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América Latina

Libertários americanos e a reinvenção da política na América Latina, por Lee Fang

do The Intercept

ESFERA DE INFLUÊNCIA: COMO OS LIBERTÁRIOS AMERICANOS ESTÃO REINVENTANDO A POLÍTICA LATINO-AMERICANA

por Lee Fang

PARA ALEJANDRO CHAFUEN, a reunião desta primavera no Brick Hotel, em Buenos Aires, foi tanto uma volta para casa quanto uma volta olímpica. Chafuen, um esguio argentino-americano, passou a vida adulta se dedicando a combater os movimentos sociais e governos de esquerda das Américas do Sul e Central, substituindo-os por uma versão pró-empresariado do libertarianismo.

Ele lutou sozinho durante décadas, mas isso está mudando. Chafuen estava rodeado de amigos no Latin America Liberty Forum 2017. Essa reunião internacional de ativistas libertários foi patrocinada pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991. No Brick Hotel, ele festejou as vitórias recentes; seus anos de trabalho estavam começando a render frutos – graças às circunstâncias políticas e econômicas e à rede de ativistas que Chafuen se esforçou tanto para criar.

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Eleição: O governo argentino escondeu os resultados para fazer um show

do Página 12

Para Moreau, o governo escondeu os resultados para fazer um show

Na Argentina, o candidato a deputado nacional pela Unidad Ciudadana Leopoldo Moreau, denunciou que o governo "seqüestrou cerca de 300 mil votos" dos bonaerenses para fechar a contagem provisória sem contar com 1.500 mesas em um território onde as pesquisas oficiais mostraram uma diferença de décimos entre o candidato de Cambiemos Esteban Bullrich e a ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner. "Eles fizeram aparecer um resultado e o congelaram por quatro ou cinco horas para fazer um show em horário nobre da televisão, quando, na verdade, eles perderam em 14 províncias argentinas. Eles sequestraram os votos de 300.000 bonaerenses", denunciou Moreau.

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Senado define posição sobre Venezuela

Foto Roque de Sá/Agência Senado

Jornal GGN – Amanhã, terça-feira, dia 15, o Senado definirá sua posição sobre a crise na Venezuela em sessão deliberativa. Na pauta, dois requerimentos abordando os acontecimentos no país: um de Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que quer voto de censura ao presidente Nicolas Maduro, e outro de Jorge Viana (PT-AC) já aprovado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), pedindo a criação de comissão externa a ser presidida por Fernando Collor (PTC-AC), presidente do colegiado, que iria ao país vizinho em “missão de bons ofícios”, oferecendo ajuda no restabelecimento de vias de diálogo entre governo e oposição.

A crise na Venezuela aprofundou-se quando Maduro perdeu as eleições legislativas e convocou nova constituinte. A oposição boicotou e os protestos, violentos, já resultaram em mais de 100 mortes nos dois lados da contenda. Alguns líderes oposicionistas estão presos. O governo brasileiro agiu para suspender o país do bloco do Mercosul, com base na cláusula democrática.

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Mapa da derrota da direita na Venezuela

Enviado por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Por Marco Teruggi, no blog do Alok.

Originalmente em La Tabla.

Tradução do Coletivo Vila Vudu

A essa hora a direita estaria, pelos cálculos dela mesma, numa posição de força totalmente diferente da atual. Ou sentada no Palácio de Miraflores, ou tratando de um governo paralelo combinado com movimentos de massa e ações violentas, inclusive militares. Apostou no tudo ou nada/agora ou nunca, e hoje está enredada numa disputa interna para ver como seguir, tentando para não acabar pior que ao começar a escalada dos 100 dias.

Aconteceu o que tantas vezes acontece à direita: erraram nas análises. Superestimaram a própria força, subestimaram o chavismo, leram de maneira errada o estado de ânimo das massas, calcularam mal as coordenadas do campo de batalha. E nas batalhas as responsabilidades são coletivas, mas diferenciadas: o peso maior cai sobre os generais – como ensina, dentre outros livros, A Estranha Derrota, de Marc Bloch.

