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Acordo remete à conciliação, por Eduardo Ramos

Acordo remete à conciliação

por Eduardo Ramos

Acordo remete à conciliação. A palavra barafunda nos remete a caos, confusão, abismo... Se só um acordo nacional nos resgata disso, então os que rejeitam a política de conciliação de Lula teriam, ao menos para a redemocratização do país, sem a qual nada virá de bom, que se render a essa necessidade.

E por mais que muitos de nós estejam cansados de paliativos, de lapsos de tempo no Brasil em que "colocamos band-aid para tampar tumores", se a saída mais radical desejada por muitos, um confronto aberto que expusesse de vez todas as contradições seculares, é inviável, até por falta de "povo suficiente disposto a bancar essa guerra, então, NÃO RESTA OPÇÃO, torna-se uma questão de RACIONALIDADE e de SOBREVIVÊNCIA. Porque a verdade é que se Lula não fez tudo o que desejávamos, alguns de nós, devido à tal da "conciliação", o fato é que ele trouxe muitos "anéis" para as mãos dos miseráveis e pobres, e o golpe não só arranca esses anéis, como se torna ameaça real de amputação dos dedos.

Urge portanto, um fim desse horror! A sangria do desemprego em massa, a diminuição do bolsa família, cortes no FIES, desmonte total de programas voltados para a ciência e tecnologia, a venda dos ativos da Petrobras, as PECs, todas elas destruindo o arcabouço legal de proteção aos trabalhadores, se ISSO não for estancado, não haverá país a ser governado em 2019, após as eleições, mas um país a ser retirado da UTI, quase terminal. Não é tempo portanto, de convicções muito radicais, de soluções que só serão viáveis APÓS A RECUPERAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES, retiradas de seu estado de PATOLOGIA, o narcisismo, a arrogância, a loucura em que se atiraram, Ministério Público Federal, Polícia federa, STF, etc. etc

Nassif pergunta se há "UM" cidadão com capacidade para tanto. Porque não pensarmos em "UNS"? Só Lula teria a legitimidade POPULAR para liderar essa coalizão, mas sozinho, jamais chegaria a lugar algum, devido à força desmedida que a mídia alcançou e ao ódio que ainda suscita em nossa elite, classe média e no Judiciário e MPF farsescos e indignos até a medula nas altas esferas. Mas temos um Nelson Jobim, um Bresser Pereira, nomes que somados a mais uns dois ou três desse quilate, podem dar CREDIBILIDADE a uma proposta mínima, coesa, de SOLUÇÃO PARA A CRISE! E que só depois disso, dos loucos guardados em seus hospícios, de uma mínima normalidade institucional, aos poucos, começarem as ações necessárias à recuperação do país, anulando-se ações do governo golpista, propondo um debate urgente para a reforma política, estabelecendo-se mais uma vez limites racionais para as atribuições das instituições, tendo a coragem de punir Moro e todos os outros que extrapolaram dessas atribuições gerando o Estado de Exceção no Brasil.

Fora dessa possibilidade, notáveis que se unam para resgatar a nação, resta o confronto, eleições tumultuadas, lava jato prendendo, delatando, soltando gravações, decidindo o destino político do Brasil, Gilmar Mendes exercendo seu poder IMPERIAL no Judiciário, o Brasil transformado num trem desgovernado, até que um dia a saída viesse após virarmos uma terra arrasada como ninguém hoje ainda é capaz de imaginar. Que país aguenta a "barafunda", nesse nível, por mais dezoito meses?

Até quando nosso povo, de um conformismo talvez único no planeta, aguentará o que virá se temer persistir no governo?

Se não quiserem uma guerra civil ou a inevitável tomada de poder pelos militares, a única saída pacífica é o acordo, a conciliação. E apenas Lula tem cacife político para liderar esse movimento hoje, no Brasil.

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24 comentários

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Pelo acordão (2)

LAVA A JATO: “VISITA DA SAÚDE” (ANTES DA MORTE) – A DELAÇÃO DOS BANCOS POR PALOCCI

Por Romulus & Núcleo Duro

Aí vocês me perguntam:

- Mas então você está tranquilo, Romulus?

