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Blog de Gilberto Cruvinel

A Hora do Adeus

 

'Choro como uma criança', disse Paulo Autran em carta antes de morrer

 

Mônica Bergamo

da Folha

 

Em um domingo de junho de 2007, Paulo Autran se preparava para entrar em cena na peça "O Avarento", de Molière, no teatro Cultura Artística. Era o 90º espetáculo de sua carreira, com sessões lotadas há quase um ano. Naquela noite, 1.140 ingressos teriam que ser devolvidos -o ator foi levado ao hospital com dores no peito. Leia mais »

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Tortura em Shakespeare reflete violência na sociedade, por Ariel Dorfman

 

Iago, personagem de 'Otelo', é torturado em consonância com os desejos da sociedade, desde a Inglaterra elizabetana até os EUA de Trump

 

Ariel Dorfman*, Colaboração para o Estado

Tradução de Claudia Bozzo

 

Cena da peça 'Othello' em montagem da companhia teatral inglesa RSC  Foto: Royal Shakespeare Company

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Lima Barreto leitor de Machado de Assis: leitor de si próprio, por Lilia Moritz Schwarcz

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Sugestão de Gilberto Cruvinel

RESUMO

O objetivo deste artigo é fazer um apanhado sobre as impressões, ambivalentes por certo, que Lima Barreto deixou sobre Machado de Assis. Será possível desenvolver essa faceta de Lima Barreto - a saber, a de Lima Barreto leitor de Machado - a partir de artigos em que ele se refere a Machado de maneira explícita ou indireta; dos relatos feitos aos amigos nas portas das livrarias; e da crítica literária coetânea ou imediatamente posterior. Aliás, com o passar do tempo, a comparação entre os dois autores ganha cada vez mais corpo por parte da crítica, de alguma maneira radicalizando o que era apenas uma estratégia política, pessoal e literária de Lima Barreto, que procurava um lugar alternativo nessa república das letras. Palavras-chave: Lima Barreto; Machado de Assis; República das Letras

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Saudado na Flip, Lima Barreto atacava a arrogância e o preconceito da elite

  

     Caricatura do escritor Lima Barreto

 

 

Christian Schwartz e Felipe Botelho Corrêa

da Folha Leia mais »

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Eco na rede, por Almir de Freitas

Enviado por Gilberto Cruvinel

da Bravo

“Pape Satàn Aleppe” reúne os últimos textos de um Umberto Eco às voltas com a internet e a “sociedade líquida”

por Almir de Freitas

O filósofo italiano Umberto Eco (1932–2016) foi daqueles intelectuais difíceis de definir com alguma rapidez. Medievalista, semiólogo e bibliófilo (com certa obsessão pelo universo fabuloso de Jorge Luis Borges), criou um caso sério com as ideias frankfurtianas sobre a indústria cultural, no já proverbial Apocalípticos e Integrados (1964). Foi original, em especial, na abordagem da comunicação de massa a partir da perspectiva da semiótica, e, matreiro, ainda se deu ao luxo de aplicar seus prazeres e concepções na realização de um arrasa-quarteirão de vendas, o romance O Nome da Rosa (1980). Que ninguém duvide que ele sabia do que estava falando sobre os mass media, ainda por cima se divertindo.

Por uma óbvia razão geracional, o pensamento e produção de Eco sobre a cultura e comunicação na era internet é bastante reduzida, e muito limitada a crônicas que ele escreveu para a imprensa diária italiana. Lançado agora no Brasil, Pape Satàn Aleppe — Crônicas de Uma Sociedade Líquida reúne parte dessa produção derradeira, e os temas cumprem o script da mescla de erudito e pop, outra marca do seu pensamento.

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"Beating on zero", por Gilberto Scofield Jr.

 

"Betting on zero" 

por Gilberto Scofield Jr.

via Facebook

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Saiba o que acontece em seu cérebro quando você lê poesia, por Jennifer Delgado Suárez

Sugestão de Gilberto Cruvinel

do Pensar Contemporâneo

Saiba o que acontece em seu cérebro quando você lê poesia

por Jennifer Delgado Suárez, psicóloga

Poesia são dardos em forma de palavras que vão direto para a parte mais emocional do nosso cérebro. Há poemas que despertam um tsunami emotivo real e nos arrepiam, como “A Primeira Elegia”, de Rainer Maria Rilke, cujos versos dizem:

“A beleza é nada mais que o princípio do terrível,
Aquilo que somos apenas capazes de suportar,
Aquilo que admiramos porque serenamente deseja nos destruir,
Todo anjo é terrível. ”

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Ao Desconcerto do Mundo

Enviado por Gilberto Cruvinel

AO DESCONCERTO DO MUNDO

Luís de Camões

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais m'espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assi
O bem tão mal ordenado,
Fui mau; mas fui castigado.
Assi, que só para mi
Anda o mundo concertado.

