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Blog de Gilberto Cruvinel

Silêncio sobre o oceano, por Fernando Venâncio

 

Apresentação de Gilberto Cruvinel

Portugal conhece Machado de Assis? O linguista, historiador da língua e pesquisador português Fernando Venâncio garante que Machado não é, em Portugal, a referência que poderia ter-se tornado. E esta constatação levou-o a concluir: “nós portugueses não merecemos tamanho autor do nosso idioma”. Na origem desta situação, Venâncio localiza as difíceis relações entre Machado de Assis e Eça de Queiroz. É sobre esta relação controversa e as críticas que ocasionou entre eles e que também produziram efeito nos escritos de ambos que versa o artigo escrito pelo pesquisador para a Revista Ler de Lisboa. Eça de Queiroz, nos diz Venâncio, queria ter estendido o contato com Machado, mas “depois depois das críticas deste ao O Primo Basílio, caiu entre eles o silêncio”.  Em tempo, nos últimos anos a situação do Bruxo do Cosme Velho em terras lusitanas melhorou um pouco, segundo o pesquisador: “Desde então houve 8 edições de Dom Casmurro e 4 de Brás Cubas. É alguma coisa. Mas Machado continua a não ser "referência", isto é, um autor que espontaneamente (!) se aduz como "um dos grandes" no nosso idioma.”

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Meu Amor é Marinheiro, de Joaquim Pimentel, por Carminho

Enviado por Gilberto Cruvinel

 

Tenho ciúmes
Das verdes ondas do mar
Que teimam em querer beijar
Teu corpo erguido às marés

.

Tenho ciúmes
Do vento que me atraiçoa
Que vem beijar-te na proa
E morre pelo convés

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As traduções de Emmanuel Santiago para doze sonetos de Shakespeare, por Gilberto Cruvinel

As traduções de Emmanuel Santiago para doze sonetos de Shakespeare

por Gilberto Cruvinel

Emmanuel Santiago participou da entrevista feita com o mestre Ivo Barroso e publicada no GGN há dois meses (A tradução integral de Ivo Barroso).

Poeta, crítico literário e professor de Literatura no Ensino Médio, Emmanuel é graduado em Letras pela Universidade Federal de Ouro Preto e mestre em Literatura Comparada pela USP com a tese sobre Guimarães Rosa, “A narração dificultosa”, publicada em e-book e premiada. Formou-se depois doutor em Literatura Brasileira com a tese “A Musa do Espartilho: o erotismo na poesia parnasiana brasileira”. Emmanuel é também autor do livro de poesia Pavão bizarro.

Este jovem poeta mineiro de São Lourenço já ofereceu aos que gostamos de sonetos e amamos Shakespeare a tradução, até este momento, de 12 dos 154 sonetos do bardo da Avon. Um de nossos maiores mestres do ofício de traduzir, Ivo Barroso, apreciou a habilidade e viu grande sensibilidade tradutória no trabalho de Emmanuel, identificando-o como um tradutor comprometido com a linguagem atual enquanto ele, Ivo, optou por um “estilo arcaizante”, na expressão do próprio Barroso.

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Bugigangas de supermercado, por Ricardo Araújo Pereira

Enviado por Gilberto Cruvinel

Acumulação de pontos para reunir selos em cadernetas que dão acesso a bugigangas

 

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Na ribeira deste rio, de Fernando Pessoa por Mônica Salmaso

Enviado por Gilberto Cruvinel

 

Na ribeira deste rio

Ou na ribeira daquele

Passam meus dias a fio.

Nada me impede, me impele,

Me dá calor ou dá frio.

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Chalupa spotting (contemplação de gente ligeiramente maluca), por Ricardo Araujo Pereira

 

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Tanto de meu estado me acho incerto, por Luís Vaz de Camões

Enviado por Gilberto Cruvinel

Tanto de meu estado me acho incerto, 
que em vivo ardor tremendo estou de frio; 
sem causa, juntamente choro e rio, 
o mundo todo abarco e nada aperto.

.

É tudo quanto sinto, um desconcerto;

da alma um fogo me sai, da vista um rio;
agora espero, agora desconfio, 
agora desvario, agora acerto.

