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As traduções de Emmanuel Santiago para doze sonetos de Shakespeare, por Gilberto Cruvinel

As traduções de Emmanuel Santiago para doze sonetos de Shakespeare

por Gilberto Cruvinel

Emmanuel Santiago participou da entrevista feita com o mestre Ivo Barroso e publicada no GGN há dois meses (A tradução integral de Ivo Barroso).

Poeta, crítico literário e professor de Literatura no Ensino Médio, Emmanuel é graduado em Letras pela Universidade Federal de Ouro Preto e mestre em Literatura Comparada pela USP com a tese sobre Guimarães Rosa, “A narração dificultosa”, publicada em e-book e premiada. Formou-se depois doutor em Literatura Brasileira com a tese “A Musa do Espartilho: o erotismo na poesia parnasiana brasileira”. Emmanuel é também autor do livro de poesia Pavão bizarro.

Este jovem poeta mineiro de São Lourenço já ofereceu aos que gostamos de sonetos e amamos Shakespeare a tradução, até este momento, de 12 dos 154 sonetos do bardo da Avon. Um de nossos maiores mestres do ofício de traduzir, Ivo Barroso, apreciou a habilidade e viu grande sensibilidade tradutória no trabalho de Emmanuel, identificando-o como um tradutor comprometido com a linguagem atual enquanto ele, Ivo, optou por um “estilo arcaizante”, na expressão do próprio Barroso.

 “Espero vivamente que ele prossiga nesse trabalho de Sísifo e nos dê, daqui a uns anos, uma tradução dos 154 sonetos do Vate.” disse Ivo Barroso.

Aqui estão então, com exclusividade para os leitores do Jornal GGN, um buquê de 12 sonetos de Shakespeare na tradução de Emmanuel Santiago, pela primeira vez reunidos para publicação. O primeiro dos sonetos desta coletânea é do próprio Emmanuel e fala sobre a difícil tarefa de traduzir os sonetos de Shakespeare. É uma homenagem ao ofício do tradutor. Emmanuel Santiago, tal qual Ivo Barroso, é um tradutor por amor, “já que ele sabe que a um só original podem corresponder mil soluções e que a sua deve ser, por amor, a mais pertinente” como escreveu uma vez o também tradutor e filólogo Antonio Houaiss sobre o próprio Ivo Barroso.

 

Soneto 0 (do tradutor)

 

No balanço da lança me lanço colérico,

Traduzindo do Bardo os sonetos de amor,

E na liça me sinto um guerreiro de Homero,

Que, fugido de Troia, se fez tradutor.

São de amor, sim, eu sei, e agradável o estilo,

Uma dança gentil de palavras e ideias;

Inda assim eu me sinto um herói de Virgílio,

Uma cópia fajuta, uma sombra de Eneias.

Traduzindo as palavras do Bardo Imortal,

Sei que só restará, ao final, quase um eco,

Que me dá, entretanto, um prazer sem igual,

Pois, se o gênero é lírico, o trampo foi épico.

                Eis que a Musa pergunta o que espero da vida:

                Traduzir um soneto ou parir uma Ilíada?

 

 

Soneto 18

 

Poderei comparar-te ao fulgor do verão?

Tu és tão mais amável e tão mais ameno:

A tormenta de maio a flor tolhe em botão

E o verão se consome num prazo pequeno.

Quando faz calor, o olho do céu nos fulmina,

Outras vezes oculta a dourada nudeza;

E, de tudo que é belo, a beleza declina

Por acaso ou por sua fugaz natureza.

Mas, sem fim, teu verão não conhece fastio,

Nem sequer perde o viço no curso das eras,

Nem a Morte te envolve em seu manto sombrio,

Pois no verso indelével o tempo superas:

         Enquanto homens houver, e olhos prontos a ver,

         Enquanto isto for lido, tu hás de viver.

 

Sonnet XVIII

 

Shall I compare thee to a summer’s day?

