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Catarina e Jarirí - uma paixão sobre-humana, por Cafezá

Catarina e Jarirí - uma paixão sobre-humana, por Cafezá

Entoncis, Tuxo tumô o caminhu da casa di Xico da Noite. Foi andanu cum todo u cuidado, oianu pá tudos os lados, a ver si tinha arguém istranho nu trajéto. U puóvo trabaiadô tava cumessano a tumá as ruas pá ir pro trabaio nos caminhão di bóia-fria qui ficavam ispéranu seus recheios humanos na praça principar da ciudadi. Vestidos cum muita ropa, qui cubriam os cuórpos todos e as cabeças, para si protegêrem das ferpas cortantes i tóxicas das fôia di cana-de-açucar, ficavam parecidos cum póbris astronautas maltrapilhos. I foi indaí qui Tuxo iscutô arguém o chamanu:

- Tuxo, Tuxo, ispéra um poco. So ieu, tua irmã.

- Nuóssa! Ié ucê, Ritinha!?

- Adondi ucê tem andadu, meu irmão? Ucê sumiu. A mãe tá mórrenu di préócupação.

- Ieu to fazenu um sélviçu muito lonji daqui.

- I purquê ucê num avisô a jienti? 

- Num tive tempo. Ieu num paro di trabaiá um sigundo siquér. 

- Ucê vai passá in casa?  

 
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