E eu respondo “tranquilamente”:

- Não: estou APAVORADO!

Enquanto o Dallagnol e cia. não entenderem que em Banco não se mexe (e eles não entenderam ainda, como verão mais abaixo...) e não aprenderem o que é "too big to fail", "risco sistêmico", corrida bancária e "alavancagem" de instituições financeiras (falidas contabilmente “de fato”), estamos correndo um ENORME risco.

Imagina quantos novos seguidores o Dallagnol não pensa que vai ganhar no Twitter falando que "prende e arrebenta"...

- ... os Setúbal/ Aguiar/ Safra/ Dantas/ Esteves??

Bancos:

- Ruim com eles...

- ... HOLOCAUSTO NUCLEAR sem eles!

 

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Pelo acordão (1)

“ACORDÃO”: COMEÇA O FIM DA LAVA JATO (“TOO BIG TO FAIL”, ESTÚPIDO!)

Por Romulus & Núcleo Duro

- A Medida Provisória que permite ao Banco Central celebrar acordos de leniência – secretos! – com os Bancos muda o jogo.

- Esvazia sobremaneira o poder de chantagem da Força Tarefa da Lava a Jato – e de Palocci! – sobre o Mercado: a “bomba atômica” está em vias de virar uma...

- ... biribinha (!)

- Esse fato – tomado isoladamente – é ruim para o PT. E para Lula (!)

- Mas...

- Sempre se pode contar com a estupidez dos Procuradores de Curitiba. Eles que – até agora! – ainda não entenderam que o Acordão é...

- ... I-NE-VI-TÁ-VEL!

- Por quê?

- Ora, “é o too big to fail, estúpido!”.

- No caso, literalmente “estúpidos” M E S M O.

 

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Um acordo nacional por

Um acordo nacional por definição NÃO TEM LIDER. É acordo entre iguais.

 

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André, penso que tem que ter

André, penso que tem que ter líder ou líderes, para iniciar(em) o movimento e levá-lo a bom termo.....

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Sim, claro, LIDERES no

Sim, claro, LIDERES no plural, cada parte tem seu lider e não um só lider.

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Conciliação sim

Mas só há um conciliador da altura que necessitamos, que já provou isto no seu belo governo: LULA.

E sem ele nunca vai haver conciliação.

 

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Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros (ditado árabe).

Por temperamento, gostaria de algo + radical MAS

Concordo EM PARTE com o Eduardo, estou de saco de gente dizendo que devia ter sido feito mais, quando mesmo esse "pouco" que foi conseguido (nao tao pouco para quem nao tem nada...) foi ameaçador para os de sempre e está sendo arrancado de nós. Acho que agora, com acordo ou sem acordo, o mais importante é conseguir movimentar a populaçao contra as reformas trabalhista e da previdência, nenhum acordo deveria ter nosso apoio se for para tentar "acalmar" isso. Mas SE conseguirmos um acordo que pelo menos trave o retrocesso é melhor que deixar o golpe se aprofundar. A Direita tem meios sofisticados de manipulaçao das mentes, inclusive estao usando críticas feitas de boa fé por gente de esquerda para demolir a esquerda real, Dilma, PT, etc., e num momento como este, em que o importante é lutar contra o golpe. Ficar criticando tudo o sonhando com socialismo agora só nos enfraquece.

