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Arte Popular

22 de agosto, Dia do Folclore Nacional

Jornal GGN - É entre lendas, brincadeiras, crenças, danças, músicas e literatura que se comemora o Dia do Folclore Nacional, no 22 de agosto. A mescla de costumes, que dá cor e sabor à cultura popular brasileira, passou a ser comemorada em 1965, quando o Congresso Nacional Brasileiro oficializou a data, viabilizando a passagem folclórica entre as gerações.

Saci-pererê, Iara, Mula sem Cabeça, Lobisomem, Curupira, Boto e Boitatá, encantam um universo de contos que fazem a cabeça da garotada. Na literatura, os cordéis evidenciam a linguagem folclórica, além das adivinhações, provérbios, piadas, trava-línguas e parlendas. Leia mais »

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Políbio Alves, paraibano de Cuba, por Aderaldo Luciano

Políbio Alves, paraibano de Cuba

por Aderaldo Luciano

Morando na mesma cidade e convivendo com amigos em comum, nunca pude abraçar Políbio Alves, o poeta que aguçou meus sentidos a partir de 1982. Naquele ano, por sorte mesmo, completei meus 18 anos. Voltava de Sergipe para visitar minha mãe e ao mesmo tempo fugir ao alistamento militar obrigatório no Tiro de Guerra. Era a cidade de Propriá, lavada pelo Rio São Francisco, visitada pelo calor, em cujas mesas o peixe surubim, malhado como uma rês, bigodudo como um vilão do cinema, fazia vez. Nasci e sustentei-me na vida em Areia, espinhaço da Borborema, brejo frio e chuvoso, ventanias e canaviais.

O mês de fevereiro acelerava-se e havia a expectativa do famoso Festival de Artes. Desde os 10 anos que minhas visitas às bibliotecas, meu desempenho no Colégio Estadual, minha irreverência, um violão desesperado e um certo ar de contraventor criaram uma certa distância entre nós, eu e a mesmice da terra. Até que veio o Festival e ganhei de algum figurão a complacência de alguns livros, entre eles a antologia Carro de Boi, coordenada por Juca Pontes. Já pude testemunhar o valor dessa antologia para nós, os meninos desnorteados fingindo sermos poetas numa terra árida de poesia e diálogo. Leia mais »

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Nando Poeta: cordel e crítica social, por Aderaldo Luciano

Nando Poeta: cordel e crítica social, por Aderaldo Luciano

Nando Poeta tem resgatado uma tradição muito presente na trajetória histórica do cordel brasileiro: a crítica social e o denuncismo político. Foi assim com Leandro, o pai do cordel: embora sua face mais conhecida seja a de contador de histórias, é na observação preciosa do dia a dia da cidade do Recife onde planta sua independência e competência poética. Esquecida nos recantos de um quarto escuro historiográfico, os que tentam desencorajar os escritos engajados jogam mais fuligem sobre ela para que seja consumida pela omissão. Mas ela está viva e grita. Em A Seca do Ceará:

O governo federal
Querendo remia o Norte
Porém cresceu o imposto
Foi mesmo que dar-lhe a morte.
Um mete o facão e rola-o
O Estado aqui esfola-o
Vai tudo dessa maneira
O município acha os troços
Ajunta o resto dos ossos
Manda vendê-los na feira. Leia mais »

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O cordel dita o ritmo e o poeta precisa saber dançar, por Aderaldo Luciano

​O cordel dita o ritmo e o poeta precisa saber dançar

por Aderaldo Luciano

Quando comecei a escrever sobre o "ritmo" no cordel, tomando como baliza teórica as anotações de Emile Benveniste, para quem "fluir" é o termo mais completo e mais misterioso para definir "ritmo", utilizando a observação grega sobre as ondas do mar, alguém solicitou-me um exemplo prático. Eis aí o exemplo. As quatro primeiras estrofes de O Caçador Sertanejo, de João José da Silva, usa e abusa dessa prerrogativa. Se João José acreditasse que o ritmo seria adquirido apenas pela presença da boa métrica e da boa acentuação, ou de elementos "matemáticos", precisos, exatos, talvez não tivesse construído versos com tamanha fluidez. Observemos a estrutura iniciada no terceiro verso da primeira estrofe e acutilada no segundo verso da quarta estrofe.