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Inédita no Brasil, peça de Shakespeare aborda relação homoafetiva, por Antonio Gonçalves Filho

 Montagem de 'Os Dois Primos Nobres', de Shakespeare, feita pela Royal Shakespeare Company  Foto: Royal Shakespeare Company Leia mais »

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Trunfo de Antonio Candido foi aproximar literatura e sociedade, por Carlos Berriel

 

RESUMO Professor da Unicamp repassa linhas de força do pensamento de Antonio Candido (1918-2017) sobre a constituição de uma identidade literária brasileira. Autor lembra que sistema teórico estabelecido pelo crítico incorporava contribuições da história e da sociologia na busca de um "específico nacional" indelével.

Antonio Candido em Bofete (SP), em janeiro de 1948

 

Carlos Berriel

da Folha

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'O mundo do meu avô era o meu preferido', rememora neta de Candido

Maria Clara Vergueiro

da Folha

Na primeira terça-feira de maio meu avô e eu almoçamos juntos, como fazíamos toda semana, há muitos anos. Naquele dia, a conversa começou assim: "Nasci em um mundo, me desenvolvi em um outro, e agora estou neste terceiro, que eu não compreendo, do qual não sou parte".

Já era recorrente a queixa de que, àquela altura da vida, nenhuma das suas referências poderia perseverar. Fui cúmplice: "Eu também, Vô, não compreendo e muitas vezes não me sinto parte, inclusive porque este terceiro tem uma característica que o diferencia brutalmente dos anteriores, que é a velocidade. Também não acompanho". Sorrimos juntos e partimos para o tema seguinte. Leia mais »

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Adeus ao maior crítico literário que o Brasil já teve, por Emmanuel Santiago

Antonio Candido de Mello e Souza (1918-2017)

Para além de sua grande envergadura intelectual, Candido foi uma figura inspiradora, capaz de despertar em muitos (ou confirmar) o amor pela literatura

por Emmanuel Santiago

Especial para o Jornal Opção

Na sexta-feira, 12, morreu, aos 98 anos, Antonio Candido — o maior crítico literário que o Brasil já teve (ou, no mínimo, o mais influente). Quase não há um grande clássico da literatura brasileira sobre o qual ele não tenha escrito uma ou duas observações relevantes, quando não textos indispensáveis. Candido, praticamente, colocou de pé a crítica acadêmica brasileira. Basta passar os olhos pela extensa lista de seus orientandos e dos que por estes foram orientados.

Formação da literatura brasileira (1959), que, durante décadas, esteve no centro de um intenso debate e ainda hoje suscita algumas controvérsias, é um marco fundamental de nossa historiografia literária, uma referência incontornável, como até mesmo seus detratores são obrigados a reconhecer. A obra alia vasta erudição, fina sensibilidade estética e um esforço teórico até então inédito em nossos estudos literários. Trata-se de uma leitura obrigatória para todo aquele que deseja compreender o papel da literatura em nosso processo de formação histórica, servindo de complemento a estudos seminais como Casa-grande & senzala, de Gilberto Freyre, Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, e Formação do Brasil contemporâneo, de Caio Prado Júnior. Basicamente, a obra descreve o surgimento de uma consciência nacional em nossa literatura, levando em conta as circunstâncias sociais e culturais que permitiram o desenvolvimento desta, tudo acompanhado de inúmeros comentários reveladores sobre os autores e os textos elencados. Vários insights de Candido no Formação… já serviram de gatilho para dissertações de mestrado e teses de doutorado Brasil afora.

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Manuel Bandeira: Minha Mãe

 

O livro mais precioso de minha biblioteca é um velho caderninho de folhas pautadas e capa vermelha, comprado na Livraria Francesa. Rua do Crespo, 9, Recife e em cuja página de rosto se lê: "Livro de assentamento de despesas. Francelina R. de Souza Bandeira". Francelina R. de Souza Bandeira era o nome de minha mãe. Mas toda a gente a conhecia e tratava por D. Santinha. No meu poema dos "Nomes" escrevi:

 

Santinha nunca foi para mim o diminutivo de santa.  Leia mais »

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A candura de Marilena Chauí pelo amigo Antonio Candido

 

A filósofa Marilena Chaui nos conta, com candura, quem foi Antonio Candido

 

 