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Oi, Anarquista Lúcida! Eu

Oi, Anarquista Lúcida!
Eu também desejaria uma solução mais radical, às vezes penso com muito carinho na ideia de apoiar e votar em Ciro Gomes, apesar de suas imaturidades e rompantes tolos, só por conta disso, a possibilidade de, NELE NA PRESIDÊNCIA, termos uma pessoa ousada, destemida, capaz de espremer nossas feridas, gerando finalmente os CONFRONTOS necessários, urgentes, em nosso país. Mas isso só seria possível em 2018, e o Brasil está derretendo nas mãos dessa quadrilha canalha, não podemos nos dar ao luxo de esperar dezoito meses. Temer caindo, se um candidato "palatável" à direita e à esquerda fosse eleito, CASO AS DIRETAS SEJAM INVIABILIZADAS PELO STF E CONGRESSO, seria um mal menor, e talvez, ao menos a FREADA à venda dos nossos ativos mais ricos e o desmonte de tudo o que foi promulgado na Constituição de 88.....
Às vezes pode ser mais racional um passo curto para a frente, do que a luta por terrenos que sejam, por hora, inconquistáveis. Mas sei que ninguém tem a lucidez necessária para apontar passo a passo as soluções mais inteligentes no meio de um caos tão gigantesco. Por isso a necessidade de toda a reflexão e debate, sem preconceitos e narcisismos..... Abraço!!!!!

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Uma coisa é o que queremos, outra o que é possível

Agora nao dá para conciliar com a manutençao das "reformas" trabalhista e previdenciária ou com a entrega do país. Se o "acordo" nao contemplar isso, melhor nao haver acordo nenhum. E, com acordo ou sem acordo, o mais importante é conseguir manter a pressao das ruas. Se conseguirmos...

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Desabilitar editor de

Desabilitar editor de textoConcordo.... alguns pontos são obviamente inegociáveis, se não não é acordo, é capitulação.

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imagem de ze sergio
ze sergio

por....

Na pedra da Constituição, o próprio Soberano, mandou escrever seus mandamentos. Quem impòs tal doutrinação e preceitos, agora quer dizer que seus seguidores é que estão errados? Somos filhos de tal Constituição. Falta a nossa elites, esquerdopatas maciçamente, menos hipocrisia e mais humildade. O prédio que desmoronou foi erguido encima de suas bases.  

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???

Cabeça de camarao mesmo. Nao diz coisa com coisa. Comentário digno de quem usa o termo esquerdopata para se referir a esquerdistas.

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A Falácia da Conciliação

A palavra “conciliação” tem um sentido mais amplo do que a simples busca de um acordo.  “Conciliar” significa almejar um acordo com característica de “harmonia”, “congraçamento”.

Num dissídio coletivo, por exemplo,  nunca ninguém afirmou que trabalhadores e empregadores buscavam uma “conciliação”.  O que caracteriza um dissídio é a negociação e nunca a conciliação, pois as partes sabem que os interesses são como “água e óleo”.

Durante os governos do PT vivemos a ilusão de uma conciliação entres classes sociais. Aparentemente, todas as classes aceitavam a “harmonia” para obter  desenvolvimento econômico.  Os governos do PT, sem mexer nos privilégios da classe dominante, proporcionaram ganhos materiais para as classes dominadas.

Porém, a “conciliação” na qual os democratas acreditaram deseducou o povo politicamente.  Ajudou a anestesiar a consciência política e social de nosso povo. Os benefícios sociais apareciam como se fossem uma dádiva natural e não resultado de uma disputa política com interesses divergentes ou antagônicos.

Apesar de todo esse bom comportamento dos democratas, a classe dominante rasgou o “grande acordo” na hora que considerou mais conveniente. E todos os avanços sociais ocorridos em mais de 50 anos estão sendo eliminados.

A nossa classe dominante tem valores escravocratas, como qualquer pessoa minimamente informada pode constatar. A nossa classe dominante nunca teve respeito pela Democracia e deu tantos golpes quantos foram possíveis para manter seus privilégios.

O mais recente golpe da classe dominante está levando o Brasil para o fundo de um escuro precipício. Ao mesmo tempo,  brasileiros de todas as classes sociais estão perdendo a ilusão, ganhando consciência política, pois essa barafunda está revelando a verdadeira essência dos golpistas. Há pouco tempo, Cunha, Temer e Aécio eram enaltecidos...

O fato é que, neste momento, o povo brasileiro está tendo uma oportunidade exemplar de se educar politicamente. Penso que os democratas devem investir suas energias no esclarecimento, mobilização e organização.

Nesse novo contexto, indesejado pelos golpistas, surge a proposta de  “celebração de um grande acordo”, uma nova “conciliação”. Com quem ? Com os golpistas cuja vontade é escravizar nosso povo e destruir a possibilidade do Brasil vir a ser uma República Democrática.

