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Cíntia Alves

Lula lidera entre católicos e evangélicos, mas manipulação da Folha faz parecer o contrário

Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Folha de S. Paulo manipulou a última pesquisa Datafolha duas vezes para fazer parecer que a candidatura de Lula vem caindo entre um segmento da população: o que se declara evangélico. Mas os dados do estudo mostram o contrário: Lula lidera a disputa para 2018 mesmo neste nicho, deixando para trás Jair Bolsonaro, Marisa Silva e João Doria. 
 
A primeira manipulação de Folha ocorre no título e no primeiro parágrafo da matéria "Evangélicos impulsionam Bolsonaro e Marina e derrubam Lula, diz Datafolha".
 
O título dá a entender os candidatos do PSC e Rede crescem enquanto Lula cai numa avaliação em que só o nicho evangélico é levado em consideração. Mas a afirmação é desmentida pelos dados da pesquisa Datafolha do final de setembro.
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Como Lula pode ser candidato mesmo se condenado em segunda instância

Jurista explica que Lula tem vários caminhos para insistir na candidatura, mesmo ao custo de gerar nova crise política
 
Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - Encomendado pelo PT, um parecer do jurista Luiz Fernando Casagrande Pereira explica como o ex-presidente Lula, em caso de condenação em segunda instância, pode judicializar a questão da Lei da Ficha Limpa e concorrer à presidência em 2018, possivelmente criando um cenário de instabilidade.
 
Segundo o parecer, Lula pode aproveitar que a inelebigilidade decorrente de decisão colegiada segundo previsto na Lei da Ficha Limpa ainda não é "firme" e brigar pelo registro de candidatura na Justiça. Se obtiver uma liminar, poderá respirar um pouco mais tranquilo. Mas se não conseguir, também não será fácil para a oposição impugnar a candidatura rapidamente.
 
Mesmo com todos os agentes envolvidos apertando o passo na tentativa de frear a candidatura de Lula, o assunto só vai se esgotar em setembro de 2018, quando o petista já estará em "plena campanha". Neste caso, se chegar a ser impedido e não quiser colocar todos os votos em risco, ele poderá pedir a substituição às vésperas do primeiro turno.
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Lula diz para Moro também cobrar documentos originais de procuradores e delator

Foto: Ricardo Stuckert

Jornal GGN - Os advogados do ex-presidente Lula decidiram demandar que Sergio Moro dê tratamento igual à defesa e acusação e solicitaram que os procuradores de Curitiba sejam intimados a apresentar a versão original de vários documentos que estão sob suspeita de falsidade.

A iniciativa ocorreu após Moro determinar que Lula apresente as vias originais dos comprovantes de aluguel que juntou aos autos para atestar que não recebeu vantagens indevidas em processo que envolve a Odebrecht.

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Procurador diz que Janot cometeu crime de conspiração política usando a Lava Jato

Jornal GGN - O procurador da República Angelo Goullart Villela, acusado de receber mensalinho de R$ 50 mil para atuar em favor da JBS junto à Procuradoria Geral da República, disse em depoimento à Câmara, nesta terça (16), que Rodrigo Janot praticou crime de "conspiração política" com a Lava Jato enquanto comandava o Ministério Público Federal.

Segundo Villela, o "modus operandi" de Janot com a delação da JBS para derrubar Michel Temer "foi muito parecido" com o modus operandi da PGR nas delações de Sergio Machado e Delcídio do Amaral, ambas usadas antes e depois do impeachment de Dilma Rousseff.

O procurador chamou atenção para o fato de que, em todos esses episódios, "alguns personagens se repetem: procurador Marcelo Miller e a advogada Fernanda Tórtima [que atuou no acordo da JBS]."

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Os abusos na busca feita pela polícia de Alckmin na casa de Marcos Lula

Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - Tão logo veio à tona, na noite de terça (10), por meio da colunista Mônica Bergamo, a história da busca e apreensão na casa de Marcos Lula, filho mais velho do ex-presidente Lula, passou a ser alvo de críticas feitas por especialistas em Direito horrorizados com o nível de violações que as primeiras informações sobre o caso guardavam.
 
