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Patricia Faermann

Com fim de mandato, Janot admite custos da Lava Jato e entrega Aécio como isca

Em guerra grande contra Michel Temer, o procurador-geral da República usa tardiamente cartas para serem sacrificadas: Aécio Neves
 

Foto: Lula Marques/ Fotos Públicas
 
Jornal GGN - "Quanto valeria para a sociedade saber que a principal alternativa presidencial de 2014, enquanto criticava a corrupção dos adversários, recebia propina do esquema que aparentava combater e ainda tramava na sorrelfa para inviabilizar as investigações?", disse Rodrigo Janot, o procurador-geral da República que detinha as primeiras acusações contra Aécio Neves (PSDB-MG) em mãos há dois anos e apenas agora colocou na roda da Lava Jato.
 
A frase de Janot foi publicada em artigo assinado propriamente por ele, no Uol, nesta terça-feira (23). O sacrifício de acusar publicamente Aécio carrega um contexto bem definido: o de faltar menos de um mês para a eleição dos procuradores da República a quem comandará a PGR. E, apesar de alguns nomes que figuram como oposição à sua conduta no Ministério Público Federal, o principal adversário é o presidente Michel Temer, que coloca em risco o reinado de Janot na Lava Jato.
 
"[A lista tríplice] tem sido respeitada nos últimos anos, mas não há nenhuma previsão constitucional que me obrigue a seguí-la", disse Temer, em abril deste ano, em tom intimidatório. A declaração foi aceita pelo procurador-geral como uma tomada para a guerra. 
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Aos EUA, Lava Jato escancara polêmicas e antecipa Lula como responsável


Moro no Wilson Center em Washington, EUA, em julho de 2016 - Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - "A Operação Lava Jato é maior do que WaterGate?", perguntou o âncora norte-americano do programa "60 minutes", Anderson Cooper. "Muito, muito maior", respondeu o procurador da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol. Assim começa a reportagem no canal de notícias CBS News, que foi ao ar neste domingo (21).
 
Na polêmica entrevista dos procuradores e do juiz Sergio Moro ao noticiário estadonidense, o magistrado do Paraná admitiu que usou a "style-plea bargaining" dos EUA (negociação de apelo pela barganha) para conseguir que alguns réus cooperem". "O juiz Moro e os promotores também estão dispostos a usar táticas controversas para combater o crime financeiro", completou o jornal.
 
Para que os norte-americanos compreendessem a Operação realizada no Brasil, o noticiário comparou ao famoso caso WaterGate, escândalo político dos anos 70 nos Estados Unidos que provocou a renúncia do presidente Richard Nixon.
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PGR já disse que grampo não foi editado, mas tema pode atrasar processo

Enquanto chegava ao Palácio para conversar com Temer, Joesley escutava a CBN. A rádio fez a minutagem do programa e comparou com a duração do encontro e a volta do empresário ao carro, quando sintonizou novamente. O resultado é que o áudio não foi cortado
 

 - AFP
 
Jornal GGN - Em um das poucas possibilidades de questionar na Justiça as acusações que recaem contra si, Michel Temer acha que o grampo de sua conversa com Joesley Batista, dono da JBS, entregue aos procuradores da República foi manipulado. Os principais jornais alimentaram o questionamento do presidente da República como válido e realizaram perícias de forma independente. A tentantiva, apesar de possivelmente em vão, pode atrasar as investigações.
 
Um dos jornais a contratar peritos judiciais foi a Folha de S. Paulo. O diário paulista solicitou a análise do profissional Ricardo Caires dos Santos, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O resultado foi a manchete: "Áudio de Joesley entregue à Procuradoria tem cortes".
 