Thou art more lovely and more temperate:

Rough winds do shake the darling buds of May,

And summer’s lease hath all too short a date:

Sometime too hot the eye of heaven shines,

And often is his gold complexion dimmed,

And every fair from fair sometime declines,

By chance, or nature’s changing course untrimmed:

But thy eternal summer shall not fade,

Nor lose possession of that fair thou ow’st,

Nor shall death brag thou wander’st in his shade,

When in eternal lines to time thou grow’st,

           So long as men can breathe, or eyes can see,

           So long lives this, and this gives life to thee.

 

Soneto 20

 

Feminina feição por Natura pintada

Possuis tu, mestre-mestra de minha paixão;

Das mulheres tens a alma gentil, mas que nada

De volúvel supõe, nem da moda a ilusão.

Um olhar mais brilhante que o delas, sincero,

A fulgir sobre aquilo em que tu o desferes;

O rubor mais viril, dos matizes império,

Que dos homens o olhar rouba, qual das mulheres.

A princípio mulher foste tu concebido,

Mas Natura, ao fazer-te, ao teu charme cedia

E mudou-te de forma e me fez excluído,

Dando-te algo, p’ra mim, sem qualquer serventia.

              Como foste moldado ao prazer das donzelas,

              Teu amor, então, é meu e teu gozo, delas.

 

Sonnet XX

 

A woman’s face with Nature’s own hand painted,

Hast thou, the master mistress of my passion;

A woman’s gentle heart, but not acquainted

With shifting change, as is false women’s fashion:

An eye more bright than theirs, less false in rolling,

Gilding the object whereupon it gazeth;

A man in hue all hues in his controlling,

Which steals men’s eyes and women’s souls amazeth.

And for a woman wert thou first created;

Till Nature, as she wrought thee, fell a-doting,

And by addition me of thee defeated,

By adding one thing to my purpose nothing.

               But since she prick’d thee out for women’s pleasure,

               Mine be thy love and thy love’s use their treasure.

 

Soneto 26

 

Meu amado senhor, a quem sirvo submisso,

Cujo mérito, enfim, enlaçou meu intento,

Por escrito te envio este meu compromisso,

Atestando o dever, porém não meu talento.

Grandioso dever! Meu engenho conciso

Não consegue expressá-lo e ei-lo aqui: nu em pelo;

Mas espero que teu refinado juízo

Com alguma clareza consiga envolvê-lo.

Isso até que uma estrela qualquer com seu brilho

Me conduza p’ra perto de teu belo ser,

Adornando com gala este amor maltrapilho

E mostrando-me digno de teu benquerer.

             Só então ousarei divulgar ter-te amado;

             Até lá, não me exponho p’ra não ser testado.

 

Sonnet XXVI

 

Lord of my love, to whom in vassalage

Thy merit hath my duty strongly knit,

To thee I send this written embassage,

To witness duty, not to show my wit:

Duty so great, which wit so poor as mine

May make seem bare, in wanting words to show it,

But that I hope some good conceit of thine

In thy soul’s thought, all naked, will bestow it:

Till whatsoever star that guides my moving,

Points on me graciously with fair aspect,

And puts apparel on my tottered loving,

To show me worthy of thy sweet respect:

               Then may I dare to boast how I do love thee;

               Till then, not show my head where thou mayst prove me.

 

Soneto 35

 

Não te aflijas co’aquilo de mal que fizeste:

Rosas trazem espinhos, as fontes têm lama,

Nuvens cobrem mesquinhas os corpos celestes

E a lagarta asquerosa se oculta na rama.

Todo mundo comete erros, eu mesmo, agora,

Atenuo teus erros por comparação,

E corrompe a si mesmo quem teu mal ignora,

Desculpando até mais do que teus crimes são.