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Antonio Candido, por Roberto Schwarz

Blog da Boitempo recupera um texto histórico de Roberto Schwarz, escrito em forma de "verbete", sobre o mestre Antonio Candido

Enviado por Gilberto Cruvinel

do Blog da Boitempo

Antonio Candido

por Roberto Schwarz

Em homenagem a Antonio Candido de Mello e Souza, que nos deixou hoje, dia 12 de maio de 2017, o Blog da Boitempo transcreve abaixo um verbete escrito por Roberto Schwarz, um de seus maiores discípulos herdeiros intelectuais, em 1993 para a Revista da USP. O texto oferece um panorama sucinto e afiado de alguns dos pontos-chave da trajetória e obra deste que é amplamente considerado o maior crítico literário brasileiro, e um dos últimos representantes de uma geração de “intérpretes do Brasil” responsável por encabeçar nossa dita “tradição crítica”.

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3 antonios e 1 jobim

por Gilberto Cruvinel

O último dos quatro Antonios que ainda estava entre nós foi hoje se encontrar com os outros.

O bate papo informal entreTom Jobim, Antonio Callado, Antonio Candido e Antonio Houaiss em que eles tratam de suas experiências bem como do século XX brasileiro, vai continuar.

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A língua portuguesa é a mais bela do mundo, exceto pelo um tanto amorfo "amo-te", por Ricardo Araújo Pereira

Enviado por Gilberto Cruvinel

A língua portuguesa é a mais bela do mundo. Por exemplo, a palavra "devagarinho". Magnífica esta palavra. Os ingleses não tem "devagarinho", são bárbaros que não sabem o que é "devagarinho". "Little slowly" não dá, não existe, não funciona, não presta prá nada. A delicadeza contida na palavra "devagarinho" não tem paralelo em outras línguas e não me venham com "despacito". Isso não é nada, não se compara de maneira nenhuma.

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A natureza é parva, por Ricardo Araújo Pereira

Sugestão de Gilberto Cruvinel

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Crítico espanhol diz que Machado de Assis é maior que Balzac

 

Para Antonio Maura, bruxo do Cosme Velho está acima de Dickens, Galdós e Eça de Queiroz

da redação de Veja

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"Crônica da Casa Assassinada" de Lúcio Cardoso premiado em Nova York, por Benjamin Moser

 

"Crônica da Casa Assassinada" de Lúcio Cardoso premiado em Nova York

por Benjamin Moser Leia mais »

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Os Pensadores, o retorno

Os Pensadores (atualizado)

por Gilberto Cruvinel

“Os Pensadores” é uma coleção de livros que reúne as obras dos filósofos ocidentais desde os pré-socráticos aos pós-modernos. O interessante desta coleção é que ela reúne em cada exemplar um pequeno apanhado sobre a biografia do autor em questão e um, dois ou três livros deste mesmo autor, normalmente os títulos mais conhecidos.

Publicada originalmente pela editora Abril Cultural, entre os anos de 1973/1975, era composta de 52 volumes.

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Teste

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Estudantina de Coimbra oferece serenata a Adriana Calcanhoto

Enviado por Gilberto Cruvinel

A Estudantina Universitária de Coimbra ofereceu, ontem [26/04], uma serenata à cantora brasileira Adriana Calcanhotto, que tem estado na cidade dos estudantes a dar aulas como professora convidada.

“Ontem tivemos o prazer de oferecer uma serenata à Adriana Calcanhotto e deste modo homenagear o seu respeitável trajecto musical. Que Coimbra seja sempre uma casa de portas abertas para ela e para todos os que por aqui passam”, escreveram os tunos na sua pagina do facebook.

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História de Portugal narrada por João Ricardo Pateiro, por Ricardo Araújo Pereira

Enviado por Gilberto Cruvinel

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Eu, pecador, me congratulo, por Ricardo Araújo Pereira

Eu, pecador, me congratulo

por Ricardo Araújo Pereira

da Folha

Dizem que o poeta português António Botto ia pela rua de braço dado com um marujo, a caminho de casa. Fernando Pessoa cruzou com o casal e lastimou: "Ó António...Na Sexta-feira Santa?" Botto justificou imediatamente: "Marinheiro é peixe."

