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Análise

Para o "mercado", se PSDB não for o vencedor, eleição de 2018 vira um risco

Jornal GGN - A repórter especial do Valor Econômico Angela Bittencourt publicou um artigo nesta segunda (24) que mostra que o "mercado" que ajudou a depor Dilma Rousseff agora diz explicitamente que quer que um partido de centro "à direita" seja vitorioso em 2018, de preferência, o PSDB.
 
Caso contrário, diz o título da publicação, 2018 será um risco porque as "eleições podem impor retrocessos às reformas" deflagradas no governo Temer.
 
Para escrever o artigo, a jornalista diz ter entrevistado um "experiente profissional sempre dedicado ao setor privado e que hoje compõe a diretoria de  uma importante gestora de ativos." O nome da fonte foi mantido em sigilo, mas seus pensamentos foram a linha condutora de um texto que põe medo em quem não duvida que mais um golpe pode estar no forno.
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O pré-sal, as agências americanas e os colonizados, por Aurélio Júnior

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Foto: Divulgação
 
Por Aurélio Júnior
 
 
O que mais causa espanto não é a capacidade de "entrega" de nossos políticos, aliás TODOS, independente da suposta coloração politica, no geral parece que informam-se pela midia nacional, reagem a ela, não conhecem nada sobre relações internacionais na realidade, muito menos ouvem assessorias qualificadas, nem as de Estado ou externas, um fenômeno que também acontece com nossos formados em "comunicação social" de todos os matizes, em resumo: Colonizados.
 
Quem mais conhece a fundo o pré-sal? Não é a Petrobras, sequer o governo brasileiro, mas duas agências de inteligência americanas, diretamente ligadas ao DNI (Directorate of National Intelligence) e colaboradoras do DHS, as pouco conhecidas NGA e NRO - a tão comentada CIA ou mesmo a NSA, perto destas são "fáceis", aliás, sem a NGA e NRO, a NSA não existiria - NGA (National - Geospatial Agency + NOAA mapearam todo o Atlântico Sul), já a NRO (National Recon Agency) controla todos os satélites de recon - de todas as especialidades - lançados pelos Estados Unidos.

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Breves e livres associações sobre o que chamamos elite, por Eduardo Leal Cunha

do Psicanalistas pela Democracia

[Copacabana] Breves e livres associações sobre o que chamamos elite

por Eduardo Leal Cunha

Num momento da nossa história nacional em que a dita elite politica deve estar –  como me diz um amigo – preocupada em não haver uma grife elegante para tornozeleiras eletrônicas, talvez seja interessante poder ao menos associar livremente sobre o que entendemos como elite.

Dito isso, meu primeiro pensamento é que a nossa compreensão do que seja elite parece, ao menos para a maioria das pessoas, estar atrelada à imagem de área vip, tome ela a forma do camarote de um show ou casa noturna ou simplesmente a de um bloco do carnaval da Bahia, no qual uma corda e um cordão humano mal remunerado separam algumas pessoas de determinadas outras. Todas estas, figuras imaginárias de um outro sintagma que procura dar conta do que entendemos como elite:gente diferenciada.

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Cotas Raciais na USP e a cota social, por Helio Santos

Foto: Agência Brasil

Por Helio Santos

Do Brasil Carne e Osso

Em meados dos anos 1990, antes de qualquer outra universidade do país, a USP tomou a iniciativa de criar uma comissão para discutir o tema das Políticas Afirmativas para negros. Recordo-me bem que dela, com certeza, 3 negros faziam parte: o doutor Kabengele Munanga, então professor da FFLCH-USP; eu, ex-aluno da universidade; e um carioca recém-chegado, Celso Pitta, economista, à época Secretário de Finanças da Cidade de São Paulo. A comissão pioneiramente criada se evaporou e a negativa à adoção das Cotas Raciais passou a ser um mantra repetido por mais de 20 anos.

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Para aprovar PEC do Teto, Meirelles disse que não aumentaria impostos

Foto: Agência Brasil

Por Ruben Berta

Aumento de impostos escancara contradições de Henrique Meirelles

No The Intercept Brasil

O aumento da alíquota do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), anunciado no fim da tarde desta quinta (20) pelo governo, escancara uma realidade: no mundo político (e econômico também, neste caso), não é possível confiar no que é dito.

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Massacre diário de 12 anos contribuiu para morte de Marco Aurélio Garcia, por Hildegard Angel

Foto: Agência Brasil

Do blog Hildegard Angel

Para historiadora, massacre diário de 12 anos teria contribuído para morte de Marco Aurélio Garcia

Morreu Marco Aurélio Garcia. E quem foi Marco Aurélio Garcia?