Para tua luxúria, a razão apresento,

É também advogado teu maior delator,

E eis que contra mim mesmo um litígio sustento

Numa guerra civil entre meu ódio e o amor,

              E me faço de cúmplice, nesse motim,

              De tal doce ladrão que me rouba de mim.

 

Sonnet XXXV

 

No more be grieved at that which thou hast done:

Roses have thorns, and silver fountains mud:

Clouds and eclipses stain both moon and sun,

And loathsome canker lives in sweetest bud.

All men make faults, and even I in this,

Authorizing thy trespass with compare,

Myself corrupting, salving thy amiss,

Excusing thy sins more than thy sins are;

For to thy sensual fault I bring in sense,

Thy adverse party is thy advocate,

And ‘gainst myself a lawful plea commence:

Such civil war is in my love and hate,

               That I an accessary needs must be,

               To that sweet thief which sourly robs from me.

 

Soneto 40

 

Rouba, sim, meus amores, amor, eles todos,

O que acaso tens tu que não tinhas outrora?

Verdadeiros amores, nenhum, só engodos;

O que tenho era teu, e isso não é de agora.

Pelo amor que me tens meu amor me tomaste,

E de usar meu amor nunca posso culpar-te,

Entretanto te culpo, se tu te entregaste

Por capricho a quem sempre deixavas à parte.

Eu desculpo teu roubo, ladino gentil,

De ti mesmo furtaste esta minha pobreza;

Eis que o amor sempre soube que é muito mais vil

Suportar-lhe os enganos que a dor da crueza.

               Graça cúpida, fonte de males extremos,

               Com desprezo me mata, mas nunca lutemos. 

 

Sonnet XL

 

Take all my loves, my love, yea take them all;

What hast thou then more than thou hadst before?

No love, my love, that thou mayst true love call;

All mine was thine, before thou hadst this more.

Then, if for my love, thou my love receivest,

I cannot blame thee, for my love thou usest;

But yet be blam’d, if thou thy self deceivest

By wilful taste of what thyself refusest.

I do forgive thy robbery, gentle thief,

Although thou steal thee all my poverty:

And yet, love knows it is a greater grief

To bear love’s wrong, than hate’s known injury.

              Lascivious grace, in whom all ill well shows,

              Kill me with spites yet we must not be foes.

 

Soneto 42

 

Que a possuas, aí não está meu tormento,

Apesar de estimá-la com grande ternura;

Que tu sejas só dela, funesto lamento,

Uma perda de amor que me atinge mais dura.

Meus amáveis verdugos, perdão vos concedo:

Por saberes que a amo, também a amaste,

E, em favor de mim, ela me faz de brinquedo,

Obrigando-te a amá-la em meu próprio resgate.

Se te perco, quem ganha será meu amor,

E a perdendo, terá meu amigo a encontrado,

Encontrando-se os dois, de ambos sou perdedor,

E, em meu próprio favor, sobre a cruz sou deitado.

               Ó ventura: se meu amigo e eu somos um,

               Que ilusão! Ela me ama e mais homem nenhum.

 

Sonnet XLII

 

That thou hast her it is not all my grief,

And yet it may be said I loved her dearly;

That she hath thee is of my wailing chief,

A loss in love that touches me more nearly.

Loving offenders thus I will excuse ye:

Thou dost love her, because thou know’st I love her;

And for my sake even so doth she abuse me,

Suffering my friend for my sake to approve her.

If I lose thee, my loss is my love’s gain,

And losing her, my friend hath found that loss;

Both find each other, and I lose both twain,

And both for my sake lay on me this cross:

              But here’s the joy; my friend and I are one;

              Sweet flattery! then she loves but me alone.

 

Soneto 53

 

Que substância é a tua, que forma latente,

À qual cedem milhares de sombras alheias?

Tudo tem, cada coisa, um reflexo somente,

Mas tu, sendo um só, todas as sombras lastreias.

Representem Adônis: o que se revela

É um rascunho malfeito de tua figura;

Se de Helena pintarem a imagem mais bela,

Numa túnica grega, estarás na pintura.