Caires dos Santos disse que há indícios claros de manipulação, mas que "não dá para falar com que propósito". Os cortes narrados pela reportagem, entretanto, são de trechos que não aparecem na gravação. Não está claro, por exemplo, se essas omissões foram provocadas propositalmente pelo delator, com edição, ou se as falhas ocorreram pelas condições locais, uma vez que o gravador estava posicionado na roupa de Joesley no momento do encontro.
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Como a JBS pagou os R$ 2 milhões a Aécio


Foto: Roque de Sá/Agência Senado
 
Jornal GGN - A pessoa escolhida por Joesley Batista, dono da JBS, para entregar R$ 2 milhões ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) narrou em detalhes como realizou o primeiro dos quatro pagamentos ao primo do senador, Frederico Pacheco de Medeiros, o Fred. 
 
Ricardo Saud, diretor de relações institucionais e governo da J&F, grupo do qual pertence o frigorífico, é um dos delatores que descreveu aos procuradores da República as acusações contra o tucano, com base em provas e documentos. 
 
"O que estamos apresentando é um recall de todo o que aconteceu na campanha de 2014, de fatos ilícitos", assim introduziu Saud. "A gravação que tenho mais participação ativa foi do senador Aécio Neves com Joesley no Hotel Unique, em São Paulo, porque dela nós fizemos um ato contínuo e tivemos desdobramentos dela", seguiu.
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JBS: Temer ganhou "mensalinho", mais de R$ 3 milhões e receberia outros R$ 50 mi


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Notas fiscais, comprovantes de transferências e planilhas comprovam que Michel Temer recebeu diretamente de Joesley Batista, dono da JBS, R$ 3,540 milhões e mais um "mensalinho" de R$ 100 mil por um ano, no período de 2010, 2012, 2014 e 2015. Em 2017, o presidente da República acertou receber, por meio de seu assessor, o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), cerca de R$ 50 milhões de propina em uma negociata do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
 
A imprensa amanheceu dizendo que o grampo do mandatário "não leva a conclusão", que foi mera prevaricação, e Michel Temer justifica que "não acreditou nas declarações" feitas naquele encontro por Joesley Batista, dono da JBS, das quais o presidente aceitou a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha e apoiou o corrompimento de um procurador e dois juízes. Além disso, o Planalto resolveu mandar a gravação a peritos, "desconfiando que foi editada". 
 
Mas os autos da delação de Joesley são mais conclusivos do que o próprio grampo. No anexo 9 do acordo com a Procuradoria-Geral da República, o empresário mostra planilhas e notas fiscais para comprovar que ele pagou propina a Michel Temer em 2010, 2012, 2014 e 2015. O próprio título do anexo se chama "Fatos diretamente corroborados por elementos especiais de prova - Michel Temer". Acompanhe a seguir o detalhamento de cada um dos repasses de propinas a Temer:
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Governo pode usar novas delações da JBS para dissolver impacto

Michel Temer comemorando o impeachment de Dilma Rousseff - Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Após o terremoto provocado no nome do presidente Michel Temer e do senador e até então um dos principais aliados do governo, Aécio Neves (PMDB-MG), sendo ele responsável por grandes nomeações ministeriais e de segundo escalão, a delação da JBS traria ares incomuns no contexto da Operação Lava Jato e de sua repercussão na imprensa se não atingisse nomes do PT.
 
É nesse cenário que, apesar do choque provocado pela notícia de que o mandatário peemedebista deu aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara já preso, Eduardo Cunha (PMDB), os irmãos Wesley e Joesley Batista teriam também incriminado os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
 
A notícia veio à tona após as primeiras manchetes de O Globo e Estadão contra Temer e Aécio começarem a se dissolver. Já por volta das 19h desta quinta-feira (18), a revista Época foi a primeira a destacar: "JBS mantinha conta na Suíça com R$ 300 milhões em propina do PT".
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Temer tentará abafar crise, mas é convencido a fazer pronunciamento


O encontro grampeado do dono da JBS com Temer ocorreu logo após a ida de Temer ao aniversário de 50 anos de carreira do jornalista Ricardo Noblat, onde se reuniu com outros políticos e figuras públicas - Montagem: Pragmatismo Político
 
Jornal GGN - Na maior crise que atingiu o governo de Michel Temer, com a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pelo mandatário grampeada, o peemedebista entendeu que a tentativa de "abafar" os fatos não dará certo desta vez, antecipa como uma das primeiras respostas que não irá renunciar e planeja um pronunciamento oficial nesta quinta-feira (18).
 