É uma falácia apresentar como inevitável o dilema “conciliação” ou “guerra civil – ditadura militar”. Existem outras possibilidades que a força política de um povo pode criar.

Todos nós estamos ganhando consciência de que estamos perdendo  direitos, que nossa vida deteriora, que nosso futuro é perverso, sinistro. Precisamos todos  ganhar a certeza de que nenhum Dom Sebastião virá para salvar o país de todos os seus problemas.

Conciliação, nunca mais !

Se você não defende os seus direitos, então você não merece ter direitos.

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Marcos, falo em conciliação

Marcos, falo em conciliação não como uma PRÁTICA PERMANENTE para um próximo governo, embora não a descarte, confesso não ter clareza a respeito..... Mas a defendo HOJE, como o único PONTO DE PARTIDA para um INÍCIO de solução, uma freada a esse horror, esse caos, ou como chamou o Nassif, essa "barafunda...... Abraço!!!!

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Conciliação ou necrose do tecido social

Quem quer confronto, favor informar de quantos batalhões dispõe.

Quem chama ao confronto sem dispor de tanques, fuzis, obuses, artilharia, infantaria, etc., é um provocador irresponsável.

Porque a direita, sim, tem Forças Armadas prontas a intervir, em caso de guerra civil.

E as Forças Armadas não vão se alinhar ao campo democrático e popular.

Lamento, mas não teremos uma Revolução dos Cravos no Brasil.

Nossas Forças Armadas são de direita, sabiam?

 

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E NOSSA LUTA NÃO FOI

E NOSSA LUTA NÃO FOI PROVOCAÇÃO OU IRRESPONSABILIDADE ,AO MENOS QUE JULGUE O AMOR A JUSTIÇA A VERDADE E A LIBERDADE SEJA IRRESPONSABILIDADE.NOS RESPEITE POR FAVOR!

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Crítica não é desrespeito...

Os Back Blocs são provocadores e irresponsáveis (quando não são simplesmente P2 infiltrados para legitimar a infame violência da PM contra manifestações populares). Mesmo assim, não os desrespeito. Critico-os na esperança que abandonem suas táticas suicidas. Enfrentar tropas fortemente armadas com pedradas e coquetéis Molotov é burrice. E é tudo o que as tropas fortemente armadas querem.

Os que pegaram em armas contra a ditadura nos anos 70 tinham amor à Justiça, à Verdade e à Liberdade, mas não à Matemática nem à Lógica. Mesmo assim, não os desrespeito. Critico-os na esperança de que não incitem os jovens de hoje a engossar a fileira dos Black Blocs e afins.

Se querem mudar o curso dos acontecimentos pela força, que procurem interlocução nos meios militares. Pode ser que exista por lá algum resquício de nacionalismo ou capacidade de raciocínio estratégico. Revolução, querido, a gente faz quando tem força armada sufuciente para sustentá-la contra a reação. Lamento, mas acho que, agora, não é esse o caso.

Então, a violência dos oprimidos contra o Estado de Exceção será suicida. Melhor esperar até que os golpistas se devorem entre si, até que o panorama econômico e político pós Golpe se torne insustentável. Enquanto isso, tratemos de organizar e acumular nossas forças, como fazem as lideranças de base do MTST, MPA, MST, etc. Tratemos de disputar corações e mentes nas ruas, nas redes, sindicatos, organizações sociais etc.. E torçamos pelo imponderável.
 


 

 

 

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Não haviam imbecis ou

Não haviam imbecis ou sonhadores,todos sabiam da impossibilidade de vencer o rico estado assassino,o que havia era uma juventude sabendo ser necessário dar uma resposta não importando o que pudesse acontecer,a cada adormecer e a cada acordar era uma despedida,porque nós podemos morrer mas nossos ideais precisam continuar.Usamos nomes que nunca foram nossos tivemos pais que jamais conheceríamos,perdemos nossa identidade familiar mas nunca perdemos a linha contextual de porque se lutava e isso passamos aos nossos filhos e contamos aos netos.