Falem da primavera e do viço da messe;

A primeira é de tua beleza um resumo,

O segundo com tua bondade parece

E nas formas mais belas teus traços presumo.

                Se da graça visível és parte integrante,

                Ninguém tem, como tu, coração tão constante.

 

Sonnet LIII

 

What is your substance, whereof are you made,

That millions of strange shadows on you tend?

Since every one hath, every one, one shade,

And you but one, can every shadow lend.

Describe Adonis, and the counterfeit

Is poorly imitated after you;

On Helen’s cheek all art of beauty set,

And you in Grecian tires are painted new:

Speak of the spring, and foison of the year,

The one doth shadow of your beauty show,

The other as your bounty doth appear;

And you in every blessed shape we know.

               In all external grace you have some part,

              But you like none, none you, for constant heart.

 

Soneto 96

 

Uns te acusam de jovem, uns dizem devasso,

Uns que teu charme é seres tão moço e galante;

Tal charme, ou vício, agrada do nobre ao mais crasso:

Tu convertes o vício num bem cativante.

Assim como no dedo de altiva rainha

Mesmo a joia ordinária se faz estimada,

Essa falta de pejo que em ti se adivinha

Se transforma em virtude, por boa é tomada.

Quantas presas um lobo teria a predar

Se pudesse fazer-se passar por cordeiro?

Quantos se perderiam por te contemplar

Se quisesses mostrar teu valor por inteiro?

               Não o faças, pois te amo com tal regozijo,

              Que, por seres meu, tomo p’ra mim teu prestígio.

 

Sonnet XCVI

 

Some say thy fault is youth, some wantonness;

Some say thy grace is youth and gentle sport;

Both grace and faults are loved of more and less:

Thou makest faults graces that to thee resort.

As on the finger of a throned queen

The basest jewel will be well esteem’d,

So are those errors that in thee are seen

To truths translated, and for true things deem’d.

How many lambs might the stern wolf betray,

If like a lamb he could his looks translate!

How many gazers mightst thou lead away,

If thou wouldst use the strength of all thy state!

            But do not so, I love thee in such sort,

            As thou being mine, mine is thy good report.

 

Soneto 105

 

Não se diga, do amor que tenho, idolatria,

Nem o amado qual ídolo se represente;

Minhas preces, canções, nada disso haveria,

Porém, não fosse ele, ele sempre, ele somente.

Gentil este amor hoje, gentil no futuro,

Imutável na sua excelência sublime,

E meu verso, que tão permanente afiguro,

Uma só coisa diz, todo o resto suprime.

Belo, bom, verdadeiro, eis aqui meu resumo,

Belo, bom, verdadeiro, em palavras sortidas;

Revezando esses três, meu engenho consumo,

Três conceitos em um, de extensões desmedidas.

                Belo, bom, verdadeiro viviam distantes,

                Sem poderem unir-se num ser único antes.

 

Sonnet CV

 

Let not my love be called idolatry,

Nor my beloved as an idol show,

Since all alike my songs and praises be

To one, of one, still such, and ever so.

Kind is my love to-day, to-morrow kind,

Still constant in a wondrous excellence;

Therefore my verse to constancy confined,

One thing expressing, leaves out difference.

Fair, kind, and true, is all my argument,

Fair, kind, and true, varying to other words;

And in this change is my invention spent,

Three themes in one, which wondrous scope affords.

               Fair, kind, and true, have often lived alone,

               Which three till now, never kept seat in one.

 

Soneto 108

 

O que existe no cérebro para esboçar

Que minh’alma não tenha transcrito amiúde?

O que mais a dizer, o que então registrar

Que exprimir meu amor possa ou tua virtude?

Nada, doce rapaz; como quem reza a Deus,

Devo todos os dias dizer sem enfado,

Repetir o já dito: és meu, meus dons são teus,

Desde a vez que teu nome por mim foi louvado.