Foi um dos idealizadores de uma política externa brasileira digna e altiva, desconstruindo o ancestral “complexo de vira lata”, fazendo do Brasil, então subserviente ao “primeiro mundo”, um ator protagonista no cenário internacional, uma liderança solidária e integrada à América Latina.

Professor aposentado do Departamento de História da Unicamp, ele dividiu a formulação da política externa com o Itamaraty, na condição de assessor dos governos petistas. A cooperação com países da América Latina, a articulação dos Brics, bloco formado por Brasil Rússia, Índia, China e África do Sul, foram iniciativas que levaram as digitais de Garcia.

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Depressão econômica como instrumento de política, por J. Carlos de Assis

Foto: Agência Brasil
 
 
Por J. Carlos de Assis
 
Muitos parlamentares e analistas alegam diante dos resultados negativos inequívocos da economia ao longo dos dois  últimos anos que a política econômica deste Governo fracassou. Isso se constataria pelo comportamento depressivo do PIB, do desemprego, da receita pública, da deterioração das finanças estaduais. Entretanto, não é verdade que a política econômica de Temer e de outros ladrões tenha fracassado. Ela está dando resultados espetaculares, tendo em vista os objetivos que a camarilha econômica se propôs. 
 
O programa econômico que a banca fez para o grupo que assaltou o poder depois do impeachment, denominado Ponte para o Futuro, está sendo cumprido à risca, e a profunda depressão facilita esse processo. Sumariamente, seu objetivo consiste, de um lado, em restringir o espaço do setor público na economia para ampliar o do setor privado  e, de outro, em reduzir o custo do trabalho.  A radicalização da privatização, incluindo a privatização fatiada da Petrobrás e a prometida privatização da Previdência, vai junto com a precarização do trabalho, conquistada pela recente destruição de parte da histórica legislação trabalhista.
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Tese investiga a politização da Justiça e o fim do contrapeso contra abusos, por Antonio Lassance

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Foto: Beto Barata/PR

Do blog de Antonio Lassance

 
por Antonio Lassance
 
Conluio entre procuradores, juízes e políticos; compactuação com a violência policial; supersalários garantidos e, internacionalmente, sem paralelo. 

Estes são alguns dos resultados investigados na tese de doutorado de Luciana Zaffalon, que apresenta um retrato da Justiça e do Ministério Público do Estado de São Paulo, de onde saíram gente da estirpe de Michel Temer, Alexandre de Moraes e Luiz Antonio Fleury Filho.

No artigo O consórcio bandeirante dos Três Poderes (21/07/2017), Maria Cristina Fernandes, a colunista de política do jornal jornal Valor Econômico,  resume a tese. Segundo a articulista, Luciana Zaffalon mostra uma clara e prejudicial politização do Judiciário, que acaba anulando o papel de contrapeso que o sistema de justiça poderia e deveria fazer contra abusos.

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O Brasil e a verdadeira saga Divergente, por Fábio de Oliveira Ribeiro

O Brasil e a verdadeira saga Divergente

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Quem acompanha minha coluna sabe que adoro demolir e ridicularizar filmes norte-americanos. Hoje, porém, farei algo diferente. Para variar vou virar uma trilogia pelo avesso para mostrar que até os filmes "made in USA" podem ser úteis na disputa por corações e mentes.

Vivemos numa sociedade dividida em facções. Não, eu não estou falando da saga Divergente e sim do Brasil atual. E no entando, nossa triste realidade tropical se parece muito com a ficção pós-apocalíptica que rendeu três filmes razoáveis. Leia mais »

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Crise política no Brasil em análise

Na segunda feira, 17 de julho de 2017, o cientista político participou do programa Conexão RS (Ulbra TV, 48 UHF e 21 da Net Porto Alegre, emissora educativa). Na ocasião, entrevistado por Luiz Gustavo Bivis, abordou vários enfoques da crise política e da possibilidade de aprofundamento do golpe dentro do golpe. 

Síntese do debate:

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Moro tenta sanar erro na sentença do triplex bloqueando bens de Lula, por Tereza Cruvinel

Foto: Lula Marques
 
 
Jornal GGN - Sergio Moro determinou o bloqueio de bens de Lula apenas para corrigir um erro fatal em sua sentença no caso triplex: a falta de provas sobre a conexão entre o caso e corrupção na Petrobras. É o que aponta Tereza Cruvinel, no Brasil 247.
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Falta de provas leva Moro ao descontrole nos argumentos, por Janio de Freitas

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Foto: Lula Marques/AGPT
 
Jornal GGN - A sentença do juiz Sérgio Moro que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um pouco de tudo e dizem mais sobre o magistrado do que sobre o acusado. 
 