A repercussão da que se tornou a mais drástica delação premiada até hoje da Operação Lava Jato, pelas mãos do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, mostrou a Temer que suas anteriores tentativas de ignorar as polêmicas que atingem seu governo, seus aliados e sua equipe ministerial não surtirão efeitos.
 
No dia seguinte à divulgação da acusação de que o atual presidente deu aval e concordou com a compra do silêncio de nada menos do que Eduardo Cunha (PMDB), deputado cassado e preso na Operação Lava Jato, Temer cancelou sua agenda oficial e marcou uma reunião de urgência com ministros e aliadosentre eles Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-geral da Presidência).
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O julgamento político de Moro contra Lula

 
Jornal GGN - Com a reação nitidamente perplexo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ouvia do juiz Sergio Moro o que ele considerava como justificativa para dirigir perguntas no caso do triplex do Guarujá sobre a AP 470, conhecida como mensalão, julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
 
"Eu tenho umas perguntas para o senhor para entender a sua relação com os seus subordinados e assessores. O senhor ex-presidente afirma que jamais compactou com algum dos criminosos, que não tinha conhecimento dos crimes praticados no âmbito da Petrobras no seu governo. Eu entendo aqui que perguntas a respeito de atitudes em relação a crimes praticados por subordinados, assessores ou pessoas que trabalharam na Petrobras durante o seu governo têm relevância para a formação da minha convicção judicial. Nesse aspecto, senhor ex-presidente, eu gostaria de fazer algumas perguntas sobre a sua opinião sobre o caso nominado de 'Mensalão', que foi julgado pelo STF", disse Moro.
 
Lula não precisou responder à inconformidade daquela pergunta no atual julgamento da primeira instância, antes que os advogados entrassem com os argumentos para destacar a incoerência. Mas não bastou: "é o juízo que vai julgar, é o juízo que entende que isso é relevante", dizia, de forma ríspida, Sergio Moro.
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Confronto: "Se testemunhas não dissessem a senha 'Lula' não valia para vocês"

O ex-presidente desbancou as táticas usadas pela Operação Lava Jato e acusou os procuradores de sustentarem mentiras com mais e mais mentiras que, até agora, não foram provadas
 
 
Jornal GGN - "Aqui, na sua sala, tiveram 73 testemunhas. Grande parte de acusação do Ministério Público. E nenhuma me acusou. O que aconteceu nos últimos 30 dias, doutor Moro, vai passar para a história como o 'mês Lula'. Porque foi o mês em que vocês trabalharam, sobretudo o Ministério Público, para trazer todo mundo para falar uma senha chamada 'Lula'. O objetivo era dizer 'Lula', se não dissesse 'Lula' não valia", disse o ex-presidente, em confronto direto à Lava Jato e ao juiz Sérgio Moro.
 
De maneira sacárstica, o magistrado da Lava Jato de Curitiba questionou: "O senhor entende que existe uma conspiração, então?". E Lula novamente o cortou, criticando, desta vez, a estratégia de delações premiadas criada na Operação com o juiz.
 
"Não, não", respondeu, continuando: "Eu entendo, e acompanho pela imprensa, que pessoas como o Léo Pinheiro já estão há algum tempo querendo fazer delação. Primeiro, ele foi condenado a 23 anos de cadeia, depois se mostra na televisão como é que vive a vida de 'nababo' dos delatores, e o cara fala: 'porra, eu to condenado a 23 anos, e os delatores pagaram uma parte e estão vivendo essa vida?'", ativou Lula.
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Moro incluiu acusação de que Lula comandou toda corrupção da Petrobras

 
Jornal GGN - Sem fazer parte dos autos da denúncia no caso triplex no Guarujá, o juiz Sérgio Moro tentou acrescentar contra Lula uma suposta acusação de que o ex-presidente teria conhecimento e participação em todo o esquema de corrupção que vitimou a Petrobras, incluindo em acusações da Lava Jato alheias em contexto e personagens à Lula. 
 