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SIM QUERIDA EM SEI DISSO

SIM QUERIDA EM SEI DISSO DESDE OS ANOS SETENTA QUANDO OS CONFRONTEI,MUITOS SEMPRE SOUBERAM E NÃO SE ACOVARDARAM,VALORIZE ISSO,OK?

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imagem de franciscopereira neto
franciscopereira neto

Uma saida

Que é necessário uma saida, todos estamos de acordo.

Agora, porque entregar o único líder que sobrevive até este momento, a compartilhar com gente como Nelson Jobim, sujeito que se adapta a qualquer situação, nunca fez nada a favor das maiorias, fraudou o artigo 166 da Constituição (coloco este link porque achei-o mais didático: http://www.tribunadainternet.com.br/comentarista-explica-como-nelson-jobim-fraudou-a-constituicao-foi-ele-quem-introduziu-no-texto-um-artigo-que-nunca-foi-votado-tornando-obrigatorio-o-brasil-pagar-a-divida-aos-banqueiros/ ). E não por coincidência, hoje ele é sócio do banco BTG Pactual do bandido preso e depois solto pelo STF.

A jabuticaba que o safado colocou no artigo 166 no inciso II, foi a letra "b", serviços da dívida pública, ou seja, o país tem a obrigação de reservar recursos para pagamento dos serviços da dívida.

Enquanto essa jabuticaba não for suprimida o país tem a obrigação de pagar os rentistas do qual hoje ele é sócio.

Por conta disso, esqueçam a auditoria da dívida proposta pela http://www.auditoriacidada.org.br/ coordenada por Maria Lúcia Fatorelli. Vejam os números, tanto no site , como nesse artigo do Azenha: http://www.auditoriacidada.org.br/blog/2013/08/13/maria-lucia-fatorelli-banqueiros-capturaram-o-estado-brasileiro/

O artigo sugere uma raposa ao lado do Lula para tomar conta do galinheiro?

Sua "contribuição" para os governos petistas foi longe demais. Então esqueçam desse presunçoso.

Já Bresser Pereira, este sim pode contribuir muito, mas não como um líder, até porque ele não é. Se preocupa com o país, deu um giro de trezentos e sessenta graus nas suas visões políticas e hoje se alinha para busca de novos caminhos para o país a frente do projeto do "Brasil Nação" ( http://www.bresserpereira.org.br/ ).

Não vamos cair novamente no conto do vigário da escória da politica nacional.

É só olhar o Congresso, o STF, MPF e PF.

Se não houver um governo progressista eleito que enfrente essas instituições, pode esquecer.

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Francisco, citei Nelson Jobim

Francisco, citei Nelson Jobim por sua aceitação em amplos campos políticos e sociais...... se houver o tal "acordo nacional" defendido pelo Nassif, e que começo a aceitar como ÚNICA SAÍDA INICIAL, ambos os lados teriam que aceitar nomes que não apreciam muito...... Mas não penso nisso como um GOVERNO A PARTIR DE 2018, E SIM COMO ALGO IMEDIATO, que FREIE o trem desgovernado bem antes das eleições. Abraço!!!

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O FASCISMO ESTÁ ESCANCARADO E

O FASCISMO ESTÁ ESCANCARADO E FALAM EM CONCILIAÇÃO?

Por Gisele Federicce, 247 – A Brigada Militar do Rio Grande do Sul, do governo de Ivo Sartori (PMDB), montou uma operação de guerra para despejar famílias que ocupavam um prédio no centro de Porto Alegre na noite desta quarta-feira 14. No episódio, um deputado que tentava conciliar a ação foi agredido e preso, mesmo depois de ter informado que era parlamentar.

"Eu não só fui agredido, como fui arrastado no meio da tropa, fui algemado para trás, me estrangularam, levei tiros de borracha nas pernas, me colocaram na gaiola (da viatura), andaram comigo pelas ruas", descreveu o deputado estadual Jeferson Fernandes, do PT.