A opinião é do colunista Janio de Freitas, que afirma que não há igualdade nas condutas de Lula e do ex-deputado Eduardo Cunha, ao contrário do que defende o juiz federal de Curitiba. Para o jornalista, a falta de sucesso na busca por provas que contrariem Lula  leva os procuradores e Moro ao descontrole das argumentações, priorizando o “desejado contra a confiabilidade”. 
 
“O apartamento pode até ser de Lula, mas ainda não há provas. Leia mais »
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Moro condena Lula, a disputa pela agenda pré-2018 e o múltiplo conflito, por Bruno Lima Rocha

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Foto: Ricardo Stuckert

Por Bruno Rocha Lima

Introdução deste cenário complexo

O relatório na CCJ terminou reprovado por 40 a 25, com o governo emplacando o substitutivo por placar de 41 a 24. Considerando que o Jaburu trocou 20 membros ao longo da montagem da Comissão para apreciar a denúncia, então está parelha a coisa em plenário. Assim, durante o curto recesso do Congresso nesta segunda quinzena de julho, observamos as manobras de aproximação e afastamento entre Michel Temer e o deputado federal Rodrigo Maia (DEM/RJ). Simultaneamente, o racha da direita aumenta, com a base de Temer apontando as baterias contra a Globo e apoiando, tacitamente, a correta ofensiva da Record. No caminho inverso, o ex-secretário de Segurança de Quércia e Fleury Filho, é o alvo permanente da emissora líder. As razões – ou as possíveis motivações – constam de tese desenvolvida por Luis Nassif, a qual este analista corrobora. O alvo simultâneo do telejornalismo em rede nacional, aborda tanto o ex-presidente Lula e a condenação sem provas cabais por Sérgio Moro, como termina fazendo discurso de apoio às leis regressivas e retirada de direitos através da contrarreforma ou restauração burguesa levadas a cabo no Brasil pós-golpe. São rodadas múltiplas de um cenário que ultrapassa o binarismo.

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Imagens

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Lula tira Moro da normalidade processual e quem perde é o juiz, por Helena Chagas

 
Jornal GGN - Artigo publicado por Helena Chagas nesta quarta (19) aponta que Sergio Moro deixou de ser técnico e passou a ser político em suas decisões contra o ex-presidente Lula. O problema é que politizar os processos da Lava Jato é exatamente o que o petista deseja, pois tirar Moro do campo jurídico ajuda a passar a ideia de que as investigações e julgamentos não estão de acordo com o ordenamento comum. Ou seja, o embate entre Lula e Moro pode custar mais caro ao juiz.
 
'O risco de passar do ponto, para Moro – que já não tem a intocabilidade dos primeiros tempos – é dar razão a Lula em recursos às instancias superiores. Se não no TRF4, alguém no STJ ou no STF pode estar ficando com vontade de dar um puxão de orelhas no juiz mais famoso do Brasil", comentou Helena.
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Identificação de Lula como alvo não é gratuita, por Roberto Amaral

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Foto: Ricardo Stuckert
 
Do site de Roberto Amaral
 
POR QUE LULA?
 
A identificação de Lula como alvo da reação não é gratuita. Se dá pelo que ele simboliza
 
Sem surpresa, o País recebeu a anunciada condenação de Lula, sentença que já estava pronta antes mesmo da mal articulada denúncia do Ministério Público Federal, antes mesmo do julgamento na ‘República de Curitiba’, pois, antes de tudo, estava lavrada pelas classes dominantes – os rentistas da Avenida Paulista, as “elites” alienadas, a burguesia preconceituosa, um empresariado sem vínculos com os destinos do povo e de seu país. Uma “elite” movida pelo ódio e pela inveja que alimenta a vendeta. Denúncia, julgamento, condenação constituem uma só operação política, cujo objetivo é avançar mais um passo na consolidação do golpe em progresso iniciado com a deposição da presidenta Dilma Rousseff.
 
Tomado de assalto o poder, cumpriria agora destruir eleitoralmente a esquerda, numa ofensiva que lembra a ditadura instalada em 1964. Para destruir a esquerda é preciso destruir seu principal símbolo, assim como para destruir o trabalhismo caberia destruir o melhor legado de Getúlio Vargas. Não por mera coincidência, o dr. Sérgio Moro decidiu dar à luz a sentença a ele encomendada no dia seguinte em que o Senado Federal violentava a Consolidação das Leis do Trabalho.
 
Desinformando e formando opinião, exaltando seus apaniguados e difamando aqueles que considera seus inimigos, inimigos de classe, a grande imprensa brasileira promove o cerco político, e tece as base da ofensiva ideológica unilateral, porque produto de um monólogo. 

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