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Desagravo a Lima Barreto, por Marcus Faustini

Lima Barreto em desenho de D. Ismailovitch | Reprodução

 

Aquele que foi um dos principais narradores da cidade que se expandiu é pouco celebrado e estudado

Marcus Faustini

de "O Globo"

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Ó vós que passais, por Fernando Venâncio

Enviado por Gilberto Cruvinel

Ó vós que passais, por Fernando Venâncio

Alguém disse (hoje não recordo quem, e lamento-o) que a Revolução de 1974 estava prestes a generalizar o emprego do pronome «vós», quando ela própria se findou. Ora, a ter-se ele verificado, esse encontro entre a política e a linguagem havia de provar-se, não se duvide, de fascinantes consequências.

Por detrás de tão cândido pronome, estende-se um mundo insuspeitado para aqueles de nós a quem coube o destino de não nascer minhoto ou trasmontano. Sem dúvida: ao aprendermos as conjugações (e suspeito que hoje já não se aprendem com a convicção de outrora), arquivámos na mente, entre as demais, a segunda pessoa do plural. Mas a existência de tais formas («vós falais», «vós traríeis», «escrevei vós»), a existência delas fora da gramática parecia-nos, se é que nisso pensávamos, um exagero. Até ao momento em que, com estupefacção, as descobríamos na rua. Veja-se o humilde caso pessoal.

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Biografia de Lima Barreto: duas críticas e uma entrevista

Escritora compreende a vida de Lima Barreto a partir da sua relação com questões raciais

Lilia Moritz Schwarcz faz perfil biográfico que abrange o corpo, a alma e os livros do escritor

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

Há pelo menos 20 anos, a antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz vem flertando com a obra do escritor Lima Barreto (1881-1922). Mas foi em 2007 que ela iniciou o que viria a se tornar seu trabalho de maior fôlego e que reforçará sua imagem de uma das mais importantes pesquisadoras brasileiras - Lima Barreto: Triste Visionário, esperada biografia que traça não apenas a trajetória artística do autor, mas também seus dissabores pessoais.

Trata-se do mais completo mapeamento sobre o escritor desde o pioneiro trabalho de Francisco de Assis Barbosa que, em 1952, lançou A Vida de Lima Barreto, que resgatou a importância da escrita do autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma, injustamente esquecida desde sua morte, em 1922. Esgotado há alguns anos, o volume ganha agora oportuna reedição pela editora Autêntica.
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Silêncio sobre o oceano, por Fernando Venâncio

 

Apresentação de Gilberto Cruvinel

Portugal conhece Machado de Assis? O linguista, historiador da língua e pesquisador português Fernando Venâncio garante que Machado não é, em Portugal, a referência que poderia ter-se tornado. E esta constatação levou-o a concluir: “nós portugueses não merecemos tamanho autor do nosso idioma”. Na origem desta situação, Venâncio localiza as difíceis relações entre Machado de Assis e Eça de Queiroz. É sobre esta relação controversa e as críticas que ocasionou entre eles e que também produziram efeito nos escritos de ambos que versa o artigo escrito pelo pesquisador para a Revista Ler de Lisboa. Eça de Queiroz, nos diz Venâncio, queria ter estendido o contato com Machado, mas “depois depois das críticas deste ao O Primo Basílio, caiu entre eles o silêncio”.  Em tempo, nos últimos anos a situação do Bruxo do Cosme Velho em terras lusitanas melhorou um pouco, segundo o pesquisador: “Desde então houve 8 edições de Dom Casmurro e 4 de Brás Cubas. É alguma coisa. Mas Machado continua a não ser "referência", isto é, um autor que espontaneamente (!) se aduz como "um dos grandes" no nosso idioma.”

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Meu Amor é Marinheiro, de Joaquim Pimentel, por Carminho

Enviado por Gilberto Cruvinel

 

Tenho ciúmes
Das verdes ondas do mar
Que teimam em querer beijar
Teu corpo erguido às marés

.