Como presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, ele presidida uma audiência pública com as famílias, primeiro na Casa legislativa, depois na frente do prédio da ocupação, e pedia a presença de um oficial de Justiça, quando a Brigada Militar chegou com dezenas de homens do Choque, como disse ele, pronta para o "ataque".

A ordem de reintegração de posse foi determinada pela juíza Aline Santos Guaranha, da 7ª. Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, há cerca de um ano e sete meses. No despacho, a magistrada recomendou o "o cumprimento da ordem aos feriados e finais de semana e fora do horário de expediente, se necessário, evitando o máximo possível o transtorno ao trânsito de veículos e funcionamento habitual da cidade".

A Brigada Militar cumpriu o despejo no período da noite, na véspera do feriado de Corpus Christi. A ação da Brigada começou quando o grupo que participava da Comissão na Assembleia chegou até o local da ocupação, chamada de Lanceiros Negros, para dar sequência à audiência. Além do deputado, ao menos outras sete pessoas foral levadas presas.

O PT do Rio Grande do Sul exigiu, em nota, "a imediata exoneração" do Secretário de Segurança, Cezar Schirmer, e do comandante da Brigada. O PT nacional, em nota assinada pela presidente Gleisi Hoffmann (PT-PR), denunciou o abuso e a violência policial do governo Sartori. O presidente da Assembleia, deputado Edegar Pretto (PT), disse que a casa foi "violentamente afrontada com a prisão do deputado".

Confira o relato feito pelo parlamentar ao 247 nesta quinta-feira 15:

A Brigada Militar chegou com alguma justificativa para o uso da força na ocupação?

Chegaram já com absoluta violência, ninguém falou nada. Já tinha uma formação de ataque contra os ocupantes. Eu estava presidindo a audiência pública, que começou dentro do parlamento e se estendeu para a rua, porque havia a iminência do despejo. Eu fui o primeiro que eles abordaram, e começaram a bater, jogar gás, dar muito tiro.

O senhor foi agredido? De que forma?

Eu não só fui agredido, eu fui arrastado no meio da tropa, fui algemado, me estrangularam, levei tiros de borracha nas pernas, me colocaram dentro da gaiola (da viatura), com duas mulheres dentro naquele espaço de trás, andaram comigo pelas ruas. A viatura ficou uns 20 minutos em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Estado. Depois disso, pela repercussão que o caso ganhou, eles simplesmente deslocaram a viatura para uns 100 metros dali e me soltaram, na rua, e mantiveram as outras pessoas presas, que para eles tinham menos importância. E eu fui solto a partir de então.

Mas o que eu acho importante dizer é que o despacho da juíza [que autorizou o despejo] dizia que tinha que ter conselho tutelar no local, porque era uma ocupação com muitas crianças. A maioria era mulheres. Não autorizava pessoalmente a ocupação ser à noite, muito menos o uso da força. Dizia lá se necessário o uso da força, mas eles chegaram batendo. Isso é irrefutável, porque tudo foi transmitido ao vivo. O que eu pedia era que viesse oficial de Justiça para ler o mandado e que aparecesse o comandante da tropa. Depois de muito apelo, apareceu um oficial de Justiça.

Não havia oficial de Justiça então até o momento?

Ele devia estar atrás, em meio aos policiais militares. Porque me deram um megafone, e com muito apelo, depois de levar muito gás, paulada enfim, ele apareceu dizendo para eu sair da frente. E aí eu cobrei, quis saber qual era o procedimento da desocupação, que estava ocorrendo à noite, que tinha crianças. E o cara disse 'não vai sair, pode prender'.

Daí foi nesse momento que eles me derrubaram, outras lideranças também foram arrastadas para o meio da tropa, e aí aquilo tudo que eu já te falei, algemado para trás, mão, braço torcido, cassetete na cabeça, muito xingamento. Um troço absurdo porque eu atuava como parlamentar, como presidente da Comissão dos Direitos Humanos, em plena audiência pública sobre o assunto.

Ao longo de todo esse episódio, estava claro para eles que o senhor era parlamentar?

Todo mundo gritava que eu era parlamentar. Depois de muito anúncio que eu estava ali, apareceram dois oficiais de Justiça, que simplesmente disseram para sair da frente.