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Maracatu, pra mim e pra você, por Matê da Luz

Maracatu, pra mim e pra você

por Matê da Luz

O maracatu é uma expressão cultural também chamada de dança folclórica que tem início datado do século XVIII, a partir da miscigenação cultural das culturas portuguesa, indígena e africana. Especialmente e essencialmente, porém, o maracatu é uma expressão de resistência que, por meio do louvor aos reis congos, pontua que os negros também têm sua corte, e ela batuca e mexe com a alma do povo.

Existem dois tipos de maracatu: o de baque virado, que tem como base as nações; e o baque solto, o maracatu rural. As principais diferenças entre estes dois é a origem e o instrumento principal de condução: o baque virado tem origem nas religiões africanas, especialmente o candomblé e seus orixás e encontra nas alfaias a potência de condução, enquanto o baque solto tem sua raízes nas religiões afro-brasileira, com forte presença dos caboclos e pretos-velhos, e tem nos chocalhos (surrão) a pontuação do ritmo frenético de suas melodias. Leia mais »

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Tradição e atualidade no São João da Bahia

Participam da grande festa gratuita artistas como Targino Gondim, Luan Santana, Saulo, Pablo, Estakazero, Aviões do Forró, entre outros. E ,para os turistas, o receptivo junino começa no aeroporto e na rodoviária, com grupos de forró

foto: Divulgação/ GOVBA

Jornal GGN - As comemorações juninas do interior baiano este ano desembocam na capital, Salvador. Entre os dias 22 de 24 de junho, de quinta a sábado, toda a população poderá curtir o São João da Bahia, com atrações e artistas que se dividem entre os palcos montados no Centro Histórico e no Subúrbio Ferroviário da cidade. Os três dias de festa são promovidos pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Bahiatursa).

Ao todo serão 50 atrações, que se dividem pelos palcos montados no Largo do Pelourinho, no Terreiro de Jesus e no Cruzeiro de São Francisco. Já no Subúrbio, a festa acontece na praça João Martins, em Paripe. A programação terá uma mescla de tradição e atualidade com artistas como Adelmário Coelho, Flávio José, Geraldo Azevedo, Dorgival Dantas, Targino Gondim, Luan Santana, Saulo, Pablo, Estakazero e Aviões do Forró.

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Os feitos da Associação Cultural Cachuera!, por Walnice Nogueira Galvão

Foto - Divulgação

Os feitos da Associação Cultural Cachuera!

por Walnice Nogueira Galvão

Acaba de ser lançada a última publicação da Associação Cultural Cachuera! Vem completar uma linha editorial que já trouxe uma contribuição notável, cobrindo a música popular tradicional brasileira. O presente volume, um conjunto de livro + CD + DVD, intitula-se Batuque de umbigada : Tietê, Piracicaba e Capivari – São Paulo, acrescentando-se aos anteriores que também tratavam de manifestações desse tipo no Sul-Sudeste brasileiro, às vezes com incursões para rumos mais distantes.

A Associação, que é dedicada aos estudos e à difusão dos folguedos tradicionais, tem como diretor o concertista e etnomusicólogo Paulo Dias. Na sede em São Paulo dão-se eventos de jongo, congo e marujada. Seus integrantes já fizeram uma série de programas na Rádio Cultura e gravaram em campo a Coleção Documentos Sonoros Brasileiros, constando de vários CDs, dedicados ao congado mineiro, aos batuques, às caixeiras, aos sons do sertão de Minas Gerais, aos cristãos e mouros, às brincadeiras paulistas, à musica dos quilombos. De Sergipe trouxeram o DVD Lambe Sujo – Uma ópera dos quilombos. E muitas maravilhas mais.

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O carnaval da macumba na avenida do samba, por Matê da Luz

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Por Matê da Luz

Se ainda há profusão de bloquinhos nas ruas, ainda é tempo de escrever sobre o carnaval 2017. 

A essa altura vocês já devem ter percebido meu apreço pelas macumbas, todas elas. Daí assistir pela TV o movimento das escolas de samba tanto de São Paulo quanto do Rio de Janeiro em torno dos Orixás, das mandingas e do incrível mundo invisível, ai, isso tudo foi muito maravilhoso pra mim. Por inúmeras razões, mas especialmente porque acredito que o encantamento, quando bem utilizado, pode ser uma forma linda de dissipar informação e, quando as pessoas conhecem as práticas das outras, fica mais difícil de criticar ou agredir. Sim, é assim que eu penso, é assim que eu faço. 