"Tem duas partes. Uma primeira parte o Ministério Público argumenta que o senhor teria conhecimento e participação em um esquema de corrupção que teria vitimado a Petrobras, com divisão de propinas entre diretores da Petrobras e agentes políticos", introduziu Moro.
 
O advogado interrompeu: "a defesa do ex-presidente Lula não reconhece como objeto desta ação essa primeira parte da fala de vossa Excelência, porque esse afirmado esquema de corrupção, data máxima venia, é objeto de inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal. Então o objeto da denúncia, a acusação que consta na denúncia e é daquilo que o réu se defende, diz respeito a três contratos firmados entre a OAS e a Petrobras e a um apartamento triplex no Guarujá".
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"Não quero ser julgado por interpretações", diz Lula em Curitiba

Á uma mutidão que o esperou por mais de cinco horas, o ex-presidente disse acreditar que após "dois anos de massacre", eles teriam alguma prova: "mas não tinham nada"

Jornal GGN - "Eu não quero afrontar ninguém, eu sou um cidadão que respeita as leis, eu respeito a Constituição. A única coisa que eu peço em troca é que ele me respeite como eu respeito", disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em pouco mais de dez minutos de discurso, na Praça Santos Andrade, em Curitiba.

Lula discursou a uma multidão que o esperava, após quase cinco horas de depoimento prestado ao juiz Sérgio Moro, na Justiça Federal de Curitiba. Sem citar detalhes de como foi o interrogatório, o ex-presidente disse que estava impressionado que após "dois anos de massacre", acreditava que seus acusadores "iam mostrar uma escritura, um pagamento, alguma prova". "Mas não tinham nada", completou.

O ex-presidente indicou que o juiz da Vara Federal, Sergio Moro, teria demonstrado conclusões sobre o processo do triplex do Guarujá: "o tal do apartamento que ele diz que é meu". E ironizou o teor das perguntas feitas pelos procuradores ou pelo magistrado de primeira instância, de que se ele, o ex-presidente, conhecia o Vaccari [João Vaccari Neto] e outros políticos do PT. "É lógico que eu conheço e não tenho vergonha das pessoas que eu conheço", acrescentou. 

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Após ser solto, Dirceu é alvo de acusações infundadas sobre offshores

Sem provas ou conexões, o ex-ministro foi associado a nome ligado a offshore no Panamá: uma antiga barrigada do Jornal Nacional
 

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Imediatamente após ser solto pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), José Dirceu voltou para a mira das acusações na Operação Lava Jato e na imprensa. Neste domingo (07), o ex-ministro foi associado a um dos nomes ligados a offshores no Panamá, no caso das empresas de fachada ligadas ao escritório Morgan & Morgan.
 
Com o intuito de indicar que o petista estaria ligado às empresas de fachada, o Estadão recuperou a barrigada que o Jornal Nacional cometeu há quatro anos, quando Dirceu havia sido contratado para trabalhar no hotel de Brasília St. Peter.
 
À época, o telejornal da Rede Globo publicou, em tom de denúncia, uma reportagem contra os proprietários do empreendimento, por terem oferecido emprego ao então condenado na Ação Penal 470, o chamado mensalão, por um salário de R$ 20 mil. 
 