O principal pilar do escândalo era o fato de que a autorização judicial para a busca foi dada mediante o argumento de que câmeras de vigilância dificultavam o "monitoramento" dos endereços alvos da denúncia anônima. No ordenamento jurídico brasileiro, denúncia anônima por si só não serve (ou não deveria servir) para nada.
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Glaucos também mudou depoimento para implicar filho mais novo de Lula

 
Jornal GGN - Não foi apenas sobre a história do apartamento alugado à família de Lula que Glaucos da Costamarques vem mudando de versão desde que passou a ser investigado pela Lava Jato. Primo de José Carlos Bumlai, Glaucos foi sócio de dois amigo do filho mais novo de Lula numa empresa criada em 2009, a Bilmaker. Quando questionado pela Polícia Federal, em 2016, sobre o episódio, ele não apontou nenhuma irregularidade. Agora que atua como delator informal de Lula junto aos procuradores de Curitiba, Glaucos disse uma série de coisas a Sergio Moro que não batem com o depoimento que deu no ano passado. 
 
Reportagem do Estadão desta terça (10) mostra que, agora, "Glaucos da Costamarques pode ter servido para ocultar o nome do caçula [Luis Cláudio Lula da Silva] na propriedade da Bilmarker 600 Serviços em Importação e Exportação Ltda."
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Youssef tentou usar acordo com Moro para anular condenação em Maringá

Entre 1993 e 1996, Youssef participou de esquema que desviou mais de R$ 15 milhões da Prefeitura de Maringá. O julgamento só ocorreu em agosto deste ano, mais de duas décadas após o escândalo. O principal argumento do doleiro para não ser condenado foi o acordo que fez com Sergio Moro no Banestado 
Fotos: Agência Brasil
 
Jornal GGN - O acordo de delação premiada que Sergio Moro fez com Alberto Youssef em meados dos anos 2000, no âmbito do caso Banestado, foi usado pelo doleiro como argumento contrário a uma nova condenação, agora pelo desvio de R$ 15 milhões da Prefeitura de Maringá. A sentença, proferida pelo juiz Joaquim Pereira Alves, da 3ª Vara Criminal de Maringá, saiu em agosto passado, e estabelece mais de cinco anos de regime fechado a Youssef, sem nenhuma das regalias que ele recebeu na Lava Jato.
 
O julgamento do esquema de corrupção já se arrastava há mais de 10 anos. O Ministério Público ofereceu em 2002 a denúncia relativa aos desvios praticados na Prefeitura entre 1993 e 1996. Mas o caso só foi aceito em 2009. De lá para cá, dois dos principais acusados (o então prefeito Said Felício Ferreira e seu secretário de finanças, Luis Antonio Paolicchi) já faleceram.
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Dallagnol diz que recibos de Lula são falsos e não há prova fiscal de pagamentos

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O procurador Deltan Dallagnol, líder da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, disse em documento enviado ao juiz Sergio Moro [em anexo] que os recibos de aluguel apresentados pela defesa de Lula são falsos. Entre os elementos usados para questionar os comprovantes está a quebra de sigilo fiscal do ex-presidente, de Marisa Letícia, da LILS (empresa de palestras) e do Instituto Lula. Segundo Dallagnol, as apurações revelaram que não há "fluxo financeiro" partindo de contas ligadas ao petista para Glaucos da Costamarques, dono do imóvel em São Bernardo do Campo.
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Parecer da Receita não mostra irregularidade em apartamento ocupado por Lula

Documento da Receita Federal mostra que as "movimentações suspeitas" na conta de Glaucos da Costamarques vieram, em parte, de empréstimos milionários de seus filhos. Já sobre as compras do apartamento em São Bernardo do Campo e do imóvel para o IL, o relatório é inconclusivo
 
Foto: Ricardo Stuckert
 
Jornal GGN - Um documento da Receita Federal que está em posse dos procuradores de Curitiba desde o final de 2016 possivelmente explica a motivação de Glaucos da Costamarques para mudar seu depoimento sobre a compra de um imóvel ofertado ao Instituto Lula e de um apartamento vizinho ao do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP). 
 