Tenho ciúmes
Do vento que me atraiçoa
Que vem beijar-te na proa
E morre pelo convés

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As traduções de Emmanuel Santiago para doze sonetos de Shakespeare, por Gilberto Cruvinel

As traduções de Emmanuel Santiago para doze sonetos de Shakespeare

por Gilberto Cruvinel

Emmanuel Santiago participou da entrevista feita com o mestre Ivo Barroso e publicada no GGN há dois meses (A tradução integral de Ivo Barroso).

Poeta, crítico literário e professor de Literatura no Ensino Médio, Emmanuel é graduado em Letras pela Universidade Federal de Ouro Preto e mestre em Literatura Comparada pela USP com a tese sobre Guimarães Rosa, “A narração dificultosa”, publicada em e-book e premiada. Formou-se depois doutor em Literatura Brasileira com a tese “A Musa do Espartilho: o erotismo na poesia parnasiana brasileira”. Emmanuel é também autor do livro de poesia Pavão bizarro.

Este jovem poeta mineiro de São Lourenço já ofereceu aos que gostamos de sonetos e amamos Shakespeare a tradução, até este momento, de 12 dos 154 sonetos do bardo da Avon. Um de nossos maiores mestres do ofício de traduzir, Ivo Barroso, apreciou a habilidade e viu grande sensibilidade tradutória no trabalho de Emmanuel, identificando-o como um tradutor comprometido com a linguagem atual enquanto ele, Ivo, optou por um “estilo arcaizante”, na expressão do próprio Barroso.

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Bugigangas de supermercado, por Ricardo Araújo Pereira

Enviado por Gilberto Cruvinel

Acumulação de pontos para reunir selos em cadernetas que dão acesso a bugigangas

 

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Na ribeira deste rio, de Fernando Pessoa por Mônica Salmaso

Enviado por Gilberto Cruvinel

 

Na ribeira deste rio

Ou na ribeira daquele

Passam meus dias a fio.

Nada me impede, me impele,

Me dá calor ou dá frio.

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Chalupa spotting (contemplação de gente ligeiramente maluca), por Ricardo Araujo Pereira

 

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Tanto de meu estado me acho incerto, por Luís Vaz de Camões

Enviado por Gilberto Cruvinel

Tanto de meu estado me acho incerto, 
que em vivo ardor tremendo estou de frio; 
sem causa, juntamente choro e rio, 
o mundo todo abarco e nada aperto.

.

É tudo quanto sinto, um desconcerto;

da alma um fogo me sai, da vista um rio;
agora espero, agora desconfio, 
agora desvario, agora acerto.

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Inédita no Brasil, peça de Shakespeare aborda relação homoafetiva, por Antonio Gonçalves Filho

 Montagem de 'Os Dois Primos Nobres', de Shakespeare, feita pela Royal Shakespeare Company  Foto: Royal Shakespeare Company Leia mais »

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Trunfo de Antonio Candido foi aproximar literatura e sociedade, por Carlos Berriel

 

RESUMO Professor da Unicamp repassa linhas de força do pensamento de Antonio Candido (1918-2017) sobre a constituição de uma identidade literária brasileira. Autor lembra que sistema teórico estabelecido pelo crítico incorporava contribuições da história e da sociologia na busca de um "específico nacional" indelével.

Antonio Candido em Bofete (SP), em janeiro de 1948

 

Carlos Berriel

da Folha

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'O mundo do meu avô era o meu preferido', rememora neta de Candido

Maria Clara Vergueiro

da Folha

Na primeira terça-feira de maio meu avô e eu almoçamos juntos, como fazíamos toda semana, há muitos anos. Naquele dia, a conversa começou assim: "Nasci em um mundo, me desenvolvi em um outro, e agora estou neste terceiro, que eu não compreendo, do qual não sou parte".

Já era recorrente a queixa de que, àquela altura da vida, nenhuma das suas referências poderia perseverar. Fui cúmplice: "Eu também, Vô, não compreendo e muitas vezes não me sinto parte, inclusive porque este terceiro tem uma característica que o diferencia brutalmente dos anteriores, que é a velocidade. Também não acompanho". Sorrimos juntos e partimos para o tema seguinte. Leia mais »

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Adeus ao maior crítico literário que o Brasil já teve, por Emmanuel Santiago

Antonio Candido de Mello e Souza (1918-2017)

Para além de sua grande envergadura intelectual, Candido foi uma figura inspiradora, capaz de despertar em muitos (ou confirmar) o amor pela literatura

por Emmanuel Santiago

Especial para o Jornal Opção

Na sexta-feira, 12, morreu, aos 98 anos, Antonio Candido — o maior crítico literário que o Brasil já teve (ou, no mínimo, o mais influente). Quase não há um grande clássico da literatura brasileira sobre o qual ele não tenha escrito uma ou duas observações relevantes, quando não textos indispensáveis. Candido, praticamente, colocou de pé a crítica acadêmica brasileira. Basta passar os olhos pela extensa lista de seus orientandos e dos que por estes foram orientados.