Uma vez que não existe pecado do lado de baixo do Equador, talvez o público brasileiro não entenda todo o alcance desta história. Na qualidade de habitante do hemisfério norte, e velho apreciador de pecados, tenho todo o gosto em explicar aos meus irmãos o que o pecado é. Leia mais »

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Notas sobre Aristóteles e a definição de poesia, por Gabriel Nocchi Macedo


Ilustração: Literatura grega
 
Jornal GGN - A verdadeira distinção entre a prosa e a poesia ainda gera questionamentos e incertezas, mesmo entre o universo acadêmico. Debatendo sobre estes dois gêneros literários, o professor e doutor em Línguas e Literaturas Clássicas pela Universidade de Liège, na Bélgica, Gabriel Nocchi Macedo recorda a origem das palavras para tentar responder às dúvidas. Para isso, recorre aos antigos gregos, Platão e Aristóteles.
 
Sugerido por Gilberto Cruvinel
 

Por Gabriel Nocchi Macedo

Algumas notas sobre Aristóteles e a definição de poesia

Do Estadão

O que diferencia prosa e poesia? Feita a um grupo de estudantes universitários, em uma prestigiosa universidade, a pergunta gerou hesitação. Com alguma insistência, obtiveram-se algumas tímidas respostas: a poesia é uma “expressão de sentimentos”, enquanto a prosa “conta uma história”. Qualquer distinção formal entre uma e outra categoria de composição literária, mesmo a noção de “verso”, passa despercebida. A resposta dos nossos universitários reflete, de certa forma, a ideia que o público geral tem do propósito da poesia: exprimir sentimentos, criar imagens, sugerir afetos, enquanto romances, contos e novelas narram histórias com início, meio e fim.

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Manuel Bandeira, o homem que amava doces, a vida, as mulheres e, sobretudo, a poesia

Manuel Bandeira, 19/04/1886 - 13/10/1968

 

Cleonice Berardinelli, amiga até os últimos dias do poeta, fala sobre Manuel Bandeira 

 

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Para entender os Estados Unidos, por Benjamin Moser

Enviado por Gilberto Cruvinel

do Nexo

Benjamin Moser, escritor e historiador americano, indica 5 livros para entender os Estados Unidos

Suponho que estes livros não são traduzidos ao português, mas enfim, para “entender o Brasil” (se é que alguém entende o Brasil) é preciso saber português - e para entender os Estados Unidos (se é que alguém entende os Estados Unidos) é preciso saber inglês.

O que sempre digo quando falo dos Estados Unidos para públicos estrangeiros é que ninguém deve pensar que sabe a mais mínima coisa da cultura e história americanas só pelo fato de consumir a nossa cultura popular. Isso é o problema maior: se eu fosse da Mongólia e dissesse “vocês não sabem nada sobre a Mongólia”, ninguém acharia estranho. Mas as pessoas sempre acham que já sabem tudo sobre nós. Não sabem nada. O país é muito maior, muito mais estranho e muito mais complicado do que se pode ter uma ideia sem um conhecimento profundo das nossas raízes. Estes livros talvez ajudem.

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Vários Youtubers vão falir se ficarmos calados, por Felipe Neto

Felipe Neto é um dos youtubers brasileiros (produtor de conteúdo para o YouTube) que tem o maior número de inscritos no canal que ele mantém. Acaba de ultrapassar a marca de 10 milhões de inscritos e os vídeos diários que produz atingem 2 milhões de visualizações. Felipe fala em um de seus últimos vídeos sobre a nova política do You Tube de priorizar o conteúdo "Family Friendly" e retirar então anúncios de vídeos que não se ajustem a esse filtro. Como consequência, a remunderação dos youtubers brasileiros que não passam pelo critério "Family Friendly" caiu 90% nas últimas semanas, desde que o You Tube adotou a nova prática. Felipe explica a origem desse movimento numa reportagem feita pelo Wall Street Journal mostrando que muitos anunciantes estavam tendo anúncios veiculados em videos com conteúdo de ódio. O youtuber diz que a reportagem do WSJ é fraudulenta.

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'O Lutador' de Carlos Drummond de Andrade, por Laura Cardoso

Enviado por Gilberto Cruvinel

Da Revista Bravo

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