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BRICS

A demissão de Paulo Nogueira Batista Jr e o cinismo autoritário, por Jonnas Vasconcelos

A demissão de Paulo Nogueira Batista Jr e o cinismo autoritário

por Jonnas Vasconcelos

Segundo a Folha de São Paulo, as opiniões políticas de Paulo Nogueira Batista Jr. publicadas em artigos de jornais foram usadaspelo governo brasileiro para provocar abertura de processo disciplinar por suposta violação de código de conduta, culminando no seu afastamento e, agora, no seu efetivo desligamento do cargo de Vice-Presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) – o “Banco dos BRICS”.

Tão impressionante quanto a ilegal demissão de Paulo Nogueira em virtude dessas alegações, é o cinismo na abordagem do assunto.

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A demissão de Paulo Nogueira e o “fim” dos BRICS, por Jonnas Vasconcelos

A demissão de Paulo Nogueira e o “fim” dos BRICS

por Jonnas Vasconcelos

Para surpresa de muitos, inclusive a minha, foi noticiado ontem (06/10/2017), pelo jornal Valor Econômico, que o Novo Banco de Desenvolvimento, também conhecido como “Banco dos BRICS”, afastou Paulo Nogueira Batista Jr. da função de Vice-Presidente. De acordo com a notícia, dois seriam os potenciais motivos: (i) alegação de assédio moral contra outro funcionário brasileiro do Banco e (ii) eventual quebra de dever contratual por ter feito comentários sobre a política interna de um país membro.

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A Nova Rota da Seda e o Brasil, por Adriana Erthal Abdenur e Robert Muggah

 

Sugestão de andre r st

do Le Monde Dilplomatique Brasil

EXPANSÃO COMERCIAL CHINESA

A Nova Rota da Seda e o Brasil

A China já é o principal parceiro comercial do Brasil. O Obor, embora tenha origem no país asiático, ultrapassa os limites do continente. No mínimo, é fundamental que atores brasileiros acompanhem de perto os debates e as iniciativas associadas

por Adriana Erthal Abdenur e Robert Muggah

A China já começou a refazer a globalização à sua imagem. O presidente Xi Jinping anunciou que o seu governo irá investir US$ 124 bilhões (o equivalente a R$ 418 bilhões) em uma nova iniciativa para interligar a China e o resto da Ásia a partes da Europa e da África através de infraestrutura física e digital. A iniciativa Cinturão e Rota (em inglês, One Belt One Road, ou Obor) teria como inspiração a histórica Rota da Seda, que interligava Oriente e Ocidente e contribuiu para o desenvolvimento de civilizações complexas em diversas partes da Eurásia. Apesar da alusão histórica, o Obor é um projeto moderno, idealizado em um mundo já interconectado, e é impulsionado por uma economia emergente que não esconde mais sua ambição de tornar-se uma potência global. Longe de ser uma simples plataforma de cooperação econômica transregional, é um ambicioso projeto geopolítico; caso venha a ser colocado em prática, terá efeito cascata em todo o mundo.

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Aos BRICS, Temer diz que economia brasileira já melhorou

Temer, ao lado de Vladimir Putin, da Rússia, participou de reunião dos chefes de estado dos Brics (Foto: Isac Nóbrega/PR)
 
Jornal GGN - Ignorando os altos índices de desemprego, a maior taxa básica de juros (14,25%), e a maior inflação acumulada em 12 meses (8,48%), Michel Temer afirmou em discursos para a Rússia, Índia, China e Africa do Sul que a economia brasileira já "começa a entrar nos trilhos". 
 
No encontro de cúpula dos Brics, Temer tentou convencer que o saldo é positivo, porque já é possível perceber a retomada da economia brasileira com o aumento na confiança dos investidores estrangeiros no país.
 