Formação da literatura brasileira (1959), que, durante décadas, esteve no centro de um intenso debate e ainda hoje suscita algumas controvérsias, é um marco fundamental de nossa historiografia literária, uma referência incontornável, como até mesmo seus detratores são obrigados a reconhecer. A obra alia vasta erudição, fina sensibilidade estética e um esforço teórico até então inédito em nossos estudos literários. Trata-se de uma leitura obrigatória para todo aquele que deseja compreender o papel da literatura em nosso processo de formação histórica, servindo de complemento a estudos seminais como Casa-grande & senzala, de Gilberto Freyre, Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, e Formação do Brasil contemporâneo, de Caio Prado Júnior. Basicamente, a obra descreve o surgimento de uma consciência nacional em nossa literatura, levando em conta as circunstâncias sociais e culturais que permitiram o desenvolvimento desta, tudo acompanhado de inúmeros comentários reveladores sobre os autores e os textos elencados. Vários insights de Candido no Formação… já serviram de gatilho para dissertações de mestrado e teses de doutorado Brasil afora.

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Manuel Bandeira: Minha Mãe

 

O livro mais precioso de minha biblioteca é um velho caderninho de folhas pautadas e capa vermelha, comprado na Livraria Francesa. Rua do Crespo, 9, Recife e em cuja página de rosto se lê: "Livro de assentamento de despesas. Francelina R. de Souza Bandeira". Francelina R. de Souza Bandeira era o nome de minha mãe. Mas toda a gente a conhecia e tratava por D. Santinha. No meu poema dos "Nomes" escrevi:

 

Santinha nunca foi para mim o diminutivo de santa.  Leia mais »

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A candura de Marilena Chauí pelo amigo Antonio Candido

 

A filósofa Marilena Chaui nos conta, com candura, quem foi Antonio Candido

 

 

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Antonio Candido, por Roberto Schwarz

Blog da Boitempo recupera um texto histórico de Roberto Schwarz, escrito em forma de "verbete", sobre o mestre Antonio Candido

Enviado por Gilberto Cruvinel

do Blog da Boitempo

Antonio Candido

por Roberto Schwarz

Em homenagem a Antonio Candido de Mello e Souza, que nos deixou hoje, dia 12 de maio de 2017, o Blog da Boitempo transcreve abaixo um verbete escrito por Roberto Schwarz, um de seus maiores discípulos herdeiros intelectuais, em 1993 para a Revista da USP. O texto oferece um panorama sucinto e afiado de alguns dos pontos-chave da trajetória e obra deste que é amplamente considerado o maior crítico literário brasileiro, e um dos últimos representantes de uma geração de “intérpretes do Brasil” responsável por encabeçar nossa dita “tradição crítica”.

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3 antonios e 1 jobim

por Gilberto Cruvinel

O último dos quatro Antonios que ainda estava entre nós foi hoje se encontrar com os outros.

O bate papo informal entreTom Jobim, Antonio Callado, Antonio Candido e Antonio Houaiss em que eles tratam de suas experiências bem como do século XX brasileiro, vai continuar.

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A língua portuguesa é a mais bela do mundo, exceto pelo um tanto amorfo "amo-te", por Ricardo Araújo Pereira

Enviado por Gilberto Cruvinel

A língua portuguesa é a mais bela do mundo. Por exemplo, a palavra "devagarinho". Magnífica esta palavra. Os ingleses não tem "devagarinho", são bárbaros que não sabem o que é "devagarinho". "Little slowly" não dá, não existe, não funciona, não presta prá nada. A delicadeza contida na palavra "devagarinho" não tem paralelo em outras línguas e não me venham com "despacito". Isso não é nada, não se compara de maneira nenhuma.

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A natureza é parva, por Ricardo Araújo Pereira

Sugestão de Gilberto Cruvinel

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Crítico espanhol diz que Machado de Assis é maior que Balzac

 

Para Antonio Maura, bruxo do Cosme Velho está acima de Dickens, Galdós e Eça de Queiroz

da redação de Veja

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