Com o intuito de tentar desvendar irregularidades, o jornal se deparou com informações inconsistentes, mas ao contrário do esperado, sem nenhuma relação direta com o petista. Ao buscar sobre os proprietários do hotel, no Panamá, descobriram que o empreendimento era controlado por uma offshore no paraíso fiscal, e tinha como registro o nome de um suposto laranja, Jose Eugenio Silva Ritter.
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Constrangido com perguntas da Lava Jato, Temer admite que havia caixa dois

Em entrevista à Rede TV, o presidente manifestou respostas sarcásticas, ironias e estava nitidamente desconfortável
 
 
Jornal GGN - Nitidamente constrangido com as perguntas sobre a Operação Lava Jato e as acusações da Odebrecht que o colocam em risco no processo que poderia encurtar seu mandato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Michel Temer tentou fugir das respostas sobre o uso de caixa dois, admitiu que atuou na arrecadação de recursos para a campanha presidencial de 2014 com um "valor insignificante" e teve uma das perguntas cortadas por Reinaldo Azevedo, da Revista Veja.
 
A jornalista Amanda Klein questionou: "Presidente, antes de o senhor assumir, o grande foco de corrupção da Lava Jato era o PT. Agora, pelas últimas revelações com as delações da Odebrecht vê-se que a corrupção era generalizada, e atingiu principalmente, também, o seu partido, o PMDB em cheio, com oito ministros investigados, atingiu o PSDB, também outro grande aliado sócio do governo. A corrupção era de fato maior no PT, estão todos no mesmo balaio, era generalizada, como que o senhor vê do ponto de vista político, porque é óbvio que do ponto de vista legal e jurídico isso está em andamento".
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Contradições de Sergio Moro para fazer valer prisão de Dirceu

 
Jornal GGN - Em um dos ápices da Operação Lava Jato, no dia 27 de julho de 2015, o juiz Sérgio Moro dedicou sete páginas da primeira de suas decisões de decretar a prisão do ex-ministro José Dirceu para justificar o que considerava a base para as muitas preventivas que viriam desde então. 
 
Contrariando os princípios básicos garantidos pela Constituição Federal com a presunção de inocência, Moro acreditava que as prisões preventivas serviriam para "interromper o ciclo delitivo" da "corrupção sistêmica e profunda" deflagrada na Petrobras. Ignorou que tal objetivo era o mesmo da prisão por uma condenação final.
 
Á época, as medidas adotadas pelo magistrado do Paraná em Curitiba já eram questionadas pelo universo jurídico, dada a polêmica de se prender antes mesmo de coletar suspeitas suficientes para as investigações. 
 
"Embora as prisões cautelares decretadas no âmbito da Operação Lava Jato recebam pontualmente críticas, o fato é que, se a corrupção é sistêmica e profunda, impõe-se a prisão preventiva para debelá-la, sob pena de agravamento progressivo do quadro criminoso", dizia Moro, naquele julho de 2015.
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Renan convoca: "É o ‘dá ou desce’ trabalhista", e Senado adere a críticas


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - O líder da Maioria e do PMDB, Renan Calheiros (AL), não economizou críticas a mais uma das propostas do mandatário Michel Temer. Sobre a Reforma Trabalhista aprovada pela Câmara nesta quarta-feira (26) e que hoje, às vésperas da Greve Geral, foi levada ao Senado disse que "é uma chantagem explícita" que o presidente quer empurrar "goela abaixo" para a retirada dos direitos dos trabalhadores. "É o ‘dá ou desce’ trabalhista", resumiu, em duro discurso.
 
"A próxima segunda-feira, 1o de maio, o Brasil precisa dizer alguma coisa aos seus trabalhadores", introduziu Renan, em ironia, no Plenário do Senado. "E não é, senhores senadores e senhoras senadoras, da melhor tradição o Presidente da República não falar aos trabalhadores", seguiu.
 
Em críticas à gestão Temer, o senador que hoje representa o partido do presidente da República no Senado disse que vivemos "um momento de angústia e crueldade". E, nesse cenário, "não é normal que o presidente da República deixe de falar e empurre goela abaixo dos trabalhadores uma retirada de direitos", completou.
 
Em mais um sinal de forte dissidência do parlamentar e representante no Congresso contra a governabilidade de Michel Temer, em cerca de 10 minutos, o peemedebista criticou a tentativa de que "o acordado se sobreponha ao que está na lei", ao fazer referências aos intentos de mudanças na legislação trabalhista. 
 
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