"Já começamos a colher os frutos. O Brasil começa a entrar nos trilhos. As previsões para a economia brasileira em 2017 já melhoraram. O Fundo Monetário Internacional estima o fim da recessão e a volta do crescimento do PIB brasileiro no próximo ano. A inflação tem cedido e, em setembro passado, tivemos o menor índice para o mês desde 1998. Já é possível verificar positiva reversão de expectativas, com decidida elevação nos níveis de confiança dos agentes econômicos", disse.
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O bom começo do Banco dos Brics, por Paulo Nogueira Batista Jr

Jornal GGN - Paulo Nogueira Batista Jr, economista e ex-diretor-executivo do FMI, analisa os avanços do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco dos Brics, do qual é vice-presidente. O NBD foi estabelecido em Xangai, em julho de 2015, e, 10 meses depois, a diretoria do banco aprovou a primeira leva de projetos, num total de US$ 811 milhões. A maioria deles está na área da energia renovável.

Batista afirma que o NBD está se configurando como um banco "verde": "A questão da sustentabilidade dos projetos apoiados está sendo e continuará a ser um dos focos fundamentais do NBD", afirma. Leia mais abaixo:

Do Zero Hora

 
Paulo Nogueira Batista Jr

O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) estabelecido pelo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) está avançando em ritmo acelerado. Queria falar um pouco hoje sobre o que conseguimos alcançar nos primeiros meses de existência da instituição. Bem sei que, em meio às convulsões que vive nosso país, será difícil conectar o interesse do leitor com tema tão específico e distante, mas vou tentar mesmo assim.

Quando cheguei a Xangai, em julho de 2015, estávamos começando praticamente do zero. Tínhamos o Convênio Constitutivo, assinado em Fortaleza um ano antes, e um andar praticamente vazio de um prédio no distrito financeiro de Pudong. Agora, em abril de 2016, apenas 10 meses depois, a diretoria do NBD aprovou a primeira leva de projetos do banco.

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BRICs regulamentam banco internacional

Os presidentes dos bancos centrais dos países do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – assinaram nesta terça-feira (7) um acordo para regulamentar a injeção de capital no Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também conhecido como Banco do Brics. O documento foi firmado em Moscou, onde ocorre a reunião do grupo das cinco principais economias emergentes do mundo.

Chamado de Acordo Inter-Bancos Centrais (ICBA na sigla em inglês), o acordo detalha procedimento e responsabilidade mútuas a serem adotadas pelos bancos centrais do Brics. O acordo regulamenta como cada país contribuirá com o capital autorizado de US$ 100 bilhões da nova instituição financeira, dos quais US$ 50 bilhões são definidos como capital inicial e deverão estar disponíveis assim que a instituição começar a funcionar.

Cada país do Brics fará um aporte de parte das reservas internacionais por operações de swap (trocas) a serem executadas pelos bancos centrais. Essas trocas de ativos seguirão as diretrizes, as responsabilidades e os procedimentos operacionais definidos no ICBA.

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Entra em vigor o Acordo do Novo Banco de Desenvolvimento

Jornal GGN - O governo brasileiro anunciou, como depositário do Acordo sobre o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), que todos os requisitos referentes ao depósito dos instrumentos de aceitação, ratificação ou aprovação do Acordo assinado em 15 de julho de 2014, na Cúpula de Fortaleza, foram cumpridos. O Acordo sobre o NDB entrou em vigor no dia 3 de julho e os signatários são, além do Brasil, a África do Sul, a China, a Índia e a Rússia, que compõem o BRICS.

O NDB norteará recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável no BRICS e em outras economias emergentes e países em desenvolvimento. Este é um mecanismo que tem por objetivo complementar os recursos de outros bancos multilaterais, regionais e nacionais de desenvolvimento, tendo em vista o hiato significativo de recursos destinados a projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável, e as crescentes necessidades por investimentos nessas áreas.

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BC chinês não acredita em novos estímulos para a economia local

Jornal GGN - O economista-chefe do Banco Central da China, Ma Jun, disse a um jornal local nesta segunda-feira (27) que não há necessidade de fortes estímulos à economia do país, apesar das pressões. Para ele, a situação do emprego no país é boa e um progresso por meio de ajustes estruturais já tem sido feito.

Segundo ele, as recentes reduções de taxas de juros e de compulsório pelo banco central foram para evitar o aperto passivo da política monetária e para manter uma política monetária neutra ou estável. E que mesmo que o crescimento econômico esteja sendo pressionado, a situação presente do emprego é boa, ajustes estruturais tiveram progresso positivo, o que dispensa a necessidade de complementos ou outras medidas.
 