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Ex-ministro da Defesa repudia ameaça de Trump à Venezuela

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - O ex-ministro da Defesa Celso Amorim repudiou a declaração de Donald Trump sobre não descartar a hipótese de intervir na Venezuela com a "opção militar".

Na sexta (11), o presidente dos Estados Unidos fez um discurso admitindo que poderia apelar para as armas "se for necessário", porque a Venezuela, em sua visão, estaria afundando em uma "bagunça muito perigosa", com "pessoas sofrendo, morrendo" no governo Maduro.

Para Celso Amorim, as nações vizinhas não podem se calar diante do insulto à soberania da Venezuela e risco de provocação de uma guerra civil.

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Trump diz que não descarta "opção militar" para intervir na Venezuela

Foto: Agência Efe

 
 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (11/08) que não descarta uma "opção militar" para a crise que assola a Venezuela, país que, em sua opinião, se encontra afundado em uma "bagunça muito perigosa".
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Como é o Brasil da sua Venezuela?, por Guilherme Scalzilli

Como é o Brasil da sua Venezuela?

por Guilherme Scalzilli

Nosso entendimento da crise venezuelana é prejudicado pela qualidade da mediação informacional disponível. De um lado, temos o reducionismo sensacionalista das agências e dos grandes veículos. De outro, um microcosmo subjetivo de testemunhos e opiniões selecionados segundo critérios de variadas conveniências.

Ninguém sabe direito o que se passa na Venezuela. Nem a tal “mídia progressista” estrangeira, a julgar por suas fontes. De qualquer forma, não precisamos de intérpretes para notar que a narrativa da ditadura ilegítima e consensualmente odiada é tão frágil e questionável quanto a narrativa do levante imperialista contra os heróis bolivarianos.

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O golpe contra Dilma na visão do PT seria o de Maduro na Venezuela


Foto: Fernando Bizerra/Efe
 
Jornal GGN - A classificação de golpe que o governo de Nicolás Maduro tenta impor contra a oposição, com as reações de partidos e de parte da população com a estratégia de instalar uma Assembleia Constituinte na Venezuela, não é apenas retórica, como também inverte aos opositores o que, na verdade, os governistas vem articulando. 
 
Aqui, no Brasil, o Congresso iniciava o que se chamou de golpe parlamentar, quando tornava inválidas as eleições de 2014, que seguindo o sistema democrático de votação deu vitória à Dilma Rousseff. De forma similar, a Venezuela poderá violar a escolha da maioria da população, ao destituir do poder, por meio de uma Assembleia Constituinte, os parlamentares eleitos.
 
"Quando o voto direto não levou ao resultado esperado, uma parte da classe política inventou um novo pleito. E porque a Constituição não atendia às suas necessidades, esmiuçaram a Constituição. É possível contestar o impeachment brasileiro e ao mesmo tempo denunciar a Constituinte venezuelana", analisou o cientista político Mathias Alencatro, em coluna.
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Não houve qualquer fraude ou ilegitimidade na eleição constituinte na Venezuela, diz jurista

Luiz Moreira, que acompanhou processo como observador internacional, afirma: “A imagem do que ocorre na Venezuela é profundamente distorcida pela mídia internacional”. (Foto: Agência Câmara)

do Sul21

Não houve qualquer fraude ou ilegitimidade na eleição constituinte na Venezuela, diz jurista

 

por Marco Weissheimer

Há um consenso tanto no Direito quanto na Ciência Política que os impasses profundos das sociedades modernas são resolvidos com a convocação pelo poder político originário de uma Assembleia Constituinte. Na Constituição da Venezuela há expressa previsão que permite ao presidente da República convocar, via eleições, o poder constituinte. Então, não há que falar em fraude nem em ilegitimidade do processo constituinte. A avaliação é do professor universitário, doutor em Direito Constitucional e integrante do Conselho Nacional do Ministério Público entre 2009 e 2015, Luiz Moreira, que foi um dos 47 observadores internacionais que acompanharam a eleição constituinte realizada no dia 30 de julho, quando os venezuelanos foram  às urnas para escolher 545 membros de uma Assembléia Constituinte, que serão encarregados de formular uma nova Constituição para o país.