Esse amor sempiterno em seu novo disfarce

Não enverga nem sofre da idade os castigos,

Nem às rugas fatídicas há de entregar-se,

Mas converte em seus pajens os tempos antigos,

                Encontrando do amor a nascente perdida,

                Onde a vã aparência o mostrasse sem vida.

 

Sonnet CVIII

 

What’s in the brain that ink may character

Which hath not figured to thee my true spirit?

What’s new to speak, what now to register,

That may express my love, or thy dear merit?

Nothing, sweet boy; but yet, like prayers divine,

I must each day say o’er the very same;

Counting no old thing old, thou mine, I thine,

Even as when first I hallowed thy fair name.

So that eternal love in love’s fresh case,

Weighs not the dust and injury of age,

Nor gives to necessary wrinkles place,

But makes antiquity for aye his page;

               Finding the first conceit of love there bred,

              Where time and outward form would show it dead.

 

Soneto 126

 

Tu, querido rapaz, que gentil te assenhoras

Da ampulheta do Tempo e colheita das horas,

Que minguando floresces, ainda que vejas

Teus amantes murcharem enquanto vicejas;

Se a Natura (que sobre destroços governa)

Quando avanças te puxa de volta uma perna,

É por esta razão: pelos seus atributos

De causar dano ao Tempo e matar vis minutos.

Mas tu deves temê-la, Ó dileto vassalo!

Que ela guarda, mas sem conservar, seu regalo.

E tal dívida, mesmo em atraso, é quitada,

E quitá-la há de ser, para ti, derrocada.

               (                                           )

               (                                           )

 

Sonnet CXXVI

 

O thou, my lovely boy, who in thy power

Dost hold Time’s fickle glass, his sickle-hour;

Who hast by waning grown, and therein showest

Thy lovers withering, as thy sweet self growest.

If Nature, sovereign mistress over wrack,

As thou goest onwards still will pluck thee back,

She keeps thee to this purpose, that her skill

May time disgrace and wretched minutes kill.

Yet fear her, O thou minion of her pleasure!

She may detain, but not still keep, her treasure:

Her audit (though delayed) answered must be,

And her quietus is to render thee.

               (                                           )

               (                                           )

 

Soneto 129

 

Exaustão do vigor ao perder-se a vergonha

É luxúria em ação; e, em ação, a luxúria

É mendaz, assassina, culposa, medonha,

Irascível, feroz, sem limite ou lisura;

Desfrutada, em desprezo recai em seguida;

Desatino caçado, ao ser posto em corrente,

Detestável se torna, qual isca mordida,

Preparada a fazer quem a tome demente:

Um demente a segui-la e, também, um possesso;

Quem a teve ou a tem, inda mais se exaspera;

Uma bênção que, à prova, angustia em excesso;

Alegria primeiro, em seguida, quimera.

                Todo mundo a conhece, sem ter o juízo

                De furtar-se ao inferno de tal paraíso.

 

Sonnet CXXIX

 

The expense of spirit in a waste of shame

Is lust in action: and till action, lust

Is perjured, murderous, bloody, full of blame,

Savage, extreme, rude, cruel, not to trust;

Enjoyed no sooner but despised straight;

Past reason hunted; and no sooner had,

Past reason hated, as a swallowed bait,

On purpose laid to make the taker mad.

Mad in pursuit and in possession so;

Had, having, and in quest to have extreme;

A bliss in proof, and proved, a very woe;

Before, a joy proposed; behind a dream.

              All this the world well knows; yet none knows well  

              To shun the heaven that leads men to this hell. 

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Brnca

Bom exemplo

Notável! Sempre me perguntei os motivos de nossos tradutores de poesia clássica não utilizarem português atual para atrair interesse de boa parcela de jovens que gostam de literatura. Parece que isso acabou com a audácia magnífica de Santiago. Que outros tradutores sigam seus passos.

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