A segunda maior economia do mundo cresceu ao ritmo mais lento em seis anos no primeiro trimestre de 2015 e a fraqueza em setores importantes sugeriram que a economia ainda está perdendo ímpeto em abril, aumentando as expectativas de que Pequim vai implementar mais medidas de suporte para evitar uma desaceleração mais forte.

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PMI da indústria chinesa contrai para mínima de um ano

 

Jornal GGN - A atividade industrial da China contraiu ao ritmo mais rápido em um ano em abril, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês). O preliminar caiu para 49,2 em abril, abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. Leia mais »

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Premiê admite que alcançar crescimento “não será fácil”

Jornal GGN - O premiê chinês Li Keqiang afirmou nesta quarta-feira (16) que não será fácil para seu país crescer 7% em 2015 – embora descarte desvalorização cambial para promover as exportações.

Em entrevista ao jornal Financial Times, o líder disse que a economia de seu país ainda está sob pressão e que não se pode contar com o declínio da moeda local para impulsionar os negócios com o exterior. Ele também alertou que a China não deseja ver importantes economias mundiais tropeçarem uma na outra para desvalorizar suas moedas, o que levaria o mercado global a uma nova guerra cambial.
 
Li contou ao jornal que, embora a China esteja exposta à deflação devido à queda dos preços globais de commodities, o país ainda não está em deflação, pelo contrário - deve comemorar um crescimento estável em seu mercado imobiliário, que receberá respaldo do governo contra as chamadas “bolhas”. 
 
Uma pesquisa realizada pela Reuters na Feira de Cantão no Delta do Rio das Pérolas, o maior evento comercial do país, apontou que 43% dos entrevistados – fabricantes chineses de pequeno a médio porte, de toda a sorte de produtos - disseram esperar uma recuperação das exportações dentro de seis meses. Outros 24% responderam que a baixa vai continuar por ao menos seis meses, e ainda outros 33% colocaram a previsão em mais de um ano.

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Depois de seis anos, China registra crescimento mais lento no 1º trimestre

Jornal GGN - E aconteceu o esperado anúncio: o Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 7% no primeiro trimestre em termos anuais, desacelerando ante os 7,3% no quarto trimestre de 2014. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (15) pela agência estatal de estatísticas.

Foi o crescimento no ritmo mais lento em seis anos. E a fraqueza em setores importantes sugere que a segunda maior economia do mundo ainda está perdendo força, intensificando a luta de Pequim para encontrar a receita política ideal para sustentar a atividade.
 
Medidas para sustentar o setor imobiliário e uma série de cortes nas taxas de juros e de compulsório parecem ter dado menos suporte à economia do que se esperava, levantando expectativas de mais estímulo em breve.

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Dilma defende maior cooperação entre o grupo do Brics para superar crise

Da Agência Brasil

Por Alex Rodrigues

A presidenta Dilma Rousseff defendeu, na noite desta sexta-feira (14), que os países que integram o grupo do Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - reforcem a cooperação para superar as atuais dificuldades econômicas mundiais. Durante reunião com os chefes de Estado do Brics, a presidente destacou que o quadro econômico mundial não melhorou conforme o ritmo previsto durante o último encontro do grupo, em Fortaleza (CE).

“Infelizmente, a situação da economia mundial não avançou muito desde julho. Chegamos ao final de 2014 vendo frustradas nossas expectativas iniciais de recuperação da economia mundial”, declarou Dilma. “Os países avançados não conseguiram uma recuperação consistente e o comércio internacional não cresce o suficiente para estimular os países emergentes. Pelo contrário. Estamos assistindo a uma queda do preço das commodities que sinaliza o enfraquecimento da economia internacional e vai comprometer a renda e o crescimento de alguns [países] emergentes”, completou a presidenta.

De acordo com Dilma, a queda no preço dascommodities - produtos primários com cotação internacional - reflete “uma reacomodação da economia mundial” às perspectivas de futura alta do dólar americano.

Defendendo a importância dos países avançados recomporem sua demanda interna aos níveis anteriores ao início da atual crise econômica mundial, “em vez de tentarem resolver seus problemas ampliando suas exportações”, a presidenta destacou a importância da aprovação de criação do Banco de Desenvolvimento do Brics e do Acordo Contingente de Reservas. “Fundamentais para potencializar nossa atuação econômica e financeira”, acrescentou.