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Resposta da Venezuela ao ato da Mercosul de suspender país do bloco

Jornal GGN – Em resposta ao ato do bloco da Mercosul a que pertence, e que agora está suspensa, a Venezuela respondeu com vídeo, onde reafirma sua posição, a situação do país, a Assembleia Constituinte e a gana de interferência nos assuntos do país, contrariando seus direitos e transformando a Mercosul em órgão de perseguição.

Entenda o que aconteceu e, ao final, veja o vídeo-resposta da Venezuela aos atos.

Os chanceleres do bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai se reuniram e decidiram suspender a Venezuela do bloco por “ruptura da ordem democrática”. Os chanceleres se pautaram em cláusulas do Protocolo de Ushuaia, assinado em 1998. Eles exigem, para que a questão seja revista, a “libertação dos presos políticos, a restauração das competências do Poder Legislativo, a retomada do calendário eleitoral e anulação da convocação da Assembleia Constituinte”.

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Em defesa da Venezuela, por Boaventura Sousa Santos

no Publico.pt

Em defesa da Venezuela

Estou chocado com a parcialidade da comunicação social europeia, incluindo a portuguesa, sobre a crise da Venezuela.

por Boaventura Sousa Santos

A Venezuela vive um dos momentos mais críticos da sua história. Acompanho crítica e solidariamente a revolução bolivariana desde o início. As conquistas sociais das últimas duas décadas são indiscutíveis. Para o provar basta consultar o relatório da ONU de 2016 sobre a evolução do índice de desenvolvimento humano. Diz o relatório: “O índice de desenvolvimento humano (IDH) da Venezuela em 2015 foi de 0.767 — o que colocou o país na categoria de elevado desenvolvimento humano —, posicionando-o em 71.º de entre 188 países e territórios. Tal classificação é partilhada com a Turquia.” De 1990 a 2015, o IDH da Venezuela aumentou de 0.634 para 0.767, um aumento de 20.9%. Entre 1990 e 2015, a esperança de vida ao nascer subiu 4,6 anos, o período médio de escolaridade aumentou 4,8 anos e os anos de escolaridade média geral aumentaram 3,8 anos. O rendimento nacional bruto (RNB) per capita aumentou cerca de 5,4% entre 1990 e 2015. De notar que estes progressos foram obtidos em democracia, apenas momentaneamente interrompida pela tentativa de golpe de Estado em 2002 protagonizada pela oposição com o apoio ativo dos EUA.

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Venezuela: o balanço dos dois extremos da Constituinte

Se os números indicam dois polos que não constroem o retrato da realidade, fotografias e discursos de extremos tampouco favoreceram o cenário do que foi este 30 de julho na Venezuela
 

Montagem com fotografias da Reuters e EPA
 
Jornal GGN - O governo de Nicolas Maduro fala em mais de oito milhões de venezuelanos, que representam quase a metade dos eleitores (41,5%), que votaram nos 545 membros da Assembleia Constituinte da Venezuela. Do outro lado, a oposição contesta os números e estima uma participação de 12% dos venezuelanos em cenário de riscos, ameaças e conflitos com a polícia, que ocasionaram a morte de 10 pessoas neste domingo (30).
 
O 30 de julho não era celebrado nem por parte dos setores da esquerda, como a UST, nem pela oposição de extrema direita, que evidentemente não reconhece os resultados e já convoca protestos nesta semana que devem tornar sobretudo a zona leste de Caracas, berço da oposição, palco de mais violência e caos. Enquanto as ruas seguem em muros de insatisfações e conflitos, entre hoje e esta quarta-feira (02), o governo empossará a Assembleia Constituinte.
 
"Temos Assembleia Constituinte! Oito milhões de votos no meio de ameaças. Foi a maior votação que teve a revolução bolivariana em 18 anos. O povo deu uma lição de coragem, de valentia. O que vimos foi admirável", foram as palavras de Maduro, na Praça Bolívar, em Caracas, no discurso para centenas de apoiadores que se concentraram no local.
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Juízes argentinos são condenados à prisão perpétua por crimes contra a humanidade

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Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Na semana passada, a justiça da Argentina condenou quatro juízes federais à prisão perpétua por crimes contra a humanidade durante a ditadura no país. Os magistrados da província de Mendoza foram considerados culpados de garantir a impunidade em casos de sequestro, tortura e assassinatos. 
 