De todas as escolas, a que mais me comoveu foi a União da Ilha, que enalteceu os N'kisis, como são conhecidos os orixás na Nação Angola, uma das mais tradicionais do candomblé. Vi, revi e ainda verei muitas vezes a apresentação, que começa assim.  O orixá Tempo é um dos meus favoritos por andar junto, bem juntinho, da minha mãe Iansã e, também por essa ligação gostosa com ele, o desenvolvimento do enredo da escola me tocou.

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Carnaval de rua de São Paulo é mais diverso e menos tradicional, por Augusto Diniz

Carnaval de rua de São Paulo é mais diverso e menos tradicional

por Augusto Diniz

A consolidação do carnaval de rua de São Paulo se mostra uma folia marcada pela diversidade de gêneros musicais, com ligação menos estreita às expressões e referências tradicionais da festa de Momo.

Embora no carnaval paulistano existam bandas carnavalescas e grupos afros, alguns antigos outros mais recentes, onde exaltar a herança cultural do carnaval seja algo sagrado, com marchas e sambas predominando no repertório, o que se vê mais por aí são blocos de celebração às diversas divisões da música, seja brasileira ou de fora, com pouca relação ao legado da manifestação popular.

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É Carnaval: Frevo!

Enviado por Almeida
 

É na ponta do pé e no calcanhar...
Pisando em brasas!

Companhia de Danças Giselly Andrade
 
 
 
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No Carnaval do Rio, a luta continua

Enviado por Alfeu

A Esquerda em blocos cai na Folia com...

Prata Preta

Comuna Que Pariu

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Fora Temer, Carnaval 2017

por Mara L. Baraúna

Uma seleção das marchinhas para este carnaval

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Maioria das pichações em SP registra nome do pichador, por Paulo Henrique Fernandes Silveira

Intervenções apontam para a necessidade de expressão entre jovens da periferia silenciados pelo sistema

 
 
A maior parte das pichações de SP não trazem frases e ideias inspiradoras. Elas apenas registram o nome do pichador
 
Paulo Henrique Fernandes Silveira*
 
Como foi amplamente debatido pela imprensa e pelas redes sociais, uma das primeiras ações do programa “São Paulo Cidade Linda”, da atual administração municipal, foi passar tinta cinza nos grafites e pichações, a exemplo do painel criado por artistas e ativistas na Avenida 23 de Maio. O prefeito de São Paulo colocou em prática uma das propostas defendidas em sua campanha eleitoral.
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Monobloco deve arrastar 70 mil foliões em SP neste domingo

Cantora Emanuelle Araújo se apresenta como Rainha da Bateria junto do cantor B Negão

 
Jornal GGN - O grupo carnavalesco Monobloco, que reuniu no ano passado 60 mil pessoas no pré-carnaval da capital paulista, promete juntar neste domingo (19) 70 mil foliões.
 
O bloco, fundado há 17 anos no Rio de Janeiro, iniciou a concentração na região do Parque do Ibirapuera, na zona sul, e este ano homenageia os blocos de rua com a participação da cantora Emanuelle Araújo como Rainha da Bateria e do cantor B Negão.
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Douglas Germano: Bateria é o 'RG' da escola de samba e bloco não é prestação de serviço, por Augusto Diniz

Douglas Germano: Bateria é o 'RG' da escola de samba e bloco não é prestação de serviço

por Augusto Diniz

Com os blocos nas ruas e as escolas de samba fazendo os últimos ajustes para entrar na avenida, Douglas Germano, 48 anos, um dos mais profícuos compositores da atual geração do samba de São Paulo, fala sobre o carnaval.

“A ala das baianas e a bateria são o 'RG' (carteira de identidade) da escola. Motivo de orgulho e respeito”, diz no alto de quem convive com isso faz tempo. “A rigor são alas da comunidade. A comunidade é um seleto grupo ali de algumas centenas de pessoas que se conhecem pelo nome e frequentam a quadra o ano inteiro, não necessariamente do bairro”, conta.

Em 1982, aos 13 anos, Douglas desfilou pela primeira vez na bateria da Nenê de Vila Matilde – com ajuda do pai que era percussionista de conjunto de baile -, ficando por lá alguns anos. A partir de 1989, tocou cavaquinho na Águia de Ouro, fez samba-enredo para a escola e tornou-se mestre de bateria. Depois disso, passou a servir as duas escolas.

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