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Para analista, a Alemanha planeja participar do BRICS

O analista financeiro Jim Willie categoricamente afirmou que a Alemanha está se preparando para abandonar o sistema unipolar apoiado pela NATO e os EUA e juntar-se às nações do BRICS, e por isso a NSA foi pego espionando Angela Merkel e outros líderes alemães.

Em entrevista à Greg Hunter, do blog USA Watchdog, Willie, um analista e PhD em estatística, afirmou que a verdadeira razão por trás do recente escândalo de espionagem da NSA, visando a Alemanha, é o clima de medo que ronda os Estados Unidos de que as potências financeiras da Europa estejam procurando fugir do inevitável colapso do dólar.

A entrevista de Jim Willie

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FMI e Banco Mundial reagem positivamente ao banco dos BRICS

Jornal GGN - O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM), nos quais EUA e Europa ainda têm o poder de decisão, parecem ter reagido bem à iniciativa de criação do Banco de Desenvolvimento com fundo financeiro dos Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul).
 
Segundo o FMI, os esforços de mobilização de recursos para infra-estrutura e desenvolvimento sustentável nos países em desenvolvimento são passos importantes.
 
 
Para a instituição, o acordo é apenas mais um instrumento financeiro a um grupo de países que, no entanto, não substitui a natureza abrangente do FMI e do Banco Mundial. A existência de bancos regionais de desenvolvimento ou bancos para financiar projetos e fortalecer seu comércio entre as nações, até o momento, não invalidou a importância das instituições internacionais.
 
Por outro lado, a falta de atenção dada pela grande mídia nos Estados Unidos parece demonstrar um certo ceticismo em relação à novidade. Os especialistas locais têm visto o projeto dos BRICS com cautela, alguns chegaram a declarar que " já viram isso antes". Outros pontos de discussão entre os economistas americanos são as duas décadas previstas para que o banco abra seus negócios a outras nações, bem como o que chamam de "gap estrutural"  entre a China, segunda maior economia do planeta, e as demais nações. Eles acreditam que, pelo poderio econômico, a China deverá controlar tudo e ter uma posição dominante no fundo.

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O interesse dos BRICS no Novo Banco de Desenvolvimento

Jornal GGN – A criação, pelos BRICS, do Novo Banco de Desenvolvimento está sendo tratada mundialmente como uma alternativa para os países em desenvolvimento ao FMI e o Banco Mundial. Para a jornalista Astrid Pranger, a situação não é exatamente essa, o Banco é um investimento rentável para os BRICS e a retórica antiamericana não torna a oferta menos imperialista.

Enviado por Nilva de Souza

BRICS: una oferta envenenada

Do DW

Astrid Pranger

Con la fundación de un banco de desarrollo y un fondo de divisas, el BRICS quiere salvar al mundo como alternativa a los norteamericanos. Sus gobiernos, sin embargo, tienen muy otros intereses, opina Astrid Prange.


 

Para muchos países en desarrollo, esas son prometedoras perspectivas. Al fin y al cabo, los programas de ahorro y las privatizaciones impuestas por el FMI cuando este concedía un crédito tuvieron a menudo devastadoras consecuencias.

El nuevo banco de los BRICS es, sin embargo, una oferta envenenada. Los créditos de Shangái para la ampliación de la infraestructura en países en desarrollo son una redituable inversión para los países del BRICS, algunos de los cuales disponen de considerables reservas de divisas. Sus nuevos bancos no son antiamericanos, sino, por el contrario, un espejo del FMI y el Banco Mundial.

El sueño del BRICS de crecimiento económico ilimitado con créditos del nuevo banco de desarrollo recuerda fatalmente a los años 80. Enormes represas, centrales atómicas, puentes y carreteras: el Banco Mundial financió grandes proyectos, de los que se beneficiaron sobre todo grandes transnacionales, pero no la población. Los créditos hicieron aumentar a menudo la deuda externa de los países. Es posible que el banco del BRICS lleve a una nueva edición de esos problemas.

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