"Partícipes primários significa que os juízes realizaram uma contribuição essencial à realização do crime, por isso a pena é a mesma que a dos autores materiais. Os juízes tiveram o domínio da jurisdição de Mendoza durante o terrorismo de Estado", afirma Alan Iud, advogado das Avós da Praça de Maio.
 
A sentença é considerada inédita porque pune uma conduta do próprio Poder Judiciário, e não só casos pontuais. “Os juízes condenados disseram aos repressores 'sequestrem, apropriem-se de crianças que nós cobriremos suas costas sem investigar”, disse o militante Pablo Salinas.

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Venezuelanos decidem se haverá Assembleia Nacional Constituinte


Confronto entre a Guarda Nacional Venezuelana e a população na véspera da votação da Assembleia Constituinte Miguel Gutierrez/Agência Lusa

Por Monica Yanakiew 

Correspondente da Agência Brasil
 

Num clima de crescente tensão, os 19,5 milhões de eleitores venezuelanos foram convocados às urnas, neste domingo (30), para votar em uma polêmica Assembleia Nacional Constituinte, que tem sido motivo de violentos confrontos, entre as forças de segurança e a oposição, e tem atraído a atenção do mundo.

A votação comeca às 6h (7h no horário de Brasília) e termina às 18h (19h no horario de Brasília), mas, se houver fila de eleitores, os centros de votação vão esperar que todos terminem de votar antes de encerrar o processo. Foram habilitados 14,5 mil centros em todo o país, com mais de 24 mil mesas de votação.

A comunidade internacional tem manifestado a sua preocupação com o risco de uma guerra civil, em uma nação que é dona de uma das maiores reservas de petróleo do planeta. Países vizinhos, como Brasil e Colômbia, têm acolhido milhares de refugiados da crise econômica, social e política que assola a Venezuela. Os três Poderes venezuelanos estão em conflito, o que dificulta a adoção de medidas para combater a inflação anual de mais de 700%, a recessão, o desabastecimento e a violência.

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Três semanas na Venezuela II - Diário de uma carioca na República Bolivariana, por Júnia Azevedo

Três semanas na Venezuela

Diário de uma carioca na República Bolivariana

por Júnia Azevedo

PARTE 2

No dia seguinte, nosso destino era a cidade modelo do projeto socialista venezuelano. Considerada a ‘menina dos olhos’ de Chávez, Cidade Caribia foi concebida como parte dos projetos do programa social "Gran Misión Vivienda Venezuela". De Caracas, levamos meia hora até lá. A localidade fica a mil metros de altura, cercada por montanhas verdes. Apesar de asfaltadas, as ruas não têm calçada. Novos e simples, os prédios têm de quatro a cinco andares. José Martinez, de 48 anos, de origem colombiana, vive lá, há cinco anos. “Morávamos em uma encosta que desmoronou por conta de uma chuvarada. Fomos para um alojamento do governo até sermos transferidos para cá”, contou. “Gosto de morar aqui. É um pouco longe, mas não troco por nada”, afirmou. Acompanhado de sua mulher, Luz, e um casal de filhos pequenos, José nos levou para conhecer a horta atrás do prédio, com pés de pimentão, cebolinha, coentro e o local onde ia plantar milho. “Chávez foi muito bom, mas a verdade é que Maduro não é Chávez”, disse, sobre os problemas de abastecimento. Em seguida nos convidou para conhecer o apartamento. Enquanto Luz preparava arepas de queijo na cozinha, José orgulhosamente nos mostrava a casa: três quartos, dois banheiros, cozinha e área de serviço. Sobre o processo eleitoral de Maduro, explicou: “As eleições adiadas foram as de prefeito e governador. Para a eleição presidencial, falta um ano. As pessoas deveriam esperar”, disse.

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