Qual a situação das famílias neste momento?

Eles tiraram todas as famílias, muitos colegas levaram as famílias para alguns locais onde pudessem dormir. Eu estou preocupado, porque são dezenas de famílias. Muitas são vítimas do tráfico, moravam na rua, outras foram vítimas agora das enchentes no Estado, sem contar indígenas que moravam nas calçadas, e tinham uma vida decente [na ocupação].

Aquele prédio é do Estado e não tinha uma destinação e continua não tendo. O Estado não disse para quê vai usar o prédio e não fez uma mediação para o destino das famílias. O governador, que é o mesmo autor da ação, comandou também essa atrocidade por parte da Brigada Militar.

Como foi o exame de corpo de delito?

O médico registrou lesões na minha cabeça por conta do cassetete, hematomas nas pernas por causa dos tiros de bala de borracha, pulsos marcados pelas algemas e muita ardência no rosto, devido ao spray de pimenta.

O senhor chegou a ter alguma conversa com alguém do governo desde então?

O presidente da Assembleia, Edegar Pretto, tentou várias vezes falar com o governador, mas não conseguiu. Eu nem tinha condições psicológicas para fazer qualquer contato. Eu estou cobrando, via imprensa, um posicionamento do presidente do Tribunal de Justiça e do governador se é essa a orientação que eles dão de ação da Brigada Militar por ocasião de despejo. Houve uma ruptura institucional conosco do parlamento e é necessária um posicionamento dos chefes desses outros poderes.

Há definição de alguma medida a ser tomada por parte da Assembleia?

Eu estou em casa nesse momento, tentando me recompor, das lesões e do abalo, mas eu vou assim que possível conversar com o presidente, Edegar Pretto, e os demais companheiros da Comissão de Direitos Humanos para ver, além dessas de exigir posicionamentos dos outros poderes, quais outras medidas podemos adotar.

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TEMOS CONCILIADO SEMPRE QUE

TEMOS CONCILIADO SEMPRE QUE NOS GOLPEIAM E DERRAPAMOS NA JUSTIÇA SOCIAL,NÃO PODEMOS PERDER A CHANCE HISTÓRICA DE ACABARMOS COM A SINA TRISTE DE SERMOS GOLPEADOS E CONCILIARMOS. EU DEFENDO O CONFRONTO E NÃO É NO CAMPO DAS IDEIAS É NO CAMPO DE LUTA.,LUTA DE VERDADE ,LUTA PELA LIBERTAÇÃO ,PELO FIM DOS INIMIGOS POIS SEMPRE SOUBEMOS QUE TEMOS INIMIGOS,NOS FALTA A CORAGEM DE ADMITIR QUE MOVEM CONTRA O BRASIL E SEU POVO UMA GUERRA DE CLASSES E PRECISAMOS IR A ESSA GUERRA SEM MEDO OU ESTAREMOS SEMPRE PATINANDO NA IDEOLOGIA POR COVARDIA.

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Luiz, não discordo de você em

Luiz, não discordo de você em TEORIA, ou sentimentos pra lá de justos.... Apenas refleti sobre O QUE É POSSÍVEL HOJE, PRAGMATICAMENTE FALANDO..... Se não há povo suficiente pra levarmos ás ruas, nem convulsões sociais tão fortes, para desilusão nossa talvez, até quando esperaremos que esse ambiente social se deteriore para que a "fervura" alcance o nível necessário a algum tipo de confronto mais radical? E se assim ocorresse, realisticamente falando, não é razoável considerarmos que as forças armadas seriam chamadas a "conter os excessos", apoiadíssimas pela grande mídia, nossa elite social e classes médias?
Por isso escrevi o texto, por TALVEZ ser a única solução DE IMEDIATO, algum tipo de acordo social que interrompa o desmonte dos programas sociais, venda de nossas riquezas, enfim, todo o horror que estamos vivenciando.
Não estou pensando no que fazer depois de tirarmos o paciente da UTI, mas em como tirá-lo de lá, com urgência. Abraço!!!

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