Mais do que isso: o parecer da Receita - só vazado à imprensa agora - é, afinal, inconclusivo sobre as duas operações, ou seja, não detectou irregularidades na compra dos imóveis, jogando a missão no colo da Lava Jato. 
 
À Polícia Federal, Glaucos havia negado irregularidade nas duas operações. No mês passado, porém, decidiu mudar o discurso e afirmar, diante de Sergio Moro, que não recebeu o aluguel do imóvel ocupado pela família de Lula entre 2011 e 2015. O depoimento - um trunfo da Lava Jato na reta final do processo - ocorreu às vésperas do encontro entre Lula e Moro, e acabou sendo contrariado, há alguns dias, quando a defesa do petista apresentou os recibos dos pagamentos.
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Desmontando a "matemática" da Lava Jato que força propina a Lula a marretadas

Jornal GGN - O Estadão publicou nesta terça (3) uma reportagem sobre a "fórmula matemática que ajudou a Lava Jato a identificar a propina em apartamento usado por Lula", com direito à reprodução de um diagrama construído pelos investigadores, que ressuscita o espírito do PowePoint apresentado pela turma de Deltan Dallagnol no caso triplex.

O diagrama mostra de maneira clara que a única conexão direta com o que a Lava Jato chama de propina da Odebrecht e Lula é o apartamento 121 do edifícil Hill House, alugado para a família do ex-presidente por Glaucos da Costamaques.

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A conveniente história dos recibos de aluguel forjados

A inconsistência, as lacunas e as mudanças ao saber da crise, que eram identificadas nos relatos de Delcídio por qualquer leigo, também sonda as falas de Glaucos. A ansiedade do “laranja” para obter benefícios da Lava Jato só não é tão gritante quanto o desespero de um senador que viu a casa cair depois de parar na prisão

 

Foto: Ricardo Stuckert

 

Jornal GGN - Defendido pelo mesmo advogado de Paulo Roberto Costa, Glaucos da Costamarques virou alvo dos holofotes da mídia desde que disse ao juiz Sergio Moro que nunca recebeu os valores correspondentes a um imóvel alugado à família de Lula, em São Bernardo do Campo. A história, cheia de lacunas, já começava com uma cobertura enviesada por aí: os jornalões abafaram o fato de que Glaucos, meses antes do encontro com Moro, havia dito o contrário à Polícia Federal.

 

Na última sexta-feira (29), Glaucos virou notícia de novo. Desta vez, apresentando uma petição em que afirma que parte dos recibos apresentados pela defesa do ex-presidente para comprovar os pagamentos do aluguel de 2011 a 2015 foram assinados por ele numa tacada só.

Aqui, outro erro factual cometido por parte da grande mídia: jornais como O Globo e Valor chegaram a alardear a versão de que todos os recibos haviam sido forjados em apenas um dia.

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Arquivo

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Moro usa a versão da mídia, e não a do réu, em processo contra Lula

Ao contrário do que Moro cogita em despacho assinado nesta segunda (2), em nenhum momento a defesa de Glaucos da Costamarques disse oficialmente que ele assinou todos os recibos de aluguel em 2015
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro decidiu surfar nos erros factuais que alguns veículos de comunicação cometeram em reportagens sobre os recibos de pagamento de aluguel apresentados pela defesa de Lula, na semana passada. O magistrado atribuiu a Glaucos da Costamarques, dono do imóvel alugado à família do ex-presidente, uma fala que ele nunca disse oficial ou extraoficialmente.
 
Em despacho assinado nesta segunda (2), Moro escreveu: "A Defesa de Glaucos da Costamarques, em petição do evento 1.118, reitera que o acusado somente passou a receber os aluguéis ao final de 2015 e que teria assinado os recibos, todos ou em parte, ao final de 2015 quando estava hospitalizado. Requer diligências."
 
