN - Cheia de dedos, Veja publicou na edição impressa deste final de semana que Michel Temer comprou "alguns dos bens mais valiosos" da família presidencial de José Yunes, investigado na Lava Jato por supostamente ter operado propina ao peemedebista. A publicação ressaltou que as negociações não aparentam ter sido ilegais, mas nem sempre ocorreram dentro do "padrão convencional". O GGN foi o primeiro a denunciar o caso, em fevereiro passado.

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Governo tem dificuldades para bancar fundo que paga o seguro-desemprego

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Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília
 
Jornal GGN - Por meio de nota técnica, o governo admitiu que tem dificuldades em bancar os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) que são utilizados para pagar o seguro-desemprego e o abono salarial. 
 
A nota técnica foi elaborada pela equipe econômica e enviada para o deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), relator aa Medida Provisória que pretende alterar a taxa de juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) que remunera o FAT. 
 
A nova taxa proposta pelo governo, chamada de Taxa de Longo Prazo (TLP), acompanharia os índices das NTN-Bs, títulos públicos atrelados à inflação. Em entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, afirmou que a taxas seria “mais nervosa” que a atual e prejudicaria a previsibilidade de quem pretende tomar empréstimos.

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BNDES é autorizado a comprar ações de empresa de saneamento do Rio de Janeiro

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Foto: André Telles/Governo do RJ
 
Jornal GGN - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi autorizado pelo presidente Michel Temer a comprar ações da empresa de saneamento do Rio de Janeiro, a Cedae. As ações serão compradas pelo valor de R$ 3 bilhões e o objetivo é socorrer as finanças do governo do RJ.
 
A medida ainda vai ser analisada pelo BNDES, como o governo fluminense e com a própria empresa de saneamento antes de ser aprovada. O ministro Moreira Franco vai se reunir com o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e a diretoria do banco para debater a proposta. 
 
A ideia é que, através da BNDESPar, o banco compras as ações da Cedae e depois finalize a privatização da empresa. A aquisição acionária serviria como uma antecipação de fundos para que governo do RJ pague os salários de servidores e fornecedores. 

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Canções sobre um país injusto, por Claudio Santana Pimentel

Foto Divulgação documentário Os Donos da Rua

Canções sobre um país injusto

por Claudio Santana Pimentel

Muito se tem discutido, aqui no GGN, mas também em vários lugares, sobre porque razões o brasileiro comum permanece silencioso diante dos acontecimentos, especialmente nestes dois últimos anos, em que vê seus direitos serem vilipendiados ao mesmo tempo em que a democracia que garantia de alguma maneira esses direitos é . 

Superioridade moral? Cordialidade? Anestesia irreversível após anos submetidos ao tratamento midiático-midiótico dos grupos hegemônicos que controlam a comunicação? Servidão voluntária? Incompreensão da gravidade dos acontecimentos, mesmo daqueles que lhe atingem de maneira direta?

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66% das micro e pequenas empresas não pretendem investir, aponta SPC

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Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), boa parte dos micro e pequenos empresários brasileiros não pretendem fazer investimentos em seus negócios ou pegar empréstimos nos próximos meses.
 
O Indicador de Propensão a Investir teve uma ligeira queda em junho, ficando em 26,6 pontos, contra 27,2 pontos registrados em maio. No mesmo mês do ano passado, ele estava em 21,4 pontos.
 
A pesquisa mostra que 66% dos micro e pequenos empresários não pretendem fazer investimentos nos próximos três meses, sendo que 31% dos entrevistados citaram a desconfiança diante da crise como o principal motivo.
 
Outros 37% afirmam que não têm necessidade de fazer melhorias em seus negócios, 12% estão esperando o retorno de investimentos feitos recentemente e 10% reclamam da falta de crédito. 
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