Mas na petição a que Moro se refere, a defesa de Glaucos não diz em nenhum momento que seu cliente assinou "todos" os recibos ao final de 2015. O que a defesa do delator informal de Lula alega, agora que foi confrontada com os comprovantes de pagamentos feitos entre 2011 e 2015, é que os papéis "referentes a 2015" foram assinados numa tacada só.
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Enquanto mídia discutia recibos, Moro impedia Lula de produzir provas de inocência

Juiz indeferiu pedido para reconstruir o caminho do dinheiro que a Odebrecht, para ajudar a Lava Jato, afirma ter gastado em benefícios ao ex-presidente
 
Foto: Lula Marques
 
Jornal GGN - Enquanto a grande mídia passou o último dia tentando colocar em xeque os recibos apresentados pela defesa de Lula como comprovante de pagamento por anos de um aluguel que a Lava Jato considera vantagem indevida ao petista, o juiz Sergio Moro despachava de Curitiba negando uma série de diligências que poderiam ajudar o ex-presidente a provar que ele não recebeu pagamentos da Odebrecht.
 
Um dos principais pedidos barrados por Moro foi feito não só pela defesa de Lula, mas também pelos defensores do advogado Roberto Teixeira, também réu na ação penal que envolve não só o aluguel de um imóvel em São Bernardo do Campo, mas a compra de um espaço que o Instituto Lula nunca usou.
 
Eles solicitaram uma perícia para reconstruir o caminho do dinheiro desviado de contratos da Odebrecht com a Petrobras e supostamente empregados na compra do imóvel do Instituto, conforme aponta o Ministério Público. Mas Moro decidiu rejeitar o pedido, alegando que, em seu entendimento, recursos da Petrobras não têm nenhuma conexão direta com a denúncia.
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O erro grosseiro de Veja em reportagem que trata Zanin como "chicaneiro"

Jornal GGN - Não se sabe se por ma fé ou apenas desconhecimento sobre o assunto, mas o fato é que a revista Veja cometeu um erro grosseiro na reportagem em que trata Cristiano Zanin, advogado de Lula na Lava Jato, como um "chicaneiro".

A publicação atribuiu a Zanin uma fala disparada contra Sergio Moro que, na verdade, foi dita por outro advogado: o jurista Juarez Cirino, um dos mais renomados docentes de Direito Penal do País. Professor da Universidade Federal do Paraná, Cirino deixou a defesa de Lula muito antes da sentença do caso triplex.

O bate-boca entre a defesa de Lula e Moro marcou as primeiras audiências do processo em que o petista foi acusado de receber vantagens indevidas da OAS. O episódio envolvendo especificamente a discussão entre o juiz da "região agrícola deste País" e Cirino ocorreu no depoimento do ex-senador Delcídio do Amaral, um dos delatores do ex-presidente. O duelo foi marcante por ter demonstrado que não haveria a menor possibilidade dos abusos e erros de Moro passarem em branco ao longo do julgamento.

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Por delatar Lula, Léo Pinheiro escapa da prisão comum com ajuda de Moro

Foto: Reprodução/Folha
 
Jornal GGN - A delação informal contra Lula no caso triplex rendeu a Léo Pinheiro, ex-sócio da OAS, um agrado por parte de Sergio Moro. O juiz impediu que o empresário seja transferido para o presídio comum para cumprir pena de 26 anos por uma condenação que sofreu já em segunda instância. Na decisão, Moro disse expressamente que o benefício estava sendo concedido não só a Pinheiro, mas também a Agenor Medeiros, porque ambos ajudaram na condenação do ex-presidente.
 
O prêmio inicial dos dois pretensos delatores (o acordo da OAS ainda não foi aceito pelo Ministério Público Federal) é a permanência nas dependências da Polícia Federal de Curitiba, onde Pinheiro cumpre prisão preventiva. O outro argumento de Moro para evitar a transferência para um presídio comum é a segurança dos colaboradores.
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